Homens Sem Mulheres

Homens Sem Mulheres Haruki Murakami




Resenhas - Homens Sem Mulheres


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May 31/07/2020

Homens sem mulheres
Primeiro contato que tive com esse autor. A leitura fluiu bem. Os contos giram em torno de homens e suas relações com as mulheres e com eles mesmos. Gostei muito do conto Sherazade, dei muitas risadas enquanto aguardava na fila pra fazer exame de coronavírus rsrs
É um livro com várias referências a músicas e filmes clássicos, livros e cultura pop ocidental.
Afegc 05/08/2020minha estante
Pela sua resenha, fiquei curioso em ler esse livro.


May 05/08/2020minha estante
Que bom! É um livro bem rápido de ser lido




Luz 06/03/2020

Murakami foi um tropeço. Enquanto lia tão apaixonada e impressionada a Linha M, da Patti Smith, descobri por intuição que Murakami seria para mim. Isto, seria. E foi, e é. Uma literatura tão contrastante dos vícios ocidentais, histórias tão honestas, e simples, tão cuidadosas e aflitivas. Murakami carrega uma verdade de narração que emociona, mas não uma emoção fajuta, conquistada pelo melodrama universal que pelo costume acaba em formigamento do corpo; não, é uma emoção que possui o peso da verdade. Murakami diz e se desdobra sobre honestidades, sobre extravagâncias e amenidades humanas, próprias do corpo, próprias dos homens. Os personagens de Murakami não se desesperam somente pelas ansiedades do coração ou da psique, os anseios dos homens sem mulheres são desesperadas agonias que brotam das plantas dos pés.
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Rafael 28/08/2020

Notas de literatura
A chuva caindo lá fora, um disco de jazz tocando ao fundo de um bar, um gato num canto, um cigarro numa mão e um livro numa outra.
Esse é meu primeiro contato com Haruki Murakami. Essa obra é em formato de contos a narrativa é cativante, cercada de mistérios, ambientada em fantasia e realidade.
Uma viagem única que nos coloca por dentro de ruas, vielas e becos de um Japão contemporâneo num olhar diferenciado do oriente, um oriente amalgamado com a cultura ocidental.
Como em ritmo de jazz com suas notas, batidas e melodias melancólicas Murakami transforma literatura em notas musicais poética.
Vale muito a pena ler e tomar nota das referencias, referências essas, das mais diversas áreas da arte e do saber humano e que somos apresentados a media que percorremos as excentricidades de seus complexos personagens.
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Felipe.Protti 18/02/2020

Primeiro livro lido do autor
Como sempre, literatura japonesa consegue me agradar de uma maneira muito intensa.
São contos curtos mas que abordando de formas diferentes, a questão da mulher e sua importância.
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anabia 08/09/2020

murakami é uma resenha né
me diverti muito com esse! as histórias são curtinhas e de leitura bem fluida.
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Slam 17/03/2020

Um amargurado e delicado universo masculino
Homens sem Mulheres é o meu primeiro contato com a escrita de Haruki Murakami. O livro consiste em uma coletânea de 7 contos que abusa de referências a cultura e literatura ocidental. As referências podem ser percebidas logo nos títulos escolhidos para os contos, Samsa Apaixonado (Kafka), Homens sem mulheres (Hemingway), Yesterday (Beatles). Podemos perceber as referências, também, diluídas na narrativa, são comuns as referências a Jazz e música americana em mais de um conto.

Os personagens são intrigantes e as narrativas em sua grande maioria são envolventes, a leitura flui e mesmo os contos mais longos levam menos de uma hora para chegar ao fim. Os contos em sua grande maioria giram em torno de temas profundamente humanos, mas nada banais, a solidão é uma constante e os personagens, em sua maioria homens, exibem dificuldades em se entregar de forma plena aos seus desejos, as consequências dessas dificuldades são o grande motor da maior parte dos contos.

Homens Sem Mulheres é um livro que nos transporta para um universo profundamente masculino, tanto em ações dos personagens quanto em posicionamentos da narrativa. Este talvez seja seu maior atrativo e seu maior defeito, as mulheres são em sua grande maioria lidas pelo olhar míope de homens solitários e por vezes amargurados, mas não se pode dizer que não seja um livro profundamente humano.

Leitura recomendada para quem deseja conhecer literatura japonesa, gosta de contos ou deseja um livro que pode ser lido aos poucos.
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Alexandre Kovacs / Mundo de K 13/01/2016

Haruki Murakami - Homens sem mulheres
Editora Objetiva, Selo Alfaguara - 240 páginas - Tradução direta do japonês por Eunice Suenaga - Lançamento no Brasil 01/10/2015 (Leia aqui um trecho disponibilizado pela Editora).

Sete contos inéditos no Brasil, sendo três deles já traduzidos para o inglês em 2015 e lançados em revistas literárias como a New Yorker, caso de Yesterday, Sherazade e Kino. Todos os textos têm uma unidade temática que os ligam com diferentes abordagens: a solidão e o abandono do ponto de vista masculino, a dificuldade dos homens em entender e lidar com o universo feminino. Um dos personagens, por exemplo, afirma que as mulheres nascem com uma espécie de órgão independente especial para mentir, principalmente para assuntos importantes e são capazes de não alterar a expressão do rosto nem o tom de voz nesse momento. É claro que nem todas as narrativas têm este foco, de certa forma, "machista". De qualquer forma, uma característica comum e marcante de todos os contos é que, normalmente, há sempre o elemento da traição feminina, algumas vezes conhecida e consentida pelo parceiro, fazendo aumentar ainda mais a solidão e sofrimento desses tristes homens sem mulheres. Os fãs do autor encontrarão novamente as já tradicionais referências ao mundo ocidental, principalmente nas influências literárias. Um dos contos, Samsa apaixonado, é uma criativa fábula com base no clássico de Franz Kafka, Metamorfose, ao inverso, um inseto se transformando em homem. Sem falar na presença da música clássica, jazz e rock e, é claro, os misteriosos gatos, sempre uma participação garantida em seus romances e contos.

Em Drive my car, Kafuku, ator viúvo de meia idade, contrata os serviços de Misaki, uma motorista que acaba se transformando em excelente e silenciosa ouvinte de sua história. É claro que Murakami não se limitaria a imaginar um simples carro japonês ou outro modelo mais caro e sofisticado, contudo sem muita imaginação, como um Porsche ou BMW. O protagonista é dono de um SAAB 900 amarelo conversível com transmissão manual, bem a cara de Murakami não é mesmo? Um dia, em um congestionamento na Via Expressa Metropolitana de Tóquio, Kafuku conta como conheceu propositalmente o último amante da sua falecida mulher para tentar entender por que ela precisava traí-lo. Durante os vinte anos de casamento ele nunca revelou que conhecia as relações clandestinas da esposa que iniciaram após terem perdido um filho, contudo, ele fingia levar uma vida normal com medo de perdê-la. A busca de uma resposta é dolorosa e talvez inútil, mas ele não consegue evitar.

"No banco do passageiro, Kafuku pensava muito na sua falecida esposa. Por alguma razão, desde que Misaki começara a dirigir o seu carro, ele se lembrava da esposa com frequência. Ela também era atriz, dois anos mais nova que ele e tinha um rosto bonito (...) Kafuku amava a esposa. Sentiu uma forte atração por ela logo que a conheceu (ele tinha vinta e nove anos) e o sentimento não mudou até ela morrer (ele já estava com quarenta e nove). Enquanto foram casados, nunca dormiu com outra mulher. Não por falta de oportunidade, mas não sentiu vontade nenhuma vez. Entretanto, sua esposa dormia com outros homens de vez em quando. Kafuku ficou sabendo de quatro deles. Ela manteve relações sexuais regulares com ao menos quatro homens. É claro que sua esposa agia como se nada estivesse acontecendo, mas ele logo percebia que ela estava se entregando a outros homens, em outros lugares." (Drive my car - pág. 19)

Já no conto "Órgão independente", Tokai é um cirurgião plástico de cinquenta e dois anos de grande sucesso profissional e facilidade com as mulheres. Ele nunca desejou se casar e constituir uma família. Por este motivo sempre se envolvia com mulheres casadas ou em outros relacionamentos mais sérios. Ele nunca se incomodou pelo fato das namoradas dormirem com outros homens, pois entendia que o "corpo não passava de um objeto carnal". Tudo caminhava bem na sua vida até que ele se apaixona por uma dessas namoradas casuais, estabelecendo pela primeira vez um forte vínculo afetivo como confessa neste trecho: "Quando o coração dela se move, o meu é puxado junto. Como dois botes presos por uma corda. Mesmo querendo cortá-la, não encontro em lugar nenhum uma faca que possa fazer isso". No entanto, o desfecho deste caso não é exatamente o que se poderia chamar de um final feliz para o protagonista.

"Para Tokai, o próprio momento de dividir a mesa, tomar uma taça de vinho e aproveitar a conversa com as namoradas já representava um enorme prazer. O sexo não passava de uma 'diversão adicional', uma extensão desse momento, e não era o objetivo final. O que ele buscava acima de tudo era um contato íntimo e intelectual com mulheres atraentes. O resto era o resto. Por isso as mulheres se sentiam naturalmente atraídas por Tokai, divertiam-se sem reservas na sua companhia e, como consequência, passavam a noite com ele (...) Ele nunca se viu envolvido em um problema sério com mulheres. Não lhe agradavam conflitos emocionais complicados. Quando uma nuvem escura despontava próxima ao horizonte, ele se afastava de forma hábil e elegante, sem agravar a situação e sem magoar a namorada, na medida do possível." (Órgão independente - págs. 88 e 89)

Em "Homens sem mulheres", a narrativa é um pouco mais complexa e inicia com o protagonista sendo acordado por uma ligação na madrugada de um homem desconhecido, que dá a seguinte notícia sobre uma antiga ex-namorada: "Minha mulher se matou na quarta-feira da semana passada. Em todo o caso, achei que tinha de avisá-lo".

"E, no final das contas, ela morreu. Um telefonema no meio da noite me dá a notícia. Não sei o lugar, o meio o motivo nem o objetivo, mas de qualquer forma Eme resolveu dar fim à própria vida e conseguiu. Partiu (provavelmente) em silêncio deste mundo real (...) Com a morte dela, sinto que perdi para sempre a parte de mim que tinha catorze anos. Como a camisa aposentada de beisebol, a parte de mim que tinha catorze anos foi arrancada da minha vida pelas raízes. ela foi guardada em algum cofre robusto que foi fechado com uma chave complexa e afundado no mar." (Homens sem mulheres - pág. 230)

"Um dia, de repente, você vai ser um dos homens sem mulheres. Esse dia chegará subitamente, sem nenhum aviso prévio nem sinal, sem premonição nem pressentimento, sem uma tosse que seja ou uma batida na porta. Ao virar a esquina, você vai descobrir que já está ali. Mas não poderá voltar atrás. Uma vez que virar a esquina, será o único mundo para você. Nesse mundo você estará entre os 'homens sem mulheres'. Em um plural infinitamente indiferente." (Homens sem mulheres - pág. 231)
Camila A. Meireles 24/01/2016minha estante
Estou amando a leitura. Bela resenha.




Jéssica 12/03/2020

Homens sem mulheres
"É muito fácil ser um dos homens sem mulheres. Basta amar profundamente uma mulher e ser abandonado por ela".

Primeiro livro que leio do autor.

Esse livro traz diferentes (e curtas) histórias sobre homens que sofreram alguma desilusão amorosa com uma mulher. É um livro muito delicado e profundo.

Apesar de trazer uma visão um pouco distorcida e problemática do papel da mulher, é um livro que me tocou e me emocionou muito.

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Gilberto 11/05/2016

Homens sem mulheres- Haruki Murakami
Este é o sexto livro que leio de Haruki Murakami, e o primeiro que leio em papel, todos os outros quatro foram em e-books. A primeira coisa que noto neste livro é a capa, feita meticulosamente e de muito bom gosto, com algumas linhas, e pequenos círculos que lembram bolhas de sabão, porém em cores preto, branco e rosa (que em mãos formam uma peça linda, como a grande maioria dos livros da editora Alfaguara).

O livro é formado por sete contos, que em comum têm protagonistas solitários, e buscam analisar relações ou momentos passados de suas vidas, quando já estão na meia idade como são alguns dos casos, em outros, ao contrário do que sugere o título do livro, não está em jogo uma história de amor, somente personagens que convivem entre si, sem que necessariamente tenham ou já tiveram um relacionamento passado.

Em Dri my car , um ator contrata uma motorista particular por estar com sua carteira suspensa, aos poucos os dois vão se aproximando e se conhecendo melhor, até que o ator decide contar ao motorista que após o falecimento de sua mulher ele decidiu se tornar amigo do último amante dela.

Yesterdey é o conto onde o narrador relembra um amigo que ele tinha, este amigo mesmo tendo uma namorada linda, vive em conflito por causa da pressão que ele mesmo se exerce para que entre em uma determinada faculdade, e ele acaba pedindo ao narrador para que tenha um encontro românico com sua namorada. E anos depois o narrador se encontra com a ex-namorada do seu amigo, e ambos relembram deste estranho garoto.

No conto Órgão independente um escritor relembra seu amigo Tokai, um cirurgião, que costumava fazer bastante sucesso com as mulheres, mas sem nunca se envolver profundamente de forma emocional. Até que um dia ele acaba se apaixonando por uma mulher, que passa a não corresponder ao sentimento de Tokai, e então ele começa a literalmente sofrer de amor.

Sherazade traz ao leitor a história de um homem que é impedido de sair de sua casa, e cujo único contato com o mundo exterior é a sua empregada, que ele não conhece o nome, e nem nada da identidade dela, mas além da faxina ela faz sexo constantemente com ele, e após o sexo ela acaba lhe contando histórias do seu passado, sejam elas reais ou imaginários.

Kino é de longe meu conto preferido, onde após ser traído e abandonado por sua mulher, um homem decide abrir um bar, este bar não faz muito sucesso, mas tem entre seus clientes está um homem que sempre aparece no bar para ler, e uma misteriosa mulher que se envolve com Kino. Este é um conto lindo, ao menos para mim já valeu o livro todo, onde um dos principais temas é a autodescoberta.

Em Sansa apaixonado Murakami faz o inverso daquilo que Franz Kafka fez em seu livro A metamorfose, neste conto um inseto acorda em forma de humano, em uma casa onde não sabe de nada, e pela manhã ele recebe a vista de uma chaveira corcunda, pela qual ele acaba se apaixonando.

Por fim no conto Homens sem mulheres, que dá nome ao livro, um homem é acordado no meio da noite por um telefonema que o informa que uma de suas ex-namoradas acabou se matando. E isso é o fio condutor para que ele passa a criar uma teoria sobre todos os homens que estão sem mulheres, ou foram deixados por elas.

Eu escolhi este livro para ler, pois conheço o autor e que gosto muito do seu estilo, mas não consideraria este livro imperdível, apenas para quem tem interesse em conhecer a obra toda de Haruki Murakami. Seus contos são divertidos e tem toques inusitados, que nos deixam pensando naquilo que acabamos de ler, valendo a pena como ótimo livro para quem deseja conhecer o estilo do autor antes de se aprofundar na leitura de seus livros.

site: https://lerateaexaustao.wordpress.com/2016/05/12/homens-sem-mulheres-haruki-murakami/
Márcio_MX 12/05/2016minha estante
Sim, a editora Alfaguara faz um ótimo trabalho em suas capas do Murakami. A capa de "O Incolor Tsukuru Tazaki..." é de uma sutileza ímpar.
Obrigado pela ótima resenha, esse será mais um Murakami na lista.


Gilberto 12/05/2016minha estante
;)




Clara 22/07/2016

Leitura para Fim de Tarde
Desafiaram-me a ler uma obra de autor asiático, imediatamente lembrei-me de uma resenha de um dos livros de Haruki Murakami. Sem expectativas, recorri ao livro dele cujo nome me chamou mais a atenção: Homens Sem Mulheres.

Nas sete histórias de ar melancólico e narrativa envolvente, temos como protagonistas não apenas homens, mas um personagem muito interessante: a ausência. Ausência de uma mulher. Mas não se engane, nem todos esses homens foram abandonados - embora quase todos traídos -, muitos deles ainda têm a mulher ao seu lado, mas ao lado não significa necessariamente junto. Nenhuma dessas mulheres entregou-se completamente.

No último conto, em uma das frases mais interessantes, o narrador alega que muitas vezes perder uma mulher, é perder todas elas. Parece algo simples, mas algumas particularidades vividas nos fazem entender o quão legitimamente profunda é essa afirmação.

A escrita, apesar de natural, parece completamente madura, fruto de autor hábil e experiente, o que me trouxe bastante interesse para com outras obras de Murakami. Uma excelente leitura para um fim de tarde, quando a lua começa a aparecer. Talvez com a sua companhia prateada o leitor não se sinta igualmente solitário.


site: http://historiasdawendy.blogspot.com.br
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Luanna.Noronha 12/06/2020

Este livro é formado por um conto homônimo e mais seis, alguns achei medianos, outros instigantes, divertidos ou surpreendentes. Comecei a ler por conta da penúltima história, samsa apaixonado é uma releitura da Metamorfose, mas dessa vez um inseto se transforma em humano. Fiquei muito curiosa para ler outras coisas de Murakami, especialmente por sua característica de entrelaçar acontecimentos fantásticos e cotidianos. Ele é um dos mais famosos e relevantes autores japoneses contemporâneos e, além de elementos de seu país natal, faz várias menções à cultura americana. Quase todos os seus textos têm referência a músicas e experimentei ouvi-las durante a leitura. Aviso também que o autor não se preocupa em explicar cada aspecto de sua narrativa, mas não acho que seja por descuido, seus finais não resolvidos são bem escritos.
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Dally 13/09/2020

Pensativo
Com a ideia do título, o livro traz uma série de histórias de homens que, na verdade, existem conjuntamente à existência das mulheres. De um jeito ou de outro. Gostei muito dos contos e confesso que em alguns fiquei horas tentando encontrar o fio. Alguns são divertidos e outros, lembro de ter me emocionado bastante. A leitura é leve, boa e traz muitas referências interessantes dentro do universo onde ela é contada. Como fala também de relacionamentos afetivos, aqui acolá acontece alguma coisa triste e que te faz procurar na mente se você viveu algo parecido. A transição e a utilização do tempo não é fiel em todos os contos. Gostei bastante.
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ana.clofa 08/07/2020

Um gosto de quero mais.
Basicamente, pequenos contos de Murakami que me fizeram refletir bastante. Os quatro primeiros, inclusive, eu queria que fossem romances completos, de tão instigantes que foram. "Kino" foi meu favorito, mas ainda estou refletindo: será que eu realmente compreendi o significado por trás?

Realmente só não foi um livro perfeito para mim por conta do conto "Samsa apaixonado". Eu imaginava que ia me causar estranheza porque a história original (que eu não conhecia) já, é de fato, estranha. Foi um conto extremamente destoante dos outros, até na escrita, e acho que eu teria gostado mais se estivesse inserido em outro livro de contos dele. Na verdade, achei até um pouco perturbador kkkk. Acho que devem ser coisas típicas do Kafka.

O conto "Homens sem mulheres", que dá nome ao livro, também foi interessante porém um pouco mais reflexivo que os outros, mais introspectivo, sem muita história. É dele que vem uma das melhores citações: "Um dia, de repente, você vai ser um dos homens sem mulheres."

Gostei muito de como ele trata as relações humanas e traz reflexões sobre elas. Acho que essa visão que ele trouxe das mulheres nos contos foi intencional. Afinal, o que lemos é o ponto de vista dos homens sobre essas mulheres.

Mas enfim, apesar de ser um ótimo livro do Murakami, eu não recomendo que você comece a ler o autor por este. Acredito que a leitura deva ser mais proveitosa quando se já conhece um pouco o estilo e a escrita do autor.

Para mim, foi uma leitura que me deixou com ainda mais vontade de ler os outros romances do autor.
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taís 04/07/2020

Meu primeiro contato com literatura japonesa
Comecei a gostar do livro a partir do primeiro conto. Murakami escreve com leveza e fluência e as suas histórias não foram criadas com a intenção de dramatizar. São contos da vida real, quase pacatos, onde não há acontecimentos surpreendentes: nós dirigimos pelas cidades, nos apaixonamos (e desapaixonamos), nós trabalhamos, nós vivemos e nós morremos. Murakami escreveu histórias recheadas de simbolismos da cultura japonesa, mas também resgatou referências ocidentais de relevância, criando uma composição única. Depois desse, pretendo procurar por mais livros do autor para ler no futuro.
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