Um Tom Mais Escuro de Magia

Um Tom Mais Escuro de Magia V.E. Schwab




Resenhas - Um tom mais escuro de magia


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Queria Estar Lendo 10/02/2018

Resenha: Um Tom Mais Escuro de Magia
Um tom mais escuro de magia é um livro impressionante. Com uma narrativa bem pontuada, eletrizante e com um universo mágico altamente criativo, V. E. Schwab entregou uma história que se tornou uma das minhas favoritas da vida.

Em cada mundo existe uma Londres; a Vermelha, a Branca e a Cinza - e a Preta, devastada pela própria sede de poder, que causou a separação entre os mundos e o fechamento das portas conectando esses universos. Apenas os Viajantes ainda têm permissão de atravessá-las, e o fazem para manter os reinos em comunicação. Kell é um deles, e vivencia as realidades com receio, fascínio e, principalmente, cautela. A lei dita que os universos não podem colidir; que o que pertence a uma Londres deve permanecer nela. Só que, quando um artefato mágico cai em suas mãos, depende de Kell e de uma ladra não muito bem intencionada impedir que essa colisão de universos se torne o fim de todos eles.

"Cinza para a cidade sem magia. Vermelho para o império vigoroso. Branco para o mundo faminto."

Eu estava na corda bamba a respeito desse livro por causa das opiniões diversas, mas minha santa Eva Green, que história absurdamente boa! O conceito da magia criado pela autora é brilhante, com explicações bem dosadas para a construção do universo. Os personagens são ótimos, cada um carregando um tipo de personalidade essencial para esse tipo de trama. É o tipo de livro que eu gostaria de ter escrito, de tanto que amei.

"E um Antari podia falar com o sangue. Com a vida. Com a própria magia. O primeiro e o último elemento, aquele que vivia em tudo e não estava em lugar nenhum."

Kell é um ótimo protagonista - e é muito, muito difícil de eu gostar dos protagonistas em histórias do tipo. Ele tem um senso de honra e justiça muito forte, é leal ao seu dever e à expectativa que carrega por ser um Viajante. Criado pela família real da Londres Vermelha, Kell viveu em meio à nobreza e às regalias, mas entende das diferenças entre mundos - e não só as dimensões, mas entre as camadas da sociedade também -, muito melhor do que o rei e a rainha. Seu irmão de criação e melhor amigo, o príncipe Rhy, é seu confidente e aquele em quem o Kell deposita fé e esperança. A relação entre os dois é poderosa, cheia de amor e de devoção - e deixou brecha para um arco bem grandioso no próximo livro.

"- A hesitação é a morte da vantagem."

Em relação à trama, Kell é muito de um herói. Disposto a sacrifícios e ansioso para fazer a coisa certa, independente do que isso custe à sua imagem e à sua própria vida. Ele é ordem e resiliência. É um soldado, mas também é um líder. Eu fiquei completamente apaixonada pelo desenvolvimento que a autora já deu para o Kell; mesmo sendo o primeiro livro de uma trilogia, ter momentos de crescimento e de hesitação constroem muito do que é o personagem e o que ele ainda vai ser nos próximos volumes. Kell é um garoto contido, um aventureiro cauteloso e um mago astuto.

Ah, e a magia! O universo da V.E. Schwab é tão rico, tão bem pautado, com todas as explicações sendo entregues na hora certa, da maneira perfeita, que enche os olhos a cada novo capítulo. A divisão dos mundos e as diferenças entre as cidades de Londres é importante para estabelecer também a separação entre posturas dos personagens pertencentes a cada uma delas. Kell veio da Vermelha, então sempre conviveu com a magia, respeitando-a e deixando-se ser guiado por ela em equilíbrio. A Londres Branca é a violência, a opressão, é governada por um rei e uma rainha perigosos e claramente sedentos por poder - é também a divisa entre a Londres Preta e o resto dos universos, o que significa que precisou se fortificar sozinha contra um universo destruído por uma guerra interna. E a Londres Cinza, finalmente, é o mundo sem magia. Mas isso não significa que ela não exista ali.

"Desenharam-na ainda mais alta e mais magra do que realmente era; esticaram-na em um espectro, vestido de preto e assustador. Algo saído de conos de fadas. E de lendas."

Lila nasceu nessa Londres. Órfã e sozinha no mundo, ela aprendeu a sobreviver por conta própria. É uma ladra e uma assassina e uma garota extremamente perspicaz, ciente da própria força e da própria fraqueza. Lila é uma personagem carismática, quase um modelo de Han Solo - oportunista na medida certa, mas que acaba se inclinando a causas nobres quando confrontada por elas. Se esconde atrás de máscaras, sorrisos enviesados e olhares afiados, mas tem um grande coração. E é o completo oposto da ordem e justiça que o Kell carrega, caótica até o último fio de cabelo, o que torna suas interações a melhor coisa do livro.

"Kell dissera a Lila que a magia era como um sexto sentido, sobreposto à visão, ao olfato e ao paladar, e agora ela compreendia. Estava em todo lugar. Em tudo. E era maravilhoso."

A trama gira em torno principalmente desses dois personagens, mas é um universo em expansão. Um conflito resolvido neste volume abre portas para outras grandes questões a serem abordadas nos próximos; para um primeiro livro, ele termina bem fechadinho (minha ansiedade agradece), mas promete outras aventuras com o que ficou a ser resolvido.

"A magia transformava o mundo. Mudava a sua forma. Havia pontos fixos. Na maior parte do tempo, esses pontos eram lugares. Mas, às vezes, raramente, eram pessoas."

Por falar em conflitos, a questão do artefato mágico é o ponto central de toda a história. A magia corrupta ainda é magia, e é tão tentadora quanto aquela pura com a qual as pessoas convivem. É um elemento tão poderoso quanto terra, água, fogo e ar. Quanto custa a um mago ter tamanho poder, até onde esse poder pode chegar. São questões que as dimensões mágicas vivenciam, mas agora estão vendo se tornar realidade.

Um tom mais escuro de magia é o tipo de história mágica e imersiva que vai encantar todos os leitores do gênero. A narrativa é rápida, cheia de adrenalina, e as páginas passam sem que você perceba. Um livro sobre muitos universos, sobre a sede de poder e o preço da magia.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2018/02/resenha-um-tom-mais-escuro-de-magia.html
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Roztriani 31/12/2017

<3
Adorei. Não vou escrever uma resenha real, só quero dizer que vale muito a pena a leitura. Ótimo enredo, apesar de fazer os personagens principais sofrerem demais (e o leitor junto, por empatia). Kell e Lila são uns xuxus! Recomendo (muito) a leitura.
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Dani 06/01/2017

Blah!
Não foi ruim, mas também não gostei muito. O conceito inicial da 4 Londres foi bem interessante, mas não consegui me importar com os personagens ou com a progressão da história. Achei uma escrita mais seca e fria que não me envolveu. Ainda bem que teve um final bem fechado, pois não planejo pegar as continuações.
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Lids 22/08/2016

[Resenha] Um Tom Mais Escuro de Magia
Mal terminei o livro e já não estou sabendo lidar com a saudade dos personagens *-*-*

A premissa do livro é encantadora, Kell consegue viajar pelas dimensões e visitar mundos paralelos ao seu e numa dessas viagens acaba envolvido em uma confusão ao tentar fazer um favor para uma mulher idosa. A idosa lhe dá uma pedra mágica super poderosa, vinda de uma dimensão muito distante e trancada das outras.

A narrativa é muito dinâmica, alternamos entre pontos de vistas diferentes, e vemos sempre uma novidade entre uma parte da história e outra. Todo o universo é bem mostrado e explicado, entendemos tudo do que acontece e ainda assim sempre queremos saber ainda mais, então os postos de vistas são maravilhosos à medida que vai melhorando e enriquecendo cada vez mais o universo do livro *-*-*

Os personagens são cativantes, até alguns personagens que servem os inimigos conseguem ser malvados, perversos e ainda assim ganhar a simpatia do leitor *-*-*

Kell e Lila são personagens maravilhosos, é lindo como eles não são perfeitos. Lila é uma ladra e assassina, a história de vida dela é emocionante, a cada fato revelado, nós amamos ainda mais quem ela é e o que ela precisou se tornar para sobreviver *-*-*

Já Kell é um personagem mais sério e comedido, mas até ele comete tem falhas, tendo o costume de traficar itens de uma dimensão à outra, o que é crime imperdoável. A história desse personagem também é maravilhosa, é muito legal a cena em que ele e Lila tocam nesse assunto de que ele nunca teve que passar fome e lutar para sobreviver, por outro lado, ele nunca se sentiu membro de uma família de verdade e eles são lindos! *-*-*

Eu esperava que o príncipe Rhy, irmão de criação do Kell, fosse aparecer mais e ter mais importância nesse livro, mas eu acho que a relação deles foi ilustrada muito bem nesse livro e provavelmente Rhy será mais ativo no próximo volume da série.

Ao todo, é um livro mágico, interessante, bem desenvolvido. Perfeito para quem ama livros de fantasia, com pessoas com poderes elementares e ainda uma escrita encantadora, cheia de cenas de ação e sangue *-*-*

Recomendado para quem gostou de Mil Pedaços de Você (Claudia Gray), Trono de Vidro (Sarah J. Maas) e A Rebelde do Deserto (Alwyn Hamilton)

site: https://cacadorasdespoiler.wordpress.com/2016/08/22/resenha-um-tom-mais-escuro-de-magia-v-e-schwab/
Puri Morais 17/10/2016minha estante
oi, pode me dizer se tem triangulo amoroso?


Lids 16/02/2017minha estante
desculpa a demora rs. Neste livro não tem ;)




CiihSnoU 28/12/2017

Londres Cinza, Londres Vermelha, Londres Branca, Londres Preta. Mesmo nome porém mundos diferentes, mesmo nome porém níveis de magia diferente. Quando na Londres Vermelha você consegue até sentir a magia no ar, na Londres Branca moradores sucumbem até ao assassinato para poder pelo menos sentir uma fagulha de magia, e na Londres Cinza se foi até esquecido que um dia houve magia. E a Preta, ela é a causa da separação dos mundos.
Razão em que para as Londres se comunicarem, a realeza precisa usar de seus Antaris para atravesar portas entre os mundos com cartas.
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Kell é um mago assim como todos na Londres Vermelha, com a única diferença que ele nasceu com a marca Antari, um de seus olhos totalmente negros, modo que a Magia marca os quase extintos Antaris. Os únicos que conseguem atravessar as portas entre as Londres.
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Lila é uma ladra com grandes sonhos de ser uma pirata, ter seu próprio navio e sair navegando por aí, conhecendo e conquistando lugares. Ela sentia que não pertencia ali na Londres Cinza, não que ela a conhecesse como Londres Cinza, não até ela roubar Kell achando que ele era um bêbado qualquer.
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Poder só por poder é inteligente, porém não tem humanidade, e magia é a junção de poder com a humanidade, e a Londres Preta se deixou ser usado pelo poder, e isso logo se voltou contra ela, e contra toda a cidade. Magos sendo usados pela a magia, se esvaindo dela, não seguindo a ordem natural, como uma doença que se alastra rapidamente. Para se proteger os governantes das outras Londres decidiram criar paredes entre os mundos, os separando da Londres Preta assim como das outras, e como um cuidado extra todos os objetos derivados daquele mundo foi destruído.
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Por um acaso, ou trama, um objeto vindo da Londres Preta para nas mãos de Kell, logo para ser roubada por Lila, objeto que os vai unir para se proteger de quem quer que esteja atrás da pedra e seus poderes, assim como para mandar ela para o seu lugar de origem, lugar onde ninguém poderá usá-la para o mal, lugar onde a magia na pedra não poderá usar ninguém. Porém para chegar a Londres Preta eles terão que atravessar todas as outras, o que não seria um problema se os governadores da Vermelha não estivessem sendo controlados e querendo a pedra também.
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V.E Schwab, ou Victoria Schwab, é uma autora que está realmente subindo na minha lista de favoritos, com Melodia Feroz e agora com Um Tom Mais Escuro de Magia! Ela sabe criar mundos maravilhosos com magia e monstros e tudo o que há de bom em uma fantasia. Nesse primeiro livro da trilogia Tons de Magia ela nos apresenta um pouco dos mundos, um pouco das Londres onde ainda existe uma população para apresentar (Ou será que não? Ela só fala sobre a Londres Preta, não chegamos a ter os personagens lá. Mas tenho umas ideias aqui que quero muito que sejam reais sobre o Kell e a Londres em quarentena). *
Kell e Lila são nossos principais nesse livro e enquanto eles começam com o pé esquerdo, aos poucos eles começam a se entender, mesmo que só para sobreviver e mandar a pedra com a magia “má”, magia “inteligente”, para o seu lugar de origem.
Eu amei o Kell e a Lila, amei o sonho da Lila de ser pirata, e como ele cresce no final do livro. Adorei o modo do Kell a lidar com a Lila, com o seu irmão Rhy, com o Rei da Londres Cinza. Admito que estou curiosa sobre o seu passado, uma vez que ele não sabe nada dele antes dos cinco anos quando ele é adotado, porém tenho meus headcanons aqui, e quero muito ler os próximos livros para saber se estou certa!!
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Em tudo mais, é uma boa história com leitura fácil, e eu super recomendo!



site: https://www.instagram.com/p/BdNFbbsgYnR/
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Giovana 12/02/2018

V. E. Schwab, você tinha a minha curiosidade e agora tem a minha atenção
Existem três realidades em que Kell pode viajar, a Londres Vermelha que tem um domínio bom sobre a magia e é a sua residência, a Londres Branca que tem um domínio parecido com a magia só que a aproveita de forma mais carrasca, e a Londres Cinza de domínio de magia quase inexistente e é um mundo em decadência. Kell é um dos únicos que pode transitar entre elas, e capaz que seja dos últimos, o que o faz que seja um mensageiro da monarquia oficialmente e contrabandista de bugigangas nas horas vagas.

Uma pedrinha vinda de uma Londres que sumiu por conta do descontrole da magia faz com que as Londres' existentes possam virar um caos e perder o seu equilíbrio e que a sede de certos alguéns pelo poder traga destruição pelo caminho, e que uma tal de Delilah Bard viva uma aventura longe da taverna e realize alguns sonhos (mesmo que na sua lista de sonhos tenha uma faca charmosa e outras coisas roubáveis).

Eu gosto dos elementos fora da caixinha nos mundos criados pela autora, aqui temos as queridas realidades paralelas com o toque da magia, que vai além de ser aquilo usado para o bem ou mal. Outro ponto vai para o protagonista que chama a atenção da sociedade por uma certa razão.

Lila é um amor (um amor bandido, mas um amor), não quer se apegar, quer pagar por suas dívidas, porém as situações na sua vida nunca ajudaram muito, mas lhe dão bagagem para a aventura doida que ela se mete.

Tô caçando pedrinha preta perto de casa para ver se rola pedir um desejo: que no segundo livro da série tenha muito o bromance do Kell com Rhy, pois o companheirismo dos dois e o carisma rende muito.

Um Tom Mais Escuro de Magia pega bem leve no romance e ele não faz falta na trama. As Londres' coloridas dão um belo apelo cinematográfico à imaginação, mas me deixem longe da Vermelha pois o cheiro de flores deve ser terrível.

site: http://deiumjeito.blogspot.com.br/2018/02/livros-um-tom-mais-escuro-de-magia-ve.html
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LauraaMachado 16/04/2018

Muito bom!
Essa não vai ser uma resenha longa, porque, não importa quanto eu tente, não consigo pensar em uma única crítica para fazer a esse livro! Minhas expectativas para ele estavam altas, principalmente depois de descobrir que até línguas a autora tinha criado, mas em nenhum momento me decepcionei!

Os personagens são o ponto alto. Eu gostei mais da criação de mundo do que esperava, mas ainda acho que o Kell e a Lila são a melhor parte da história. O Kell é muito mais adorável do que achei que seria depois do começo e a Lila é tão fofa que quero guardar em um potinho! Pelo jeito que eu falo, até parece que eles são mesmo meigos e fofos, quando definitivamente não são! Mas consegui criar uma ligação com eles tão rapidamente, que meu carinho agora me faz vê-los como adoráveis! Melhor ainda, só o quanto eles são humanos, têm seus defeitos e suas qualidades, e a relação entre os dois.

Na edição que eu li, a inglesa de capa comum, a autora passou mais ou menos cem páginas montando a cena e apresentando os personagens e o mundo para depois começar de verdade o enredo. Não cheguei a me importar com isso, porque todos os detalhes eram bem interessantes, mas, se você se incomoda com esse tipo de coisa, aconselho ler bastante da primeira vez para já estar dentro da história de verdade quando fizer uma pausa. É bem difícil parar de ler quando você descobre o grande problema da trama.

Aliás, o livro tem bem mais aventura e ação do que eu esperava! Todos os capítulos me faziam querer ler ainda mais e foi bem difícil largar a leitura! Estou torcendo para os próximos livros serem tão bons! Queria começar o segundo agora!
Ellen Fidelis - @mania_livroseries 02/05/2018minha estante
Preciso! Comecei uma vez e não estava com tempo e aconteceu o que vc disse sobre o começo.. N fluía. Tenho que pegar de uma vez p ler




Fernando Lafaiete 15/12/2017

Um Tom Mais Escuro de Magia: O que eu achei do livro "adulto" de Schwab?

O que eu esperava de Um Tom Mais Escuro de Magia?
Esperava um livro de fantasia adulto, com um protagonista poderoso, cheio de reviravoltas e cheio de ação. O que eu encontrei foi mais ou menos isso. Encontrei um bom livro do gênero, mas com sérios problemas (ou não) de desenvolvimento.

Nesta história fantástica Victoria Schwab ou V.E. Schwab como gosta de ser chamada quando escreve livros mais adultos, a autora irá nos apresentar uma narrativa focada em 2 personagens. Kell é um Antari, um mago capaz de controlar os elementos e viajar entre as Londres paralelas. Ele é tratado pela família real como um filho e é responsável pela entrega de mensagens entre esses mundos. Neste universo existem 4 Londres: A Londres Vermelha, onde a magia prosperou e é vista como algo bom que deve ser tratada com respeito. A Londres Cinza, onde a magia é praticamente inexistente. A Londres Branca onde a Magia existe, mas é vista como uma droga onde as pessoas são capazes de tudo para a possuírem. E a Londres Preta, onde a Magia saiu de controle e dominou toda a cidade. Esta Londres em questão foi banida e o portal que leva a ela foi fechado de forma "permanente".

A segunda personagem central é Lila, uma ladra habitante da Londres Cinza que acaba conhecendo Kell em uma situação nem um pouco agradável. Ambos os personagens acabam se envolvendo em uma trama perigosa e juntos embarcam em uma jornada para salvar o mundo.

A escrita da autora é excelente... Viciante, imersiva, fluída e bem estruturada. V. E. Schwab é bem criativa e uma vez iniciada a leitura, é bem difícil parar de ler. Entretanto, este livro me incomodou em alguns momentos, principalmente relacionados ao personagem principal. O Kell não me agradou tanto quanto imaginei que iria me agradar. Esperava um personagem extremamente poderoso e o que encontrei foi um personagem que era constantemente anulado. A todo momento ele era impedido de usar seus poderes. Ou ele estava em um lugar que era protegido por uma magia mais poderosa do que a dele, ou alguém possuía um artefato mais poderoso do que ele, ou o desejo de outrem era mais forte do que o dele, ou ele simplesmente hesitava antes de agir e acabava apanhando. O cara é um mago respeitado, mas tantas situações como as que eu citei o enfraqueciam e chegou um momento que eu o considerei um personagem patético.

Lila é apresentada como uma humana; uma mulher determinada, destemida e ágil. Mas mesmo sendo uma pessoa forte, ela não teria como ser mais rápida ou mais forte do que o personagem central. Em vários momentos ela o intercepta e o ameaça, afirmando que conseguiria atingi-lo com sua faca antes que ele conseguisse atingi-la com uma magia. A grande questão é que o Kell não é o único Antari da história. O outro mago consegue se defender da bala de um revólver sem sair do lugar, e o protagonista não consegue se defender de um ataque de uma faca?? Me desculpem, mas estes momentos não pareceram críveis. Ainda assim eu gostei de ambos os personagens, mas não os considero excelentes.

O mundo criado pela autora me fascinou e eu gostei demais do sistema de magia. Gostei dos momentos das viagens e gostei de como a autora foi explicando as diferenças de uma Londres para a outra. Gostei dos personagens coadjuvantes e gostei dos diálogos.

Os vilões são muito bons apesar de soarem muito mais como vilões de um livro de fantasia YA do que de um livro de fantasia adulta. Os mesmos não possuem muita profundidade e são bem caricatos. Apesar dessas minhas considerações, eles são funcionais e os momentos em que eles aparecem são bem inseridos e trazem mais dinamismo para a narrativa. O Holland, o outro mago da história, é poderoso ao extremo e eu queria ter visto um pouco mais dele e de suas ações. Personagens poderosos me agradam muito mais, independente se são mocinhos ou vilões.

Algumas situações são bem previsíveis, mas o livro cumpre muito bem o papel de entreter. As cenas de ação são descritas de maneira que não me pareceram muito adultas, mas me agradaram. O desfecho é morno e não deixa um grande gancho para o próximo. Neste quesito, A Melodia Feroz da mesma autora me agradou bem mais e me deixou muito mais instigado para ler o próximo.

Um Tom Mais Escuro de Magia agradará os leitores do gênero, mas poderá incomodar os leitores mais atentos e mais exigentes. É um livro que indico, mas aconselho a não elevar muito as expectativas se você é o tipo de pessoa que lê analisando cada linha.

Se procura se divertir, leia sem medo. Tem problemas, mas vale a pena e V.E. Schwab tem uma narrativa que é perfeita pra quem é apaixonado por escrita. Eu espero gostar muito mais do segundo livro. Apesar de uma leve decepção, Schwab tem grandes chances de se tornar uma das minhas escritoras favoritas.

Nota extra:

O personagem faz uma referência ao Superman. Ele se chama kal-El; o nome Kryptoniano de Clark Kent, o maior super- herói da DC.
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Fillipe Gontijo 24/09/2016

Crianças, pedras e correntes
"Um tom mais escuro de magia" tem uma proposta muito interessante, mas a realização não me satisfez completamente. O cenário em que a história se passa é instigante, as 4 Londres, as dimensões que Kell consegue acessar e todo o universo de magia, mas esses elementos não foram tratados com a profundidade que eu gostaria. Talvez, tudo seja culpa minha, porque esperava uma história quase completamente diferente daquela apresentada. Talvez, pela capa sóbria e a sinopse um tanto obscura, eu tenha esperado uma concepção de magia mais misteriosa, mais densa e que as coisas não fossem simplesmente explicadas, mas que elas se revelassem. Além do tratamento dado ao cenário, os personagens também me pareceram superficiais, Kell, por exemplo, não parece carregar sobre as costas o peso de um cargo tão importante e ele acaba agindo, quase sempre, como se fosse uma criança com grandes responsabilidades. Todo o funcionamento do cenário e nele incluo os personagens parece um pouco insólito e imaturo, lamento por não ter encontrado elementos mais fortes e verossímeis. Destaco a caracterização das Londres como algo positivo, a ingenuidade e imparcialidade da Londres cinza, a ganância e a violência da Londres branca, o egoísmo velado e a grandiosidade da Londres vermelha e o mistério venenoso da Londres preta.
Maria - Blog Pétalas de Liberdade 16/08/2017minha estante
Sobre o Kell, muitas vezes eu me vi imaginando o personagem como mais velho do que ele realmente é.




neo 24/12/2015

Eu já vinha ouvindo falar da autora desse livro, V.E. Schwab (ou Victoria Schwab, mas ela só usa o Victoria em seus livros YA), muito tempo antes de pegar Um Tom Mais Escuro de Magia para ler, e praticamente todo mundo a adorava. Nem preciso dizer, portanto, que minhas expectativas foram parar no céu de tão altas - afinal, Schwab era (bem, é) famosa por escrever histórias diferentes, com personagens cinzentos e mundos originais. O que mais eu poderia querer de uma história de fantasia? Pois é.

Também não preciso dizer que isso tudo fez com que eu fosse com sede demais ao pote. E não, não digo isso porque não gostei do livro - muito pelo contrário.

Um Tom Mais Escuro de Magia é ótimo, talvez até mesmo excelente. Os personagens são bons - não são vagos nem unidimensionais, e permanecem consistente durante a história, mas infelizmente nenhum chegou a “sair do papel” pra mim. Meu único problema de verdade, porém, se deu com a Lila. Lila é uma personagem excelente tecnicamente falando, mas algo na caracterização dela me incomodou, e foi só ao me dar conta de que ela me lembrava a Vin de Mistborn apesar de ambas serem extremamente diferentes que eu entendi o porquê - caracterização forçada. No caso de Um Tom Mais Escuro de Magia, isso foi algo bem pequeno, felizmente, mas não pude deixar de lado a sensação de que a construção da personalidade dela ficou um tanto, hm, óbvia? Não me entenda errado - Lila é ainda, provavelmente, a melhor personagem do livro de longe. Eu só gostaria mesmo que a caracterização dela tivesse sido um pouco mais sútil.

A escrita de Schwab também é ótima e eu adorei as três Londres e o modo como cada uma foi retratada, mas senti falta de um pouco mais de worldbuilding. Quero dizer, a única coisa que todos os quatro - bem, três, já que Londres Negra caiu há anos - mundos paralelos têm em comum é o fato dessas três/quatro cidades se chamarem Londres. Todo o resto do mundo é diferente. A parte física é igual, sim, ou seja, os continentes existem da mesma forma, mas os povos, os países, etc, são diferentes, mas nada disso foi mostrado. No máximo tem uma menção ou outra a um reino que não conhecemos, mas fora isso… necas.

Porém, o que me fez não dar cinco estrelas pra esse livro foi o plot, que eu achei um tanto simples. Me manteve intrigada, sim, e eu quase não larguei o livro enquanto o lia, mas… bem, eu esperava mais. E é por isso que eu odeio o hype. Comecei essa história achando que leria o livro do século, aquele que seria melhor que 99% do que tem no mercado, e né, não foi isso que achei. Achei um livro muito bom, mas sinceramente, faz tempo que quero ler um livro que faça com que eu me torne fã dele - o que não acontece desde Captive Prince, que li em 2014 - então apostei todas as minhas fichas em Um Tom Mais Escuro de Magia, mas esse era o cavalo errado. Ou seja, it’s me, not you.

No fim das contas, essa é uma série que com certeza vou continuar lendo, e Schwab é uma das autoras que prestarei atenção em 2016 (ela tem outro livro muito famoso de super-heróis, Vicious, que mal posso esperar pra ler), mas, como já disse, esperava um pouco mais de Um Tom Mais Escuro de Magia. 4.0 estrelas.

site: http://chimeriane.blogspot.com.br/
Pedro 23/01/2016minha estante
Aonde você comprou esse livro , pq não acho em nenhum lugar


neo 23/01/2016minha estante
Li o ebook em inglês =)


Jéssica 23/04/2016minha estante
Não posso fazer resenha pois não li o livro mais vou aproveitar o espaço dos comentários para expor minha indignação:Estou louca para ler esse livro que infelizmente ainda ñ está á venda apesar de ter sido anunciado desde o ano passado e para quem não lê em inglês fica chupando o dedo como o descaso da Galera Record.Como se não bastasse o descaso com as obras dessa autora a Bertrand rapidamente lançou The Archived (A Guardiã de Histórias) mas a capa infelizmente não é a original o que com certeza não atrai os leitores que desconhecem a obra. Será que as editoras não sabem quando mexer ou não nas capas originais? E Vicious como pode essa obra ainda não ter sido lançada aqui!!!


Paula de Franco 02/08/2016minha estante
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Ste (@stebookaholic) 29/07/2017

Sensacional
Olhar no olho preto de Kell havia sido como olhar para um mundo novo através de uma janela. Estranho e confuso, mas não assustador."

Um tom mais escuro de magia, @veschwab
Se você curte fantasia, mundos paralelos e muita adrenalina, prepare-se... sua lista literária irá aumentar! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
No incrível universo criado por V.E.Schwab, conhecemos várias Londres.
A Londres Cinza, é comum e sem magia, a Branca, é dominada e consumida pela magia, a Vermelha é poderosa e a magia é soberana, e a Preta... um mistério! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Nosso protagonista, Kell, é um mago poderoso, que vive junto a realeza da Londres Vermelha, ele é um viajante, correspondente oficial entre as Londres. Mas também tem um lado contrabandista, um hobby, ele leva e trás objetos de uma Londres para outra, e isso é totalmente proibido. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Em uma dessas viagens, Kell recebe um objeto para uma entrega, e tarde demais, percebe que é algo muito perigoso.
Na tentativa de se livrar do objeto e fugir de perseguidores, Kell encontra Lila, um ladra procurada da Londres Cinza, e quando ele acha que seus problemas são muitos, se engana, pois eles estavam apenas começando.
Kell e Lila acabam se tornando parceiros e embarcam em uma grande aventura pelas Londres.
A narrariva é super envolvente, os personagens maravilhosos (guardei Kell e Lila no coração), os diálogos incríveis.
Fiquei totalmente apaixonada pelo livro!
No início tive um pouco de dificuldade de me acostumar com tantas Londres e nomes diferentes. Mas, aos poucos me encontrei e não consegui desgrudar do livro até terminar!
Indico para todos os amantes de Fantasia ou não! Tenho certeza que esse livro vai conquistar vocês, assim como me conquistou!
"Um tom mais escuro de magia", é o primeiro livro da série. O segundo será lançado, esse ano, na @bienaldolivro pelo @grupoeditorialrecord. A autora vem para o lançamento,minha gente!⠀⠀
Ansiosa!!!!

"O mundo cinza sabia tão pouco da magia, havia algo no olhar dessa garota, um desafio, que o fez imaginar se ela provaria que ele estava errado. Se ela seria capaz de provar."

site: www.instagram.com/stebookaholic
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Malu 07/08/2017

Sabe quando você tem expectativas altas para um livro e ele consegue ultrapassar todas elas? Eu sei que é raro, mas aconteceu comigo e o nome do livro é “Um tom mais escuro de magia”, da V. E. Schwab (ou Victoria Schwab). Eu terminei a leitura desse livro recentemente e só conseguia pensar uma coisa: que livro MARAVILHOSO!
Em Um tom mais escuro de magia, descobrimos quatro dimensões de Londres, a Cinza, a Vermelha, a Branca e a Preta. Quando a Londres Preta sucumbiu à maldade, as outras três se fecharam e praticamente todo o contato entre elas foi interrompido.
Apenas os antari, ou Viajantes, tinham a habilidade de viajar entre as diferentes dimensões de Londres. Kell é um dos últimos antari e serve à família real da Londres Vermelha, levando suas mensagens aos governantes da Londres Cinza e da Londres Branca. No entanto, além de seus serviços oficiais, Kell também age secretamente como contrabandista, negociando relíquias das diferentes Londres.
No entanto, esse passatempo perigoso de Kell vai render consequências que ele jamais poderia imaginar e, quando tenta concertar seu erro, seu caminho acaba encontrando o de Delila Bard. Habitante da Londres Cinza, Delila, que prefere ser chamada de Lila, é uma ladra esperta e sonha em fugir dali para viver uma grande aventura. Sua oportunidade aparece quando ela esbarra em Kell e rouba algo dele, mas depois o reencontra e salva sua vida. Juntos, eles acabam se envolvendo em uma perigosa aventura, cheia de mistérios e reviravoltas.
Tudo que falei até agora trata-se apenas da sinopse do livro e não dá para ter a menor noção do que é de fato essa história, porque é tudo maior e muito mais complexo do que se possa supor à princípio. E é aí que reside um dos grandes méritos do livro: a leitura se torna mais instigante à cada página devido às revelações que são feitas ao longo da história e à evolução dos personagens, fatores que contribuem para aumentar a complexidade do enredo.
E o que dizer dos personagens desse livro? São todos bem construídos pela autora, que consegue habilmente evitar clichês e estereótipos como mocinhos perfeitos, heroínas em perigo ou vilões desprezíveis. Em todos eles, é possível identificar conflitos entre o bem e o mal, o certo e o errado; e mesmo naqueles em que a maldade predomina completamente neles, há sempre algo que os torna assustadoramente humanos.
Destaco ainda que a autora soube evitar um problema que tem sido recorrente em livros de fantasia: romances que tiram o foco do enredo principal. Não vou dizer que eu não tenha sentido uma química entre alguns personagens ou que não torça para um casal, porque estaria mentindo. Mas isso nunca fica claro no livro, e a trama dinâmica e cheia de reviravoltas não abre espaço para que isso se torne o foco da história.
E como não mencionar a escrita incrível de V. E. Schwab? Ela escreve de uma maneira leve e envolvente, que quando você percebe já está completamente mergulhada na leitura. O universo que ela criou é rico, mágico e complexo, encantando por sua grandeza, em alguns momentos, mas chocando por sua brutalidade em outros. Além disso, mesmo se tratando de uma fantasia, temas recorrentes na nossa sociedade, como desigualdade, disputas de poder, miséria, ambição e conflito entre bem e mal, são bem trabalhados pela autora ao longo do livro.
Por fim, só me resta dizer que eu lamento não ter lido esse livro antes, pois já entrou para minha lista de favoritos. Fiquei completamente apaixonada por esta leitura e estou mais do que ansiosa para ler o segundo volume da série, Um encontro de sombras.

site: http://www.dicasdemalu.com.br/2017/08/dica-da-malu-um-tom-mais-escuro-de-magia.html
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Tálita 14/02/2017

- Destino do Turista Literário de Setembro de 2016 -

Tinha tudo pra ser, mas não foi. Não me empolguei o suficiente pra ler os outros volumes. Teve seus momentos, mas no geral foi meh.
Jesse 15/03/2017minha estante
Ué. Mas não existe outros volumes. Só tem esse por enquanto. Acho que vc está se confundindo



Jesse 17/03/2017minha estante
Opa! Sorry kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Ana Rosa 11/07/2017minha estante
O segundo é incrível!


Tálita 11/07/2017minha estante
Salva o primeiro?


Ana Rosa 16/07/2017minha estante
É bem melhor que o primeiro. Sem dúvidas!




Cheiro de Livro 16/10/2017

Um tom mais escuro de magia
Não, esse não é o título de uma fanfiction de “Cinquenta Tons de Cinza”. É o nome do primeiro livro da trilogia escrita por Veronica Schwab (que publica os livros mais adultos como V. E. Schwab). E não, o “adulto” aqui também não é o que você está pensando. Veronica escreve para jovens adultos – como é o caso de “Melodia Feroz” (Editora Seguinte) e para mais adultos, como é o caso da trilogia publicado pela Record. Mas o que importa é que seus livros são incríveis independente da idade do leitor!

Em “Um tom mais escuro de magia”, Veronica nos apresenta Kell, um Antari, que significa um mago que consegue transitar entre as quatro versões de Londres que existem: a Branca, a Negra (fechada), a Cinza e a Vermelha, onde ele mora. Kell leva mensagens, mas também tira uma grana sendo contrabandista. O problema se agrava quando um artefato vai parar em suas mãos e é algo extremamente perigoso e poderoso e que ele precisa devolver. Mas esse artefato é roubado dele por Lila, uma ladra muito bem escrita e que quer viver aventuras.

Cada Londres do mundo de Kell tem suas características específicas. Uma está doente por tanta magia que consumiu. A outra está ficando por estar próxima desta, enquanto a terceira não tem magia (a Cinza, de onde Lila vem) e a quarta funciona bem com magia (a Vermelha, morada de Kell). Mas como é geralmente o caso, histórias com magia e fantasia trazem pontos de intriga política e disputas de poder. Esse livro não é diferente.

Embora seja muito fã de Harry Potter, não sou fanzoca de fantasia. Mas ao saber que Veronica (que é Sonserina, YES!) escreveu essa trilogia como uma carta de amor a Potter, não tem como não se render. Sua escrita – não só aqui, mas em todos os seus livros – mistura o lírico com imagens fortes e objetividade. Parece incoerente isso tudo, mas juro que não é! Veronica tem uma voz própria e se faz ouvir nos pensamentos e ações de seus personagens. E a viagem é sempre sensacional!

O segundo livro da trilogia – “Um encontro de sombras”- já está em todas as livrarias. Além dessa trilogia, Veronica Schwab fechou um contrato milionário com sua editora americana para mais uma trilogia e um livro solo passados no mesmo mundo de “Um tom mais escuro de magia”, mas com outros personagens.

Foi um prazer conhecê-la e mediá-la na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Se Deus quiser, conseguirei colocar no ar um pouquinho no canal do nosso papo na Arena #SemFiltro em breve (ainda esse ano! Hahahah!). Enquanto isso não acontece, leia tudo que ela escreve. Você não vai se arrepender!

site: http://cheirodelivro.com/um-tom-mais-escuro-de-magia/
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Franklin 28/12/2017

Kell é um mago capaz de viajar por mundos paralelos. Lila é uma ladra perigosa. Os dois se unem numa aventura que pode ter consequências por todas as dimensões.

O cenário elaborado por Schwab é atraente desde a sinopse. Diferentes mundos (mais especificamente quatro versões distintas da cidade de Londres), cada um com uma relação diferente com a magia. A Londres cinza, similar à uma versão antiga da nossa, a Londres Vermelha, a mais bem sucedida e que floresce junto da magia, a Londres Branca, que tem uma relação violenta com a magia, e a Londres Preta, que foi dominada pela mágica. Estes mundos já foram conectados, mas no início da história se encontram separados, só podendo ser acessados pelos Antari, magos especiais que possuem a habilidade de saltar entre as dimensões. Kell, residente da Londres Vermelha, é um desses.

A criação dos mundos é clara e convidativa. Ao mesmo tempo, alguns trechos se revelam desajeitados: Schwab se deixa levar na primeira parte do livro, e a cada página o leitor é bombardeado com uma nova exposição que explica todas as minúcias das sociedades e magias com as quais Kell lida. Tais descrições nunca deixam de ser conceitualmente interessantes, mas interrompem a narrativa com uma frequência pouco adequada, mais lembrando um manual que uma história com persongens com os quais devemos nos conectar. Os anseios de Kell e Lila não raro ficam em segundo plano enquanto a narração se entrega à relatórios a cada chance que encontra.

Esta fraqueza não seria tão evidente se o enredo fosse mais intrigante. Os papéis e personalidades dos personagens que compõem a trama é obvio desde o primeiro momento onde cada um deles é introduzido, com poucas surpresas para o leitor. Além disso os acontecimentos seguem uma progressão previsível, e o carisma de Kell, Lila e Rhy não é suficiente para sobrepor a monotonia que se instala no ritmo da história. Há desenvolvimento constante, mas estes se revelam estéreis, feito fases de um videogame.

O primeiro livro da série Tons de Magia se valeria de uma execução menos simplista, tanto no enredo quanto nos personagens. Ainda assim, o conceito das diferentes Londres é memorável, e, mesmo que expositiva em excesso, a leitura se desenrola com fluidez. Apesar dos pesares, Schwab tem uma prosa competente e consegue criar um mundo intrigante e cheio de potencial. Um Tom Mais Escuro de Magia vale a pena principalmente para fãs de fantasia que estejam atrás de um cenário criativo, mesmo que este não alcance grandes alturas narrativas.

site: http://franklinteixeira.com
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