A Época da Inocência

A Época da Inocência Edith Wharton




Resenhas - A Época da Inocência


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Aninha42 20/08/2019

Maravilhosa
E lindas as palavras e uma história encantada
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Ana Letícia Brunelli 31/12/2018

Um romance muito mais profundo do que eu imaginava.
Em alguns momentos a leitura é monótona por causa da riqueza de descrições, que são, no entanto, essenciais para o entendimento da atmosfera em que acontece a história.
Essa obra nos convida a inúmeras reflexões, entre elas, a necessidade do indivíduo de estar inserido em um grupo versus suas aspirações pessoais; e o impacto que a cultura assimilada pela convivência com o grupo tem nas atitudes e decisões individuais.
Além disso, a autora aborda a forma como romantizamos nossos ideais, e o risco disso nos levar a viver fantasias irrealizáveis ao invés de aproveitarmos os prazeres que a "vida real" pode nos proporcionar.
Essa história é um convite ao amadurecimento; a abandonarmos ilusões e encararmos que "as coisas nem sempre correm bem para o mundo inteiro"; e que "o verdadeiro desafio de cada homem e de cada mulher deve ser o de criar alguma forma de felicidade possível", porém nunca perfeita.

"Não é verdade que ela cega as pessoas. Ela faz justamente o contrário: mantém nossas pálpebras bem levantadas, privando-nos para sempre de nossa bendita escuridão".
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Quero Morar Numa Livraria 06/12/2018

A época das aparências
É sob a perspectiva de um personagem masculino que Edith Wharton retrata a Nova Iorque oitocentista de A época da inocência. A sociedade conservadora é abalada por um escandaloso incidente: a condessa Olenska, membro de uma das mais tradicionais famílias, retorna de Paris. O motivo foi a separação do marido após vários episódios de traição por parte dele.

O costume da época era de que mulheres viúvas ou divorciadas vivessem uma vida de resignação. Ellen Olenska quebra esse paradigma ao se mostrar na ópera ou em jantares. Ela tampouco evitava companhias masculinas ou tinha interesse em mudar seu jeito de ser. Tinha sido criada na Europa, suas maneiras eram outras.

Wharton não escondeu a inspiração que recebeu de Tolstói, tanto pelas reminiscências da guerra bem como a condição do casamento e a liberdade da mulher. Retratou a sociedade tal como a conheceu. Os mesmos esnobes ganharam vida através das moças valorizadas pela beleza, mas que nunca tinham opinião a cerca de nada e dos velhos mexeriqueiros.

É nesse contexto que Newland Archer se vê dividido entre a noiva, a linda May Welland, educada para ser boa mãe e dona de casa, e Ellen Olenska - a mulher que faria seu mundo de hipocrisia desmoronar.

Wharton tece uma crítica avassaladora: ?Por que ela não pode ser chamativa, se quiser? Porque haveria de viver encolhida, como se fosse a causa da própria desgraça??. Ellen Olenska sabia que não poderia fazer a mesma escolha de Anna Kariênina, não importa o lugar ou quem escolhesse para viver. May, Newland e Ellen foram fortes e sábios à frente de uma sociedade que usava a tesoura de poda a qualquer um que ousasse cometer erros. Edith Wharton finalizou sua obra de um jeito comovente e coerente. Uma sábia decisão entre o conflito interno e as aparências.
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Tayene 04/12/2018

A simbiose entre realismo e romantismo
Livros realistas, em geral, não são meus favoritos: até hoje não consigo entender o burburinho em torno de Gustave Flaubert (Madame Bovary) e Anna Kariênina (Tolstói), até agora, me contentou apenas com o filme (2012). Não obstante, comprazo-me em apreciar a ironia e a crítica social (nunca velada) frequentemente inerentes a este movimento literário. Por isso, quando comecei a ler A ÉPOCA DA INOCÊNCIA e notei o caráter realista do texto, resolvi persistir na leitura mesmo assim. Ao fim, percebi que Edith Wharton é realmente uma voz única na literatura, que conseguiu a simbiose perfeita entre romantismo e realismo.

Nesta obra, publicada em 1920, cujo enredo é ambientado no glamoroso mundo aristocrático da Nova York de 1870, conhecemos o triângulo amoroso entre May Welland, Newland Archer e a condessa Ellen Olenska. A obra conferiu à Edith Wharton o prêmio Pulitzer de 1921. Ademais, ganhou uma adaptação para o cinema em 1993, dirigida por Martin Scorsese, que, dentre diversas indicações, rendeu o Oscar de melhor figurino.

A história gira em torno de New Archer, um jovem advogado de Nova York, pertencente a uma família tradicional e noivo da jovem May Welland, a qual, segundo a estreita visão do rapaz, é tão inocente quanto bem educada conforme estabelece o bom tom e as tradições familiares e sociais. O casal, envolto em uma névoa de felicidade que antecede seu casamento iminente, pouco conhece de fato um ao outro. Não sem motivo, logo as expectativas que cada um carrega em relação ao casamento serão questionadas com a escandalosa chegada da prima de May, a condessa Ellen Olenska, que fugiu do marido e das libertinagens a que era submetida por ele vivendo na Europa. No entanto, quanto uma mulher que pretende se divorciar do rico marido a fim de viver uma vida mais digna em pleno século XIX pode esperar, em termos de aceitação e respeito, de uma sociedade conservadora alicerçada sob a sagrada instituição familiar, cuja aparência de receptividade ao estrangeiro é tão questionável quanto suas regras de etiqueta?

Desta forma, a autora se propõe a compartilhar o desencanto da geração perdida (1920) com uma visão mais complexa da condição humana, trabalhando o equilíbrio entre renúncia e satisfação na busca pela felicidade do indivíduo em convívio com a comunidade na qual está inserido e da qual depende. É um livro sobre o conflito entre as imposições das velhas tradições e as exigências da falsa liberdade individual, que evidencia o fracasso de uma visão puramente romântica.

Wharton torna-se uma autora singular desse período, porque entende as necessárias mudanças do mundo pós-guerra e a melindrosa busca pela liberdade da nova geração. De forma madura, experiente, sabe reconhecer as virtudes do mundo pré-guerra, olhando para o seu passado para além de toda a frivolidade e hipocrisia social também presentes. Com sabedoria, entende que a liberdade plena e individual concebida pelos jovens da nova geração é utopia enquanto ser social. Com admiração, aponta a capacidade dessa sociedade de apreciar a beleza no singelo seio familiar ao mesmo tempo que critica a exigência da adoção de uma conduta rígida pelas moças e a imposição de perspectivas limitadas aos rapazes, que tinha o poder de acarretar desastrosos danos ao ambicioso espírito dos jovens, homens ou mulheres.

Edith não acreditava que qualquer indivíduo livre do suposto fardo das imposições sociais pudesse se sentir realizado e plenamente feliz, pelo contrário acreditava que a relação entre o eu e a sociedade era intrínseca e inescapável. Segundo a introdução da especialista Cynthia Griffin Wolff, na introdução do livro, A ÉPOCA DA INOCÊNCIA é um estudo das complexas e íntimas relações entre coesão social e crescimento individual.

Por fim, em relação a construção dos personagens, é importante compararmos os principais traços que compõe o caráter dos protagonistas. Enquanto May e Ellen representam personagens realistas, cuja superficial inocência obedece os parâmetros de seus respectivos papeis na sociedade, visto que ambas entendem a necessidade de se viver com base em princípios mais importante, como a lealdade e a honra. A lição de que todos, em qualquer lugar, precisam da segurança que só uma sociedade estruturada pode proporcionar, através da base familiar, é a lição que deverá ser aprendida pelo inocente Archer. Logo percebemos que a paixão de Archer por Ellen representa seu anseio pela libertação das convenções e expectativas de um futudo já definido e limitado; na sua visão, Madame Olenska é o mistério do mundo da arte e do progresso intelectual, que alimenta sua sede de conhecimento pelo novo. No entanto, o leitor atento é capaz de perceber que Newland também é fruto de uma visão social limitada que o faz constantemente emitir julgamentos equivocados. Suas boas maneiras em confronto com seus ideais românticos e egoístas de liberdade, porão em cheque sua honra e a forma como vê e como se posiciona no seu círculo social. No final das contas, suas decisões sempre prevalecerão em direção a segurança e a estabilidade familiar de um mundo já conhecido e garantido, apesar de decadente.
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Magali.Ferreira 03/12/2017

Fascinante!
May, uma mulher admirável!
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Valério 01/12/2017

Delicado
Um livro que me remete a tantos outros.
Um "amor nos tempos do cólera" às avessas.
Um final melancólico, mas lindo, simbólico.
Um enredo onde o não falado tem mais conteúdo que o falado.
Um romance real, com menos sentimentalismo que na maioria dos livros românticos.
Um homem que acha que tem tudo sob controle. Mas que na verdade, é muito mais controlado.
Um bom livro, uma boa história.
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Julio.Argibay 02/10/2017

Lembra Proust
Um romance ambientado em New York antes da Primeira Grande Guerra. A sociedade tradicional eh retratada nessa estória atraves de uma relação proibida. Os valores começam a serem questionados, mas ainda eh cedo para os personagens viverem suas grandes paixoes.
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Jéssica Santos 12/09/2017

Surpresaaaa :D
O livro é de 1920, da escritora americana Edith Wharton. Porém a história se passa na New York de 1870. Então aqui, nós teremos descrições sobre a sociedade na época, como costumes etc. É bem interessante para quem gosta de se imaginar em outras épocas da vida. Os livros proporcionam isso, muito melhor do que os filmes e séries.
Venceu o prêmio Pulitzer de ficção, em 1921.
Bem, dado os fatos, vamos ao que interessa.
Quando eu comecei a ler achei bem enfadonho, acreditei que o livro caminharia para a mesmice de muitos romances, o que não me agrada em absoluto. Passei o livro inteiro, pensando que os personagens envolvidos poderiam acabar de uma vez com o ''mimimi, vai, num vou, volta, vou'' kkkkkkk. Porém, não aconteceu como eu imaginei, e isso me chocou muitoooo, fiquei maravilhada com o rumo que a história tomou. Por se tratar de um livro pequeno não posso oferecer muitos detalhes.
O que posso dizer, aqui, e isso é algo que já constatei na minha vida, e por isso mesmo, gostei tanto da história, é o seguinte. Anota ai, caso você esteja numa enrascada. xD
Sim, todo amor, antes já foi paixão, MASSSS , nem toda paixão virá amor, sacou? Te gustas?
Por isso amigos, a importância se saber identificar um sentimento, Porque por vezes, a escolha errada não tem volta, entende?
Foi interessante perceber que a May tão doce, na verdade era mais enigmática e inteligente que a Ellen, na verdade a Ellen me lembrou muito aquelas mulheres que só tem fogo no rabo kkkkkkkkkkk. Eu diria que tenho MUITO a aprender com a May, uma verdadeira dama. Mas tô mais pro oposto mesmo ^^ hahahahaha, não sei se levaria as coisas com tanta maturidade. DEUSSS me ensina a ser assim \o/ LOL
Amei também o amadurecimento de Newland Archer, muitas pessoas precisam de décadas de vida, pra entenderem o sentido da vida, suas dúvidas e anseios.
Enfim, como foi uma grande surpresa
bjinhos procês, fuiiiiii
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Duh 10/08/2017

Um aceno de lembrança do passado, e de boas vindas para o presente
Num mundo onde o superficial e o essencial se confundem.
Edith Warton venceu o prêmio Pulitzer por essa obra.
A história se passa em New York 1870.
Newland Archer um rico e bem sucedido advogado tem tudo, posição, beleza, e dinheiro a sua volta. Está noivo da bela mais sem graça May Wayland. E ao ir a ópera conhece sua prima a exuberante e atraente Condessa Olenka.
Causando escândalo na sociedade estadunidense com suas modas europeias e coloridas a brilhante condessa está no momento se separando do abusivo marido.
Para tentar ajudá-la com isso Archer se aproxima dela, mas inevitavelmente acaba se apaixonando pela bela e distinta madame.
Agora ele precisa escolher entre o que é certo e tradicional e o que é novo e arriscado.
Archer acaba se perdendo entre sentimentos e descobrindo que os costumes da sociedade erguida no seu tempo pode terminar por sufocá-lo.

Muitas vezes em nossa vida clamamos por evolução e esquecemos de dar valor ao que já temos e somos.
Newland para mim é um homem bom e correto que se arrisca e ao mesmo tempo se perde entre paixão e o sentimento de fazer a coisa certa.
Isso por sua vez, acaba por custar sua juventude.
May sua noiva, por outro lado é a tipica e conformada garota de família que é apaixonada pelo noivo, mas sente no sérne de seu ser que ele quer algo mais do que uma vida pacata, o que ele quer de verdade é de fato, uma vida mais ampla e apaixonada.
A condessa Olenka por outro lado é uma mulher que veio para Nova York para viver uma vida livre de preconceitos e porque não dizer bem mais moderna do que aquele tempo exigia.
Amei cada palavra escrita pela autora, os costumes da época, o vestuário, o romance descrito.

A época da inocência é nada mais nada menos do que uma reverência ao passado e um olhar de alegria e modernidade para o futuro. É saudade daquilo que um dia foi e não volta mais. E saudade de um amor que nunca será realmente seu.


Archer acaba se envolvendo ás escondidas com ela, mas
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Nati 05/02/2017

" We can't behave like people in novels, though, can we?"
FINALMENTE! I AM DONE, acabei, finito! Gente, não aguentava mais esse livro, foi só por pura persistência mesmo que consegui ir até o fim...isso e meu TOC de não deixar livros ou séries inacabados. Esse livro, apesar de relativamente pequeno (200 e poucas páginas não é nada fora do comum), foi um dos mais difíceis de terminar, empatado talvez com "O Grande Gatsby", que para mim também foi um martírio.

Não consegui me conectar ou simpatizar com os personagens, achei muitos deles, principalmente May, que era a única que me intrigava um pouco mais, mas a que mais me frustrou e me irritou durante todo o livro, pouco desenvolvidos e no geral bem insuportáveis. Nos primeiros capítulos, já estava irritada com esse mundo dos Archers e Van der Luydens e Mingotts. A narrativa é lenta e muito pouco acontece no livro em geral. E vamos combinar, Archer é um babaca. E a Condensa Olenska é super ingênua e sem gracinha. Enfim, acabei o martírio e agora posso ticar mais um clássico para a conta, e seguir para leituras mais agradáveis.
Elder 05/11/2017minha estante
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Guacira 24/04/2014

Um dos melhores romances históricos já escritos
Existem vários motivos para ler "A Época da Inocência". É uma história de amor intensa, é uma recriação perfeita da vida da alta sociedade americana no século 19, e tem todo aquele climão de época que é fascinante. Mas é principalmente um daqueles livros que permitem que o leitor mergulhe nos sentimentos dos personagens (por mais ultrapassados ou diferentes dos nossos que sejam).

A história acontece na Nova York de 1870. O jovem advogado Newland Archer se acha um cara de sorte: pertence a uma família influente e tem pela frente uma vida de sucesso com a mulher por quem está apaixonado, a bem nascida e aparentemente ingênua May Welland. Ao lado de May, ele se sente um homem importante. Não só vai casar com uma das moças mais desejadas da elite local, como também terá o prazer de ensinar a ela tudo que aprecia em arte, cultura e viagens.

Mas esse futuro tão bem planejado começa a ser questionado quando Newland conhece Ellen Olenska, uma prima da noiva que - escândalo! Abandonou o marido abusivo, um nobre europeu. Ellen é tudo que May não é: culta, franca e, ainda assim, misteriosa. Criada à moda européia, chega para "causar" numa sociedade que se acha muito evoluída mas que ainda é tacanha e preconceituosa.

A paixão e as tramas que surgem a partir daí são uma delícia para o leitor. Ainda mais pelo talento da autora, Edith Wharton. É como se a gente pudesse ver cada cena descrita por ela: a decoração das salas, as roupas, o jeito dos personagens. E compreender os motivos que eles têm, ainda que estes não sejam declarados.


PS - Quem viu o filme de 1993 e gostou, não pode deixar de ler esse livro!
Viviane 15/07/2014minha estante
Gostei da história, adoro romances de época! vou procurar o filme tbm.


Rosa Santana 22/04/2017minha estante
Comecei a ler. Acho que gostarei!!


Guacira 22/04/2017minha estante
Tomara, Rosa! Eu acho um livro encantador.




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