O Homem Bicentenário

O Homem Bicentenário Isaac Asimov




Resenhas - O Homem Bicentenário


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Sybylla 08/08/2012

Leitura obrigatória
Uma pena que o filme ganhou um romance entre o robô e a humana, pois no livro ele conta sua jornada solitária para ser reconhecido como um ser humano após sucessivas trocas de peças por tecnologia de bioengenharia. Os humanos abusam da proteção das três leis ao fazê-lo passar por humilhações constantes que são bem descritas por Asimov. Um bom livro para mostrar os resultados do preconceito e por ser pequeno pode ser usado em sala de aula para diversas abordagens.
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JPHoppe 06/10/2012

"E, enquanto eu viver, não pararei!"
Isaac Asimov talvez seja um dos mais prolíficos escritores que já existiram. Foi um dos poucos que escreveu pelo menos uma obra em cada uma das 10 grandes categorias do Dewey Decimal Classification. Sua paixão sempre foi a ciência, e a ficção científica um de seus maiores dons, do qual foi responsável por dar rosto e forma.

O livro é uma coletânea de 12 histórias, abordando vários temas: exploração do planeta e do espaço, robôs e as Leis da Robótica, mistério, viagem no tempo, etc. Destas, dou destaque para a história que dá título ao livro, "Homem Bicentenário", para a inquietante pergunta final de "A vida e os tempos da Multivac", ao desenrolar de "Para que vos ocupeis dele". "Genocídio Seletivo" aborda questões de ética de forma monumental, e suspeito que "Antiquado" deu várias ideias para Carl Sagan.

É interessante que suas histórias de robôs frequentemente abordam suas já conhecidas Três Leis da Robótica, mas cada uma explorando cada nuance, cada palavra nelas, e levando-as ao limite. De todas as histórias de Asimov, "Para que vos ocupeis dele" é a que melhor retrata esse ponto.

Um adaptação com Robin Williams no papel principal foi feita para a história-título, mas acho-a bem bobinha, e com algumas modificações que alteram significativamente a trajetória, objetivos e papel de Andrew, a ponto de perder a identidade.

Para quem gosta de ficção científica, ou que está interessado mas não tem ideia de um bom livro para começar, este livro é uma escolha excelente!
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Fabio Shiva 27/08/2010

Como é bom ver um mestre em ação!
Essa coletânea traz histórias publicadas entre 1966 e 1976, período em que Asimov estava em excelente forma. Basta dizer que nesse arco de 10 anos o bom doutor publicou nada menos que 109 livros, entre obras de ficção e não-ficção. Isso dá uma média quase inacreditável de mais de dez livros publicados por ano (ao falecer Asimov havia publicado mais de 300 livros, incluindo obras científicas, dois volumes de sua autobiografia e também um estudo sobre a Bíblia).

Quantidade não é necessariamente sinônimo de qualidade. Menos quando se trata de Isaac Asimov. Ainda não li uma história ruim dele. Mesmo as piores são ótimas!!!

Esse livro (“The Bicentennial Man” no original), então, recomendo sem restrições para quem quiser conhecer um pouco do universo de Asimov. Duas de suas melhores histórias sobre robôs estão presentes. A primeira é a própria história-título, “O Homem Bicentenário”, onde Asimov explora magistralmente o que ele chama de “robô como pathos”, ou seja, com ênfase no drama humano. Essa história rendeu um filme bem bonitinho com Robin Williams no papel-título, vale a pena conferir. E a segunda é a poderosa “Para Que Te Lembres Dele” (“That Thou Art Mindful of Him” no original), em que o autor aceita o desafio de escrever uma história sobre robôs levada a seu limite. Só lendo.

A antologia traz ainda os deliciosos comentários do autor para cada uma das histórias, que podem ser fonte de grande interesse não apenas para os fãs de Asimov, como para qualquer um interessado no processo da escrita. Pois Asimov revela com generosidade as circunstâncias em que cada história foi escrita, como ocorreram as negociações com as editoras em cada caso, o modo como algumas das histórias foram encomendadas ou sugeridas. Esses comentários valem também como registro da singular e cativante personalidade de Isaac Asimov. Nunca vi alguém conseguir elogiar tanto a si mesmo de uma forma tão simpática. Só mesmo o bom doutor!

Viva Asimov!

(22.08.08)
rogerbeier 07/05/2011minha estante
Viva!!!




Bruno Alves 24/11/2009

Estruturando o caráter
Um filme que considerei ótimo só poderia ter sido baseado em um grande livro, apesar de a historia do livro Ser bem melhor e bem mais complexa do que a abordada no filme (que na verdade se apega a apenas alguns capítulos do livro) o livro se torna um pouco cansativo e repetitivo ao passar de alguns capítulos, apesar disso foi um livro que marcou minha vida por ter uma abordagem clara, objetiva e dinâmica que faz com que não tenhamos vontade de abandonar a leitura e que repensemos o nosso modo de ver o próximo.
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MariMB 11/11/2012

É genial a maneira como Asimov cativa e emociona com uma personagem que, teoricamente, seria incapaz de sentir. O conto nos envolve de maneira comovente, sem precisar apelar para qualquer tipo de "paixonite de casal" (artifício utilizado no filme, por exemplo). Leitura altamente recomendada.

A edição apresenta ainda o conto "Círculo Vicioso", história que de um interessante conflito com base nas "três leis da robótica", marcando com reviravoltas deveras inteligentes.
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Luize 28/04/2017

Uma ótima seleção de contos!
"Intuição Feminina": percebemos o machismo velado por parte dos cientistas que criam uma robô muito inteligente dizendo que ela tem "intuição feminina" (e não inteligência superior aos outros), além de notarmos também que a antipatia pela Susan Calvin, mais tarde reconhecida como a maior roboticista da história, dá-se pelo mesmo motivo. A mulher tão ou mais inteligente que o homem em certos meios incomoda bastante. O final é bem sarcástico.

"O Estrondo da Água": a terra investe em projetos de expansão. A colonização de outros lugares para a habitação dos humanos, por conta do superpovoamento da terra, já é um fato. A engenharia genética possibilitou a adaptação do homem às colônias inóspitas. (Parêntesis: Isso não lembra o projeto atual de assentamento humano em Marte?)
Um homem que habita a lua visita a colônia das Profundezas do Oceano para aprender mais sobre engenharia de segurança, em uma espécie de "intercâmbio colonial", mas ele esconde outras intenções.

"Para que Vos Ocupeis Dele": os roboticistas acreditam que os seres humanos precisam dos robôs e precisam aprender a conviver com eles se quiserem se manter em progresso. Os robôs são muito utilizados no espaço, mas ainda não existem robôs domésticos, pois os humanos tem um certo "complexo de frankenstein", isto é, temem que o robô se volte contra o homem. É o conto mais sombrio da seleção.

"Estranho no Paraíso": dois irmãos tentam adaptar um cérebro humano à máquina para enviá-lo à Mercúrio, onde pode ser o paraíso para um humano que nunca se ajustou à terra. Achei criativo e de certa forma poético.

"A vida e os Tempos da Multivac: Multivac é um grande computador abrangedor do mundo inteiro a comandar milhões de robôs. A Multivac tudo sabe. Estar bem com a máquina é ter sucesso. E as decisões da Multivac são aceitas como sendo para o bem da espécie humana, que sacrificou seu poder de decisão em nome da segurança e do progresso. Cabe uma reflexão aqui: até que ponto, sem nos darmos conta, somos escravos das máquinas? O homem dispensa a liberdade em nome da segurança ou do comodismo mesmo? Quantos não preferem não ter que decidir nada sobre suas vidas e não preferem ter uma máquina a fazer tudo por si? A liberdade é um peso que poucos estão dispostos a suportar. Um dos contos mais impactantes do livro.

"Genocídio Seletivo": a fome é o maior infortúnio do século XXI. Aqui vemos o mundo racionando comida e os governantes querendo se livrar dos famintos por meio de uma lipoproteína venenosa. Traz uma importante reflexão sobre a ética dos detentores do poder e dos cientistas. "Pimenta no dos outros é refresco"?

"O Homem Bicentenário": os robôs fazem apenas aquilo para o qual foram criados. Não existem mais cérebros positrônicos (inteligência artificial) criativos, por conta do medo que os humanos têm dos robôs e de sua imprevisibilidade. Andrew é o único robô que pensa por si e com o tempo busca maior liberdade e luta pelo reconhecimento de sua humanidade. Durante sua luta vamos refletindo: o que significa ser livre? quantos de nós somos livres por direito , mas não o somos de fato? O que define a humanidade?

"O Hino": um músico é chamado pela Dra. Clay para ajudar a estudar o padrão das ondas cerebrais que caracterizam a depressão, aqui a música e a ciência caminham de mãos dadas para promover o bem estar das pessoas.

"Antiquado": fala sobre a perigosa vida dos "astromineiros", uma espécie de mineradores do espaço. O que mais importa: riqueza, fama ou a própria vida?

"Incidente do Tricentenário": um assassinato é investigado. Mas quem morreu: o robô sósia ou o presidente dos EUA?

"Nascimento de uma Noção": um cientista realiza uma viagem no tempo e acaba, ocasionalmente,batendo um papo com Hugo Gernsback e, meio sem querer, abre-lhe a mente. É uma bonita homenagem ao "pai da ficção científica".

* Para quem nunca ouviu falar de Hugo Gernsback: foi quem cunhou o termo "ficção científica", o qual inicialmente ele chamava "cientificção". Em 1926, Hugo lançou a "Amazing Stories", a primeira revista do mundo exclusivamente dedicada à ficção científica. Ele, além de escritor, também era inventor e bastante visionário, Hugo conseguiu, 100 anos atrás, ter uma noção de quase toda a nossa tecnologia moderna, incluindo televisões (com canais), controles remotos, telefones com vídeo, aviões capazes de realizar voos transcontinentais, energia solar colocada em prática, filmes com som, comidas sintéticas, roupas artificiais, gravadores de fitas e até mesmo as viagens espaciais. Não à toa o maior prêmio de ficção científica chama-se "Prêmio Hugo".
Jeferson 29/04/2017minha estante
Ual. Parabéns. Colocações bem ponderadas. Tópicos, ou melhor, os contos explicados com clareza ( sem "embromacion"..).Gostei. Faz até eu querer também ler o livro.!!


Luize 29/04/2017minha estante
Jeferson, acho que esses contos agradam até quem não é muito fã de contos. São instigantes.




Kallyssa 29/08/2016

super recomendo!
muito bom mesmo!
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dudu28 10/09/2012

uma grande historia escrita por um grande mestre.
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Andrea 08/02/2016

Quando falamos em ficção científica, com certeza, o nome de Isaac Asimov encabeça todas as listas. Nesse livro, o autor, de forma bem humorada, nos apresenta dez histórias com a temática Robôs e nos explica um pouco a respeito do processo de criação de cada uma delas, bem como sua aceitação pelo público. No início, ele faz uma reflexão bem engraçada de como as pessoas pensavam que o mesmo devia estar morto porque era impossível um autor vivo ter escrito tantos livros durante tanto tempo! Ele leva isso numa boa e ao longo dessa leitura evidencia seu bom humor, simplicidade e certeza de quem faz bem aquilo que gosta!
Os contos, novelas e o poema único reunidos nesse volume, são: Na Aurora da Vida (poema), Intuição Feminina, no qual ele mostra de maneira muito sagaz o quão inteligentes nós mulheres somos e que isso nada tem a ver com intuição. O Estrondo da Água, que fala a respeito de colonizações do Oceano. Para que vos ocupeis dele, conto que mostra o medo exacerbado que a humanidade tem dos robôs e como isso pode ser fatal para todos, menos para as máquinas... (esse foi um dos melhores contos dessa coletânea). Estranho no Paraíso, mostra como a sociedade futurista aboliu as relações familiares mostrando que irmãos de mesmo pai e mesma mãe são verdadeiras aberrações, bem como a criação de um computador que possibilita a viagem de um robô com o cérebro de um altista à Mercúrio. A vida e os Tempos da Multivac traz o possível avanço do computador do conto anterior que agora domina todo o mundo, a raça humana vive a sua mercê e está tentando de tudo para reconquistar sua liberdade. Em Genocídio Seletivo, outro conto que gostei muito mesmo, o autor explora o contexto da fome no mundo e a forma egoísta como os governantes decidem erradicá-la, eles só não contavam com o senso de justiça de outros seres humanos também no poder...
E finalmente, chegamos a novela título deste livro: O Homem Bicentenário, na qual acompanharemos a luta do robô Andrew que almeja tornar-se um homem. Impossível ler essa história e não lembrarmo-nos de Pinóquio, o boneco que queria ser um menino de verdade. Excelente narrativa, minha favorita dentre todas, com certeza!
A obra ainda traz outros três contos: O Hino, O Incidente Tricentenário e Nascimento de uma Noção. Ótimo livro para qualquer fã de ficção científica, porém confesso que fiquei um tanto confusa por causa de várias informações contidas em outras séries do autor que ainda não li, e estavam ali de forma totalmente natural, parte do contexto, mas não é nada extraordinário que atrapalhe seu entendimento de cada história isoladamente. Estou louca para ler tudo o que esse brilhante autor escreveu que não é pouca coisa!

site: http://olhoscastanhostambemtemoseufascinio.blogspot.com.br/
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Eduardo Spohr 09/01/2016

Conto fantástico
"O Homem Bicentenário" é sem dúvida um dos contos (ou seria uma noveleta?) mais emocionantes de Asimov. Nota 4 porque o LIVRO inclui outros contos (são 12 no total, sendo "O Homem" apenas um deles) e nem todos são absolutamente incríveis.
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Juba 16/12/2009

senai
Li esse livro junto com uma professora.
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Rounin 08/03/2016

Uma história bem contada
Asimov escreveu este livro para comemorar o bicentenário da independência dos Estados Unidos. Só que muito diferente de uma apologia patriótica, ele criou um bom romance de ficção científica em que um robô é adotado por uma família e fica com ela por gerações. O robô Andrew passa por um processo de humanização, apoiado pelo chefe da família, e ganha seu próprio dinheiro, além de liberdade, direitos civis e, por fim, órgãos artificiais até um ponto em que fica impossível dizer se ele é humano ou máquina. Uma história envolvente e com um romance muito bem criado.
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SG1 07/07/2014

Livro de contos e outros trabalhos de Isaac Asimov
As três leis da robótica:
1. Um robô não deve fazer mal a um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra qualquer mal;
2. Um robô deve obedecer a qualquer ordem dada por um ser humano, desde que essa ordem não interfira com a execução da Primeira Lei;
3. Um robô deve proteger a sua existência, desde que esta proteção não interfira com a Primeira e Segunda Leis.

Surpreendi-me ao iniciar a leitura do livro "O homem bicentenário", edição de 1974, pois percebi que se tratava, na verdade, de um livro que continha várias histórias de Issac Asimov (12, para ser mais exata), e não somente aquela dita no título.

Não sei porque, mas nesta edição (não sei como foi feita as outras) não foi especificado o título como "O homem bicentenário e outras histórias", como foi feito no título original (The bicentennial man and other stories).

O primeiro trabalho do autor neste livro foi um poema bem curto. Tal falava sobre o próprio Issac Asimov, o qual contou a história do surgimento do poema apresentado.

O segundo trabalho, trata-se de um conto, intitulado "Intuição Feminina". Fantástico, principalmente com relação ao final. Isaac fala que tal história surgiu por causa da sugestão de uma grande amiga sua, para qual, inclusive, foi dedicado o livro.

Neste conto eu amei a personagem Susan Calvin, que, no início da história foi descrita como insuportável, porém no fim dela, o leitor percebe que ela é insuportável aos homens, pois é feminista. O jeito como se vinga dos cientistas que criaram uma robô mulher e chamaram sua inteligência de "intuição feminina" foi a mais magnífica vingança da qual já ouvi falar.

O terceiro conto, intitulado "O estrondo da água", conta a história de um cara chamado "Stephen Demerest", que mora na Lua (em Luna City), porém, como é engenheiro de segurança, viaja até a unidade da "Profundeza do Oceano" (que realmente fica na profundeza do oceano) para entender melhor como funcionam os sistemas de segurança super eficazes que existem por lá. Bom, pelo menos é essa a desculpa que Demerest utiliza para poder adentar no sistema deles, com segundas intenções, claro.

Na quarta história, sob título "Para que vos ocupeis dele", narra o dilema de Keith Harriman, diretor de pesquisas da United States Robots and Machanical Men Inc., que pretende aumentar o número de robôs na terra. Para isso, Harriman necessitava criar um modo para fazer com que esses robôs soubessem como lidar com os prováveis conflitos existentes na prática das três leis da robótica. Para isso, ele decide implantar o discernimento aos robôs, sem saber ao certo, contudo, o que poderia fazer para que isso acontecesse.

[...] [...] [...]

Bom, por enquanto ainda estou lendo, mas conforme vou devorando o livro eu atualizo esta resenha! ^^
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Rod 18/09/2010

Um livro bom para quem gosta de Ficção Cientifica envolvendo robôs. Ao contrario do titulo, o livro apresenta varias estórias curtas e não apenas "O homem bicentenário". Recomendo ler que gosta do gênero.
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