As Irmãs Romanov

As Irmãs Romanov Helen Rappaport




Resenhas - As Irmãs Romanov


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Bella 11/06/2020

As Irmãs Romanov
"Papai me pede para dizer a todos que permaneceram leais a ele e aqueles sobre os quais ele possa exercer alguma influencia que não devem vingá-lo, pois perdoou todo mundo e reza para todos; que eles próprios não busquem vingança; que devem lembrar que o mal que há no mundo se tornará ainda mais poderoso que não é o mal que vence o mal - só o amor" - Carta de Olga Nikolaevna

Durante esta quarentena me dediquei a ler um livro parado durante anos na minha estante, acredito que fiz bem em ter esperado, um livro histórico pode ser considerado cansativo e entediante para jovens adolescentes acostumadas com livros de fantasia, como era o meu caso quando comprei este livro.
Por três meses eu convivi intimamente com a família Romanov, chega a ser engraçado o quanto você pode aprender sobre alguém lendo um livro, meus comentário não vão ser direcionados a política e sim aos seres humanos descritos no livro. A cada capítulo você percebe a evolução de cada uma das garotas, seus gostos, paixões, limitações, medo e a sempre presente esperança.
É difícil imaginar ficar em prisão domiciliar por mais de um ano, em uma época sem nossas habituais distrações como telefonemas, internet, jogos, e-books e livros que podem ser entregues em um curto período de tempo. Tudo o que Olga, Tatiana, Maria e Anastácia tiveram foram inúmeras cartas nunca enviadas, leituras, estudo e a companhia uma da outra, enquanto enfrentavam a ameaça de um futuro incerto.
É inacreditável o laço que você pode criar com essas garotas, tão diferentes entre si e ao mesmo tempo com características similares, a bondade sendo ao meu ver a maior delas. Admito que o final me deixou cada vez mais com um estranho sentimento de claustrofobia, sabendo o que as aguardava e mesmo assim desejando que de alguma forma o destino as poupasse, a sensação que temos no final do livro é um vazio e ao mesmo tempo um aprendizado, afinal somos todos humanos, independente de nossos pecados.
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Maah.LeAo 20/03/2020

Meu primeiro livro sobre a dinastia Romanov, e sem dúvidas, um livro super especial, além da narrativa maravilhosa, há diversas fotos da família
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Anna | @paraisoliterariooficial 18/03/2020

A Vida das Filhas e do Filho do Último Tsar, Nicolau II e Sua Esposa, a Tsarina Alexandra
A tsarina Alexandra, demorou até dar um filho a seu marido, o tsar Nicolau II. Sendo o filho mais novo de Alexandra e Nicolau. O menino recebeu o nome de Alexei. Suas quatro irmãs. Olga, que era a filha mais velha. Seguida por Tatiana, Maria e Anastásia. A tsarina Alexandra as chamava de trevo de quatro folhas. Em 17 de julho de 1918, a família real russa, foi obrigada a descer até o porão de uma casa em Ecaterimburgo, na Rússia. Olga, Tatiana, Maria, Anastásia e Alexei, junto com seus pais, foram cruelmente assassinados. Muito foi escrito sobre o tsar Nicolau II, e sua esposa, a tsarina Alexandra. Assim, como o trágico destino da família imperial, e a Revolução Russa de 1917. Dentre os filhos, Anastásia foi quem mias repercutiu. Foram feitos desenhos e filmes sobre sua história, e sua possível sobrevivência, que no entanto, não aconteceu. Anastásia, assim como sua família também foi assassinada. Por entre minhas pesquisas, descobri que cartas e os diários das jovens grã-duquesas, foram base para esse livro.
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Eclipsenamadrugada 21/02/2020

Mesmo sabendo o que aconteceu com a família Imperial Russa, ler a história, saber dos pormenores da vida de cada um, é algo extremamente pesaroso. Dói o coração estar vivenciando cada momento das 4 irmãs, do sofrimento do único herdeiro do sexo masculino hemofílico. Dos cuidados que Alexandra tinha com suas (o). Realmente é bastante desolador ter na consciência acontecimentos tão desumanos e brutais. Pela vida e pela morte, eu classifiquei a história com 5 estrelas.
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Delirium Nerd 17/08/2019

Quem foram as quatro grã-duquesas russas?
Desde tempos imemoriais, a Rússia foi um país temido, seja por sua imensidão ou pelo sangue que jorra dessa terra. A força do povo russo, sua resiliência e fé parecem adjetivos que não combinam. O que temos a aprender com eles?

A história russa é um prato cheio de acontecimentos contraditórios, em que muitas coisas não parecem fazer sentido de forma racional. Um desses momentos, que decidiram o destino da Europa, foram os últimos anos do tsarismo, a monarquia russa. De um lado, tínhamos uma família imperial muito alienada, fechada em seu círculo, que desconhecia a efervescência social que acontecia para além de seus muros; de outro, uma nação supersticiosa, que não via com bons olhos o casamento de seu “paizinho” (como Nicolau II, o tsar, era chamado) com uma alemã. Sobretudo, não gostava do fato de ela ter dado à luz a quatro meninas enquanto o império esperava o filho homem que daria continuidade à dinastia.

É sobre esse momento histórico que a historiadora Helen Rappaport se debruça em “As Irmãs Romanov: A Vida Das Filhas do Último Tsar“. Afinal, quem eram as quatro filhas de Nicolau II e da princesa Alexandra? Como a história as retratou?

Em um contexto cheio de boatos e mentiras, “As Irmãs Romanov“ é um livro importantíssimo. A historiadora Helen Rappaport é um nome de respeito na área. Escreveu outros livros sobre os Romanov, como “Os Últimos Dias dos Romanov“, em 2008, no qual nos conta sobre a vida da família pouco antes de serem fuzilados. Como alerta à leitora no prefácio de “As Irmãs Romanov“, Rappaport não pretende fazer o mesmo movimento que fez no livro anterior, ou seja, realizar um exame pormenorizado dos detalhes antes da execução da família. Para “Os Últimos Dias dos Romanov”, ela chegou a conversar com especialistas em balística, a fim de entender as circunstâncias técnicas do assassinato da família.

Outro detalhe que atesta a seriedade do trabalho de Rappaport é indicar à leitora que seu livro não pretende alimentar as lendas em torno de Anastácia. Isso é algo que a historiadora está sempre comentando em entrevistas e achamos muito importante da parte dela o compromisso com os fatos. Rappaport está pelos fatos e não pelos boatos. Ela tem um compromisso muito profundo com os fatos e isso pode ser percebido de muitas maneiras. Uma delas é quando você pega o livro: temos mais de 200 páginas de fontes. Para cada frase que ela diz, há uma fonte. O rigor da pesquisa de Rappaport é algo apaixonante, porque ela conseguiu acesso a fontes jamais usadas, e o amor que a historiadora diz ter pela Rússia pode ser sentido em cada página.

Também temos o fator de gênero. Infelizmente, é uma verdade: uma historiadora escrevendo sobre mulheres são outros quinhentos. Rappaport sabe como as garotas Romanov entraram para a história: meninas tolas e frívolas, mas eram muito mais do que isso. Você sabia que atuaram como enfermeiras na Primeira Guerra Mundial? Helen sabe que não sabemos desses dados e ela se esmera para que possamos entender a personalidade de cada uma delas, já que estavam à sombra do herdeiro do trono, Alexei, e isso afetou suas vidas.

Outro fator de gênero está ligado ao fato de que Rappaport, enquanto mulher, precisa ter um repertório de fontes fortes, caso seja confrontada. Sabemos que as mulheres sofrem muito mais com pequenos deslizes do que os homens. Se ela cometer uma incongruência, você pode ter certeza de que alguém irá questioná-la. Neste artigo fantástico do Valkírias, temos um exemplo do trabalho misógino que um historiador pode fazer. Simon Sebag Montefiore, autor do livro sobre “Catarina, A Grande“, acabou retratando o amante da monarca em detrimento dela mesma. De acordo com a resenha, em diversos momentos Montefiore dá a entender que Catarina era influenciada pelo amante, quando, na verdade, ele só teve direito aos holofotes por causa dela.

Dessa forma, é muito importante que leiamos historiadoras também. Se a história sempre nos negou uma posição de destaque, é porque muito do trabalho do historiador foi feito por homens, mas sempre existiriam mulheres na historiografia documentando os fatos, porém foram silenciadas. O trabalho de Helen Rappaport em “As Irmãs Romanov” é uma porta de entrada para começarmos a pensar na história escrita por mulheres.

Resenha completa no link abaixo!

site: https://deliriumnerd.com/2019/08/15/as-irmas-romanov-helen-rappaport-resenha/
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Vanessa Vieira 21/07/2019

As Irmãs Romanov - Helen Rappaport
O livro As Irmãs Romanov, da autora Helen Rappaport, nos traz uma biografia detalhada e de cunho histórico sobre as quatro irmãs Romanov: Olga, Tatiana, Maria e Anastácia. Começando pela história de seus pais, os últimos czares da Rússia, Nicolau e Alexandra e pautando também na infância problemática do irmão caçula, Alexei - portador de hemofilia-, acompanhamos toda a trajetória da família, desde a sua rotina um tanto simples por se tratar de monarcas como até mesmo os seus últimos dias antes do fuzilamento de 1918.

Mesmo depois de tantos anos, a história dos Romanov, sobretudo a brutal execução de sua dinastia em 1918, ainda choca o mundo e nos deixa curiosos por mais detalhes sobre quem eram realmente os últimos czares da Rússia. Na obra da biógrafa Helen Rappaport, temos um rico apanhado sobre a Revolução Russa e todos os fatos que desencadearam uma das tragédias mais tristes da nossa história, porém, o foco da autora é a vida das quatro grã-duquesas, tão jovens, belas e retratadas por muitos até mesmo como um detalhe insignificante perante a trama de seus pais, Nicolau e Alexandra. Entretanto, as quatro adoráveis irmãs não tiveram uma vida tão invejável como muitos pensavam e viviam na mais profunda simplicidade e isolamento.

Durante grande parte de suas vidas, as irmãs Romanov viveram como verdadeiras prisioneiras em palácios suntuosos, tanto por conta da mãe superprotetora e de saúde frágil, Alexandra, quanto por medo de ataques terroristas contra a família do czar. Isoladas, elas tinham poucos amigos e confidentes e permaneciam alheias à realidade e as rotinas corriqueiras das garotas de sua faixa etária até que, em 1914, foram obrigadas a "crescer" na marra. Com a entrada da Rússia na guerra, as jovens tiveram que amadurecer de um dia para o outro e lidar com situações até então inimagináveis.

Em As Irmãs Romanov, temos a reconstrução da trajetória da última família imperial russa, com ênfase na rotina de Olga, Tatiana, Maria e Anastácia. Toda a alegria, inocência, insegurança e malícia das jovens princesas são retratadas com afinco pela autora, tendo como pano de fundo o cenário da Revolução Russa e os seus expoentes. Narrado em terceira pessoa de forma instigante e ricamente detalhada, acompanhamos a história das quatro jovens Romanov e a tragédia que lhes abateu, capaz de nos comover mesmo depois de mais de um século de suas mortes chocantes e prematuras.

Alexandra era alemã e neta da Rainha Victoria da Inglaterra e isso, por si só, fazia com que o povo russo não visse a czarina com bons olhos. Além de ser uma mulher bem intelectualizada e pacata, avessa de grandes festividades, ela também sofria de nervo ciático, o que a fazia a ficar trancafiada dentro do quarto por dias, longe da presença até mesmo dos familiares. Nicolau herdou o posto de czar com apenas dezenove anos e não estava preparado para ficar a frente de uma nação já quebrantada e com vários despontes de revolução. Além de ser considerado pelo povo um governante fraco e sem autoridade, o fato de Alexandra demorar a engravidar e, posteriormente, dar à luz a quatro meninas consecutivamente, fez com que a antipatia dos russos crescesse ainda mais devido as ameaças ao trono. Entretanto, por mais soberanos e monarcas que fossem, a família sempre foi muito simples, desde as suas vestimentas como até mesmo as suas atividades, dando grande valor à presença em família do que propriamente aos bens materiais.

Olga era a irmã mais velha e a favorita do pai, por terem tanto o temperamento quanto a visão de vida bem semelhantes. Tatiana era a considerada a mais bela das irmãs e também era a filha preferida de Alexandra. Maria era a irmã do meio e durante o período da revolução, desencadeou crises de ansiedade, que fez com que a jovem engordasse e não conseguisse utilizar as roupas herdadas das irmãs mais velhas. Anastácia era a mais peralta das irmãs e sempre foi geniosa e voluntariosa. Apesar de esbanjarem características e desenvolturas bem diferentes entre si, o quarteto nutria os mesmos sonhos e anseios e, por mais que demonstrassem interesses românticos pelos soldados que as cercavam no palacete, não tiveram tempo hábil para vivenciar uma bela história de amor. As quatro grã-duquesas também trabalharam como enfermeiras durante a Primeira Guerra Mundial e com essa atitude, ao invés de causarem empatia no povo, geraram repugnância, pois eles não aceitavam verem a monarquia colocando a mão na massa.

"O mal que há no mundo se tornará ainda mais poderoso e não é o mal que vence o mal - somente o amor."

Alexei, o caçula da família, não teve muita vazão no enredo de Helen Rappaport, até mesmo pelo fato do foco da autora serem as irmãs Romanov, porém, algumas informações são fornecidas sobre ele no decorrer do livro. Portador de hemofilia, o garoto sofria muito com essa doença naquela época, principalmente por não ter nem um tipo de paliativo ou tratamento para ela. Isso fez com que Alexandra, durante o desespero de perder o herdeiro do trono, consultasse o místico Rasputin, que acabou se tornando um oráculo da família, mesmo sendo fortemente criticado pelas pessoas ao redor devido aos seus métodos nada ortodoxos e sua maneira devassa e desregrada de viver a vida.

Resumidamente, As Irmãs Romanov se mostrou um trabalho detalhado e rico em informações sobre as quatro grã-duquesas, que foram brutalmente fuziladas junto com os demais membros da família em 17 de julho de 1918 pelas tropas bolcheviques. A narrativa de Helen Rappaport se encerra antes do fuzilamento, mas é possível acompanhar o período da ascensão até a queda da dinastia dos czares e tudo o que eles sofreram, principalmente durante o exílio na Sibéria. A capa do livro nos traz os retratos em preto e branco de Olga, Tatiana, Maria e Anastácia e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho, revisão de qualidade e muitas fotografias da família reunidas no miolo do livro, destacando momentos importantes de sua história. Recomendo ☺

site: http://www.newsnessa.com/2019/07/resenha-as-irmas-romanov-helen-rappaport.html
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Beatriz 16/07/2019

Eu tive o interesse em ler esse livro especialmente pelas meninas, nunca me interessei muito pelos soviéticos e a revolução. Quando me contaram que elas eram as princesas mais ricas do mundo e as mais humildes também a curiosidade já estava ali.
Nesse livro eu conheci essas meninas, suas personalidade, seus sonhos, desde o casamento de deus país e a gravidez delas até os últimos momentos presas e isoladas num local estranho.

É muito louco como a historia real contada assim em um livro com escrita romântica nos faz refletir muito sobre o mundo. A escrita foi leve, as vezes citando nomes que era dicil acompanhar faz parte de ler livros históricos assim que a gente tem que se adaptar para ler.Foi muito intenso acompanhar a mãe delas delirando e sucumbindo à loucura religiosa , como as falhas do tzar e dá tzarina foram gatilhos pra essa grande revolução no meio da segunda guerra mundial.

Algumas partes foram mais pacatas, quando as meninas passeavam com o barco real ou estavam apaixonandinhas por algum oficial. Mas foi uma leitura muito rica que estou muito feliz de ter concluído!

O livro não fala muito sobre o que está acontecendo na Rússia, então muitas coisas tive que pesquisar para entender melhor, a situação era alarmante antes, durante e depois da revolução e as meninas sempre humildes ensinadas a serem bondosas permaneceram ignorante a tudo que acontecia lá fora. Isso cria um misto de pena compaixão mais outros sentimentos a mais como indignação.

É visível que a autora adora as meninas e tem um carinho pela família. Mas pesquisando os acontecimentos vinha um sentimento de revolta contra aquela família que a gente se cativa durante a leitura. O pai que era amoroso e lia para as meninas era o mesmo que mandava matar milhares de pessos. Como não fui criada para adorar e respeitar monarquias isso gerava um grande conflito de sentimentos principalmente quando eu lia sobre as decisões erradas dos pais que ocasionariam milhares de mortes. Isso é a realidade dizendo novamente que as coisas são muito complicadas. (Porque uma vida é mais preciosa que outras?)

O ponto místico, as premonição que a religiosa Alexandra recebia tanto do raputin quanto de outras e os pontos mais místicos da história dão aquele gosto a mais de ler algo muito importante que aconteceu.
Lais 16/07/2019minha estante
UAU!!! Já quero ler...


Isabella.Coppede 15/04/2020minha estante
Amei ! Gosto muito desse assunto e desse momento da história em específico!


Duda 12/06/2020minha estante
Já está na minha lista




Silvia AC/DC 20/09/2018

Recomendo
Depois de quase 2 meses, terminei de ler este livro. Foi uma viagem ao passado, parece até que estive com elas por algum tempo. Mesmo já "sabendo o final", fiquei chocada. A escritora foi bem sucinta na parte da execução. Mas foi o bastante para me deixar triste. Fiquei curiosa e fui procurar no Google fotos de alguns lugares citados no livro. Acabei me deparando com um documentário que conta sobre a morte deles. Nossa, fiquei arrasada.
Se alguém tiver interesse em assistir, aqui está: https://youtu.be/hXenIaMjzgM
Muito triste o fim desta família... 😢😢😢 Aquelas garotas eram anjos!
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Leonardo 19/09/2018

Apaixonante
Uma obra densa mas que prende o leitor do início ao fim. Não há como não sofrer junto com a família Romanov, sobretudo em seus últimos momentos. Fico imaginando as dificuldades para realizar pesquisa histórica tão bem feita e rica em fontes. A única coisa que senti falta foi de um glossário de nomes pessoais e lugares, para recordar rapidamente a vida de pessoas citadas, pois são muitas, sobretudo criados dos Romanov. Um índice onomástico e mais ilustrações também seriam muito úteis. Mesmo com essas observações considero um dos melhores livros que já li!
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Soninha 31/07/2018

Uma tragédia real.
Uma verdadeira injustiça, crueldade, que infelizmente finalizou uma parte histórica da Rússia.
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Marcos.Sales 22/03/2018

Ótimo livro !
Assim como "Nicolau E Alexandra" de Robert. K Massie, "As Irmãs Romanov" se faz como um livro narrativo que descreve em detalhes a vida (em principal das quatro irmãs) dos últimos integrantes do que viria a ser a última geração familiar e que rompia com toda a agressividade e egoísmo dos outros Romanov (Inclusive e principalmente Alexandre III). Nada Obstante, Rappaport peca um pouco na falta de dinamismo narrativo (apesar de saber-se que não dá para pedir muito disso em livros assim). É possível sim narrar fatos históricos de forma mais fluida.
No mais, é um livro bem informativo que permite o leitor integrar-se na realidade da época.
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Tati 14/03/2018

Um livro com foco na vida doméstica. Parcial como é de se esperar.
A proposta do livro, em que pese supostamente tratar sobre a vida das quatro filhas do último tsar da Rússia, pode ser entendida como uma visão da vida doméstica de toda esse núcleo familiar formado por Nicolau, Alexandra e seus filhos (Olga, Tatiana, Maria, Anastácia e Alexei).

Durante a leitura, as questões sociais e políticas da época são simplesmente silenciadas, havendo apenas uma breve referência aqui ou ali acerca da constante perda de popularidade da família imperial, sempre buscando deixar um quê de injustiça ou incompreensão.

Nicolau II é retratado como um pai presente, mas pouco ou nada se fala sobre sua atuação política propriamente, havendo alguma sugestão de que teria sido um homem fraco, incapaz de se impor em qualquer aspecto da vida e que teria ficado muito feliz em abdicar e viver em uma fazenda com a família.

Quanto às filhas, são trazidos diversos aspectos interessantes acerca de sua criação, sempre cercadas por oficiais da Escola do Tsar, superprotegidas e alienadas do mundo fora dos Palácios a tal ponto que a rotina de qualquer pessoa de fora lhes parecia fascinante.

A condição de saúde precária do irmão mais jovem e herdeiro (o tsarévich Alexei, que tinha hemofilia) desde cedo foi determinante para a aproximação da família em relação a personagens um tanto quanto místicos, dentre os quais Raspútin teria protagonismo. A repulsa que todos os que o conheciam sentiam sobre ele, todavia, não se abateu sobre a tsarina Alexandra, tendo ajudado a reduzir ainda mais sua aceitação perante o povo.

A maior parte do livro se desenvolve sobre essas relações íntimas e familiares, claramente tentando conquistar a simpatia do leitor - o que pode tornar a leitura enfadonha, além de deslocada do contexto histórico -, até o momento derradeiro.

Claramente não se trata da leitura mais adequada para quem busca conhecimento aprofundado acerca da Revolução ou mesmo sobre a execução dos Romanov, visto que sobre esses pontos a autora deliberadamente silencia. Mesmo assim, para quem tem curiosidade sobre as filhas e sua ingenuidade frente ao mundo, é uma experiência que certamente gerará emoções, apreensões e angústia com a aproximação das páginas finais.
A colecionadora de livros 16/10/2018minha estante
Eu achei a leitura bem interessante e acho que, mesmo não tendo a intenção, mostra como a Rússia foi se tornando um barril de pólvora, especialmente pelo isolamento da Família Imperial e seu distanciamento do povo. Na minha opinião, Alexandra e Nicolau não nasceram para executar o papel que lhes coube na História (Czarina e Czar "de todas as Rússias). Pessoas que queriam viver as suas próprias vidinhas provincianas. Muito me entristece por eles, que se viram presos em papéis que não queriam executar, e pelo povo russo, que sofreu por falta de seus governantes.




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Tati 18/03/2018minha estante
Os nomes realmente são problemáticos nos livros ambientados na Rússia, pelo menos para mim. Mas nesse pareceu pior, já que muitos nomes eram bastante comuns na corte e se repetiam o tempo todo. As abreviações também foram um desafio. Tenho dificuldade com livros que te apresentam os personagens no começo, porque sempre me confundo mais.
Quanto a preferências, a minha favorita foi Olga, apesar de ter respeitado muito a minha xará pela maturidade que foi demonstrando até o final. :(


Roberta.Rodrigues 04/06/2018minha estante
Confesso que chorei nas últimas páginas da história.


Roberta.Rodrigues 04/06/2018minha estante
A minha preferida tbm era Olga Tati.




Li 14/02/2017

DESAFIO LITERÁRIO DIMINUINDO A PILHA 2017 - FEVEREIRO - AUTOR QUE NUNCA LEU
"Ao longo dos anos, a história da brutal execução das quatro grã-duquesas Romanov turvou nossa impressão a respeito de quem elas realmente foram. Com frequência, são vistas como um belo mas insignificante detalhe na história dos pais, Nicolau e Alexandra, o último casal imperial da Rússia. A imagem que prevalece é a de que eram jovens adoráveis e donas de uma vida invejável, mas a verdade é bem diferente. As irmãs Romanov reconstrói a vida da última família imperial russa com ênfase na rotina de Olga, Tatiana, Maria e Anastácia. A alegria e a insegurança dessas jovens princesas são retratadas aqui tendo como pano de fundo os derradeiros dias da ordem mundial vigente até o início do século XX."

Não gosto de biografias, mas gostei dessa. A autora escreve de uma forma que me pareceu quase um romance, talvez pelos trechos de cartas e diários.
Cheguei a conclusão que pelo menos isso de bom aconteceu na minha vida: Não fui uma grã-duquesa Romanov! Deve ter sido muito opressivo ter sido uma, ainda mais vivendo à sombra do irmão mais novo herdeiro e doente e com uma mãe neurótica e doente também. A religião ajuda muito a se resignar com a fatalidade das coisas, e elas eram bastante resinadas e religiosas, pelo que li, aliás, todos pareciam ser ali.
Acho que é por isso que eu sou rebelde com tudo!
Eu tinha muita curiosidade pra saber mais sobre os Romanov... E sobre Raspútin também, acho que pela a aura sobrenatural que ele ganhou com a história toda.
Falando sério, tenho um interesse quase mórbido pela Rússia!
Gostei do livro! Mostra a face humana de figuras quase mitológicas e mostra também, pelo lado histórico, que nenhum regime totalitário presta, seja "atuando" no nome de nobres ou plebeus, digamos assim. Me lembrou o " A revolução dos bichos".

"Vi com as quatro irmãs Romanov foi uma experiência particularmente intensa e emotiva, mas também muito gratificante. Elas - e a Rússia, país pelo qual tenho um amor duradouro - me inspiraram como escritora e espero ter feito justiça a elas e a suas breves vidas."
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Camila Faria 21/10/2016

Uma reconstrução da vida da última família imperial russa, com ênfase na rotina das quatro jovens princesas: Olga, Tatiana, Maria e Anastácia. A proposta do livro é oferecer um raro olhar sobre a vida familiar das filhas do último tsar, suas personalidades, seus sonhos, suas inseguranças… Não se trata portanto de uma análise opinativa sobre a omissão do Regime Imperial com relação a população russa; ou sobre a subsequente Revolução Bolchevique ~ apesar desse ser o pano de fundo de toda a narrativa. Impossível não sentir empatia pelas adoráveis e (pasmem!) modestas princesinhas, especialmente quando já se sabe de antemão o seu destino trágico.

site: http://naomemandeflores.com/os-quatro-ultimos-livros-12/
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