Jogos Mentais

Jogos Mentais Teri Terry




Resenhas - Jogos Mentais


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Carolina DC 26/01/2016

Dividida em sete partes e narrada em primeira pessoa pela protagonista Luna, "Jogos Mentais" inicia a nova série da autora Teri Terry: Mind Games de forma maestral.
Nessa nova realidade, as pessoas vivem mais tempo no mundo virtual do que no real. A conexão com essa realidade alternativa é tão viciante que muitos esquecem da própria vida, executando tudo através da tecnologia. Estudar, namorar, casar, envelhecer. Existe um grupo que não concorda com esse estilo de vida e que se recusa a viver on-line. Eles são conhecidos como Recusadores.
Luna é uma adolescente de 17 anos de idade que possui uma dinâmica familiar um pouco desestruturada. Seu pai vive conectado, sua madrasta é preocupada com as aparências e regras da sociedade, seu irmão mais novo está deslumbrando-se com a tecnologia e sua avó, a única pessoa com quem Luna realmente se abre emocionalmente, tem sérios problemas de saúde. Avó e neta possuem um segredo que mantêm a sete chaves para a segurança da protagonista.
Esse segredo está relacionado ao verdadeiro motivo da Luna ser uma Recusadora. Como podem imaginar, ser uma Recusadora é ser marginalizada pela sociedade, o que para uma adolescente, é algo ainda mais complicado, pois precisa lidar com a animosidade dos colegas na escola. A própria diretora acaba sendo uma pessoa áspera e geradora de problemas.

"Em nossa escola com mais de seiscentos alunos, a turma de Recusadores havia encolhido para cerca de vinte, cobrindo todas as faixas etárias. Outros foram intimados, ao longo do tempo, a aceitar a Educação Virtual". (p. 15)

A sociedade é controlada por uma empresa do governo que através de testes de inteligência e racionalidade, recruta jovens para trabalhar para eles. E Luna é convocada para realizar tais testes, o que começa a deixar a garota desconfiada, pois ela sempre fez de tudo para passar despercebida.
Essa parte do livro é o momento crucial onde a trama começa a desenvolver as intrigas e a revelar algumas respostas. Desse momento até o final do livro o enredo é chocante e as revelações são de tirar o fôlego.
Com uma escrita fluida e de fácil compreensão, Teri Terry trouxe um conteúdo atual em um mundo distópico e cheio de polêmica. O enredo foi bem desenvolvido, deixando para o finalzinho do livro a resposta para o grande suspense. A autora ainda menciona sua série anterior, Reiniciados, e deixa o leitor faminto pela continuação.
Luna é jovem, porém é inteligente e determinada. Tem um lado vulnerável e demonstra ser uma pessoa de princípios, ainda mais quando alguém que ama está em perigo.
O livro é repleto de personagens que se destacam, mas comentar sobre suas personalidades e ações podem entregar um pouco do mistério, por isso, não os citarei.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um excelente trabalho. A capa combina perfeitamente com a trama e chama a atenção.

"O propósito conhecido dos testes, QI e QR, é selecionar os melhores para a universidade e para as colocações na PareCo, não é? Aqueles que não são apenas brilhantes, mas também racionais. O propósito não declarado, a dualidade!, é identificar indivíduos perigosos. Os inteligentes que são também irracionais, minha querida, precisam ser vigiados, e não imbuídos de responsabilidades. Para segurança de todos nós..." (p. 23)
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Lids 20/01/2016

Jogos Mentais (Teri Terry)
Eu já sou uma leitora da Teri Terry, adorei a trilogia Reiniciados, lançado pela Editora Farol Literário em 2013/2014, com algumas ressalvas por causa do final, mas o suficiente para ficar com boas expectativas e esperar muito da leitura.

Seu novo romance Jogos Mentais relata uma sociedade na qual a maioria de suas atividades são online, as escolas, os trabalhos e até eventos sociais são todos online. Apesar disso, existe um grupo de cidadãos que se recusam em ter esse estilo de vida, por vários motivos, principalmente religiosos. Essas pessoas são chamadas pelo governo e pelos outros de Recusadores, para eles as aulas continuam sendo offline, o que os deixa em desvantagem social, visto que a maior parte dos empregos bons são na rede.

A personagem principal, Luna, tem 17 anos e é uma Recusadora. Desde criança, foi ensinada a não contar às pessoas o verdadeiro motivo de ser uma recusadora, Luna tem uma doença rara que faz com que ela passe muito mal na vida online, por isso, optou por não colocar um implante cerebral, que é tipo um computador na sua mente, e evita se logar nas máquinas de realidade virtual.

Porém, um dia, ela é convocada para fazer o teste de inteligência e racionalidade. É convocado nesse teste apenas os alunos mais promissores ou com as melhores notas, e por consequência os que conseguirão os melhores empregos virtuais; por isso, é uma surpresa que Luna tenha sido convocada (estilo Harry Potter e o Cálice de Fogo). Ninguém sabe exatamente o motivo dela ter sido convocada e então ela terá que descobrir o mistério dessa convocação e o que está por trás da instituição que aplica os testes e administra o mundo virtual, a PareCo.

Achei o mundo criado MUITO interessante e incrível. O roteiro foi pensado de maneira cuidadosa, apesar de eu achar que foi desnecessário o recurso utilizado para que ela conseguisse se infiltrar na PareCo, foi muito comum e pouco original. Apesar disso, é uma história incrível, cheia de conspiração e habilidades interessantes.

A apresentação dos hackers foi ótima, o fato de que cada hackers tem uma habilidade/especialidade no mundo virtual foi legal. Gostei de que existem tipo uns hackers que trabalham pro governo e uns outros hackers que são rebeldes *-*-*

O final foi assustador e imprevisível, então parabéns, plottwist concluído com sucesso!

A narrativa é divertida e intrigante, tem referências a Doctor Who e à série Reiniciados! *-* Ganhou vários pontos comigo por isso. Não achei entediante e nenhum momento, acho que é um livro em que está sempre acontecendo alguma coisa e você está sempre esperto e ligado no que tá rolando.

Os personagens são profundos e bem explorados. A relação entre ela, o pai e a madrasta é retratada de maneira bem sutil e complexa; a relação dela com a amiga de infância, e depois a cena dela com o pai da amiga *-* Toda a interação entre os personagens são bem construídas e com diálogos interessantes e importantes pra construção da história.

Ao todo, é um livro incrível, que provavelmente vai apresentar a muita gente o lado cyberpunk da ficção científica. Recomendo a todos que gostem de um mistério, uma instituição totalitária/controladora e rebeldia *-*

site: https://screamyourlies.wordpress.com/2016/01/20/jogos-mentais-teri-terry/
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Angel Sakura 16/01/2016

Resenha do Blog Eu Insisto.com.br
Eu estou totalmente caída por este livro, eu não tinha tido oportunidade de ler alguma coisa da Teri (culpa minha) e agora estou me julgando por ter atrasado o Reiniciados na fila de leitura. Se Reiniciados for tão divertido quanto Jogos Mentais eu amarei com certeza. A Nathy já tinha elogiado a autora e agora é minha vez: venham conhecer a Teri essa autora fodona que vale a pena.
Jogos Mentais é uma ficção futurística distópica onde a vida virtual está superando a real, oras o virtual além de seguro é o lugar onde todos podem ser o que desejam. Quem quer viver no mundo real onde as nossas imperfeições não podem ser mascaradas? E eu te digo quem, NOSSA PROTAGONISTA LUNA. Ser diferente, essa é quase a meta de vida dela, ver a verdade é o que diferencia ela num mundo composto totalmente de mentiras. Tem como não amar fortemente?

“Temporreal é como realidade, porém melhor! Seja quem você quer ser; vá aonde quiser. Com PareCo.”

Então deixa contar o enredo, o mundo avançou para a tecnologia de realidade virtual aumentada, você sente e vive no mundo virtual (trabalha, estuda, namora…). Algumas pessoas não concordam com essa inserção total que excluí a vida real e são chamado amigavelmente de recusadores. Nossa protagonista é uma dessas pessoas, mas ela não teve muita escolha nisso. O mundo virtual pra ela se mistura com o real e acaba tornando uma tortura, o que não acontece com os outros. Sua avó fez de tudo para que Luna entendesse que as pessoas não deveriam saber que ela era diferente, caso soubessem ela estaria colocando sua vida em risco. Por isso Luna não faz parte do mundo virtual. E mesmo que ela sofresse bastante por essa escolha ela se manteve fiel à crença de sua avó, mesmo que aqueles que não se encontravam na web fossem tratados como cidadãos de segunda classe. Os diferentes sempre são vítimas, isso não mudou nesse futuro.

[Continue a resenha no blog...]

site: http://euinsisto.com.br/jogos-mentais-1-teri-terry/
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SAMUEL 11/01/2016

Uma boa ideia que podia ter rendido um livro melhor
Em Jogos Mentais, Luna vive em um futuro onde as pessoas passam mais tempo em mundos virtuais que no real. Mas Luna é uma recusadora, alguém que, no caso dela, sem justificativa evidente, não aceita se plugar. Todo o conflito se inicia quando ela é selecionada para um teste da PareCo, organização privada que controla todos os Mundos Virtuais. O teste visa avaliar os quocientes de inteligência e racionalidade dos jovens, com o intuito de prover aos que têm melhores desempenhos as melhores colocações nas universidades e, em consequência, no mercado de trabalho. A partir desse teste, a vida de Luna toma rumos que ele jamais imaginara.

Para quem conhece a trilogia Reiniciados, é fácil reconhecer o estilo da autora. A narração, assim como na série anterior, é em primeira pessoa do presente; confesso que não é o meu tipo de narração favorita, mas, ainda assim, é bem escrito. O livro é composto por capítulos curtos, garantindo uma leitura dinâmica que prende a atenção do leitor. O universo criado é interessante. Diferente de Reiniciados, aqui temos uma sociedade superficialmente utópica. A grande aderência às interações virtuais em detrimento das reais fez diminuir a criminalidade, bem como as doenças.

O livro apresenta muito bem o mundo que retrata, através da visão de Luna. Apesar de ser uma recusadora, ela pode se plugar ao mundo virtual, e quando o faz, nos apresenta um universo fantástico, quase ilimitado. Durante toda a leitura, o suspense é presente, com momentos de bastante tensão, cada capítulo termina chamando pelo outro, instigante. Temos personagens com características bem delineadas e que se diferenciam uns dos outros. A ideia de uma corporação com poder inigualável, que praticamente controla o governo, é bastante plausível, uma boa previsão do nosso futuro, e isso é um ponto forte da obra.

Contudo, apesar de bem escrito, com um texto fluido, agradável e instigante, Jogos Mentais tem seus pontos fracos. Em primeiro lugar, tudo lembra muito Reiniciados, começando pela protagonista. Luna tem uma personalidade muito, mas muito mesmo, parecida com a de Kyla, protagonista da série Reiniciados. Suas reações, seus pensamentos, suas emoções e, principalmente, sua narração, são quase idênticas ao que vemos no livro anterior, além de protagonizar um quase romance que não toca nem convence. Dá uma sensação de que a autora não foi capaz de criar uma nova protagonista e apenas reutilizou a mesma.

Além disso, alguns pontos terminam mal explicados (ou até mesmo ignorados) em seu desfecho, como a relação do mundo virtual com o mundo real, pois temos a migração de objetos criados no virtual para o real, o que parece bastante estranho e ilógico, mas que não rende maiores questionamentos na história.

Nos últimos capítulos, que preparam o grand finale, as coisas parecem se acelerar demais. Fatos bastante importantes e intensas acontecem, e as reações de Luna surgem à moda Skywalker, superficiais demais diante da importância dos fatos, da carga emocional contida neles. E, enfim, o desfecho, que, para mim, não foi nada satisfatório. A autora segura o suspense por quase todas as 480 páginas do livro, para terminá-lo de forma abrupta e com pouca emoção.

Isso tudo significa que não gostei do livro? Absolutamente não. Jogos Mentais é um bom livro, bem escrito e instigante, uma leitura que flui ligeira, apesar de sua longa extensão, mas suas similaridades exageradas com Reiniciados e um desfecho fraco o deixam em um patamar abaixo da primeira obra de Teri Terry.
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Poly 08/01/2016

intenso...
Acho que poderia descrever Jogos Mentais como um livro intenso. Fechei o ano de 2015 com essa leitura e fiquei sem palavras para resenhar.


É uma surpresa que a tenham deixado quieta por tanto tempo…
P. 102

Luna vive em um mundo moderno. As pessoas se plugam a uma realidade virtual e fazem de tudo neste ambiente: se divertem, estudam, fazem compras, viajam, etc. Para se conectar as pessoas possuem um implante e ficam plugadas a maior parte do tempo. Mas Luna não tem um implante, ela é uma Recusadora e faz tudo do jeito tradicional. Na escola poucas pessoas não têm implantes, a maioria por motivos religiosos ou de saúde, Luna não tem nenhum problema, só não quer viver em um ambiente virtual. Ela não se sente bem e é diferente das outras pessoas. Todo mundo quando se pluga esquece do mundo físico, tudo desaparece e só o virtual permanece. Mas Luna consegue perceber os dois mundo ao mesmo tempo e deveria manter isto em segredo.


Engulo as palavras, mas não consigo evitá-las dentro de mim: se ela estava tão preocupada comigo e com meu futuro talvez devesse ter ficado por perto.
P.66

Ela tenta manter suas notas na média e não ser notada pelo seu intelecto, mas tudo parece ter sido em vão, já que ela foi indicada para o Teste PareCo. O Teste PareCo é uma espécie de Enem. Os melhores alunos são selecionados para fazer o teste, a colocação nele garante vagas nas melhores universidades ou um emprego dos sonhos na PareCo, uma empresa de tecnologia e desenvolvimento de implantes e programas para o ambiente virtual. Os testes são divididos em Teste de Q.I. (que mede a inteligência) e Teste de Q.R. (que mede a racionalidade). Apesar de ter feito todo o teste de Q.I. no modo tradicional (com papel e lápis), Luna teve um excelente resultado, com notas parecidas com as dos hackers. O medo de Luna após esta fase era fracassar no teste de Q.R.
Segundo boatos, indivíduos inteligentes (com ótimo Q.I.), mas irracionais (com baixa pontuação no teste de Q.R.) são perigosos para a sociedade e devem ser tratados como doentes.
E Luna tem muito com o que se preocupar, dizem que sua mãe era uma hacker tão boa que apostou a vida em um jogo e acabou perdendo (se mostrando irracional) e sua avó, Nanna, vive sob efeitos de medicamentos, com sérios transtornos mentais. Luna tem medo do que pode acontecer com ela após o teste de Q.R.
Ninguém sabe como são os teste de Q.R., pois todas as pessoas que fizeram não podem contar o que aconteceu. Não há estudo, nem preparação, ele acontece e uma semana depois seus resultados são somados e você sabe qual será seu destino depois da escola. Luna comete um erro gravíssimo durante o Teste de Q.R. e o seu medo de ser considerada perigosa para a sociedade só aumenta, mas ela não sabe que ela tem muito mais a temer do que o fracasso no Teste PareCo.


Mas eu não preciso de sorte. Preciso de um milagre.
P. 133

E depois de dias eu ainda não sei o que eu achei do livro! São 477 páginas, mas eu li em um dia. A leitura flui muito bem, a narrativa é em primeira pessoa. Todo capítulo tinha um fato novo e algo que atiçava minha curiosidade e eu precisava ler mais um pouco. No meio da história as coisas começaram a ficar bem loucas e surreais e teve momentos que eu me perguntei estou lendo isto por quê?. Não era ruim, era apenas estranho e por causa dessa estranheza toda eu ainda não sei o que pensar.
Apesar disso, dei nota máxima porque é a narrativa é ótima e a história me prendeu do início ao fim, mesmo sendo surreal, em nenhum momento eu pensei em abandonar a leitura. Eu precisava saber do final de qualquer jeito!
Eu gostei muito da capa. Ao vivo ela tem detalhes brilhosos, bem bonitos. Uma das capas da Farol Literário que eu mais gostei.
O miolo é dividido em partes e capítulos. Na divisão das partes há os mesmos detalhes da capa e uma citação. A capitulação é com a mesma fonte da capa e o resto do miolo não tem mais detalhes.
Não sei qual o papel que é utilizada, mas eu sou apaixonada por ele. As folhas são de boa gramatura, amareladas e com uma textura mais lisa, uma ótima qualidade.


site: http://polypop.net/livro-jogos-mentais
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Minha Velha Estante 31/12/2015

Se você acompanha o blog, sabe que sou apaixonada pela Teri Terry! E já imaginam como fiquei quando soube do lançamento de Jogos Mentais!!!! E mais uma vez Teri não decepciona!

Nossa protagonista é Luna, adolescente que vive em um mundo distópico no futuro, onde todos vivem alterando o mundo real e o virtual. Seja para trabalhar, se divertir, fazer compras, estudar ou apenas para fugir da realidade, as pessoas passam horas plugadas a uma máquina inovadora criada pela PareCo, um braço do governo, e que é complementada pelo implante de um chip no cérebro do usuário.

“Compreendi anos mais tarde. Algumas vezes, ser diferente não é nada bom. “

Parece fantástico, não? Até seria, se tudo não fosse absolutamente monitorado pelo governo. Quando conectados, a pessoa ‘deixa de existir no mundo real’ e a única coisa que existe para ele, naquele momento, é o mundo virtual. Menos para Luna, ela tem a incrível habilidade de transitar entre os dois mundos. E é essa habilidade que vai fazer com que Luna desvende o que está por trás de toda a estrutura virtual criada pelo governo com objetivos bastante suspeitos.
“Eu me sentia como um camelo de duas cabeças naquele primeiro ano do ensino médio, segregada no show de horrores, sendo apontada nos corredores. Mas aquilo era por minha culpa, e não deles? E então me lembro de outra coisa. Eu tinha evitado falar com Melrose sobre tudo isso. Porque não podia revelar o motivo. Talvez eu não tenha percebido o que estava fazendo. “

Luna mora com seu irmão Jason, sua madrasta Sally, seu pai e Nana, sua avó paterna, que possui algum tipo de distúrbio mental que a mantem sempre fora da realidade, mas que nos poucos momentos de lucidez tenta alerta Luna para que nunca fale a ninguém que ela é diferente. Não bastasse sua habilidade incomum, Luna Ivernon é uma recusadora, ela não tem o implante. O que será que há por trás dessa advertência???

Privilegiando sempre a racionalidade acima da inteligência, a PareCo identifica talentos para trabalhar criando mundos virtuais como sua mãe, Cristal, que foi uma grande hacker. E Luna sempre temeu esses testes, fazendo de tudo para passar despercebida. Mesmo assim ela é indicada para os testes e aprovada na primeira etapa.

“O propósito não declarado, a dualidade!, é identificar indivíduos perigosos. Os inteligentes que são também irracionais, minha querida, precisam ser vigiados, e não imbuídos de responsabilidades. Para a segurança de todos nós. E o motivo, claro, é evitar que pessoas inteligentes, porém irracionais, voltem a ter qualquer responsabilidade. (...) porque inteligentes-idiotas, como eu gosto de chamar, como sua mãe, são um perigo para si mesmos e para a sociedade.”

A partir daí a ida de Luna vai virar de cabeça para baixo, segredos do passado serão trazidos à tona, grandes revelações vão acontecer, reencontros inusitados vão mudar seus conceitos e escolher em quem confiar não será uma tarefa fácil pra ela.

A Teri cria, mais uma vez, uma história inusitada. Fazendo uma crítica a necessidade humana de viver no mundo virtual e à quase dependência tecnológica, onde o ser humano esquece de olhar para o lado para ver a beleza de um pôr do sol, a autora também nos mostra o quanto é necessário saber dosar essa utilização e usufruir o seu lado bom.

Narrado em primeira pessoa por Luna, temos o prazer de conhecer melhor essa menina forte, corajosa e de personalidade marcante, que sabe o que quer e não vai se deixar manipular por ninguém.

Mesclando tecnologia e as peculiaridades do mundo nerd, com problemas típicos da adolescência, drama familiar, um leve romance e muito questionamento, temos uma história muito bem articulada, com personagens muito bem construídos ne com um final realmente surpreendente, mas absolutamente crível e, quem sabe, possível em algum momento no futuro.


site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2015/12/leitura-da-drica-jogos-mentais-teri.html
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