Revival

Revival Stephen King




Resenhas - Revival


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João 24/12/2015

Esperei ansiosamente o lançamento de Revival aqui no Brasil desde que fiquei sabendo que o King tinha escrito.Fiquei ensandecido ao ler a sinopse e logo depois os comentários acerca do livro.Uns diziam que era o livro mais assustador do King,outros dizendo que era mais perturbador que o famoso O Cemitério.

Na minha humilde opinião é um bom livro,encontrei aqui a mesma escrita,a a mesma prosa do autor que já de início conquista a atenção do leitor.Stephen King é mestre na arte de me fazer viajar no tempo.Ele descreve as décadas de 50,60,70 com tanta desenvoltura que eu me vejo lá,vivendo lá.As coisas demoram a acontecer nesse livro mas eu adorei acompanhar a trajetória de Jamie Morton e seus encontros pela vida com o reverendo Charles Jacobs.Porém fiquei um pouco decepcionado com o livro.Não encontrei em Revival o que eu esperava encontrar.Não fiquei assustado,não fiquei perturbado.Acredito que em função das expectativas com esse livro serem muito grandes ele não me agradou tanto quanto esperava.E o final que poderia ser perturbador(talvez) acabou sendo muito fantasioso(tudo bem,sei que é King e amo as fantasias dele,mas acredito que se ele tivesse dosado um pouco essa fantasia teria sido melhor,essa é minha opinião) e ao invés de assustar e perturbar acabou ficando meio sem graça.

Umdos atrativos do livro pra mim foi a questão da fé e da religião.O King na maioria dos seus livros sempre discute sobre religião de uma maneira irônica,sempre questionando.Devo dizer que me agrada a maneira que ele aborda o tema religião.

"A religião é o equivalente teológico aos golpes de seguro fácil,em que você paga o prêmio ano após ano e depois,quando precisa dos benefícios pagos religiosamente,desculpem o trocadilho,descobre que a empresa que pegou seu dinheiro na verdade não existe."

Uma outra coisa que me agradou em Revival e sempre encontro nos livros do King são as músicas.Um livro do King sempre acaba sendo diversão em dobro,pois além da leitura do livro depois tem as músicas que ele cita eu eu corro procurar.e acabo gostando da maioria delas.

Resumindo,apesar de não ser o que eu esperava ainda assim,valeu a leitura.Revival não é um dos melhores livros do Stephen King na minha opinião,mas ainda assim é um bom livro.O King ainda é mestre e sempre será pra mim!Vida longa ao King.
Fabiano 26/12/2015minha estante
É lendo uma resenha como essa que descobrimos, ou melhor, temos a certeza de quem realmente ama ler. O bom leitor, aquele aproveita cada momento do livro, acaba sempre sendo sincero em suas opiniões. Você, como fã de Stephen King, poderia muito bem dizer que esse era o melhor livro de King, e assim fazer o mesmo com outros livros que você venha a ler. Mas não, você é sincero e isso é muito valioso. Parabéns por mais essa resenha! Um grande abraço!




San... 13/10/2015

Sou um tanto suspeita para falar a respeito de escritores de terror. Embora eu não aprecie a chamada ficção científica, quando se trata de escritores de terror, invocar aspectos relacionados ao tema é perdoável e muitas vezes necessário. Aqui me deparei com a eletricidade, com energia bruta e com um enredo que remete, como sempre nas obras de King, ao humano, ou melhor, ao visceral. A necessidade humana de descortinar o depois, o futuro, de se apossar de conhecimentos que ultrapassam a morte, é a tônica do livro. Acredito que o que mais me chama a atenção na escrita de Stephen King é justamente o fato de trabalhar com anseios tão humanos, com medos tão conhecidos, os esqueletos no armário, o monstro debaixo da cama, o fantasma atrás da cortina... Os desfechos de seus livros são para mim como as cerejas do bolo, um recado subliminar no estilo "talvez seja melhor continuar na ignorância". Naturalmente que, para mim, há livros dele que superam, e muito, este aqui. Mas... para os fãs do gênero não será tempo perdido, com certeza.
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Tatiane Buendía Mantovani 09/10/2015

Me perdoe quem não gostou. Puta livro FODA!
Saulo 09/10/2015minha estante
Sério... esse é o livro mais aguardado em toda a minha vida. Não sei se o King acertou ao dizer que é mais aterrorizante que Cemitério, mas parto de uma premissa permeada de amadurecimento - na época dos Creed e o gato Chruch, o tio King era jovem (não tanto quanto ao criar Carrieta White) e drogado. Agora, com Jacobs, ele está mais maduro, velho e sabe mais sobre a vida.
Quero muiiiito esse livro.


Tatiane Buendía Mantovani 09/10/2015minha estante
Baixe as expectativas, Saulo.... muita gente não gostou (muita gente), tenho cá para comigo que muito disto se deve às expectativas...
Eu não diria que é o melhor livro do King, nem ouso comparar aos outros, porque ele tem uma atmosfera todo dele...
Eu li e reli, e reli (li em ingles qdo lançou nos EUA), da primeira vez, ganhou 4 estrelas só por causa do final, mas relendo agora, a edição nacional (tradução impecável), ganhou 5 com louvor.
Acho que a questão do final, difere das outras obras do King porque não tem aquele ar de esperança, de "tudo bem, quando termina bem" das outras obras. O fim desta é sombrio.
Deixa muito pensativo.
Não espere o melhor livro da sua vida, porque vai se decepcionar, com certeza. Mas é um puta livro. Se o ler de coração aberto!


Claudia 09/10/2015minha estante
Concordo tem que ler com a mente aberta, estou lendo e gostando muito.




Gus | @escritavo 12/11/2015

Apreensivo
O livro parece caminhar lentamente, vai te preparando psicologicamente para o final... E que final em
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Aecio.Paula 05/06/2018

O pior livro que li do King até agora. O começo é lento, mas pela metade a leitura fica bem interessante, só que vai perdendo o foco, fica tediosa. O final não é lá essas coisas. A história perde o rumo. Eu só queria saber como essa história chata terminava.
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Ileana Dafne 17/03/2016

Resenha de Revival
Quem me conhece sabe o quanto amo os livros do Stephen King, mas meu top 10 é montado com livros mais antigos dele porque, para mim, são as melhores criações dele. Mas é claro que não deixo de acompanhar os livros mais novos, só não leio todos, e ainda carrego o pecado de nunca ter lido a série A Torre Negra.
Mas falando sobre o livro Revival, desde o momento em que o mesmo foi anunciado fiquei muito interessada em ler, afinal ele falou sobre ter se influenciado em H. P. Lovecraft e Mary Shelley, nem preciso dizer como gosto dos contos do Lovecraft e como considero essencial a leitura de Frankenstein. Então juntar isso, mais o talento do mestre não podia como decepcionar, essa afirmativa é quase certa.
Podem pensar ‘Como ela deu 5 estrelas se o livro não atingiu suas expectativas?’. Ele não é um dos melhores do King, mas ainda é um livro fenomenal.
Vamos ao livro:
A história é contada por Jamie Morton, já na sua velhice, mas que inicia nos contando como aos 5 anos de idade encontrou pela primeira vez Charles Jacobs, seu quinto personagem. E desde o primeiro momento eles sentem que há algum tipo de ligação entre suas vidas.
“De certa maneira, nossa vida parece mesmo um filme. Família e amigos formam o elenco principal. Vizinhos, colegas de trabalho, professores e conhecidos são os coadjuvantes. Tem personagens com participações curtas... Por fim, milhares de figurantes passam pela nossa vida como água pela peneira... Às vezes, porém, entra em nossa vida alguém que não se encaixa em nenhuma dessas categorias... No cinema americano, esse alguém é chamado de quinto personagem, ou agente de mudança.” p. 9.
Charles Jacobs chegou na comunidade onde o pequeno Jamie vivia para substituir o reverendo em suas funções, era um jovem casado e com um filho pequeno, mas sua maior fascinação era a eletricidade e em como utilizá-la de forma teórica e prática.
O reverendo Jacobs fica na comunidade até certo acontecimento fazer com que ele perca a fé em Deus e que haja algum sentido na vida e profere o que passa a se chamar O Sermão Terrível, sendo logo após demitido de seu ofício e vai embora da cidade.
A partir de então Jamie passa a contar sobre sua vida a partir de então e de como descobriu que gostava de tocar violão e depois guitarra e como isso o levou a uma vida na estrada em várias bandas e como se envolveu com drogas, além de seu afastamento da cidade e a família.
Até que muitos anos depois, já no fundo do poço, Jamie reencontra com seu quinto personagem e como isso muda, novamente, o rumo da sua vida. E como ele deseja que Charles Jacobs nunca tenha entrado em sua vida, em consideração ao que o aguardava ao fim daquela jornada dos dois juntos.
Nesse livro, King consegue criar uma história que poderia ser algo real, pra não perder o costume. Mas mesmo assim há algo bastante inovador e impressionante na narrativa, ele conseguiu mesclar muito bem o terror cósmico de Lovecraft com a ideia de reviver algo bestial da Shelley. Contudo existem momentos da narrativa que parece que não chegaremos a lugar nenhum e se torna muito arrastado. Parece demais que ele quis dar algumas voltas antes de chegar ao cerne da questão.
Só que quando ele finalmente decide nos levar à questão central do livro, parece que estamos dentro da história e que não conseguiremos sair sem algum dano. E isso compensa demais o que não em agradou tanto no livro.
Repetindo, mesmo não sendo uma das melhores do King, para mim, é leitura obrigatória para quem gosta de como o King escreve e quer se arriscar a conhecer horrores nunca imaginados!! Boa leitura =D

site: http://www.livroseflores.com/2016/03/resenha-revival-stephen-king.html
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Vanessa Vieira 21/01/2016

Revival - Stephen King
O livro Revival, de Stephen King, nos traz uma história arrepiante envolvendo fanatismo religioso, vício e, claro, o sobrenatural. Com um enredo criativo, que consegue ser tanto assustador quanto irônico e personagens multifacetados, King nos traz uma trama absurdamente humana e, por sua vez, extremamente insana e assustadora.

Em uma pitoresca cidade da Nova Inglaterra, há mais de cinco décadas atrás, um menino que brincava alegremente com os seus soldadinhos de plástico no quintal nunca mais foi o mesmo. Uma sombra recaiu sobre Jamie Morton e era a figura do novo reverendo Charles Jacobs, que juntamente com sua esposa e filho chegam para reacender a fé dos moradores do local. Todos ficam encantados com o reverendo, bem como com a sua família perfeita e seus sermões sábios e contagiantes.

Jamie e o reverendo criam um elo forte entre si, graças a uma obsessão secreta que os dois compartilham. Porém, em uma tarde como qualquer outra, uma forte tragédia se abate sobre o reverendo, fazendo com que os seus valores sejam invertidos e com que seja banido da pequena cidade.

Décadas depois, Jamie carrega seus próprios fantasmas e perturbações. Integrante de uma banda que vive na estrada, ele leva uma vida desregrada, repleta de drogas, sexo e rock n' roll, numa tentativa infame de fugir de sua própria tragédia familiar. Com mais de trinta anos, perdido e viciado em heroína, Jamie reencontra o reverendo. O elo que os dois possuíam há tanto tempo atrás acaba se tornando um pacto macabro, com graves consequências para os dois...

Revival é uma história muito bem arquitetada e original, que nos revela o que acontece quando alguém é traído pela própria fé e acaba trilhando o caminho da escuridão. Acima de tudo, nos mostra como uma vida pode ser dilacerada e transformada pela dor e o quanto uma obsessão até então inocente pode ir além da imaginação. Narrado em primeira pessoa por Jamie, onde acompanhamos sua infância até os seus dias atuais, a trama de King se mostrou polêmica, principalmente por mesclar realismo com terror cósmico e revelar as podridões contemporâneas da humanidade, presentes no vício, no alienalismo religioso e no mal em sua forma mais crua e nua.

"A vida é uma roda, e sempre volta ao ponto onde começou."

O mais gozado entre os personagens da trama é que se formos analisá-la com um olhar mais crítico, notamos que ela não possui herói nem vilão. Tanto Jamie quanto Charles são transformados pela vida e suas atitudes, por mais que sejam grotescas e insanas, nada mais são do que o reflexo de dois homens que passaram pelo inferno e perderam toda a sua esperança e estrutura. Jamie consegue ter ciência do que é certo e do que é errado, mesmo tomando atitudes nada acertadas; já Charles não tem senso nenhum e parametrizou sua existência em uma grande obsessão, usando de todos os subterfúgios para promover a sua tese e realizar seus experimentos, até mesmo de uma seita religiosa de cura e libertação.

"A curiosidade é uma coisa terrível, mas é humana."

Em síntese, Revival é um livro criativo, bem escrito e que choca justamente por ser absurdamente humano e ter nuances bastante reais. A trama de King consegue ser irônica e ao mesmo tempo assustadora e as várias referências contemporâneas que o autor cita na obra contribuem para que o leitor se situe dentro do enredo. A capa é bem condizente com o teor da história e possui um leve efeito metalizado e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Recomendo ☺

site: http://www.newsnessa.com/2016/01/resenha-revival-stephen-king.html
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Donizetty 03/02/2016

Lento
Meu primeiro livro de Stephen King. Fiquei um pouco decepcionado com a morosidade da narrativa. Tive, em vários momentos, a impressão de estar lendo coisas pouco importantes para a história. Parece que 90% do livro é pra falar sobre "quem são os personagens" e 10% para contar o que aconteceu com eles. Pelas resenhas que leio, tenho a impressão de que construir "demais" os personagens é uma característica de King. Bom... achei que passou um pouco da conta. Para se ter uma ideia, o livro conta a vida INTEIRA do protagonista. Criança, adolescente, adulto, idoso. E isso não é bom, pq, afinal, não queremos ler uma biografia, mas uma história de suspense!
Nayra 06/02/2016minha estante
Devo admitir que esse não foi meu livro preferido do King.
Ja li outros que considerei bem melhores. Realmente ele constrói bem os personagens, mas nesse livro em particular achei um pouco cansativo e senti falta do suspense que achei que teria pela sinopse.. Se quiser ler outros livros dele, recomendo Misery, It, O talismã; que foram alguns que li e curti bastante ;)




Marco 30/01/2016

A obra mais Lovecraftiana de King.
Qualquer um que se interessa pelos escritos de Stephen King, sabe que H.P. Lovecraft possui uma grande influência sobre a sua carreira no terror. Podemos achar essa influência em diversos de seus livros, se destacando "A Coisa", "Buick 8", "Sob a Redoma", e em alguns contos como "O Nevoeiro", "Jerusalem's Lot", "Eu Sou o Portal" e "N". Mas é em Revival que King consegue FINALMENTE misturar o seu estilo ao horror cósmico de Lovecraft.
Digo isso pois nas diversas obras citadas anteriormente, ou King tentava copiá-lo descaradamente (principalmente quando mais jovem) ou levava as coisas da sua maneira e seu estilo peculiar - que os fãs tanto amam - , apelando para o cosmicismo sem muito convencimento da ideia original (talvez o conto "N" seja uma exceção). Basta pensar no final de "A Coisa", que acabou para os olhos de muitos se tornando algo extremamente trash, em vez de invocar um horror atemporal além da compreensão humana.
Oras, King tem seu estilo que divide os seus leitores em amantes ou odiadores. Muitas das pessoas que o odeiam, reclamam de "não sentirem medo" ao terminarem a leitura. Algo que eu devo achar no mínimo estranho, visto que adultos dificilmente sentem medo de coisas nas escuridão como crianças. Neste caso, as pessoas parecem não entender a ideia do gênero terror, especialmente King que é sim um gênio do gênero.
King cria personagens cativantes e críveis e NOS FAZ sentir medo pela situação de horror que eles vivem e enfrentam em seus livros. Tudo isso recheado de diálogos bem escritos, referências culturais e longas descrições sobre a vida ou uma situação que parece não levar a nada, mas que de fato contribuem para o clima de imersão de seus livros.
Mas devo admitir que a imersão de King em suas últimas obras deixa a desejar se comparadas a seus primeiros clássicos. Em Revival, grande parte da imersão se dá por meio dos diálogos e tudo parece meio desfocado. Não há mais em King a necessidade de descrever alguns cenários ou situações tipicamente macabras para ambientar a história. Tudo se alavanca puramente pelos personagens e suas relações, sendo principalmente eles Jaime Motton e o reverendo Charles Jacobs. Portanto é um exagero dizer que "Revival" é o livro mais próximo aos antigos clássicos como "O Iluminado" e "O Cemitério".
O início do livro é arrebatador. De pronto King consegue nos fazer sentir grande empatia pelos dois personagens e pelo evento trágico que os segue e os une pelo resto de suas vidas. Depois disso, o livro apelas para um lado mais insidioso, que apesar de nos causar tédio em alguns momentos (daí vem a nostalgia da "imersão" falada), nos faz querer virar as páginas do livro desenfreadamente para descobrir o grande mistério de Charles Jacobs e sua obsessão (influência clara de Mary Shelley).
E é no final do livro que Stephen King atinge seu maior sucesso com o cosmicismo.
Aqueles que apreciam o gênero terror e conhecem Lovecraft sabem que seus livros causam um tipo diferente de frio na espinha dos de King. Lovecraft cria uma filosofia literária da insignificância humana perante o grande esquema cósmico, sendo a ignorância de fato uma virtude colocando a sanidade como um véu protetor de um loucura abjeta diante de coisas que a humanidade jamais deveria conhecer.
Se utilizando dessa filosofia literária em Revival, principalmente perto do fim, descobrimos com maestria o significado da frase constantemente usada na obra: "A curiosidade é uma coisa terrível, mas é humana."
Por isso digo que esta obra consegue FINALMENTE mesclar com maestria o estilo de King ao cosmicismo literário de Lovecraft, incorporando perfeitamente essas ideias descritas anteriormente, e descrevendo o terror que a evoca até mesmo nos não iniciados nos "Mitos de Cthulhu". É por isso que o final de grandes obras suas raramente agradaram a alguns. "A Coisa" e "Sob a Redoma" tiveram finais "trash" para aqueles não familiarizados com o cosmicismo, exatamente por King não conseguir trabalhar corretamente essa filosofia literária com suas obras, sendo o resultado final, algo que parece ter sido jogado ali sem mais ou menos - como se forçado - , causando grande frustração.
Pois então, ao terminar de ler Revival, garanto aos fãs de autor - inclusive os nãos iniciados em Lovecraft - que as propagandas ao aclamarem o "final mais aterrorizante e assustador do autor", de fato não se tratam de sensacionalismo. Dentro da proposta de King, do gênero terror aqui descrito e da filosofia literária do cosmicismo, Revival possui SIM o final mais aterrorizante de todos os livros escritos por Stephen King.
Pontos extras para esse velho maluco que tanto amo.

geo 08/02/2016minha estante
Lovecraft fez escola e King nesse livro contextualizou realmente o terror cósmico. É um livro bem negativo no sentido em que um dos personagens principais, na verdade o quinto personagem, nega tudo. Tudo pra ele passa a ser história da carochinha. Você termina esse livro contestando sua fé (quem tem), suas crenças (eu pelo menos me perguntei: o que e em que eu acredito?) e volta a fazer uma pergunta que o homem desde o princípio sempre se fez: o que vem depois?
Eu achei esse livro excepcional. Quanto a contar a história da vida dos personagens eu acredito que faça parte do contexto, afinal o Jamie conheceu o reverendo Jacobs aos 6 anos, foi curado do vício em drogas aos 36 anos e por aí vai senão dá spoiler.




Luiza Helena (@balaiodebabados) 23/03/2017

Originalmente postada em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/
Não é segredo pra ninguém que sou super fã do King. Infelizmente, não todos os livros deles que se tornam favoritos e Revival foi um deles.

Assim como em O Cemitério, durante toda a leitura temos aquela sensação de que algo de terrível vai acontecer. Diferentemente do livro citado, toda essa narração fez com que a leitura ficasse um tanto tediosa.

Boa parte do livro, Jamie passa contando sobre sua vida desde que conheceu Charlie quando criança até seu último encontro. OK que é legal pra situar onde cada um se encaixa na vida um do outro, mas creio que alguns detalhes da vida de Jamie poderiam ter sido tirados, o que eu achei muita encheção de linguiça.

Mesmo com toda a enrolada é impossível você largar o livro por muito tempo. Fica aquela dúvida de “o que será que o King vai aprontar aqui?”. E digo, foi algo tão assustador quanto os outros terrores que ele já lançou por aí. O problema foi que todo esse ápice foi deixado para o final e ficou um tanto corrido.

m Revival, o assunto principal é fé - ou a falta dela. Até onde vamos a nossa fé pode nos levar? Que limites são realmente necessários? Creio que esse foi o ponto que King quer que reflitamos. Vários personagens, ao longo do livro, vão tendo fé - em alguma coisa - ou sofrendo a perda dela e suas ações têm sempre algumas consequências não muito boas. Afinal, muitas ações hoje em dia são justificadas pela “fé”, mas, em boa parte, essa fé é somente uma desculpa.

Quando terminou de escrever, Stephen declarou que esse foi o mais assustador que escreveu (antes esse posto pertencia a O Cemitério). Volto a declarar que para mim, esse foi um livro mediano, já que, por exemplo, O Iluminado me deixou algumas noites sonhando com um certo hotel.

Stephen também declarou que esse livro foi inspirado em Frankenstein, da Mary Shelley. Apesar de não ter lido o livro, pelo pouco que sei da história, realmente vemos traços da obra aqui. King também faz referências alguns de seus outros trabalhos, sendo que essas podem passar despercebidas.

Quanto a edição, nada a reclamar: folhas amareladas, fonte e tamanho confortáveis de letra. A única ressalva é quanto a capa. A capa é maravilhosa sim, com esse efeito. Porém, com o manuseio do livro, a minha começou a descascar nas lombadas. Fiquei bem triste com esse resultado. Fora que, depois de um tempo, o livro fica em pé: simplesmente ele não fecha direito. Vamos resolver isso aí, porque não é o primeiro livro que tem a capa com esse material que percebi isso.

Assim como em O Cemitério, recomendo Revival para aqueles que querem começar de forma leve a ler os títulos do rei do terror.

Leia mais resenhas em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/

site: https://balaiodebabados.blogspot.com.br/2017/03/resenha-150-revival.html
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Victor Piacenti 02/12/2015

CHOQUE DE MONSTRO, MEU AMOR!
Apesar de achar que algumas passagens se prolongaram mais do que o necessário, este é um livro muito bem escrito e com uma história que apesar de simples, prende bastante. Não espere ver ação e terror, o que vemos aqui é uma trama sobre duas pessoas cujo o destino foi entrelaçado por tragédias, superação, fé e acima de tudo: SEGREDOS. Só Stephen King para conseguir manter um mistério no ar por mais ou menos 400 páginas e 50 anos, sem perder o fio da meada e ainda surpreender. Arrisco dizer que o Reverendo Jacobs foi um de seus melhores personagens, a cada vez que ele aparecia a tensão era constante e tudo tomava um novo rumo, isso sem falar em sua personalidade que até agora não sei definir como vilão ou mocinho. São esses detalhes que me fizeram gostar muito de 'Revival' e confesso que tudo foi bem diferente de tudo que eu esperava. Stephen King arrebentando mais uma vez

Você pode ver minha resenha completa em http://academiadosofa.com.br/critica-revival-stephen-king/ :))

site: http://academiadosofa.com.br
Samuel Simões 02/12/2015minha estante
Esse livro é INCRIVEL!


Afonso Erick 01/07/2016minha estante
Quem é o autor desse livro?


Victor Piacenti 16/07/2016minha estante
Stephen King




Acervo do Leitor 02/02/2018

RESENHA – Revival – Stephen King
Revival já entrega muito de sua narrativa através do título. Com todas as suas influências e referências, de Mary Shelley que segundo King foi uma das pessoas que o ajudaram a construir sua “casa”, ao lado de HP Lovecraft e Arthur Machen, cujo O Grande Deus Pan “tem me assombrado toda a minha vida”. Ao longo do livro, Ray Bradbury também é homenageado. Mas é Lovecraft, e a frase “Aquilo que não está morto pode jazer eternamente e com eras estranhas, até a morte pode morrer “, que reverberam em todo o livro.

“Crianças … A eletricidade é uma das portas de Deus para o infinito.”

Revival conta a história de Jamie Morton, desde sua tenra idade até sua fase adulta onde tornou-se um guitarrista de qualidade razoável e ex-dependente químico, do reverendo Charles Jacobs e tudo que os cercou ao longo dos anos. Narrado peremptoriamente em primeira pessoa pelo próprio Jamie, acompanhamos o desenrolar de uma história que mistura suspense e terror, com um dos elementos mais marcantes de Stephen King: seus personagens e seu desenvolvimento.

“Você sabe quando o relâmpago vai chegar, porque há uma sensação de fôlego no ar. Um sentimento de … eu não sei … um sentimento não queimado.”

Jamie tem seis anos quando conhece o jovem ministro metodista Charles Jacobs. Apaixonado por suas responsabilidades, o novo ministro revigora sua congregação com seu entusiasmo, e deslumbra seu grupo de jovens com demonstrações de eletricidade em ação. Mas quando a pequena família de Jacobs é atingida por uma tragédia terrível e seu pastor se vê perdido num mar revolto de descrença e blasfêmia, os alicerces da pequena congregação e todos os seus envolvidos são minados com a desconfiança. Quando, anos mais tarde, Jamie o encontra novamente, Jacobs está diferente, mas ainda extremamente obcecado com o poder da eletricidade, e seus experimentos – sua vontade de experimentar assuntos desconhecidos.

“A vida é uma roda, e sempre volta ao ponto onde começou.”

Poucos escritores conseguem tão facilmente, tão naturalmente e tão intimamente descrever os detalhes de uma vida. Talvez por isso, quando o livro começa a deslizar para longe de seu proposto, estamos felizes e enredados em seguir com Jamie. Nós fomos enganados, assim como nosso narrador, em esquecer exatamente que tipo de livro este prometeu ser. Revival em grande parte de sua narrativa não é um livro de terror, não vamos ficar temerosos ao que encontrar através de uma porta entreaberta num quarto escuro, não. Revival é um estudo da mente humana frente às suas frustrações e desespero. É a trilha que devemos seguir, cada vez que somos atingidos como por um raio pelas decepções que a vida nos traz. O grande destaque do livro é sem dúvidas o seu final e o que ele traz consigo, que segundo o próprio autor foi um dos seus mais perturbadores já escritos. O final que o deixou em um estado de puro terror frente ao desconhecido. E é exatamente assim que ficamos, temerosos. King conseguiu com sua maestria característica nos conduzir a um cenário do mais puro poder de impotência frente a nossa grande dúvida, o que vem a seguir?

SENTENÇA

Revival é King em uma de suas melhores performances ultimamente, incisivo e perturbador. O desenvolvimento dos personagens já é uma de suas marcas registradas e aqui não é diferente. Boa parte do livro vamos acompanhar Jamie em suas dúvidas e frustrações e Jacobs em sua busca obsessiva pelo mistérios da eletricidade. O final é magistral, digno do Mestre.

site: http://acervodoleitor.com.br/resenha-38-revival-stephen-king/
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Samuel Simões 31/10/2015

Stephen King mostrando que hoje em dia autor igual a ele é um pouco dificil de se encontrar..
Devo dizer primeiramente que o primeiro parágrafo deste livro já me ganhou total pra iniciar a leitura do livro! Não quero dizer muito da história, apenas que se trata de um garoto chamado Jamie Morton que tem um encontro com um Pastor da igreja local onde ele frequenta e MUITAS coisas acontecem! O que mais gosto na narrativa do King, são os personagens MUITO mais MUITO bem trabalhados e acho que principalmente pelo drama que só ele consegue criar.. nos dando uma sensação de apego aos personagens muito forte! KING É KING! APENAS ISSO! 5 estrelas!
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Luciano Luíz 31/10/2015

REVIVAL de STEPHEN KING é um livro que mescla fé, ateísmo, ciência e tudo o mais que pode se transformar em uma boa estória quando o autor realmente detém talento para tal feito. E King é o cara perfeito pra isso. Mas... Vamos começar pelo título que de forma incompreensível não foi traduzido. Um dos motivos seria com relação a spoiler. Mas, porra, e os leitores norte-americanos então também não foram bombardeados com spoiler?! Sinceramente, o livro é uma homenagem a escritores clássicos de terror (vivos e mortos). Os títulos dos capítulos são no mesmo esquema e isso significa mais spoiler (de certa forma).
O enredo gira sobre dois personagens: o reverendo que chega na cidadezinha. Um garoto que está nos contando a história (é narrado em primeira pessoa e ficou uma beleza) e então descobrimos que ele está na terceira idade com o passar das páginas. Mas temos toda a sua vida ali em detalhes. Quando criança, um dos seus irmãos acaba levando uma tacada no pescoço por um amigo (um puto de um amigo). Aí na igreja, o menininho comenta aos prantos todo o inferno que sua família está passando, mais precisamente as brigas violentas (claro) do pai e da mãe que estão sem grana para um tratamento com o filho que ficou mudo.
Então o reverendo pede que o menino traga seu irmão. E com uma rápida invenção a base de eletricidade (o reverendo tem paixão pela eletricidade. Você chega a ficar cansado de tanto que ele fala sobre ela...), faz um colar que envolve o pescoço do adolescente e em seguida, a voz começa a voltar. Todos ficam felizes e aí começam as alusões de que quem o curou foi Deus. Para outro, o reverendo. E também há quem diga que foi apenas uma questão de tempo e que a voz voltaria por si mesma (um médico disse isso, mas ela não tava voltando...)...
O enredo vai seguindo e então ocorre um acidente de grandes proporções. Isso abala a fé de alguns e então é nesse ponto que o livro começa a engrenar de verdade. O reverendo se vai. O menino que viu o irmão ser curado pela tecnologia se torna ateu, roqueiro e se envolve com drogas (que merda de frase onde muitos fanáticos vão usar Revival como referência...). E depois de tanto tempo, reencontra o reverendo que é nada mais nada menos que um artista que se apresenta fazendo retratos em feiras regionais.
A trama vai avançando e muito acontece. O que mencionei é praticamente nada. Pois os personagens tem uma profundidade grandiosa de informações.
No início a estória é simples. Nada de mais. Aos poucos melhora. E fica chata em alguns momentos. Aí volta a melhorar e se torna foda. Então cai de novo pra voltar triunfante. É uma obra de altos e baixos. Mas os altos compensam e te faz seguir as páginas com ávido interesse. A leitura se torna rápida e prazerosa.
Só que tem alguns poréns. Entre eles, está a frase na contracapa, o comentário que diz mais ou menos assim: O final mais assustador que King já escreveu.
Olha, assustador é um anão voando com asas de anjo tendo o pôr do sol ao fundo enquanto segura uma garota repleta de curvas que diz o quanto o ama porque ele é foda em declamar poesias pornográficas.
O final não traz absolutamente nada de original. Chega a ser decepcionante. A não ser para quem nunca soube da existência de cenas de horror e fantasia, seja em livros, filmes ou quadrinhos. Aí pode causar impacto. Mas com tanto já produzido ao longo da existência da humanidade, as páginas finais de Revival trazem apenas o que já foi mostrado em outros livros, filmes, quadrinhos... Eu mesmo já escrevi contos há vários anos onde o que King descreve, fiz diversas vezes. E isso me deixou na maior tristeza... De duas uma: ou sou foda pra escrever ou o King que se esgotou em alguns pontos da imaginação...
Revival mais parece uma fusão de O CEMITÉRIO e BUICK 8. Estes dois livros são fenomenais. Revival também tem seus méritos. Você chega a sentir nojo do protagonista envolvido com drogas. Pois a narrativa do King mostra com clareza de detalhes o que o vício faz com a pessoa. Pode chegar a sentir na pele aquele desejo insano de alguém que precisa continuar consumindo aquela porcaria para ser apenas uma farsa que vai cair a qualquer momento.
No mais o livro tem a bela capa da primeira edição americana. Foi feito com um efeito holográfico que brilha e dá um charme especial. No entanto, entre a capa e a orelha, entre a capa e a lombada, entre a lombada e a contracapa e entre a contracapa e a orelha, descasca facinho a impressão. E assim o livro ganha mais pontos luminosos. Interessante, não?! Também forma algumas bolhas na capa por causa do calor que os dedos fazem. O suor deve ser uma bomba pra esse livro em um ambiente muito caloresco. Mas, assim mesmo essas bolhas somem. Depois voltam. E somem de novo. Mas não causam nenhum dano. Aparentemente nenhum risco como serem rasgadas. Por causa desse tipo de material usado, a capa fica a maior parte do tempo abrindo e jogando a orelha pra fora quando você deixa o livro de lado. E é bom colocar algum objeto sobre ele. Aliás, quem se importa com isso?! Esses livros duram mais que gente...
Bom, Revival é um título que não pode faltar em sua coleção kingniana. E caso você jamais tenha lido algo do autor, com certeza é uma ótima pedida para iniciar.
E sim, o final é uma bosta (pra mim). Tem quem comente que os livros do King são bons, mas com finais ruins. Bem, eu gosto do final de CELULAR, pois é instigante e faz pensar, imaginar o que aconteceu depois. O mesmo vale para Buick 8 e outros títulos. Mas aqui, foi uma merda completa. O livro é fascinante, com diálogos construídos com convicção. Você chega a sentir ansiedade em diversos momentos. O livro mexe contigo. Faz teu emocional se envolver de forma viciante. No entanto, aquela revelação deixa a desejar, ainda mais pelo fato de que o livro se entrega em muitos momentos o que vai acontecer. Se foi proposital, então foi uma bela cagada. Caso contrário, o King se perdeu pelo caminho. Mas, enfim. é uma obra que compensa ler.

L. L. Santos


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Smethau 16/04/2016

O que fazer quando nossa fé nos trai?
Revival conta a história de duas pessoas cujas vidas são conectadas pela religião, e essa mesma religião acaba levando os dois a caminhos que talvez nunca tenham passado por suas cabeças. Narrado em primeira pessoa, o que contribui para nos deixar ligado aos personagens, Revival nos mostra que o ser humano pode ir além da sanidade quando traído por suas próprias convicções e principalmente pela sua fé; e mesmo que isso não ocorra temos a imbatível curiosidade humana de querer ir além do conhecido em busca de informações que poderíamos muito bem viver sem.

Revival é mais uma obra com características próprias do jeito King de escrever; mas nem por isso deixa de ser original e empolgante. Somos presos ao livro com uma leitura agradável, porém tensa, em uma narrativa que nos apresenta um final inesperado onde mostra que as vezes a ignorância pode ser uma benção.

Não espere um livro com ação e terror a cada página, aqui temos a vida de duas pessoas que se entrelaçaram, mas que apenas muitos anos depois tem o seu desfecho apresentado. Não conseguimos enxergar um vilão em Revival, assim como não vemos um mocinho; aqui todos possuem seus erros e acertos, suas decepções, suas histórias...

O mais curioso em Revival é que embora o livro seja extremamente bem finalizado não temos aquela sensação de que tudo acabou bem, não podemos nos permitir ficar feliz com nenhum personagem da história sabendo o que lhes aguarda.

E como se não bastasse a ótima narrativa ainda temos uma capa linda que deixa o livro em destaque em qualquer prateleira de livraria; confesso que cada vez que pegava o livro para ler eu precisava ver a luz sendo refletida na sua capa...
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