A Epopeia de Gilgamesh

A Epopeia de Gilgamesh Sin-léqi-unnínni




Resenhas - A Epopéia de Gilgamesh


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Bu 14/09/2020

Um bom trabalho
Introdução excelente, lhe situa temporal, regional e culturalmente, textos de apoio muito bons, e também nos é mostrado a história de tradução como também o encontro das placas e onde estão situadas até então. Os textos da Epopeia não está disposto como um poema, mas não atrapalha na compreensão do escrito, e nem as partes que ainda faltam não compromete o resultado final das histórias.
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Coruja 18/02/2012

Na segunda parada de nossa viagem no tempo literária, vamos agora dar uma olhada no berço da civilização o lugar onde tudo começou, se formos levar a sério os estudos medievais sobre a localização do Jardim do Éden. Ali onde apareceram as primeiras cidades, nas margens férteis entre dois rios que deram ao mundo o arquétipo primeiro de todos os heróis.

Eu lhes apresento... Gilgamesh.

As primeiras marcas de uma escrita apareceram na Mesopotâmia, por volta de 3.000 a.C. os caracteres cuneiformes e também as primeiras cidades e o primeiro conjunto de leis (o famoso Código de Hamurábi). Naquela região, entre o Tigre e o Eufrates, grandes impérios floresceram: Suméria, Babilônia, Assíria. E ali também viveu o protótipo de todos os heróis, Gilgamesh, protagonista daquela que se acredita ser a mais antiga história escrita.

É difícil, contudo, colocar uma data exata nela. Acredita-se, por meio de referências cruzadas entre documentos de vários povos da região que, mais que um herói mitológico, Gilgamesh tenha sido um personagem histórico real, rei dos sumérios, responsável pela construção da Grande Muralha de Uruk. Não obstante, o que chegou até nós foram versões posteriores da história, resgatadas das bibliotecas de Assurbanipal, rei dos ferozes assírios, como parte das escavações arqueológicas que se espalharam como praga em meados do século XIX (a era romântica da arqueologia, quando tudo não passava de uma grande aventura e mais importante que cuidar do que era encontrado era mostrar os tesouros achados).

O poema começa com a descrição do herói, parte deus e parte homem belo, forte, sábio e poderoso, Gilgamesh tem tanta energia e é tão intenso que seus súditos imploram aos deuses que lhes dêem alguém ou alguma coisa que possa controlar seu rei antes que esse os leve à exaustão e à ruína.

É em resposta a esse desejo que nasce Enkidu, o selvagem, a própria natureza personificada, aquele que corre com os animais e assusta caçadores e pastores do reino. O caso é levado ao rei, que ordena levem à mata uma meretriz para seduzir o selvagem.

A partir do momento em que se deita com a mulher, Enkidu perde sua inocência (é a Queda, mais uma vez) e passa a ser repudiado pelos animais com que antes convivera. Sem alternativas, ele volta com a mulher para a cidade sua história é a própria passagem do selvagem para o civilizado e lá confronta Gilgamesh num duelo de mãos limpas.


Gilgamesh já o esperava sonhara com ele até e ansiava pela luta. Nenhum dos dois, contudo, é capaz de vencer o outro. Reconhecendo-se como iguais, os dois se tornam amigos inseparáveis, irmãos de alma, partindo juntos para conquistar novos territórios e enfrentando os próprios deuses até que estes decidem que um deles deve morrer pelo pecado do orgulho.

O fim dessa amizade é também o início da angústia da mortalidade, quando partimos então até Utnapishtim, sobrevivente do grande Dilúvio e único humano a quem os deuses deram a graça da imortalidade.

Gilgamesh, mais humano do que deus, em todos os sentidos maior que os homens, exceto por compartilhar com eles a mortalidade é o arquétipo em que se basearam de Homero a George Lucas e sua história é a primeira jornada do herói jornada em busca de conhecimento, cujo prêmio, mais que a vida eterna, é o próprio surgimento de uma sociedade organizada, civilizada.

Antes de todos os outros, Gilgamesh foi quem deu o primeiro passo. Então, anets de nos deixar sua inestimável herança, exauriu-se em trabalhos e, ao retornar, descansou e gravou na pedra toda a sua história.

(resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
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Caio.Lobo 20/01/2021minha estante
E aqui nasce a tragédia.




Heitor 18/03/2012

A Mãe dos Epicos
A epopéia de Gilgamesh é a mais antiga epopeia encontrada em bom estado no mundo.
Ela se trata conta a historia de Gilgamesh, rei de Ur, em que é descrito que ele era 3\4 de um Deus, isso é, ele era um semi-deus.

Por ter 1\4 humano, isso é, ele é um mortal com a força e a inteligencia de um deus, Gilgamesh temendo a morte e o esquecimento vai à procura da vida eterna.

Essa historia diz bem a respeito que o homem deseja para si: Vida eterna, gloria infinita, e gozar de tudo que o mundo poderia oferece, essa historia, por mais que tenha sido escrita a 4.000 anos atrás, continua bem "atualizada", escrita em versos em tabuas de argila, A epopeia de Gilgamesh é um verdadeiro Epico historico, rico em detalhes e inspirador a qualquer um que queira ler!
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Gabriel 19/04/2013

Um conto sobre a humanidade
Me impressiona muito que uma história que antecede Homero em um milênio e meio possa ser tão vívida e atual. Gilgamesh, antes de tudo, é uma perfeita representação da humanidade: os 5000 anos que separam seu tempo do nosso nos mostram o quanto a natureza do homem pouco se alterou.

Nessa epopéia é exposto valores e conceitos que conosco permanecem: a amizade, o desejo, a dicotomia dos instintos selvagens do ser humano com a civilização, o conflito do homem e da natureza, a busca vã da imortalidade e finalmente, o inevitável fim, que iguala o herói sobre-humano à todos os homens comuns.

A glória e a tragédia heróica que tanto influencia a narrativa até os dias de hoje também nos mostra que nosso mundo ainda carrega muitas semelhanças com o mundo antigo, e embora os limites do conhecimento tenham sido tão ampliados desde então, ainda vivemos com os mesmos anseios e temores: as forças imprevisíveis e massacrantes da natureza, embora desmitificadas, nos impressionam do mesmo modo. O medo solene do fim ainda nos assombra. O abismo da ignorância do que existe além-mar permamence.

Um livro imperdível para aqueles que apreciam mitologia. Vale a pena!



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Thais 05/05/2020

Poema épico
A epopeia de Gilgamesh é uma das primeiras obras conhecidas da literatura mundial, é constituído por doze placas de escrita cuneiforme, cada uma contendo 300 versos ou mais (wikipedia). O poema narra as aventuras do rei de Uruk, conhecido como Gilgamesh. Após a morte repentina de Enkidu seu irmão muito querido e companheiro de aventuras, Gilgamesh parte em busca dos conhecimentos para obter a vida eterna com os deuses, enfrentando vários desafios para conseguir obter as respostas.
Nesse poema percebemos que desde os primórdios das civilizações o homem busca constantemente o conhecimento sagrado. A epopeia de Gilgamesh é um poema épico não só por ser muito antigo, datado em vários séculos antes de cristo ou até milênios, na época em que ainda existia gigantes, mas por evidenciar de forma poética a sede do homem em busca de conhecimento dos deuses. Outro fato curioso sobre esse poema é sua associação com a historia da arca de noé, a forma como ocorreu o dilúvio é contada no poema. Esse é um livro que recomendo bastante, mesmo sendo muito antigo, é extremamente interessante, até mais que muitos livros de aventuras atuais que viram modinha por ai.
Caio.Lobo 02/08/2020minha estante
Muito bom o final da sua resenha!


Thais 02/08/2020minha estante
Obrigada ?




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Felipe 29/10/2020minha estante
Adorei o que escreveu




Samuel.Nonoka 15/12/2020

Os comentários dessa versão enriquessem ainda mais essa obra
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Ve Domingues 02/10/2020

Como é interessante entrar em contato com obras milenares. "Gilgámesh" existe a mais de 4 mil anos, sendo mais antigo até do que Homero. Saber como se estruturavam as sociedades antigas é algo que me encanta: suas crenças, seus temores... Por isso, digo que vale muito a pena a leitura. Foi uma ótima experiência!
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Adailton 12/03/2016

Passeio na história da humanidade
Este livro tem muitos motivos pra ser lido, mesmo sem uma sinopse. Possivelmente a história mais antiga conhecida da humanidade, achado na escrita mais antiga até o momento, cuneiforme, e com aspectos de uma verdadeira saga heróica. O livro é contado em versos e trata da história do semideus Gilgamesh e de seu reino Uruk, na região berçária de várias civilizações chave na evolução da história (suméria, assíria, babilônica, akadiana). A história se passa, segundo historiadores, entre 2700 e 2600 anos a.c e apresenta um personagem possivelmente real de forma semi-divina atuando diretamente na formação do reino de Uruk, sua relação com a natureza e as divindades mitológicas. O que mais me intriga nesse livro são as semelhanças com livros bem posteriores como a bíblia e a odisséia, mostrando em parte a assimilação de cultura e lendas entre os povos dominados e dominantes da época.
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José 06/05/2017

"Somente os deuses habitam para sempre a luz do Sol"
"Jamais encontrarás a vida que procuras"
Além de se tratar do texto literário mais antigo que temos, inclusive com a narrativa do dilúvio, replicadas depois de maneira semelhante em diversos textos, sendo a versão ocidental mais conhecida a de Noé, transcrita na Bíblia, a epopeia de Gilgamesh traz argumentos que se repetirão na narrativa universal da literatura, tudo sob o fascínio da relação mais estreita entre os homens e os Deuses.
Questões que se repetirão nas épocas seguintes: o temor da morte, a descoberta do amor, a crença/descrença nos deuses, o heroísmo, o pessimismo... enfim, a sensação é que a narrativa parece que sabia o papel de precursora que lhe caberia na história...
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carol 17/08/2020

2000 a.C
A primeira grande história de um herói semideus, não surpreendentemente, está cheio de elementos que vão acompanhar as grandes narrativas posteriores, como a Bíblia e os mitos gregos. O semi-Deus sempre esquece com facilidade do ?semi? e deixa sua arrogância irritar aos homens e aos Deuses. Enkidu foi destinado para destruir Gilgamesh, mas não o fez por meio de seus braços mas sim pelo coração, foi o espelho do destino de Gilgamesh: a morte.
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Beca 31/03/2020

A Epopeia de Gilgamesh é a primeira obra da história da literatura mundial, e Gilgamesh o primeiro herói de uma obra que sobreviveu durante séculos e séculos. Ler esse livro é com dar um vislumbre no passado, ver a história de uma cidade, de seu rei, no que seu povo acreditava, seus mitos e modo de viver.
"Desde os dias antigos, não existe permanência."
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Fabio.Oliveira 19/02/2020

Leitura muito fácil de ser acompanhada e interpretada, não é um livro cansativo, vale a leitura!
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