Réquiem para a Liberdade

Réquiem para a Liberdade Thiago Lee




Resenhas - Réquiem para a Liberdade


18 encontrados | exibindo 1 a 16
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Gabi 27/08/2021

VALE A PENA
Acho que esse livro não é para pessoas fãs de fantasia, o livro se passa em um mundo criado pelo autor e tem com base resquícios de uma sociedade medieval/vitoriana, mas não se trata disso.
O foco do livro é o racismo enfrentado por Marko o protagonista dessa história, narrados em passado e presente, vemos como foi difícil a vida dele, nesse reino a dois lados distintos em que nagos(raça ao qual Marko faz parte) foi dizimada, a narrativa nos leva a dois pontos, onde lordes o usavam para trabalhos escravos, paralelo a o tempo da escravidão.
Bom gosto muito de ler histórias sobre esse tempo e sempre me choca o modo de como negros são/eram tratados.
Mas o que achei mais interessante foi a vila esquisita que o protagonista faz parada a maior parte do livro, havia mais coisas para se descobrir daquela gente estranha kkk se o Thiago tivesse ido para o lado do suspense nesse lugar, eu teria gostado mais.
Ademais vale a leitura, a cena final é muito boa, a escrita do Thiago é fácil e gostosa de ler.
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AmadosLivros 20/06/2017

"- Eu percebi uma coisa naquele dia, Fil, quando ajudei a libertar Henrik e ele se virou contra mim. Não basta cortar as amarras que prendem suas mãos (...) e sim as que acorrentam a mente."

Recentemente eu comentei com vocês que o blog havia começado uma nova parceria com um autor brasileiro. Pois bem, esse autor, o Thiago Lee, nos enviou seu primeiro livro autoral, Réquiem Para a Liberdade; eu li e como prometido, escrevi esta resenha. E preciso antes de mais nada dar os parabéns ao Thiago. Que livro fabuloso!

Réquiem Para a Liberdade conta uma história de fantasia. Apesar de se passar num lugar que não é a nossa Terra, mas semelhante, e numa época parecida com a medieval (assim como em O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo, enfim), o livro é bem pouco fantasia. Mas não deixa de ser fantástico. Como o próprio autor escreve no prefácio:

"Não há elfos, anões, dragões, nem rituais complexos de magia - a natureza humana é mais do que suficiente para representar desde o mais gentil dos sentimentos à mais sórdida das perversões." Thiago Lee

O livro é mesmo sobre a luta pela liberdade e a forma como cada pessoa demonstra sua humanidade, sua empatia para com o próximo, ou a falta dela. Também é um livro sobre preconceitos. Conhecemos o personagem principal, Marko, um nagô ex-escravo liberto que vaga pelo mundo em busca de respostas para uma maldição que carrega - o que ele chama de A Marca do Liberto. Junto com seu amigo de infância Filip e carregando seu velho alaúde, Marko sempre faz algumas paradas pelo caminho, principalmente se essas paradas implicam em ajudar alguém a se libertar de algo ou outro alguém. Ele sempre faz isso como uma forma de honrar a liberdade que seu pai lhe deu - Marko foi libertado porque seu pai, quem realmente tinha direito a carta de alforria, trocou de lugar com ele. Para sua sorte (ou seria o destino, quem sabe), ele foi criado por uma senhora, Dona Giovanna, que o tratava como um filho. Foi nesse período da sua infância que conheceu Filip, um garoto branco e magrelo, que viria a se tornar seu fiel parceiro em sua jornada.

Um certo dia Marko e Filip se deparam com uma vila de pescadores que, relutantemente, permitem que os dois passem uma temporada por lá em troca de trabalho. É assim que Marko fica sabendo que a vila é dominada por um tirano conhecido como Dom. O tal tirano explora o vilarejo usando o medo para dominar os seus moradores. Marko se revolta com isso e mais uma vez resolve proteger esse povo cujo sofrimento se parece com seu próprio passado. Mas ele enfrenta um pequeno problema: os pescadores parecem não querer ajuda. Apesar de todo o sofrimento e manipulação quem têm por parte dos homens de Dom, o povo acredita que sem eles estariam desprotegidos. E cada vez mais parece difícil convencê-los do contrário.

O livro é pequeno mas muito bem escrito. Quase tudo é bem encaixado e explicado no final, que termina com uma pequena ponte para uma continuação, algo que eu adoraria que acontecesse. Thiago não se prende a detalhar demais as pessoas e os lugares, o que eu achei ótimo, deixa a história mais sucinta e mais focada no que é importante. O fato do protagonista ser negro também é um ponto a mais, eu nunca li - e aposto que muita gente também não - um livro de aventura onde o protagonista fosse negro. Sempre é branco, seja pobre ou rico. Essa quebra dos padrões deu um gostinho a mais na história e aumentou ainda mais minha curiosidade.

Além disso, ele conseguiu abordar vários temas, não só preconceito e luta pela liberdade, mas violência, principalmente contra a mulher e o que a crença fervorosa em deuses pode fazer com as pessoas. Temas até bem reais e atuais, infelizmente. A divisão do livro ora em um capítulo narrando o momento atual ora um Interlúdio narrando a infância de Marko (onde ainda se chamava Anak'mar Koshtar) também foi importante para a fluidez da história, era como se as coisas fosse se explicando na mistura entre passado e presente. Adorei, para mim merece cinco corações e espero que em breve o Thiago publique alguma continuação. Boa leitura!

site: http://amadoslivros.blogspot.com.br/2016/03/livro-requiem-para-liberadade.html
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Laís Helena 16/01/2017

Resenha do blog Sonhos, Imaginação & Fantasia
Marko é um ex-escravo, mas, apesar de ter conseguido sua lealdade, ainda sofre em uma sociedade que acredita que sua etnia só serve para o trabalho forçado. Assim, ele tem como um de seus objetivos levar a liberdade também a outras pessoas — e resolver uma questão de seu passado, envolvendo um mistério em torno de um grupo chamado Liberati.

É nessa jornada que Marko vai parar em uma vila à beira do mar e é recebido (com bastante relutância) pelos aldeões. Aos poucos ele e o amigo Filip vão se imergindo no dia-a-dia da vila e percebendo o quanto as pessoas sofrem sob as mãos de Dragomir e do Dom, nobres que dominam o local. E logo Marko deseja dar a liberdade a essas pessoas, embora acabe descobrindo que elas são bastante resistentes à ideia.

Com essa premissa, Réquiem para a liberdade se revela um livro de baixa fantasia, mais centrado nos personagens e em suas jornadas pessoais que em grandes batalhas ou conspirações políticas. O que, é claro, torna a história bem interessante e a faz fugir do óbvio. Mas a trama, ainda que não seja focada em eventos grandiosos, se revela instigante e traz boas reviravoltas.

O livro se alterna entre os acontecimentos no presente e os interlúdios, mais curtos, que contam o passado de Marko, mostrando como ele chegou até onde chegou e como se tornou quem é. E, apesar de acompanharmos duas histórias em paralelo, o ritmo não é quebrado; pelo contrário: cada capítulo ou interlúdio termina em um gancho e eu era obrigada a sempre avançar na leitura para saber o que viria a seguir.

O livro tem pouco mais de 200 páginas, mas isso não implica em uma narrativa apressada. Ela é ágil, sem se prender em longas descrições, mas ao mesmo tempo bastante imersiva, exceto por um pouquinho de tell aqui e ali (mas nada que prejudicasse a história no todo). Só me incomodou que em alguns pontos ela é explícita demais, várias vezes tocando no fato de Marko ser considerado um pária na sociedade, em vez de mostrar isso através da forma como os demais personagens se portavam diante dele.

O autor não passa muito tempo construindo o mundo e descrevendo personagens ou construções; em vez disso, dá apenas o mínimo necessário para fazer a história avançar e ambientar o leitor, então Réquiem para a liberdade é uma ótima pedida para aqueles que não gostam de parágrafos e mais parágrafos cheios de detalhes descritivos. Mas o pouco que se sabe do universo da história já é suficiente para mostrar que o livro foge da típica ambientação medieval, que foi algo que me agradou bastante. Não foi nada extremamente inovador, mas, ainda assim, um sopro de ar fresco em meio a tantas réplicas da Inglaterra.

É também um mundo de baixa fantasia, e a parte fantástica (que de fantástica não tem quase nada) só aparece lá para o final. Não achei que isso tirou o brilho da história, afinal, o tom de baixa fantasia já era presente desde o início. Mas eu terminei o livro querendo saber um pouco mais sobre o sistema de magia (um ou dois detalhes a mais já estaria bom), já que ele foi usado em cenas de ação (que certamente teriam se tornado mais interessantes se o leitor pudesse saber um pouco mais das possibilidades e limitações e o que os personagens teriam a perder).

Eu gostei dos capítulos finais, que trazem bastantes reviravoltas, não só em relação ao enredo como também em relação aos personagens. É o tipo de história em que nada é o que parece e temos os famosos personagens cinzentos, com suas motivações e conflitos de interesses. Marko pode ser considerado o típico herói, mas sua jornada, ainda que altruísta, está longe do clichê de se sacrificar para salvar o mundo.

Aliás, falando em dualidades e dicotomias, Réquiem para a liberdade explora nas entrelinhas uma dualidade bem mais interessante que a dicotomia bem x mal: a segurança e a liberdade. Afinal, até onde vale a pena sacrificar a própria liberdade em troca da garantia de segurança e estabilidade? Foi um questionamento que deu um toque a mais à história, transformando-a em algo mais do que uma aventura em busca da liberdade.

Assim, mesmo que tenha seus defeitos, Réquiem para liberdade é uma leitura que vale muito a pena e que eu certamente recomendo. Um errinho de digitação ou outro escapou da revisão, mas não foi nada que comprometesse a imersão na leitura.

site: http://contosdemisterioeterror.blogspot.com.br/2017/01/resenha119.html
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Daniel.Martins 06/08/2016

Simples, mas profundo
Apesar de a capa prometer uma trama fantástica, o autor já nos informa logo nas primeiras páginas que ele evitou o universo fantástico, apesar do cenário medieval. Pareceu uma escolha temerosa quanto a se enquadrar apenas no rótulo fantástico, por isso, se você espera dragões e magia, não é o caso.

Simples, mas profundo
A trama tem duas camadas bem claras. Narra a história de Marko, um ex-escravo agora liberto que traz muitas marcas sobre o seu passado e todo a discriminação que sofre por ser um "nagô" (clara metáfora para negro).
Quando Marko chega a um vilarejo explorado por um tirano, sente empatia por aquele povo e acaba se misturando a eles. Essas duas camadas agradam quem quer ler apenas pela aventura, assim como quem quer algo mais profundo para refletir como o racismo aqui colocado em discussão.

Flashbacks
Thiago optou por intercalar o presente e o passado do personagem, técnica que vem sendo bastante usada atualmente, conseguindo um bom resultado. Algumas vezes, o acontecimento passado surge para explicar um comportamento de Marko em seu presente, apesar de tirar um pouco a empolgação. (fica mais fácil parar de ler e voltar depois com essas interrupções ao meu ver).

Estrutura e técnica
Durante a leitura, principalmente no final do livro, ficou clara a preocupação do Thiago em fazer um bom trabalho com seu romance de estreia. Todas as pontas soltas foram amarradas e tudo que foi utilizado na trama tem serventia. Por ser um livro pequeno e focado nas ações do personagem, o cenário ficou em segundo plano. É bom, mas ficaria melhor com mais detalhes do ambiente.
Como a maioria dos romances de autores nacionais iniciantes que tenho lido, os errinhos de digitação acabam passando por falta de uma melhor revisão, mas não incomoda, já que o vocabulário em geral e o uso da língua portuguesa são bastante competentes.

Avaliação
Avaliado no Skoob com três estrelas, ou seja: bom! Um livro interessante e que mostra mais um escritor nacional de talento. Recomendamos a leitura.

site: www.desinformadoss.blogspot.com
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Sandro 27/06/2016

Adorei o livro
A coisa mais fantástica de ter contato com a cena da literatura independente, é ter proximidade com os escritores. Por meio de palestras, oficinas e redes sociais que tive o prazer de conhecer Thiago Lee, e assim ter contato com o seu trabalho.

Réquiem para a Liberdade é o primeiro livro solo, desse autor que em 2015 foi finalista do premio Brasil em Prosa do site Amazon e o Jornal O Globo.

Imagine viver em um ambiente completamente hostil e cheio de preconceitos, este é o cenário que Lee insere Marko, um homem negro no livro chamado de nagô. O que torna Marko ainda mais especial, é que ele é um liberto, conseguindo ao alforria não sendo mais um escravo.

Só pelo fato de existir e exigir direitos, Marko ofende homens de poder, que fazem de tudo para tranformar a vida deste bravo homem em um inferno. A narrativa de Lee trabalha muito bem alternando em capitulos do presente e do passado de Marko, mostrando a infância do personagem.

Outro ponto que adorei na construção do personagem é a inteligência e visão que ele apresenta das situações, calculando cada passo em situações de perigo. Nem sempre a estratégia dá certo, o que torna a história ainda mais viva.

Este é um livro que trata sobre o direito de viver livremente, de buscar seus direitos e seus anseios, não um livro sobre uma ambição descabida e predatória, pelo menos não da parte do protagonista.

Thiago Lee é um autor que merece nossa atenção e nosso respeito, pois ele se preocupa com a mensagem que quer transmitir.


site: https://tiozinhonerd.wordpress.com/2016/06/27/livro-requiem-para-a-liberdade-de-thiago-lee/
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mariioliva 30/03/2016

Réquiem Para a Liberdade
"- Eu percebi uma coisa naquele dia, Fil, quando ajudei a libertar Henrik e ele se virou contra mim. Não basta cortar as amarras que prendem suas mãos (...) e sim as que acorrentam a mente."

Recentemente eu comentei com vocês que o blog havia começado uma nova parceria com um autor brasileiro. Pois bem, esse autor, o Thiago Lee, nos enviou seu primeiro livro autoral, Réquiem Para a Liberdade; eu li e como prometido, escrevi esta resenha. E preciso antes de mais nada dar os parabéns ao Thiago. Que livro fabuloso!

Réquiem Para a Liberdade conta uma história de fantasia. Apesar de se passar num lugar que não é a nossa Terra, mas semelhante e numa época parecida com a medieval (assim como em O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo, enfim), o livro é bem pouco fantasia. Mas não deixa de ser fantástico. Como o próprio autor escreve no prefácio:

"Não há elfos, anões, dragões, nem rituais complexos de magia - a natureza humana é mais do que suficiente para representar desde o mais gentil dos sentimentos à mais sórdida das perversões." Thiago Lee

O livro é mesmo sobre a luta pela liberdade e a forma como cada pessoa demonstra sua humanidade, sua empatia para com o próximo, ou a falta dela. Também é um livro sobre preconceitos. Conhecemos o personagem principal, Marko, um nagô ex-escravo liberto que vaga pelo mundo em busca de respostas para uma maldição que carrega - o que ele chama de A Marca do Liberto. Junto com seu amigo de infância Filip e carregando seu velho alaúde, Marko sempre faz algumas paradas pelo caminho, principalmente se essas paradas implicam em ajudar alguém a se libertar de algo ou outro alguém. Ele sempre faz isso como uma forma de honrar a liberdade que seu pai lhe deu - Marko foi libertado porque seu pai, quem realmente tinha direito a carta de alforria, trocou de lugar com ele. Para sua sorte (ou seria o destino, quem sabe), ele foi criado por uma senhora, Dona Giovanna, que o tratava como um filho. Foi nesse período da sua infância que conheceu Filip, um garoto branco e magrelo, que viria a se tornar seu fiel parceiro em sua jornada.

Um certo dia Marko e Filip se deparam com uma vila de pescadores que, relutantemente, permitem que os dois passem uma temporada por lá em troca de trabalho. É assim que Marko fica sabendo que a vila é dominada por um tirano conhecido como Dom. O tal tirano explora o vilarejo usando o medo para dominar os seus moradores. Marko se revolta com isso e mais uma vez resolve proteger esse povo cujo sofrimento se parece com seu próprio passado. Mas ele enfrenta um pequeno problema: os pescadores parecem não querer ajuda. Apesar de todo o sofrimento e manipulação quem têm por parte dos homens de Dom, o povo acredita que sem eles estariam desprotegidos. E cada vez mais parece difícil convencê-los do contrário.

O livro é pequeno mas muito bem escrito. Quase tudo é bem encaixado e explicado no final, que termina com uma pequena ponte para uma continuação, algo que eu adoraria que acontecesse. Thiago não se prende a detalhar demais as pessoas e os lugares, o que eu achei ótimo, deixa a história mais sucinta e mais focada no que é importante. O fato do protagonista ser negro também é um ponto a mais, eu nunca li - e aposto que muita gente também não - um livro de aventura onde o protagonista fosse negro. Sempre é branco, seja pobre ou rico. Essa quebra dos padrões deu um gostinho a mais na história e aumentou ainda mais minha curiosidade.

Além disso, ele conseguiu abordar vários temas, não só preconceito e luta pela liberdade, mas violência, principalmente contra a mulher e o que a crença fervorosa em deuses pode fazer com as pessoas. Temas até bem reais e atuais, infelizmente. A divisão do livro ora em um capítulo narrando o momento atual ora um Interlúdio narrando a infância de Marko (onde ainda se chamava Anak'mar Koshtar) também foi importante para a fluidez da história, era como se as coisas fosse se explicando na mistura entre passado e presente. Adorei, para mim merece cinco corações e espero que em breve o Thiago publique alguma continuação. Boa leitura!

Para mais resenhas, acesse www.amadoslivros.blogspot.com.br

site: http://amadoslivros.blogspot.com.br/2016/03/livro-requiem-para-liberadade.html
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Rodrigo.Assis 27/03/2016

Excelente aventura sobre liberdade e amizade
Réquiem para a Liberdade é uma aventura que fala de liberdade e de amizade com um texto fluido, cativante e instigante. Marko luta pela justiça, ao lado do amigo Filip, em um mundo de preconceito, perseguição e violência em uma narrativa que intercala fatos do presente com do passado. Para finalizar, a capa é maravilhosa. Vale a pena!
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Thiago 20/02/2016

"Algumas pessoas simplesmente preferiam ser coadjuvantes da própria vida do que lutar pelo que querem."

Réquiem é um livraço de fantasia, que de fantasia tem pouco -- se passa em outro mundo, mas ainda assim baseado na Terra. O livro é mesmo sobre liberdade e a humanidade particular de cada um.

O enredo é muito bem amarrado. No começo da leitura, eu não entendia muito bem qual era a do Marko. Não sabia qual sua motivação, seus objetivos. Tudo vai ficando claro ao longo da história, e a conclusão amarra todas as linhas da trama de uma maneira muito satisfatória pro leitor. Linhas da trama que se interconectam o tempo todo conforme avançamos, em uma teia bem construída.

O enredo foi uma das duas coisas que me chamaram atenção em Réquiem. Sério, cada tijolinho da história está ali por um motivo. A outra coisa foi a escrita. Lee não se prende em descrições nem poesia, passando muito longe de passagens expositivas (algo comum na fantasia). Isso deixa o ritmo do livro acelerado, mas não confuso ou apressado -- gostoso de se ler, apesar (pra mim, foi por causa) dos interlúdios em flashback, que adicionam outra dimensão ao protagonista.

Os personagens são fascinantes e profundos. Podemos entender a motivação deles, especialmente no final do livro, e vemos como o maniqueísmo passa longe. Certo e errado são pontos de vista, porque indivíduos são muito mais complexos que arquétipos herói vs vilão. Sabe, que nem na vida.

Não se iluda quanto ao gênero para decidir conhecer Réquiem. É uma leitura maravilhosa que não se prende à fantasia. O prefácio foi bem colocado e diz exatamente o que esperar do livro.
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Bells 12/02/2016

Resenha: Réquiem para a liberdade
Réquiem pra liberdade é uma obra que aborda um assunto onde podemos esta refletindo em relação aos nossos atos cotidianos. Nesse livro no deparamos com o preconceito, o racismo, a submissão e a busca pela liberdade.

Marko ou Anak'mar é um nagô, filho de escravos que ganhou uma carta de alforria ainda criança, onde foi viver aos cuidados de desconhecidos. Foi na infância que conheceu o Filip, que veio a se torna seu melhor amigo.

A obra narra a busca de Marko em trazer a liberdade aos outros como uma forma de honra aquilo que seu pai lhe deu e em descobrir mais a respeito da maldição que é a marca dos Libertos.

O livro é muito interessante. Além de aborda um tema muito importante, o Thiago soube desenvolver todo o livro de uma forma leve e simples, mas com conteúdo, onde a estória flui rapidamente. Sentir falta de uma descrição mais detalhada de algumas cenas e até mesmo do cenário, entretanto isso não foi algo que comprometeu o contexto ou atrapalhou a imaginar o cenário com o que estava acontecendo nele. Os personagens foram bem trabalhados, cada um tem uma personalidade que retrata algo importante, desde fortes crenças em deuses até violência contra mulheres.

O Thiago conseguiu abordar vários temas no livro sem torna-lo uma leitura pesada e cansativa. A sinopse também não retrata muita coisa sobre a obra, mas em compensação a capa ficou linda. Outra coisa que gostei bastante é que o livro foi dividido da seguinte forma: Capítulo narrando o que estava acontecendo e Interlúdio que narra cenas da infância de Marko.

site: http://mysecretworldbells.blogspot.com.br/2016/02/resenha-requiem-para-liberdade-thiago.html#more
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Fernando.Cruz 06/02/2016

Réquiem Para a Liberdade - Resenha Versão 2!
(Versão 2 porque é a segunda vez que resenho. A Primeira resenha, rolou algum bug aqui e ela desapareceu, mas vamos lá...)

Liberdade. O conceito dela é apresentado na história do nagô Marko e sua luta para promover a liberdade que ele desfruta, nesse universo levemente fantástico - com influências eslavas, italianas e africanas claras - mas o custo dessa luta é alto.

Um excelente livro de estreia de Thiago Lee, que mesmo sendo uma ficção, trata de um tema bastante real. O livro é estruturado entre presente e passado do personagem, que mostra a evolução do personagem principal, assim como a questão cíclica da conquista da liberdade. Agora é esperar a futura sequência!
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Dudu 06/02/2016

Uma canção para o além-mundo
Foi um dos primeiros livros de fantasia nacional que li e não podia ser uma surpresa melhor.

A estrutura da narrativa me lembrou "As Mentiras de Locke Lamora" do Scott Lynch devido a alternância dos capítulos entre flashbacks e o momento atual, tal estrutura me fez gostar ainda mais do livro, pois é uma maneira sutil de mostrar o passado dos personagens e nos fazer criar empatia a medida que a história avança. Além disso, Marko também é músico e busca coisas referentes ao seu passado, como Kvothe de "A Crônica do Matador do Rei", portanto se você gostou dos livros citados, creio eu que gostará de "Réquiem para a Liberdade"

Gostei bastante dos personagens e como cada um é importante para o desenvolvimento da história.Gostei muito como essa história foi contada, mostrando apenas o necessário para que nós mesmos montemos os cenários em nossas mentes, e como foi bem amarrada com cada capítulo representando o suficiente para que a história chega-se ao seu término sem enrolações.

Espero que novos livros ambientados nesse mundo sejam lançados por que gostei muito! Thiago Lee tem muito potencial.

Essa foi minha primeira resenha, peço desculpas pelos erros de português. Espero que tenha conseguido demonstrar como essa história é boa e fazer com que mais pessoas a leiam.
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umbookaholic 10/01/2016

Primeiro do ano! Não poderia ter escolhido livro melhor!
A sinopse desse livro não nos revela nem 10% da surpresa e maravilha que é essa trama. Confesso que durante o primeiro capítulo desse livro fiquei meio perdido, mas a cada interlúdio tudo fica mais claro. O que mais gostei nesse livro é que ele é repleto de ação e subtramas empolgantes.

Diferentemente de muitos livros nacionais que já li, o livro é composto por personagens muito bem construídos, desde o Marko, que é o principal, até os que não possuem um papel tão importante pra história.

A narrativa do Thiago é muito inovadora: mesmo não descrevendo com detalhes os cenários, você os imagina perfeitamente e é transportado pra lá. Por conta dessa narrativa diferenciada, em muitos pontos do livro (senão nele todo) me senti na pele do Marko, com suas dores, aflições, medos e raros momentos de alegria. A maneira como tudo é descrito e abordado faz com que a história seja super ágil e rápida. Terminei de ler esse livro em menos de 24 horas, acreditem.

Resenha COMPLETA no site: umbookaholic.com

site: http://www.umbookaholic.com/2016/01/requiem-para-liberdade-do-thiago-lee.html
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Fran 04/01/2016

Uma história cativante!
Thiago Lee estréia com o pé direito sua carreira literária com o romance Réquiem para a Liberdade.

A história apresenta ao leitor personagens extremamente cativantes, como o protagonista Marko, o jovem Anak’mar; um Liberto que deve aprender a viver em um mundo que parece ser contra a liberdade, de qualquer pessoa.

Através das histórias vividas por Marko, Thiago Lee nos leva a questionar o poder das tradições e as incoerências e absurdos nos quais as sociedades são organizadas e que, de forma consciente ou não, ajudamos a manter.

Anak’mar nasceu escravo, mas recebeu a liberdade através de seu pai, que doou sua carta de alforria ao filho. Ainda criança, Anak’mar é separado de forma traumática de sua família e fica à mercê da ajuda de desconhecidos.

O pequeno Anak’mar cresce e se torna o jovem Marko, um homem cheio de coragem e determinação, uma pessoa que, apesar de ter conhecido o pior lado da humanidade, não perde seu senso de justiça e reconhece na liberdade o bem mais precioso de todos.

Com seu fiel amigo, Filip, Marko chega a uma pequena comunidade que vive da agricultura e da pesca; uma comunidade de gente humilde que vive sob o julgo de um tirano. Marko tenta ajudar, e acaba descobrindo muita coisa sobre o seu passado, mas a maior lição que Marko aprende é que a liberdade não é um presente, é algo que cada um de nós deve conquistar.

A narrativa de Thiago Lee é perfeita. No livro não há descrições desnecessárias, a trama é bem amarrada e há interlúdios contando fatos marcantes da infância de Marko, fatos que ajudaram na formação de sua personalidade e que se ligam aos fatos narrados na história do jovem Marko.

No livro há mistério, aventura, ação… tudo narrado em uma linguagem bem confortável e atual. Ao fim do livro, fica a certeza de que Thiago Lee é um nome que veio para ficar. É a Literatura Nacional que começa a mostrar seu potencial!

site: https://franceliapereira.wordpress.com/2016/01/01/resenha-requiem-para-a-liberdade/
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