A Pata da Gazela

A Pata da Gazela José de Alencar
José de Alencar




Resenhas - A Pata da Gazela


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Dandara 08/05/2019

Me surpreendi muito positivamente com este livro. Sempre carreguei um estigma muito negativo de José de Alencar por não ter gostado de "Iracema" e "O Guarani", mas esses primeiros escritos, como "Cinco Minutos", "A Viuvinha" e "A Pata da Gazela" me fizeram olhar para o escritor com outros olhos. Nestes três exemplos citados, o autor mostra seu lado humorístico e prende o leitor do começo ao fim com as reviravoltas que as narrativas dão. Em "A Pata da Gazela", José de Alencar se baseia na fábula de La Fontaine e do conto infantil da "Cinderela" quando uma donzela deixa cair uma botina com pés tão pequeninos que desperta a curiosidade e obsessão de Horácio, um mancebo conquistador e caprichoso. Desde então se dedica a encontrar a dona da botina, porém descobre algo inusitado envolvendo o pé da moça. O final é maravilhoso!
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leila.goncalves 22/07/2018

Precioso Achado
Publicado em 1870, "A Pata Da Gazela" é um romance de José de Alencar, baseado na fábula "O Leão Amoroso", de La Fontaine, e no conto infantil "Cinderela".

Sua narrativa gira em torno de um triângulo amoroso. Horácio, elegante e sedutor, é um dos leões* da Rua do Ouvidor que acaba apaixonado pela dona de um minúsculo pézinho cuja delicada botina, ele encontrou perdida na rua. O precioso achado pertence a jovem Amélia, no entanto, o que seu admirador não imagina é que o feioso e desajeitado Leopoldo também está apaixonado por ela e disposto a tudo para conquistá-la.

Apesar de enquadrado no Romantismo, esse livro reserva singularidades. Trata-se de uma sátira bem humorada ao dom-juanismo e que com uma certa ousadia, resvala no fetichismo, afrontando e desmistificando o caráter romanesco. Porém, seu final feliz com a premiação da virtude e o castigo de todas as infâmias, encerra qualquer celeuma que possa causar o assunto.

Outro aspecto importante para sua compreensão é a historicidade, isto é, essa obra foi produzida dentro de um contexto histórico, destinada a ser consumido por um público específico e é produto de uma concepção literária muito distante da atual, no caso, feito sob medida para nossa burguesia do século XIX.

Eis um bom exemplo do talento alencariano.

Nota: O termo leão* era usado na época, para designar um rapaz bem apessoado e namorador, que gostava de ostentar suas conquistas.
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Isis.Amorim 11/02/2018

Um romance inefável
José de Alencar apresenta em A Pata da Gazela um belo romance clássico, que envolve o leitor por sua graciosidade.
A trama gira em torno de dois rapazes que se apaixonam pela encantadora Amélia. Um dos rapazes, Leopoldo, ama sua alma pura, enquanto, o outro, Horário, ama apenas sua beleza material.
A leitura é agradável e flui naturalmente. O envolvimento com a narrativa se torna mais intenso gradualmente e o final é extasiante, pois mostra que a bela jovem, que possuía uma mente perspicaz, soube discernir quem por ela realmente mantinha um amor verdadeiro.
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Ana 03/02/2018

Cinderela à brasileira.
Como sou amante dos livros do Alencar, e entusiasta de suas obras e personagens,
peguei esse livro, esperando dele ao menos uma prosa boa e que fosse um bom
entretenimento, e não me decepcionei.
Gostei da maneira como a trama se desenrolou, e do final surpreendente.
Basicamente A pata da Gazela pode ser considerado uma versão brasileira de Cinderela, e acredito que Alencar possa ter se inspirado em partes no conto infantil.
A história se inicia com Horácio, um jovem sedutor, que poderia ser classificado como ''leão'', ou seja, um conquistador daquela época, rapaz da moda, etc., que na rua, depara-se com um
pé de sapato delicado e pequeno caído no chão.
A partir daí, nosso ''pegador'' enlouquece com a fantasia de achar a dona do pezinho delicado a qualquer custo, pezinho esse que ele imagina ser como o de uma gazela, eis o motivo do título do livro ser A pata da gazela.
Em contrapartida, para fazer contraste com a personalidade de Horácio, temos o personagem Leopoldo, um homem mais contido, sem ter a beleza e os ares de conquistador
de Horácio, mas que é capaz perfeitamente de amar uma única mulher. Tem o ar taciturno, quieto, a julgar pela leitura, e me pareceu também um personagem triste. Leopoldo apaixona-se por Amélia, e certo dia quando ela entra em sua carruagem, ele vê um pé feio e disforme, que acredita ser o dela. Mas isso não mata sua paixão e ele continua a amá-la, mesmo imaginando que o pé dela seja o oposto de delicado.
Uma história com um enredo que pode parecer meio bobo, mas é muito interessante, e como que um retrato da sociedade e das ''paqueras'' do século 19.
Anderson 03/02/2018minha estante
Parece-me ser um ótimo livro.


Ana 03/02/2018minha estante
É um dos meus favoritos.


Anderson 03/02/2018minha estante
Ainda não o li.


Anderson 03/02/2018minha estante
Ele tem bons livros.


Anderson 03/02/2018minha estante
Já li: A viuvinha, Cinco minutos (o meu favorito) e Lucíola.


Ana 03/02/2018minha estante
Cinco Minutos é meu preferido também


Anderson 03/02/2018minha estante
Gostei tanto que comprei um exemplar para mim. Fiquei apaixonado pela história desde que a li.


Anderson 03/02/2018minha estante
Você escreve muito bem. Li algumas de suas resenhas. Parabéns!


Ana 03/02/2018minha estante
Obrigada!


Anderson 03/02/2018minha estante
Por nada! Já pensou em escrever um livro?




Andre.Rossetto 17/02/2016

Livrinho divertido, ri em voz alta em diversos pontos da historia. Leitura bem leve, se levar em conta ser José de Alencar.
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Tauan 21/09/2015

Uma ótima interpretação
Mais uma mostra de que um livro (assim como uma música) pode ser ao mesmo tempo clássico e divertido. Se tratando de José de Alencar, é desnecessário dizer que esta é uma obra prima da literatura nacional!
O livro baseia-se no conto "A Cinderela" (tanto que é conheço como “A Cinderela Brasileira”) e na fábula do leão amoroso de La Fontaine, Alencar esboça um retrato irônico e crítico da sociedade brasileira do século XIX. A história é bastante trivial: um rapaz jovem e sedutor (Horácio) encontra um pé de botina caído na calçada e a trama se desenrola na tentativa dele, e de outro rapaz (Leopoldo) que também observava a cena, de descobrir quem é a dona daquele sapato.
A partir daí, a história se desenrola em torno das posições dos dois rapazes: um cultiva o amor pelo conteúdo, apesar de acreditar que a jovem possui um “pé aleijão” (pata de elefante) que vira se recolhendo à carruagem. O outro cultiva o amor pela forma, ao acreditar que a moça dona da botina é dona de um pé pequeno e perfeito, uma pata de gazela. O que não sabem é que na carruagem estavam duas grandes amigas, Amélia e Laura, ambas envergonhadas por causa de seus pés (uma o tinha muito pequeno, e a outra, em proporções fora do normal). Ambos acham que a pessoa que viram é Amélia. Leopoldo vê o “pé aleijão” subindo na carruagem, entra na sapataria e vê um sapato de mulher sendo feito numa fôrma com proporções descomunais. Associa uma coisa a outra, e o primeiro sentimento que tem é de nojo. Mas com o tempo aprende a amar Amélia, apesar do pé defeituoso. Horácio, por sua vez, chega ao extremo de pedir Amélia em casamento, apenas para ter a oportunidade de ver seu pé (cena responsável pela relação com “A Cinderela”).
A pata da gazela demonstra como o amor deve ser guiado pela alma, como Leopoldo e não pela aparência, como Horácio. E apesar de ser bastante previsível, o final é surpreendente, depois que ler me diz o que achou!

site: http://pausaparaaleitura.blogspot.com.br/
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Thami (Historiar) 10/09/2015

A Pata da Gazela
“A Pata da Gazela” é um livro de José de Alencar, publicado em 1870. Como lido na sinopse, é como uma releitura de “Cinderela”. Vamos entender melhor:

Amélia e Laura, primas e amigas, estão esperando no carro o criado que foi buscar uma encomenda na loja de sapatos. Enquanto esperam, Amélia nota que um homem (Leopoldo de Castro) está observando ela com bastante frequência. Ela se sente incomodada e quando o criado aparece, pede a ele que vá embora depressa. Com a correria, um dos objetos que o criado segurava cai no chão.

É Horácio quem encontra o objeto caído e o guarda no bolso. Só mais tarde, ele se lembra do objeto que encontrou na rua. Ao tirar do bolso, ele percebe ser uma botina. Botina essa que por acaso, era a descrição da perfeição, além de possuir um aroma maravilhoso. Horácio começa a ponderar sobre quem é a dona da botina e depois de muito refletir, chega a conclusão de que é de uma moça. Então começa aí uma busca incansável pela dona daquela linda botina.

Enquanto isso, Leopoldo promete a si mesmo que vai reencontrar aquela bela mulher que à primeira vista roubou o seu coração. Para ele, ter encontrado Amélia, foi um acontecimento divino. E se o destino quisesse que ambos se aproximassem novamente, isso aconteceria.

É a partir dessas situações que a história se desenrola. Horácio, Leopoldo e Amélia vivem de certa forma, um triângulo amoroso. Horácio só pensa em encontrar a dona daquela botina divina, Leopoldo está perdidamente apaixonado por Amélia. E Amélia, bem... Amélia, em minha opinião, é uma personagem bastante confusa. Leia e entenderá.

“A Pata da Gazela” não é um simples romance dificultoso. O próprio nome do livro já sugere algo a mais. Então saiba: Há uma grande surpresa relacionada à Amélia.

A narrativa é feita em 3ª pessoa. A escrita, por conta da época em que o livro foi construído, é um pouco difícil, mas nem tanto. É possível sim ler com bastante tranquilidade. É, acredito eu, o segundo ou terceiro livro de José de Alencar que pego para ler. Gostei de “Senhora”, mas “A Pata da Gazela”, em minha humilde opinião, é muito melhor.

Horácio possui um pensamento um tanto complexo. Notei a presença da comédia quando ele se referia ao objeto que encontrou. A botina se tornou um fetiche para ele. Ele “estudou” tanto as mulheres que não se comovia mais com a simplicidade do amor. Confira o trecho: “[...] tinha admirado a mulher em todos os tipos e em todos os seus encantos; mas nunca a tinha amado sob a forma sedutora de um pezinho faceiro. Era realmente para surpreender. Como lhe passara despercebido esse condão mágico da mulher, a ele que julgava ter esgotado todas as emoções do amor?”.

Leopoldo é o meu preferido. Também há um lado cômico em suas descrições sobre o que descobriu de Amélia. Eu torci pelo romance entre os dois desde o início. Ele chegou a superar um, digamos capricho, para continuar amando a moça. Já Amélia, como eu falei anteriormente, é uma personagem difícil. Eu não conseguia acompanhar suas vontades, ou melhor, entender suas vontades. Acredito que essa confusão se deu pelo fato de ela estar dividida entre os dois moços.

Outra coisa que quero destacar também é que percebi em várias situações desse livro, menções ao belo e ao feio, em como o feio pode ser belo e a mistura do belo e do feio. Ou seja, a base daquilo que Victor Hugo sistematizou em “Do Grotesco e do Sublime” como harmonia: A junção do grotesco e do sublime. Perceba o trecho: "Era o mesmo desencanto, a mesma insistência de seu espírito para enxergar a formosura da donzela através de um prisma deforme e caricato. Nessas ocasiões ele sofria diante da moça a fascinação do horrível, como o poeta sofre muitas vezes a fascinação do belo em face de um objeto desgracioso. Era então um poeta pelo avesso; um vate do monstruoso. Tinha na imaginação um gnomo de Victor Hugo: criava Quasímodos e Gwynplaines do sexo feminino com uma fecundidade espantosa."


site: http://thamirisdondossola.blogspot.com.br
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. 25/08/2015

Um triângulo amoroso que seduz através da individualidade de cada personagem, em uma inusitada trama sobre ideais e buscas assentadas em valores fantasiosos ou realistas. Romance das antigas e com antagonismo atual diante de nossas escolhas.

Amélia é sonhadora, mas sem entrega cega a devaneios arrebatadores, tendo criticidade em suas aspirações. Moça de juízo!
Horácio, o leão da sociedade, traz uma parte engraçada e analítica com a entrega total a aspirações superficiais. Feitos alheios a percepção do papelão que acaba desenrolando.
Leopoldo, o sisudo, busca o amor sem ilusões, realista e convicto em sua plenitude.

Legal o paralelo na visão dos dois. O primeiro vê o exterior com seu velado desejo de satisfação egoísta. Suas palavras definem Amélia como uma "palmeira frondosa". Ela é um objeto de conquista. O outro é introspectivo em seus sentimentos e tem pronunciamentos poéticos e bonitos. O fulgor dos olhares e sorrisos da amada são "raios de mel que tocam o coração". Ele se entrega sem máscaras ao sentimento amoroso e é desejoso de retribuição de felicidade a quem ama. O sentimento amoroso deu-lhe um novo direcionamento na vida triste.

Já li umas três vezes, sempre com uma grande satisfação desde a sexta série, quando leitura obrigatória em Língua Portuguesa.
Bonito, inspirador, singelamente divertido e revelador de ambições humanas (especialmente no capítulo XIII).
Li uma edição de 1984 da Série Bom Livro, publicada pela Editora Ática.
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Vitoria Freitas 08/03/2015

A pata da gazela
A história começa na rua da quitanda onde estavam Laura e Amélia esperando seu lacaio. Na rua, estava Leopoldo, que as observava. Laura estava impaciente e quando o criado se aproximou ela o apressou. O embrulho que ele trazia estava bem amarrado, mas na pressa de subir na carruagem, o pacote abriu e um par das botinas caiu no chão. Horácio, um dos mais cobiçados moços da sociedade, pegou a botina, mas não conseguiu devolver, pois a carruagem havia saído.
Logo no coração de Leopoldo e de Horácio surgiu uma paixão. Mas no coração de cada um era diferente. O primeiro se encantou com a alma da moça, que desconhecia sua imagem. Já o segundo, experiente com as mulheres, se encantou pelo pé desconhecido que calçava aquela botina pequena.
Assim, os dois foram em busca da amada e da dona dos lindos pés. Leopoldo acabou vendo a moça no teatro, depois a viu na rua, que com pressa ela subiu em sua carruagem e assim Leopoldo teve uma pequena visão dos pés de sua amada. Era deformados e horrorosos, o que provocou um desencanto imediato.
Horácio também estava em busca da dona da botina. Assim como Leopoldo, ele viu Amélia e Laura no teatro. A primeira ele encontrou algumas vezes na rua e admirou seu gracioso andar e depois vendo o rastro que ela deixava ao lado do das amigas na areia do passeio público, teve a certeza de que era Amélia a dona da botina. E em pouco tempo ele deu início a seu convívio com a família.
Amélia frequentava a casa de D. Clementina, onde dançar era a diversão. Foi lá que ela conheceu Leopoldo, que a observava sem parar. Pela insistência dos olhares acabaram dançando e ali ele falou que a amava, mesmo com suas deformidades.
Horácio frequentava a casa de Amélia e ali sempre tentava ver o pé dela, mas a menina o escondia o tempo todo. E assim, em desejo de ter pra si o pé que calçava aquela botina, pediu ela em casamento. Amélia resolveu que sim, mas esperou por 15 dias para dizer isto a Horácio. Durante esses dias, Horacio não apareceu em sua casa.
Durante esses dias houve um baile, e com muita tristeza já sabia do casamento de Amélia. Foi neste baile que ele e Horacio se encontraram, onde um contou ao outro sua história de amor, sem revelar o nome. Mas Leopoldo não demorou muito a descobrir.
No dia seguinte, Horácio foi à casa de Amélia que estava bordando pantufas. Ela disse ao seu noivo que era um presente para uma amiga, o que justificava o “L” que ela bordava. Distraída, descuidou-se da barra do vestido, o que permitiu que Horácio visse seus pés. Depois de um silêncio, se afastaram e ele foi embora.
Quando voltou a casa de sua noiva, Horacio disse que não queria que ela fosse mais para reuniões na casa da D. Clementina, caso contrario ele iria acabar com o noivado.
Amélia e Leopoldo se encontraram na casa da D. Clementina, onde Amélia falou que o amor de Leopoldo era correspondido, ela também o amava.
Horácio foi atrás de Laura, afinal as pantufas que Amélia bordava com a letra “L” para uma amiga só poderiam ser para ela. Assim logo em seguida ele se declarou a ela ajoelhando-se a seus pés. Bastou isso para uma decepção: não era Laura a dona dos lindos pés.
Horácio acreditou então que Amélia devia ser a dona do lindo pé, afinal ele só viu um dos seus pés. Em uma ocasião, Horácio encontrou ela no centro e quando Amélia percebeu que ele encarava seus pés ela ergueu o vestido mostrando ter lindos pés, os tão sonhados por seu ex-noivo.
Acontece que Laura tinha pés grandes e Amélia sempre teve pés pequenos, mas as duas da Europa. Ele criou para ela pares de sapatos que escondiam sua deformidade e assim elas sempre iam juntas à Rua da Quitanda e o criado ia buscar os sapatos que eram pagos na hora por ele, porque assim ninguém saberia quem era a dona dos pés deformados.
Na mesma noite Horacio foi à casa de Amélia com a intenção de reconquista-la. Chegando lá encontrou poucas luzes ligadas e subiu em uma árvore para ver o que acontecia. Lá dentro havia um padre, Amélia e Leopoldo ajoelhados, os pais dela, e dois amigos. Pela janela ele viu o casamento dos dois e depois, ele viu Amélia entregando aquelas pantufas bordadas com um “L”, e pedindo que ele lhe calçasse os lindos e mimosos pés.
Horacio voltou para casa, onde leu uma fabula.
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Matheus Valei 30/06/2014

Cinderela
A jovem protagonista passa pelas mesmas dificuldades de uma certa gata borralheira que conhecemos faz tempo. História doce,delicada e pura!
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Gabii 05/06/2014

Uma vez iniciado e abandonado, “A Pata da Gazela” foi uma leitura muito mais agradável e divertida – não a ponto de eu rir de verdade, mas de fazer aquela cara de quem gosta de ver as coisas indo bem para o seu time – do que da primeira vez que eu tentei o ler.
A edição que eu possuo, e li vêm com aquela “explicaçãozinha” que às vezes ajuda e outras atrapalha a leitura, nesse caso, até que ajudou. “A Pata da Gazela” é como se fosse uma versão abrasileirada – lembrando que é referente ao século XIX – do conto da Cinderela – Irmãos Grimm – e da fabula “O Leão Amoroso” – La Fontaine. Ele conta a história de Horácio que se vê apaixonado pela dona de um sapatinho perdido, durante a história ele acha e perde a moça ou o pé da moça algumas vezes – é essa, não é essa, me caso, não me caso, etc. – em paralelo corre a história de Leopoldo e Amélia e do amor que acaba nascendo, e posteriormente crescendo a partir de um mal entendido, o desenrolar da história é divertido porque o “maravilhoso” Horácio – Um “Leão da Rua do Ouvidor”, o partidão da história – não consegue o que tanto queria e acaba perdendo a moça – e logicamente os pés dela também – para uma pessoa no mínimo mais sincera. Alias, Amélia acaba sendo uma mocinha muito mais esperta do que imaginamos que seria, no começo da leitura.
Leiam, é um bom começo, agora que eu li “A Pata da Gazela” eu não me sinto mais tão intimidada com o nome “José de Alencar”.

site: http://embuscadelivrosperdidos.blogspot.com
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luiza Costa 04/06/2014

Recomendo que leia.
Um dos melhores livros ,muito divertido alem de tratar de um assunto interessante que é o "fetiche".Não e uma leitura cansativa e quando se começa a ler o objetivo é terminar.
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27/03/2014

Eu me lembro que, na escola, José de Alencar era leitura constante e obrigatória, leitura que eu não apreciava muito, apesar de amar os livros desde criança.
Pois decidi relembrar os velhos tempos e ler algo do autor. E não é que gostei?
A história é a seguinte: Horácio, um jovem conquistador, apaixona-se ao ver uma delicado par de botinas. Passa, então, a procurar aquela que seria a dona dos sapatos e de seu coração.
Leopoldo, por sua vez, apaixona-se por Amélia, que ele imagina ter pés de anjo. Ao descobrir que ela tem pés disformes, sofre uma decepção que rapidamente supera, pois percebe que seu amor transcende o físico.
A partir daí, desenvolve-se um triângulo amoroso entre Horácio, Leopoldo e Amélia.
Uma história simples, bonita e delicada, mas com uma mensagem muito interessante, principalmente nos dias de hoje, em que existe esse culto exacerbado ao corpo e à aparência física.
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Bogodinha 20/07/2013

Ah, o Romantismo e suas idealizações...
Como diria Machado, combatendo o ideal romântico: "Por que bela, se coxa? Por que coxa, se bela?" (Bendito Realismo).

A história gira em torno de Horácio, que se apaixona por Amélia, mas descobre que ela tem um pé defeituoso... Bom, há todos os elementos: o conquistador, o amor efêmero, o amos verdadeiro, o castigo e a redenção. Tudo magistralmente narrado por José de Alencar.
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