Ecos do Espaço

Ecos do Espaço Megan Crewe




Resenhas - Ecos do Espaço


13 encontrados | exibindo 1 a 13


Dickar 06/07/2021

Gostei!??
No começo achei que ia ser sem graça, mas conforme a história vai se desenrolando e tudo foi acontecendo e tudo foi ficando do jeito que eu gosto. Um pouco clichê, mas daria um bom filme de ficção-científica.???
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Kelly.Jesus 13/05/2021

No início não estava entendo a história , mas aos poucos foi ficando mais fácil o entendimento! Leitura razoável, quero ler a continuação!
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Ro 19/03/2021

YA thriller e aliens é possível?
Não sei porque esse livro não é mais conhecido se é tão legal. Achei o plot bacana e o desenvolvimento da história bacanas também. Gostei de como o transtorno psicológico da protagonista foi abordado como algo além da ansiedade e ataque de pânico.
Outro ponto bacana também foi a escolha da autora em não forçar a barra em um par romântico, deixando a relação de Skylar e Win seguir como uma amizade. Todos nós sabemos que nem toda interação entre homem e mulher é necessariamente romântica, e um livro que abre mão desses "preceitos cupidônicos" me agrada bastante.
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Ludymila Costa 08/12/2020

Expectativa X Realidade
Confesso que quando comprei esse livro, muito empolgada inclusive, tava com hype no tema espaço/aliens e esperava uma coisa bem diferente do que o livro realmente é.

Me deparei com história adolescente, não que seja uma coisa ruim, mas olhando o livro e lendo a sinopse não é o que parece ser. O romance entre os protagonistas não tem química, acredito que uma amizade entre eles seria muito mais interessante, mas talvez eu mude de ideia lendo as continuações, vamos esperar pra ver.

A história central é muito interessante, porém a motivação dos vilões é um pouco confusa, ainda não acho que faça muito sentido. Porém, apesar de ser interessante, a autora pecou muito no desenvolvimento. No começo tava fluindo bem legal, no meio ficou muito difícil a leitura, travei por um mês, lá quase na página 200 que voltou a ficar mais interessante então eu li direto.

Apesar dos problemas, a história é legal e eu tenho vontade de ler as continuações, mas vou esperar um tempinho pra isso.
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davidplmatias 04/02/2020

Bem legalzinho, achei bem adolescente, e isso é algo que pra mim é um ponto negativo pois a sinopse não me vendeu esse detalhe, se tivesse notado antes não teria lido. O romance apresentado na história não me pareceu bem construído, não convenceu.
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Orlando 14/04/2018

O LIVRO É | ECOS DO ESPAÇO, DE MEGAN CREWE
Uma raça alienígena fazendo experimentos com o tecido espaço-temporal de nosso planeta; uma corrida frenética contra o tempo para impedir que tais experimentos acabem por desintegrar completamente nossa realidade, uma jovem garota de 17 anos com um transtorno que a permitiu entender que algo estava errado, um jovem da raça alienígena e seu grupo de amigos rebeldes quer impedir que as experiências continuem… isso é Ecos do Espaço, da autora canadense Megan Crewe.

Colocado desta forma, parece tudo incrivelmente perfeito e com absolutamente todos os requisitos que tornariam um livro espetacular com muita Sci-Fi e ação do início ao fim. Mas não é bem por aí amigo leitor, infelizmente. Há Sci-Fi, há ação, mas a maneira como tudo isso está posto na narrativa não é nem de longe o que se espera…

Antes de explicar os motivos desta infelicidade, vou me aprofundar um pouco mais no contexto de Ecos do Espaço, primeiro livro de uma trilogia juvenil de Sci-Fi.

ECOS DO ESPAÇO | SKYLAR E SUA “SENSAÇÃO DE ERRADO”
Ecos do Espaço é todo narrado em primeira pessoa pela jovem estudante do ensino médio Skylar. Skylar é como qualquer jovem de sua idade, ao menos tenta ser. Desde que seu irmão mais velho desapareceu misteriosamente anos atrás quando ela era apenas uma criança, Skylar passou a encarar o mundo de uma forma peculiar, quando algo está incomum para ela, seu transtorno aflora e ela começa a multiplicar quase que infinitamente por 3.

Skylar chama seu transtorno de “sensação de errado“, que simplesmente dispara inexplicavelmente quando algo, sabe-se lá os motivos, perturba sua percepção.

Mas o que parece ser um problema obsessivo-compulsivo, é na verdade um dom que a garota não compreende até o dia que conhece Win, um jovem poucos anos mais velho do que ela, de fisionomia bonita e um tanto estranho, ronda as imediações da escola de Skylar e a observa de longe.

O contato entre os dois jovens se dá quando Win manipula o tecido do tempo quando Skylar e seus amigos seriam vítimas de uma explosão terrível que até ocorre, mas é imediatamente revertida por Win quando o jovem altera o tempo.

Ninguém notou, ninguém percebeu, nada disso sequer existiu para os estudantes, exceto para Skylar cujo “sensação de errado” avisou que algo realmente está errado naquela situação, pois a garota pôde presenciar a explosão e sua reversão temporal.

Começa assim a jornada destes dois jovens: ela uma garota humana em busca de seu local no mundo e tentando se adequar ao seu próprio transtorno desde a tenra infância; ele é um kemyano, do planeta Kemya, uma raça extremamente evoluída e que há centenas de anos manipula nosso campo espaço-temporal de uma estação espacial que fica escondida orbitando nosso mundo.

ECOS DO ESPAÇO | EM BUSCA DA ARMA DE JEANANT
Apesar da raça kemyana estar inteiramente confortável com a situação que criou, nem todos de seu mundo são favoráveis ao escravagismo da Terra por parte dos kemianos em missão no nosso mundo.

Win integra um grupo de rebeldes que veio 17 anos do futuro do presente atual de Skylar. Mas em seu presente há outros viajantes em missão para interromper os experimentes dos kemianos. Dentre estes o mais importante é Jeanant, um dos grandes nomes da liderança dos rebeldes kemyanos.

Em seu encalço estão os terríveis Executores, uma espécie de polícia kemyana agindo na Terra para impedir os rebeldes de destruir a estação orbital que controla o campo temporal ao redor de nosso mundo.

Jeanant tem um plano e tem uma arma para destruir o campo temporal kemyano, mas a arma e os projetos para montá-la estão espalhados por diferentes locais e tempos em nosso mundo, situação propositalmente arquitetada por Jeanant para driblar a caçada dos Exterminadores contra os rebeldes. E Jeanant está viajando para reaver seus projetos, montar a arma e destruir a estação.

No entanto, sozinho e deslocado no tempo, Jeanant não tem muitas chances de sair vivo de sua busca, até que Win e Skylar começam a entrar no jogo para reaver os projetos da arma de Jeanant. E assim começa a jornada dos dois adolescentes para mudar nosso destino.

ECOS DO ESPAÇO | UMA NARRATIVA QUE DEIXOU A DESEJAR
Ecos do Espaço tem todas as prerrogativas para ser uma ótima obra, mas falha em sua execução, como citei no começo do texto. Brincar com viagens no tempo é uma pedida excelente para agradar praticamente todo fã de Sci-Fi, mas Megan Crewe carece de muitas, muitas melhoras em suas ideias e na execução de sua narrativa, principalmente na execução narrativa.

Tudo acontece rápido demais, a começar pela “amizade” entre Win e Skylar. Algumas horas de papo, alguns dias explicando tudo e pronto, estão viajando pra todo canto no passado de nosso mundo: Roma antiga, revolução francesa e por aí vai. Como se estivessem indo de um bairro a outro de uma cidade.

Claro, Crewe tem sua maneira particular de se viajar no tempo: os 3T, Tecido de Transporte no Tempo. Literalmente um tecido mesmo que Win lança sobre si e Skylar e que fica similar a uma cabana de acampamento de forma cônica… ao menos é quase isso. O 3T também funciona como computador.

Sério, é um pano mesmo, só que altamente tecnológico, no melhor sentido do que Arthur C. Clarke propõe ao nos afirmar que uma tecnologia evoluidíssima, pouco seria diferenciada de magia caso algum povo menos evoluído a visse em funcionamento.

Esse é um dos pontos fracos de Crewe como escritora, toda vez que um de seus conceitos surge e alguém vai explicá-lo para Skylar, ou a pessoa também não sabe como funciona ou diz para a garota que ela não tem capacidade de entender o conceito. Isso em uma obra de Sci-Fi fica muito, muito estranho.

Um leitor de Sci-Fi, seja ela Hard ou Soft, por si só tem interesse em que certas ideias inventadas em obras tenham algo de seu conceito explicado ou exposto com algum detalhe, para dar substância tanto ao conceito quanto em sua utilização. Crewe se furta de fazer isso no texto e claro, furta isso de nossa leitura e curiosidade. É assim e pronto, dê-se por satisfeito.

Mesmo sendo Sci-Fi Soft, Ecos do Espaço carece de qualquer tipo de apoio na parte Science da coisa. Não precisa ser um tratado de Ciência Aplicada à Viagens no Tempo, mas o processo de esquiva narrativa que Crewe emprega no livro todo é irritante e primário, simplesmente qualquer explicação lógica ou funcional de seus conceitos ou são simplórias e reducionistas demais ou são simplesmente jogadas para algum canto obscuro com meia dúzia de palavras que sempre conduzem ao fato de que Skylar, e por conseguinte nós leitores, não somos aptos a compreender. Quando na verdade é Crewe que não sabe como por melhor suas ideias no papel. Isso fica evidente o tempo todo.

A própria consistência narrativa de Crewe se equilibra numa corda bamba balançante no meio de um furacão. A autora, ao optar por narrar tudo em primeira pessoa nos coloca numa situação complicada. Tudo que vemos, ouvimos e sentimos é por meio das impressões de Skylar, uma menina de 17 anos, carregada a reboque por um garoto alienígena um pouco mais velho que ela e que quer agradar seus superiores rebeldes a qualquer custo e, depois de algum tempo, passa a querer agradar Skylar também.

Chega ser palpável a sensação de que, nesse sentido dos protagonistas, Ecos do Espaço tem toda aquela cara de trilogia de livro escrita para virar filme e seguir o caminho de Divergente, Jogos Vorazes e Crepúsculo, onde adolescentes cheios de problemas e hormônios são a única esperança da humanidade…

O corre-corre das viagens no tempo, que eu imaginava ser a grande atração da obra, é na verdade bem, bem repetitivo e na maioria das vezes cansativo. Skylar passa o livro todo reclamando de algo, especialmente de Win que, na verdade, dá muitos motivos para isso.

Toda vez que o garoto kemyano deveria contar algo para a garota humana ele simplesmente não o faz e ela, passado-se algum tempo ou situação, acaba ou deduzindo ou percebendo algo estranho que Win omitiu de seu conhecimento. É isso capítulo atrás de capítulo do livro.

Outro ponto negativo são os motivos para Skylar ser a pessoa ideal para auxiliar Win a caçar as partes da arma de Jeanant: a “sensação de errado” de Skylar permite que a garota possa detectar sutis mudanças em nossa história e levar Win até as pistas que Jeanant plantou no passado de nosso mundo e que correspondem aos locais onde estão as partes de seu projeto secreto.

Então Skylar pega uns dois ou três livros de história, uns jornais aqui e ali e pronto, embarca no 3T de Win em busca de uma das partes. Claro, depois de umas duas vezes no encalço da dupla vem os Executores que começaram a perceber algo de estranho no tecido do tempo. E assim fica a corrida de gato e rato. E os dramões também…

ECOS DO ESPAÇO | OS PROTAGONISTAS
Eu entendo o que Crewe quis fazer aqui, entendo mesmo… e compreendo. É uma obra para jovens leitores, tem tudo que poderia agradar as gerações pós Harry Potter ou até mesmo a geração pós Saga Crepúsculo e o pessoal que veio depois na onda das distopias futuristas teen.

Tem protagonistas jovens e exalando os problemas da adolescência, as dúvidas, medos e receios do fim da adolescência e entrada na idade adulta e, por isso mesmo, extremamente chatos. Skylar é excessivamente contraditória e insegura, sem esquecer que ela é simplesmente puxada para todos os lados por Win. Em uma época onde se prescinde protagonismo das personagens femininas, independência, atitude e proatividade, Skylar foi um tiro fora do alvo.

Não que a garota não faça sua parte na obra, mas perto de outras tantas personagens, Skylar deixa a desejar em muita coisa. Mas não se preocupe, Win não fica muito atrás não em termos de personagem fraco e de desenvolvimento complicado. Você pode dizer “ah, deixa de ser chato, são só jovens”… sim, são mesmo, mas não dava para fazê-los um pouco mais bem construídos e dinâmicos?

A dupla, no mal sentido, se merece. E Crewe nem se esforça para escapar ao clichê do climinha de paixonite que está impregnado na obra desde que Win e Skylar trocaram os primeiros olhares. Quase consigo imaginar um elenco de atores teen para os papéis… quase.

Não que eu esteja exigindo aqui que dois adolescentes sejam inteiramente resolvidos psicologicamente, socialmente e nas relações interpessoais, mas veja bem, a obra já nos entrega os protagonistas de uma forma pouco favorável ao dar justamente a duas quase crianças a tarefa de salvar dois mundos. Então que ao menos fizesse isso de uma forma mais palatável ao leitor.

Para um exemplo recente do que quero expor e com foco em protagonistas jovens, basta mergulhar nos livros de Tronos & Ossos, da mesma Editora Jangada, cujos dois primeiros livros da trilogia já foram resenhados aqui no PZ.

Lou Anders conseguiu entregar também dois adolescentes aos seus leitores, mas ao contrário de Crewe e sua dupla Skylar e Win, Anders criou seus protagonistas de forma jovem, divertida, interessante e acima de tudo, extremamente empáticos para o leitor. Sem esquecer que a dinâmica entre Thianna e Karn é infinitamente mais bem desenvolvida que a de Skylar e Win, desses você normalmente quer se distanciar, dos personagens de Tronos & Ossos você quer estar perto e vivenciar suas aventuras.

Se comparada também com outras narrativas de viagens espaço-temporais, Ecos do Espaço falha em ser atrativo e instigante, sobretudo se compararmos com alguma obra mais consistente como, por exemplo, O Fim da Infância de Isaac Asimov. Ok, eu sei, é covardia essa comparação, mas temos de pegar uma grande referência sempre para validar esses pontos sobre Sci-Fi.

ECOS DO ESPAÇO | UMA OBRA PARA SEU NICHO
Toda vez que leio algo e saio com essa “sensação de errado” sobre essa obra, costumo refletir sobre a quem essa obra se destina. Obviamente desde as primeiras páginas que percebi que Ecos do Espaço não é uma obra para gente como eu, com seus quase 40 anos, com um leque de leituras anteriores que passaram por nomes como Isaac Asimov, Arthur C. CLarke, Ursula K. Le Guin, Marion Zimmer Bradley, Prhilip K. Dick, Frank Herbert, William Gibson e outros nomes de peso da Sci-Fi.

Acho que Ecos do Espaço tem grande potencial de agradar as Skylars e os Wins da vida real. Gente que precisa de um empurrão para começar a cultivar o hábito da leitura e quer algo no segmento de Sci-Fi por estar órfão de suas sagas anteriormente encerradas ou só quer mesmo mergulhar numa nova aventura.

Eu não consegui criar nenhum tipo de empatia pelos personagens, por sua aventura, pelas situações pessoais vividas e nem pelo modo como isso tudo foi narrado, mas nem acho que tal empatia teria sido minimamente possível justamente por não termos nenhum tipo de afinidade eu e tudo isso, algo que acredito pode acontecer se o leitor for da mesma idade dos personagens protagonistas ou for menos exigente com sua leituras.

Ainda assim achei Crewe uma narradora no máximo mediana, nem de longe me lembra o porte de autoras como Le Guin, Bradley ou Atwood cuja excelência no texto e na abordagem são inquestionáveis. Sua opção pela narrativa em primeira pessoa limitou muito sua obra e a perspectiva de sua aventura, é como ler um imenso diário pessoal que aqui e ali tem uma peripécia incrível em algum momento de nossa história. Soa estranho, soa irregular, soa limitado demais.

Independente do que penso ou digo sobre Ecos do Espaço, é preciso parabenizar muito a Editora Jangada pelo lançamento da trilogia completa em nosso país. Toda Sci-Fi, seja para jovens ou adultos, é sempre muito bem-vinda às livrarias.

Fica a dica para quem quiser investir numa leitura leve e sem pretensão alguma de alcançar a qualidade, originalidade, importância e diversão dos grandes clássicos da Sci-Fi. Você vai ler e depois simplesmente só vai sentir um leve eco no espaço e no tempo quando tudo acabar.

Recomendo para os jovens viajantes e aventureiros da Sci-Fi, para os velhos navegantes do espaço-tempo, passem longe, isso não é pra velhos rabugentos como nós…

ECOS DO ESPAÇO | A AUTORA
MEGAN CREWE formou-se em Psicologia na Universidade de York e passou grande parte dos últimos doze anos trabalhando como terapeuta comportamental e na assistência escolar a crianças e adolescentes com necessidades especiais.

Ela é autora da trilogia Fallen World e do romance Give Up the Ghost, indicado ao Sunburst Award, prêmio que reconhece a excelência de obras canadenses de literatura fantástica. Megan mora em Toronto, no Canadá, com o marido e três gatos.

ECOS DO ESPAÇO | SINOPSE E DADOS TÉCNICOS
Skylar tem 17 anos e, desde que se entende por gente, é perseguida por sensações de que algo está terrivelmente errado. Mas, apesar dos ataques de pânico que a atormentam, nada nunca acontece, e Skylar já está começando a acreditar simplesmente que ela não é normal.

Sua vida sofre uma reviravolta quando ela conhece Win, e descobre a chocante verdade que é a causa de suas premonições: somos todos cobaias. Há milhares de anos, a Terra está à mercê de cientistas alienígenas que não se importam nem um pouco com os seus habitantes e nos utilizam em seus experimentos de manipulação do tempo.

Win é membro de uma facção rebelde que está tentando colocar um fim nisso e ele precisa da ajuda de Skylar – mas, a cada alteração do passado, o próprio tecido do espaço-tempo se fraciona um pouco mais e logo poderá não restar mais nenhum planeta Terra para se salvar.

• Título: ECOS DO ESPAÇO
• Autora: Megan Crewe
• Assunto: Ficção – Ação e Suspense
• ISBN: 978-85-5539-030-2
• Idioma: Português
• Tipo de Capa: Brochura
• Edição: 1ª edição 2015
• Número de Páginas: 320
• Link na Editora AQUI



site: http://www.pontozero.net.br/2017/09/30/o-livro-e-ecos-do-espaco-de-megan-crewe/
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Carolina DC 24/05/2017

"Ecos do espaço" é o primeiro livro da trilogia intergaláctica da autora Megan Crewe. A trama é narrada em primeira pessoa por Skylar, uma jovem de 17 anos de idade que tem algumas peculiaridades. Desde pequena a protagonista sofre de ataques de pânico. São ataques que ocorrem repentinamente quando ela tem uma sensação de que algo ao seu redor está "errado". Skylar não consegue explicar ou compreender o que está errado, apenas que, no momento em que tem essa sensação, ela precisa se focar em algo, geralmente realiza multiplicações com o número 3, para o ataque diminuir.
O livro começa com um grupo de alunos da aula de leis e Direito (a Skylar incluída) em uma excursão ao tribunal local. Antes mesmo de entrar no tribunal Skylar tem a "sensação" ao avistar um jovem. No dia seguinte ela reencontra o jovem na porta de sua escola e ao conversar com ele, percebe que algo está realmente errado.
Esse jovem é Win e ele é um alienígena. Win explica para Skylar que a Terra tem sido um laboratório para seu povo, os kemyanos, há milhares de ano e que as sensações de errado que a protagonista tem estão relacionadas as mudanças que eles realizam nas linhas temporais. Claro que Skylar não vai levar o jovem a sério, mas logo em seguida eles estão sendo seguidos e caçados por Executores.
"-Temos uma equipe de cientistas e Viajantes que trabalha num satélite adjacente lá em cima - conta Win, batendo no ponto que representa o gerador. - Eles mantêm o campo em operação e monitoram tudo por aqui, e vêm pra cá, quando têm de fazer alterações que acham que serão informativas." (p. 47)
Win ainda explica que faz parte de um grupo de Viajantes rebeldes, liderados por Jeanant, que tem como objetivo dar um fim a esse experimento. Jeanant deixou quatro partes de uma arma espalhadas na história humana. Cada parte tem pistas para a seguinte e ao conseguir juntá-las, o grupo rebelde poderá explodir o campo que fica ao redor do planeta criado pelos kemyanos.
"Toda vez que o mundo é reescrito, os átomos e as suas ligações se rompem. Quando isso acontece uma ou duas vezes, não se consegue nem mensurar a alteração. Entretanto, isso vem se repetindo há milhares de anos. O equilíbrio está começando a ser abalado: estão acontecendo mais terremotos, mais secas, mais doenças, mais instabilidade em todos os sentidos... O tecido que sustenta a vida neste planeta está se rompendo." (p. 78)
Então Win propõe a Skylar que se junte a ele e faça as viagens à procura das partes, pois, como ela tem a "sensação" poderá auxiliar a encontrá-las com maior facilidade.
Claro que nada é fácil. O grupo de Executores fica ao seu encalço e em cada viagem temporal eles vão parar no meio de um evento importante, ou seja, uma guerra ou revolução.
Win é jovem e quer demonstrar seu valor ao grupo rebelde. Aparentemente sua família não é bem vista em Kemya e ele anseia pelo reconhecimento.
Skylar é uma jovem temerosa. Tudo o que é novo a assusta, graças a sua sensibilidade, mas ao imaginar sendo uma cobaia e que o planeta está em risco, ela assume uma postura diferente, mergulhando na aventura ao mesmo tempo em que tenta se livrar de algumas angústias.
Existe também duas histórias paralelas que vão se entrelaçando com a principal: a história familiar de Skylar. Sua família não está completa. Quando Skylar tinha cinco anos de idade, Roam, seu irmão mais velho, saiu de casa e nunca mais voltou. E todos ficaram se perguntando o que aconteceu com ele... É uma ferida aberta pois até hoje eles não tem resposta.
Também temos um pouco da história do planeta Kemya e dos experimentos realizados na Terra. A forma como os kemyanos veem os seres humanos e o que aconteceu em Kemya são explicados nesse livro.
A mistura de alienígenas com viagem no tempo foi uma surpresa agradável. É uma trama diferente que tem um grande potencial para discutir alguns pontos reais, como a exploração de um povo e os pré-conceitos que temos ou desenvolvemos ao longo de nossas vidas.
A história é muito bem desenvolvida. Temos aventura, ação e algumas revelações emocionais, o que permite ao leitor conectar-se aos personagens.
Em relação à revisão, diagramação e layout, a Editora Jangada realizou um ótimo trabalho.
"E o que dizer do resto? Win veio do planeta Kemya? Alienígenas vêm alterando a história da Terra ao longo dos séculos, dos milênios? Eles estão olhando para nós agora, para o meu planeta, como se fosse o aquário deles?" (p. 56)
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Reinaldo (Estante X - @reeiih) 19/05/2017

Apenas Ecos do que poderia ter sido uma boa história
Eu já tinha visto esse livro há algum tempo atrás mas estava com uma certa relutância em pegá-lo para ler. É um tema que eu gosto muito, alienígenas, espaço, etc, mas a sinopse não havia me convencido e fiquei com receio de que fosse só mais uma história de romance adolescente, mas com seres de outro mundo.

O meu receio se mostrou errado, já que romance é praticamente zero nessa história. Há um leve momento onde dá a entender uma atração romântica entre os personagens, mas ficou só naquele ponto, não foi desenvolvida. Meu desapontamento veio com a história mesmo, com a forma como ela é construída. Tem uma base legal, com enredo interessante, mas o desenvolvimento se tornou monótono e pouco atrativo.

“Há uma confiabilidade perfeita na matemática. Não importa quantas vezes você realize a mesma operação, a resposta é sempre a mesma.”

Esta é uma história de alienígenas bem diferente do que eu estou acostumado a ler. Aqui, o foco principal não será uma invasão, mas sim viagens no tempo que já estão sendo feitas há milhares de anos. Muito tempo atrás, alienígenas do planeta Kemya encontraram a Terra e decidiram fazer algumas experiências nela, já que era um planeta jovem, cheio de vida e potencial candidato à colonização. Kemya estava em ruínas e já não havia mais tempo para os cientistas de lá desenvolver métodos de salvar o planeta. Logo, era mais fácil procurar outros que fossem possíveis de morar. Dessa forma, construíram um gigante gerador temporal ao redor da Terra, e dentro desse campo é possível saltar no tempo, fazer alterações, e voltar para o presente e observar o impacto causado. A grande maioria dos cientistas kemyanos moram em uma estação espacial oculta em algum lugar no sistema solar, longe de qualquer possibilidade de ser identificada pelos humanos.

Mas viajar no tempo é algo que pode acabar corroendo o tecido que mantém o planeta no espaço e, quando isso ocorrer a Terra deixará de existir. Os principais efeitos que isso tem causado são terremotos, tsunamis, furacões mais intensos, além de outras catástrofes naturais. Claro que os cientistas kemyanos estão cientes dessas complicações, mas prosseguem com os testes sem maiores preocupações. Para eles, é uma diversão ficar alterando nosso planeta quantas vezes forem necessário. Eles são os observadores, enquanto nós não passamos de pequenos e indefesos peixinhos dentro de nosso “seguro” aquário.

“Eu me pergunto, como faço todas vez que ela recita esse slogan, se mamãe realmente pensa positivo sobre tudo ou se, como eu, ela é boa apenas em parecer positiva, não importa o que esteja acontecendo em sua cabeça.”

Enquanto acompanhamos Skylar e Win, vamos descobrindo mais segredos sobre a presença dos kemyanos e suas reais intenções. Algumas perguntas que eu fazia durante a leitura foram respondidas; outras a própria personagem questionava e arranca a resposta de Win. Porém, muitas outras ficaram em aberto e tanto a história quanto a personagem não são capazes de responder. Deu a impressão que a própria autora não sabia explicar o que tinha acabado de narrar, então resolveu deixar passar em branco.

Skylar é uma jovem inteligente, mas insegura. Ela possui grande capacidade cognitiva e alta concentração quando se trata de ciências exatas. Mas vive assombrada com o medo de possuir algum problema mental. Quando descobre que suas sensações e visões são na verdade efeitos sensitivos à mudanças no tempo, seu medo ameniza e começamos a notar uma leve evolução em sua forma de pensar e agir. Até o final do livro, vamos ter uma personagem muito diferente do começo, e isso foi algo que considerei interessante.

Já Win é um personagem que não apresenta muita evolução dentro da trama, ficando várias vezes em segundo plano. É um garoto misterioso, quieto, observador e tímido. É a primeira vez que ele está na Terra, e os protocolos kemyanos nunca permitiram contato com seres humanos. Logo, sua aproximação com Skylar é uma experiência totalmente nova, e tudo para ele se torna uma grande aventura científica. Tomar café, respirar, correr, beijar: tudo é novo, fascinante e ao mesmo tempo, estranho. Pra falar a verdade, eu esperava que este personagem fosse mais desenvolvido na história. Ele é um alienígena, então queremos saber tudo sobre ele e sua espécie, mas quando confrontado com as perguntas, o personagem tende a se manter fechado, resguardado.

“Não sei por que a história da Terra importaria muito a alguma raça alienígena, mas posso imaginar como alguém pode achar difícil abdicar dessa liberdade.”

Eu gosto muito de narrativas sobre viagens no tempo ou com alienígenas, mas só isso não basta. A história precisa ter ação, reviravoltas, razões que justifiquem as ações dos personagens e que também gerem conflito entre eles. Gosto de tramas onde eu tenha que pensar nela o tempo todo, sem conseguir concluir tudo antes das coisas realmente acontecerem. Porém, Ecos do Espaço falhou nesses quesitos Logo no começo quando Win e Skylar fazem a primeira viagem no tempo para encontrar as peças da suposta máquina que destruiria o gerador, eu consegui antecipar 80% do restante do livro. Já tinha uma experiência parecida ano passado com um outro título, e aqui novamente a estrutura monótona e repetitiva aparece. O conflito entre os vilões e os personagens principais quase nunca acontece e tudo parece acontecer fácil demais. A maioria dos diálogos se tornam fracos e várias vezes Win e Skylar acabam em uma discussão adolescente sobre o que um pode fazer em relação ao outro.

O final, que poderia salvar a história, pareceu igualmente fora de tom e pouco convincente. Esperava algo surpreendente, uma reviravolta, um novo segredo vindo a tona e que mudasse tudo, mas nada de empolgante ocorreu. Fiquei desapontado e confesso que ainda não decidi se vou dar uma segunda chance e ler o segundo volume, ou se realmente paro por aqui.

“A razão pelo qual estou aqui. O plano de Jeanant para destruir o gerador do campo temporal. Possivelmente, a única chance que temos de libertar a Terra do controle de Kemya… a única chance em milhares de anos. Eu sei, eu sei, não se pode remover um número de uma equação sem invalidar toda a sequência.”

Apesar de tudo, há alguns pontos positivos que quero mencionar. A tecnologia kemyana foi uma das coisas que mais me chamaram a atenção, e acho até que é bem original, já que não lembro de descrição parecida em outros livros. Para viajar no tempo, os alienígenas usam uma espécie de pano ultra leve, tipo uma seda, porém, totalmente high-tec. O pano se transforma em tenda, barraca, computador, porta, cadeira, etc. Tudo depende de como é operado. Também, há pequenas metáforas presentes na narrativa, como por exemplo, a ideia de que Kemya está em ruínas e a única salvação é encontrar outro planeta para morar. Querendo ou não, mesmo que hoje em dia se fale bastante em sustentabilidade, a ideia de encontrar outro planeta habitável para colonização não é mais só ficção. Já é algo que vem sendo debatido e encorajado a acontecer.

Ecos do Espaço pode não ter me conquistado de primeira e sua constante monotonia pode ter ofuscado o potencial da trama, mas mesmo assim, ainda quero indicar para quem gosta de alienígenas e viagens no tempo. Afinal, há muitas coisas a serem exploradas nessa trama e o que não me surpreendeu pode ter um efeito mais positivo em outros leitores.

site: http://resenhandosonhos.com/ecos-espaco-megan-crewe
Yujin 25/06/2017minha estante
Também tô achando monótono e o desenvolvimento bem fraco...:(




Naty 17/05/2017

Não rolou...
Recebi Ecos do espaço num kit lindo da editora, foi uma surpresa a sua chegada e, automaticamente, a ansiedade em ler foi aumentando assim que soube se tratar de ficção científica.

Nele temos a história de Skylar que, até os 5 anos, quando seu irmão fugiu de casa, ela era considerada uma menina “normal”. A partir disso, a garota se culpa e tenta entender o que possivelmente fez de errado para ver seu irmão partir. Depois desse ocorrido, ela não é mais a mesma pessoa. Vive perseguida por sensações de que algo está terrivelmente errado. Mas, apesar dos ataques de pânico que a atormentam, nada nunca acontece, e Sky já está começando a acreditar simplesmente que ela não é normal.

Os pais dela tentam ajudá-la com tratamento, a menina percebe que isso não tem mais jeito: ela não vai mudar, então passa a fingir aos seus pais que está tudo bem. No fundo, ela sabe que não.

A vida de Sky sofre uma reviravolta quando cai na realidade e percebe: somos todos cobaias. Há milhares de anos, a Terra é usada como laboratório de teste de alienígenas, eles não se importam com os seus habitantes e utilizam-nos em seus experimentos de manipulação do tempo.

Win é membro de uma facção rebelde que tenta colocar um fim nisso e ele precisa da ajuda de Skylar. No entanto, esses experimentos causam diversos efeitos colaterais. A cada alteração do passado, o próprio tecido do espaço-tempo se fraciona um pouco mais e logo poderá não restar mais nenhum planeta Terra para se salvar.

O livro não é a ficção científica que promete, o que acabou me desgostando nesse aspecto. Além do mais, o desfecho é tão previsível que chega a parecer aqueles romances estilo Nicholas Sparks: você sabe o que vai acontecer, custe o que custar. Isso me incomoda (e muito), já que gosto da imprevisibilidade e das ideias fora do comum.

Esse elemento incomodou justamente porque temos um casal, são jovens, considerados de espécies distintas, e algo vai acontecer entre eles. É claro. E vocês já imaginam o quê. Não é pelo fato de existir isso que desagradou, mas um conjunto de fatores. Afinal, podia-se muito bem desenvolver melhor e mudar, já que muitos livros são compostos com esse término que, convenhamos, nem sempre é agradável (e aceitável).

Tenho para mim que Megan quis fazer uma mistura de ficção científica, um pouco frustrada, com um romance de adolescentes. Em certos momentos, imaginei que estava lendo Brilho ou Centelha. No entanto, esses dois livros me agradaram bastante, ainda que os elementos fossem parecidos.

Não é só de pontos negativos que a história é composta. Devo ressaltar que a narrativa da autora é envolvente e nos deixa estagnados à obra, sua escrita é fluida e torna a leitura frenética. Infelizmente não considero uma excelente obra, mas para quem curte algo mais leve, certamente vai gostar dessa pedida.

A capa é incrível e nenhuma foto é capaz de demonstrar o quanto. A diagramação é bem simples, mas proporciona uma leitura confortável.

Vamos combinar que essa é a minha opinião, nada mais justo do que cada um ter a sua. Então, se gostei pouco (ou se não gostei da obra) é algo que não deve impedir a sua leitura. É bom cada um conhecer para ter uma crítica pessoal sobre a história. Aguardo os comentários de vocês, após realizarem a leitura.

Lana Wesley 18/05/2017minha estante
Como você mesma disse a sua opinião não pode de maneira alguma impedir que outras pessoas leiam a estória, até porque alguns elementos agrada mais a uns do que para outros. Por exemplo gosto muito de livros de ficção cientifica, porém quando e algo muito bem elaborado, me deixa confusa pelo fato de não ter costume de ler nada dessa obra, por isso prefiro leituras mais leves como essa, que por mais que tenha uma trama previsível, a premissa me deixou bastante curiosa. Claro, que prefiro livros dos quais possuí trama surpreendente como você mesma disse, que nos deixa anestesiado, porém de vez em quando e bom ler livros nesse estilo. Realmente está edição esta no capricho, a capa e linda e chamativa.


Reinaldo (Estante X - @reeiih) 19/05/2017minha estante
Olá Naty, concordo em muitos pontos contigo. Amo ficção científica, mas esse livro foi muito muito "fraco", e verdade, o final foi super previsível, tanto que não pretendo continuar a ler a trilogia.
Uma trilogia que se destaca muito no sentido de misturar romance e ficção científica é a Firebird (Claudia Gray): tem romance, tem viagens por dimensões, tem explicação científica de como as coisas funcionam, vários cliffhangers, muito bom, indico.

Voltando sobre esse, gostei da edição, só a diagramação da capa achei que poderia ser mais bonita, tipo, nome do livro com uma fonte mais adequada, nome do autor mais pequeno e melhor posicionado.. essas questões estéticas da capa haha



Lucia Santos 19/05/2017minha estante
Eu até gosto de livros de Ficção Cientifica, mas esse não me chamou a atenção!! A capa é bonita e chama a Atenção!!!


Maria 20/05/2017minha estante
É uma pena, pois parecia ser interessante, pois tem alienígenas que gosto na historias e gosto também quando o autor consegue nos surpreender e não foi o caso desse já que é previsível. Por ter rebeldes no meio esperava mais ação e adrenalina.


nayane.brito 01/06/2017minha estante
Oi Naty, eu também não gosto de coisas previsíveis demais. Porém, isso não é um fator que impeça de ler o livro. Ficção Científica não é dos meus estilo favoritos, além do mais, se tratando de um resultado bem previsível como o que falou. Mas a capa é lindona! Tá de parabéns pela diagramação.


Isabela | @sentencaliteraria 04/06/2017minha estante
Oi Naty ;)
Apesar de ficção científica não ser meu gênero, tinha me interessado pela premissa do livro.
Pelo fato de a autora ter uma escrita envolvente e fluida vou dar uma chance a série, sair um pouco da minha zona de conforto!
Já coloquei na lista de leitura, obrigada pela indicação!
Bjos


Marlene C. 06/06/2017minha estante
Oi Naty.
Uma pena que a autora se perdeu um pouco né Eu confesso que gosto da premissa entretanto não costumo ler livros que tenha ficção científica qualquer coisa do tipo porque raramente o livro consegue me prender Enfim no geral eu gostei mas não acho que seria um livro para mim.
Bjs.


Marta 24/06/2017minha estante
Gostei bastante da resenha e concordo com você a capa é fantástica !! Fiquei bem interessada em ler!!
Beijoss


Menma/Isa 03/07/2017minha estante
Olá!!!
Bem, eu sou meio assim com ficções científicas e quando meio que rola algo que já é previsível isso acaba me deixando frustrada que nem você.
Apesar de gostar muito de Nicholas, eu já estou preparada pelos clichês dele e não sei se acharia algo legal nesse estilo de gênero.
Mesmo assim acho que quem curte pode dar uma chance o que não é o meu caso :/

lereliterario.blogspot.com


Micheli 16/07/2017minha estante
Oi Naty,
Gosto de ficção científica, mas faz tempo desde que li um livro desse gênero. Achei interessante esse enredo, com humanos rebeldes lutando pra salvar a Terras dos alienígenas, mas essa questão de previsibilidade me incomoda também, e já tenho minhas desconfianças do que acontece, esse romance de adolescentes ai podia ter ficado mais em segundo plano, ou melhor, nem ter sido desenvolvido. Não descarto a leitura, mas não pretendo ler tão logo.
Beijos


Deise.Kiefer 29/03/2020minha estante
Eu até gosto de livros de Ficção Cientifica, mas esse não me chamou a atenção!! A capa é bonita e chama a Atenção!!!


Angela Cunha 15/05/2020minha estante
Como ficção científica não seja algo que eu domine, fiquei até feliz ao ler a resenha. Confesso que não me recordo de ter visto este livro pelo mundo literário, mas olhando a resenha, acho que não é para mim.
E nem digo pelo fato de não entender muito o gênero não,mas pela história ter sido muito pouco aprofundada!!!
Beijo




Caverna 17/03/2017

Skylar se considerava uma menina normal até os 5 anos, quando seu irmão fugiu de casa. Desde então, Skylar tenta entender o que fez de errado para que ele fosse embora, e pensa no que poderia ter feito de diferente para convencê-lo a mudar de ideia. A perda forçou Skylar a notar em todo e qualquer detalhe. Desde criança, ela sente pânico quando percebe algo fora do lugar habitual. Seus pais tentaram ajuda-la com tratamentos, e aos poucos, quando Skylar se deu conta de que isso nunca iria mudar, essa sensação esmagadora e repentinamente desesperadora, ela apenas aceitou e passou a fingir que estava bem, pois era isso o que os pais precisavam. Que Skylar fosse normal, que eles não precisassem se preocupar com suas loucuras, ou com a possibilidade de ela fugir também. Todos ficaram traumatizados após o desaparecimento de Noam, irmão de Skylar, mas ela fora a única que crescera com essa sensação no peito que a sufocava.

Até que ela conhece Win.

E não, eu não quero dizer com isso que a sensação foi embora com a presença dele. Ela se intensificou. Errado. Ele estar ali, junto ao grupo de seus amigos na excursão ao tribunal, era completamente errado. Tudo nele exalava isso. Errado, errado, errado, errado, errado.

Skylar aprendeu a controlar seus ataques e usar uma máscara na frente de todos para que não detectassem seus surtos, agarrando sua pulseira e fazendo contas na cabeça, o que servia a ela como um mantra. Três vezes três é nove, três vezes nove é vinte e sete.... Mas fazia tempo desde uma sensação como aquela, a sensação de que ele não deveria estar ali.

E no dia seguinte, lá está ele na frente da escola. Perturbada pelo que sentira no dia anterior e pelo baque que somente ela, de todo o grupo, sentiu ao entrar no tribunal, ela resolve falar com ele. De início, Win nem dá bola pra garota, mas quando ela relata sobre o tribunal, ele fica tanto extasiado quanto alarmado. A verdade é que Win de fato não deveria estar no tribunal, e Skylar não deveria estar falando com ele, porque ela está morta. Ou estaria, se ele não tivesse impedido a bomba de explodir no tribunal.

Daí em diante, Skylar é bombardeada de informações. Win não é deste planeta. Ele veio do futuro afim de deter os experimentos que seu povo vêm fazendo há séculos com os humanos, e precisa da ajuda de Skylar para isso. Graças à percepção dos erros desde o evento com o irmão, Skylar se tornou sensitiva, e ela não estivera enganada quando achou que certas coisas estavam erradas. Estavam mesmo, e tudo por causa do povo de Win. E ela era a arma perfeita que ele precisava para conseguir detê-los. Somente ela reconhecia as alterações na linha da história, e somente ela seria capaz de ajuda-lo a reunir o necessário para salvar a humanidade. Mas para isso, Skylar teria que viajar com Win, um mero desconhecido, que poderia estar falando muitas asneiras, para épocas passadas e países distantes.

Estaria Skylar disposta a arriscar sua vida para ajudar Win? Arriscar a preocupação dos pais, que já sofreram o bastante com a perda de um filho? Mesmo por trás do receio e da desconfiança, Skylar não podia negar o quanto curiosa ela estava. Por 17 anos, ela foi considerada louca, e agora ela tinha a oportunidade de fazer algo a respeito, de reconstruir a linha do tempo e se livrar das sensações angustiantes. Como ela poderia deixar a chance passar?

E que livro maravilhoso, editora Jangada!! Fiquei me perguntando como não conhecia esse livro antes de tê-lo em mãos. O começo foi um pouco parado, admito, mas porque me senti dividida com relação à protagonista. Numa hora ela está se fazendo de difícil, sendo que ele é o único que possui as respostas que ela procura, e na seguinte ela está embarcando na aventura sem mesmo saber a história por completo. A autora decidiu por entregar as informações aos poucos para o leitor, mas se a gente for se colocar no lugar da Skylar, acho que qualquer um chamaria o Win pra sentar e explicar tudo antes de decidir qualquer coisa.

Ecos do Espaço não é exatamente um livro sobre alienígenas, mas está quase lá. Não existem paisagens bonitas e neve no planeta de Win. Ele não respira oxigênio na mesma proporção que os humanos. Seu povo conta com uma tecnologia altamente avançada, e mesmo assim, o planeta está em decadência. Não vou me aprofundar sobre o planeta de Win e a finalidade dos experimentos, já que esse é o grande mistério da obra, mas garanto a vocês que tudo é revelado em seu devido tempo e com clareza.

Fazia um tempo que eu não lia um livro onde os personagens são obrigados a se unir por algo maior e viajarem juntos, e foi maravilhoso acompanhar o elo que Skylar e Win foram criando, mas devo alertá-los que o foco da obra não é o romance. Diga-se de passagem, ele chega a ser superficial e pouco convincente. Ainda assim, a amizade e importância um com o outro é palpável.

A escrita da Megan é leve e fluida, e se torna tanto frenética quanto viciante da metade para o fim. Encontrei apenas alguns erros na digitação, mas que de forma alguma me incomodaram. A capa é linda, assim como o significado que carrega.

Ecos do Espaço é o primeiro livro de uma trilogia, e o último volume será lançado pela editora Jangada esse ano. Para todos que desejam viajar no tempo, fugir de vilões e provar de muita adrenalina, super recomendo a trilogia!

site: http://caverna-literaria.blogspot.com.br/2017/03/ecos-do-espaco.html
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laura 26/08/2016

Muito Bom!!
Gostei muito, é uma leitura fácil! O final da historia é surpreendente S2
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