Um Tom Mais Escuro de Magia

Um Tom Mais Escuro de Magia V.E. Schwab




Resenhas - Um tom mais escuro de magia


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Coisas de Mineira 21/02/2018

"Algumas pessoas roubam para se manter vivas, e algumas roubam para se sentir vivas. Simples assim."

Amo quando sou desafiada a sair da minha zona de conforto e embarcar em um estilo de livro que eu raramente leio. Fantasia não é meu gênero preferido e sendo sincera eu leio mais por causa do #ClubedolivroBH ou quando uma editora me convida para participar de alguma ação com leituras desse gênero. Contudo tenho que admitir que não há nenhum outro estilo mais instigante e capaz de te conquistar do que uma boa fantasia, suas ideias mirabolantes e mundos fantasiosos são de encher os olhos.

Abusando dessa estratégia que temos o livro “Um Tom Mais Escuro De Magia” da autora V.E. Schwab também conhecida por Victoria Schwab. Ao criar um mundo onde a dimensões paralelas se ligam, e quatro cidades com o mesmo nome Londres existe. A autora apresenta Kell, um dos últimos da sua raça que tem como trabalho, ser abaixador de Londres Vermelha e levar recados aos imperadores das outras Londres. Seu trabalho se deve ao fato de Kell ser um Antari , um mago com os poderes de viajar em entre dimensões.

Kell também faz trabalhos clandestinos e contrabandeia artefatos de uma cidade a outra, desobedecendo as leias entre reinos, mas o contrabando é uma ótima forma de ganhar muito dinheiro e isso o motiva a continuar. Em um desses trabalhos de contrabando as coisas dão erradas e ele acaba conhecendo Delilah Bard , uma jovem ladra que o rouba durante sua fuga, depois o salva e assim acaba indo com ele em suas viagens entre as demissões.

"Kell usava um casaco muito peculiar.
Não tinha um lado só, o que seria convencional, nem dois, o que seria inesperado, mas vários, o que, claro, era impossível.
A primeira coisa que ele fez quando ele saiu de uma Londres e outro em outra foi tirar o casaco e virar para dentro uma ou duas vezes (ou mesmo três vezes) até encontrar o lado que ele precisava. Nem todos estavam na moda, mas cada um deles tinha um propósito. Havia aqueles que se misturaram e aqueles que se destacaram, e um que não serviu de propósito, mas do qual ele simplesmente gostava particularmente ".

Como disse no início da resenha fantasia não é meu gênero de costume então tive um pouco de dificuldade de entrar na trama e me adaptar a escrita da autora. Era muita informação de uma única vez ,o que me deixou perdida no inicio, mas ao mesmo tempo me deixou bastante curiosa. O mundo criado pela V.E. Schwab, foi algo único, que teve como diferencial o mistério na medida certa para deixar a historia mais emocionante e interessante. A ideia de quatro cidades com nomes iguais, mas com povos e características próprias, fizeram desse livro algo incrível, principalmente pelo fato dela conseguir misturar as historia nos momentos certos. Tudo acontecia muito rápido, mas a riqueza de detalhes me permitia saber exatamente em que dimensão eles estavam.

Kell é aquele tipo de personagem que a gente termina de ler e quer falar sobre ele com os amigos, principalmente do seu casaco lindo de morrer, onde cabe o mundo e tem várias faces de acordo com o modo como ele o vira. É um dos objetos mais legais da historia. Delilah é uma ladra interessante, não a ponto de marcar, mas que se encaixa dentro da obra e tem seu lugar, os personagens secundários, se eu posso dizer secundários, já que o livro é em terceira pessoa e por isso temos a oportunidade de ver seus pontos de vista e sua importância para todo o livro me conquistou, porque a V.E. Schwab não ficou colocando gente aqui só para aumentar página e criar situações, cada um deles tava ali por um motivo, mesmo que no primeiro momento não se consiga entender.

“Você sabe tão pouco de guerra. Batalhas pode ser combatido de fora para dentro, mas as guerras são vencidas de dentro para fora."

Quanto ao que achei da escrita dessa autora: foi meu primeiro contato, mas quero o segundo livro dessa trama, e pra ontem... ou qualquer outro livro escrito por ela. Porque eu gostei muito do que eu li e do jeito que ela escreve, seus personagens e seu mundo me conquistaram e eu tenho certeza que ela tem grandes chances de se tornar a minha queridinha.

Por: Leh Pimenta
Site: http://www.coisasdemineira.com/2017/08/resenha-um-tom-mais-escuro-de-magia-por.html
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Giovana 12/02/2018

V. E. Schwab, você tinha a minha curiosidade e agora tem a minha atenção
Existem três realidades em que Kell pode viajar, a Londres Vermelha que tem um domínio bom sobre a magia e é a sua residência, a Londres Branca que tem um domínio parecido com a magia só que a aproveita de forma mais carrasca, e a Londres Cinza de domínio de magia quase inexistente e é um mundo em decadência. Kell é um dos únicos que pode transitar entre elas, e capaz que seja dos últimos, o que o faz que seja um mensageiro da monarquia oficialmente e contrabandista de bugigangas nas horas vagas.

Uma pedrinha vinda de uma Londres que sumiu por conta do descontrole da magia faz com que as Londres' existentes possam virar um caos e perder o seu equilíbrio e que a sede de certos alguéns pelo poder traga destruição pelo caminho, e que uma tal de Delilah Bard viva uma aventura longe da taverna e realize alguns sonhos (mesmo que na sua lista de sonhos tenha uma faca charmosa e outras coisas roubáveis).

Eu gosto dos elementos fora da caixinha nos mundos criados pela autora, aqui temos as queridas realidades paralelas com o toque da magia, que vai além de ser aquilo usado para o bem ou mal. Outro ponto vai para o protagonista que chama a atenção da sociedade por uma certa razão.

Lila é um amor (um amor bandido, mas um amor), não quer se apegar, quer pagar por suas dívidas, porém as situações na sua vida nunca ajudaram muito, mas lhe dão bagagem para a aventura doida que ela se mete.

Tô caçando pedrinha preta perto de casa para ver se rola pedir um desejo: que no segundo livro da série tenha muito o bromance do Kell com Rhy, pois o companheirismo dos dois e o carisma rende muito.

Um Tom Mais Escuro de Magia pega bem leve no romance e ele não faz falta na trama. As Londres' coloridas dão um belo apelo cinematográfico à imaginação, mas me deixem longe da Vermelha pois o cheiro de flores deve ser terrível.

site: http://deiumjeito.blogspot.com.br/2018/02/livros-um-tom-mais-escuro-de-magia-ve.html
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Queria Estar Lendo 10/02/2018

Resenha: Um Tom Mais Escuro de Magia
Um tom mais escuro de magia é um livro impressionante. Com uma narrativa bem pontuada, eletrizante e com um universo mágico altamente criativo, V. E. Schwab entregou uma história que se tornou uma das minhas favoritas da vida.

Em cada mundo existe uma Londres; a Vermelha, a Branca e a Cinza - e a Preta, devastada pela própria sede de poder, que causou a separação entre os mundos e o fechamento das portas conectando esses universos. Apenas os Viajantes ainda têm permissão de atravessá-las, e o fazem para manter os reinos em comunicação. Kell é um deles, e vivencia as realidades com receio, fascínio e, principalmente, cautela. A lei dita que os universos não podem colidir; que o que pertence a uma Londres deve permanecer nela. Só que, quando um artefato mágico cai em suas mãos, depende de Kell e de uma ladra não muito bem intencionada impedir que essa colisão de universos se torne o fim de todos eles.

"Cinza para a cidade sem magia. Vermelho para o império vigoroso. Branco para o mundo faminto."

Eu estava na corda bamba a respeito desse livro por causa das opiniões diversas, mas minha santa Eva Green, que história absurdamente boa! O conceito da magia criado pela autora é brilhante, com explicações bem dosadas para a construção do universo. Os personagens são ótimos, cada um carregando um tipo de personalidade essencial para esse tipo de trama. É o tipo de livro que eu gostaria de ter escrito, de tanto que amei.

"E um Antari podia falar com o sangue. Com a vida. Com a própria magia. O primeiro e o último elemento, aquele que vivia em tudo e não estava em lugar nenhum."

Kell é um ótimo protagonista - e é muito, muito difícil de eu gostar dos protagonistas em histórias do tipo. Ele tem um senso de honra e justiça muito forte, é leal ao seu dever e à expectativa que carrega por ser um Viajante. Criado pela família real da Londres Vermelha, Kell viveu em meio à nobreza e às regalias, mas entende das diferenças entre mundos - e não só as dimensões, mas entre as camadas da sociedade também -, muito melhor do que o rei e a rainha. Seu irmão de criação e melhor amigo, o príncipe Rhy, é seu confidente e aquele em quem o Kell deposita fé e esperança. A relação entre os dois é poderosa, cheia de amor e de devoção - e deixou brecha para um arco bem grandioso no próximo livro.

"- A hesitação é a morte da vantagem."

Em relação à trama, Kell é muito de um herói. Disposto a sacrifícios e ansioso para fazer a coisa certa, independente do que isso custe à sua imagem e à sua própria vida. Ele é ordem e resiliência. É um soldado, mas também é um líder. Eu fiquei completamente apaixonada pelo desenvolvimento que a autora já deu para o Kell; mesmo sendo o primeiro livro de uma trilogia, ter momentos de crescimento e de hesitação constroem muito do que é o personagem e o que ele ainda vai ser nos próximos volumes. Kell é um garoto contido, um aventureiro cauteloso e um mago astuto.

Ah, e a magia! O universo da V.E. Schwab é tão rico, tão bem pautado, com todas as explicações sendo entregues na hora certa, da maneira perfeita, que enche os olhos a cada novo capítulo. A divisão dos mundos e as diferenças entre as cidades de Londres é importante para estabelecer também a separação entre posturas dos personagens pertencentes a cada uma delas. Kell veio da Vermelha, então sempre conviveu com a magia, respeitando-a e deixando-se ser guiado por ela em equilíbrio. A Londres Branca é a violência, a opressão, é governada por um rei e uma rainha perigosos e claramente sedentos por poder - é também a divisa entre a Londres Preta e o resto dos universos, o que significa que precisou se fortificar sozinha contra um universo destruído por uma guerra interna. E a Londres Cinza, finalmente, é o mundo sem magia. Mas isso não significa que ela não exista ali.

"Desenharam-na ainda mais alta e mais magra do que realmente era; esticaram-na em um espectro, vestido de preto e assustador. Algo saído de conos de fadas. E de lendas."

Lila nasceu nessa Londres. Órfã e sozinha no mundo, ela aprendeu a sobreviver por conta própria. É uma ladra e uma assassina e uma garota extremamente perspicaz, ciente da própria força e da própria fraqueza. Lila é uma personagem carismática, quase um modelo de Han Solo - oportunista na medida certa, mas que acaba se inclinando a causas nobres quando confrontada por elas. Se esconde atrás de máscaras, sorrisos enviesados e olhares afiados, mas tem um grande coração. E é o completo oposto da ordem e justiça que o Kell carrega, caótica até o último fio de cabelo, o que torna suas interações a melhor coisa do livro.

"Kell dissera a Lila que a magia era como um sexto sentido, sobreposto à visão, ao olfato e ao paladar, e agora ela compreendia. Estava em todo lugar. Em tudo. E era maravilhoso."

A trama gira em torno principalmente desses dois personagens, mas é um universo em expansão. Um conflito resolvido neste volume abre portas para outras grandes questões a serem abordadas nos próximos; para um primeiro livro, ele termina bem fechadinho (minha ansiedade agradece), mas promete outras aventuras com o que ficou a ser resolvido.

"A magia transformava o mundo. Mudava a sua forma. Havia pontos fixos. Na maior parte do tempo, esses pontos eram lugares. Mas, às vezes, raramente, eram pessoas."

Por falar em conflitos, a questão do artefato mágico é o ponto central de toda a história. A magia corrupta ainda é magia, e é tão tentadora quanto aquela pura com a qual as pessoas convivem. É um elemento tão poderoso quanto terra, água, fogo e ar. Quanto custa a um mago ter tamanho poder, até onde esse poder pode chegar. São questões que as dimensões mágicas vivenciam, mas agora estão vendo se tornar realidade.

Um tom mais escuro de magia é o tipo de história mágica e imersiva que vai encantar todos os leitores do gênero. A narrativa é rápida, cheia de adrenalina, e as páginas passam sem que você perceba. Um livro sobre muitos universos, sobre a sede de poder e o preço da magia.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2018/02/resenha-um-tom-mais-escuro-de-magia.html
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Nayara Yanne @bibliotecasecreta21 04/02/2018

Uma ótima fantasia
Vermelha, Cinza, Branca e Negra, é assim que as Londres são conhecidas por Kell, um dos últimos Antari que existem; como tal, o garoto tem a habilidade de viajar entre as Londres e esse dom garantiu sua posição como emissário da Londres Vermelha. Contudo, não são apenas correspondências entre os governantes que o rapaz leva: Kell é também um contrabandista. Um dia, um objeto perigoso cai nas mãos do mago e ele deve encontrar uma maneira de devolvê-lo ao seu local de origem antes que o balanço entre os mundos seja perturbado. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Antes de mais nada, tenho que dizer que amei esse livro. Temos magia, mundos paralelos com níveis diferentes da mesma, personagens fortes e cativantes, e aventura. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Gostei muito do universo criado pela autora e o modo como a magia existe, abundante na Londres Vermelha, inexistente na Cinza e se esgotando na Branca. Assim como as lendas da Londres Negra, a cidade engolida pela magia. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

E então temos os personagens. Kell o mago Antari que, apesar de amar sua cidade e sua família, ainda se sente deslocado, não que isso o impeça de lutar pelo que ama quando o momento chega. Lila, a ladra que passou por inúmeras dificuldades na vida, aprendeu a cuidar de si mesma e que, apesar de tentar não se importar com nada além de si, possui um grande coração e um sonho. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Os vilões também não ficam para trás, são egoístas e cruéis na sua busca pelo poder. Mesmo que a questão principal do livro tenha sido resolvida, foram deixadas pontas soltas e uma sensação de que tem algo a espreita. Preciso do segundo livro logo, tanto para voltar a esse mundo quanto para saber se uma teoria minha está certa.

site: https://www.instagram.com/explore/tags/resenhabibliotecasecreta/
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Glaucia 03/02/2018

Kell é um mago Antari, um dos últimos de sua espécie, e possui a habilidade de se locomover entre os quatro universos paralelos separados em quatro versões de uma mesma Londres, sendo elas a Londres cinza, onde a magia não mais existe. A Londres Vermelha que além de possuir magia e ser próspera é também o lar de nosso protagonista. A Londres Branca, onde a magia existe, mas não o suficiente conforme o desejo de seu povo e a Londres Negra, que padeceu com a magia, tornando-se apenas uma lenda contada através de gerações.

Com a queda da Londres Negra, as portas entre esses universos foram trancadas, impedindo que os habitantes pudessem transitar entre os mundos e que qualquer artefato de uma região fosse atravessado para o outro lado. Apenas um Antari é capaz de viajar entre uma Londres e outra, contudo mesmo para eles existe uma regra, tais viagens são para manter comunicação entre a realeza de cada Londres e qualquer regra quebrada será considerada traição.

Na verdade, ninguém sabia o que levava ao nascimento de um Antari. Alguns acreditavam que era obra do acaso, uma jogada de sorte. Outros diziam que os Antari eram divinos, destinados a grandes feitos. [...] Mas independente das teorias sobre como surgiam, a maioria acreditava que os Antari eram sagrado. Escolhidos pela magia ou abençoado por ela, talvez. Mas certamente marcados por ela.
Devido a sua habilidade de viajar entre as Londres, Kell tornou-se representante da Londres Vermelha. O único problema é que Kell tem por hobbie colecionar artefatos de outras regiões e consequentemente contrabandear objetos para colecionadores, o que acaba por desagradar seu irmão, o príncipe Rhy Maresh eu a todo tempo o relembra os perigos e motivos que mantém a separação de cada Londres.

Em uma de suas viagens, Kell cai em uma emboscada e se depara com um grande problema, ele queria apenas fazer um favor, mas quando percebe estar em posse de um objeto pertencente a Londres Negra, ele compreende que precisa fazer algo e descobrir quem e o que estão tramando com esse perigoso artefato capaz de colocar os três reinos restantes em grande perigo.

Com o poder pulsante do objeto em sua posse, Kell começa a ser perseguido sem de fato entender os planos por trás dessa jogada ardilosa de magia. Em meio a sua fuga, ele conhece Dalilah Bard, uma ladra procurada na Londres Cinza que vive de furtos para manter-se. Seu primeiro contato com a moça não poderá ser considerado dos melhores, mas devido as circunstâncias eles precisarão se unir para livrar o mundo do caos e do perigo que espreita a cada esquina. Será que eles conseguirão? Só lendo para saber.

- O amor não nos impede de congelar até a morte, Kell – continuou ela. – Ou de passar fome, ou de ser esfaqueada por causa do dinheiro em seu bolso. O amor não nos compra nada, então fique feliz pelo que você tem e por quem tem, porque você pode até querer coisas, mas não precisa delas.
Desde o meu primeiro contato com a escrita de Victoria Schwab, me vi enfeitiçada pela sua capacidade de prender o leitor em suas tramas tão bem elaboradas e em seus universos tão bem construídos e com Um tom mais escuro de magia não foi diferente, digo com convicção que foi até melhor.

Nessa trama criada pela autora me vi cada vez mais envolvida em suas versões diferentes de mundos, sendo cada qual caracterizado e diferenciado pelo clima, cores, paisagens, línguas e até mesmo pelo tipo de comportamento e desejo de cada povo.

Outro ponto importante na história é que aqui a magia é uma protagonista importante na trama, tão sedenta por poder e tão ameaçadora quanto os inimigos que Kell encontra em seu caminho. É impossível não se sentir instigado por essa trama tamanha a curiosidade que bate no leitor a cada virada de página.

Um tom mais escuro de magia entrou para a lista de favoritos do ano e mal posso esperar para ler a continuação que foi lançada pela Editora Record na Bienal.

Amantes de fantasia ou não, leiam e se apaixonem por essa empolgante obra repleta de magia, ação e mistérios. Tenho certeza que não irão se arrepender.

site: http://www.maisquelivros.com/2017/08/resenha-um-tom-mais-escuro-de-magia-v-e.html
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AndyinhA 20/01/2018

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

De vez enquanto a gente se depara com algo novo e fica totalmente surpreendido e alucinado pela ideia da autora e mal consegue absorver os fatos. E este livro foi assim. Um livro denso, bem trabalhado, com aquela pitada de magia e aventura que curtimos, mas que foge ao básico ao qual estamos acostumados.

A ideia principal é entender as quatro Londres e como funciona a magia e os reinos entre elas, e sendo sincera essa é a parte mais complicada. Leva algum tempo até sacar toda a estrutura que a autora criou para manter isso. Como é exatamente cada um desses lugares, o que possuem de diferente e de comum e como eles funcionam juntos e separados. Por isso, a maior dica aqui é insistir um pouquinho, depois que a ficha cair, tudo vai fluir muito melhor.

Os personagens são um caso a parte, durante a maior parte do tempo, temos Kell, até então alguém meio sem eira nem beira que terá grande importância na história, ele é um personagem complexo, com muitos altos e baixos, mas foi fielmente retratado, suas emoções, lutas e vitórias são reais e isso nos aproxima e muito do rapaz durante sua trajetória.

Para saber mais, acesse:

site: http://www.monpetitpoison.com/2016/09/TomMaisEscuroPoison.html
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Kamila 15/01/2018

É como um filme da sessão da tarde
Eu acho engraçado como um tempo atrás eu decidi que não leria esse livro e como a vida é engraçada e faz seu caminho se cruzar com o livro novamente. É a minha terceira experiência com um livro da Victoria, já li Uma Melodia Feroz e Vicious e como eu disse no título, o livro mais parece uma história que com certeza passaria na Sessão da Tarde. No geral eu gostei bastante, tem muitos pontos incríveis como a relação de amigo e irmãos do Kell com o Rhy, uma das coisas que eu mais amei além de ter gostado muito do Rhy, acho que tenho a gostar de personagens com esse estilo de nome. Mas teve muitos pontos fracos que me decepcionaram um pouco como eu imaginava que o Kell fosse um personagem mais forte, tudo bem que ao longo da história a gente vê o personagem principal tendo os seus momentos de fraqueza, mas para um mago como ele, um Antari, eu realmente esperava mais. Da mesma forma como eu senti falta de uma personagem feminina mais forte. Nós temos a Lila, ela é legal mas pra mim não passou disso. Eu queria uma personagem feminina forte, como o Kell, com magia, podia ser até uma Antari perdida por aí, não era só o Kell e o Holland. Mas não fui eu que escrevi a história. Outro ponto fraco foi o final e os vilões. Além de achar os vilões fracos, eu achei o final muito fraco pra um livro que tava prometendo muito. Eu até imaginei várias situações mas nada do que eu imaginei aconteceu aí eu fiquei, "é só isso?" me decepcionou um pouco, como se a Victoria estivesse com pressa de terminar ai fez algo rápido e sem graça.
Esperando o momento que Victoria vai me apresentar uma personagem feminina forte porque em todos os livros que eu li dela eu só me apaixonei pelos homens como Victor e August. E agora o Rhy e assumo que um pouco do Kell. Espero que o segundo livro seja melhor ainda. Um Tom Mais Escuro de Magia vale a pena, se você quiser algo para se entreter.
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Ane. 14/01/2018

Desde que Um Tom mais Escuros de Magia, o primeiro livro da trilogia Tons de Magia foi lançando, essa que vos escreve sentiu aquele “chamado” para conhecer a história. Quem acompanha o blog há mais tempo, sabe o quanto eu gosto de fantasias e quanto elas são bem estruturadas e possuem bons personagens, a probabilidade de me tornar fã da trama é ainda maior. E embora a história aqui tenha falhado em alguns detalhes, ainda sim admito que essa já é uma trilogia com um lugarzinho especial em meu coração.

Já tinha me encantado com a narrativa fluida de Victoria Schwab quando li A Melodia Feroz. O grande diferencial da Victoria em minha opinião é que suas histórias não são do tipo que nos conquistam logo nas primeiras páginas, e sim que conforme a narrativa evolui vai apresentando elementos que tornam a história envolvente.

Particularmente gosto bastante de enredos que tem como plano de fundo, mundos paralelos e realidades alternativas e esses foram os pontos que sem sombra de dúvida mais me chamaram a atenção em Um Tom mais Escuro de Magia. Porém não nego que apesar de ter gostado bastante do que encontrei por aqui, achei que a autora pecou em pequenos detalhes em especial no desenvolvimento dos personagens.

Com um começo promissor, Um Tom mais Escuro de Magia mesmo com algumas pequenas falhas possui uma narrativa fluida e envolvente. Estou bem curiosa para descobrir por quais caminhos a magia irá guiar Kell no próximo livro da trilogia, Um Encontro de Sombras.

Resenha completa no blog

site: http://mydearlibrary.com
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Roztriani 31/12/2017

<3
Adorei. Não vou escrever uma resenha real, só quero dizer que vale muito a pena a leitura. Ótimo enredo, apesar de fazer os personagens principais sofrerem demais (e o leitor junto, por empatia). Kell e Lila são uns xuxus! Recomendo (muito) a leitura.
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CiihSnoU 28/12/2017

Londres Cinza, Londres Vermelha, Londres Branca, Londres Preta. Mesmo nome porém mundos diferentes, mesmo nome porém níveis de magia diferente. Quando na Londres Vermelha você consegue até sentir a magia no ar, na Londres Branca moradores sucumbem até ao assassinato para poder pelo menos sentir uma fagulha de magia, e na Londres Cinza se foi até esquecido que um dia houve magia. E a Preta, ela é a causa da separação dos mundos.
Razão em que para as Londres se comunicarem, a realeza precisa usar de seus Antaris para atravesar portas entre os mundos com cartas.
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Kell é um mago assim como todos na Londres Vermelha, com a única diferença que ele nasceu com a marca Antari, um de seus olhos totalmente negros, modo que a Magia marca os quase extintos Antaris. Os únicos que conseguem atravessar as portas entre as Londres.
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Lila é uma ladra com grandes sonhos de ser uma pirata, ter seu próprio navio e sair navegando por aí, conhecendo e conquistando lugares. Ela sentia que não pertencia ali na Londres Cinza, não que ela a conhecesse como Londres Cinza, não até ela roubar Kell achando que ele era um bêbado qualquer.
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Poder só por poder é inteligente, porém não tem humanidade, e magia é a junção de poder com a humanidade, e a Londres Preta se deixou ser usado pelo poder, e isso logo se voltou contra ela, e contra toda a cidade. Magos sendo usados pela a magia, se esvaindo dela, não seguindo a ordem natural, como uma doença que se alastra rapidamente. Para se proteger os governantes das outras Londres decidiram criar paredes entre os mundos, os separando da Londres Preta assim como das outras, e como um cuidado extra todos os objetos derivados daquele mundo foi destruído.
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Por um acaso, ou trama, um objeto vindo da Londres Preta para nas mãos de Kell, logo para ser roubada por Lila, objeto que os vai unir para se proteger de quem quer que esteja atrás da pedra e seus poderes, assim como para mandar ela para o seu lugar de origem, lugar onde ninguém poderá usá-la para o mal, lugar onde a magia na pedra não poderá usar ninguém. Porém para chegar a Londres Preta eles terão que atravessar todas as outras, o que não seria um problema se os governadores da Vermelha não estivessem sendo controlados e querendo a pedra também.
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V.E Schwab, ou Victoria Schwab, é uma autora que está realmente subindo na minha lista de favoritos, com Melodia Feroz e agora com Um Tom Mais Escuro de Magia! Ela sabe criar mundos maravilhosos com magia e monstros e tudo o que há de bom em uma fantasia. Nesse primeiro livro da trilogia Tons de Magia ela nos apresenta um pouco dos mundos, um pouco das Londres onde ainda existe uma população para apresentar (Ou será que não? Ela só fala sobre a Londres Preta, não chegamos a ter os personagens lá. Mas tenho umas ideias aqui que quero muito que sejam reais sobre o Kell e a Londres em quarentena). *
Kell e Lila são nossos principais nesse livro e enquanto eles começam com o pé esquerdo, aos poucos eles começam a se entender, mesmo que só para sobreviver e mandar a pedra com a magia “má”, magia “inteligente”, para o seu lugar de origem.
Eu amei o Kell e a Lila, amei o sonho da Lila de ser pirata, e como ele cresce no final do livro. Adorei o modo do Kell a lidar com a Lila, com o seu irmão Rhy, com o Rei da Londres Cinza. Admito que estou curiosa sobre o seu passado, uma vez que ele não sabe nada dele antes dos cinco anos quando ele é adotado, porém tenho meus headcanons aqui, e quero muito ler os próximos livros para saber se estou certa!!
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Em tudo mais, é uma boa história com leitura fácil, e eu super recomendo!



site: https://www.instagram.com/p/BdNFbbsgYnR/
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Franklin 28/12/2017

Kell é um mago capaz de viajar por mundos paralelos. Lila é uma ladra perigosa. Os dois se unem numa aventura que pode ter consequências por todas as dimensões.

O cenário elaborado por Schwab é atraente desde a sinopse. Diferentes mundos (mais especificamente quatro versões distintas da cidade de Londres), cada um com uma relação diferente com a magia. A Londres cinza, similar à uma versão antiga da nossa, a Londres Vermelha, a mais bem sucedida e que floresce junto da magia, a Londres Branca, que tem uma relação violenta com a magia, e a Londres Preta, que foi dominada pela mágica. Estes mundos já foram conectados, mas no início da história se encontram separados, só podendo ser acessados pelos Antari, magos especiais que possuem a habilidade de saltar entre as dimensões. Kell, residente da Londres Vermelha, é um desses.

A criação dos mundos é clara e convidativa. Ao mesmo tempo, alguns trechos se revelam desajeitados: Schwab se deixa levar na primeira parte do livro, e a cada página o leitor é bombardeado com uma nova exposição que explica todas as minúcias das sociedades e magias com as quais Kell lida. Tais descrições nunca deixam de ser conceitualmente interessantes, mas interrompem a narrativa com uma frequência pouco adequada, mais lembrando um manual que uma história com persongens com os quais devemos nos conectar. Os anseios de Kell e Lila não raro ficam em segundo plano enquanto a narração se entrega à relatórios a cada chance que encontra.

Esta fraqueza não seria tão evidente se o enredo fosse mais intrigante. Os papéis e personalidades dos personagens que compõem a trama é obvio desde o primeiro momento onde cada um deles é introduzido, com poucas surpresas para o leitor. Além disso os acontecimentos seguem uma progressão previsível, e o carisma de Kell, Lila e Rhy não é suficiente para sobrepor a monotonia que se instala no ritmo da história. Há desenvolvimento constante, mas estes se revelam estéreis, feito fases de um videogame.

O primeiro livro da série Tons de Magia se valeria de uma execução menos simplista, tanto no enredo quanto nos personagens. Ainda assim, o conceito das diferentes Londres é memorável, e, mesmo que expositiva em excesso, a leitura se desenrola com fluidez. Apesar dos pesares, Schwab tem uma prosa competente e consegue criar um mundo intrigante e cheio de potencial. Um Tom Mais Escuro de Magia vale a pena principalmente para fãs de fantasia que estejam atrás de um cenário criativo, mesmo que este não alcance grandes alturas narrativas.

site: http://franklinteixeira.com
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Ana Caroline 23/12/2017

Uma fantasia diferenciada no universo criado!
Sabe aquele universo que nunca imaginou numa fantasia e que quando começa a ler, se pergunta como não viu algo assim antes!? É o que pensamos em Um Tom Mais Escuro de Magia. Primeiro de uma trilogia — contendo um final redondo para aqueles que não gostam de ganchos para os próximos — quando finalizado é um choque de realidade ao perceber o quão bom são as histórias que fogem do comum.

Kell é um dos últimos Antaris vivo — espécie de magos que podem viajar no tempo e tem bastante magia. Sendo o encarregado de levar as correspondências da Londres Vermelha para as outras 2 habitáveis — temos 4 Londres: Londres Vermelha, Londres Branca, Londres Cinza e a Londres Preta — ele passará por um apuros em que colocará no seu caminho nada menos que Delilah Bard, também conhecida como Lila. Uma ladra da Londres Cinzas. Ela que sempre sonhou em ser livre, verá sua tão desejada aventura podendo ser realizada quando descobre que nem tudo é o que parece. E apesar de poder ter parte da liberdade desejada junto de Kell, se verá presa em uma questão de vida ou morte onde traições, trapaças, magia ruim e principalmente o desconhecido está em jogo. Quais são as decisões a serem tomadas? Quem traiu quem? Por que a Londres Preta é isolada?

Como outro livro da autora, A Guardiã de História, em que se tem uma premissa diferenciada, aqui encontramos a mesma sutileza. É curioso quando você imagina o quanto foi trabalhoso ou até mesmo criativo elaborar todo esse universo. É de uma beleza única. Tem uma introdução muito lenta, são em torno de 120 páginas só para começarmos a nos situar na ação principal — e essa talvez seja a maior dificuldade e o "negativo" do livro. Apesar disso, podemos notar o cuidado que ela teve de nos fazer entender o que idealizou. Sei e sempre concordei com introduções do gênero que detalham a trama, porém confesso que se não conhecesse a escrita da autora ou até mesmo sua fama, teria abandonado. É um primeiro obstáculo que ultrapassado faz a leitura andar e fluir de maneira sensacional.

É um enredo que você raramente descobre o próximo passo ou o que pode acontecer posteriormente pois é cheio de aventuras. Ao mesmo tempo que você está numa cena, paralelamente acontece outra, refletindo na narrativa que explicarei melhor mais a frente. E este ponto é fundamental para criar um plano tridimensional, onde temos a visão de todas as cenas que ocorre ao mesmo tempo. Confesso que fiquei com receio de me perder nas informações entretanto, quando você consegue se situar, as explicações são captadas e a partir daí damos maior enfoque nos fatos.

"Ele era, afinal, um Antari. E um Antari podia falar com o sangue. Com a vida. Com a própria magia. O primeiro e último elemento, aquele que vivia em tudo e não estava em lugar nenhum." pág. 35

A autora se intitula como uma escritora "dark", que traz o lado obscuro das coisas e nesta obra começamos a ter uma melhor noção. É uma escrita diferenciada do que normalmente vemos no juvenil do gênero, e em que diversas vezes terá o tom mais sombrio e pesado, em lidar com magia ruim, lidar com mortes, lidar com lutas sangrentas, personalidades ruins entre outros elementos. Geralmente tenho mania de comparar o desenvolvimento entre diferentes autores, e desta vez me vi não encontrando a quem comparar Victoria Schwab. Possa ser que não agrade todos, só que concordo que é única.

Raramente consigo gostar de todos os personagens principais numa narrativa, e aqui me surpreendi. Aliás acho que foi o maior choque que tive na obra. Kell e Lila são pessoas diferentes, que tem ambições diferentes, vem de mundos diferentes mas que se formos olhar mais demoradamente, possuem parte das personalidades iguais. Não é a toa que serão parceiros, que se ajudarão em diversos momentos e se entenderão como indivíduos. É incrível a construção deles. Já vi gente reclamando e falando que não gostou. Se olharmos criticamente tem se uma linha de construção de quem eles são, então não foi falta de detalhamento. Infelizmente ou felizmente entramos na questão de gosto. Aliás falando em gosto, achei bacana trazer a divergência entre os dois onde um é mágico e o outro não possui poderes tendo igual importância nos eventos.

Como falei no início, a partir do meio e logo depois que deixamos a apresentação do que foi criado, temos uma sucessão de acontecimentos de tirar o fôlego. É prestar atenção e acabar se envolvendo. Senti a quebra da tensão em alguns momentos certeiros e em outros nem tanto, contudo que na balança final deixa ainda tudo ok e bom. O final é que talvez seja o divisor de águas para quem elogia ou não. Ele não é enrolado no sentido que te joga as situações sem explicar e nem é rápido demais. Tem se um desmembramento ideal em que você absorve as cenas e entende o que aconteceu sem perder o pique de várias outras que podem aparecer. Me cativou. Além disso, o "fim" para os nossos protagonista foi o ideal no momento pois tem muita coisa para vir nos sucessores.

De forma geral fui conquistada por Um Tom Mais Escuro de Magia. Por trazer coisas diferentes recomendo bastante aos fãs de fantasia, e até para aqueles que querem arriscar algo inusitado, afinal vários Londres aliado a magos é meio complicado de achar rs V.E Schwab é uma das escritoras que tem mais destaques no mercado atual e merece.

"...Ele temia não viver, temia deixar de existir. O mundo de Lila podia acreditar em Céu e Inferno, mas o dele acreditava no pó. Ele aprendera desde cedo que a magia reivindicava a magia e a terra reivindicava a terra, as duas se separando quando o corpo morria: a pessoa que havia sido fruto da combinação delas simplesmente se perdia. Nada durava. Nada permanecia." pág. 205

Na parte física a capa utilizada é a original. Tem bastante interligações no conteúdo — quem atentar verá as quatros Londres representadas, junto com a silhueta de alguém importante — e é bonita. Pelo menos no contraste das cores achei que funcionou. Na parte interna temos uma partição de capítulos inusitada, onde temos o capítulo nomeado e dentro dele tem se as subdivisões que aparenta ser por momentos e narrativas. E é aqui que entra o item em que falo que a narrativa é feita em terceira pessoa e teremos pontos de vistas dos dois principais e mais alguns esporádicos quando for necessário. São essas narrações aleatórias que nos fazem olhar o local como um todo. A revisão está ok e a diagramação é a padrão da editora, com alguns detalhes nos inícios de capítulos.

Quero para ontem ler o próximo, até porque li a sinopse e fiquei curiosa. Só não sei se será esse ano, até porque estou com uns planejamentos pela frente. Acho que até Março de 2018 devo retornar as 4 Londres. Espero que tenham gostado!

site: http://diariasleituras.blogspot.com.br/2017/12/resenha-um-tom-mais-escuro-de-magia-v-e-schwab-grupo-editorial-record-tons-de-magia.html
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Fernando Lafaiete 15/12/2017

Um Tom Mais Escuro de Magia: O que eu achei do livro "adulto" de Schwab?

O que eu esperava de Um Tom Mais Escuro de Magia?
Esperava um livro de fantasia adulto, com um protagonista poderoso, cheio de reviravoltas e cheio de ação. O que eu encontrei foi mais ou menos isso. Encontrei um bom livro do gênero, mas com sérios problemas (ou não) de desenvolvimento.

Nesta história fantástica Victoria Schwab ou V.E. Schwab como gosta de ser chamada quando escreve livros mais adultos, a autora irá nos apresentar uma narrativa focada em 2 personagens. Kell é um Antari, um mago capaz de controlar os elementos e viajar entre as Londres paralelas. Ele é tratado pela família real como um filho e é responsável pela entrega de mensagens entre esses mundos. Neste universo existem 4 Londres: A Londres Vermelha, onde a magia prosperou e é vista como algo bom que deve ser tratada com respeito. A Londres Cinza, onde a magia é praticamente inexistente. A Londres Branca onde a Magia existe, mas é vista como uma droga onde as pessoas são capazes de tudo para a possuírem. E a Londres Preta, onde a Magia saiu de controle e dominou toda a cidade. Esta Londres em questão foi banida e o portal que leva a ela foi fechado de forma "permanente".

A segunda personagem central é Lila, uma ladra habitante da Londres Cinza que acaba conhecendo Kell em uma situação nem um pouco agradável. Ambos os personagens acabam se envolvendo em uma trama perigosa e juntos embarcam em uma jornada para salvar o mundo.

A escrita da autora é excelente... Viciante, imersiva, fluída e bem estruturada. V. E. Schwab é bem criativa e uma vez iniciada a leitura, é bem difícil parar de ler. Entretanto, este livro me incomodou em alguns momentos, principalmente relacionados ao personagem principal. O Kell não me agradou tanto quanto imaginei que iria me agradar. Esperava um personagem extremamente poderoso e o que encontrei foi um personagem que era constantemente anulado. A todo momento ele era impedido de usar seus poderes. Ou ele estava em um lugar que era protegido por uma magia mais poderosa do que a dele, ou alguém possuía um artefato mais poderoso do que ele, ou o desejo de outrem era mais forte do que o dele, ou ele simplesmente hesitava antes de agir e acabava apanhando. O cara é um mago respeitado, mas tantas situações como as que eu citei o enfraqueciam e chegou um momento que eu o considerei um personagem patético.

Lila é apresentada como uma humana; uma mulher determinada, destemida e ágil. Mas mesmo sendo uma pessoa forte, ela não teria como ser mais rápida ou mais forte do que o personagem central. Em vários momentos ela o intercepta e o ameaça, afirmando que conseguiria atingi-lo com sua faca antes que ele conseguisse atingi-la com uma magia. A grande questão é que o Kell não é o único Antari da história. O outro mago consegue se defender da bala de um revólver sem sair do lugar, e o protagonista não consegue se defender de um ataque de uma faca?? Me desculpem, mas estes momentos não pareceram críveis. Ainda assim eu gostei de ambos os personagens, mas não os considero excelentes.

O mundo criado pela autora me fascinou e eu gostei demais do sistema de magia. Gostei dos momentos das viagens e gostei de como a autora foi explicando as diferenças de uma Londres para a outra. Gostei dos personagens coadjuvantes e gostei dos diálogos.

Os vilões são muito bons apesar de soarem muito mais como vilões de um livro de fantasia YA do que de um livro de fantasia adulta. Os mesmos não possuem muita profundidade e são bem caricatos. Apesar dessas minhas considerações, eles são funcionais e os momentos em que eles aparecem são bem inseridos e trazem mais dinamismo para a narrativa. O Holland, o outro mago da história, é poderoso ao extremo e eu queria ter visto um pouco mais dele e de suas ações. Personagens poderosos me agradam muito mais, independente se são mocinhos ou vilões.

Algumas situações são bem previsíveis, mas o livro cumpre muito bem o papel de entreter. As cenas de ação são descritas de maneira que não me pareceram muito adultas, mas me agradaram. O desfecho é morno e não deixa um grande gancho para o próximo. Neste quesito, A Melodia Feroz da mesma autora me agradou bem mais e me deixou muito mais instigado para ler o próximo.

Um Tom Mais Escuro de Magia agradará os leitores do gênero, mas poderá incomodar os leitores mais atentos e mais exigentes. É um livro que indico, mas aconselho a não elevar muito as expectativas se você é o tipo de pessoa que lê analisando cada linha.

Se procura se divertir, leia sem medo. Tem problemas, mas vale a pena e V.E. Schwab tem uma narrativa que é perfeita pra quem é apaixonado por escrita. Eu espero gostar muito mais do segundo livro. Apesar de uma leve decepção, Schwab tem grandes chances de se tornar uma das minhas escritoras favoritas.

Nota extra:

O personagem faz uma referência ao Superman. Ele se chama kal-El; o nome Kryptoniano de Clark Kent, o maior super- herói da DC.
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Ellem - @colecionandoprimaveras 28/11/2017

Em um mundo fantástico, existem 4 Londres:
- Londres cinza: sem magia
- Londres Vermelha: Existe um equilíbrio entre as pessoas e a magia.
- Londres Branca: Existe pouca magia e as pessoas tentam dominá-la. É governada por dois tiranos.
- Londres Preta: Uma cidade que foi isolada e destruída quando a magia dominou as pessoas.

Kell é uma das poucas pessoas que tem o poder de viajar entre essas cidades, ele é mensageiro, mas, de vez em quando, também faz contrabando de objetos.

Lyla é uma garota que vive sozinha na Londres Cinza e rouba para sobreviver.

O caminho desses dois acaba se cruzando, quando Kell enfrenta um grande perigo. Uma ameaça da Londres Preta pode destruir o equilíbrio das cidades.

OPINIÃO

Esse livro foi uma das melhores fantasias que eu li esse ano. Sério, tem tudo o que a gente gosta: magia, aventura, ação e muitas tretas

O livro é narrado em terceira pessoa e o enredo é muito intrigante, cada capítulo é um tiro e a vontade que dá é de ler sem parar.

O final me deixou louca de vontade de ler o segundo livro (tô aceitando de presente). Espero que tenha muito mais tretas e também que a autora coloque uma pitadinha maior se romance

site: https://www.instagram.com/p/BbDRoBpgjqh/?taken-by=colecionandoprimaveras
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Ana @thelastfewpages 04/11/2017

Um aventura incrível entre as Londres...
Kell é um dos últimos Viajantes, um Antari - magos com habilidades de viajar entre as cidades paralelas de Londres. Criado pela realeza da Londres Vermelha, Kell trabalha secretamente como contrabandista. Em um desses trabalhos, Kell se depara com uma emboscada, e durante sua fuga ele conhece Lila Band, uma ladra da Londres Cinza que deseja viver livremente. Unindo forças, os dois vão em busca de descobrir o que fazer com o objeto do contrabando que causou todo esse caos. Será que eles vão conseguir resolver essa situação antes que sejam pegos?

Esse é o segundo livro que leio da V. E. Schwab, e já posso dizer que a autora deu outro significado a palavra "inovação". Schwab tem uma criatividade divina e todo esse mundo criado por ela tem bastante potencial para ser bem aproveitado.

A história se passa nas três Londres durante o ano de 1819, coisa que eu não esperava. Tem toda aquela intriga política que vem com as histórias de Reis e Rainhas, mas sem se ater apenas nisso. Pois, óbvio, temos magia! E se tem magia é nisso que a gente vai focar.

Aqui, os personagens foram muito bem trabalhados, tendo um desenvolvimento incrível e perceptível. Adorei o Kell, e Lila trouxe o que há de melhor em uma mocinha completamente fora dos padrões. Rhy também foi outro personagem que me encantou.

Infelizmente, o final em aberto, possibilitando o que já sabemos ter - uma continuação -, não foi algo que me fez ansiar pelo segundo livro. Senti falta de um cliffhanger ou que algo mais impactante acontecesse durante a leitura para que tornasse a história incrível.

Por fim, Um Tom Mais Escuro de Magia mostrou-se ser mágico, inovador e cheio de aventuras, capaz de prender o leitor do começo ao fim. Mesmo esperando que tivesse mais ação, definitivamente pretendo embarcar em outra aventura entre as Londres.
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