O que é Ideologia

O que é Ideologia Marilena Chaui




Resenhas - O que é ideologia


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Everton Jr 13/06/2011

Fichamento do livro
O livro divide-se em cinco capítulos.
O primeiro explica o por que do livro estudar o tema “Ideologia”. Os mostram um por um em dado momento da história a visão dos filósofos neste dado momento, em relação ao chamado ideologia. As suas páginas se iniciam com os gregos e terminam no século XX, analisando as transformações que trouxeram conseqüências para o mundo moderno. O livro, entretanto, não rodeia apenas esses extremos, mas faz referencia à época de Augusto Comte, Karl Marx e Émile Durkheim.
Chauí, inicia o livro exemplificando a ideologia, com a divisão de causas, partindo do apresentado por Aristóteles (que vê a ideologia como um movimento caracterizado por toda e qualquer alteração da realidade), com quatro causas ( material, formal, motriz e final ), estas causas, entretanto, segundo a teoria da causalidade, não tinham o mesmo valor, mas eram hierarquizadas. A causa motriz (ou eficiente) que fazia referencia ao fabricar humano, responsável por transformar uma matéria prima em manufatura, era a menos valiosa. Ao contrário desta, a causa final, ou seja, o motivo ou finalidade de alguma coisa era a mais importante. Devido essa teoria, a mente do homem começou a analisar a sua realidade através dela e, assim, iniciou-se a formulação de uma ideologia que acreditava que os escravos da época seriam a causa motriz e os seus senhores, a causa final. Depois ela mostra como nos séculos XVII e XVIII com Galileu, Bacon, Descartes e outros reduziram estas causas a apenas duas, dando à palavra “causa” o sentido que tem hoje, e a teoria da casualidade passou, então, a definir-se com apenas duas causas: “causa e efeito”.
Depois a autora inicia uma definição do termo ideologia, mostrando que o mesmo foi utilizado pela primeira vez por volta de 1800, pelo Dr. Cabanis, juntamente com Destutt, um livro dá época, tendo com objetivo desenvolver uma nova Ciência: Gênese das idéias. Assim, o papel da teoria é desvendar os processos reais e históricos, apontando tanto os caminhos objetivos que conduzem à exploração e à dominação quanto aqueles que podem conduzir à liberdade. Quer dizer, a teoria tem uma função crítica que lhe é inerente mas, em si mesma, não assume valores externos ao processo objetivo.
Porém ela nos mostra que em 1812, Napoleão dá outro sentido à palavra ideologia, no seu discurso onde declarou que “Todas as desgraças que afligem nossa bela França devem ser atribuídos à ideologia, esta tenebrosa metafísica que, buscando com sutilezas as causas primeiras, quer fundar sobre suas bases a legislação dos povos, em vez de adaptar as leis ao conecimento do coração humano e às lições da história”, e depois com Augusto Comte o termo volta ser empregado num sentido mais próximo ao original.
A autora nos mostra que Augusto Comte se encarregou de ampliar a visão de o que era ideologia. Para Comte, segundo Chauí, a humanidade tende a passar por três fases: a fase fetichista ou teológica em que o homem explica a realidade por meio do mover divino; a fase metafísica em que o homem explica a realidade através de princípios gerais e abstratos; e a fase positiva ou cientifica em que o homem contempla a realidade, a analisa, formula leis gerais e cria uma ciência social que servirá de base para o comportamento individual e coletivo. Cada uma dessas explicações para os fenômenos naturais e humanos compõe uma teoria, ou melhor, uma ideologia.
O livro na sequência, começa a explicar Karl Marx e a sua visão em relação à existência da ideologia nas diferentes sociedades. De acordo Chauí, Marx acredita que a ideologia se utiliza de inúmeros meios para alienar o povo, como por exemplo, através do Estado. Para o povo, este seria a representação do interesse geral, mas, na verdade, ele é a expressão das vontades e interesses da classe dominante da sociedade. Outro exemplo de ideologia seria apresentar a sociedade civil como um indivíduo coletivo, pois através disso ocultaria a realidade da sociedade que é comprimida pela luta de classes.
A produção das idéias e as condições sociais e históricas não são separadas por Marx. Ele demonstra, também, que a contradição não é a das idéias, mas sim, contradição entre homens reais em condições históricas e social real chamada luta de classe (na qual acontece há muito tempo no mundo inteiro, causando uma grande disputa entre as pessoas).
É através das classes sociais que a sociedade civil nega o indivíduo isolado e o indivíduo como membro da família. O trabalho não pago (mais-valia) é a origem do capital. Há uma contradição na medida em que a realidade do capital é a negação do trabalho.
Uma das grandes idéias da ideologia é a da sociedade civil concebida como um indivíduo coletivo, visando ocultar a realidade da sociedade civil que é a luta de classes; a luta de classes é o quotidiano da sociedade civil. O processo no qual as atividades humanas começam a se realizar como se fossem autônomas ou independentes dos homens é chamada de alienação. As idéias aparecem como entidades autônomas descobertas por homens determinados, e não como produtos do pensamento de tais homens.
Em conclusão ao livro, a ideologia durante toda a historia serviu de instrumento de dominação, mascarando a realidade social e ocultando a verdade dos dominados. A ideologia serve para legitimar a dominação econômica, social e política. O seu papel é criar na mente das pessoas uma idéia de que todo fenômeno que acontece no mundo é algo natural e que não existe uma razão lógica para isso.
Para Marx, toda ideologia se reduz ou a uma concepção distorcida da história ou a uma completa abstração dela, e que a própria ideologia não é “senão um dos aspectos desta história”.
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Mari 09/01/2010

O que é Ideologia - Marilena Chauí
Lançado na década de (19)80 pela Editora Brasiliense na Coleção Primeiros Passos, trata-se de um livro curto e por isso mesmo muito sintético, de forma que torna-se apropriado e mais didático apresentar seu resumo em formas de tópicos.


* Tomar idéias como independentes da realidade histórica e social (faz parecer que a idéia explica a realidade, quando é a realidade que explica a idéia) = ALIENAÇÃO .

EMPIRISMO (movimento filosófico que acredita nas experiências como únicas, ou principais, formadoras das idéias, discordando, portanto, da noção de idéias inatas) : “Real” são fatos.

IDEALISMO (movimento filosófico que acredita que as idéias são formadoras da realidade, na medida em que ela é PARA alguém, o sujeito do conhecimento) : “Real” são idéias.

MARILENA CHAUÍ: “Real” são processos - relações entre homens e com a natureza.

* Marx: História é práxis (agente, ação e produto intrinsecamente ligados. Exemplo: a virtude honestidade é práxis, pois o homem como ser honesto, a honestidade em si e o ato honesto são inseparáveis, um não existe sem o outro).

* Comte – positivismo (propõe, entre outros postulados, a idéia de uma ciência sem teologia ou metafísica, baseada apenas no mundo físico/material, e com a experiência sensível por base do conhecimento, que levaria ao progresso pleno): ideologias (idéias) comandam a prática - saber é poder.

* Durkheim: sociologia como ciência objetiva (o resto, para ele, é ideologia).

* Marx: critica a ideologia, como em sua obra "A Ideologia Alemã" (ideólogos alemães criticavam Hegel sem construir nada).

* Hegel: cultura é o real como manifestação do Espírito, é o Espírito - exteriorização (produção) e interiorização (compreensão). Se não há consciência da participação na fase da compreensão, há alienação.

* Hegel: real é histórico. Os acontecimentos SÃO o tempo. Dialética idealista - tese, antítese e síntese. Motor da História = contradição. Produção e superação das contradições é o movimento da História - História como reflexão. Conhecimento da realidade é diferir o que parece e como é produzido. (Hegel é idealista: o Espírito é sujeito e objeto).

* Marx: mantém algumas idéias de Hegel e refuta outras. Mantém a dialética, porém dessa vez materialista - a contradição não ocorre no Espírito, mas sim entre homens reais, na luta de classes. Mantém a idéia de que a História é reflexiva. Reutiliza o conceito hegeliano de alienação, mas a alienação é dos homens e não do Espírito (exemplo: fetichismo da mercadoria - não vê na mercadoria seu trabalho). Analisa Feuerbach, e afirma que a religião é a forma suprema de alienação.

* IDEOLOGIA é instrumento de dominação de classe (como a ideologia burguesa progressista). O que a torna possível é a separação do trabalho intelectual e material, a alienação e a luta de classes. Ideologia é tornar as idéias de uma classe dominante como verdades absolutas a todas as outras (conceito de Gramsci: HEGEMONIA - oculta divisões sociais, "adormecendo" a revolta popular). O Estado, juntamente à ideologia, é instrumento de dominação.

* História ideológica: o ensino escolar tradicional de História é uma ilusão, pois é ideologia, instrumento de dominação que utiliza o ponto de vista do "vencedor".

Ótima leitura, servindo como introdução ao pensamento marxista e primeiros passos para desvendar a realidade em que vivemos.
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paulo 21/04/2021

Esse é o segundo livro que leio dessa coleção, o primeiro foi O Que É Participação Política?, do Dalmo Dallari, para a faculdade. Excelente, ótima abordagem e linguagem bem acessível, perfeito para um conhecimento rápido e básico para novas pesquisas.
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Gabriela.Give 09/10/2020

Não é o tipo de leitura que me agrada, mas por ser leitura obrigatória da faculdade decidi dar uma credibilidade e me arriscar. Para quem gosta da temática, a leitura flui bem. Também é uma ótima oportunidades de entendermos, conhecermos para criamos nossas opiniões contra ou a favor, mais enraizadas, a partir do senso crítico, ao invés do senso comum.
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Lucas 11/12/2020

Abordagem didática e linguagem de fácil leitura.
A autora mostra como surgiu o termo "ideologia" e suas mudanças de significado ao decorrer do século, sendo sua gênese em meados do século 17.

A autora busca enfatizar o significado que Marx dá a tal termo, que significa, basicamente, toda e qualquer ideia que é apresentada como um processo natural, mas que, na verdade, trata-se de algo carregado de condicionalismos sócio-históricos.
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jaquelinetaz 14/01/2013

Marilena Chaui a parti de escritos de autores como Marx,Hegel, Gramsci traça uma perspectiva sobre o que é ideologia. Apresentando a Ideologia como fruto dos ideais das classes dominantes e forma de dominação manifestada através da arte, cultura, religião, política,família, meios de comunicação.
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Karina 05/04/2020

Essencial e para sempre contemporâneo
“O que é ideologia” da Marilena Chauí é uma obra densa e muito completa. Eu diria, até mesmo, essencial, para a compreensão da sociedade de um ponto de vista das ideias que se propagam.
Por vezes, parece que tem informações demais que dão voltas e voltas sem explicar nada. Porém, essa foi minha impressão inicial, porque no decorrer do livro, todas as informações se amarram formando relações interessantes.
Começando o livro com as teorias da Antiguidade sobre conceitos iniciais que serão utilizados no decorrer do livro, como trabalho, divisão do trabalho, campos significativos, relações sociais, as relações do homem com a Natureza e, portanto, com o conhecimento adquirido.
Passa então para o histórico do termo “ideologia” e então percorremos um caminho histórico desde os ideólogos franceses, seguindo pela filosofia positivista e depois disso com o sociólogo Durkheim, até chegarmos a concepção Marxista. A partir de então, temos um capítulo inteiro reservado para essa questão. Em um livro sem muitas divisões em capítulos, esse é um importante vestígio sobre a própria ideologia da autora que não esconde seu posicionamos, observável até mesmo, em outras obras dela.
Não acredito que isso seja um obstáculo para este livro, já que a pesquisadora tem muito conhecimento sobre o que diz e traz um panorama completo de tudo que está falando. Por exemplo, ao entrar no capítulo “A concepção marxista de ideologia”, ela traz um cenário no qual Marx direcionava críticas à filósofos alemães da época, que por sua vez, contestavam as teorias de Hegel.
Entrando em Hegel, Marilena Chauí resume, como ela mesma afirma, “de forma grosseira, as principais ideias de Hegel, a dialética idealista e espiritualista, dais quais eu considero como destaque as ideias de que “a história é reflexão”. A reflexão é a volta sobre si mesmo, na qual a consciência é responsável por fazê-la. “Este exterioriza-se em obras, mas é capaz de reconhecer-se como produtor delas, é capaz de compreender-se ou de interiorizar sua criação.” (2006, p. 41). Outro ponto que achei particularmente interessante é sobre como o Estado representa os interesses dos indivíduos privados ou públicos, famílias, sociais e etc.
De forma clara e sucinta, Chauí resume os pontos da teoria hegeliana de forma clara e sucinta, já que esse não é o objetivo da obra. Inclusive, durante a leitura tive as minhas dúvidas se, de fato, eram necessárias para a compreensão do livro e quais as relações entre Hegel e ideologia sobe a perspectiva marxista. Então, a autora passa a comparar os conceitos hegelianos que Marx conserva em sua teoria, e aqueles que Marx contrapõe. O livro como um todo se conversa, a todo momento retomando tópicos já trabalhados. Estamos sempre relendo e reafirmando os conceitos em nossa mente.
Mariela Chauí passa, então, a explicar o marxismo, como a luta de classes: o trabalhador que vende sua força de trabalho e aquele que dispões das condições de produção. Explica também sobre a mais-valia, alienação, conceito de propriedade de da divisão de classes.
Chauí ainda dedica uma parte à explicar a diferença da concepção de Estado entre Hegel e Marx, na qual o primeiro define como “superação das contradições”, enquanto o segundo afirma que o Estado é “a vitória de uma parte da sociedade sobre as outras.” (2006, p. 66).
A partir de então, a autora escreve como a ideologia tem sua função em “ocultar” a realidade e fazer parecer que as ideias são autônomas, ou seja, como se surgissem sozinhas sem ter um representante. Isso faz com que as pessoas não reflitam sobre as relações sociais que causam sua posição social, e portanto, traz a ingênua sensação de que as coisas são do eito que são por causa de um poder superior e que todos estão submetidos à esse poder igualmente.
Finalizando sua obra, Chauí faz um apanhado sobre tudo que foi pensado no decorrer do livro e retoma todos os conceitos por ela trabalhado. De forma bem amarrada, Chauí escreve essa obra que considero tão importante para a nossa sociedade. Livro indispensável para repensarmos sobre a estrutura da nossa sociedade e além disso, tudo o que consumimos e como digerimos esses conteúdos. Se, inicialmente, pensei que a obra tomava caminhos desnecessários, ao chegar ao final entendo que Chauí inclui tudo que é necessário para compreendermos o conceito de ideologia em sua totalidade, de um jeito genial e bem concatenado.
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Stella 03/11/2020

Leitura essencial!
A leitura foi graças à faculdade, mas trouxe muita clareza para compreender conceitos tão importantes de Marx, Hegel, Engels, que permeiam na nossa sociedade política e cultural.
Como o título mesmo diz: uma leitura essencial para compreender melhor onde estamos inseridos.
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Natália 24/06/2020

Esclarecedor
O livro consegue desmembrar conceitos muitas vezes vistos como complexos de forma compreensível. Nele a autora nos conceitua do que é a ideologia pela ótica marxista.
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Volnei 12/02/2016

O que é ideologia
A ideologia é algo presente em toda história da humanidade, se analisarmos vários aspectos de como o individuo age em sociedade. Ela é definida como um mascaramento da realidade social que permite a legitimação da exploração e a dominação. Por intermédio dela, tornamos o falso verdadeiro e o injusto em justo. Como podemos ver hoje em nossa sociedade brasileira, cujos direitos do cidadão são completamente destorcidos de acordo com os interesses de quem esta no poder. Nesta sua obra Chaui vai nos mostrar como ocorre essa fabricação de uma história imaginaria, qual sua origem e quais seus mecanismos, seus fins e efeitos sociais, econômicos e políticos.

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br/ https://twitter.com/volneicampos
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Morgana Brunner 19/09/2016

Resenha l O que é Ideologia - Marilena Chaui
Oiii gente, tudo bem?

Hoje venho trazer uma resenha completamente diferente do normal, confesso que estou bem surpresa diante dessa vontade que tive de escreve-la para vocês.
Este livro meu professor de Filosofia pediu que lêssemos para realizar um trabalho. Com isso eu me apaixonei pela obra e confesso que no início eu não esperava tanto como foi durante a leitura. Vou explicar da forma mais simples, pois a linguagem dele não é muito “fácil”, pode-se dizer.

A história se concentra diretamente em como a sociedade é dominada, em relação do ser humano que não tem condições, se tornando totalmente inferior ao que possui um certo valor financeiro e que possa ter seus empregados, com uma autoridade suficiente para ordenar.

"Para haver um sonho é necessário haver um escravo; para haver um escravo é necessário haver um sonho." Pág. 39

Com isso, é possível perceber que este tipo de autoritarismo existe a bastante tempo, a século passados de acordo com o que a obra cita. Relata principalmente como as pessoas recebiam isso, se aceitavam ou não. Alguns acreditavam que seria o modo correto, trocando o justo pelo injusto, e por não possuir autoridade de expor sua opinião, com medo do que poderia acontecer diante de um pensamento diferenciado dos outros.

"Uma história concreta não perde de vista a origem de classe das ideias de uma época, nem perde de vista que a ideologia nasceu para servir aos interesses de uma classe e que só pode fazê-lo transformando as ideias dessa classe particular em ideias universais." Pág. 88

Além do mais, é possível ter uma explicação sobre as relações econômicas e sociais, da forma que aconteceram por exemplo: fordismo. Não irei explicar tanto, pois acredito que muitas pessoas saibam um pouco a respeito, e adoraria que vocês lessem esse livrinho.
O livro retrata de como as mentes das pessoas são dominadas e compradas, por ter algo em troca, por acreditar em palavras mentirosas que apenas querem algo, mas no final acabando iludindo o outro. É ver que com pouco se consegue muito.

"Só há felicidade na competição e no sucesso de quem vence a competição." Pág. 107

O que realmente mais me chamou atenção, foi na forma em que Marilena utilizou para escrever que os grandes possuem apenas “nome”, mas quem realmente faz a história e participa são os pequenos e comandados.

Recomendo que leem essa obra, é um preço acessível. Contém um enredo maravilhoso para a realização de debates e momentos de reflexão para comparamos com o que estamos vivendo na nossa atualidade. Durante a leitura, é possível perceber como a autora se dedicou ao livro, relevando todos os lados da moeda citado.

A escrita da Marilena Chauí é leve, compreensível. Porém, possui uma quantidade de palavras desconhecidas, que durante a aula na faculdade percebi muitas reclamações diante da variedade no vocabulário. Torço para que isso não diminua o interesse de quem for realmente ler. Em relação a edição, a que eu tenho me encantou demais! Está linda e com a letra legível, sendo um livro pequeno para qualquer momento ou viagem.

É uma leitura enriquecedora e com toda certeza, irei ler todos os anos, terá um lugar especial no meu coração e na minha estante!

site: http://segredosliterarios-oficial.blogspot.com.br/2016/05/resenha-o-que-e-ideologia-marilena-chaui.html
Kadu 17/01/2017minha estante
Muito bom


Morgana Brunner 17/01/2017minha estante
fico feliz que tenha gostado




Bernardo.Dutra 25/01/2017

Interessante em alguns pontos, reducionista em outros
É um livro que tenta explicar o que é a ideologia da classe dominante.Algumas partes do livro são úteis, mas, em alguns momentos, a Marilena Chaui acaba reduzindo o ponto de vista conservador como simplesmente uma forma de alienação, o que faz ela cometer o mesmo erro que critica.Não é um livro tão fácil de ler, mas, recomendo para quem quiser entender o ponto de vista de muitos integrantes de movimentos populares.
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Fernando.Lovato 02/11/2020

Excelente obra para introdução a filosofia. Ou para entender o conceito de ideologia
Marilena Chaui traz na obra o seguinte modo de apresentação: resumo do pensamento de um autor, exemplos claros da teoria dele, explicação por que tal autor está preso numa ideologia. Ela faz isso até chegar a Marx. Nesse ponto e baseado nesse último autor, ela identifica o que é ideologia, sua origem, como a ideologia é utilizada para manipular as classes dominadas e traz propostas de solução para tal situação ideológica vigente. Enfim, parada obrigatória para qualquer pessoa que curse algo em humanas.

---> Pontos positivos:

. A autora faz excelentes resumos dos pensamentos dos autores que são analisados. Nem todo mundo leu todos os autores citados na obra para saber como a ideologia se aplica a eles ou do que eles falavam a respeito. Assim, o fato da autora resumi-los antes de criticá-los demonstra atenção especial a novos leitores da área.

. Linguagem inclusiva, clara e inequívoca.

. Uso de exemplos sempre que um conceito ou teoria nova é exposto.

. Aplicação prática alta e imediata.

-->Pontos negativos (sinceramente não encontrei nenhum ponto negativo digno de nota. Assim, apenas colocarei algumas sugestões particulares minhas):

. Eu faria mais divisões no texto e relembraria em cada uma delas o que pretendia naquele ponto. Ex: agora irei resumir Hegel para que vocês entendam que Marx não inventa determinado conceito.

. Toda argumentação marxista depende do conceito de contradição hegeliano. E embora a autora o resuma bem, eu sugeriria mais foco nesse conceito, pois ele é de difícil apreensão. Talvez cortar um autor ideológico pré-moderno e usar as páginas poupadas para aprofundar um pouquinho mais na contradição hegeliana.
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Lista de Livros 09/11/2019

Lista de Livros: O Que é Ideologia – Marilena Chaui
Parte I:

“Ideias que parecem resultar do puro esforço intelectual, de uma elaboração teórica objetiva e neutra, de puros conceitos nascidos da observação científica e da especulação metafísica, sem qualquer laço de dependência às condições sociais e históricas, são, na verdade, expressões dessas condições reais. Com tais ideias pretende-se explicar a realidade, sem se perceber que são elas que precisam ser explicadas pela realidade social e histórica.”
*
Mais do blog Lista de Livros em:
https://listadelivros-doney.blogspot.com/2019/09/o-que-e-ideologia-parte-i-marilena-chaui.html



Parte II:

“As classes sociais não são coisas nem ideias, mas são relações sociais determinadas pelo modo como os homens, na produção de suas condições materiais de existência, se dividem no trabalho, instauram formas determinadas da propriedade, reproduzem e legitimam aquela divisão e aquelas formas por meio das instituições sociais e políticas, representam para si mesmos o significado dessas instituições através de sistemas determinados de ideias que exprimem e escondem o significado real de suas relações.
O Estado não é um poder distinto da sociedade, que a ordena e regula para o interesse geral definido por ele próprio enquanto poder separado e acima das particularidades dos interesses de classe. Ele é a preservação dos interesses particulares da classe que domina a sociedade. Ele exprime na esfera da política as relações de exploração que existem na esfera econômica.”
*
Mais do blog Lista de Livros em:
https://listadelivros-doney.blogspot.com/2019/09/o-que-e-ideologia-parte-ii-marilena.html



Parte III:

“O Estado aparece como a realização do interesse geral (por isso Hegel dizia que o Estado era a universalidade da vida social), mas, na realidade, ele é a forma pela qual os interesses da parte mais forte e poderosa da sociedade (a classe dos proprietários) ganham a aparência de interesses de toda a sociedade.
O Estado não é um poder distinto da sociedade, que a ordena e regula para o interesse geral definido por ele próprio enquanto poder separado e acima das particularidades dos interesses de classe. Ele é a preservação dos interesses particulares da classe que domina a sociedade. Ele exprime na esfera da política as relações de exploração que existem na esfera econômica.
O Estado é uma comunidade ilusória. Isto não quer dizer que seja falso, mas sim que ele aparece como comunidade porque é assim percebido pelos sujeitos sociais. Estes precisam dessa figura unificada e unificadora para conseguirem tolerar a existência das divisões sociais, escondendo que tais divisões permanecem através do Estado. O Estado é a expressão política da sociedade civil enquanto dividida em classes. Não é, como imaginava Hegel, a superação das contradições, mas a vitória de uma parte da sociedade sobre as outras.”
*
Mais do blog Lista de Livros em:
https://listadelivros-doney.blogspot.com/2019/09/o-que-e-ideologia-parte-iii-marilena.html


Parte IV:

“A ideologia é um conjunto lógico, sistemático e coerente de representações (ideias e valores) e de normas ou regras (de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar, o que devem valorizar e como devem valorizar, o que devem sentir e como devem sentir, o que devem fazer e como devem fazer. Ela é, portanto, um corpo explicativo (representações) e prático (normas, regras, preceitos) de caráter prescritivo, normativo, regulador, cuja função é dar aos membros de uma sociedade dividida em classes uma explicação racional para as diferenças sociais, políticas e culturais, sem jamais atribuir tais diferenças à divisão da sociedade em classes, a partir das divisões na esfera da produção. Pelo contrário, a função da ideologia é a de apagar as diferenças como de classes e de fornecer aos membros da sociedade o sentimento da identidade social, encontrando certos referenciais identificadores de todos e para todos, como, por exemplo, a Humanidade, a Liberdade, a Igualdade, a Nação, ou o Estado.”
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Mais do blog Lista de Livros em:

site: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2019/09/o-que-e-ideologia-parte-iv-marilena.html
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Vanessa 20/08/2020

Em 1980 foi lançada a primeira edição deste livreto. Apenas 125 páginas de reflexões fantásticas sobre ideologia. Dominação. Luta de classes. "Os ideólogos são aqueles membros da classe dominante ou da classe média que, estão encarregados, por meio da sistematização das ideias, de transformar as ilusões da classe dominante em representações coletivas ou universais. Assim, a classe dominante se divide em pensadores e não pensadores, ou em produtores ativos de ideias e consumidores passivos de ideias". Dessa forma, os consumidores das ideologias, muitas vezes mesmo sabendo de sua condição de explorado reproduz a ideologia dominante. É o que justifica o trabalhador assalariado defender os meios de exploração capitalista. É o que justifica o trabalhador, a classe média e os microempreendedores defendendo a ideia de que quem trabalha alcança o sucesso ou pode enriquecer. A complexidade das ideologias enfraquece o trabalhador pois joga proletariado contra proletariado.
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