Corte de Espinhos e Rosas

Corte de Espinhos e Rosas Sarah J. Maas




Resenhas - Corte de Espinhos e Rosas


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Queria Estar Lendo 24/11/2015

Resenha: Corte de Espinhos e Rosas
Eu vou tentar soar o mais normal possível ao escrever esta resenha, mas saibam todos que meu coração ficou totalmente esmigalhado pela perfeição literária que foi a leitura de Corte de Espinhos e Rosas.

O reino feérico é temido e odiado pelo reino humano. Uma muralha invisível foi erguida entre eles depois da grande guerra, e os povos se separaram. Quando Feyre, uma garota humana, assassina um deles, no entanto, um antigo Tratado é trazido a tona, e uma vida deve ser paga por outra.

Feyre é levada até a Corte Primaveril com a sentença de nunca mais retornar ao mundo humano por causa da vida que tirou. Presa a um lugar que sempre odiou, cercada por criaturas fantásticas assustadoras, Feyre vê sua realidade despencar num mar de incertezas conforme confronta as verdades que acreditou por tanto tempo; estariam os monstros realmente daquele lado da muralha?

"Houve um tempo - há muito tempo, e durante milênios antes disso - em que éramos escravos dos senhores Grão-Feéricos. Houve um tempo em que construímos para eles gloriosas e extensas civilizações, com nosso sangue e suor, construímos templos para os deuses selvagens. Houve um tempo em que nos rebelamos, em todas as nossas terras e territórios. A Guerra fora tão sangrenta, tão destrutiva, que foi preciso que seis rainhas mortais oferecessem um Tratado para que o massacre terminasse dos dois lados e para que a muralha fosse construída: o Norte do nosso mundo foi concedido aos Grão-Feéricos e aos feéricos, que levaram sua magia com eles; o Sul ficou para nós, mortais covardes, eternamente forçados a tirar o sustento da terra."

Sarah J. Maas, mais uma vez, nos entrega uma obra prima. Entre um romance de tirar o fôlego e uma releitura genial de A Bela e a Fera, a escritora do best-seller e também meu queridinho, Trono de Vidro, constrói uma nova série tão encantadora quanto a já conhecida.

Corte de Espinhos e Rosas é narrado por Feyre, uma humana pobre e desesperada que só sabe sobreviver. Desde que o pai faliu, Feyre passa os dias caçando, vendendo o que caçou e colocando comida na mesa. Suas duas irmãs nada fazem além de reclamar e desejar o luxo de volta, e o pai está miserável por sua condição física e emocional desde a falência. Quando Feyre encontra um animal estranho na floresta, com a desconfiança de se tratar de um feérico, ela usa sua flecha especial para abater a criatura.

O ódio que construiu todos aqueles anos dos temidos e desconhecidos seres místicos que vivem do outro lado da muralha a guiou, e as consequências são estrondosas; uma fera bate à sua porta e reclama sua vida como recompensa pela morte da criatura mágica. Feyre é levada para lá da muralha, até a primeira das Cortes mágicas, e passa a conhecer todo um novo mundo acompanhada dos nobres que vivem no castelo.

Tamlin é a Fera. Um feérico marcado pelo passado sombrio e por uma praga que devastou todo o reino mágico; seu rosto é meio coberto por uma máscara dourada, tal como o de todos os súditos da sua corte, e não há maneira conhecida de quebrar o encantamento daquela maldição. Feyre passa conhecê-los sem nunca ver seus rostos por completo, passa a entendê-los sem nunca entender o que os deixou assim. Feyre encontra humanidade nas criaturas mágicas, e encontra uma vida onde ela possa realmente viver.

O contraste que a Sarah deu à realidade da Feyre antes e depois de cruzar a muralha é admirável. Ela era uma garota miserável, sozinha e sombria, cujo único propósito na vida era manter a família viva - tudo por causa de uma promessa feita à mãe no leito de morte. Os sonhos de Feyre resumiam-se a casar as irmãs para ter um tempo só para ela. Para que pudesse admirar as cores que compunham o mundo e, quem sabe, pintá-las em suas amadas telas. Na Corte Primaveril, pela primeira vez, Feyre pode observar o mundo sem se preocupar com alguém que não ela. Nem tudo são flores, claro, e tal como há bons feéricos, há monstros e criaturas horrendas espreitando nos bosques para atacá-la. Há feéricos sombrios se erguendo em cantos longínquos do reino para se erguer contra as cortes.

"Olhei para Tamlin, e meu coração se partiu de vez.
Era Tamlin, mas não era. Na verdade, era o Tamlin com quem eu tinha sonhado. Sua pele reluzia com um brilho dourado, e, ao redor de sua cabeça, um círculo de luz do sol resplandecia. E os olhos de Tamlin... Não eram apenas verdes e dourados, mas de todos os tons e variações imagináveis, como se cada folha da floresta tivesse escorrido e formado um único tom."

Tamlin e Feyre não se dão no começo. Ele é rude e ela é mais ainda. Ele é uma fera e ela odeia o seu povo. Ela foi levada ali contra a sua vontade e, ainda que Tamlin tente tornar a sua estadia confortável, percebe o amargor que a humana criou dos feéricos. Com o tempo, no entanto, tal como Feyre vai entendendo aquele novo universo, vai deixando que Tamlin se aproxime e a entenda.

Ambos sofreram muito durante toda a vida. Ambos dedicaram toda a sua existência a outras pessoas, e ambos se machucaram por causa disso. A compreensão leva aos sorrisos que leva ao inegável fato de que há desejo entre eles. Um desejo ardente, feroz, ancestral. Quando esse desejo é finalmente explorado, RAPAZ...

"Meu mundo inteiro se restringiu ao toque de seus lábios em minha pele. Tudo além deles, além de Tamlin, era um vazio de escuridão e luar."

Tamlin é uma fera perigosa, de coração indomável, e é tão forte quanto é frágil. Imortal, quebrado pelas escolhas do passado, já viu e viveu muito, mas ainda há coisas que Feyre tem para mostrar, sentimentos que ele pode descobrir ao lado dela. É uma releitura de A Bela e a Fera, afinal, e a Sarah intrincou todos os detalhes da história ali com maestria.

A parte feérica da história é poderosa, misteriosa e muito incrível. Eu amei o reino deles, amei as histórias e o passado horrendo envolvendo a grande guerra. Em determinado ponto do livro, chegamos até o motivo pelo qual a praga foi lançada sobre a corte de Tamlin e o porquê de Feyre ser tão especial para ele; quando ela é a única esperança de salvar Tamlin, quando ele se torna a donzela indefesa e Feyre precisa lutar para libertá-lo, AI A COISA FICA ASFAKJBNAJKGBASOGASO!

Além dos protagonistas, Rhysand, Lucien e Nestha roubam a cena sempre que aparecem.

Rhysand é o Grão-Feérico da Corte Noturna. É um feérico que nasceu e cresceu nas sombras, extremamente poderoso e inquebrável. Ele faz parte dos súditos da senhora Amarantha - não vou me estender falando dela, deixo para vocês descobrirem e surtarem com o livro - e tem seus planos para deixar de ser parte dela.

Rhysand é o completo oposto de Tamlin e Feyre; vil, perturbado e extremamente perigoso, ele tem um humor afiado e uma presença marcante, e com certeza uma participação gigantesca na continuação dessa trilogia! Quero mais dele. Quero saber o seu passado, quero entender porque ele nunca parece sentir nada, ainda que a gente saiba que ele está sentindo mais do que todo mundo ali. Amei, mas tem uma problemática que precisa ser consertada ou muito bem explicada.

"- Agradeça por seu coração humano, Feyre. Tenha piedade daqueles que não sentem nada."

Lucien, outro dos meus queridinhos, é o melhor amigo de Tamlin. No começo, ele é cruel e frio e extremamente irritante com a Feyre, especialmente porque ela foi responsável pela morte de um feérico amigo seu. Mas, com o tempo, Lucien se desdobra em um personagem volúvel bastante marcante e querido, com emoções trincadas graças a memórias horrendas que o assombram até hoje. Também com o rosto coberto por uma máscara, tudo o que sabemos é que ele tem uma cicatriz no rosto e um olho faltando; a história de como ele conseguiu eles é de partir o coração. Amei o bromance dele e do Tamlin e as tiradinhas que ambos dividiam de vez em quando, e amei ainda mais como a Feyre se aproximou e amou Lucien como um irmão e um amigo.

"- Eu estava ocupado. E você também, pelo que sei.
- O que isso quer dizer? - indaguei.
- Se eu oferecer a você a lua em um barbante, vai me dar um beijo também?
- Não seja babaca. - disse Tamlin."

Nesta, a irmã mais velha de Feyre, apareceu pouco, mas marcou os melhores momentos. Mesquinha e frívola, Nesta foi tão bem trabalhada que, no fim do livro eu só queria abraçá-la para sempre. O que a família delas passou foi um baque e cada uma das irmãs suportou do jeito que podia. Nesta criou essa muralha, e se fortificou e perdurou fortemente por causa dela.

"Todos os monstros foram libertos de suas jaulas esta noite."

Quanto à edição, preciso deixar a minha reclamação abismada. QUE TRADUÇÃO FOI ESSA?! Foram muitos erros em passagens, expressões que ficaram estranhas, traduções ao pé da letra que, juntas na mesma frase, não fizeram sentido nenhum. Parece que o livro nem passou por uma revisão mais detalhada, alguém que lesse e pensasse 'poxa, isso tá estranho, melhor arrumar.' Em determinado momento, a personagem está com um vestido violeta e na página seguinte, ele é cor de sangue. A vilã tem "os cabelos ruivo-dourados" e, em outro momento do livro, ela está sentada no trono e "Os cabelos pretos brilhavam". Galera Record, por favor né? Se fosse pra ficar confusa com a leitura eu teria comprado em inglês mesmo, pelo menos não passaria por essas situações. Espero que o segundo volume não venha com erros assustadores como esse.

Corte de Espinhos e Rosas é um romance fantástico, com elementos conhecidos e situações surpreendentes. O final do livro vai te quebrar o queixo de tanto que ele vai cair, então se prepare. Feyre e Tamlin vão roubar seu coração e, se eles não o fizerem, os outros farão. Além da muralha invisível, o reino feérico os aguarda com uma história de amor arrebatadora.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2015/11/resenha-corte-de-espinhos-e-rosas.html


Nathi 08/05/2020

ESSE LIVRO ME MATA!!! (de um jeito totalmente bom)
Eu não tenho palavras para descrever esse livro... foi uma história tão bem criada, cada detalhe e cada personagem que a única palavra que me resta é dizer o quanto essa história é perfeita!
Feyre é uma menina humana que após matar um feérico por engano é levada para a Corte Primaveril por um Grão Feérico que a mostra uma vida muito melhor do que a que estava acostumada.
Tamlin é fofo e realmente tem algo que me faz gostar dele (ainda não cheguei na parte que odiarei ele). Porém Rhysand é muito maravilhoso e ele ajudou tanto a Feyre, além daquela última cena dos dois juntos (que não entendi bulhufas)... Já sei que vou me apaixonar por Rhys e estou de braços abertos para esse sentimento!
É uma leitura tão fluida que a pior parte do livro é que acaba, ainda bem que existe mais livros com muitas páginas para me perder neles. A Sarah J. Maas é realmente uma escritora maravilhosa, ela me faz viajar nas páginas e imaginar tudo de uma forma tão realista que ainda não sinto que voltei a realidade. Quero descobrir mais sobre esse mundo que ela criou, quero que a Feyre volte a pintar, quero que ela use os poderes dela para me deixar de queixo caído!
É um livro extremamente maravilhoso, e o melhor disso tudo é que já me falaram que o segundo volume é mais maravilhoso ainda!!! Realmente recomendo esse livro com todas as forças do meu coraçãozinho inconstante de humana tola... É uma leitura MARAVILHOSAMENTE PERFEITA!!!!


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MaveySá 31/05/2020

Surto? Que nada vc q ta surtando... lágrimas? Ah para, n tem nenhuma poça de lagrimas aqui... ansiedade? Deixa de coisa só tava tremendo, normal!!


Aline.Silva 16/05/2020

Gostosinho
O começo é lento, demora bastante para engatar, é meio repetitivo nos acontecimentos, mas quando começa a pegar fogo aí vai que vai, eu não ia dar sequência a os outros dois livros em seguida, mas termina tão bom que é quase impossível adiar. Tão recomendado e realmente vale a pena.


mila k. 22/05/2020

O final valeu por todo o livro
Eu fiquei um pouco decepcionada com o início do livro, pq parece uma outra história contada de a bela e a fera. A Feyre é uma heroína difícil de se gostar, apesar dela ter sofrido o pão que o diabo amassou, passou por poucas e boas, foi de uma rica filha de comerciante para uma pobre lascada que precisava se reinventar pra não morrer de fome, ela não é alguém que vc se identifica de cara. E com tudo isso, ela acaba cometendo um erro que põe a sua vida e de todos em risco, que é quando aparece o Tamlin. Ache que foi tudo tão rápido, ela simplesmente se entregou tão fácil e aceitou seu destino em um mundo totalmente diferente do que tava habituada.
Tamlin é descrito como alguém super poderoso e com poderes inimagináveis, mas achei o personagem um pouco fraco, sem muita identidade. Não consegui me apaixonar por ele, me apegar de verdade.

Depois de muita reviravolta, finalmente comecei a ter alguma consideração por ela. Por tentar ser corajosa, por tentar salvar a quem ama, apesar de toda a probabilidade. E o final, que final!! Valeu a pena todo o resto só pra ter visto isso e vou até dá uma chance para o segundo livro.
Enfim, esperava mais e espero que o segundo seja bem melhor.


Mel 18/04/2020

Super recomendo. A muito tempo um livro de fantasia não me chamava atenção.
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Nay Botelho | @Umsonhodeleitura 30/03/2020

MARAVILHOSO, PERFEITO, SEM DEFEITOS, não sei que bruxaria essa mulher faz pra escrever tão bem, já é uma releitura e eu só consigo amar mais.


Débora Taytson 28/04/2020

Gostei demais!
Superou minhas expectativas. Gostei muito desse livro e já estou me encaminhando para o segundo. A história é muito bem construída e desenvolvida. Tem um final conclusivo, mas que da aquela vontadezinha de já começar o próximo. Porém, não deixa nenhuma trama pela metade.
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21/04/2020

Corte de Espinhos e Rosas (4.0)
Olá, seguimores, bora para mais uma resenha com opiniões que ninguém pediu.

Corte de Espinhos e Rosas conta a história de Feyre, uma jovem que, com um pai falido e duas irmãs mais velhas (vulgo três pesos mortos), se torna uma caçadora para sustentar a casa e sua família.
Em uma de suas caçadas, Feyre acaba matando um lobo. Mais tarde, uma besta aparece em sua casa querendo reenvindicá-la por aquela morte, uma vida por outra. Assim, nossa mocinha é arrastada para o mundo dos feéricos que, de início, ela odeia, mas um homem de olhos verdes parece, para ela, difícil de detestar...

Bom, este livro do começo até a metade foi meio chatinho de se ler, mesmo que os acontecimentos tenham me deixado curiosa, só me prendeu de verdade dos 50% para o final. Mas Feyre é uma protagonista maravilhosa, ela é tão humana! Eu fico pasma com alguns personagens de outros livros fazer poucas e boas, viver coisas traumáticas e depois sair como se nada tivesse acontecido. Mas Feyre não é assim, ela é realmente humana, todas as coisas que ela teve e foi obrigada a fazer mecheram com ela, formaram ela, ver ela tentando superar tudo isso é melhor ainda.

Tamlin foi um personagem meio... ''méh'', não sei se o motivo de ficar com um pé atrás com ele foi pelo fato dos spoilers que eu acabei levando no twitter, mas ele não me conquistou tanto assim, gostei dele, mas foi só isso. Até Lucien foi mais legal do que Tamlin, me fazendo até shippar ele com a Feyre (quem não shippou os dois que atire a primeira pedra!).

Rhysand... tenho uma relação de amor e ódio com ele, algumas de suas ações eu achei meio abusivas, mas depois elas são justificadas. Não sei dar uma opinião cem por cento em relação á ele, mas todos do twitter me prometeram que irei amá-lo nos próximos livros, então vamos aguardar.

No mais, achei um ótimo livro de fantasia+romance, estava precisando de um livro assim, a escrita da autora é fluída, os capítulos não são grandes a ponto de deixar a leitura maçante e os plots são muito bons! Ansiosa para começar a ler o segundo, pois me falaram que é o melhor da saga.

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DiTaveira 25/04/2020

Que Começo!
Apaixonei-me de tal forma pelos livros da Sarah J Maas que já só penso em ler mais. Escrita maravilhosa, história incrível, cheia de reviravoltas e surpresas e totalmente diferente de tudo o que eu já tinha lido. "Corte de Espinhos e Rosas" é o primeiro livro de uma trilogia que eu recomendo que todos leiam! A criação de um mundo totalmente diferente é perfeita e as personagens têm um aprofundamento que eu nunca tinha visto em livros deste gênero. E ao que tudo indica os próximos são ainda melhores. Para mim o mais incrível deste livro foi o facto de a autora ter optado por criar uma jornada descendente para nossa protagonista Feyre, já deixa o livro num nível bem superior. Ou seja, conhecemos no início uma jovem super forte e independente que cuida da família, no meio temos uma mulher acomodada num relacionamento aceitando apenas com o que lhe dão e no final conhecemos uma nova Feyre completamente destruída que precisa lidar com todos os traumas e culpa dos últimos capítulos. Incrível! Devorei o livro apesar do seu tamanho!

P.s.: para todos aqueles que consideram este livro uma romantização de um relacionamento abusivo, por favor leiam o segundo volume. Sem spoilers, mas é de cair o queixo.

RESENHA COMPLETA NO LINK ABAIXO

site: https://apagina24.wordpress.com/2020/04/25/critica-livro-corte-de-espinhos-e-rosas-sarah-j-maas/
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Carol 06/05/2020

Nova série queridinha
Essa leitura foi surpreende, eu não achei que iria gostar tanto de um livro como gostei desse.
A narrativa é maravilhosa e os personagens, meu deus, incríveis. Quase li o livro inteiro em um dia de tão envolvida na história. Leiam, é incrível!!!


Ghoulbot 05/01/2016

Alerta amarelo para Sarah J. Maas
Quando eu li ACOTAR a primeira vez a umas poucas semanas atras, achei a história inócua e um tanto insossa. Achei que faltaram páginas, faltaram espinhos e faltaram rosas. Quando terminei pensei “por que diabos (além do óbvio, claro) a Sarah escreveu uma história dessas?” Como tinha lido em inglês, achei que talvez eu tivesse entendido ou interpretado mal alguma coisa, então resolvi reler em português, e apesar da história não ser de todo ruim, ela foi escrita duma maneira bastante preguiçosa e covarde.
Preguiçosa porque Sarah J. Maas não cria nada, não inventa nada. Ela constrói sua história em cima do folclore, tradições e convenções da mitologia celta como se ela estivesse copiando direto de um compêndio de mitologia, fazendo umas pequenas mudanças aqui e ali. O que não seria problema se o mundo que ela criou fosse uma terra alternativa ou de alguma forma em contato com o nosso mundo, mas não é o caso aqui, é?

E covarde. Pois em muitos momentos eu pelo menos senti que a história tinha potencial pra ser conduzida duma maneira mais ousada, mais vibrante, com mais choro e ranger de dentes, mais suor e sangue, mas Sarah não arrisca nada, não ousa nada. Ela a mantém presa a todo momento numa zona de segurança, como se numa ferrovia plana, reta, com poucas e suaves curvas.

Assim, numa relativamente boa primeira parte, vemos a jovem Katniss...ops… Feyre, lutando desde muito cedo para sustentar sua família, arruinada depois de um empreendimento mal sucedido, e , depois que um encontro com um lobo na floresta que era na verdade um feérico disfarçado é forçada a viver no reino dos Fae pelo resto da vida, um povo temido e que escravizou a humanidade por um longo período. Enquanto Feyre tenta descobrir de todas as formas uma maneira de retornar a sua família, ela vai também descobrindo e se adaptando ao seu novo mundo.

Temos uma segunda parte absolutamente tediosa, com o “desenvolvimento” do romance entre Feyre a Tamlin e a verdade por traz da trama é revelada.

E temos a terceira parte, que seria excelente se não fosse arruinada por dois fatos que cito mais a frente. Feyre deve ir até Sob a Montanha (sério, Sarah?!) e resgatar seu amado Tamlin que é prisioneiro da terrível Amarantha, a “rainha” maligna dos Fae. Para conseguir isso Katniss...tsc…. Feyre, Feyre… deve ter sucesso em realizar três tarefas supostamente impossíveis senão mortais. Pois bem. O grande destaque aqui é o verdadeiro xadrez que Rhysand joga com Amarantha e que ficou muito bom. O que jogou tudo pro ralo foi o final - e eu devo esclarecer uma coisa aqui - eu não sou dessas pessoas que gostam de finais trágicos, depressivos e que quanto mais triste e sofrido melhor. Nao. Eu sou justamente o oposto. Minha “filosofia literária”, e também de outras formas de diversão, é que de triste já basta a realidade, se é pra “fugir” dela prefiro a alegria.
O que não gostei foi a Sarah ter mudado a natureza da Feyre, pra mim talvez a maior prova da covardia da Sarah. Assim, ela podia ter conseguido o mesmo resultado, o mesmo final, com uma solução diferente, e na minha opinião, melhor. Não é porque não gosto de tragédias que vou gostar de Flawless Victory.
E, finalmente, o fato que pra mim matou o livro: a crise hipócrita de consciência da Feyre. Feyre, não Katniss. Hipócrita porque por puro medo ela condenou toda uma família e não dedicou mais do que 5 minutos a pensar sobre isso, mas porque faz o mesmo com outras duas pessoas ela cai numa choradeira capaz de transformar a lua em pântano. Pior ainda, pois além de saber que suas ações foram absolutamente necessárias e inevitáveis, com isso ela também renega o altruísmo de uma dessas pessoas.

Parara finalizar…. acho que pela primeira vez eu esperava que essa história fosse um volume único porque ela fecha. Sim, ficam umas pontas soltas aqui e ali mas ela fecha. O que eu não quero e não vou fazer é ler outro(s) livro(s) em que eu sou até capaz de apostar que sei como serão: um muito desnecessário triangulo amoroso, tensão entre fae e humanos (que vão acabar vencendo as desconfianças e trabalhando juntos pra vencer o inimigo comum) e a muito, muito mesmo desnecessária crise de consciência da Feyre. Se eu nunca mais na vida ver algo semelhante já fico feliz.

Então, por tudo isso, eu fiquei meio que com o pé atras quanto ao desfecho da série “Trono de Vidro”. Meu medo é que no final a Sarah resolva tudo, de novo, por bem ou por mágica.


Kell 12/04/2020

Corte de espinhos e rosas
Nunca tinha lido nenhum livro da Sarah, coloquei tanta expectativa que estava lendo com receio de ser apenas mais um livro famoso que na verdade não é tão bom.
E uau, a escrita é tão cativante, criativa, detalhada e nos deixa com um uma sensação de querer mais, tanto, que li em pouco tempo.
Vale a pena ler esse livro e se empolgar por ele, superou as minhas expectativas e me deixou completamente rendida e apaixonada pela Feyre.
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Sophie 30/05/2020

A Bela e a Fera da fantasia
O livro não é perfeito ? alguns momentos me fizeram torcer o nariz ou pensar ?que clichê!?. Mas, mesmo assim, fiquei super envolvida pela história e adorei o mundo criado pela Sarah. Com certeza vou ler o resto da saga.


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