A Praia Mais Longínqua

A Praia Mais Longínqua Ursula K. Le Guin




Resenhas - A Praia Mais Longínqua


9 encontrados | exibindo 1 a 9


brendanic 13/01/2021

Mais uma jornada cativante
Ursula Le Guin conseguiu de novo: contou uma linda jornada sobre conhecimento, crescimento, confiança e tanto mais que eu nem tenho palavras ainda pra processar - da forma mais simples e encantadora.

O livro consegue ser tão ou mais potente que o primeiro do ciclo Terramar. Estava sem grandes expectativas por ter achando as Tumbas de Atuan bom, mas mediano. Achei que não tinha como uma história maior que a do Feiticeiro de Terramar ser contada.

Fui muito tocada por um mundo em que a magia e as artes estão se perdendo, em sentido individual e ao mesmo tempo coletivo. Há uma grande carga filosófica e me senti como Arren, com o privilégio de poder aprender tanto com Ged.

Linda a jornada do Gavião. Várias vezes me peguei lembrando de como tudo começou para ele.

Um livro para se reler muitas vezes.
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Nemec 18/05/2021

O terceiro da série Terramar
Ursula Le Guin mostra novamente as maravilhosas aventuras do Gavião, o feiticeiro, agora como arqui-mago de Terramar e o Príncipe Arren em busca de resolver um mistério.
Esta aventura os levam a estranhos lugares, a enfrentar a loucura, o desespero, a morte e até a dragões!

A escrita fluida de Le Guin faz este livro ser facilmente devorado.

Leitura super recomendada para os fãs de fantasia.
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Jonas 28/07/2014

Outra obra fascinante da mestra da fantasia Ursula K. Le Guin.

Dessa vez, Gavião está mais velho e já assume o posto de Arquimago da Escola de Roke, quando um jovem príncipe lhe vem pedir ajuda. A magia, a criatividade, o canto e alegria estão sumindo do mundo. Gavião e o jovem Arrend partem então em uma busca por solução deste mistério.

Em cada parada dessa viagem conhecemos uma cidade com sua própria cultura, o seu próprio jeito de ver o mundo. E é nisso que reside a genialidade de Ursula. A primeira cidade onde eles param, me pareceu as grandes cidades do mundo, com seus vícios. Os Filhos do Alto Mar me encantaram com a possibilidade de existirem no mundo real, e a semelhança com o povo Maori.

Gavião nos ensina sobre a vida e a morte, de um forma clara e sincera, de uma forma que nunca vi em nenhum outro livro infanto-juvenil. É possível aprender também sobre confiança e responsabilidade, em se tornar um adulto,enfim.

Entre os 3 primeiros livros da série, este é o livro que achei mais próximo de Senhor dos Anéis. Gavião me lembrou muito Gandalf, e Arren, Frodo. E o Reino dos Mortos me lembrou Mordor. A espada que brilha, parece a espada elfica usada por Frodo. Alvo Dumbledore dos livros de J.K. Rowling definitivamente foi tirado deste livro, as semelhanças na forma de falar são a evidência.

Insisto em escrever estas resenhas por que acho que essa série merece muito mais atenção dos fãs do gênero, e escrever um texto só para a série toda copiar e colar no espaço de resenha é um certo desrespeito.

Se o primeiro livro nos apresentou o mundo de Terramar, o segundo foi o mais sombrio. Posso dizer que este é o mais adulto da série. Por enquanto.

cid 31/03/2015minha estante
Muito boa a resenha. Síntese perfeita. E o livro é maravilhoso.




Caroline 23/04/2020

Gavião mais maduro
Neste livro, Gavião está mais velho e já nos é apresentado como Arquimago da Escola de Magia de Roke. Na missão apresentada, ele sai em busca salvar a magia que parece estar morrendo em Terramar e acompanhado do príncipe Arren, vão viajando pelas terras na tentativa de descobrir o que estava causando o mal e remediá-lo. Neste livro, o narrador observador acompanha os fatos mais pela perspectiva de Arren do que de Gavião e isto pode ser um ponto interessante, pois muitas vezes o personagem demonstra insegurança e medo e vamos vendo a confiança que ele cegamente possui em Gavião ir sendo testada ao longo dos caminhos que os personagens vão tomando.
Gostei desse livro por apresentar mais regiões de Terramar que não conhecíamos (como o interessante povo que "habita" o alto-mar e vive e construiu toda a "vila" em cima de barcos), mas às vezes o Arren se mostrava um personagem um pouco monótono para mim e parecendo não ter real utilidade na missão. Apesar de ser uma boa característica em outros livros da série, aqui a insegurança e as falhas de Arren talvez me atrapalhe um pouco a botar fé neste protagonista e gostar mais do livro.
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Rose Silva 20/05/2020

Neste terceiro livro do Ciclo de Terramar, encontramos Ged (ou Gavião) mais velho e já arquimago. Interessante a escolha da autora de não acompanharmos de perto todo o crescimento de Gavião, mas sim, alguns pontos importantes de sua história.
Começa com a chegada do jovem príncipe Arren a Roke e seu relato de que a magia desapareceu da região onde mora, Havnor. Após algumas reuniões com outros magos, Ged parte em busca da solução desse mistério em companhia de Arren. Eles já imaginavam que passariam por perigos, no entanto, a realidade se tornou terrivelmente mais perigosa.
Gosto muito do Gavião e gostei de ver seu amadurecimento e a evolução de sua sabedoria. Tanto Ged quanto Arren se questionam quanto ao motivo de sua demanda. Mas mesmo em meio a tantas dificuldades, continuam avançando.
O livro começa num bom ritmo. Mais ou menos pelo meio, o ritmo se torna mais lento, conforme a narrativa se aprofunda. O final é bem interessante, embora um pouco melancólico. De qualquer forma, gostei muito da leitura.
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pierrefigueira 31/03/2021

A busca do crescimento interior.
Ursula Le Guin deve figurar como uma das autoras mais sensíveis e criativas de ficção e fantasia. Não é à toa que vemos traços de ideias e influência nos textos de autores mais atuais.
Mais uma vez ela nos conta uma linda história. De forma maestral vemos mais uma aventura do agora arquimago Falcão. Neste momento o mundo de Terra-mar perde sua magia, como em uma ampulheta em funcionamento, a magia se esvai e o tempo corre para a finitude de tudo. Cabe ao Falcão tentar solucionar este problema.
Uma história bem construída, onde este personagem que é humano, com personalidade real e passível de erros (que os reconhece e se culpa), a aprende com seus atos; enfrenta seus medos.
Um texto leve, fácil e ao mesmo tempo denso. Uma história de se reconhecer o próprio valor e deixar que na escuridão sua luz real possa brilhar.
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Café & Espadas 26/04/2017

Gavião Finalmente Livre
Terramar está secando. A magia está mirrando.

Como uma peste que se alastra em um surto epidêmico, um oblívio vem consumindo a mente de vários magos espalhados pelo mundo.

Os encantamentos somem da lembrança, os cânticos são esquecidos e toda a essência mágica que percorre as veias de Terramar parece está sendo sugada por um ralo misterioso.

Logo toda a civilização do Arquipélago entra em um colapso gradativo: os magos perdem completamente o seu prestígio e tudo que era ligado ao seu ofício – até mesmo as coisas mais banais – perdem o brilho, a vivacidade, como se nunca houvessem existido.

O único lugar que, aparentemente, ainda não foi tocado pela tragédia foi a ilha de Roke e a sua grande Escola de Magos que é comandada por Ged, o Gavião, que agora é o grande arquimago. Quando um jovem príncipe vindo de uma terra distante chega aos portões da escola trazendo as más notícias que se alastram pelo mundo, Ged decide partir em uma missão obscura para tentar desvendar quem – ou o que – está por trás desse mal e revertê-lo de qualquer forma.

- Aprisionado
Ged se tornou o mais poderoso e influente mago de Terramar, mas será que ele está realmente feliz? Essa aventura será definitiva para o Gavião.

- Um Mundo que se Tornou Sombrio
Ursula nos apresenta uma Terramar em decadência e isso irá impactar Ged, o príncipe Arren e o leitor que já acompanha a série.

- Vida e Morte – O Ciclo
O ciclo sem fim. Ursula consegue manuseia esse mote de forma brilhante e por meio dele transforma seus personagens durante a história.

* Esse é um resumo da resenha original publicada no site do Café & Espadas. Link abaixo para a resenha completa.

site: https://cafeespadas.com/praia-mais-longinqua/
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Graci 20/02/2021

"Tema" do livro: crescimento.
Foi uma leitura arrastada. É interessante como os outros livros, mas não fluiu. Talvez eu tivesse de ressaca literária ou não me prendeu o bastante msm
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Danylo.Paiva 09/03/2021

O fim de um arco heróico na sua forma mais épica.
O terceiro livro do Ciclo Terramar com certeza compete com o primeiro no meu coração pelo título de melhor livro dessa saga, e não seja por menos; Ursula nos entrega um encerramento épico para os feitos heróicos do mago Gued de Gont, que neste terceiro volume já é um homem com sabedoria acumulada e de idade meio avançada.
Resistindo aos clichês dualistas do bem contra o mal, "A praia mais longínqua" tem um tom romântico de história de cavalaria, a jornada do herói é crescente e somos apresentados a lugares além dos mapas do arquipélago mágico.
Se há um ponto negativo no livro é apenas a escrita, que me pareceu mais confusa que nos outros dois volumes anteriores. Em dados momentos será exigido atenção geográfica do leitor quanto ao lugar em que os personagens estão ou poderá ter de voltar algumas páginas para entender a seguinte.
A praia mais longínqua e seus antecessores formam uma história tão bela da jornada do mago Gued que ouso separar os três primeiros livros como uma trilogia a parte dentro da saga. É o fim de um arco heróico na sua forma mais épica.
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