A Cidade do Sol

A Cidade do Sol Khaled Hosseini




Resenhas - A Cidade Do Sol


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Natalia 06/04/2011

Uma obra fantástica, um livro comovente
Para muitos é só uma história melodramática e cheia de tristezas e sem enredo nenhum, pelo contrário, é sim uma história triste, mas é uma história que nos faz refletir os valores da vida. Khaled usou esse livro para nos mostrar uma realidade que não conhecíamos, e o livro ficou simplesmente surpreendente.
A coragem de Marian a se submeter a uma prisão pela Laila e até mesmo ser espancada para fugir é indiscutível e com certeza um dos momentos mais marcantes da trama, mais o que mais me agrada nesse livro é a questão da ousadia de Khaled de mostrar nesse livro o que muitos não tem coragem de admitir, que ainda em alguns lugares mulheres são tratadas dessa forma.
Em "Cidade do Sol" Khaled supera todas as expectativas produzidas desde "O Caçador de Pipas", trazendo para seus leitores uma história muito mais emocionante criativa e ousada. Só mesmo ele para trazer a realidade de alguns lugares de uma forma tão perfeita de se ler, uma forma de ser escrita que prende o leitor e surpreende a cada novo capítulo, e trazendo emoções cada vez maiores até o final do livro.
Esse é o tipo de livro que você lê e pensa em mil maneiras de nunca esquece-lo, que você não quer deixar jogado na estante se enchendo de pó, você quer guarda-lo bem e encapa-lo, quer que todos saibam que você leu um livro tão perfeito.
Definitivamente inesquecível, um livro para recordar e tirar lições, que valeu a pena cada frase lida. Eu mais que recomendo, acho que todos deveriam ter a oportunidade de ler essa obra fantástica que emocionou milhões de leitores no mundo
Thais Fraccari 13/04/2011minha estante
Amei a resenha Naty!! Acho até que vou tentar ler esse livro! xD
Ficou ótimo mesmo tá?? Parabéns pela resenha, flor! =)


Dani 14/04/2011minha estante
Oi Naty, bela resenha.
Ainda não li este livro, mas espero um dia ter a oportunidade.
Você escreveu muito bem. Não precisou ser uma resenha extensa para que contasse o que chamou sua atenção e soube em poucas palavras contar o que a história passa e a descrição dos personagens.
Tá ótimo!


Victor 16/04/2011minha estante
E aew Naty!!! Depois dessa Resenha me deu até vontade de ler esse livro que parece ser fantástico e emocionante! ADorei a resenha continue assim!


quehomrich 20/04/2011minha estante
Boom .. mais uma pessoa dizendo q a sua resenha ficou ótima :P
hahahhaa

Enfim, parabéns pela escrita, até eu q já li deu vontade de ler denovo e mandar encapar o meu livro . hahahhahaha

D qualquer forma, vc está completamente certa, o livro é TD ISSO q vc disse .
Beijiinhos, continue assim ^^


Natalia 03/05/2011minha estante
Que bom que gostaram da minha resenha. Bem vejo que despertei a vontade de algumas pessoas de ler, que bom. =)


Francielle 28/05/2011minha estante
Este éo meu livro favorito. (L)
Comovente é pouco comparada a tempestade de sentimentos que caem sob o leitor durante o folear das páginas. :')
Adorei a resenha. :D


Maressa 06/03/2012minha estante
O livro mais comovente e mais lindo que já li!
E o final, então...

Pretendo lê-lo muitas outras vezes *-*


BELL 25/03/2012minha estante
Amei esse livro !!!! leitura OBRIGATÓRIA !!!!!!!!!!


Naty 09/04/2012minha estante
Não gostei dela ter perdido Tariq, e muito menos por ter se casado com aquele crápula do Rashid. Misericórdia.


Gaúcho 06/05/2012minha estante
Fantástico livro. Uma ótima história, sem deixar de lado a formação histórica recente do Afeganistão. O próximo livro do Khaled sempre será o primeiro da lista.


Day 17/06/2012minha estante
Esse livro é simplesmente fantástico e comovente!! Eu adoreiiii e indico!!


Ingra 19/06/2012minha estante
História fantástica e realmente surpreendente, quando pensava que a trama de ía seguindo para um desfecho, o autor brilhantemente introduzia novos elementos, fazendo o leitor mergulhar na história do povo afegão, e em especial, das mulheres afegãs.


Lay 06/07/2012minha estante
ESTOU LENDO E ESTOU AMANDO.


Geovana 23/07/2012minha estante
Sua resenha ta ótima !
Já li e digo que todo mundo deveria ler! Vendo a capa e o titulo , eu realmente nao me interessei , mas após começar a ler não larguei de jeito nenhum .. um livro que faz a gente rir e chorar .. simplesmente perfeito!


Ana Paula 13/12/2012minha estante
Adorei você expressou tudo o que penso do livro, definitivamente inesquecível.


Maysa 16/02/2013minha estante
Já li o livro e garanto, quem ler não ira se arrepender, ele é simplismente maravilhoso!


Lary 13/04/2013minha estante
Esse é o meu livro favorito! Me tocou de várias maneiras!


Thaynary 16/11/2013minha estante
Realmente um livro incrível, por várias vezes me emocionei lendo e relendo-o. Confesso que quando o via em casa, não me parecia muito bom, achava que fosse daqueles livros enjoativos, e por tempo foi assim, até que um dia pensei: "Ah, acho que vou começar a ler esse livro, estou sem nada para fazer mesmo", e foi então que me envolvi em uma história excepcionalmente inesquecível, tanto que agora é um de meus livros preferidos. Ah, se eu soubesse que uma literatura tão rica me esperava haveria lido esse livro muito antes *-*


Ana Claudia Car 27/01/2014minha estante
Maravilhoso!


Edméia 27/08/2014minha estante
*Pretendo ler este livro !!! Alguns amigos meus leram e também gostaram muito !!!


Renata 03/10/2014minha estante
É meu livro-xodó! AMO essa obra...é o livro da minha vida! Emocionante!!!!!!


Karina 01/03/2015minha estante
Peguei esse livro para ler sem ler a sinopse, sem muitas pretensões.
Hoje posso dizer que é.um dos livros mais lindos, emocionante e ao mesmo tempo
perturbador que já li, e olha que já li centenas de livros.
Como às mulheres afegãs são fortes e suportam.
Todas às dores, físicas e morais, amei esse livro.


Ana Paula 29/03/2015minha estante
Acabei de reler!Resenha perfeita, moça!
Marian é uma personagem marcante, inesquecível!!!


Luciana 28/12/2015minha estante
também adorei esse livro. É uma história para ser guardada no coração. Me marcou muito essas duas personagens maravilhosas que, apesar de serem fictícias, representam tantas mulheres do mundo afegão e muçulmano. Todo o meu respeito e compaixão por essas mulheres tão sofridas.


Ebenezerio 27/09/2016minha estante
Natália, parabéns pela resenha.
Li o livro e em alguns momentos da leitura se eu tivesse poderes para entrar na estória, eu juro que eu mataria o animalesco Rachid


Daia.Caciqui 03/09/2018minha estante
O livro é muito bem escrito e gostei do enredo, contudo, a história é muito, muito, muito triste.
Acabei desistindo do livro, porque comecei a deprimir já que a realidade vivida por estas mulheres ainda é real. Como minha mãe leu e fez questão de me contar o final, desmotivei.


Lucia.Ferreira 31/05/2020minha estante
Pra mim, essa é uma história de altruísmo, renúncia, amizade, aceitação. Me emocionou demais a realidade ali mostrada. Em momento nenhum vi como melodramático. É muito tocante. A história fica na mente da gente por muito, muito tempo.


Edméia 31/05/2020minha estante
*Obrigada pelo "moça" , Ana Paula ! Boas leituras !




Jac 08/08/2020

LEITURA PESADA MAS PERFEITA
Um dos melhores livros que já li. Me emocionou muito, a aflição e o desespero tomou conta da primeira a última página.

A realidade de um país em guerra, a luta das mulheres em um local onde elas não tem liberdade e muito menos opção de escolha, apenas vivem um dia de cada vez.

Como pode tanto sofrimento em um só lugar?

Todos os personagens ganharam meu coração, tirando aquele homem ridículo (sem nomes, sem spoilers kkk).

O autor conseguiu transmitir a nós a compreensão de cada ação tomada pelos personagens, cada atitude condiz realmente com a situação. Perfeito.

Que história intensa e triste. LEIAM.
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Henrique 10/12/2009

Um Memorial as Mulheres Afegãs
Sinceramente, comovente, lí o livro em apenas 3 Dias porque não conseguia parar de ler.
Mariam com sua humildade, com seu viver agradecido por tudo diante de uma vida sem perspectivas, sem sonhos, em que lhe foi tirado quase tudo, depois de tantas perdas, mas lá dentro dela começa a revolução dessa mulher afegã que tem seu valor, que sofre calada, que luta de acordo com suas forças,que aceita seu destino, mas que ama o próximo com o amor maior do que qualquer religião apregoa, matando seus sonhos pelo de outras pessoas.
Laila, lutadora, sonhadora, nunca se entregou, uma genialidade, uma autenticidade, uma estrategista fria diante das dificuldades, que faz de tudo por liberdade e por seus filhos, mas que ama sua terra com uma paixão resgatadora.
Tarik, o resgatador do sonho, um cavaleiro num mundo de talibãs.
Rashid, o homem fruto de sua própria ignorância, que tinha duas mulheres e assim mesmo nunca conseguiu satisfazer a si próprio, um monstro de crueldade que usava a religião como sua crava de sustentação para suas revelias.
Mariam e Laila vocês são o Noor dos meus olhos, verdadeiras heroínas.
Para mim Hosseini se superou com este livro contando uma história rica de sofrimento, sempre dando valor a alegria, com a esperança de um Afeganistão melhor, e ao mesmo tempo falando da violência contra mulher que é um tema mundial que se arrasta desde a antiguidade até os dias de hoje.
Uma mensagem que fica é sempre acreditar em dias melhores por mais que hoje o dia seja difícil, é tentar tirar o que podemos aproveitar até do que achamos está perdido.
Valeu Hosseini, esperando pelo próximo livro.
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Andre_Sch 29/06/2009

Alguns não gostam outros acham show, para mim Hosseini conquistou-me desde "O Caçador de Pipas", o cara manda vê no que escreve, ele prende a gente nas suas narrativas. O mundo que a gente da América nem sonha, a vida dessas duas mulheres é comovente, triste e rica em conteúdo e cultura. Eu recomendo zilhões de vezes.
Da atualidade ele é pra mim um dos grandes escritores.

Curiosidade: O título se refere a Cabul, capital afegã e a um poema chamado: “Mil sóis esplêndidos”.

“Não se podem contar as luas que brilham em seus telhados, Nem os mil sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros”

Mariam e Laila representam a vida de milhares de mulheres que sonham, lutam e desejam uma vida melhor e mais tranqüila, onde o amor supera tudo, em qualquer parte do mundo.


Esse livro é muito bom. Favorito mesmo.
Yasmine 15/04/2012minha estante
Sim! Khaled Hosseini é um escritor de excelências. Adoro o jeito que ele escreve, como fala do Afeganistão, foi aparte das histórias dele que tive o imenso interesse de conhecer mais o Afeganistão, a cultura os costumes, o antes o depois do país, a guerra, tudo. O escritor conquistou-me também. Chorei no livro dele ''O caçador de pipas'' e no ''A cidade do sol''. Realmente lindos todos livros que li dele.


Ana 20/06/2013minha estante
Khaled Hosseini,ao meu ver é um brilhante escritor.No inicio da leitura deste livro chorei em vários momentos e em alguns dele pude me ver nessa personagem Mariam uma rarami era assim que me sentia.


karina 06/04/2014minha estante
KHALED me encanta sempre e nunca vou esquecer suas historias, meu autor favorito, ele é intenso , real verdadeiro em todos os sentimentos e isso eu amo muito... era isso que sempre procurei nos livros e encontrei nos seus...


Rafael 04/01/2017minha estante
AVISO DE SPOILER NO MEU COMENTÁRIO!

Concordo em gênero, número e grau com sua resenho e compartilho seus sentimentos.
Mas penso que; em relação ao título, acho que vai um pouco além da referência ao poema e à capital Cabul. No fim do livro, nas últimas páginas Laila fala que Mariam permanece viva de várias formas, nas lembranças e PRINCIPALMENTE NO SEU CORAÇÃO, BRILHANDO COMO MIL SÓIS ESPLÊNDIDOS, então eu penso que o título se refere mais a Mariam que à Cabul, embora faça referência aos dois, imagino que o título em português seria muito melhor se fosse fiel ao original "Mil sóis resplandescentes". Mariam sofreu, mas no fim, brilha mais que mil sóis, ainda que seja somente no coração de Laila.




NiviaMar 08/02/2011

Eu agradeço por ser brasileira.
Depois que eu li esse livro, automaticamente tive vontade de me ajoelhar e pedir graças ao Bom Deus de viver no Brasil, no que me diz respeito a ser mulher. Assim como em "O caçador de pipas", o autor descreve de maneira brilhante um Afeganistão sofrido, onde seus personagens estão longe da ficção, relatando o quão duro era ser mulher ali. O triste é saber, que mesmo sendo ambientado nos tempos de infância do autor, a história ainda seja tão atual e verídica. Ainda há mulheres submissas e ofuscadas pelo poder da cultura, sendo submetidas a todo tipo de tortura no silêncio de suas casas.
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Ana 28/10/2020

Cruel
Livro que nos faz viver e experenciar circunstâncias de vida totalmente distintas das quais vivemos, é violento, é arrebatador, é cruel.
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Jennifer 28/05/2020

Me faltam palavras para explicar o quanto me apaixonei por este livro.
1º não tem como não se apaixonar e envolver com a história de Mariam e Laila. Me peguei emocionada por esta amizade, por cada ato de cumplicidade, ficava feliz com cada mínima conquista das personagens e revoltadíssima com tudo que passaram.
2º o livro é uma pequena aula da história recente do Afeganistão e da cultura islâmica.
3º por várias vezes me senti privilegiada por morar em um país onde posso me posicionar como mulher, posso vestir e fazer o que eu quiser.
Pra finalizar, achei ainda mais incrível que ?O caçador de pipas?.
Leiam!
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@sentimentosexpressos20 17/06/2020

Indico
Esse livro simplesmente é perfeito, apesar da história ser um pouco triste, o final nos surpreende!
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LKuiawski 06/10/2020

O livro é muito emocionante, você se sente ligada a personagem principal do início ao fim e sente tudo que ela passa como se fosse com você, eu recomendo muito ele pra quem não tem problema em se emocionar muito, o livro é bem forte.
sabren 06/10/2020minha estante
esse livro é triste e maravilhoso


Lorena 06/10/2020minha estante
Um livro lindo, triste e impactante, realmente!




Livia 21/08/2020

Khaled Housseini mais uma vez nos surpreende com essa obra. Cidade do Sol, ou Mil sóis esplêndidos na tradução literal, é um livro que conta a história de duas mulheres afegãs. É um livro triste que fez o meu estômago embrulhar em certos momentos. No entanto, é ao mesmo tempo poético e o fim me trouxe um acalento. Khaled escreve de uma maneira tão fluida que parecia que estava vendo um filme e não percebia quantas páginas já tinha lido. Ele expõe o quanto o povo afegão sofreu e ainda sofre com as guerras e grupos terroristas. Entrar em contato com essa cultura foi muito gratificante por entender um pouco como a guerra gera tanto sofrimento e como as mulheres foram escravizadas.
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Juliana 28/12/2009

Ficção? Acho que o autor escreve de uma forma magnífica e conhece muito bem sobre o que escreve. Quantas mulheres passaram e passam ainda tudo descrito nesse livro? Apesar de ter ficado tão famoso, tantas pessoas terem lido, essa realidade não muda. Que esse livro fique em memória dessas lutadoras.
Patrí­cia 22/07/2012minha estante
Livro incrível, emocionante, daqueles que você fica dias com a história na cabeça...




Queria Estar Lendo 14/07/2014

Resenha: A cidade do Sol
Talvez vocês possam ficar entediados por eu trazer uma resenha de um livro que há muito já passou seu burburinho, mas a verdade é que A Cidade do Sol vai figurar para sempre entre os meus livros mais queridos e essa resenha tem por intuito - além de possivelmente despertar a curiosidade em quem ainda não o leu ou não conhece - registrar uma homenagem a um livro que tanto me fez sentir, identificar e almejar entender e manejar as palavras como fez o senhor Hosseine.

Confesso que sou o tipo de fã que mal teria coragem de pedir uma foto com seu ídolo se, por um acaso da vida, o encontrasse na rua. Mas se fosse Khaled, eu faria questão de agradecê-lo por ter escrito esse livro e ter me dado a oportunidade de conhecer duas das pessoas mais incríveis do mundo - Laila e Mariam serão para sempre, pessoas reais.

Ganhei o livro no meu aniversário de 17 anos e meu pai só o comprou porque eu já havia lido O Caçador de Pipas e saia por ai declarando o meu amor ao livro para quem quisesse ouvir. Eu não botei muita fé, de verdade. Não sou a maior fã da capa e o título não me agradava nem um pouco - preconceito puro, já que a capa tem tudo a ver com o livro. O título é que foi uma tradução meio mal lavada, mas dá para levar, mesmo que deixe a gente desejando desesperadamente que pudessem surtar e fazer uma edição especial com a tradução literal: Mil Sóis Esplendidos. Até porque o título sai de um poema que fala de Cabul como a cidade dos mil sóis esplendidos.
Não se podem contar as luas que brilham em seus telhados, Nem os mil sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros.(Saib-e-Tabrizi)

Gosto de encarar a obra de Hosseine como 3 peças separadas, a primeira que conta a história de Mariam na juventude, a segunda que nos leva até Laila e a terceira, o ponto de virada onde as duas se encontram. Na primeira história nós conhecemos Mariam - de longe a melhor personagem do Khaled - uma garota que vive reclusa em uma vila com sua mãe, solteira. Mariam ansia pelas visitas do pai, sempre, e dedica a ele amor e carinho incondicionais, tudo aquilo que despreza a sua mãe. Ela sempre acreditou que, se pudesse morar com seu pai, sua vida seria perfeita e ela jamais conheceria a dor. Mas quando sua mãe morre e ela, finalmente, pode estar onde sempre quis estar, ela se surpreende com a rapidez com que seu pai se desfaz dela.

Toda a inocência e ingenuidade da menina de 15 anos começa a ser derrubada, junto de seus sonhos e planos. A mágoa e a dor da personagem, confesso, foram as minhas próprias. Embora essa primeira parte tenha me deixado em um estado de esperança - falsa, pois eu já sentia a verdade por detrás de tudo - ainda me fez ler tudo com a respiração presa.

Na segunda parte conhecemos Laila, uma garota de 14 anos, e seu melhor amigo Tariq. Aos meus olhos a loirinha foi sempre cheia de vida, destinada a coisas grandiosas, a um futuro brilhante. A narração nessa parte do livro me mostrou um Afeganistão esplêndido, digno de seus mil sóis, e foi o que me fez estremecer de saudades quando a decadência da guerra e do regime talibã se instaura.

Laila sempre ouviu que poderia ser o que quisesse de seu pai, um professor universitário que se orgulhava de uma filha como ela. Laila sempre sentiu que podia ser o que quisesse. Mas Laila logo aprende que a vida nos dá o que quer, e nem sempre o que pedimos. Quando a guerra chega a sua casa, ela se vê perdida e a mercê de outras pessoas e, é em Mariam, que ela encontra uma espécie de anjo da guarda.

Para quem fica horrorizado com as matérias sobre a vida das mulheres no Iraque, Afeganistão e outros países da região que sofrem com as guerras, A Cidade do Sol é um ataque emocional. O Khaled consegui descrever tão bem e tão intensamente a vida dessas duas, que eu passei 3/4 do livro chorando. Ele te deixa saborear cada palavra que usa, permite que você extraia dela o real significado e nada passa batido, nenhum sentimento é menos avassalador, nenhuma emoção é menos retalhadora.

Laila e Mariam são tão fortes e incríveis, e você não pode deixar de lembrar que é uma história baseada em fatos reais - elas não existiram, mas as situação enfrentadas são sim, reais. O que Laila teve que enfrentar e levar adiante seria algo que eu jamais conseguiria aceitar, me senti enojada e extremamente revoltada com situações vividas por ela. Como mulher, cada "golpe" que ela recebeu, foi recebido por mim também.

Já Mariam é o tipo de personagem que eu busco quando preciso de forças. Não sei dizer se foi porque A Cidade do Sol foi um dos livros que eu li quando ainda não era tão bookaholic assim, mas eu nunca tinha visto uma personagem como ela. Tão forte e determinada, e ao mesmo tempo em que ela era tão inabalável, você sabia do passado dela. Você sabe o que ela deseja lá no fundo, e apesar dos anos que se passaram - mais de 15! - ainda é possível ver que ela é só aquela garota de 15 anos que precisava desesperadamente ser amada, ser querida, não ser abandonada. Ela só precisava de alguém que lhe permitisse amar e, em troca, amasse-a de volta.

Senti como um triunfo pessoal quando finalmente percebi que ela consegue e, devastada, aceitei o fim do livro com o pensamento de que nem tudo é mau, que a esperança pode nascer e florescer, mesmo em meio a guerra interminável. Que o que para uns é uma benção, é a maldição de outros. E, acima de tudo, que amar e ser amado não tem preço, que os extremos que enfrentamos pelo sentimento se paga no final, seja como uma palavra, um gesto ou mesmo o silêncio.

As vezes eu sinto que falo, falo e falo do livro, e acabo não falando nada na verdade. Mas a realidade é que eu não consigo falar dessas duas sem me perder, porque não existem palavras. Não sou o Hosseine, não consigo molda-las ao meu bel prazer e, se eu precisasse resumir o livro em uma palavra, Indescritível é sempre a que me tenta.

Nada menos do que seis estrelas, nada menos do que todo o meu amor.
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Gostou da resenha, quer mais? Então acesse o blog 'Só mais um' e venha viver este vício conosco! :)

Esta resenha foi feita por Bianca da Silva, membro do blog 'Só mais um', e a reprodução integral ou parcial da mesma é proibida. Plágio é crime.

site: http://blogsomaisum.blogspot.com.br/2013/10/resenha-cidade-do-sol.html
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Alice Fortunato 18/09/2020

Uma leitura que vale muito a pena
Em A cidade do sol o autor te ambienta a guerra afegã e aborda as transgressões pelas quais as personagens principais passam.

Mariam e Laila. Duas mulheres, gerações distintas e um ponto em comum: ser mulher, leia-se, ser mulher no Afeganistão em meio ao caos de uma guerra.

“(...) assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente.” [pág. 12]

Esse é um daqueles livros angustiantes que te tiram o fôlego. Ao se deparar com uma narrativa bem construída, personagens dinâmicos e um enredo que prende, o leitor em cada capítulo deixa um pouco de si com as personagens ao vivenciar suas trajetórias tão prematuramente sofridas. Na mesma proporção se enche de esperança para que Mariam e Laila se libertem das amarras do destino e sejam felizes.

É difícil digerir o medo, desespero, a dor experimentados por essas mulheres. É inaceitável concordar com esse fundamentalismo e tradição intolerante, opressora em que a mulher é vista como utensílio, submetida a reiterados atos de violência e abusos.

Sem dúvidas A cidade do Sol é um livro que muito te toca porque as realidades nele contidas estão além da ficção e, infelizmente, distantes de ter um fim.
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Eliza 25/02/2020

"A Cidade do Sol" é um daqueles livros em que você precisa ser forte para chegar até o final, porque é difícil digerir tudo que acontece. A história te faz repensar no valor das mulheres na sociedade e em diferentes culturas, em como a nossa liberdade e os nosso direitos podem ser facilmente tomados de nós.

Recomendo a leitura, porém, acho importante dizer que o livro apresenta situações de violência doméstica, então sugiro que repense a leitura caso seja sensível ao assunto.
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Milly 30/05/2020

Uma história de esperança
Isto não é uma resenha ->
Khaled nos apresentam uma obra impecável, depois de ler "Caçador de Pipas" não imaginava me emocionar tanto tão cedo. Mas não só me emocionei com tudo que tem direito: indignação, enchente de choro e pitadas de esperança, como também me surpreendi de ter outro livro mantendo a mesma qualidade. Quem gostou da primeira obra não pode adiar a leitura desta, salvo os casos de recuperação de fôlego. Khaled presenteia A cidade do Sol com o protagonismo feminino e uma aula do que é ser mulher no Afeganistão, uma aula do Afeganistão no geral.
isabellamolkoli 30/05/2020minha estante
Recomendo muito "Do outro lado do destino". Mesma temática.


isabellamolkoli 30/05/2020minha estante
Autora : Siba Shakib


Leitura e . 30/05/2020minha estante
Oii.. boa noite, tudo bem? Desculpa interromper sua leitura, mas gostaria de te convidar para seguir meu instagram literário e me acompanhar em minhas leituras... E vai rolar sorteio de um livro no Domingo!! Te espero la! Obrigado ? ??

@leituraeponto




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