Trumbo

Trumbo Bruce Cook




Resenhas - A Trumbo


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Thunder Wave 28/01/2016

Dalton Trumbo foi um roteirista maravilhoso, com filmes como Spartacus, Exodus e A Princesa e o Pebleu em seu portifólio e romances conhecidos pela sua qualidade. Mas mesmo com todos esses feitos, não foram suas obras que tornaram seu nome tão comentado, e sim os anos que passou na lista negra por ser comunista.

Trumbo, escrito por Bruce Cook, conta toda a vida do escritor. O livro inspirou o filme que rendeu a Bryan Craston a indicação para o Oscar de melhor ator. Logo no inicio da leitura podemos notar que a adaptação simplificou muito os fatos, por exemplo, nas primeiras páginas descobrimos que Dalton Trumbo ficou gravemente doente e essa doença não é nem mencionada no filme.

Abusando de relatos dos conhecidos de Trumbo, Bruce Cook mostra com maestria a vida do mesmo, desde sua infância até o fim de seu período na lista negra. Nesse tempo todo, Trumbo teve que sustentar sua família, recorrendo até mesmo a alguns métodos ilegais em épocas de desespero, antes de finalmente começar sua carreira fazendo o que gosta: escrever. Na realidade, demorou bastante para ele se envolver com política e finalmente passar o tão comentando tempo na prisão por desacato ao ser acusado de ser comunista. Após cumprir sua pena, ficou quase 13 anos usando pseudônimos em seus trabalhos, pois não podia de fato estar trabalhando.


Como uma cinéfila de carteirinha, fiquei fascinada pela vida de Trumbo, no término do filme já estava louca para ler a biografia completa. E posso dizer que essa leitura dessa biografia foi extremamente gostosa, a cada acontecimento novo, eu ficava mais envolvida. Quem gosta de saber mais sobre cinema, vai amar esse livro.

Veja mais no link

site: http://thunderwave.com.br/resenha-trumbo-bruce-cook/
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jota 01/07/2020

Minha avaliação: 4,7/5,0 – ÓTIMO

As pessoas que conhecem um pouco de cinema conseguem lembrar nomes não apenas de atores, também de diretores e algumas são capazes de dizer corretamente se um filme foi baseado num livro ou se seu roteiro é original (screenplay), quer dizer, foi escrito por um screenwriter – como um roteirista era chamado em Hollywood (hoje simplesmente writer, escritor). Nesse caso, o nome que quase sempre vem à memória é o de Dalton Trumbo (1905-1976), que adaptou ou escreveu vários sucessos para o cinema. Trumbo foi, reconhecidamente, um dos mais importantes roteiristas de todos os tempos. Foi ou é, porque seu roteiro para Papillon, baseado no best seller de Henri Charrière, filmado em 1973 (um sucesso estrondoso) foi utilizado outra vez para a nova versão do filme de 2018 (que resultou numa obra bastante assistível, mas sem o carisma dos astros da primeira: Steve McQueen e Dustin Hoffman).

Alem de Papillon, Trumbo escreveu ou adaptou, entre outros, os roteiros para Trinta Segundos Sobre Tóquio (1944), A Princesa e o Plebeu (1953), Arenas Sangrentas (1956), Spartacus (1960), Exodus (1960), Adeus às Ilusões (1965), O Homem de Kiev (1968), Johnny Vai à Guerra (1971, baseado em seu livro homônimo e que ele mesmo dirigiu), Nosso Amor de Ontem (1973) etc. A biografia de Trumbo escrita por Bruce Cook traz não apenas a história do roteirista e de seu tempo, também um pouco da história desses filmes, como participou em cada um, os problemas que enfrentou etc. O livro de Cook agrada sobretudo quem aprecia cinema, literatura e política. Ou história, pensando melhor. Trumbo sonhava em ser escritor enquanto trabalhava duro para sustentar a mãe viúva, duas irmãs e a si próprio. Mas dedicou-se a escrever roteiros originais, também consertar, por encomenda de estúdios ou diretores, roteiros escritos por outros roteiristas, e ainda adaptar livros para o cinema. Porém, nunca desistiu de sua idéia fixa: tornar-se escritor. O que não era lá muito fácil nos tempos que se seguiram à grande depressão (crack da bolsa em 1929).

Ele queria ser escritor de livros, não exatamente de roteiros cinematográficos. Chegou a escrever vários e um deles fez muito sucesso, Johnny Vai à Guerra, de 1939, que adaptou e dirigiu 32 anos após sua publicação. Livro e filme antibélicos demonstravam desde cedo que Trumbo era um pacifista, queria de todo modo despertar nas pessoas o mesmo sentimento que tinha sobre o mal produzido pelas guerras e que colocava em palavras e atos. Suas idéias políticas pendiam bastante para a esquerda, tendência essa que se fazia bastante presente entre muita gente na Hollywood de então, não entre os donos dos grandes estúdios, claro, e nem mesmo entre vários diretores e atores, como se viu depois, durante a ação nefasta do Congresso americano. E nesse ponto, para entender melhor o que se passou com o roteirista, a sinopse da editora Intrínseca é bastante útil, pois resumidamente trata de todo o conteúdo do livro, ou seja, mostra o que aconteceu a Trumbo por conta de suas idéias e de seu trabalho. Ele foi delatado como comunista e por isso entrou para uma lista de pessoas, roteiristas em sua maioria, os Dez de Hollywood, que perderam seus empregos e foram presos a mando do Comitê de Atividades Antiamericanas do Congresso. Que especialmente nos anos 1950 moveu intensa perseguição ao pessoal de cinema e intelectuais de esquerda, ação capitaneada pelo senador republicano McCarthy e seus seguidores.

Toda essa história ocupa grande parte do livro e esse é o ponto em que a narrativa pode cansar alguns leitores por ser bastante profunda. Mas é também um modo de se conhecer um período da história americana do século XX sem grande esforço. Nessa época, para sobreviver, Trumbo trabalhou no chamado mercado negro de roteiros: escrevia sob pseudônimo ou então usava emprestado o nome de algum amigo para o registro da obra, enganando desse modo os congressistas republicanos. Trumbo, por Bruce Cook, foi lançado originalmente em 1977, e foi escrito a partir de fontes primárias: o biografado estava vivo ainda em 1976, assim como muitas pessoas que conviveram com ele e deram depoimentos fundamentais para Cook. Foi traduzido para o português apenas em 2015, por ocasião do lançamento do filme no Brasil, com o título de Trumbo – Lista Negra. Que não é tão empolgante quanto o livro, mas fica acima da média como obra adaptada. Vale a pena conhecer livro e filme, quer dizer, conhecer um pouco mais sobre Dalton Trumbo e seu tempo.

Lido entre 18 e 30/06/2020.
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Rittes 25/03/2016

A lenda de Trumbo
Sempre admirei o trabalho de Dalton Trumbo, fosse como roteirista premiado por filmes como Spartacus ou como o escritor do fantástico Johnny vai à guerra. Esperei muito tempo para poder ler essa biografia feita por Bruce Cook, que acabou chegando aqui somente por causa do filme. Indiscutível a qualidade jornalística do trabalho de Cook, inclusive admirável, se comparada com o que é feito por aqui, mas confesso que gostaria mais dos detalhes da vida de Trumbo em relação ao seu trabalho como roteirista e menos sobre a famigerada "lista negra" e o macarthismo (assuntos já um tanto esgotados). Só não dou cinco estrelas por isso e pela edição da Intrínseca, que deixou o espaço entre as linhas cruelmente pequeno. Mas, sem dúvida, é um livro interessante e bem construído.
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sohisolo 07/01/2017

A árdua tarefa contra um sistema opressor
Fiz o caminho inverso ao assistir o filme antes, e, de certa forma, o livro trouxe certo desapontamento. O filme é muito mais objetivo e focado em Trumbo na constante luta contra o sistema e diante das acusações que sofria por ser do comunismo.

Já o livro se torna maçante ao expor muito mais sua vida pessoal, ainda em início de carreira. Apesar desse ponto, o livro não deixa de apresentar pontos positivos, como a forma que os artistas viam Trumbo, sempre muito controverso, visto como persona non grata por uns, e como maior exemplo de cidadão por outros.

Aparentemente, o próprio Trumbo parecia viver num conflito interno, tanto profissionalmente quanto politicamente, ao querer ajudar seus companheiros de trabalho diante da perseguição que sofriam.
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Mauricio.Alcides 05/02/2016

A historia de um sujeito comunista que derrubou uma lista fascista em uma sociedade capitalista.
Trumbo
A historia de um sujeito comunista que derrubou uma lista fascista em uma sociedade capitalista.

O livro biográfico de Dalton Trumbo escrito por Bruce Cook é claramente dividido em duas partes.
Na primeira temos uma narrativa descritiva sobre sua infância, seus primeiros empregos, seu primeiro amor, seu verdadeiro amor e sua subida na carreira de roteirista Hollywoodiano. A segunda parte toma caminhos muito mais sombrios passando a descrever uma história política, retratando sua prisão e também a “jornada do herói” percorrida pelo célebre escritor culminando com sua influencia na queda da lista negra de Hollywood.
De quebra Trumbo ainda levou um Oscar utilizando nome de terceiros e fez Stanley Kubrick refilmar partes de seu clássico “Spartacus”. Not bad para um homem que teve como grande crime se filiar a um partido politico.

Nota: 8,5
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Raffafust 11/02/2016

Fiz o caminho inverso, mas nem por isso o livro ficou menos interessante. Tendo visto o filme antes, claro que comparei muitas coisas, mas confesso que há partes no livro primordiais para entender melhor quem de fato foi Dalton Trumbo.
Para começar o livro começa nos contando que Trumbo teve que interromper seu trabalho como roteirista nas filmagens de Papillon na Jamaica, o motivo, para quem viu o filme, mesmo não tendo essa cena, é claro câncer no pulmão. Trumbo fuma o tempo inteiro no filme, era assim na vida real, afastado das filmagens ele achou que a melhor forma de estar ainda por dentro - ele sempre foi workaholic - era colocar seu filho, que já estava trabalhando no mesmo negócio que o pai e arrancando elogios de muitos críticos.
Sabemos que o mote central da história é a perseguição a Trumbo desde que ele se declarou comunista em uma época onde os Estados Unidos estava em plena Guerra Fria . Enfrentou tudo e todos por seus ideais, mesmo não medindo esforços para dar tudo de melhor a esposa e aos 3 filhos, seu padrão de vida em nada lembrava o comunismo, por ter sido muito pobre gastava muito do que ganhava, mas também bancava colegas de partido que não tivessem dinheiro para acompanharem as viagens e outros gastos com sua luta.
Mesmo sabendo que sofreria por causa de suas escolhas, não arredou o pé de seus pensamentos, enfrentou a mídia, atrasou contas , amigos lhe viraram as costas e até um fiel se demonstrou fraco ao ser indagado e o delatou, o levando a ficar preso um tempo.
O homem de temperamento forte que se desmontava frente esposa , essa sua força maior que o colocava no devido lugar mas que nunca lhe pediu para não defender o que achasse certo, formando assim um casal cúmplice, Trumbo aprendeu a viver à espreita, a inventar nomes porque sabia que seus filmes seriam boicotados, a ganhar menos do que merecia porque nenhum grande estúdio lhe aceitava mais, e que piada do destino...a Academia lhe deu 2 Oscars sem saber que o premiava.
Fumante inveterado, comunista, com gostos estranhos, como escrever dentro da banheira , Trumbo marcou época, por não se deixar vencer, pela genialidade de seus roteiros, por encantar atores de peso que sentiam um imenso prazer de trabalhar com ele.
Trumbo é uma história para quem ama cinema, pra quem conhece política, para quem se encanta com biografias...é uma história que merece ser lida. Coragem e determinação fizeram desse roteirista um nome marcante em Hollywood.

site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2016/02/resenha-trumbo-intrinseca.html
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Beta Oliveira 29/02/2016

É uma daquelas histórias que todo mundo pode jurar que foi inventada, mas ocorreu de verdade. Fala sobre os bastidores de Hollywood e não de uma forma positiva.
Claro que viraria filme. Detalhe: indicado ao Oscar.
Mas quem foi e o que fez esse homem?

Leia no Literatura de Mulherzinha o texto completo sobre o livro lançado pela Editora Intrínseca.


site: http://livroaguacomacucar.blogspot.com/2016/02/cap-1144-trumbo-bruce-cook.html
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Pateta 08/11/2016

A POLÍTICA DO CINEMA
Biografia indicada para quem é fã de cinema e, além disso, gosta de história do cinema, conhecendo o contexto social em que determinados filmes foram produzidos. Um texto relativamente fácil de ler onde ficamos a par da verdadeira caçada promovida contra roteiristas, atores e diretores com pensamento "de esquerda" em Hollywood durante as décadas de 50 e 60. Qualquer semelhança com a atual realidade brasileira não é mera coincidência.
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Hadan Felipe 12/03/2017

Gosto de biografias - em especial aquelas que não se limitem à vida sobre quem se escreve. Com o "lacre" sobre o livro, admito (ridiculamente) que fora pego pela bonita arte de capa mas, à essa altura, desconhecia Dalton Trumbo (o biografado), tampouco Bruce Cook (o biógrafo).

Sem ao menos uma resenha disposta contracapa, me voltei à uma rápida busca pela Internet: Trumbo fora escritor, roteirista, filiado ao Partido Comunista (em plena "Era McMarthy") e figurara a famigerada "lista negra" do período.

Bem, nunca sequer ouvira falar da tal "lista negra" - mas conheço a figura de Joseph McMarthy, bem como sua espúria perseguição aos movimentos socialistas, comunistas ou quem quer lhes soava como tais.

Sob tais circunstâncias, esse "Trumbo", simplesmente por soar tamanha controversão, talvez valesse a pena. E como valeu!

A um primeiro momento, por não se limitar ao biografado. Embora o óbvio e necessário contexto para nos localizarmos junto à mente do personagem, há todo o aspecto histórico e social envolvidos.

Isso nos leva desde a pobreza de Dalton e sua família até os sacrifícios pessoais que está disposto a correr em nome desta - e, a "contrario senso" do que comumemente vemos junto às figuras que remetem à Hollywood (o local de seu ápice, a quase ruína e seu restabelecimento), Trumbo é um legítimo homem de família - não na costumeira e hipócrita menção que se dá ao termo.

O livro agradará aos mais diversos leitores:

a) os que, como eu, apreciam biografias que não se limitam a enaltecer o biografado pura e simplesmente;

b) os que conhecem os trabalhos de Dalton Trumbo, seja nos romances, seja nos discursos e artigos, seja nos roteiros (não sendo poucos estes);

c) os que possuem curiosidade sobre os bastidores de Hollyood, especialmemte entre os anos 1940 e 1970;

d) os atentos à "Era McCarthy", que compreenderão como a indústria do cinema fora largamente influnciada por ela e, surpreendentemente, por sua própria iniciativa.

São 342 páginas de uma leitura objetiva e de fácil assimilação - com os muito bem vindos apontamentos do autor.
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DaniM 04/01/2018

Dalton Trumbo foi um roteirista consagrado de Hollywood, extremamente produtivo e prestigiado. Até entrar pra lista negra em plena Caça às bruxas do macarthismo, perder o emprego, ser afastado do trabalho e hostilizado por seus pares e até por seus vizinhos. Tempo brabo na América. De personalidade forte, enfrentou a comissão que o acusava de atividades antiamericanas e recusou-se a colaborar, entregando colegas. O resto é história.
Esse é o livro que inspirou o filme maravilhoso com Bryan Cranston (eterno Mr White) e eu não consigo entender a mágica que precisou ser feita pra se construir um roteiro tão bom a partir desse livro tão ruim. Vejam o filme, evitem o livro. Leitura chatíssima, arrastada, cansativa e desconexa, enfim, uma bela porcaria.


site: https://www.instagram.com/danimansur/
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