A Cidade do Sol

A Cidade do Sol Khaled Hosseini




Resenhas - A Cidade Do Sol


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Natalia 06/04/2011

Uma obra fantástica, um livro comovente
Para muitos é só uma história melodramática e cheia de tristezas e sem enredo nenhum, pelo contrário, é sim uma história triste, mas é uma história que nos faz refletir os valores da vida. Khaled usou esse livro para nos mostrar uma realidade que não conhecíamos, e o livro ficou simplesmente surpreendente.
A coragem de Marian a se submeter a uma prisão pela Laila e até mesmo ser espancada para fugir é indiscutível e com certeza um dos momentos mais marcantes da trama, mais o que mais me agrada nesse livro é a questão da ousadia de Khaled de mostrar nesse livro o que muitos não tem coragem de admitir, que ainda em alguns lugares mulheres são tratadas dessa forma.
Em "Cidade do Sol" Khaled supera todas as expectativas produzidas desde "O Caçador de Pipas", trazendo para seus leitores uma história muito mais emocionante criativa e ousada. Só mesmo ele para trazer a realidade de alguns lugares de uma forma tão perfeita de se ler, uma forma de ser escrita que prende o leitor e surpreende a cada novo capítulo, e trazendo emoções cada vez maiores até o final do livro.
Esse é o tipo de livro que você lê e pensa em mil maneiras de nunca esquece-lo, que você não quer deixar jogado na estante se enchendo de pó, você quer guarda-lo bem e encapa-lo, quer que todos saibam que você leu um livro tão perfeito.
Definitivamente inesquecível, um livro para recordar e tirar lições, que valeu a pena cada frase lida. Eu mais que recomendo, acho que todos deveriam ter a oportunidade de ler essa obra fantástica que emocionou milhões de leitores no mundo
Thais Fraccari 13/04/2011minha estante
Amei a resenha Naty!! Acho até que vou tentar ler esse livro! xD
Ficou ótimo mesmo tá?? Parabéns pela resenha, flor! =)


Dani 14/04/2011minha estante
Oi Naty, bela resenha.
Ainda não li este livro, mas espero um dia ter a oportunidade.
Você escreveu muito bem. Não precisou ser uma resenha extensa para que contasse o que chamou sua atenção e soube em poucas palavras contar o que a história passa e a descrição dos personagens.
Tá ótimo!


Victor 16/04/2011minha estante
E aew Naty!!! Depois dessa Resenha me deu até vontade de ler esse livro que parece ser fantástico e emocionante! ADorei a resenha continue assim!


quehomrich 20/04/2011minha estante
Boom .. mais uma pessoa dizendo q a sua resenha ficou ótima :P
hahahhaa

Enfim, parabéns pela escrita, até eu q já li deu vontade de ler denovo e mandar encapar o meu livro . hahahhahaha

D qualquer forma, vc está completamente certa, o livro é TD ISSO q vc disse .
Beijiinhos, continue assim ^^


Natalia 03/05/2011minha estante
Que bom que gostaram da minha resenha. Bem vejo que despertei a vontade de algumas pessoas de ler, que bom. =)


Francielle 28/05/2011minha estante
Este éo meu livro favorito. (L)
Comovente é pouco comparada a tempestade de sentimentos que caem sob o leitor durante o folear das páginas. :')
Adorei a resenha. :D


Maressa 06/03/2012minha estante
O livro mais comovente e mais lindo que já li!
E o final, então...

Pretendo lê-lo muitas outras vezes *-*


BELL 25/03/2012minha estante
Amei esse livro !!!! leitura OBRIGATÓRIA !!!!!!!!!!


Naty 09/04/2012minha estante
Não gostei dela ter perdido Tariq, e muito menos por ter se casado com aquele crápula do Rashid. Misericórdia.


Gaúcho 06/05/2012minha estante
Fantástico livro. Uma ótima história, sem deixar de lado a formação histórica recente do Afeganistão. O próximo livro do Khaled sempre será o primeiro da lista.


Day 17/06/2012minha estante
Esse livro é simplesmente fantástico e comovente!! Eu adoreiiii e indico!!


Ingra 19/06/2012minha estante
História fantástica e realmente surpreendente, quando pensava que a trama de ía seguindo para um desfecho, o autor brilhantemente introduzia novos elementos, fazendo o leitor mergulhar na história do povo afegão, e em especial, das mulheres afegãs.


Lay 06/07/2012minha estante
ESTOU LENDO E ESTOU AMANDO.


Geovana 23/07/2012minha estante
Sua resenha ta ótima !
Já li e digo que todo mundo deveria ler! Vendo a capa e o titulo , eu realmente nao me interessei , mas após começar a ler não larguei de jeito nenhum .. um livro que faz a gente rir e chorar .. simplesmente perfeito!


Ana Paula 13/12/2012minha estante
Adorei você expressou tudo o que penso do livro, definitivamente inesquecível.


Maysa 16/02/2013minha estante
Já li o livro e garanto, quem ler não ira se arrepender, ele é simplismente maravilhoso!


Laryssa 13/04/2013minha estante
Esse é o meu livro favorito! Me tocou de várias maneiras!


Thaynary 16/11/2013minha estante
Realmente um livro incrível, por várias vezes me emocionei lendo e relendo-o. Confesso que quando o via em casa, não me parecia muito bom, achava que fosse daqueles livros enjoativos, e por tempo foi assim, até que um dia pensei: "Ah, acho que vou começar a ler esse livro, estou sem nada para fazer mesmo", e foi então que me envolvi em uma história excepcionalmente inesquecível, tanto que agora é um de meus livros preferidos. Ah, se eu soubesse que uma literatura tão rica me esperava haveria lido esse livro muito antes *-*


Ana Claudia Car 27/01/2014minha estante
Maravilhoso!


Edméia 27/08/2014minha estante
*Pretendo ler este livro !!! Alguns amigos meus leram e também gostaram muito !!!


Renata 03/10/2014minha estante
É meu livro-xodó! AMO essa obra...é o livro da minha vida! Emocionante!!!!!!


Karina 01/03/2015minha estante
Peguei esse livro para ler sem ler a sinopse, sem muitas pretensões.
Hoje posso dizer que é.um dos livros mais lindos, emocionante e ao mesmo tempo
perturbador que já li, e olha que já li centenas de livros.
Como às mulheres afegãs são fortes e suportam.
Todas às dores, físicas e morais, amei esse livro.


Ana Paula 29/03/2015minha estante
Acabei de reler!Resenha perfeita, moça!
Marian é uma personagem marcante, inesquecível!!!


Luciana 28/12/2015minha estante
também adorei esse livro. É uma história para ser guardada no coração. Me marcou muito essas duas personagens maravilhosas que, apesar de serem fictícias, representam tantas mulheres do mundo afegão e muçulmano. Todo o meu respeito e compaixão por essas mulheres tão sofridas.


Ebenezerio 27/09/2016minha estante
Natália, parabéns pela resenha.
Li o livro e em alguns momentos da leitura se eu tivesse poderes para entrar na estória, eu juro que eu mataria o animalesco Rachid


Daia.Caciqui 03/09/2018minha estante
O livro é muito bem escrito e gostei do enredo, contudo, a história é muito, muito, muito triste.
Acabei desistindo do livro, porque comecei a deprimir já que a realidade vivida por estas mulheres ainda é real. Como minha mãe leu e fez questão de me contar o final, desmotivei.




Henrique 10/12/2009

Um Memorial as Mulheres Afegãs
Sinceramente, comovente, lí o livro em apenas 3 Dias porque não conseguia parar de ler.
Mariam com sua humildade, com seu viver agradecido por tudo diante de uma vida sem perspectivas, sem sonhos, em que lhe foi tirado quase tudo, depois de tantas perdas, mas lá dentro dela começa a revolução dessa mulher afegã que tem seu valor, que sofre calada, que luta de acordo com suas forças,que aceita seu destino, mas que ama o próximo com o amor maior do que qualquer religião apregoa, matando seus sonhos pelo de outras pessoas.
Laila, lutadora, sonhadora, nunca se entregou, uma genialidade, uma autenticidade, uma estrategista fria diante das dificuldades, que faz de tudo por liberdade e por seus filhos, mas que ama sua terra com uma paixão resgatadora.
Tarik, o resgatador do sonho, um cavaleiro num mundo de talibãs.
Rashid, o homem fruto de sua própria ignorância, que tinha duas mulheres e assim mesmo nunca conseguiu satisfazer a si próprio, um monstro de crueldade que usava a religião como sua crava de sustentação para suas revelias.
Mariam e Laila vocês são o Noor dos meus olhos, verdadeiras heroínas.
Para mim Hosseini se superou com este livro contando uma história rica de sofrimento, sempre dando valor a alegria, com a esperança de um Afeganistão melhor, e ao mesmo tempo falando da violência contra mulher que é um tema mundial que se arrasta desde a antiguidade até os dias de hoje.
Uma mensagem que fica é sempre acreditar em dias melhores por mais que hoje o dia seja difícil, é tentar tirar o que podemos aproveitar até do que achamos está perdido.
Valeu Hosseini, esperando pelo próximo livro.
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NiviaMar 08/02/2011

Eu agradeço por ser brasileira.
Depois que eu li esse livro, automaticamente tive vontade de me ajoelhar e pedir graças ao Bom Deus de viver no Brasil, no que me diz respeito a ser mulher. Assim como em "O caçador de pipas", o autor descreve de maneira brilhante um Afeganistão sofrido, onde seus personagens estão longe da ficção, relatando o quão duro era ser mulher ali. O triste é saber, que mesmo sendo ambientado nos tempos de infância do autor, a história ainda seja tão atual e verídica. Ainda há mulheres submissas e ofuscadas pelo poder da cultura, sendo submetidas a todo tipo de tortura no silêncio de suas casas.
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Andre_Sch 29/06/2009

Alguns não gostam outros acham show, para mim Hosseini conquistou-me desde "O Caçador de Pipas", o cara manda vê no que escreve, ele prende a gente nas suas narrativas. O mundo que a gente da América nem sonha, a vida dessas duas mulheres é comovente, triste e rica em conteúdo e cultura. Eu recomendo zilhões de vezes.
Da atualidade ele é pra mim um dos grandes escritores.

Curiosidade: O título se refere a Cabul, capital afegã e a um poema chamado: “Mil sóis esplêndidos”.

“Não se podem contar as luas que brilham em seus telhados, Nem os mil sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros”

Mariam e Laila representam a vida de milhares de mulheres que sonham, lutam e desejam uma vida melhor e mais tranqüila, onde o amor supera tudo, em qualquer parte do mundo.


Esse livro é muito bom. Favorito mesmo.
Yasmine 15/04/2012minha estante
Sim! Khaled Hosseini é um escritor de excelências. Adoro o jeito que ele escreve, como fala do Afeganistão, foi aparte das histórias dele que tive o imenso interesse de conhecer mais o Afeganistão, a cultura os costumes, o antes o depois do país, a guerra, tudo. O escritor conquistou-me também. Chorei no livro dele ''O caçador de pipas'' e no ''A cidade do sol''. Realmente lindos todos livros que li dele.


Ana 20/06/2013minha estante
Khaled Hosseini,ao meu ver é um brilhante escritor.No inicio da leitura deste livro chorei em vários momentos e em alguns dele pude me ver nessa personagem Mariam uma rarami era assim que me sentia.


karina 06/04/2014minha estante
KHALED me encanta sempre e nunca vou esquecer suas historias, meu autor favorito, ele é intenso , real verdadeiro em todos os sentimentos e isso eu amo muito... era isso que sempre procurei nos livros e encontrei nos seus...


Rafael 04/01/2017minha estante
AVISO DE SPOILER NO MEU COMENTÁRIO!

Concordo em gênero, número e grau com sua resenho e compartilho seus sentimentos.
Mas penso que; em relação ao título, acho que vai um pouco além da referência ao poema e à capital Cabul. No fim do livro, nas últimas páginas Laila fala que Mariam permanece viva de várias formas, nas lembranças e PRINCIPALMENTE NO SEU CORAÇÃO, BRILHANDO COMO MIL SÓIS ESPLÊNDIDOS, então eu penso que o título se refere mais a Mariam que à Cabul, embora faça referência aos dois, imagino que o título em português seria muito melhor se fosse fiel ao original "Mil sóis resplandescentes". Mariam sofreu, mas no fim, brilha mais que mil sóis, ainda que seja somente no coração de Laila.




Juliana 28/12/2009

Ficção? Acho que o autor escreve de uma forma magnífica e conhece muito bem sobre o que escreve. Quantas mulheres passaram e passam ainda tudo descrito nesse livro? Apesar de ter ficado tão famoso, tantas pessoas terem lido, essa realidade não muda. Que esse livro fique em memória dessas lutadoras.
Patrí­cia 22/07/2012minha estante
Livro incrível, emocionante, daqueles que você fica dias com a história na cabeça...




Queria Estar Lendo 14/07/2014

Resenha: A cidade do Sol
Talvez vocês possam ficar entediados por eu trazer uma resenha de um livro que há muito já passou seu burburinho, mas a verdade é que A Cidade do Sol vai figurar para sempre entre os meus livros mais queridos e essa resenha tem por intuito - além de possivelmente despertar a curiosidade em quem ainda não o leu ou não conhece - registrar uma homenagem a um livro que tanto me fez sentir, identificar e almejar entender e manejar as palavras como fez o senhor Hosseine.

Confesso que sou o tipo de fã que mal teria coragem de pedir uma foto com seu ídolo se, por um acaso da vida, o encontrasse na rua. Mas se fosse Khaled, eu faria questão de agradecê-lo por ter escrito esse livro e ter me dado a oportunidade de conhecer duas das pessoas mais incríveis do mundo - Laila e Mariam serão para sempre, pessoas reais.

Ganhei o livro no meu aniversário de 17 anos e meu pai só o comprou porque eu já havia lido O Caçador de Pipas e saia por ai declarando o meu amor ao livro para quem quisesse ouvir. Eu não botei muita fé, de verdade. Não sou a maior fã da capa e o título não me agradava nem um pouco - preconceito puro, já que a capa tem tudo a ver com o livro. O título é que foi uma tradução meio mal lavada, mas dá para levar, mesmo que deixe a gente desejando desesperadamente que pudessem surtar e fazer uma edição especial com a tradução literal: Mil Sóis Esplendidos. Até porque o título sai de um poema que fala de Cabul como a cidade dos mil sóis esplendidos.
Não se podem contar as luas que brilham em seus telhados, Nem os mil sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros.(Saib-e-Tabrizi)

Gosto de encarar a obra de Hosseine como 3 peças separadas, a primeira que conta a história de Mariam na juventude, a segunda que nos leva até Laila e a terceira, o ponto de virada onde as duas se encontram. Na primeira história nós conhecemos Mariam - de longe a melhor personagem do Khaled - uma garota que vive reclusa em uma vila com sua mãe, solteira. Mariam ansia pelas visitas do pai, sempre, e dedica a ele amor e carinho incondicionais, tudo aquilo que despreza a sua mãe. Ela sempre acreditou que, se pudesse morar com seu pai, sua vida seria perfeita e ela jamais conheceria a dor. Mas quando sua mãe morre e ela, finalmente, pode estar onde sempre quis estar, ela se surpreende com a rapidez com que seu pai se desfaz dela.

Toda a inocência e ingenuidade da menina de 15 anos começa a ser derrubada, junto de seus sonhos e planos. A mágoa e a dor da personagem, confesso, foram as minhas próprias. Embora essa primeira parte tenha me deixado em um estado de esperança - falsa, pois eu já sentia a verdade por detrás de tudo - ainda me fez ler tudo com a respiração presa.

Na segunda parte conhecemos Laila, uma garota de 14 anos, e seu melhor amigo Tariq. Aos meus olhos a loirinha foi sempre cheia de vida, destinada a coisas grandiosas, a um futuro brilhante. A narração nessa parte do livro me mostrou um Afeganistão esplêndido, digno de seus mil sóis, e foi o que me fez estremecer de saudades quando a decadência da guerra e do regime talibã se instaura.

Laila sempre ouviu que poderia ser o que quisesse de seu pai, um professor universitário que se orgulhava de uma filha como ela. Laila sempre sentiu que podia ser o que quisesse. Mas Laila logo aprende que a vida nos dá o que quer, e nem sempre o que pedimos. Quando a guerra chega a sua casa, ela se vê perdida e a mercê de outras pessoas e, é em Mariam, que ela encontra uma espécie de anjo da guarda.

Para quem fica horrorizado com as matérias sobre a vida das mulheres no Iraque, Afeganistão e outros países da região que sofrem com as guerras, A Cidade do Sol é um ataque emocional. O Khaled consegui descrever tão bem e tão intensamente a vida dessas duas, que eu passei 3/4 do livro chorando. Ele te deixa saborear cada palavra que usa, permite que você extraia dela o real significado e nada passa batido, nenhum sentimento é menos avassalador, nenhuma emoção é menos retalhadora.

Laila e Mariam são tão fortes e incríveis, e você não pode deixar de lembrar que é uma história baseada em fatos reais - elas não existiram, mas as situação enfrentadas são sim, reais. O que Laila teve que enfrentar e levar adiante seria algo que eu jamais conseguiria aceitar, me senti enojada e extremamente revoltada com situações vividas por ela. Como mulher, cada "golpe" que ela recebeu, foi recebido por mim também.

Já Mariam é o tipo de personagem que eu busco quando preciso de forças. Não sei dizer se foi porque A Cidade do Sol foi um dos livros que eu li quando ainda não era tão bookaholic assim, mas eu nunca tinha visto uma personagem como ela. Tão forte e determinada, e ao mesmo tempo em que ela era tão inabalável, você sabia do passado dela. Você sabe o que ela deseja lá no fundo, e apesar dos anos que se passaram - mais de 15! - ainda é possível ver que ela é só aquela garota de 15 anos que precisava desesperadamente ser amada, ser querida, não ser abandonada. Ela só precisava de alguém que lhe permitisse amar e, em troca, amasse-a de volta.

Senti como um triunfo pessoal quando finalmente percebi que ela consegue e, devastada, aceitei o fim do livro com o pensamento de que nem tudo é mau, que a esperança pode nascer e florescer, mesmo em meio a guerra interminável. Que o que para uns é uma benção, é a maldição de outros. E, acima de tudo, que amar e ser amado não tem preço, que os extremos que enfrentamos pelo sentimento se paga no final, seja como uma palavra, um gesto ou mesmo o silêncio.

As vezes eu sinto que falo, falo e falo do livro, e acabo não falando nada na verdade. Mas a realidade é que eu não consigo falar dessas duas sem me perder, porque não existem palavras. Não sou o Hosseine, não consigo molda-las ao meu bel prazer e, se eu precisasse resumir o livro em uma palavra, Indescritível é sempre a que me tenta.

Nada menos do que seis estrelas, nada menos do que todo o meu amor.
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Gostou da resenha, quer mais? Então acesse o blog 'Só mais um' e venha viver este vício conosco! :)

Esta resenha foi feita por Bianca da Silva, membro do blog 'Só mais um', e a reprodução integral ou parcial da mesma é proibida. Plágio é crime.

site: http://blogsomaisum.blogspot.com.br/2013/10/resenha-cidade-do-sol.html
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Craotchky 01/07/2016

Um livro por nós
🎵
"Quem me dera, ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes"

Trecho de Índios – Legião Urbana

Quão enorme é o poder que a literatura exerce? Como pode ela desempenhar mudanças na vida de uma pessoa? O quanto essa antiga arte pode transformar alguém? O quanto ela pode influenciar positivamente uma sociedade? O que seria dos homens sem os livros? Até onde a literatura pode contribuir para tornar o mundo melhor?

À medida que o leitor ganha bagagem literária, experiência de leitura e maturidade, cada livro é assimilado de forma diferente; daí vem a importância da releitura. Não se pode dar um Dom Casmurro para um aluno de 15 anos esperando que ele vá amar. Passaram-se vários anos desde que li O caçador de pipas, de forma que estou temeroso com a ideia de cometer injustiças. Porém, ainda assim, afirmo ter achado A cidade do sol muito melhor.

Essa é a história de duas meninas, Mariam e Laila, que vivem no Afeganistão num período nada agradável. Décadas e décadas de guerra assolam e devastam o país. Encaramos todos a brutalidade que tal evento causa. Assassinatos, saques, espancamentos, estupros, torturas, execuções de famílias, bombardeios, horas de tiroteio incessante...

Isso tudo sem falar na formação cultural/social de um país em que as mulheres poucos direitos têm. Um país no qual a mulher deve viver quase que em total submissão aos homens. Onde um eventual estupro não é visto como uma coisa tão danosa à vítima quanto o é para o homem a quem pertence, seja o pai ou o marido. Onde uma menina de 15 anos é dada em casamento a um homem de 45 anos ou mais.

No meio desse contexto cultural e social, Hosseini escreve uma história arrebatadora, capaz de provocar reflexões, e de tirar o leitor da zona de conforto. O livro tem passagens fortes, de muito impacto, sobretudo para nós que não vemos tais eventos como algo trivial. Porém, existe certa sutileza na narração e a sensibilidade do autor é espantosa.

Que este livro possa te fazer pensar; que este livro possa lhe ensinar algo; que este livro possa lhe transformar; que este livro possa, talvez, levar lágrimas aos teus olhos assim como levou aos meus; que este livro possa se tornar inesquecível para você; que este livro possa lhe arrebatar e te fazer alguém melhor. Talvez essa seja a principal herança que um livro pode te deixar.
Carolina 01/07/2016minha estante
Ótima resenha. Ainda não li nada deste autor, vou iniciar por 'O Silêncio das Montanhas' que comprei há pouco.


Craotchky 01/07/2016minha estante
Ouvi falar que é o mais fraco dele...


Carolina 01/07/2016minha estante
Também ouvi. Mas, de todos os livros dele já lançados no Brasil, esse é o que tem a sinopse que mais me agradou. Espero gostar :)


Danielle 01/07/2016minha estante
Novamente está de parabéns! Adorei o que e como escreveu! Já li 'O Caçador de Pipas' e esse, e assim como você também gostei mais desse, quero reler assim que puder. Por gostar da forma que Hosseini escreve também comprei 'O Silêncio das Montanhas', mas acho que vou reler os outros dois antes dele.


Craotchky 01/07/2016minha estante
Obrigado. Também vou procurar ler O silêncio das montanhas para ter uma opinião própria.


Márcio_MX 02/07/2016minha estante
Resenha excelente, parabéns Filipe.


Craotchky 02/07/2016minha estante
Obrigado Márcio, li a sua antes mesmo de começar a leitura. Foi uma boa preparação.




Nanase 07/01/2011

Eu fui reler esse livro ontem porque tava precisando de uma boa literatura feminista, depois de todos aqueles livros YA com heroínas dependentes e inúteis. E não me decepcionei, naturalmente.

Esse livro é de quebrar o coração. É de quebrar o coração porque não é só uma história de personagens, é uma história de uma luta, de opressões diárias que aquelas mulheres enfrentavam e, em muitos lugares, ainda enfrentam. Queria ver o pessoal que diz que "machismo não existe mais" dar uma passeadinha pelo Irã, por exemplo (e nem me venham falar de "liberdade religiosa", porque 70% daquelas mulheres não ESCOLHE usar o véu, elas são obrigadas pelo Regime). Cidade do Sol é sobre a época em que um movimento muito semelhante ocorreu no Afeganistão, um movimento que basicamente proíbe toda e qualquer forma de pensamento e reduz as mulheres à meros robôs criados para limpar a casa, parir filhos e fazer sexo (quando e do jeito que o marido quiser, claro). E nada além disso.

Eu gosto um bocado de como o Khaled vai retratando as coisas sem demonizar nem santificar por completo nenhum dos personagens, e ainda assim deixa claro o protesto contra a situação daquelas mulheres. O contraste entre Laila e Mariam, pela maneira como são criadas, é um dos pontos mais interessantes do livro - se a primeira impressiona pela maneira como sempre busca a independência, sem se conformar; a segunda chega a assustar com essa atitude passiva e eterna, como uma rocha. As duas são personagens incríveis, cada uma com seu passado, sua história, que unem-se de maneira fantástica durante a trama. E o livro é maravilhosamente escrito, claro, mostrando direito o que aconteceu, de fato, no Afeganistão da época (diferentemente do Caçador de Pipas - que também é bom, mas não tão bom quando Cidade). Recomendável pra qualquer um.
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Camila 14/08/2010

Tariq... Ahh, Tariq
Fiquei apaixonada por este livro, não só pela história em si, mas também pelos detalhes da cultura, a descrição dos costumes, e afins.
Mariam e Laila são mulheres distintas entre si, mas que completam-se.
Vibrei muito com este livro.
Kah 22/08/2010minha estante
Sensacional este livro mesmo viu... não dá pra ler um qualquer após o término deste hehehe... Tariq my love oun sz'


Ellen 22/07/2011minha estante
Menina eu também amei o Tariq...




Ida 11/08/2014

História Incrível
A Cidade do Sol

Este livro me fez chorar, me fez pensar e analisar muitas questões da vida. Me fez agradecer a Deus por tudo que tenho. Khaled Hosseini é sem dúvida nenhuma um autor que entende da natureza humana ele nos remete numa história tão verossímil que nos sentimos expectadores das cenas narradas e juntos sofremos com as personagens, o sofrimento delas é genuinamente real e sentido por muitas mulheres e crianças que tem a infelicidade de nascer e viver numa sociedade como é essa a exemplo do Afeganistão onde se passa todo drama do livro, quero com isso dizer que não é o país em questão o causador da desgraça humana, não, pelo contrário com certeza este país tem muito a oferecer de bom para seus habitantes, agora o que faz todos esses horrores acontecerem é simplesmente a maldade humana e nada mais.

Contudo, não estou querendo assustar o leitor com estas poucas descrições, estou na verdade tentando colocar que, o livro narra a histórias de duas mulheres, Mariam e Laila. Duas vidas que tem seu início cheios de sonhos como qualquer pessoa, que buscam a felicidade, porém o destino cruel a qual pertencem se encarregará de levá-las a uma vida presa, isolada, de regras, opressão, medo e terror, seja ele físico e psicológico e sobreviver a tudo isso é uma grande vitória. Repleto de emoção, a cidade do sol, consegue mostrar para todos nós a realidade cruel de um país e o martírio de tantas vidas, trazendo também mesmo em meio a perda e ao sofrimento que há uma luz no final do túnel e que sempre é bom ter esperança de dias melhores, eu acredito. Plausível!
Rafa P. 18/08/2014minha estante
Que bela resenha !! Despertou meu total interesse em ler esse livro.
Não conheço nada deste autor, e acredito que esse será um boa leitura.


Ida 18/08/2014minha estante
Oi Rafa, com certeza a cidade do sol é um livro que eu faria uma nova releitura, ele é maravilhoso, os fatos narrados são muito reais, pois retrata mesmo uma realidade, pra mim foi um livro marcante. bjo


Sueli 18/08/2014minha estante
Ida, querida amiga leitora, quando terminei de ler "Cidade do Sol" eu fiquei fisicamente doente. É terrível a realidade das mulheres que vivem sob um regime como o descrito, com tanta propriedade, neste livro.
Parabéns pela resenha e pela biblioteca.
Bjks


Ida 19/08/2014minha estante
Obg Sueli, gosto do seu ponto de vista..e é isso ai o livro é muito fiel a descrição do Afeganistão e a triste realidade dessas mulheres, não li outras obras desse autor, mas com certeza gostei da escrita dele e de como imprime a realidade dos fatos no romance! Bjos




Roberta Nunes 31/08/2009

Cruel, real e tocante
"A Cidade do sol" é um livro chocante. Com uma história que deixa o leitor prendendo a respiração, indignado e estarrecido, Khaled Hosseini faz as pessoas pensarem mais sobre a vida e sobre os valores às vezes tão simples, mas que são tão importantes: a importância da família, da amizade, a tristeza perante ao pesadelo da guerra, da fome, da humilhação...
É muito deprimente ver a submissão das mulheres afegãs e as barbaridades a que elas tem que se submeter. Mas é lindo e doce ver a amizade sem barreiras de Laila e Mariam e notar como o destino uniu essas duas guerreiras. O amor puro entre Laila e Tariq também é um caso à parte.
O final é de certa forma surpreendente e me levou a infindáveis minutos de lágrimas. A carta e a fita de vídeo deixadas por Jalil e entregues às mãos de Laila me emocionaram de verdade e conseguiram me tocar. Assim como o trechinho final, com a homenagem de Laila à amiga Mariam.
Leitura altamente recomendada para quem gosta de histórias bem reais e duras, pois há cenas fortíssimas, mas a lição de vida é, acima de tudo, fenomenal.
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Márcia 29/11/2009

Em cima do muro.
A Cidade do Sol me deixou em cima do muro. Não sei ainda se gostei realmente ou não.
Bem, o estilo de Khaled já me era familiar depois de O Caçador de Pipas. Talvez isso tenha atrapalhado, já que eu esperava que a narrativa de A Cidade do Sol fosse tão brilhante quanto de O Caçador de Pipas; mas não é.
O enredo é bom, mas não tem nada de especial. Talvez tenha tido esta impressão por ja estar habituada à ler sobre os horrosos que acontecem na vida dessas mulheres. Laila e Mariam - infelizmente - são apenas mais duas. Não que livros que retratam toda barbaridade que os homens desses paises causam às suas mulheres não sejam importantes; mas criei muita expectativa especialmente em A cidade do Sol, que acabou se revelando mais uma.
As histórias de Laila e Mariam são comoventes. Mas acho que já estou "treinada" o suficiente para perceber os pontos onde o autor mais trabalha para criar emoções no leitor. Enquanto lia, ao invés de me prender ao drama de Laila e/ou Mariam, eu prestava atenção nas técnicas que Khaled usou para criá-lo. É como uma "manipulação" do autor. Acabei não me emocionando. Não fiquei insensível à história de Mariam - gostei mais dela. Seu final foi muito injusto em minha opinião. Khaled provavelmente quis criar uma carga extra de emoções com esse final, mas em mim só conseguiu arrancar uma perplexidade tremenda por essa falha.

O livro é bom. Se você gosta de histórias sobre mulheres afegãs vale a pena. Eu gosto e pra mim valeu. Mas não criem muitas expectativas baseadas em O Caçador de Pipas ( quem gostou pelo menos ) - este é infinitamente melhor, porém pretendo relê-lo para tentar enxergar esses "pontos de manipulação" que enxerguei em A Cidade do Sol.
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spoiler visualizar
Esdras Castiliano 28/05/2011minha estante
Também me senti assim :/ A realidade nos dias atuais já deveria ter mudado.. não acha?


Aline 14/01/2013minha estante
O melhor livro que li em 2011.




kassya 06/04/2009

Triste.
Nossa, a tristeza deste livro me surpreendeu.
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Léia Viana 03/05/2011minha estante
A história dessas duas mulheres choca, mas a força de vontade em persistir na vida é admirável.




Ane. 04/07/2010

Simplesmente emocionante!Uma história envolvente com personagens marcantes e que entrou, para minha lista de livros favoritos!
Lendo A Cidade do Sol, muitas vezes senti alegria, tristeza, raiva e muita admiração por essas duas mulheres. Mesmo com tudo contra elas, elas sempre encontravam um motivo para sorrir e principalmente para continuar vivendo.
Mariam se desiludiu com a pessoa que ela mais amava e confiava no mundo. E carregava o peso da morte da mãe em suas costas.
Laila teve uma infância perfeita. A vida lhe trouxe conhecimento e o verdadeiro amor, ela cresceu acreditando, que poderia ser o que quisesse, no futuro. Mas veio a guerra e levou todos os seus sonhos.
Mas o futuro sempre reserva surpresas, e muitas vezes o que achamos perdido nos é dado de volta. E recomeçamos.
Não espere um feliz para sempre, ao ler esse livro por que ele não tem; Não para todos.
Porém ele deixa, uma mensagem que faz que reflitamos e principalmente nos ensina a dar valor a liberdade que temos.
Aline 29/03/2013minha estante
Esse autor entrou para minha lista de favoritos, leio qualquer livro que ele escrever!




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