Vinte Mil Pedras No Caminho

Vinte Mil Pedras No Caminho Fabian Penyy Nacer...




Resenhas - Vinte Mil Pedras No Caminho


7 encontrados | exibindo 1 a 7


Paty Barreto 15/05/2021

Uma leitura necessária
Apesar de não gostar de autobiografia eu amei o livro. É uma leitura necessaria para desmistificarmos vários esteriótipos sobre pessoas usuárias de drogas. O livro mergulha bem fundo na historia do personagem que passou anos submerso no mundo do crack. Os relatos são fortes, em diversos momentos imaginei as cenas e me peguei pensando sobre o que é a vida de uma pessoa que sofre de dependência química. O livro deixa claro que o uso e a dependência de drogas não é uma questão tão simples como muitas vezes fazem parecer ser. Esse é um daqueles livros que nos fazem pensar, questionar a sociedade, pensar as relações familiares.. Esse livro me despertou diversos sentimentos e questões.
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Lucile.Souza 05/06/2017

Forte
Relatos do dia a dia de um adicto, ficava imaginando q enquanto eu estava lendo essa história, estava se repetindo com alguma outra pessoa no centro da cidade, bem forte e bem contemporâneo
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Len 20/11/2016

Toda pedra acaba, toda brisa passa...
Todo o tempo tive a sensação de que o autor ainda não se perdoou, pois ele se descreve sempre de forma muito punitiva, mostrando o quanto era dissimulado e manipulador e isso teve seu preço.Para ele e para os outros ao redor.

Fabian não era da periferia, era um menino classe media que possuía chaces na vida como qualquer um.Acho que ja é hora de ver o crack como um problema sim de saúde pública, e não algo que está longe das nossas vistas.Fazer julgamentos morais não nos afasta do problema, e sim, nos torna parte dele.

Um relato tao direto e cru que fica impossível em certos momentos não sentir raiva de Fabian.A forma com que mentia e manipulava as pessoas ao redor para conseguir o que queria....fiquei pensando todo tempo nos pais.Como ficaram nesses 6 anos sabendo que o filho virou um nóia, um morador de rua?

Tem uma coisa q também ficou bem clara pra mim : a internação só funciona se partir do indivíduo.O esforço pra se livrar do crack é muito grande e por mais que o vicio peça por medidas drásticas a coisa não funciona se a pessoa não estiver compromissada com a própria recuperação.

Fabian foi um cara de sorte.Foi só o que conseguir pensar enquanto lia, pois pela vida que ele levava soa quase como um milagre não ter tido doenças piores ou morrido na rua mesmo.Acredito que esse livro possa ajudar profissionais da área da saúde e também familiares de usuário de drogas, não apenas para compreender parte do que se passa na mente de um adicto mas também para ver que não estão sozinhos.E que é possível sim sair dessa.
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Dito 26/07/2016

O playboy viciado
Um livro rápido e detalhista, sem enrolação e cheio de revira-voltas, a história pode até parecer um pouco absurda, mas é bom levar em conta o tempo em que ele se situa.
Claudio.Campos 25/09/2016minha estante
a minha vida aconteceu a mesma coisa só mudou o personagem mais só por hoje escolhi viver limpo.




Naty 24/12/2015

Se existe uma palavra perfeita para definir este livro seria emocionante. A capa já dá indícios de que a história mexerá com você de muitas maneiras e, posso afirmar, comigo foi de todas as formas. Não existe uma página da história de Fabian que não tenha me emocionado.

Até que ponto uma pessoa é capaz de largar tudo e se perder no mundo das drogas? Fabian sabe dizer essa resposta da maneira mais dura possível: por experiência própria. Ele tinha tudo para ser bem sucedido e ser um destaque na sociedade, mas foi arrastado para o caminho que as pessoas mais abominam: o das drogas.

Se a sua vida como viciado estava ruim, tenha certeza, ela poderia piorar e foi o que aconteceu. Fabian foi morar na tão conhecida Cracolândia e se existia alguma esperança de mudança por parte dos seus conhecidos ela foi quebrada quando o nosso protagonista (e muito real) atingiu o fundo do poço.

Não existem palavras que possam exprimir a história carregada de emoção contida neste livro. Não há lágrimas suficientes que possam demonstrar a sensibilidade proporcionada ao leitor. É difícil delinear, em poucas palavras, os sentimentos eternos que essa obra nos traz. São vinte mil pedras no caminho da vida de Fabian, não daquelas que simplesmente impedem-nos de passar ou machucam os nossos pés. São vinte mil pedras tragadas que corroem o corpo, a alma e a dignidade de um homem.

No entanto, mesmo tendo fumado vinte mil pedras de crack e mais tantas outras drogas, mesmo tendo atingido o fundo do poço, Fabian ressurgiu, após ser internado 25 vezes. O livro carrega não apenas uma história de um ex-usuário de crack, mas uma grande lição de esperança, de conquista e de como não devemos subestimar as pessoas. Uma hora ela pode estar ali, mas no minuto seguinte pode dar a volta por cima, assim como o nosso protagonista fez.

Poderia ficar o dia todo falando de motivos para você ler este livro, mais outro dia falando os motivos de eu ter lido e gostado. Mas, tenha certeza, poderia levar uma vida falando os sentimentos carregados nessa história e mesmo assim não seria suficiente. Tudo o que eu disser será pouco para qualificá-la.

Se biografias não fazem o seu tipo de leitura, se a temática drogas não é algo que você gosta de ler, jogue fora todo o pensamento negativo, abandone todo preconceito e gosto ruim. Simplesmente leia a primeira página e você não conseguirá desgrudar até chegar à última.

Quotes:
“Eu culpo muito os colégios por onde passei por terem me feito detestar ler. Isso mesmo. Nenhum deles conseguiu me mostrar o prazer da leitura. Eu era um sujeito difícil. Mas acho que alunos como eu são aqueles que separam professores, que só mostram o que sabem, de educadores que querem entender como fazer o outro aprender. Infelizmente, só tive os primeiros” (p. 53).

“Uma coisa precisa ficar clara: chega uma hora em que não é escolha. Como disse: a pessoa percorre um caminho e, sem que perceba, não tem mais saída, a não ser percorrer de volta o mesmo caminho. Não tem mágica. Não tem saída fácil. Chega uma hora em que a droga manda” (p. 288).

“O roteiro dessa noia era sempre parecido. Começava a ver demônios, pessoas escondidas debaixo da cama, nos bueiros, atrás de portas, atrás dos muros. Via pessoas me olhando e já começava a sentir dedos tocando minhas pernas, mãos saindo de todos os lugares e querendo pegar minha pedra, tentando pôr óleo na minha lata. E é real e te dá medo. São demônios. Quem falar que eles não existem devia fumar uma pedra de crack pra entender” (ps. 288-289).
Eduarda Rozemberg 06/11/2016minha estante
Uma história com um tema bastante recorrente na vida real. Fico imaginando que deva ser bem emocionante mesmo esse livro. Acho que seria uma leitura bem aproveitada por mim, gosto de histórias que me fazem pensar.


Lana Wesley 14/01/2017minha estante
Essa e uma das biografias que mais tenho vontade e interesse de ler, pelo fato de retratar um assunto que deve ser discutido, para que possamos encontra uma forma de amenizar essa situação. Essa deve ler uma leitura que com certeza vai nos trazer um turbilhão de sentimentos. Quero ler esse livro ainda esse ano.


Marta 20/01/2017minha estante
Nossa que livro com história mais forte!! Mas infelizmente é o que mais está ocorrendo no mundo hoje!!
Beijoss




Fabio Martins 10/11/2015

Vinte Mil Pedras no Caminho
No início da tarde de domingo, saí com amigos rumo a mais uma partida de futebol. Em cinco no carro, não nos preocupamos em manter os vidros fechados. Eis que em um farol vazio, um morador de rua se aproxima com uma marmita na mão, animado e com bom papo. Queria mais umas moedinhas. Ao reparar no celular no colo do passageiro, o rapaz o pegou e disse: “Pelo amor de Deus, amigo. Não vacila desse jeito. Sorte que eu nunca fiz isso e nunca vou fazer, mas presta atenção”. Ele devolveu o celular ao dono, agradeceu as moedas e saiu.

Naquele momento, foi impossível não lembrar do livro que eu havia acabado de ler minutos antes de sair de casa. Vinte Mil Pedras no Caminho, escrito por Jorge Tarquini – autor do best-seller O doce veneno do escorpião – conta o caminho de autodestruição impressionante e reabilitação das drogas de Fabian Nacer.

A história de sua vida, que culminou no uso desenfreado de todos os tipos de drogas, em especial o crack, tem um roteiro de certa forma já conhecido. A família de Nacer tinha condições financeiras boas e estáveis, porém o convívio não era bom, desmoronando internamente a paz e harmonia que uma família necessita. Os pais eram separados e brigavam entre si, deixando os filhos à parte de qualquer infância adequada e segura.

Desde criança, tirando proveito dessa desordem, o protagonista conseguiu tudo que queria por meio da manipulação e da falta de pulso firme dos pais. Na escola, era o aluno bagunceiro, “do fundão”, que toda professora tem a infelicidade de conhecer. O caminho para as primeiras cervejas e, consequentemente, o primeiro baseado, foi trilhado rapidamente. Ainda adolescente já era usuário assíduo de maconha e bebida.

Sua paixão por aviões o fez tentar a carreira de piloto. Porém, quando a cocaína o pegou de jeito, deixou-o incapaz de concluir seu sonho. O inferno chegou quando Fabian conheceu o crack, uma das drogas mais potentes e viciantes do mundo. Essa droga tirou a alma e a razão dele, fazendo-o vender tudo possível dentro de casa para consumir a droga. O caminho não poderia ser outro: a rua. Em especial, a Cracolândia, no centro de São Paulo.

O principal assunto em questão da obra é o poder que o crack tem em transformar uma pessoa comum em um ser totalmente alheio ao mundo, o vulgo “noia”. Essas pessoas pensam apenas em fumar mais e mais pedras, independentemente da situação. Dormir, comer e viver são opções secundárias.

Nacer viveu seis anos nas ruas de São Paulo. Dormiu em diversos cantos, inclusive em bueiros. Queimou quilos de maconha, cheirou muito pó e calcula que fumou mais de 20 mil pedras de crack. Precisou de 25 internações e muitos anos de sofrimento para se livrar das drogas e voltar a viver em sociedade. É uma história incrível, além de um desafio à ciência para entender como o cérebro dele não fritou. É, principalmente, um exemplo de superação e volta por cima sobre um dos vícios mais mortais que existe.

O livro é narrado em primeira pessoa e dá a sensação que Fabian está ao lado do leitor contando sua história de vida. A linguagem utilizada é coloquial, como falamos no dia a dia, repleta de gírias e termos comuns. Apesar de conter quase 400 páginas, a leitura é rápida, dinâmica e atraente. No meu caso, um final de semana foi o suficiente para terminar.

site: lisobreisso.wordpress.com
Joyce 18/11/2015minha estante
Suas resenhas são fascinantes!


Fabio Martins 27/11/2015minha estante
Obrigado, Joy!


Dani 03/06/2018minha estante
Excelente resenha!!!




Helana O'hara 09/11/2015

Vinte Mil Pedras.
Um livro com 376 páginas, um livro fino para uma vida tão dura. A Geração Editorial, não apenas caprichou na diagramação desse livro, mas fez uma escolheu certeira na publicação.
O livro não é contado por capítulos, temos um sumário logo nas primeiras folhas e é nele que a história de Fabian é resumida. Cada título apresentado em letras garrafais vai nos transportar um pouco na vida que Fabian levou por anos. Tem algumas fotos que ajudam a contar a história.

Vinte Mil Pedras no Caminho é a biografia de Fabian, a própria sinopse já nos deixa a par do que se trata o livro. Fabian é um ex-viciado, um cara de classe média, que poderia ter tido uma vida melhor se não fosse a falta de limites que não foram impostos na vida dele.
Cresceu com uma mãe que tinha o emocional abalado, seus pais foram divorciados, a mãe sempre colocando o pai contra seis filhos. Ela não dava limite para as crianças, manipulava, não soube dar uma educação e dentro da própria casa e com amigos que também não eram boa influência, Fabian foi conhecendo cigarro, bebida, maconha… Vivei com a mãe alguns anos, depois ela sumiu, ele foi morar com o pai. Durante adolescência ele foi jogado de um lado para o outro.

Neste livro o leitor esta na vida dele desde quando era pequeno, até o dia que finalmente decidiu que não dava mais para viver viciado.
Fabian teve oportunidades mil de ser alguém, morou nos Estados Unidos, fez curso de piloto, jogou toda sua vida fora por causa das drogas. Manipulava muito seus pais, para conseguir dinheiro e comprar drogas, o limite do absurdo chegou quando ele deixou o pai dele cheio de dívidas.
A própria família não aguentou mais as manipulações dele, então ele foi morar na rua. Uso todo o tipo de droga que você pode imaginar, mas o fundo do poço mesmo foi o crack, o próprio afirma ter fumado mais de 20 mil pedras.

Falei logo no começo do post que este livro todo mundo deveria ler. É uma lição de moral de aprendizado para todos. Uma pessoa que entra para as drogas, não entra nessa somente por um simples ato de fraqueza, mas sim existe todo um histórico atrás disso. Fiquei impressionada com as palavras que lia a cada capítulo. As dificuldades que ele tinha para sair desse mundo que viveu por anos.Só quem passa por isso sabe como é difícil.
Fabian é um exemplo a ser seguido. Uma pessoa que superou os anos duros, os tapas na cara levados, os socos que a vida deu. Teve que chegar no fundo do poço para descobrir que “agora deu”.

Vinte Mil Pedras no Caminho não é aquele tipo de biografia chata para ler. O jornalista Jorge Tarquini, deu vida ao livro como se estivesse contando uma história de ficção. Com personagens, acontecimentos. Narrada em primeira pessoa pelo próprio Fabian.

Com tudo, uma das melhores biografia que li até o momento. Um exemplo de vida, de luta que merece sua atenção. Parabéns ao Fabian e sua família por darem a volta por cima!
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