Birman Flint

Birman Flint Sergio P Rossoni




Resenhas - Birman Flint


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Blog Stalker Literária 06/11/2015

Resenha premiada: Birman Flint e o mistério da pérola Negra.
Em uma manhã fria, Birman Flint, um gatuno repórter do jornal Diário do felino, é informado de um assassinato muito curioso, ocorrido na noite anterior, perto das docas. Um pequeno camundongo, foi morto por um golpe certeiro e quase fatal, mas que lhe garantiu o tempo necessário para se abrigar onde encontrariam seu corpo, e as misteriosas pistas que ele deixou para encontrarem seu assassino.

Esse camundongo, era Karpof Mundongovich, um agente imperial Rudanês, que ao que tudo indica estava em uma missão especial, que nem o governo de seu país desconfiava, e que acabou muito mal. Suas pistas são enigmáticas: uma cobra feita com seu próprio sangue, em volta de sua medalha imperial, que representa a honra e dedicação ao seu líder Czar, e um caderno com anotações e símbolos desconexos, que não fazem nenhum sentido algum a qualquer observador local.

Caberá a Flint, com a ajuda de seu amigo camundongo Bazzou, e do detetive Galileu Ponterroaux, embarcar rumo a Rundânia, para investigar as pistas deixadas por Karpof, e descobrir o motivo de seu assassinato.

Birmam Flint e o mistério da pérola negra, é o primeiro livro de uma série, que acontece no ano de 1920 em um mundo bem parecido com o nosso, com a única diferença de que são animais que o habitam.

"Um dos dedos da pata dianteira esquerda embebido em sangue, apontando para a medalha presa à fina corrente que arrancara do próprio pescoço, quem sabe num último gesto, deixando-a ali propositalmente rodeada pelo círculo, não um círculo qualquer, mas linhas feitas com o próprio sangue cuja forma surgia diante de Birman Flint como um ser assustador, quase demoníaco, arrancando um miado surpreso do gato ao deparar-se com a figura.... - uma cobra...."

Nesse primeiro livro, vemos um ‘mundo’ completamente novo, mas bem parecido com o nosso em alguns aspectos. Esse mundo descrito pelo autor é perfeito, por meio de uma narrativa criativa e fluida, o cenário se constrói diante de nossos olhos, e somos apresentados a detalhes históricos, de culturas, seitas ocultas, detalhes místicos, que me fizeram pensar de onde o autor tirou tanta criatividade, pois quando você lê, parece que tudo é muito real. Tudo isso da um ar tão fascinante na história, que é impossível você não ficar imaginando tudo isso depois, e principalmente, ficar brincando de criptografar frases em Uruk.

Tenho que ressaltar a linda edição desse livro. A capa é linda, toda escura e representando alguns personagens importantes na história, e por dentro, temos essa ilustração do brasão da dinastia Romromanovich e da sua árvore genealógica. O acabamento do livro também é ótimo, as páginas são amareladas e com uma fonte ótima para não cansar a vista.

A história é completamente repleta de aventuras e mistérios. Com apenas algumas anotações que a princípio não fazem sentido algum, eles vão descobrindo enigmas ligados a seitas, religiões antigas, conspirações políticas, e passados que muitos julgavam ser apenas uma crença se revelando como verdade.

"É o que costumo dizer, jovem camundongo, confie sempre no destino. Neste caso, refiro-me aos meus informantes espelhados por cada canto dessa cidade maldita."

O ritmo do livro é bem fluido, todo narrado em 3ª pessoa, o que da uma visão mais ampla para o leitor, a fim de compreender as coisa que os personagens não percebem a primeira vista. Mas é a partir da página 100 mais ou menos, que tudo fica completamente eletrizante, pois o leitor é jogado na investigação com os personagens, e fica completamente eufórico para descobrir o quão grande é o mistério que envolve a morte do camundongo.

O que mais gostei aqui, é que o autor não se apressa em lhe dar todas as explicações para os mistérios, são pequenas pistas aqui e lá que o repórter e seus companheiros descobrem que contribuem para solucionar o que está acontecendo, que se mostra algo muito mais grandioso que somente um assassinato qualquer, e que pode mudar o rumo do país e das coisas que conhecem até hoje.

"E o final, quando muitas coisas são reveladas, você fica temendo pela vida do repórter e seu amigo, pois estão envolvidos até a cabeça com uma coisa muito mais grandiosa do que esperavam, e fica naquela ansiosidade, de ler o próximo logo, e descobrir se vão conseguir sair inteiros dessa ou não."

Seu instinto como repórter dizia-lhe que havia ali uma boa história, muito embora não conseguisse imaginar o quão profunda poderia ser.

site: http://www.gordinhaassumida.com.br/2015/11/resenha-premiada-birman-flint-e-o.html
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Entre Resenhas 08/11/2015

Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra - Chiado Editora
Existem histórias que nos enredam de tal forma que no final, nos faltam palavras para descrever tantas sensações incríveis que vivemos durante a leitura, e a história de Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra é uma delas.

Recebi essa obra encantadora em parceria com o autor Sérgio Rossoni, psicanalista, escritor, ilustrador e músico, e Birman Flint é sua obra de estréia na literatura juvenil fantástica.

Sérgio Rossoni apresenta personagens e um mundo totalmente fora do habitual, simplesmente - fabuloso.

Nosso protagonista é um famoso gato repórter investigativo - Birman Flint, que junto do detetive Gallileu Ponterroaux começa a investigar um assassinato de um agente rudanês Karpof Mundongovich, membro do Conselho Imperial do Czar Gatus Ronromanovich na cidade de Siamesa.
Tendo em mãos um caderno de anotações que Karpof deixa com inscrições e símbolos enigmáticos, Birman Flint acompanhado de seu amigo Bazzou e Gallileu, parte para Rudânia para desvendar o misterioso assassinato.
A história se passa no ano de 1920, o que torna a trama mais envolvente trazendo um toque de mistério e encanto.

O autor usou como pano de fundo a Rússia, um país permeado de acontecimentos enigmáticos e históricos para criar essa história tão peculiar e pitoresca.

Os personagens foram criados de maneira caprichosa pelo autor, cada qual, com personalidade única, são encantadores e envolventes. Além do repórter investigativo Birman Flint, do roedor Bazzou e do galo Gallileu, somos apresentados ao esquilo comissário Esquilovski, um embaixador da Rudânia, Splendorf Gatalho, um pato acadêmico Patovinsky Fabergerisky, o apaixonante Rufus Paparov e o sinistro Maquiavel Ratatusk, e vários personagens secundários que deram um toque todo especial à trama.

A história é repleta de aventuras e perigos com um toque de sobrenatural.
A narrativa é fluída e instigante, bem descrita acerca dos personagens e cenários que além de tornar a leitura prazerosa mexe com nossa imaginação o tempo todo. A trama é bem elaborada, temos uma boa dose de suspense, mistério, enigmas ligados a uma seita obscura, conspirações, interesses políticos e religiosos.

O enredo é harmonioso, à medida que Birman Flint e seus companheiros vão desvendando algumas pistas acerca do artefato misterioso citado nas anotações de Karpof, as pontas soltas vão se enlaçando, fatos intrigantes ligados ao passado da família real Ronromanovich vão emergindo, e assim, surge um mundo obscuro, no qual Flint vai se aprofundando.

O universo de Birman Flint é surpreendente e envolvente, e em alguns momentos um tanto quanto assustador, e a história ter sido construída à base de fatos reais, criou toda essa aura de perigo e suspense, além de muita aventura.

Em meio a viagens em dirigíveis, pistas incompletas, objetos enigmáticos, seitas e oferendas macabras, assassinatos, traições e conspirações, nos vemos envolvidos nos aventurando ao lado desse perspicaz repórter em busca de desvendar todo o mistério.

Cada página, cada capítulo, uma revelação surpreendente e o final nos deixa apreensivos e na torcida para que nosso astuto repórter Birman Flint consiga sair são e salvo dessa perigosa aventura.


Apesar de ser uma obra voltada para o público juvenil, recomendo para leitores de todas as idades.

Esperando ansiosa pela continuação dessa fabulosa aventura.

A capa é linda, foi um dos motivos que me fizeram querer muito a obra, a ilustração é encantadora, tenho que parabenizar o ilustrador – Ronaldo Barata.


site: http://entreresenhas.blogspot.com.br/2015/11/resenha-birman-flint-e-o-misterio-da.html
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Nadja Moreno - Blog Escrev'Arte 11/11/2015

Recomendadíssimo!!!
Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra me surpreendeu de forma extremamente positiva! Imagine um livro, onde há um assassinato meio no estilo Dan Brown – daqueles que estão cheios de significado, segredo, símbolos e mensagens ocultas. Aí some o ambiente Russo e suas particularidades, uma teia de intrigas, textos enigmáticos, uma seita obscura, interesses e jogo de poder. Pincele com um bocado de suspense envolvendo uma peça rara – a Pérola Negra, arecheie tudo com um suspense eletrizante que te deixa mega ansioso e finalize tudo com os animais mais bacanas que você conhece. Uma civilização composta por animais. Animais comuns mesmo, tipo um pato, ou um gato!

O que achou?

Gente, sinceramente. Falando assim parece uma salada. Mas não. Sérgio conseguiu juntar tudo isso numa história mirabolante, muito bem estruturada e forte. Com requintes de glamour dos mais famosos escritores do gênero que conhecemos, mais a espirituosidade e sagacidade dos personagens – e civilização – composta pelos bichos. Note bem. Os animais aqui são sérios, característicos da mais profunda máfia russa. Mas convenhamos, imaginar um gato de smoking batendo papo com o investigador policial, que é um galo… é, sem dúvida, engraçado. Encontrei neste livro tudo na medida certa. Desde o suspense até o divertido.

A história toda começa após o assassinato de um gato – o agente Karpof Mundongovich. Karpof deixa, antes de morrer, várias pistas que levam a um emaranhado de conspirações, envolvendo uma seita perigosa, o Czar e sua família e até a toda uma dinastia ameaçada. Uma cobra desenhada com seu próprio sangue, envolvendo o símbolo máximo do Conselho Imperial é o ponto mais intrigante que deixou, dentre as pistas. Birman Flint é um repórter, que acaba se envolvendo em toda esta conspiração por conta de seu faro jornalístico e parceria com o investigador Ponterroaux. Aos poucos muitos elementos são inseridos e segredos são revelados, a vida de alguns personagens chega a correr perigo e a teia toda formada apresenta uma história bem envolvente.

Os personagens são, na verdade, muito humanos. Possuem traços de personalidade muito conhecidos por nós, como inveja, desejo de poder, medo ou audácia. Os nomes são mega sugestivos, como por exemplo um esquilo que se chama Esquilovski ou o pato que tem o nome de Patovinsky Fabergerisky. Eu simplesmente adorei todos os nomes destes pitorescos personagens.

O tom de mistério é bem descrito e gera uma leitura urgente. É muito difícil deixar o livro de lado porque cada página traz uma novidade ou um novo elemento que instiga o leitor a desejar desvendar o mistério todo. Os cenários são fantásticos! Impossível não se sentir dentro daquele ambiente um tanto quanto obscuro, longínquo e até mesmo úmido. O autor consegue apresentar o ambiente de forma detalhada – na medida certa -, oferecendo a oportunidade de uma viagem imaginativa muito prazerosa.

No meio da trama há um pictograma – chamado Código Uruk, que é muito interessante e chega a dar vontade de ficar escrevendo mensagens criptografadas pra todo lado! Só este aspecto já seria suficiente para indicar a criatividade do autor. Mas alie a este detalhe todo o resto e você vai se surpreender! Que capacidade criativa! Espero ter a oportunidade de ler a continuação em breve, para conhecer ainda mais desta mente fértil!

A publicação da Editora Chiado está muito bem feita, as páginas são amareladas e de textura um pouco áspera. São folhas finas mas que não atrapalham a leitura, nem mesmo dão qualquer aspecto de transparência. A capa é muito sugestiva, porém achei um tanto escura, gostaria de poder ver mais detalhes inseridos ali. Existe uma imagem muito bem feita de Ronromanovich, o fundador da dinastia, ao lado da sua árvore genealógica, logo no começo do livro. Encantadora!

Em suma, recomendo fortemente a leitura. Certamente o livro oferecerá uma oportunidade incrível de viajar por enigmas, suspense e aventuras únicas!

site: http://www.escrevarte.com.br/2015/11/birman-flint-e-o-misterio-da-perola-negra-de-sergio-rossoni-chiado-editora.html
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Núbia Esther 18/12/2015

“Flint era um gato magro demais, esguio demais para a sua idade. Pouco se sabia sobre ele, filho de uma cantora de ópera cuja passagem por Siamesa havia selado seu destino ao conhecer Theodor Flint, um elegante e sedutor gato, considerado um excêntrico aventureiro, que parecia ter deixado como herança para seu único filho a vocação para farejar uma boa encrenca, que no seu caso, servira-lhe profissionalmente. ” (Página 29)

Birman Flint é repórter do Diário do Felino, ele também é um gato. Em seu romance de estreia, Sergio Rossoni, talvez inspirado pela obra icônica orwelliana, também escolheu os animais para retratar a sociedade humana, e, ainda que o foco não seja satirizar a Rússia e o governo stalinista, é também na Europa Oriental que se passa sua trama. Só que a inspiração aqui foi a última dinastia imperial russa, e assim, os Romanov viraram os Ronromanovich. E além de gatos, há ratos, camundongos, lobos, galos, esquilos e tigres só para citar alguns.

O ano é 1920 e a história tem início no Porto de Siamesa em Françoaria. Karpof Mundongovich, um camundongo e agente imperial da Rudânia, e ao que parece agente duplo, tem sua vida ceifada porque suas ações começaram a colocar em xeque uma operação secreta contra o império rudanês. Mas, antes do seu suspiro final, Karpof consegue deixar sua morte em evidência e deixar pistas sobre os planos conspiratórios.

Gallileu Ponterrouax, um galo, é o detetive responsável pelo caso e como está acostumado a trabalhar tendo ajuda do amigo, ele logo chama Birman Flint e seu auxiliar, o camundongo Bazzou. Eles partem para Moscóvia para trabalhar em conjunto com a polícia imperial, e logo se veem envolvidos em segredos e lendas da família imperial, membros de uma antiga seita e uma conspiração que ameaça todo o império.

A trama criada por Rossoni é interessante, mas a narrativa acabou ficando muito arrastada. Eu, particularmente, gosto de livros descritivos, mas as descrições pormenorizadas (principalmente dos cenários) acabaram passando da conta e a impressão que ficou foi que elas estavam ali apenas para preencher espaço, não contribuindo para o desenrolar da história. Não foi à toa que demorei tanto para terminar o livro. A obra também urge por uma revisão criteriosa. O texto contém muitos erros e são tantos que atingiram um ponto que passaram a irritar.

Para completar, quando comecei a ler o livro, já sabia que se tratava de uma série, mas poxa, era necessário um final tão aberto assim? A impressão que passa é que ficaram faltando algumas páginas. A história termina abruptamente, sem concluir nada. Eu entendo que é preciso preparar o gancho para a continuação, mas é preciso encerrar a trama do primeiro livro à contento e não foi o que aconteceu. A história tem potencial, os personagens são interessantes e a ideia de criar um mundo de animais ocupando o nicho da espécie humana foi bem criativa, mas, ao menos para mim, não funcionou.

PS: Fui só eu ou mais alguém (para os que já leram o livro) notou a incongruência das moradias versus tamanho de seus habitantes? Mundongovich (um camundongo) morava em uma casa grande o suficiente para Ponterrouax (um galo deveras grande) entrar (utilizando uma chave – que me fez perguntar a que altura ficava o trinco dessa porta e qual o tamanho da chave) e vasculhá-la confortavelmente. Tem espaço até para caber um lobo (simultaneamente)! Noção de espaço para que não é mesmo?

[Blablabla Aleatório]

site: http://blablablaaleatorio.com/2015/12/17/birman-flint-e-o-misterio-da-perola-negra-sergio-rossoni/
Jéssica R. 11/05/2016minha estante
Hahaha
Sobre seu comentário final eu também percebi isso sobre as moradias e outras coisas, mas até deixei passar. T




Carolina DC 27/01/2016

Faltou "algo".
"Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra" é uma história com animais antropomórficos, que lembra muito as histórias de Blacksad. A trama se passa na Europa Oriental no ano de 1920, onde conhecemos Birman Flint, o protagonista.
Birman Flint é um jornalista que investiga crimes violentos no Diário Felino. Quando um emissário do Czar Gatus Ronromanovich é morto em circunstâncias para lá de suspeitas, Birman se depara com um mistério que vai além de sua imaginação. Ele viajará para a corte do Czar para desvendar esse mistério que ameaça a Dinastia Ronromanovich.

“Flint era um gato magro demais, esguio demais para a sua idade. Pouco se sabia sobre ele, filho de uma cantora de ópera cuja passagem por Siamesa havia selado seu destino ao conhecer Theodor Flint, um elegante e sedutor gato, considerado um excêntrico aventureiro, que parecia ter deixado como herança para seu único filho a vocação para farejar uma boa encrenca, que no seu caso, servira-lhe profissionalmente”.

Gallileu Ponterrouax, um galo, é o detetive responsável e pede a ajuda do Flint e seu auxiliar, o camundongo Bazzou. Eles partem para Moscóvia para trabalhar em conjunto com a polícia imperial, e se deparam com uma conspiração envolvendo segredos da família imperial e uma antiga seita.

"Uma estranha sensação pareceu envolvê-lo, e quando fitou novamente a enorme estátua, o imenso brasão imperial gravado em seu escudo, teve a impressão de que toda a beleza que o havia encantado ainda há pouco se esvaecia diante de seus olhos, dando lugar a uma forma sombria." (p. 133)

Com um ar de film noir, a trama se desenvolve lentamente o que em alguns momentos dificultou a leitura. Mesmo assim, o livro prendeu a atenção e trouxe momentos de entretenimento e humor.
A escolha dos nomes dos personagens e suas espécies foi criativa e bem humorada. A ambientação também trouxe um clima propício para a leitura.
Porém, existem outros pontos que prejudicaram um pouco a trama. O desenvolvimento da personalidade dos personagens foi um pouco superficial; como comentado anteriormente, há trechos descritivos em excesso e faltou "algo" na história para prender completamente a atenção durante a leitura.
Em relação à revisão, diagramação e layout foi feito um bom trabalho, mas há alguns errinhos de digitação. A capa é incrível e desperta a atenção imediatamente.

Observações
(1) Antropomorfismo - Uma acepção de antropomorfismo refere-se a dar característica humanas a animais ou objeto inanimados usado originalmente em contos morais como os contos de fadas, e posteriores livros infantis como por exemplo Peter Rabbit, criado por Beatrix Potter em 1893.
(2) Balcksad é um HQ que tem como protagonista um gato detetive e tem um ar noir.
(3) Film Noir - Film noir é um estilo de filme primariamente associado a filmes policiais, que retrata seus personagens principais num mundo cínico e antipático. O Film noir é derivado dos romances de suspense da época da Grande Depressão, e do estilo visual dos filmes de terror da década de 1930.
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Clube do Livro 06/02/2016

Resenha Clube do Livro
O livro "Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra" é daquelas obras que nos faz prender a respiração do início ao fim da leitura. Recheado de mistério e adrenalina Sérgio Rossoni nos faz viajar na sua história e nos prende com os enigmas que criou, tornando cada página uma teia de acontecimentos que só nos faz pensar em uma coisa: ler e desvendar.
Birman Flint é o personagem protagonista da história, um astuto gato repórter investigativo, ele conta com a ajuda do detetive Gallileu Ponterroaux para investigar a morte do agente rudanês Karpof Mundongovich.
É através das próprias anotações de Karpof (repleto de símbolos enigmáticos e anotações circuladas com o próprio sangue minutos antes da morte), que Birman Flint, Bazzou e Gallileu, partem para Rudânia e tentam desvendar o misterioso assassinato.


Conduzido de uma forma fantástica (e diferente não poderia ser), a obra, que faz parte da literatura juvenil como uma ficção fantástica me lembrou em muito "As aventuras de Tintim" (uma série de histórias em quadrinhos muito famosa). No entanto, no livro de Rossoni, os personagens são animais (que vivem como os seres humanos).
Mas lembrou-me pela dinâmica da obra, pela aventura e suspense contida nela.
Achei muito criativo e interessante os nomes dos personagens, como por exemplo: O esquilo se chama Esquilovski, o pato que Patovinsky e o gato, na minha opinião tem o melhor nome, Gatus Ronromanovich, acho que o sobrenome vem do ronronar dos felinos (Um som que eu adoro, particularmente).
Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra é uma obra densa (são 383 páginas....) um livro para ser degustado, fugindo totalmente dos clichés de algumas histórias de ficção. O autor usa da narrativa ficcional mas envolve muito da nossa realidade na obra, como o próprio livro apresenta "o mundo bem poderia ser o nosso não fosse habitado por animais que vivem e se comportam como nós". Outro ponto positivo é a perfeita caracterização dos personagens e do cenário! Sim, você lê sente como se estivesse dentro da cena, à espreita em um dos becos escuros, assistindo tudo.
A capa do livro é linda!! Se você é daqueles que compram um livro pela capa, com certeza vocês comprariam este livro, mesmo antes de lê-lo... E claro, não se arrependeriam ao constatar que o conteúdo é tão bom quanto ;)
Li e super recomendo!!

Resenhado por Amanda Bonatti

site: http://clubedolivro15.blogspot.com.br/2016/02/resenha-birman-flint-e-o-misterio-da.html
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@APassional 21/03/2016

* Resenha por: Samantha Culceag * Arquivo Passional
“Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra” é um livro original e interessante, cheio de descobertas e histórias que envolvem o Czar Ronromanovich e sua família. O autor disse que o livro foi inspirado na dinastia imperial Romanov que realmente existiu na Rússia, e em Grogori Rasputin (que possuía fama de místico) para criar um vilão à altura para esta obra. Existem outros acontecimentos reais que serviram de referência para alguns detalhes do livro, mas isso o autor explica na “Nota do Autor”. O livro termina sem final e cheio de suspense e pelo que vi, Birman terá um desafio ainda maior no segundo volume da série.

Confira a resenha completa no blog Arquivo Passional, no link abaixo

site: http://www.arquivopassional.com/2016/02/resenha-birman-flint-e-o-misterio-da.html
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Jéssica R. 31/05/2016

Birman Flint foi inspirado na dinastia imperial Ronromanovich e na antiga Rússia, com várias referência a lugares e personagens que realmente existiram na história do país o autor nos apresenta um mundo misterioso e intrigante.

Após o assassinato de Karpof Mundongovigh Karpof, é certo que algo está sendo tramado contra o Czar e sua família. Em seus últimos momentos de vida Karpof deixa uma pista de seu assassino desenhada com seu próprio sangue, uma cobra envolvendo o símbolo máximo do Conselho Imperial. O repórter Birman Flint sente o cheiro de conspiração e junto com investigador Ponterroaux vai em buscar de pistas que possam desfazer essa teia de mistérios.

Com personagens diferentes do convencional e uma literatura com ar de film noir Sérgio Rossoni cria uma trama cheia de suspenses onde todos transpiram culpa... ou não. Os personagens são o grande trunfo dessa história, são tão reais e que muitas vezes esquecia que quem estava ali era um gato, rato, galo ou o quer que seja, o autor conseguiu misturar os personagens animais com o clima policial de forma criativa e até mesmo real.

Infelizmente nem tudo são flores e acabei demorando muito tempo para finalizar a leitura, alguns trechos tem descrições em excesso, e em muitos momentos me perguntei qual a necessidade do parágrafo X e daquela cena Y. Por mais que tenha gostado da ideia central do livro e de todo mistério que o autor introduziu senti que faltou “algo” que me segurasse na leitura, que realmente prendesse minha atenção.

A diagramação do livro é muito linda principalmente a capa que me conquistou já de início. O livro é para o público mais jovem e isso me fez pensar que a narrativa arrastada pode ser um ponto negativo, uma vez que mesmo acostumada com leituras pesadas fiquei cansada, principalmente em alguns trechos que a meu ver não contribuíam para o desenrolar da história e sim para encher páginas. Senti falta de um clima mais dinâmico e objetivo, acho que isso é efeito do já citado clima film noir, mesmo assim pretendo ler a continuação. Um ponto que para mim merece nota mil é a história da dinastia Ronromanovich, a ideia do mirabolante Código Uruk e todo o misticismo dos Sulk. Acredito no potencial dessa história e como minha curiosidade fala mais alto espero poder ler a continuação.
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Elis 18/06/2016

Uma leitura difícil, pensei realmente que o devoraria, pois amo livros onde os animais são protagonistas, mas creio que me perdi, porque meu estilo é mais Marley e Eu, Soldier, e outros, onde os animais agem como eles mesmo, nos mostrando que podem demonstrar sentimentos incríveis e despertar sentimento dentro do leitor.

Claro que percebi que o autor quis criar algo, como posso dizer, Sherlock Holmes no entanto muitos pontos atrapalham a leitura, como o nome dos personagens sempre serem escritos por inteiro, pois para mim parece que não pegamos intimidade desse modo. Tentei esquecer que eles eram animais para a leitura fluir melhor, mas os miados e trejeitos de cada um quando aparecia, quebrava minha imaginação.

Penso que ficaria melhor o mistério criado no mundo real, fictício. Com isso quero dizer, que se os personagens fossem pessoas, investigadores eu teria conseguido ler de um modo mais rápido. Fiquei entre um mundo de pessoas cruzadas com animais, pode ser estranho, mas quando leio eu procuro entrar na história e ir vendo um filme, quando mergulho e tudo se encaixa, a leitura se torna um prazer indescritível. Aqui tudo se tornou estranho, pois a diversidade de animais convivendo e conversando me deixou com uma incógnita mental. Mas sim, conclui a leitura imaginando-os como animais.

Infelizmente os personagens aqui mesmo interessantes, não me cativaram. Eu me perdia em algumas partes e precisava voltar para me localizar. Já li diversos livros em que na parte em que parava, sabia fazer rodar perfeitamente meu filme e continuar dali, sem ter de voltar trechos para recordar o motivo de ter parado no meio de um capítulo.

Não queria dar um fade back desses, mas lembro-lhes que nem todo leitor tem a mesma opinião, as vezes algo que eu não gostei, você que tem uma carga diferente de leitura, pode amar. Se você gosta de mistério e investigações, poderá curtir a leitura.

Post programado no blog para 22/06/2016. Visite e comente.

site: http://amagiareal.blogspot.com.br/
Kau 19/06/2016minha estante
Vc deveria ler Suspeitos, do Robert Crais :D


Elis 19/06/2016minha estante
Obrigada pela dica, já vou procurar Kau.


Kau 19/06/2016minha estante
a Kate é mto fofa, vc vai amar a historia


Kau 19/06/2016minha estante
a Maggie é mto fofa, vc vai amar a historia




Conchego das Letras 14/07/2016

Resenha Completa
Oi, gente. Tudo bom com vocês?

Hoje trago a resenha do livro infanto-juvenil: Birman Flint e o mistério da Pérola Negra – o primeiro de Sérgio Rossoni. O autor é psicanalista, pintor e amante de gatos, e ao longo da leitura podemos observar um pouco de cada um desses lados do autor.

Neste livro, os personagens são animais. Para quem assistiu a animação Zootopia, é algo desse tipo, os animas vivem como humanos, cada um tem sua profissão, família... Outro ponto que chama a atenção na obra são os nomes dos personagens, cada um tem seu nome ligado à espécie, exemplo: Mundogovich (camundongo), Gallileu (Galo)... No início da leitura, os nomes complicados me incomodaram um pouco, mas com o passar das páginas passaram desapercebidos.

O livro inicia com a morte de Karpof Mundogovich, um agente do Império Rudanês que antes de morrer deixa um caderno cheio de anotações, alguns desenhos enigmáticos pintados com seu próprio sangue e alguns objetos. A intenção do camundongo é que quem o encontrar desvende o mistério.

Para ajudar nas investigações, Gallileu Ponterrouax o detetive que foi designado para o caso, pede a ajuda para Birman Fint, um jornalista investigativo do Diário Felino e seu ajudante Bazzou.

Para desvendar este mistério, os três partem numa viagem para Moscóvia. Eles precisaram da ajuda do imperador Czar Gatus Ronromanovich, pois de alguma forma todo esse mistério está ligado a uma pérola negra, um objeto da família imperial. Acredita-se que ele pode estar ligado a seitas antigas e o desejo da queda do império Ronromanovich.

Segundo o autor, “alguns personagens e lugares foram inspirados na vida real, como é o caso de Czar Gatus Ronromanovich, cuja fonte de inspiração foi a casa Romanov, segunda e última dinastia imperial, que governou Moscóvia e o Império Russo por oito gerações...”

A diagramação está muito bem feita e a capa transmite certo mistério. Eu, particularmente, achei a narrativa extremamente detalhista, o que em alguns pontos tornou a leitura cansativa. Por outro lado, a construção dos personagens, deixou um pouco a desejar, senti falta de conhecer melhor Birman e seus pensamentos... Fora isso, o livro cumpre o que promete, muitos mistérios e uma grande aventura. Ao longo da história, o mistério vai se desenrolando, mas não é totalmente desvendado neste livro, o que sempre deixa aquela curiosidade no leitor...

Bom, é isso! Até mais.

site: https://conchegodasletras.blogspot.com.br/2016/07/resenha-birman-flint-e-o-misterio-da.html
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Saleitura 05/08/2016

Eu adoro histórias de aventura, fantasia e mistério e se aliado, a isto temos o elemento sobrenatural e personagens inusitados, a combinação é perfeita. E, é isto que temos em Birman Flint, uma história de ação e mistério que tem por sua base a história russa do início do século XX, mesclando de forma interessante ficção e elementos históricos reais, tudo isto em um mundo fictício onde os animais são humanizados. O que acaba nos remetendo, mesmo que inconscientemente ao universo dos desenhos animados e mesmos as fábulas de Esopo e La Fontaine. Mas este toque a mais é o grande diferencial do livro. Não é uma obra para crianças, mas sim um interessantíssimo livro de mistério voltado para o público juvenil e adulto.

A história do livro começa com o assassinato de Karpof Mundongovich, membro da diplomacia da Rudânia (referência a Rússia czariana, pré-Revolução de 1917) em território da Françoaria. Para investigar o misterioso assassinato, o chefe de polícia de Siamesa, Galileu Ponterroaux, contata o repórter investigativo do Diário do Felino, Birman Flint para ajudar no caso. As pistas deixadas por Mundongovich, o levam a Rudânia e além, em um mundo de conspirações, intrigas, assassinatos, seitas, artefatos e até a possível ressurreição de um mal ancestral.
Como nos parece ser o primeiro livro de uma série, o autor nos descreve ao máximo possível o universo da trama, o que acaba em alguns pontos se tornando uma vantagem e desvantagem. Ao mesmo tempo que podemos mergulhar na imaginação criativa do autor, isto torna a leitura mais demorada, e mesmo cansativa, o que espantaria os leitores que gostam de narrativas amais dinâmicas. Mas para quem está acostumado e gosta de ler obras de fantasia épica, não encontrará problemas e mergulhará a fundo na trama e na mitologia criada pelo autor.
Escrever mais do que isto estragaria as surpresas do livro, mais é uma leitura que faz você querer conhecer mais e mais deste universo, e ler as próximas aventuras de Flint e seu ajudante Bazzou. Outro elemento que gostaria de destacar é que Flint não é um superdetetive nos moldes de Sherlock Holmes e Hercule Poirot, então não espere por isso ou irá se decepcionar. E, acredito que no fim não foi esta a intenção do autor, fazer o personagem nesta linhaa. Gostaria de ver mais desenvolvimento das personalidades dos personagens, destacando ainda mais as suas características animais.
Confesso que ao ler a obra, fiquei muito curioso (como o gato) para ver como ficaria a obra adaptada para uma animação nos moldes de Zootopia ou The Great Mouse Detective.
Fico no aguardo da continuação e torço pelo sucesso da obra. Sempre fico feliz com estes títulos de autores brasileiros que apostam em elementos originais ou releituras de temas clássicos.


Resenhado por Marcelo Daltro
http://www.facebook.com/marcdaltro

site: http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2016/08/resenha-birman-flint-e-o-misterio-da.html
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Juliete Vasconcelos 22/07/2017

O livro Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra é um livro de fantasia de autoria de Sergio Rossoni, cuja paixão pelos animais o inspirou a criar um mundo novo e fantástico, habitado por bichos falantes e inteligentes. O autor nos presenteia com uma obra envolvente, rica em detalhes e descrições de personagens e cenários bem feitas.

Ao ler essa obra, senti-me como se assistisse a uma animação, como o filme Zootopia, onde alguns pequenos e aparentes indefesos animais vivem aventuras incríveis, que não somente as crianças, mas também nos, leitores adultos, ansiamos por acompanhar.

Em Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra, no entanto, não temos apenas aventuras, mas muitos mistérios para desvendar! Viajamos para o ano de 1920, para os cenários belíssimos da Europa Oriental, mais especificamente para a Rússia, cujo país, assim como o seu governo, foi uma das principais inspirações do autor .

O misterioso assassinato de Karpof Mundongovich, acaba por intrigar não somente a polícia de Siamesa, onde seu corpo fora encontrado, mas também todo o Império do Czar Gatus Ronromanovich, isso porque a vítima é um pequeno camundongo rudanês, que atua como agente na Moscovia, sendo membro do Conselho Imperial do Czar Gatus Ronromanovich e não estando em qualquer missão no pais onde fora morto.

Para solucionar o terrível crime, o detetive Gallileu Ponterroaux, um galo sagaz, se une ao amigo e repórter investigativo, o gato Birman Flint, e ao jovem camundongo Bazzou. Juntos, adentram o passado e os segredos da dinastia Ronromanovich, um mundo cheio de conspirações, em que se deparam com a existência de um artefato raro, uma maldição e uma seita antiga, tudo indicando a iminente queda da dinastia.

A busca pela verdade se revela o maior objetivo de Flint, que não imagina o quanto isso pode mudar drasticamente, a vida de todos que se envolveram nesse misterioso caso. Você também está convidado a adentrar esse mundo fantástico!
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Nathy 13/09/2016

Birman Flint: E o Mistério da Pérola Negra – Sergio Rossoni – #Resenha
Eu fiquei em conflito desde o começo com esse livro. Primeiro porque tinha amado a sua capa. Mas, a sinopse não tinha me empolgado tanto. Porém, quando li a nota do autor e percebi que envolvia o Rasputin quis ler. Nos primeiros capítulos do livro estava muito empolgada com a história. Depois de um tempo passou a ser cansativo. Não estava sendo do jeito que esperava e mal via o momento em que iria encerrar. E no final fiquei bem frustrada. Mas, compreendi porque esse foi apenas o primeiro volume. A ideia do autor foi muito boa, mas poderia ter sido melhor desenvolvida.

O livro conta a história do repórter Birman Flint e do seu amigo Bazzou. Os dois acabam se vendo investigando o caso do assassinato de Karpof Mundongovich, um agente membro do Conselho Imperial do Czar Gatus Ronromanovich. Mas, o que em um primeiro momento parecia ser apenas um assassinato tem uma proporção muito maior. Uma conspiração que os levaria em um jogo que poderia lhe custar suas vidas.

A narrativa é em terceira pessoa tendo o foco mudando entre os personagens. Mas, fica principalmente com o Birman Flint e sua investigação. Ao mesmo tempo em que eu gostei da escrita do autor. Tive um pouco de dificuldade. Em alguns momentos se tornava densa. Então ficava cansativo e parecia que a leitura não estava andando. Eu entendo que tudo precisava ser bem explicado e detalhado. Mas, algumas partes poderiam ter sido cortadas.

Maquiavel Ratatusk sorriu, transformando um simples sorriso numa gargalhada sinistra mesclando-se ao som da tempestade.

Eu estava achando que o Birman Flint seria no estilo de Sherlock Holmes. Conseguiria conduzir uma investigação já percebendo diversos elementos. Ainda mais porque teria a ajuda do seu fiel amigo camundongo Bazzou. Mas, apesar de conseguirem conduzir muito bem a investigação. Eu fiquei decepcionada. Não os achei tão inteligente ou indispensável. Porque as suas deduções não eram assim tão complicadas de acompanhar. Ou até mesmo perceber se prestar bem atenção. Então fiquei um pouco decepcionada com esses dois.

Continue lendo a resenha no link abaixo:

site: http://www.oblogdamari.com/2015/11/birman-flint-e-o-misterio-da-perola-negra-sergio-rossoni-resenha.html
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Laryssa.Pinheiro 02/11/2016

A Trama: Quando Karpof Mundogovich - um agente do Império Rudanês morre, Gallileu Ponterrouax pede ajuda para Birman Flint - um repórter investigativo, para ajudá-lo no caso. A morte traz muitos elementos suspeitos, não só a situação cheira a assassinato como são encontrados desenhos pintados com sangue deixados pela vítima, há suspeitas de que uma seita muito antiga possa estar envolvida. Para desvendar o mistério e proteger o Czar da Moscóvia e sua família, Galileu, Birman e seu assistente Bazzou partem para o antigo império. A história é divinamente construida, com elementos que lembram O código da Vince e filmes Noir, ainda pode ser mais do que criativa - todos as personagens são animais humanizado; Retratando cenários reais da Rússia pré-revolucionária e se inspirando na corte da famosa família Romanov Sérgio conseguiu fazer uma trama muito arrojada.

O Protagonista: Birman Flint é um gato repórter que trabalha no jornal Diário Felino, claramente o autor se inspirou em Sherlock Holmes para construir a personagem, mas a personalidade ficou mais voltada para Dick Tracey, apesar de amar a personagem preciso dizer que ela foi pouco explorada. Com personalidade superficial - talvez até por ser o primeiro volume de uma série, não foi possível me conectar de forma mais profunda.


Personagens Secundários: Todos as personagens tem nomes que combinam, de forma fofa, com sua espécie. Como o roedor assistente Bazzo, o gato Czar Ronromanovich, um galo detetive chamado Gallileu, e diversos outros: Esquilovski - um embaixador esquilo, Patovinsky Fabergerisky - um pato estudioso, etc... Novamente eles poderiam ser melhor explorados.

Capa, Diagramação e Escrita: A capa é linda, ouso dizer que só escolhi o livro por causa dela, achava inicialmente que a história era sobre piratas - não sei por que imaginei algo voltado a Piratas do Caribe... Ah sei, o nome. Ela compreende muito bem a atmosfera do livro e chama a atenção. A diagramação é simples com alguns errinhos de edição, o livro é grosso e achei a brochura um pouco "desmembrada", deixando o livro um tanto mole, dá medo dele se desmantelar durante a leitura. A escrita de Sérgio é fluida, mas ele se apega a tantos detalhes (novamente talvez por ser o primeiro livro de uma série), que a leitura em alguns momentos fica maçante.

Concluindo: Eu gostei, pretendo ler os próximos - mas há problemas, fáceis de ser resolvidos também, é um autor com muito potencial, amei sua criatividade.
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