A arte do descaso

A arte do descaso Cristina Tardáguila




Resenhas - A Arte Do Descaso


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Cibele 31/12/2020

Impressionante
Impressionante perceber como a cultura não é valorizada no nosso país assim como nossos bens culturais.
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Juliana 09/12/2020

A isenção dos brasileiros perante a história da arte
Castro Maya nasceu em 1984 em Paris e foi um dos milionários mais conhecidos do Rio de Janeiro durante a década de 1920. Filho do diplomata maranhense Raymundo de Castro Maya e da mineira Theodozia Ottoni, passou os primeiros anos de sua vida na França e se mudou para o Rio em 1905.

Em 1911 se formou em direito, mas ganhou a vida como empresário vendendo tecidos e óleos que suas empresas fabricavam para uso doméstico e industrial. Maya residia na Chácara do Céu, onde colecionava milhares de obras de artes, azulejos, mobílias, pratarias e livros.

Em 1948 fundou a Sociedade dos Amigos da Gravura para popularizar a arte e, em 1493, criou a Sociedade dos Cem Bibliófilos Brasileiros para publicar obras-primas de autores brasileiros ou livros sobre o Brasil.

Foi Castro Maya que colocou os primeiros 100 mil cruzeiros no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) e também quem programou as primeiras exposições da instituição. Diante disso, é evidente o importante papel que o mecenas desempenhou na história da arte do Brasil.

A Chácara do Céu se tornou Museu em 1964 e o foi cenário do maior assalto a museu do Brasil. Em 2006, durante o desfile do bloco das Carmelitas, um grupo de assaltantes ingressou na Chácara do Céu e roubou cinco obras: um Dalí, um Matisse, um Monet e dois Picassos, com o valor total estimado em mais de 10 milhões de dólares na época. Mais de quatorze anos se passaram e, até o momento da publicação dessa resenha, as obras ainda não foram encontradas.

Em "A arte do descaso", a jornalista Cristina Tardáguila realizou um estudo minucioso acerca do crime ocorrido no Museu da Chácara do Céu. Investiu anos de sua carreira em pesquisas, chegando até mesmo a viajar para o exterior para conversar sobre o ocorrido com os maiores especialistas do assunto.

A obra aborda a ineficácia da segurança do Museu, o descaso com a arte no Brasil, o desinteresse das autoridades em solucionar o caso e também critica a posição dos brasileiros frente à arte no país. Com uma linguagem acessível e uma narrativa fluída, a autora transporta o leitor ao cenário de um dos maiores roubos de museu do mundo (segundo o FBI) e levanta importantes reflexões sobre a história da arte no Brasil e sobre a postura (ou a falta dela) que mantemos diante de referidas situações.

Essa leitura foi uma bela surpresa, comprei o livro despretensiosamente em uma promoção na Amazon, pois a sinopse me chamou a atenção. O fato de eu nunca sequer ter ouvido falar nesse roubo antes da leitura do livro demonstra quão certa Tardáguila está acerca da isenção e falta de interesse pela arte no Brasil.

Eu não imaginava que gostaria tanto da narrativa da autora, tampouco pensei que pudessem caber tantas informações em tão poucas páginas. Foi uma das melhores leituras que realizei esse ano e com certeza recomendo a obra!


site: http://www.entresinopses.com/2020/12/resenha-arte-do-descaso-cristina.html
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Ronan 29/11/2020

Ineficiência institutional generalizada
O livro deixa patente a ineficiência do Brasil em investigar um dos maiores crimes brasileiros, e isso realmente fica bem patente no final do livro. Tudo contribui para a frase "Só no Brasil", contudo, cabe uma ressalva, a desconsideração com roubos de artes e a falta de vontade em resolvê-los não é exclusividade do Brasil. É uma leitura cativante e revoltante ao mesmo tempo, que vale a pena ser lido.
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Alê | @alexandrejjr 03/11/2020

A irresponsabilidade consciente

Livros de não ficção costumam ter ritmo diferente daqueles que se propõem como ficção. É algo comum ao gênero, que vira uma característica acentuada se eles forem mais próximos do estilo jornalístico de contar histórias.

Este “A arte do descaso” é o primeiro livro da jornalista Cristina Tardáguila. E é uma excelente surpresa. A maneira direta e encadeada de narrar os fatos que cercaram - e cercam - o misterioso roubo do Museu Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, é bem convidativa. Puxa o leitor para dentro da história. Além de mostrar a irresponsabilidade consciente e coletiva que nós, brasileiros, temos em relação à arte, Cristina abre novas discussões acerca de como algo tão distante da nossa realidade cotidiana precisa ganhar um novo significado com urgência.

Ao optar por capítulos curtos, ora com ganchos, ora com novas informações que enriquecem a história central, Cristina entrega um importante e competente trabalho que desnuda o descaso brasileiro do título. Mesclando técnicas narrativas emprestadas do thriller com a objetividade jornalística, “A arte do descaso” é uma leitura prazerosa que abre novas portas ao leitor, o que sempre é bem-vindo quando fechamos a última página.
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Lucy 03/10/2020

Boa surpresa!
De início, achei que a história não renderia tanto, mas a jornalista vai trazendo elementos e contextualizando a história do roubo no RJ até criar um enredo bastante interessante, com uma escrita super fluida e descomplicada em um livro rapidinho de ler. Impossível não se indignar com o desinteresse geral por este caso, um dos maiores roubos de obras de arte do mundo. Recomendo!
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Nathalie.Murcia 26/09/2020

História bem interessante, embora o caso siga sem solução
No dia 24 de fevereiro de 2006, em plena tarde de Carnaval do Rio de Janeiro, quatro homens armados invadiram o Museu da Chácara do Céu, antiga mansão pertencente a Castro Maya, e de lá roubaram quatro quadros famosos (Picasso, Monet, Matisse e Dalí), avaliados em mais de dez milhões de dólares.

O roubo foi catalogado, pelo FBI, entre os dez principais da história da arte e, não obstante essa conjugação de vultoso prejuízo financeiro e artístico, teve pouca projeção no Brasil, e a investigação foi negligenciada, de sorte que ninguém foi identificado ou preso, e tampouco as obras foram recuperadas. Num ápice de desatenção, os autos do inquérito se extraviaram durante as sucessivas prorrogações de prazo.

Apesar de já se terem passado 14 anos e o delito seguir sem solução, o livro é bem escrito e a história é muito interessante, pois a repórter investigativa que o escreveu, motivada pela paixão à arte e descaso das instituições, despertou reflexões e evidenciou fissuras no sistema, denotando falta de cuidado com a preservação do patrimônio cultural, o que não ocorre somente no Brasil. Fora o fato da arte ser considerada, erroneamente, supérflua e elitista, as instituições oficiais não estavam preparadas a contento para lidar com essa espécie de crime, e nem de suas implicações no âmbito da macrocriminalidade e organizações criminosas, que utilizam as obras como moeda de troca na aquisição de drogas, armamentos, diamantes, etc, evidenciando, outrossim, que o roubo de arte não é um crime praticado somente por encomenda de milionários entediados e colecionadores.

"Roubo de arte não é um crime pequeno, entendam isso de uma vez por todas. Estimativas muito conservadoras divulgadas pelo FBI em 2004 indicam que o roubo de arte gira em torno de 6 bilhões de dólares por ano em todo o mundo."

"Em roubo de arte, é considerado fundamental divulgar para todas as possíveis rotas de fuga imagens do material levado pelos criminosos. Mas isso não foi feito."
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atimo_ 22/09/2020

O descaso com a arte
Leitura obrigatória para entender o triste quadro de descaso e desinteresse pela arte no Brasil.
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Bea 01/09/2020

A arte do descaso, escrito pela jornalista Cristina Tardáguila em 2016, discute o maior roubo a museu no Brasil. Em fevereiro de 2006 homens armados invadiram o Museu da Chácara do Céu no Rio de Janeiro e levaram cinco obras, dentre elas um Dalí, um Matisse, um Monet e dois Picassos.

Dez anos depois e ninguém sabe quem roubou ou onde elas foram parar. O livro tem uma narrativa estilo thriller policial, onde a Cristina vai atrás de respostas e até mesmo interroga ex-prisioneiros. No entanto, ele acaba se transformando numa crítica ao sistema brasileiro.

É nítido que o roubo de uma arte não desperta o mesmo grau de euforia dos policiais que um homicídio. No entanto, é necessário entender que isso não é um crime pequeno. Por isso, cabe uma reflexão de quem se beneficia com esses roubos atualmente.

Eu amei o livro e consegui entender perfeitamente a crítica da autora, aqui vemos uma prova de que a polícia brasileira não é preparada para caso algum! Por diversos momentos eu tive raiva e não conseguia aceitar tanto descaso. Testemunhas que não foram ouvidas, suspeitos que não foram investigados e inquérito perdido. INQUÉRITO PERDIDO.

É triste saber que essa história não teve um final feliz até hoje, só ficamos com o questionamento: onde estão as obras roubadas naquele carnaval de 2006?


"[...] este livro [...] havia se transformado numa espécie de manisfesto. Um convite às instituições brasileiras para que, finalmente, acertem o passo e consigam fazer justiça, recuperando obras que precisam ? urgentemente ? voltar ao convívio do público, exibindo toda a sua preciosidade. Caros senhores, o Brasil merece."
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Gabi 29/07/2020

Ótima leitura e assunto importante
Livros de não ficção contem comigo para tudo!!! Li esse livro numa sentada só, ele é bem pequenininho e muito interessante tbm. Aqui a gnt fica sabendo sobre o maior roubo de arte do Brasil e o descaso por parte das pessoas que deveriam elucidar o caso. Eu nunca tinha ouvida falar desse roubo, descobri lendo o livro. Gostei do trabalho da jornalista, pois ela se propõe a mostrar como o caso foi tratado com descaso pelo poder público. Queria que o livro tivesse um final feliz, mas até agora nada sobre as obras roubadas ou quem roubou. Acho muito lindo o trabalho de um jornalista investigativo que se propõe a falar com diversas fontes bem interessantes. Fico muito inspirada, apesar de não me ver fazendo isso. Gostei bastante.
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Daniel 06/06/2020

O Descaso com Tudo
A história relatada é de um "famoso" roubo de arte (não lembro dele!!) ao Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, bairro do Rio de Janeiro, que a autora tentou desvendar o mistério que ainda hoje reina sobre os autores e o destino das peças roubadas.

Não é romance, mas parece!! Não é policial, mas parece!! É um livro de história, mas não parece!!

Não são muitos os livros que ganham, de mim, cinco estrelas aqui no Skoob e esse fez por merecer!!

A autora mesclou a típica narrativa dos livros de história com diálogos comumente usados em romances e policiais, tornando a leitura agradável e fácil. Li 183 páginas em dois dias.

Não vou entrar aqui na discussão (política??) de que no Brasil o descaso não é somente com a arte, onde vimos recentemente a perda total de um museu, o Museu Nacional também no Rio de Janeiro literalmente virou cinzas. É também com a educação, com a saúde, com a ciência, com o saneamento básico, com o transporte e, nos dias atuais, principalmente com a vida!!

Boa leitura, esse com certeza merece o seu tempo!!!
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Max 15/05/2020

Uma crítica escancarada sobre o descaso no Brasil
Confesso que comecei a ler o livro sem muito entusiasmo. Não conhecia os fatos que a autora relatava, o que, por si só, já demonstra o descaso no Brasil.
O livro constitui-se num manifesto contra a tamanha displicência do Brasil em relação à valorização da cultura e da arte. Há falhas na segurança pública e na justiça, que, à trôpegos passos, acaba se revelando inútil.
Esse livro é um grito de socorro desesperado e angustiante e que deveria ser lido por todo brasileiro, de modo a refletir o que realmente valoriza-se no Brasil.
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Caroline 29/03/2020

Triste realidade brasileira...
Um ótimo livro do jornalismo investigativo.

Gostei bastante de como a autora abordou esse crime gravíssimo contra a cultura brasileira, e como a mesma desenvolveu o livro, seja buscando relatos das vítimas, contatado a polícia ou até buscando auxílio de pessoas experientes nesse tipo de crime. Acredito que consegui captar o sentido final do livro, tristeza, por esse fato ainda ser considerado um grande mistério.
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Jessica 26/02/2020

Excelente
Um relato fluido e muito bem escrito sobre o maior roubo de obras de arte do Brasil. Leitura muito fácil e cativante!
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Paulo Silas 17/12/2019

Uma excelente obra de jornalismo investigativo que prende a atenção do leitor do início ao fim. Com o objetivo de auxiliar na solução do mistério de um roubo de obras de arte que aconteceu no Rio de Janeiro em 2006, a autora percorreu os meios e os entremeios da investigação sobre o episódio. Na verdade, a pretensão da autora era maior, pois quando se lançou na empreitada a ideia era de que isso levasse ao desvendar do caso a partir de sua efetiva contribuição na investigação. O resultado foi frustrante - por uma série de fatores -, o que não tornou, nem de longe, o trabalho por ela conduzido sem efeito. As descobertas, por mais que não tenham levado à solução do caso, foram significativas, além de que um alerta ou uma mensagem ao final foi possível estabelecer diante de tudo o que foi levantado e consta relatado na obra. Isso sem falar na principal consequência de tudo isso: a obra em si, que é um trabalho primoroso em vários sentidos.

Em 2006 aconteceu aquele que é considerado o maior roubo de arte na história do Brasil. No Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, um grupo armado rendeu os poucos presentes e subtraíram dali cinco obras: dois Picassos, um Monet, um Matisse e um Dalí. O valor estimado na época dos objetos de arte roubados superavam dez milhões de dólares. Desde então, as obras nunca mais foram vistas ou encontradas. Por mais que uma investigação tenha sido instaurada, nenhum tipo de avanço significativo aconteceu para além de um ou outro tropeço investigativo - sem mencionar os elementos que acabaram ficando de fora da investigação. É a reconstituição dessa história, em todos os seus detalhes - prévios, durante o ato e posteriores - que o livro traz ao leitor, fornecendo um amplo relato sobre os fatos envolvendo essa grande história.

A forma com a qual Cristina Tardáguila narra a história é fantástica. Desde a estruturação dos capítulos, passando pelo estilo de escrita até o suspense criado que leva ao desfecho da história são elementos presentes que agradam o leitor. Não há como não gostar do livro, pois a escrita da autora flui de modo louvável. A trama toda sobre o roubo é contada, o que inclui todos os passos da própria autora que foram trilhados quando passou a investigar o caso. Entrevistas, diálogos, pesquisas e descobertas feitas por Cristina são confidenciadas ao leitor de modo bastante agradável e cativante. O livro é ótimo em vários sentidos, portanto. Além de tudo isso, vale registrar a conclusão da autora ao pontuar que já que o livro não pode ser um "thriller policial sobre a recuperação de cinco pinturas roubadas de um museu carioca em pleno carnaval", que seja lido então como um manifesto - no sentido de alertar sobre a importância de as instituições darem a devida importância ao cenário (como tum todo) da arte no Brasil. Fica o convite para a leitura da obra, portanto. Certamente o livro agradará qualquer leitor.


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