Caçando Che

Caçando Che Mitch Weiss...




Resenhas - Caçando Che


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Ruan Soares 20/12/2018

A missão suicida de um rebelde insaciado.
A história inevitavelmente é interessante, porém de proporções muito baixas. Nos primeiros encontros com os guerrilheiros a equipe do exército boliviano é humilhada, tudo isso reflete a atual fraqueza do país. As forças armadas estavam em decadência em todos o aspectos, principalmente no tocante ao trabalho em campo.

Após as primeiras páginas a história se tornam arrastada, se cerca redundâncias que me incomodaram bastante. A narrativa é do ponto de vista dos envolvidos na operação boliviana, não há alternância entre os dias dos guerrilheiros, o que tornaria a narrativa dinâmica e mataria o tédio entre a primeira e a segunda parte do livro. Essa ausência talvez se explique pela falta de material ou talvez tenha sido opcional (o curioso é que existe o diário do Che Guevara em seus dias na Bolívia, poderia ser muito útil para enriquecer o livro). Talvez optar contar a história por esse formato não tenha sido tão bom quanto o imaginado. Também senti falta de números exatos, por exemplo, ao fim do livro você sai com o número incerto dos membros guerrilheiros. Sério isso?

Do final da segunda parte até o término muita coisa começa a acontecer e naturalmente te deixa empolgado para o restante das linhas. Os diálogos de Che, embora você esteja lendo tranquilamente em silêncio, é como se você se calasse para ouvi-lo falar, suas falas não são espetaculares, mas pelo fato dele ser a figura reagente isso é instigado. Um diálogo em especial ressalta a face do "herói" que grande parte se recusa a admitir.

A narrativa do livro me lembrou A Sangue Frio, de Truman Capote. Acredito eu, se não estiver enganado, que trata-se do mesmo gênero inaugurado pelo Capote, o jornalismo literário.

Recomendo a leitura? Claro! Principalmente você que gosta de história acerca desse "maravilhoso" mundo em que vivemos.
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Na Literatura Selvagem 29/06/2016

Caçando Che...
Cá estou eu para falar de impressões acerca de alguma leitura, e a bola da vez é para o livro Caçando Che, escrito pelos jornalistas Mitch Weiss e Kevin Maurer. O livro é resultado de pesquisas e entrevistas feitas pelos dois autores sobre um dos eventos históricos mais controversos da história da América Latina contemporânea: a captura e assassinato de Ernesto 'Che' Guevara, bandido comunista para uns, herói revolucionário para outros, mas que independente de que lado você esteja, há de reconhecer que seu nome ascendeu na cultura pop...

Publicado recentemente pela Editora Record, Caçando Che é dividido em três partes. Na primeira delas a abordagem é maior sobre o processo de preparação dos militares - Rangers - responsáveis pela captura do guerrilheiro Che, que se refugiava em algum lugar perdido e desolado da Bolívia. Traz também uma lista de personagens - de ambos os lados - que tiveram participação importante no evento, bem como um mapa do país, marcando as principais cidades envolvidas no processo...

leia mais em

site: http://torporniilista.blogspot.com.br/2016/06/cacando-che.html
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Fêh Zenatto 15/05/2016

Caçando Che - Resenha do BLOG COISA E TAL
Não tenho o costume de ler livros onde a história contada não é, nem que seja um pouco, ficcionada. Por exemplo, gosto muito de livros com a temática da 2ª Guerra Mundial mas eles, geralmente, tem a guerra como pano de fundo e não como personagem principal. Sendo assim, a leitura de Caçando Che foi muito diferente para mim.
Inicialmente, confesso, não estava muito animada para começar a ler o livro mas, conforme as páginas foram passando, a história foi me prendendo e fascinando.

Apesar do título e do que pensamos, Che aparece pouco na história - estando presente em, no máximo, 50 das 279 páginas do livro. Aqui, tudo se foca em como foi feita a captura do guerrilheiro.
Ficamos conhecendo comandantes e generais do exército dos EUA e da Bolívia (o número grande de personagens pode ser bem confuso no início mas, conforme cada um assume seu papel, vamos assimilando a enorme lista), entendemos como a política pode ser confusa e ardilosa e também percebemos como a diplomacia entre os países é frágil. Todos esses fatores somados acabam por propagar a lenda de Che Guevara, a aumentar o medo quanto a seu exército de guerrilheiros e a definir o destino de Che após ser capturado.

Vale ressaltar que o livro, em nenhum momento, mostra-se favorável a algum dos lados por mais que conheçamos mais profundamente o lado boliviano e americano.
Nas poucas páginas em que Che aparece, torna-se protagonista do livro. As conversas que ele tem com os comandantes são extremamente interessantes, onde é possível compreender os dois lados e ainda parar para pensar na situação atual do nosso país. As conversas foram narradas como são lembradas por seus participantes ainda vivos e, por isso, imagino o quanto o efeito de Che devia ser forte frente a povos muitas vezes extremamente sofridos.

No fim, a história do livro me prendeu. Mesmo já sabendo o final, queria saber quais fatos e como ocorreram para culminar na morte do líder cubano.
Essa é uma leitura extremamente prazerosa para todos os públicos e que, com certeza, vai tornar-se livro preferido daqueles apaixonados por história. A leitura flui e cria momentos de suspense que nos fazem querer continuar e ler mais e mais.

site: http://goo.gl/82nvrl
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penapensante 05/05/2016

Muito Bom!
A história da operação militar norte-americana que transformou camponeses bolivianos em força de combate e capturou o guerrilheiro mais famoso do mundo!
Leia a resenha completa no blog! =)

site: http://www.penapensante.com.br/2016/04/cacando-che-de-mitch-weiss-e-kevin.html
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