A arte do descaso

A arte do descaso Cristina Tardáguila




Resenhas - A Arte Do Descaso


23 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2


Alê | @alexandrejjr 03/11/2020

A irresponsabilidade consciente

Livros de não ficção costumam ter ritmo diferente daqueles que se propõem como ficção. É algo comum ao gênero, que vira uma característica acentuada se eles forem mais próximos do estilo jornalístico de contar histórias.

Este “A arte do descaso” é o primeiro livro da jornalista Cristina Tardáguila. E é uma excelente surpresa. A maneira direta e encadeada de narrar os fatos que cercaram - e cercam - o misterioso roubo do Museu Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, é bem convidativa. Puxa o leitor para dentro da história. Além de mostrar a irresponsabilidade consciente e coletiva que nós, brasileiros, temos em relação à arte, Cristina abre novas discussões acerca de como algo tão distante da nossa realidade cotidiana precisa ganhar um novo significado com urgência.

Ao optar por capítulos curtos, ora com ganchos, ora com novas informações que enriquecem a história central, Cristina entrega um importante e competente trabalho que desnuda o descaso brasileiro do título. Mesclando técnicas narrativas emprestadas do thriller com a objetividade jornalística, “A arte do descaso” é uma leitura prazerosa que abre novas portas ao leitor, o que sempre é bem-vindo quando fechamos a última página.
comentários(0)comente



Max 15/05/2020

Uma crítica escancarada sobre o descaso no Brasil
Confesso que comecei a ler o livro sem muito entusiasmo. Não conhecia os fatos que a autora relatava, o que, por si só, já demonstra o descaso no Brasil.
O livro constitui-se num manifesto contra a tamanha displicência do Brasil em relação à valorização da cultura e da arte. Há falhas na segurança pública e na justiça, que, à trôpegos passos, acaba se revelando inútil.
Esse livro é um grito de socorro desesperado e angustiante e que deveria ser lido por todo brasileiro, de modo a refletir o que realmente valoriza-se no Brasil.
comentários(0)comente



Caroline 29/03/2020

Triste realidade brasileira...
Um ótimo livro do jornalismo investigativo.

Gostei bastante de como a autora abordou esse crime gravíssimo contra a cultura brasileira, e como a mesma desenvolveu o livro, seja buscando relatos das vítimas, contatado a polícia ou até buscando auxílio de pessoas experientes nesse tipo de crime. Acredito que consegui captar o sentido final do livro, tristeza, por esse fato ainda ser considerado um grande mistério.
comentários(0)comente



zoreio 24/03/2016

Simplesmente cativante!
Quando ouvi a entrevista da autora em uma rádio fiquei encantado com a empolgação ao contar a história de seu livro, mesmo sendo ele um relato de um episódio tão triste para o país. Morei 7 anos em Ouro Preto e volta e meia ouvia relatos sobre roubos de artes sacras em meu estado de origem. Isso sem nunca associar tais crimes a práticas ainda mais deletérias, o que despertou ainda mais meu interesse neste trabalho.

O livro " A arte do descaso" me surpreendeu pois transmite em seu texto direto e simples a mesma energia com a qual a autora apresentou a sua obra na entrevista que ouvi. Conseguiu dar um tom amigável e de fácil compreensão a um tema que é alheio a grande maioria dos brasileiros. Consegue ser detalhista, sem ser enfadonho. E no final causa a uma forte inquietação no leitor, da mesma maneira que a arte sempre deve se propor. Arte esta que nos foi privada, quando grandes obras foram furtadas do convívio de todos.
comentários(0)comente



Daniel 06/06/2020

O Descaso com Tudo
A história relatada é de um "famoso" roubo de arte (não lembro dele!!) ao Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, bairro do Rio de Janeiro, que a autora tentou desvendar o mistério que ainda hoje reina sobre os autores e o destino das peças roubadas.

Não é romance, mas parece!! Não é policial, mas parece!! É um livro de história, mas não parece!!

Não são muitos os livros que ganham, de mim, cinco estrelas aqui no Skoob e esse fez por merecer!!

A autora mesclou a típica narrativa dos livros de história com diálogos comumente usados em romances e policiais, tornando a leitura agradável e fácil. Li 183 páginas em dois dias.

Não vou entrar aqui na discussão (política??) de que no Brasil o descaso não é somente com a arte, onde vimos recentemente a perda total de um museu, o Museu Nacional também no Rio de Janeiro literalmente virou cinzas. É também com a educação, com a saúde, com a ciência, com o saneamento básico, com o transporte e, nos dias atuais, principalmente com a vida!!

Boa leitura, esse com certeza merece o seu tempo!!!
comentários(0)comente



Cibele 31/12/2020

Impressionante
Impressionante perceber como a cultura não é valorizada no nosso país assim como nossos bens culturais.
comentários(0)comente



atimo_ 22/09/2020

O descaso com a arte
Leitura obrigatória para entender o triste quadro de descaso e desinteresse pela arte no Brasil.
comentários(0)comente



Bea 01/09/2020

A arte do descaso, escrito pela jornalista Cristina Tardáguila em 2016, discute o maior roubo a museu no Brasil. Em fevereiro de 2006 homens armados invadiram o Museu da Chácara do Céu no Rio de Janeiro e levaram cinco obras, dentre elas um Dalí, um Matisse, um Monet e dois Picassos.

Dez anos depois e ninguém sabe quem roubou ou onde elas foram parar. O livro tem uma narrativa estilo thriller policial, onde a Cristina vai atrás de respostas e até mesmo interroga ex-prisioneiros. No entanto, ele acaba se transformando numa crítica ao sistema brasileiro.

É nítido que o roubo de uma arte não desperta o mesmo grau de euforia dos policiais que um homicídio. No entanto, é necessário entender que isso não é um crime pequeno. Por isso, cabe uma reflexão de quem se beneficia com esses roubos atualmente.

Eu amei o livro e consegui entender perfeitamente a crítica da autora, aqui vemos uma prova de que a polícia brasileira não é preparada para caso algum! Por diversos momentos eu tive raiva e não conseguia aceitar tanto descaso. Testemunhas que não foram ouvidas, suspeitos que não foram investigados e inquérito perdido. INQUÉRITO PERDIDO.

É triste saber que essa história não teve um final feliz até hoje, só ficamos com o questionamento: onde estão as obras roubadas naquele carnaval de 2006?


"[...] este livro [...] havia se transformado numa espécie de manisfesto. Um convite às instituições brasileiras para que, finalmente, acertem o passo e consigam fazer justiça, recuperando obras que precisam ? urgentemente ? voltar ao convívio do público, exibindo toda a sua preciosidade. Caros senhores, o Brasil merece."
comentários(0)comente



Nathalie.Murcia 26/09/2020

História bem interessante, embora o caso siga sem solução
No dia 24 de fevereiro de 2006, em plena tarde de Carnaval do Rio de Janeiro, quatro homens armados invadiram o Museu da Chácara do Céu, antiga mansão pertencente a Castro Maya, e de lá roubaram quatro quadros famosos (Picasso, Monet, Matisse e Dalí), avaliados em mais de dez milhões de dólares.

O roubo foi catalogado, pelo FBI, entre os dez principais da história da arte e, não obstante essa conjugação de vultoso prejuízo financeiro e artístico, teve pouca projeção no Brasil, e a investigação foi negligenciada, de sorte que ninguém foi identificado ou preso, e tampouco as obras foram recuperadas. Num ápice de desatenção, os autos do inquérito se extraviaram durante as sucessivas prorrogações de prazo.

Apesar de já se terem passado 14 anos e o delito seguir sem solução, o livro é bem escrito e a história é muito interessante, pois a repórter investigativa que o escreveu, motivada pela paixão à arte e descaso das instituições, despertou reflexões e evidenciou fissuras no sistema, denotando falta de cuidado com a preservação do patrimônio cultural, o que não ocorre somente no Brasil. Fora o fato da arte ser considerada, erroneamente, supérflua e elitista, as instituições oficiais não estavam preparadas a contento para lidar com essa espécie de crime, e nem de suas implicações no âmbito da macrocriminalidade e organizações criminosas, que utilizam as obras como moeda de troca na aquisição de drogas, armamentos, diamantes, etc, evidenciando, outrossim, que o roubo de arte não é um crime praticado somente por encomenda de milionários entediados e colecionadores.

"Roubo de arte não é um crime pequeno, entendam isso de uma vez por todas. Estimativas muito conservadoras divulgadas pelo FBI em 2004 indicam que o roubo de arte gira em torno de 6 bilhões de dólares por ano em todo o mundo."

"Em roubo de arte, é considerado fundamental divulgar para todas as possíveis rotas de fuga imagens do material levado pelos criminosos. Mas isso não foi feito."
comentários(0)comente



Raffafust 04/04/2016

Parece incrível que um roubo nessa dimensão não seja falado. Ah, sim há 10 anos atrás ele saiu no Jornal Nacional, e certamente algumas pessoas se preocuparam, mas não muitas, a ponto da investigação ser um verdadeiro fiasco e até hoje não terem recuperado nenhuma das obras ou prendido nenhum os ladrões.
Certamente foi esse espanto de todos nós que começamos a ler o livro que a jornalista Cristina Tardáguila teve ao ver que o crime de arte no Brasil é pouco elucidado. Os ladrões nunca são presos, e isso inclui por exemplo artes sacras, que não são o caso dos roubos na Chácara do Céu - onde as peças foram levadas - mas que também só parece deixar marcas nas pessoas que amam e se interessam por arte. Pela nossa polícia parece um crime sem qualquer razão para se correr atrás dos suspeitos.
Com uma série de erros, a autora nos descreve muito bem o como os ladrões tiveram grande facilidade em entrar no local, render as poucas pessoas que lá haviam e levarem em plena luz do dia os quadros que incluíam obras de Matisse, Monet, Salvador Dalí e Picasso. Incrível, não é mesmo? A Chácara fica em um local de difícil acesso, e em época de Carnaval o bloco das Carmelitas fecha a rua, impossibilitando a chegada de carros, o que só aí já dificultaria o trabalho da polícia ( e aqui abro um parêntese, são coisas assim que me fazem ter mais raiva desses blocos de rua que privam o direito de ir e vir da sociedade que não gosta deles, o direito dos foliões não pode atrapalhar a vida de quem não os curte) .
Impressiona em várias páginas ver que os bandidos nem sequer foram reconhecidos, o retrato falado nunca foi feito com os turistas que ali estavam no dia. Os seguranças pouco foram interrogados e boa parte deles não demonstrou muito interesse em ajudar a relembrar o caso quando a autora quis entrevista-los. A curadora do Museu, que estava à frente da casa há muitos anos, Vera de Alencar, chegou a ser apontada como suspeita porque nem sequer apareceu no Museu no dia, indo para uma festa com uma amiga, mas em seu depoimento talvez tenha ficado claro que essa foi a forma que ela encontrou para fugir de seus problemas, há os que duvidem de sua capacidade e da forma com que geria o museu, a chácara e as obras foram deixadas para o governo já que o dono não tinha herdeiros, Castro Maya morreu aos 74 anos e era além de um homem de posses, uma pessoa amante das artes. Sua casa era cheia de obras que em vida já dariam uma exposição. Teria morrido novamente se visse seu Picasso destruído como relatou um dos seguranças, de acordo com ele na fuga o menor de idade que fazia parte do grupo de ladrões deixou a obra despencar sobre uma pedra. Só de ler já me dá arrepios.
Um motorista de kombi chegou a ser preso, e realmente parecia fazer parte do roubo, no entanto, a falta de provas e os constantes erros da polícia em elucidar o caso o fizeram ser liberado.
A jornalista levantou uma série de erros na investigação que se mostram absurdos de não serem pensados antes por especialistas.
Parece e é surreal que obras que foram deixadas para apreciação pública tenham sido levadas tão facilmente e seu roubo tenha sido tão mal solucionado. Dez anos depois não sabemos o paradeiro dos quadros e muito menos de quem os levou. O livro é para ser devorado e questionado, que país é esse que não liga para seu acervo? Em outros países como na Argentina a autora dá exemplos de casos parecidos mas com os casos solucionados. Inclusive o roubo em nosso país, em 24 de fevereiro de 2006 foi listado como um dos 10 casos mais importantes de roubos de arte no mundo, o único país da América Latina a fazer parte da lista.
Para nossa tristeza e da autora, não temos muita esperança de que essas obras ainda voltarão para onde devem e seus ladrões estejam onde merecem: na cadeia.
Livro incrível, parabéns a jornalista por fazer voltar à tona algo que não deveria ser esquecido mas sim solucionado.

site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2016/03/resenha-arte-do-descaso-intrinseca.html
comentários(0)comente



Lucy 03/10/2020

Boa surpresa!
De início, achei que a história não renderia tanto, mas a jornalista vai trazendo elementos e contextualizando a história do roubo no RJ até criar um enredo bastante interessante, com uma escrita super fluida e descomplicada em um livro rapidinho de ler. Impossível não se indignar com o desinteresse geral por este caso, um dos maiores roubos de obras de arte do mundo. Recomendo!
comentários(0)comente



De Cara Nas Letras 01/05/2016

A arte do descaso
Em A Arte do Descaso, a jornalista mineira Cristina Tardáguila investiga o maior roubo a museu do país. Tudo aconteceu em 2006 durante o feriadão de carnaval. Enquanto os foliões estavam curtindo a festa no bloco das Carmelitas, quatro homens armados invadiram o museu Chácara do Céu, localizado no bairro carioca de Santa Teresa, renderam os seguranças e os cinco visitantes que estavam presentes e conseguiram roubar cinco peças que juntas, na época, chegavam a valer mais 10 milhões de dólares. Entre as obras furtadas estavam um A dança", de Pablo Picasso, "Dois balcões", de Salvador Dalí, "Marine", de Claude Monet, e "Jardim de Luxemburgo", de Matisse, além do livro "Toros", de Picasso

Em sua investigação, a jornalista percebeu várias dificuldades para realizar a pesquisa justamente porque tinha se passado alguns anos quando ela começou a coletar dados para a construção de sua obra. Ela viajou a países estrangeiros, teve palestras com grande nomes que investigam roubos e entrevistas com pessoas que estavam no museu no dia do crime. A principio o que encontrou foram poucas informações e uma grande falta de desempenho das autoridades para solucionar o crime que até então estava esquecido e sem solução alguma.

A narrativa é em primeira pessoa e apesar do livro se focar no roubo à Chácara do Céu, em alguns momentos, Cristina Tardáguila foge um pouco disso e fala de inúmeros casos mundiais de roubos de artes para exemplificar casos solucionados e tentar achar uma ligação com o que acontece aqui no Brasil com um ritmo de tirar o folego em alguns momentos e que pode agradar ao fãs de Dan Brown.

Para quem curte ates, o livro é um prato cheio de informações sobre obras famosas, o mercado negro de artes e peculiares curiosidades sobre esse mundo tão desconhecido. Mas além de tudo, o livro se manifesta e ressalta que não devemos deixar esse caso ser arquivado, ele precisa virar ação judicial até 2026 sob pena de deixar de ser considerado roubo. Ainda, infelizmente, há um certo tratamento inferior para esse tipo de crime pois as obras não são vistas como importantes ou parte de crimes.

A edição da Intrínseca está impecável. Folhas amareladas e uma fonte de bom tamanho e não foram encontrados erros de revisão. A edição ainda conta com ilustrações, incluindo algumas da Chácara e outras das obras furtadas.

site: http://decaranasletras.blogspot.com.br/2016/04/resenha-154-arte-do-descaso-cristina.html
comentários(0)comente



Rute 17/09/2017

Quem rouba arte?
Esse livro é daqueles que dá vontade de xingar, brigar, escrever manifestos, pedir um novo #vemprarua e coisas assim... Porque a autora revela, com uma escrita afiada, a falta de empenho da justiça brasileira em resolver crimes de arte, a morosidade do sistema e o esquecimento a que um roubo de proporções absurdas foi relegado.

Era Carnaval, o ano era 2006. Quatro homens armados entram no museu Chácara do Céu, no RJ, e levam quadros de Picasso, Monet, Dalí e Matisse. E simplesmente desaparecem.

Cinco anos depois, Cristina começa a investigar o crime e adentra no universo dos roubos de arte. Destaca os sistemas precários que protegem esses bens e a falta de um departamento especializado na policia brasileira, para atender a esse tipo de chamado. Para quem se interessa pelo assunto, é um livro excelente porque foge da linguagem acadêmica.

Pra quem estuda ou trabalha na área da Arte, como eu, o livro é um prato cheio!
comentários(0)comente



Juliana 09/12/2020

A isenção dos brasileiros perante a história da arte
Castro Maya nasceu em 1984 em Paris e foi um dos milionários mais conhecidos do Rio de Janeiro durante a década de 1920. Filho do diplomata maranhense Raymundo de Castro Maya e da mineira Theodozia Ottoni, passou os primeiros anos de sua vida na França e se mudou para o Rio em 1905.

Em 1911 se formou em direito, mas ganhou a vida como empresário vendendo tecidos e óleos que suas empresas fabricavam para uso doméstico e industrial. Maya residia na Chácara do Céu, onde colecionava milhares de obras de artes, azulejos, mobílias, pratarias e livros.

Em 1948 fundou a Sociedade dos Amigos da Gravura para popularizar a arte e, em 1493, criou a Sociedade dos Cem Bibliófilos Brasileiros para publicar obras-primas de autores brasileiros ou livros sobre o Brasil.

Foi Castro Maya que colocou os primeiros 100 mil cruzeiros no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) e também quem programou as primeiras exposições da instituição. Diante disso, é evidente o importante papel que o mecenas desempenhou na história da arte do Brasil.

A Chácara do Céu se tornou Museu em 1964 e o foi cenário do maior assalto a museu do Brasil. Em 2006, durante o desfile do bloco das Carmelitas, um grupo de assaltantes ingressou na Chácara do Céu e roubou cinco obras: um Dalí, um Matisse, um Monet e dois Picassos, com o valor total estimado em mais de 10 milhões de dólares na época. Mais de quatorze anos se passaram e, até o momento da publicação dessa resenha, as obras ainda não foram encontradas.

Em "A arte do descaso", a jornalista Cristina Tardáguila realizou um estudo minucioso acerca do crime ocorrido no Museu da Chácara do Céu. Investiu anos de sua carreira em pesquisas, chegando até mesmo a viajar para o exterior para conversar sobre o ocorrido com os maiores especialistas do assunto.

A obra aborda a ineficácia da segurança do Museu, o descaso com a arte no Brasil, o desinteresse das autoridades em solucionar o caso e também critica a posição dos brasileiros frente à arte no país. Com uma linguagem acessível e uma narrativa fluída, a autora transporta o leitor ao cenário de um dos maiores roubos de museu do mundo (segundo o FBI) e levanta importantes reflexões sobre a história da arte no Brasil e sobre a postura (ou a falta dela) que mantemos diante de referidas situações.

Essa leitura foi uma bela surpresa, comprei o livro despretensiosamente em uma promoção na Amazon, pois a sinopse me chamou a atenção. O fato de eu nunca sequer ter ouvido falar nesse roubo antes da leitura do livro demonstra quão certa Tardáguila está acerca da isenção e falta de interesse pela arte no Brasil.

Eu não imaginava que gostaria tanto da narrativa da autora, tampouco pensei que pudessem caber tantas informações em tão poucas páginas. Foi uma das melhores leituras que realizei esse ano e com certeza recomendo a obra!


site: http://www.entresinopses.com/2020/12/resenha-arte-do-descaso-cristina.html
comentários(0)comente



Jessica 26/02/2020

Excelente
Um relato fluido e muito bem escrito sobre o maior roubo de obras de arte do Brasil. Leitura muito fácil e cativante!
comentários(0)comente



23 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2