Cara de um, focinho do outro

Cara de um, focinho do outro Marcos Fernandes




Resenhas - Cara de um, focinho de outro


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Vanessa Vieira 24/05/2017

Cara de Um, Focinho do Outro - Marcos Fernandes
O livro Cara de Um, Focinho do Outro, do autor Marcos Fernandes, nos traz pontos interessantes na interação entre o homem e o seu animal de estimação. Conceituando o amor abnegado e desinteressado dos animais, zooterapia e até mesmo relatando casos de adoção, Marcos Fernandes usa de sua ampla experiência como médico veterinário para explanar o tema com maestria, além de nos trazer um parecer preciso sobre o ponto de vista do espiritismo.

Só quem tem ou já teve um animal de estimação sabe todo o amor e alegria que eles trazem para nossos lares, nossas famílias e, acima de tudo para nossos corações. Esses anjinhos de quatro patas se tornam nossos maiores confidentes, além de se mostrarem companheiros fiéis e aliviar até mesmo as dores e mazelas da alma.

É sobre essa relação de amor e afeto entre os animais e seus donos que Marcos Fernandes trata em seu livro. Desde os primórdios, nenhuma relação foi tão intensa e verdadeira quanto a interação animal-homem. Há quem diga que o animal é o verdadeiro espelho de seu dono e há inclusive pareceres do ponto de vista científico que elucidam essa informação, detalhando uma espécie de energia especial que circunda estes dois seres.

Cara de Um, Focinho do Outro é um livro perfeito para os amantes de animais e também para aqueles que ainda planejam terem um bichinho de estimação. Relatando o forte vínculo existente entre o animal e o seu dono e a interação mágica que existe entre eles, o autor toca em pontos de suma importância, como não sobrecarregar o seu animal com sentimentos exacerbados, o poder de uma mente sadia e positiva para o animal, o vínculo afetivo entre esses dois seres e outros tantos tópicos interessantes. Narrado em primeira pessoa de uma forma clara e abrangente e norteado por relatos reais vivenciados na carreira de Marcos Fernandes, o livro se mostrou uma obra preciosa e de suma importância na relação entre o animal e o seu tutor.

"A fidelidade que os animais dispensam aos seus tutores humanos é indescritível, pois resgatam as pessoas das regiões mais sombrias de seus problemas e angústias, motivando a vida a seguir seu curso novamente."

Dentre os inúmeros tópicos abordados pelo autor, um dos que mais me chamaram a atenção foi o qual ele relata como um animal sente que o seu dono está chegando em casa do trabalho. Segundo Marcos Fernandes, no momento em que você desliga o seu computador na empresa ou até mesmo está registrando o ponto de saída, o animal sente que você está se desconectando do campo profissional e indo para o conforto do lar, aguardando então sua presença com alegria e muito amor. Outro ponto que merece destaque é como a doença do dono acaba se manifestando muitas vezes no animal, como se de certa forma ele se doasse para o seu tutor e tentasse atenuar a sua dor. O autor também nos apresenta explicações sucintas sob a luz do espiritismo, fazendo alusão aos campos mórficos e o inconsciente coletivo.

Em síntese, Cara de Um, Focinho do Outro é um livro que retrata com carinho e precisão a relação entre o homem e os seus animais de estimação, além de nos trazer relatos emocionantes de cura de depressão, pânico, ansiedade, dentre outras enfermidades, graças ao amor abnegado desses anjinhos de quatro patas. Confesso que em muitos momentos me vi com um sorriso bobo no rosto enquanto lia o livro, visto que me identifiquei e muito com as situações descritas pelo autor em sua obra, além de enxergar a minha linda pet Jhully perfeitamente em suas páginas. A capa é muito bonita e nos traz uma bela ilustração de uma dona com o seu cachorro e a diagramação está ótima, com fonte em tamanho adequado, revisão de qualidade e belíssimas fotos de animais nas mais diversas interações humanas recheando o miolo do livro. Recomendo ☺

site: http://www.newsnessa.com/2017/05/resenha-cara-de-um-focinho-do-outro.html
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Kamilla 08/11/2016

Foi bastante reflexivo!
Esse livro é pra todo os leitores, porém quem não tem ou teve um animal de estimação não conseguirão entendê-lo muito bem. O livro não é aquele que mostra o amor entre o dono e o seu melhor amigo... ele é mais que isso, ele trás ao leitor informações baseadas em pesquisas, indagações do autor como profissional (médico veterinário, homeopática e psicanalista veterinário). Essa obra trás consigo muita reflexão de como estamos humanizando e de como estamos colocando gargas enormes em nossos animais de estimações.

Em um trecho o autor até citou casais que não querem ter filhos, porém adotam/comprar um cachorro e o colocam na função de filho... Claro que o nosso animal de estimação se torna da família, mas será que ele tem que suportar o peso de toda essa humanização? colocam roupas, nomes de pessoas e tratam como pessoa mesmo... Nesse caso em especial, descordo um pouco do autor, não consigo não ver o meu cachorro como da família, ele é, ele se tornou. Contudo é reflexivo ler um livro que abre os nossos olhos de como e o quê estamos fazendo aos nossos amigos animais, eles podem adoecer por causa do tratamento demasiado em que querem torná-los humanos (ou humanizá-los, como preferirem o termo).

Ainda sobre a doença, o contato com o tutor também pode ocasionar doenças similares (ou iguais) em nossos animais. O que quebra o nosso coração =( Nós, tutores, nem temos noção do que o nosso contato com eles podem acarretar. Toda essa reflexão foi ótimo porque olharei o meu cachorro com outros olhos... Afinal, como o autor citou, os animais falam... nós é que não entendemos.

Contudo, algumas coisas me incomodaram um pouco: Em certos momentos o autor se torna repetitivo, teve várias passagens que pensei "Nossa, eu já li isso no capítulo anterior" e não era só algo parecido, era igual. Além disso o autor trás muitas informações de outros autores, mas um especial apareceu muito, o Rupert Sheldrake, tem tantas referências desse autor que em algumas partes pensei em estar lendo um breve resumo da obra do referido.

Sobre os detalhes: O livro está lindo! Essa capa é um charme, a diagramação interna está ótima... cada capítulo tem fotos de animais de estimação, além de outros detalhes lindinhos. A fonte está bem grandinha, ótima pra ler.

Comentário final: Leia esse livro, principalmente se você tem um amigo animal. :)

site: http://www.lendoeapreciando.com/2016/03/resenha-cara-de-um-focinho-do-outro.html
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Clube do Livro 10/10/2016

Resenha do blog clube do livro e amigos por Vanda Costa
O autor, Marcos Fernandes, baseado em casos observados e relatados em seu consultório e em suas visitas domiciliares, escreveu “Cara de um, Focinho do outro” que, entre outras observações, tem como abordagens principais o carinho e amor que sentimos pelos animais e a semelhança emocional que existe entre o tutor e seu animal de estimação.

Para começar gostaria de registrar que sou irremediavelmente apaixonada por animais e, desde que me entendo por gente, sempre convivi com pelo menos um desses seres especiais. Já tive preás (porquinho-da-índia), coelho, hamster, passarinhos, gatos e cachorros, sendo o cachorro, a minha grande paixão, daí, a minha escolha por “Cara de um, Focinho do outro”. Entretanto, no decorrer da leitura, constatei que o livro não era exatamente o que eu esperava.
Não sei por que, o título me sugeriu que o livro retratava um enredo, uma trama com personagens, fatos, enfim, uma história completa, o que não é o caso do livro. O livro é basicamente informativo. O autor referenciou a obra, em sua quase totalidade, em Sigmund Freud (descobridor do inconsciente humano), Carl Jung (revelação do inconsciente coletivo), Rupert Sheldrake (nova visão relacionada aos campos mórficos) e nas suas observações vivenciadas no seu consultório veterinário e em suas visitas domiciliares. Toda essa trajetória de pesquisas, aperfeiçoamento profissional e observações clínicas, segundo o autor, foi em busca de tornar-se um profissional não convencional, em prol de um tratamento mais diferenciado e eficaz para seus pacientes (animais).

“Cara de um, Focinho do outro” aborda vários temas e em vários desses temas, há alguns casos ilustrando o assunto abordado. Minha resenha está baseada nos tópicos que mais atraíram minha atenção e é sobre eles que tecerei breves comentários, pois a obra é altamente descritiva, exemplificada e conclusiva em toda sua narração.


“Humanização dos animais de companhia” - capítulo no qual o autor conclui que a humanização dos animais de estimação está associada a vários fatores, tais como a insatisfação e decepção do ser humano com o próprio ser humano, crescimento e a avidez de lucro do mercado pet, a evolução profissional da medicina veterinária nas áreas médicas e diagnósticas, e a medicina e os tratamentos alternativos. O capítulo também explana sobre as consequências e sequelas irreversíveis na saúde física e emocional dos animais trazidas pela humanização dos animais pelo homem. Sinceramente falando, achei um capítulo forte, que atribui ao tutor grande responsabilidade pelas doenças físicas e emocionais dos animais. Achei o tema totalmente discutível, porque é óbvio que todo o exagero é prejudicial e isso não se aplica só na relação homem-animal. Sentimentos como ódio e amor, preocupações e cuidados sem medidas e obsessivos, são sentimentos e atos que geram prejuízos e compulsões maléficas não só aos animais, mas, também, a quem os pratica e a quem os recebe. Qualquer espécie, humana ou animal, que mantém (ou é mantido) uma relação sufocante e privativa, merece atenção e cuidados especiais.

Sou consciente e centrada sobre minha relação afetiva com os animais (principalmente com os que estão sob minha tutela) e, por isso, esse posicionamento do autor não me despertou motivos de reflexões, mas li vários depoimentos de resenhistas que, após a leitura, passaram a questionar-se sobre a “qualidade” de seus sentimentos e tratamentos dedicados aos seus animais.

“Decidir-se pela aquisição (adoção ou compra) de um cão ou gato” – capítulo superválido, pois ressalta a importância dos futuros tutores na hora de decidirem sobre qual animal levará para casa. O autor mostra que é de extrema importância analisar as condições da moradia que irá abrigar o animal, como o tamanho físico da casa em relação ao porte do animal (é desumano manter um animal de médio ou grande porte, num espaço minúsculo), a presença de crianças na casa, pois há certas raças que não se adaptam a energia e hiperatividade das crianças, ao tempo disponível do tutor para o passeio (necessário) com o animal, a disponibilidade econômica para arcar com despesas alimentar e médica do animal. O autor também comenta sobre a identificação com relação à personalidade e aprendizado com a espécie do animal (cão ou gato) com o qual o tutor gostaria de conviver.


“O amor desinteressado dos animais” – o autor destaca os benefícios que o amor, a afetividade e o companheirismo dos animais promovem no ser humano, comentando sobre pesquisas que comprovam que o vínculo que há entre o tutor e seu animal é estabelecido através de uma relação hormonal ativada quando se olham. Capítulo interessante, que gostei muito de ler.
“A fidelidade que os animais dispensam a seus tutores humanos é indescritível, pois resgatam as pessoas das regiões mais sombrias de seus problemas e angústias, motivando a vida a seguir seu curso novamente.”


”Amor humano versus amor animal” – abrange um tema amplo sobre o desenvolvimento cerebral do homem e sobre os benefícios que a convivência com um animal provoca na saúde humana.


“Novas configurações familiares: a constituição familiar multiespécie” – fala sobre modelos de formações familiares que mesclam a relação entre humanos e animais, a necessidade de identificar o papel que cada indivíduo (homem ou animal) deve ocupar dentro da família e as várias correntes que classificam as relações entre seres humanos e animais. É abordado o assunto sobre o prejuízo causado ao indivíduo (homem ou animal) quando ele é “obrigado” a assumir o papel de outro indivíduo numa relação.

Também há informações sobre os prejuízos da humanização dos animais, apontando fatos nos quais o tutor (para mim, tutor desajustado) imputa ao animal, como casais que não querem ter filhos e colocam um animal no lugar do filho, dando-lhe um nome humano (no meu entender, a questão do nome é discutível), no papel social que o animal passa a desempenhar (em festas, encontros, recepções, viagens, etc.).
Como neste capítulo o autor utilizou o termo “processo de humanização excessivo”, vou concordar, pois o excesso, realmente, pode aniquilar os instintos e destruir a individualidade e temperamentos próprios dos animais.


“Como e por que os animais adoecem” – além das tendências genéticas, raciais, condições ambientais, nutricionais e imunológicas, o autor menciona que o tutor e todas as pessoas que convivem com o animal, também têm participação no processo de “adoecer” o animal. Neste ponto, o autor relata casos constatados em seu consultório relacionados com a doença animal e fatos importantes ocorridos com o tutor ou com membros da família com os quais o animal tinha mais contato, como divórcio, desemprego, problemas de saúde ou financeiro, conflitos familiares, viagens, etc.
Neste capítulo, o autor prioriza comentar a participação do tutor e das pessoas com as quais o animal tem contato direto e contínuo no aparecimento de doenças físicas e psicológicas no animal.
“De fato, os animais são como um mata-borrão ou uma esponja que absorve as energias do ambiente ou de seus tutores e somatizam em seu corpo toda a sorte de influências “negativas”.”

“Cara de um, focinho do outro! Realidade ou ficção?” – neste capítulo o autor afirma que em seu consultório veterinário pode constatar que a relação de semelhança entre animal e tutor é bastante acentuada, descrevendo sobre a teoria “Cara de um, Focinho do outro” que ele desenvolveu sobre a semelhança entre seus tutores e animais. Tal teoria pode ser desenvolvida em três dimensões:
1. Semelhança psíquica;


2. Semelhança de doenças e sintomas;
3. Semelhança de aparência física.

O autor, então, passa a descrever sua teoria, ilustrando com vários casos que passaram por seu consultório. São casos interessantes que contribuíram com sua pesquisa. É este capítulo que dá sentido e justifica o título do livro.
O livro traz, ainda, capítulos sobre campos mórficos e morfomagnéticos, Zooterapia (ciência que estuda as possibilidades terapêuticas de contato com os animais), um capítulo só com casos práticos que exemplificam todo o conteúdo da obra e um apêndice reflexivo, sobre o consumo humano da proteína animal e a forma brutal e desumana com a qual os animais destinados ao abate são criados e abatidos e que comprometem seu bem-estar, causando-lhes dor e sofrimento.
São comentários bastantes pertinentes ao sofrimento do animal em detrimento da alimentação humana, o que nos deixa a reflexão da real necessidade da utilização da carne animal e da urgência da humanização nos processos de criação e abate dos animais destinados para esse fim.
Bem, caríssimos leitores, como já mencionei anteriormente, “Cara de um, Focinho do outro” não é uma história nos moldes tradicionais. Trata-se de uma obra informativa, na qual o autor divulga suas observações, pesquisas e opiniões sobre o tema “A interação entre os animais e seus tutores”, portanto, como qualquer conteúdo que expõe opiniões, a obra é passível de argumentação por parte de quem a lê. Apesar de eu não ter bagagem científica e/ou acadêmica, tenho longa vivência e experiência na convivência com animais domésticos, além do imensurável respeito e carinho por eles e são esses elementos que me deixam confortável para discordar parcial ou totalmente de algumas colocações feitas pelo autor.

Este meu comentário é para que fique bem claro que, apesar de eu ter discordado do autor em alguns pontos, esse fato não implica na desvalorização ou na falta de credibilidade da obra, pelo contrário. Recomendo o livro não só para os tutores de animais, mas, também, para os candidatos a tutores e para os que não são tutores ou candidatos, mas que desejam entender e/ou conhecer um pouco mais sobre essa tão antiga e admirável relação homem-animal.
O livro nos oferece uma gama de informações e curiosidades que nos ajudam a estabelecer uma convivência harmônica, pacífica e saudável com os nossos pets. Afinal, é esse equilíbrio e satisfação que todos buscam nessa e em qualquer outra relação, concordam?
Não posso deixar de parabenizar a Butterfly Editora pela belíssima edição do livro. Salta aos olhos o capricho e o bom gosto na diagramação. Cada capítulo é introduzido por belíssimas fotos em preto e branco. A revisão está perfeita e o tamanho da letra é “tudibom”, pois proporciona uma leitura rápida e confortável.

Através dos muitos anos convivendo com animais e com a leitura do livro, fica ratificada a minha crença que em qualquer relação há de haver equilíbrio, bom senso e respeito às diferenças, características e individualidade de cada um. Com os animais não poderia ser diferente, pois além do que já foi acima citado, que seja estabelecida uma justa e recíproca troca de afeto, cuidado, carinho e amor.

Li, gostei e recomendo!


site: http://clubedolivro15.blogspot.com.br/2016/10/resenha-nacional-cara-de-um-focinho-do.html
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Thalita Branco 01/08/2016

Resenha ~ Cara de Um, Focinho do Outro - Marcos Fernandes
Cara de Um, Focinho do Outro me chamou a atenção logo de cara. Eu a-d-o-r-o cachorros e antes mesmo de termos parceria com a Butterfly Editora eu queria lê-lo. O livro discorre sobre os animais na nossa vida. Entre alguns assuntos, os principais seriam a humanização dos pets e os problemas que isso acarreta, como resolver entre adorar/comprar um cão ou gato, o amor dos animais e principalmente os campos morfogenéticos.

Pensei muito sobre os campos morfogenéticos e, ainda que eu não saiba se concordo plenamente com ele, posso dizer que se trata de uma teoria bastante interessante. Os campos mórficos explicariam alguns comportamentos animais, como o fato do seu cão ou gato te esperar todo dia na porta de casa por mais que você não tenha uma rotina fixa ou certos animais desenvolverem doenças iguais ou parecidas com as de seus tutores humanos. Os campos são responsáveis por transmitir informações entre um mesmo grupo social, o que inclui humanos e seus pets já que uma vez unidos fazem parte da mesma sociedade.

Tirando a teoria dos campos morfogenéticos, achei o livro carente de informação. Por mais que eu tenha tentado evitar foi impossível não comparar com outros livros do tipo como o Adestramento Inteligente do Alexandre Rossi e Os Cães Sonham? de Stanley Core. Algumas informações parecem não pertencer a certos capítulos e alguns assuntos são repetidos.

A narrativa é bastante fluida e as letras grandes aliadas a inúmeras fotos lindas fazem o livro ser lido rapidamente. A diagramação da Butterfly Editora ficou super fofa. Além das imagens, a edição conta com um sumario e todo inicio de capitulo possui detalhes de arabescos e um ossinho no número da página. Existe um errinho na página 26, onde uma imagem fica sobreposta ao texto, mas dá para entender.

Acredito que o livro será de grande valia para donos ou curiosos de primeira viagem. Eu esperava mais profundidade em vários assuntos então por conta disso me decepcionei. Mas gostei de conhecer os campos morfogenéticos e a forma como o autor aplicou a teoria ao convívio entre humanos e animais. Um assunto para ser ainda mais estudado e discutido.

site: www.entrelinhasfantasticas.com.br
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Verônica 30/07/2016

Cara de um, focinho do outro - Por Pensamento Literário
Vivemos em um momento que ocorre quase uma sacralização do animal, uma mistificação de seus sentimentos. Não que ele não tenha seu valor ou sua sabedoria, mas saímos de uma visão antropocêntrica e fomos para uma completamente oposta – necessária, creio eu, em um primeiro momento, e que tenderá a um equilíbrio futuro.

A frase em destaque descreve o conceito que o livro traz, tal obra tem uma linguagem sucinta embora com uma abordagem mais acadêmica e retrata as variantes dos animas e de seus tutores.
O autor explica como o animal faz parte do convívio social do homem e como esse papel pode ocasionar diversas trocas, positivas ou negativas, fruto desse relacionamento. O mesmo aborda que morfologicamente (inconscientemente) esse animal esta interligado com seu tutor mesmo quando não estão no mesmo ambiente, além desse elo se estender a outras áreas, como por exemplo, as emocionais.
Durante toda a narrativa o autor evidencia os campos de estudo e utiliza de autores conceituados para exemplificar e confirmar suas teorias, o mesmo não diz nada absurdo, ao contrário, retrata como o homem transformou a paisagem com o passar dos anos e isso também se evidência na domesticação dos animais. Tudo que vivenciamos é desencadeado, geralmente, por alguns sentimentos, situações ou ação, e os animais, principalmente gatos e cachorros, captam essas emoções e as refletem de alguma forma. A partir desse momento entendemos a importância do veterinário evoluir e buscar respostas para algumas dessas situações, pois a homeopatia em alguns casos ajuda os tutores, veterinários e os animais identificarem o que desencadeou determinada doença, além de facilitar a busca pela cura.
Por isso o mesmo ressalta o perigo de se exigir desses bichinhos que assuma “personagens”* dentro dos núcleos familiares, essa responsabilidade de humanização acaba sobrecarregando esses animais, fazendo com que os mesmos percam os instintos característicos da sua espécie e os prejudicando em alguns aspectos.
Enfim, de forma simples e fácil o autor evidencia o que capitalismo e a globalização (mercados interessados nesse assunto) demandam, ou seja, que os tutores acabam entrando nesse “estilo” de vida, comprando para esses animais artigos que não fazem parte da sua natureza e os submetendo a se adequar aos seus “donos”; cada vez mais tendo suas personalidades moldadas para se parecerem com o homem.
De fato, os animais são como mata-borrão ou uma esponja que absorve as energias do ambiente ou dos seus tutores e somatizam em seu corpo toda a sorte de influências “negativas”.

*Personagem = Quando os donos o substituem e/ou tratam os animais como filhos.

site: http://pensaliterario.blogspot.com.br/2016/07/resenha-cara-de-um-focinho-de-outro.html
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Fernanda @condutaliteraria 20/07/2016

Resenha: Cara de um, Focinho do outro
"Muitos dizem que o animal é o espelho de seu tutor."


Quando comecei a leitura de "Cara de um, Focinho do outro", confesso que esperava por outra coisa, como histórias de animais com seus tutores e não é. É algo mais complexo, o autor trata de diversos temas e nos dá uma visão ampla sobre a convivência com nossos animais de estimação.

O livro, entre outras coisas, fala sobre as características de pessoas que possuem gatos e as que possuem cachorros ou ambos. Fala sobre o quão conectado é um tutor com seu animalzinho que podem até mesmo começar a apresentar uma mesma doença. E ainda dentro dessa conectividade, como um animal pode saber que seu tutor está chegando em casa.

Um dos assuntos abordados pelo autor é a humanização do animal e sua consequência se for feita de modo exacerbado. Outro tema que achei bem interessante foi o quanto um animal pode ser importante na recuperação ou mesmo na amenização de pessoas doentes. Eles podem ajudar e muito!


"A simples presença de um animal de estimação pode ser relaxante, ajuda a diminuir a pressão sanguínea e o estresse."


Contamos, ainda, ao longo do livro, relatos de tutores com seus animais de estimação, histórias verdadeiras que encantam.

Claro que, como tutora de vários peludinhos, eu fui, durante a leitura, analisando e comparando as coisas e em algumas senti total identificação, em outras acabei discordando um pouco.

No geral foi uma leitura rápida, o livro possui letras grandes e li em uma sentada. É bastante rico em informações e um bom auxílio para os amantes de cães e gatos.


"Os animais simplesmente gostam e não questionam a origem desse sentimento, gostam de nós como somos, sem preconceitos."


Contudo, uma coisa me incomodou um pouco, achei que em algumas partes o autor foi um pouco repetitivo, fiquei com a impressão de já ter lido algo igual ou parecido em capítulos anteriores.

No mais, o livro está lindo! A capa é muito fofa! A diagramação está ótima e a cada capítulo tem fotos de animais muito lindas.

Em poucas páginas sentimos o amor e o respeito que eles merecem!

Recomendo!
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Kétrin 20/07/2016

Cara de um, Focinho do outro é escrito pelo autor Marcos Fernandes que é médico veterinário, homeopática e psicanalista veterinário. Ele nos apresenta a relação dos animais com seus tutores, além de muitas informações baseadas em pesquisas e também questionamentos dele próprio como profissional.
Gostei muito do modo como o livro é dividido, com capítulos muito bem organizados. O autor mostra como atualmente as pessoas estão humanizando seus animais de estimação e como isso os deixa sobrecarregados.

Muitas vezes as pessoas não percebem e acabam tratando seus animais como pessoas, o que os deixam doentes fisicamente e principalmente, emocionalmente. Pois eles acabam perdendo seus instintos e começam a se identificar mais com seus tutores. O autor mostra como o processo de humanização dos animais faz mal a saúde, e conforme vai relatando ele vai dando exemplos fáceis.

Ele também fala sobre o processo de adoção de um cão ou de um gato e de como é um momento delicado e importante para o tutor e para o animal que será adotado, pois o tutor deve saber qual espécie está mais adequada para a sua realidade; se ele tem tempo para passear e fazer companhia, se tem condições financeiras e até se tem presença de crianças na casa e se irá de adequar.

"A fidelidade que os animais dispensam a seus tutores humanos é indescritível, pois resgatam a pessoa das regiões mais sombrias de seus problemas e angústias, motivando a vida a seguir seu curso novamente."

Uma parte muito bacana é que fala sobre o amor desinteressado dos animais. Onde mostra que a companhia e o amor de um animal de estimação faz bem a saúde das pessoas, trazendo mais alegria para a casa e também evitando doenças como a depressão. Ele fala sobre como um cão ou um gato sentem falta de um amor humano e de carinho, e é apenas isso que eles querem: amor. Eles não precisam de bens materiais para se sentirem realizados, apenas a companhia de um tutor já está de bom tamanho.

A edição do livro está espetacular, a editora Butterfly caprichou na diagramação e na capa do livro. Com espaçamentos de bom tamanho que ajuda a leitura a fluir mais leve, com imagens lindas de tutores com seus animais de estimação em cada capítulo, refletindo o amor entre tutor e animal.

Amei incondicionalmente esse livro e recomendo a todos, principalmente para aqueles que tem um animalzinho de estimação em casa, tenho certeza que irão se identificar muito com o livro. Depois dessa leitura comecei a enxergar com outros olhos minha gata e minha cadela que amo de todo coração, pude perceber que certas atitudes mal pensadas fazem mal a elas e aprendi muitas coisas. É um livro com grandes reflexões e muito aprendizados.

site: http://www.oteoremadaleitura.com/2016/07/cara-de-um-focinho-do-outro-de-marcos.html
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Kétrin 20/07/2016

Cara de um, Focinho do outro é escrito pelo autor Marcos Fernandes que é médico veterinário, homeopática e psicanalista veterinário. Ele nos apresenta a relação dos animais com seus tutores, além de muitas informações baseadas em pesquisas e também questionamentos dele próprio como profissional.
Gostei muito do modo como o livro é dividido, com capítulos muito bem organizados. O autor mostra como atualmente as pessoas estão humanizando seus animais de estimação e como isso os deixa sobrecarregados.

Muitas vezes as pessoas não percebem e acabam tratando seus animais como pessoas, o que os deixam doentes fisicamente e principalmente, emocionalmente. Pois eles acabam perdendo seus instintos e começam a se identificar mais com seus tutores. O autor mostra como o processo de humanização dos animais faz mal a saúde, e conforme vai relatando ele vai dando exemplos fáceis.

Ele também fala sobre o processo de adoção de um cão ou de um gato e de como é um momento delicado e importante para o tutor e para o animal que será adotado, pois o tutor deve saber qual espécie está mais adequada para a sua realidade; se ele tem tempo para passear e fazer companhia, se tem condições financeiras e até se tem presença de crianças na casa e se irá de adequar.

"A fidelidade que os animais dispensam a seus tutores humanos é indescritível, pois resgatam a pessoa das regiões mais sombrias de seus problemas e angústias, motivando a vida a seguir seu curso novamente."

Uma parte muito bacana é que fala sobre o amor desinteressado dos animais. Onde mostra que a companhia e o amor de um animal de estimação faz bem a saúde das pessoas, trazendo mais alegria para a casa e também evitando doenças como a depressão. Ele fala sobre como um cão ou um gato sentem falta de um amor humano e de carinho, e é apenas isso que eles querem: amor. Eles não precisam de bens materiais para se sentirem realizados, apenas a companhia de um tutor já está de bom tamanho.

A edição do livro está espetacular, a editora Butterfly caprichou na diagramação e na capa do livro. Com espaçamentos de bom tamanho que ajuda a leitura a fluir mais leve, com imagens lindas de tutores com seus animais de estimação em cada capítulo, refletindo o amor entre tutor e animal.

Amei incondicionalmente esse livro e recomendo a todos, principalmente para aqueles que tem um animalzinho de estimação em casa, tenho certeza que irão se identificar muito com o livro. Depois dessa leitura comecei a enxergar com outros olhos minha gata e minha cadela que amo de todo coração, pude perceber que certas atitudes mal pensadas fazem mal a elas e aprendi muitas coisas. É um livro com grandes reflexões e muito aprendizados.

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Paula Juliana 30/01/2016

Resenha: Cara de um, focinho do outro - Marcos Fernandes

''Muitos dizem que o animal é o espelho de seu tutor.''

Amo meu cão, isso é um fato, de longe é o ser que sinto mais falta quanto estou longe, amo ver o modo como olha para mim, a sua felicidade quando começo a ''puxar encrenca'' com ele e quando chego em casa, a forma como cuida de seus brinquedos, quando rouba o bico, ou quando simplesmente deita ao meu lado e dorme como uma criança.

Lendo a obra lindíssima do autor e veterinário Marcos Fernandes consegui não só me identificar com inúmeros casos como também aprendi muito sobre animais domésticos em geral, seus comportamentos, a forma como os humanizamos, afinal são nossos filhos, não são?! E como nós tutores somos ligados com nossos animais, realmente uma ligação muito forte e especial.

Na minha percepção, ser domo e ser tutor são títulos diferentes, um cão pode ter muitos donos mais somente um é seus escolhido, seu tutor, cachorros são fiéis, leais, eles te seguem e te amam, sim amam mesmo que de forma irracional, como a obra explica, no sentido de seres que não seguem a razão, e sim o instinto, a emoção. Os animais seguem quem amam simplesmente porque amam, daquela forma que somente quem sente pode explicar.

''...o nosso sentimento para com eles surge no decorrer do tempo e da convivência, enquanto o sentimento deles para conosco é espontâneo e instantâneo. É provável que a inteligencia do ser humano se configure como um impedimento para manifestar nossos sentimentos de forma integral, como fazem os animais, pois, à medida que pensamos, também duvidamos e desconfiamos. Os animais simplesmente gostam e não questionam a origem desse sentimento, gostam de nós como somos, sem preconceitos.''

Cara de um, focinho do outro fala sobre o envolvimento entre tutor e animal de tal forma que ambos apresentam as mesmas doenças, as mesmas características ao ponte de parecer fisicamente e psicologicamente. O autor apresenta casos verdadeiros, utiliza de pesquisas e estudos para confirmar o que diz e conta com o apoio de referências como Freud, Jung e Skeldrake.

Foi uma leitura rápida, e enriquecedora.
Totalmente prazerosa!
Uma leitura que é indispensável para os amantes dos cães e gatos.
Cara de um, focinho do outro tem uma edição lindíssima, é todo ilustrado com fotos em preto e branco de muitos tutores e animais, fotos que expressam amor, lealdade e companheirismo!
Amei a obra, parava toda hora para ir abraçar e beijar meu ''filhinho'', foi sem dúvidas uma grande leitura informativa e questionadora sobre o papel desses animais em nossa atual sociedade!

''Não te envergonhes se, às vezes, animais estejam mais próximos de ti do que pessoas. Eles também são teus irmãos.''

Paula Juliana

site: http://overdoselite.blogspot.com.br/2016/01/resenha-cara-de-um-focinho-do-outro.html
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Ana P. Maia 14/01/2016

Cara de um, focinho do outro por The Queen's Castle
Saudações nobres,

A resenha demorou um pouquinho porque era muito material, por isso serão duas partes: uma com extras e uma com a resenha em si do livro.


(...) “independente da classificação que você, caro leitor, queira dar, segundo sua crença, cultura ou conhecimento, uma certeza você pode ter: os animais interagem muito mais conosco do que possamos crer.”.


“Cara de um, Focinho de outro” aborda o tema da convivência dos animais de estimação e os seus tutores em níveis que vão além do convencional. Extrapola muito o senso comum, e apresenta teorias e verdades que se encaixam na atual importância desses animais na vida dos indivíduos.

Desde a humanização exagerada, à perda de identidade e instinto - com consequências negativas - e ainda ao chamado campo mórfico¹ (campo social, campo morfogenético ou campo familiar) e a explicação em termos claros até para os mais leigos.

“Podemos então concluir que a depressão do ser humano poderia desencadear a depressão nos animais de estimação com quem convivemos.”

Um dos pontos a se chamar atenção, é que há explicações científicas, espirituais e empíricas. E algumas, que são capazes de aquietar nossos corações, e nos ajuda a compreender pequenos acontecimentos que se passam entre nós e nossos animais de estimação - ou filhos, sei que os chama por algo assim... -
Finda a leitura de “Cara de um, Focinho de outro”, passei a enxergar o meu Yoshi um tanto diferente. Não que eu já não fosse completamente escravizada por ele – ele é capaz de dominar o mundo, sei disso –, mas compreendo melhor o papel que ele tem em minha vida, uma vez que - como o livro afirma - a interação humana tornara-se tão complicada. Lidar com ele é mais fácil, mais concreto, não tenho quaisquer motivos para duvidar de seu carinho ou de seu afeto por mim. Sei também que não serei traída e, além disso, sou capaz de respeitar seus limites.
Também não sou a dona que tenta humanizar "mais do que o necessário", ele não usa coleira - mas não sai do apartamento (a Avenida é bastante perigosa), não veste roupas, não come nada além de ração... Mas sim, a sua presença se tornou necessária, ele faz a minha volta para casa ser mais feliz. Ele mudou quem eu sou, e realmente acredito que todos os bichos de estimação são capazes de mudar seus donos.
Num depoimento rápido: meus pais, minha tia e minha avó nunca gostaram de gatos. Segundo eles, gatos gostam apenas da casa e da comida que recebem. Pois bem, eu e a minha prima, adotamos um gatinho - o Yoshi - e não foi preciso muito tempo para que toda a família se derretesse por ele. Todos já são completamente apaixonados por cachorros, sempre tivemos cachorro em casa. Agora, a harmonia se encontra em ter um gato e um cachorro.
Por fim, mas não menos importante, o livro é lindo! Há fotos de tutores e seus animais em cada capítulo, e é perceptível o cuidado e carinho com o qual a editora construiu “Cara de um, focinho do outro”. Tenho apenas que agradecer à Butterfly Editora pela oportunidade de trazer-vos tão deliciosa obra, a leitura é rápida, calorosa e tocante. Pode ser que se envolvas demais, e no final estejas com o coração um tanto apertado e com uma vontade imensa de agarrar o vosso animal de estimação.
Não deixe de conferir a outra postagem, onde as fotos enviadas para a “Campanha Cara de um, focinho de outro” foram postadas. Há ainda alguns extras!




¹ (...) Campos morfogenéticos, os quais ajudam a compreender como os organismos adotam as suas formas e comportamentos característicos.
Morfo vem da palavra grega morphe que significa forma; genética vem de gêneses que significa origem. Os campos morfogenéticos são campos de forma, campos padrões, estruturas de ordem. Estes campos organizam não só os campos de organismos vivos, mas também de cristais e moléculas. Cada tipo de molécula, cada proteína, por exemplo, tem o seu próprio campo mórfico – hemoglobina, insulina, etc. De um mesmo modo cada tipo de cristal, cada tipo de organismo, cada tipo de instinto ou padrão de comportamento tem seu campo mórfico. Estes campos são os que ordenam a natureza. Há muitos tipos de campos porque há muitos tipos de coisas e padrões dentro da natureza.
Na íntegra: Ecodebate

site: http://booksandcrowns.blogspot.com.br/2016/01/cara-de-um-focinho-do-outro.html
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Bru | @umoceanodehistorias_ 28/12/2015

Cara de um, focinho de outro é um livro que nos faz imaginar como agimos de forma prejudicial com nossos animais e somos culpados por muitas coisas que lhes acontecem.

Não é um romance que possui uma história, mas um livro que analisa a forma que os animais agem e, principalmente, a forma como nós agimos como eles, como disse anteriormente. O autor analisa vários outros autores, incluindo Freud e isso deixou o livro, ainda mais interessante.

“A humanização dos animais, de forma simples e objetiva, é um fenômeno causado por carências peculiares ao homem moderno. O ser humano que decide pela companhia do animal em detrimento à companhia do próprio homem o faz, na verdade, por uma garantia de lealdade e integridade no relacionamento, aspectos que considera difíceis de conseguir nas relações entre pessoas no mundo de hoje. É uma decisão por não sofrer críticas, traições, questionamentos, abandonos, decepções...”

Nós estamos procurando, cada vez mais, afogar nossas mágoas com os seres humanos em animais. Por exemplo, um casal que não tem condições de ter um filho decide adquirir – sim, adquirir, pois a maioria não adota – um animal para suprir essa necessidade. A partir daí o animal é humanizado, chamado de filho e tratado como um bebê, o casal não percebe o quanto isso faz mal. E não estou dizendo apenas o casal estou dizendo todos, porque eu, como dona de vários cãezinhos, tenho o costume de trata-los como filhos e faço isso todo o tempo.

“Atualmente, o animal de estimação tornou-se o mais novo membro da família. Muito diferente dos filhos que, com o passar do tempo, “criam asas e voam”, os animais, na medida em que o tempo possa, ficam ainda mais dependentes de nós. Essa nova dinâmica familiar terá implicações importantes em cada membro da família, com benefícios e prejuízos.”

Algumas doenças que achamos serem compatíveis com as nossas acontecem por conta de campos de energia e, principalmente, a humanização de animais.

Esse livro é mais do que recomendado para as pessoas que possuem seu animal de estimação e para aquelas que pretender ter um, pois ele fará com que você tenha uma atitude correta com os animais e os deixem agir de forma mais natural e como devem, de fato, ser. Além disso, essa edição está mais do que maravilhosa, a Butterfly caprichou demais. Ao início de cada capítulo possui a foto de um animal e possui ilustrações maravilhosas, mesmo em preto e branco.

site: http://mileumdiasparaler.blogspot.com.br/2015/12/resenha-cara-de-um-focinho-do-outro.html
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Mila 02/12/2015

Campo de energia
Começo essa resenha com o coração aberto e cheio de memórias.
Ao iniciar esse livro me recordei de quantos animais já tivemos desde criança, a felicidade que eles traziam para nossos pequenos corações (eu, minha irmã Helem e meu irmão Paulinho).
Minha mãe sempre ficava tensa com meu pai pela forma com que ele nos apresentava nossos cãezinhos. Me recordo agora de um dia meu pai chegar e colocar uma caixa no meio da sala e abrir a porta da copa para ver minha mãe enquanto nós curiosamente abríamos a caixa. E lá estava um cãozinho tão minúsculo que cabia na palma das nossas mãos, esse nós chamamos de Toquinho, nosso pretinho fofo.
Nós o amamos imediatamente. Minha mãe sempre teve o hábito de cantar quando estava arrumando a cozinha e sua voz realmente tocava nossa alma. Toquinho por ser minúsculo, ficava na sua caixinha na lavanderia ao lado da cozinha e naquele dia minha mãe cantava tanto que o danadinho começou a chorar e uivar. Minha mãe parou e viu que ele estava emocionado com a música dela e foi muito engraçado. O mais divertido foi que onde minha mãe ia esse Toquinho estava atrás. Foi um momento das nossas vidas que precisava passar para vocês. Infelizmente nosso Toquinho era tão lindo que foi roubado do nosso quintal, mais os momentos que tivemos ao lado dele nunca será esquecido.
Cara de um, Focinho do outro é um livro emocionante! Nos faz ver o quanto os animais são nossos companheiros de jornada, o quanto são ligados a nós. Como se entre nós e eles houvesse uma teia de energia que jamais se rompe e nos liga durante a vida toda.
Na capa do livro podemos ler as palavras fidelidade, espelho, interação, relação e ciência.
Dentro do livro encontramos palavras que Marcos Fernandes explanou com muito cuidado, para que nosso entendimento ficasse seguro e baseado na ciência.
Sendo assim podemos escolher nosso animal de estimação e para quem já tem seu pequeno animalzinho possa compreendê-lo melhor.
Dentro do livro encontramos vários relatos sobre famílias e seus animais, partes tão comoventes que nos faz sentir com intensidade cada momento.
Conhece transição epidemiológica, visão antropocêntrica, humanização dos animais e campo morfogenético?
Fala sobre os gatos, cachorros, pássaros entre vários outros animais.
Durante a leitura vocês vão perceber que tudo se encaixa perfeitamente no nosso mundo e que fazemos parte da vida uns dos outros.
Nessas páginas sentimos o amor e o respeito que todo ser vivo merece.
Leia também e saiba que o livro é uma verdadeira fonte de inspiração!
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Milena @albumdeleitura 08/11/2015

Cara de um, focinho de outro
Quem nunca teve um animal de estimação com o qual compartilhou os melhores (e piores) momentos de sua vida? É sobre essa antiga e intensa relação de amor e afeto entre humanos e animais que o livro trata.

Após diversos estudos na área, o autor, veterinário e psicanalista Dr. Marcos Fernandes aborda em seu livro a humanização dos animais, que me chamou bastante a atenção; tratá-los como membro da família, pode ser altamente prejudicial e fazê-los perder seus instintos, pois acabam tendo de assumir dois papéis ao mesmo tempo: o de animal de estimação e de membro da família. Devo confessar, que trato a Jolie não só como um cachorro mas como se fosse minha irmã mais nova hahaha comprando brinquedos e roupas pra ela. Porém, após ler o livro percebi que essas atitudes nem sempre são saudáveis...
Gostei particularmente de uma citação no livro que diz que não devemos nos sentir culpados caso gostarmos mais de um animal que outro ser humano, afinal um animal de estimação também é uma criação divina e é muito leal e companheiro. Mas nem por isso devemos deixar de nos relacionar com outros humanos e amar apenas os animais, ou seja, é preciso saber muito bem como diferenciar essas relações.

O autor também retrata o inconsciente coletivo e campos mórficos que auxiliam no entendimento do porquê desses animaizinhos terem o "instinto" de saber a chegada de seu dono, por exemplo. O livro também possui trechos com relatos de tutores de animais e da fidelidade, amor e companheirismo entre eles. Além disso, o autor comprova através de estudos que o animal escolhe alguém da família com quem mais se identifica, e acabam assumindo personalidades bastante parecidas. Comprovando a tese que intitula o livro.

Cara de um, focinho do outro foi bastante surpreendente em vários aspectos. Quando li a sinopse (e obviamente já me apaixonei pela proposta do livro, pois amooooo cachorros) não imaginava uma escrita tão completa, esclarecedora e complexa. Conhecer mais a fundo a psicanálise é fascinante! Além disso, o livro comprovou que a relação entre humanos e animais possui uma fidelidade indescritível! Eles não querem saber se você é pobre ou rico, homem ou mulher, eles só querem um pouco de amor e carinho e com certeza, sabem retribuir da melhor forma possível! Recomendo a todos! É uma obra belíssima!

site: http://albumdeleitura.blogspot.com.br/2015/11/eu-li-e-voce-35.html
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