Condado Macabro

Condado Macabro Marcos DeBrito




Resenhas - Condado Macabro


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João Victor - @sigamoslivros 21/03/2020

RESENHA TAMBÉM NO INSTA
#RESENHASOL | 5/5 ? | Marcos de Brito | 158 páginas | 2015 | Terror | Simonsen
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Já início aqui falando da minha raiva com o Marcos de Brito, que mais uma vez ele soube me pegar direitinho com esse desfecho impressionante. Aguento as histórias desse homem não, affs, quero mais (bipolar, sou)!
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Sabe aquela história que você pensa que já viu? Temos cinco amigos que alugam uma casa afastada (já sabe que vai dar merda né?) para passar um final de semana, jovens com a tensão sexual a flor da pele, buscam curtir essa folga mas são surpreendidos por psicopatas mascarados, obviamente né?
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O livro tem três linhas narrativas, mesclando presente e passado, com presença de flashbacks e descrições macabras que faz revirar o estômago de qualquer um.
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Essa história tem muitos pontos que gosto, como o mistério, adolescentes estúpidos, pitadas de humor e o desfecho impressionante.
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O mistério dessa história não foi quem cometeu o crime, mas sim como foi feito o assassinato desses jovens. É uma história rápida que nos deixa envolvidos por completo desde o início, revira nosso estômago várias vezes, com humor, putaria e carnificina, tudo na mesma proporção.
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Se o Marcos de Brito escrever uma receita de bolo eu, sem dúvidas, vou querer ler. Essa narrativa ainda conta com a adaptação dirigida pelo mesmo autor (já quero assistir urgentemente).
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Se vocês querem um livro para fugir da zona de conforto, super indico, e ainda conhece mais da literatura nacional, que sem dúvidas merecia ganhar o mundo, cacife para isso tem, enfim, indicação feita e elogios ditos!
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Matheus Fellipe 18/03/2016

Condado Macabro é um verdadeiro circo de horrores, onde as risadas são abafadas pelos gritos e a visão é coberta por sangue.
Primeiramente vou esclarecer que essa é uma resenha/comentário tanto do livro quanto do filme. Por que eu não farei posts separados? Porque depois que eu li o livro, eu assisti ao filme, e as duas mídias se fundiram em um só Condado Macabro. A história é a mesma, mas cada contato me trouxe algo novo, um horror a mais, um sentimento diferente...

A história começa com um interrogatório: o investigador Moreira está cara a cara com o principal suspeito da matança, o sujeito está coberto de sangue, das mãos algemadas à face pintada. O palhaço foi a única pessoa com vida encontrada na cena do crime — uma mansão ao pé da floresta que havia sido alugada por cinco jovens para passar o feriado e que foi palco da carnificina. Será o palhaço culpado? Ou, como ele alega, estaria apenas fazendo seu espetáculo?

“[...] A menina estava amarrada com o pescoço dilacerado. O sangue que jorrava de sua garganta aberta represara na camiseta branca tingindo-a de vermelho. Como um animal pronto a ser servido em uma ceia canibal, uma fruta, que a impedira de berrar antes de sua morte, tampava sua boca.” — Pág. 96

Horas antes da mansão se tornar um mar de sangue, os cinco jovens achavam que teriam um ótimo fim de semana num local no meio do nada, com piscina, quadra, mesa de bilhar etc., onde poderiam fazer o que bem entendessem sem que algum adulto os perturbasse. Mas, como já puderam ver, todo esse sonho se transformou mais tarde num terrível pesadelo.

“Trazendo consigo um machado sujo de sangue ressecado, seu andar era lento e respirava como se tivesse as vias entupidas. Uma grotesca cabeça de porco escondia-lhe o rosto como uma máscara, deixando-o com a aparência de um monstro mitológico esquecido dos livros.” — Pág. 37

Os personagens, mesmo tendo suas próprias características, são um pouco rasos, como uma roupa suja já usada em um show. Beto é o mulherengo brincalhão da turma, que possui um repertório de cantadas tão bom quanto o dos famosos pedreiros; Théo já é reservado, sua timidez e cautela emanam da pele como suor; Mari, sua irmã, é o oposto, extrovertida e toda alto astral; Lena, por quem Théo tem uma quedinha, não foge dos padrões comuns da sociedade, uma garota que, assim como Mari, só quer aproveitar a vida; já (Va)nessa, é a gordinha estrambelhada do grupo, aquela que sempre se dá mal. A dupla de palhaços, Cangaço e Bola8, são os personagens dos quais mais gostei, um pela esperteza e o outro por sua "inocência".

“Tentar sensualizar o rebolado de Vanessa era impossível. Seria bom se Deus tivesse dado à garota o pé-de-valsa que ela acreditava ter. Mas não. Seus passinhos assustavam até o capeta, que, se pudesse, furaria os olhos com os próprios chifres para não ter que contemplar algo que não permitiria nem à alma mais padecente do inferno.” —Pág. 86

A sinopse sintetiza, em poucas palavras, o que será encontrado pela frente, mas a ênfase nas “muitas reviravoltas” deveria ser ainda maior tendo em vista tudo o que acontece. A história dá verdadeiras cambalhotas!

Tanto o livro quanto o filme são repletos de referências, dos clássicos filmes de terror dos anos 80 como “O Massacre da Serra Elétrica” até a música brega nacional. O talentoso autor e cineasta Marcos DeBrito “brinca com clichês” com essa inovada mistura de sangue, humor e uma essência tipicamente brasileira.

“O gancho de metal aberto ainda balançava no fecho quando a imagem funesta da sádica mascarada, escorando no ombro sua espingarda carregada, deu o primeiro passo no gramado do jardim. Seu olhar vidrado sob o rosto plastificado de uma boneca infernal era como a de um canibal faminto seduzido pelo desejo de carnificina.”— Pág. 117

Mesmo o livro tendo sido escrito após o filme, numa adaptação das telas para o papel, eu achei ele mais completo que o filme, as cenas me pareceram mais reais por meio das descrições. O autor também tem uma escrita deliciosa, o que me entreteve bastante. É um livro que tem boas doses de suspense, terror e humor e pode ser lido facilmente em um dia. A tela deu cor e movimento às páginas, mas eu ainda prefiro o velho papel rabiscado de preto. O livro recebe 4 estrelas.

Eu nunca tinha assistido um filme de terror nacional e me surpreendi muito com Condado Macabro, a atmosfera criada me transportou para a perversidade do condado, muitas cenas fortes foram filmadas com maestria. Algumas coisas me incomodaram, como a atuação de alguns atores e os efeitos especiais que não foram tão especiais, o que certamente é consequência do baixo orçamento. O filme também é um pouco longo, mas isso não atrapalhou em nada, pois o suspense crescente me prendeu bastante.

O longa estreou em 12 de novembro 2015 e ficou em cartaz até janeiro em algumas cidades do país. Dirigido por Marcos DeBrito e André de Campos Mello, com Leonardo Miggiorin, Paulo Vespúcio e Francisco Gaspar no elenco. Agora ele se encontra em VOD, ou seja, em várias plataformas online como o Net Now, iTunes, Google Play, GVT, Microsoft e Looke. E em breve sairá o DVD/BluRay!

Alerta: "O filme tem censura 18 anos! Tem sangue, morte e tudo que você adora ver, mas não pode."

Recomendo ambos a todos que querem sentir o cheiro de sangue fresco e se aventurar por um mistério no qual até os que aparentam inocência têm culpa.

site: http://leitornoturno.blogspot.com.br/2016/03/resenha-livrofilme-condado-macabro.html
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Paula Juliana 25/03/2016

Resenha: Condado Macabro - Marcos DeBrito

''O abrutalhado ignorou o pedido arrogante. Para ele, não havia um rosto por trás da máscara. Jonas se enxergava como a imagem grotesca da quimera que se travestia. Para abandonar a cabeça apodrentada que lhe escondia a face, teria que cobri-la com outra pele igualmente horrenda.''

Uma resenha de Sexta-feira Santa macabra!
Alguns estilos são eternos e acabam sempre funcionando, o terror/horror para mim é um deles, lendo Condado Macabro me vi em um filme de assassinatos em série, um macabro filme de terror, claro que o livro é realmente baseado em uma produção de cinema do autor/cineasta Marcos DeBrito, ao qual não assisti ainda, porém lendo, consegui visualizar cena por cena, acredito que de uma forma até mais clara do que se estivesse realmente assistindo, porque é realmente assustadoramente real as descrições de cenas do autor!

Como uma fã de Marcos DeBrito desde que li seu livro À Sombra da Lua que é um sobrenatural de horror incrível, sempre o indico para os fascinados por histórias sombrias e marcantes, lendo Condado Macabro fui novamente surpreendida pela história e pelo modo que o autor brinca com todos os clichês de filmes do estilo possíveis.

Encontramos desde os personagens característicos, como: o babaca tarado, a loira e a morena gostosas, o menino inteligente e tímido, a gordinha sempre deixada de lado pela turma, misturado com o velho terror usando os palhaços, que além de ter sido uma marcante na história fez com que me surpreendesse como leitora, realmente esperava que os palhaços tivessem um papel diretamente de assassinos, o que não aconteceu.
Os assassinos, os palhaços, os cinco jovens saindo de férias, indo curtir o final de semana em uma casa no meio do nada, só poderia dar em uma incrível receita de tragedia.

'' Bola 8 não era dos mais astuciosos no campo intelecto, mas compensava sua deficiência com a lealdade, além de ser dotado de uma ingenuidade rara. Por mais que cometesse pequenos delitos terminar a vida com a barriga aberta juntando moscas não era um fim que merecia.''

A história consegue ser engraçada, algumas vezes sem noção graças ao personagem Beto, vai pelo caminho censurado para maiores de 18 anos, tanto pelas tiradas se referindo a sexo, quanto pelas cenas de horror envolvendo sangue e descrições nojentas. É como se fosse um grande compilado dos filmes do gênero, o final foi surpreendente, assim como toda a evolução da história desde a apresentação dos personagens, passando pelo humor, sacanagem, a parte dos palhaços ''tristes'', todo o interrogatório - que tem uma pegada incrível de True Detective, fatos FALSOS sendo narrados pelos personagens, enquanto é nos mostrado o que aconteceu de verdade na história, os cortes de cenas, a narração que mostrava todos os ângulos mesmo não aprofundando nos personagens e sim nos fatos. E a parte final que é um clichê bárbaro de carnificina, chegando a surpresa final, a grande reviravolta do enredo.

O que senti que deixou a desejar: não houve aprofundamento nos personagens, o que teria deixado muito mais sofrida a perda quando começasse a matança, e o aprofundamento da história dos assassinos, o porque de aquilo tudo ter sido criado, como eram aquelas pessoas desde o inicio, o que levou ao estilo de vida que levavam.

As sensações ao decorrer da leitura foram as mais variadas, desde o riso, graça, ''o não acredito nisso'', o nojo. A narrativa e a forma de escrita do autor continuam impecáveis, adoro o estilo de escrita, gosto dessa pegada sem pudores, sem medo de escrever até as coisas mais asquerosas, adoro a coragem a as descrições.

Indico com toda a certeza a obra Condado Macabro, é fininha, li em um dia, é como se tivesse realmente assistindo um filme, tem reviravoltas e surpresas, tem o brincar com a escrita e com as receitas já prontas, é uma obra para se divertir e se desmembrar - um condado sangrento e macabro que vai além de tripas e sustos! Recomendadíssimo!

''O gancho de metal aberto ainda balançava no fecho quando a imagem funesta da sádica mascarada, escorando no ombro sua espingarda carregada, deu o primeiro passo no gramado do jardim. Seu olhar vidrado sob o rosto plastificado de uma boneca infernal era como a de um canibal faminto seduzido pelo desejo de carnificina.''

Paula Juliana

site: http://overdoselite.blogspot.com.br/2016/03/resenha-condado-macabro-marcos-debrito.html
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Gustavo Barberá 14/09/2018

Totalmente ensanguentado!!!
Mais um livro para a coleção de resenhas do Leitura Enigmática acaba de sair. Aqui, o que era para ser um final de semana com muita diversão e romantismo para cinco jovens, acaba se tornando o pior pesadelo. É o que se encontra em "Condado Macabro", obra de Marcos DeBrito, renomado escritor e cineastra. Você está interessado o que está por vir? Acesse o blog e leia a resenha completa. O link é: http://www.leituraenigmatica.com

site: http://www.leituraenigmatica.com
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Adri 20/12/2018

Uma história horripilantemente divertida e com um final surpreendente.
Um livro de 158 páginas com uma história fluida e envolvente. Ritmo bastante frenético e com personagens bem construídos.
A misteriosa chacina ocorrida em uma casa reclusa do interior vai te deixar vidrado nas páginas desse livro!

Eu não esperava pelo plot twist que viria mais pro final da história, mas como ele foi bem vindo! Tornou todo o livro ainda mais interessante e cruel.

Mais uma vez o autor não me decepcionou, muito pelo contrário, me surpreendeu ainda mais.
Já estou ansiosa pelo próximo título!
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Miriam Cristina 15/01/2019

Gorda
O livro é bom, tanto que dei 5 estrelas. Só que o autor trata os dois personagens gordos com depreciação, são caricatos, as piadas dos livros são em cima da gorda do livro, e eu como gorda, não gostei.
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Talita.Chahine @cutucandoahistoria 15/01/2019

Macabro !
Eu consigo definir esse livro em apenas uma palavra, mas não vou fazer isso !
Ele merece muito mais, é extremamente macabro como o próprio nome já diz, você simplesmente devora e torce por todos os envolvidos !
Mas ele deixa uma mensagem muito boa, o barato sai caro , e muito caro às vezes !
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Vinicius.Veloso 09/02/2019

Simples e raso, mas cumpre o seu propósito: divertir.
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Amanda @litera.pura 01/03/2019

Mais resenhas em @litera.pura
Um grupo de amigos aluga uma casa no interior e tudo que eles querem são dias regados à bebida e sexo. O site onde eles acharam a casa era meio esquisito, mas valeu a pena: uma mansão com piscina, churrasqueira, sinuca e tudo mais. Cercada por uma mata fechada, a casa ficava no meio do nada, sem vizinhos para incomodar.
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Cangaço e Bola 8, uma dupla de palhaços de rua, vê naquele grupo de jovens uma oportunidade de ganhar um dinheiro fácil. Eles pretendem invadir a casa e roubar tudo daqueles riquinhos da cidade, sem violência. As armas serão usadas apenas para assustar, mas nenhuma gota de sangue será derramada. Será?
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Quando a luz acaba e a casa é invadida, o grupo de amigos fica desesperado e os palhaços estão satisfeitos com o dinheiro fácil que terão em breve. Mas existem outras pessoas naquele lugar e eles têm intenções mais sangrentas do que simplesmente roubar algumas carteiras. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
No meio do nada e sem chances de pedir ajuda, cada um vai precisar lutar pela sua vida em uma batalha quase injusta contra assassinos mascarados e sádicos. Sobrevivendo ou não, não há dúvidas de que aquela será uma viagem inesquecível!
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A história tem duas grandes reviravoltas que me deixaram chocada! Tem muito sangue (muito!), palavrão e referências aos clássicos de terror. O cenário da história é maravilhoso e não decepciona os fãs do gênero: uma casa no meio do mato, enorme e cheia de lugares para os assassinos se esconderem, sem sinal de celular e sem luz! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Se você não gosta de violência explícita, talvez vá gostar mais de "A Casa dos Pesadelos", um outro livro do mesmo autor que é diferente de tudo que eu já li e vai te surpreender (sério). Não consigo escolher o meu preferido porque eles têm vertentes diferentes, mas recomendo que você leia e tire suas conclusões! É sempre bom conhecer novos autores nacionais, né?

site: https://www.instagram.com/litera.pura/
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Yasmim Braga 24/06/2019

A escrita do Marcos está ótima e a leitura flui com facilidade. É um livro curto e é totalmente possível você começar e terminar no mesmo dia. Os personagens são típicos de filmes de terror, meio ingênuos, nem percebem algumas coisas, tive vontade de entrar no livro e falar para eles deixarem de ser trouxas! rs Sendo sincera, recomendo se você curte terror e histórias sangrentas, porque é isso que teremos aqui. Tem várias cenas pesadas com detalhes, ou seja, tem que ter estômago forte (ÓBVIO que nenhuma cena vai se equiparar a uma do outro livro dele: O escravo de Capela) Digo para começar a ler os livros do Marcos com A casa dos pesadelos pois é um suspense leve com uma reflexão muito boa. Enfim, recomendo tudo que ele escreve e, claro, Condado Macabro também.

site: instagram.com/blogliterarte
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wellrock10mil 26/11/2019

Condado Macabro
Meu primeiro contato com a escrita do Marcos foi com, a casa dos pesadelos.
Condado Macabro é uma obra bem diferente e com o terror bem mais explícito. Simplesmente adorei, não assisti o filme ainda, mas em breve verei pra poder comparar. Recomendo muito.
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Vinicius.Correa 16/02/2020

O livro Condado Macabro escrito pelo Marcos DeBrito é uma adaptação do filme de mesmo titulo e produzido pelo mesmo autor. Ao contrario do que geralmente acontece, este caso originou-se primeiramente nas telas de cinema para posteriormente marcar presença nas folhas de papel, o que por uma parte é bom, já que o livro vai ser bem fiel ao filme e vice versa. Eu particularmente, prefiro mil vezes um livro do que um filme, tanto até que eu costumo ler o livro primeiro para só depois assistir o filme. E foi o que fiz, ou melhor, irei fazer, já que eu ainda não assisti o filme... Coisa que pretendo fazer muito em breve, só falta descolar um tempinho.

A história já começa com todo um suspense arquitetado. A primeira cena é a de um interrogatório o qual tem como suspeito um palhaço ensanguentado. As conversas entre palhaço e investigador são muito afiadas; o palhaço nega a todo custo ser o responsável pelo assassinato de um grupo de jovens, já o investigador insiste em arrancar uma confissão que prove que ele é o culpado, ou que ao menos indique um. Intercalando com as cenas do interrogatório, acompanhamos o feriadão de um grupo de amigos que resolveu passar os dias livres em uma mansão no meio do nada, nos sertões nordestinos. Mas o que era pra ser um feriado de pura diversão, sexo e malandragem acabou por tornar-se um verdadeiro mar de sangue.

?[...] A menina estava amarrada com o pescoço dilacerado. O sangue que jorrava de sua garganta aberta represara na camiseta branca tingindo-a de vermelho. Como um animal pronto a ser servido em uma ceia canibal, uma fruta, que a impedira de berrar antes de sua morte, tampava sua boca.? ? Pág. 96

O grupo de jovens ao qual me refiro é formado por Beto, Théo Mari, Lena e Vanessa, ou simplesmente, Va. Todos possuem uma personalidade distinta uns dos outros: Beto é o bobalhão do grupo. Sempre tem uma cantada furada na ponta da língua na esperança de conseguir conquistar a atenção de alguma das meninas do grupo. Théo é o inverso de Beto, ele é tímido, culto e reservado. Já a Lena é a descolada que quer apenas viver a sua vida intensamente. Ela está interessada por Théo, e faz questão de deixar isso claro para ele, e ele, coincidentemente, também nutre uma paixão por ela, só que sua timidez impede os dois de seguirem em frente com essa relação. Mari, assim como Lena, quer aproveitar os bons momentos. E a Vanessa é uma incógnita da qual eu não entendi. Ela é gorda, e por conta disso ela recebeu o cargo de ser o divertimentos dos outros, os quais riem da escrotidão dela. Sinceramente, não entendi o porquê ela está ali, pois aparentemente ela é a rejeitada do grupo. Não percebi nenhum carinho especial vindo por parte dos outros em relação a ela a não ser o de pena. Mas ela parece não se importar muito, pois coloca seus fones e viaja na maionese escutando suas musicas bregas.

Resumindo, senti falta de um aprofundamento nas relações inter-sociais do grupo. "Como eles se conheceram?" e "São amigos a quanto tempo?" são questões que fortaleceriam os laços entre eles e que tornariam os acontecimentos da trama muito mais sofríveis. Entretanto, sei que devo levar em conta que o livro foi baseado no filme, e o filme tem um tempo limite. Então, ele deve ser direto e sem muitas enrolações. Mas apesar desses poréns, ainda assim foi uma história rica. Tanto em detalhes, quanto em acontecimentos. Posso dizer sem sombra de dúvida que a leitura deste livro é uma das melhores que eu já fiz. Os acontecimentos são tão insanos e ao mesmo tempo tão reais que atraem o nosso envolvimento de forma imediata. Transformando a leitura de um livro que por sí só já é pequeno, ainda mais rápida.

Em relação a escrita, eu só tenho à aplaudir de pé. Poucas pessoas conseguem escrever de uma maneira arrastada e gostosa como a deste livro. É uma daquelas escritas que tu saboreia cada palavra, cada virgula e cada ponto. Tudo está perfeitamente em harmonia, em seu devido lugar. Enfim, eu li as cento e poucas páginas do livro em muito pouco tempo, e poderia ler muito mais páginas com a mesma facilidade. Pois ela nos transporta para a história de uma maneira extremamente agradável e eficiente. Espero que eu goste do filme tanto quanto gostei do livro. Ah, e sobre o final, me decepcionei um pouco pelas pontas soltas que ficaram, mas foi pouca coisa, porque, afinal, não poderia deixar de faltar aquele gostinho de quero mais.
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