O Céu Noturno em Minha Mente

O Céu Noturno em Minha Mente Sarah Hammond




Resenhas - O Céu Noturno em Minha Mente


23 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Hellen @Sobreumlivro 22/04/2016

Confuso
Mikey e Timmer são amigos inseparáveis. A cumplicidade que une um garoto e um cão é marcada pela amizade e confiança. Com 14 anos, Mikey tem uma vida diferente do "padrão", com um pai preso por algo que ele não sabe e por uma particularidade: Mikey consegue ver o passado, intitulado por ele de "pra trás", onde sombras lhe conta coisas que ele não quer ver.

Depois de presenciar um assassinato, as sombras começam a dar a Mikey pistas e misteriosas visões do que realmente aconteceu.

E é neste ambiente que O Céu Noturno em minha Mente se desenvolve. Escrito em primeira pessoa, o livro pode ser definido em uma única palavra: confuso. Comecei e terminei a história sem entender muitas coisas e a autora deixou algumas pontas soltas sem explicações lógicas.

Por ter como companhia um cachorro, Mikey às vezes se sente solitário. E é essa solidão que o fará se meter em algumas encrencas. E por ter um quê de inocência, o leitor tem o instinto de protegê-lo. Isso foi um ponto positivo da leitura!

O livro viaja no tempo, intitulado pelo personagem de "Pra trás", e se isso é explicado em algum momento? Sim! Mas é uma explicação barata e que não me convenceu.

Sarah Hammod escreve uma história de amizade entre Mikey e Timmer e a relação entre país e filhos. Vi que algumas pessoas gostaram da leituras, mas é aquela história, né? Cada leitor reage de uma forma diferente a cada livro. Talvez funcione para você, mas infelizmente não funcionou para mim.

site: https://www.instagram.com/sobreumlivro/
comentários(0)comente



Tamirez | @resenhandosonhos 29/08/2018

O Céu Noturno em Minha Mente
Por ser um livro com o selo da Galera Júnior, apesar do nome e temática, achei que seria algo leve, mas não. O céu noturno em minha mente é denso, em vários pontos pesados e nos proporciona uma série de reflexões sobre as formas de ver as coisas do ponto de vista infantil e até adulto.

Um mesmo fato pode ter várias versões, dependendo dos olhos de quem o conta, mas normalmente a verdade é só uma, apesar de por vezes demorar a chegar. Mikey tem o poder de revisitar o passado e ver o que aconteceu com uma visão privilegiada, porém ele nem sempre compreende o “dom” que tem ou vê tudo o que precisa logo de cara.

“Como observo o Pra Trás, Timmer? O que acontece? […] O mundo rodopia e então começa. As pessoas do Pra Trás chegam. Elas só chegam.”

O livro é um quebra cabeças e, ao mesmo tempo em que se torce para que o garoto consiga as respostas para os enigmas e para a solução do assassinato, vemos ele se meter em diversas situações duvidosas, com pessoas más, que se aproveitam da sua ingenuidade. Ele não tem amigos e portanto aceita as mãos que lhes são estendidas sem questionar. Assim, aos poucos, vamos descobrindo que ele pode estar seguindo por um caminho parecido aquele que levou o pai à cadeia, pela mão de pessoas que também estavam lá quando isso aconteceu.

É agoniante ver que ninguém olha para o garoto com atenção para entender o que se passa com ele, de como sua ingenuidade é usada e nunca questionada. De como ele vive solto, sem atenção de um adulto e isso é visto como algo normal pela mãe negligente que não vê o filho especial. Ao mesmo tempo em que apenas sabemos que ele tem esse dom diferente, o qual não é explicado exatamente de onde vem. É um elemento da narrativa pra compor uma outra história e ele não vai se justificar pra você ou querer designar os porquês.

Ir descobrindo o que aconteceu no presente e também os fatos do passado junto com Mikey foi super interessante. O livro, que possui menos de 300 páginas, vai e volta no tempo na cabeça do garoto para nos dar pistas e revelar no fim como tudo aconteceu. Apesar disso, achei um pouco simples demais a construção dos demais personagens, o que me levou a decifrar rapidamente a partir do meio do livro qual seria o desfecho principal, ficando a surpresa para realmente a parte do pai do garoto. Mesmo assim, é um livro interessante pra quem gosta de acompanhar histórias de mistério pelo ponto de vista de uma criança especial :)

site: http://resenhandosonhos.com/o-ceu-noturno-em-minha-mente-sarah-hammond/
comentários(0)comente



Dryh 27/04/2016

O céu noturno em minha mente
O céu do Pra Trás é escuro como a noite. página 139

Desde um acidente que mandou seu pai embora, é só Mikey, Timmer, seu fiel companheiro, e sua mãe. Ele é um garoto diferente, não é tão rápido quanto as outras crianças e é dono de uma inocência extrema, de forma que é usado pelas pessoas mais espertas e mais velhas. Mas Mikey tem um bom coração, e, mais vezes do que pode contar, viu o Pra Trás.

Papai fez alguma coisa tão errada que não podemos falar sobre ela. página 80

O Para Trás é algo surreal que somente Mikey vê, sendo assim, só ele acredita nisso. E Timmer, é claro. No Pra Trás, Mikey vê cenas e situações envolvendo outras pessoas quando ele não estava por perto, e essas cenas são, na maioria das vezes, assustadoras e pesadas, de forma que ele odeia quando isso acontece. Numa dessas vezes, ele tem vislumbres de um assassinato, e acaba encontrando o corpo de um homem no rio. Como Mikey sabia que o corpo estava lá? E quem o matou?

Mikey é um garoto especial, e não digo isso apenas por causa do dom que ele possui. Mikey é um garoto doce, gosta de ajudar as pessoas e odeia ver sua mãe triste, principalmente por causa de seu pai, que está na prisão. A autora mantém mistério sobre o por que do pai de Mikey estar preso, assim como libera lentamente as pistas sobre o assassino do homem encontrado no rio, mas ela não foi muito boa nisso, e esses mistérios acabaram sendo mais previsíveis do que eu imaginei.

Infelizmente o livro tem algumas partes cansativas, mas o personagem principal conquistou minha afeição rapidamente, então eu queria chegar logo no final para ver o que iria acontecer, e como ele descobriria as coisas. Confesso que me senti irritada com Mikey algumas vezes, entendo que ele era um tanto diferente dos outros garotos, mas sua inocência era tamanha que ele não percebia os outros o usando, judiando dele e fazendo-o agir como um bobo. Toda vez que isso acontecia, torcia para que Timmer o protegesse e mordesse quem quer que fosse, mas Mikey o mantinha em rédea curta, então isso acabava não acontecendo.

Ele está aqui. Ele está atrás de mim. Fui longe demais no Pra Trás. página 19

Gostei de a história ser contada pelo ponto de vista de Mikey, assim o leitor fica a par dos sentimentos do garoto, de sua confusão em relação ao Pra Trás e sua irritação por ser diferente e demorar para entender as coisas. Também vemos como ele se sente em relação às pessoas, como confia em todos antecipadamente e seu anseio de fazer amigos, e de que as pessoas gostem dele. Também vemos o quanto ele gosta de Timmer e da mãe, com quem mantém uma relação carinhosa, que poderia ter sido melhor explorada.

Não quero olhar o Pra Trás ruim. Não quero ver coisas ruins. página 236

O livro contém uma carga emocional muito grande, mesmo sendo um livro mais para infanto-juvenil. Gostei especialmente da capa, que mostra muito bem quem Mikey é e como se sente. Também gostei de alguns personagens secundários que fizeram toda a diferença na vida do protagonista, mas não sei se devo mencioná-los ou vou acabar contando demais.

Enfim, o livro é incrível, mas tem alguns pontos negativos que me impediram de dar nota máxima a ele, mas é uma história que vale muito a pena conhecer, principalmente para quem gosta de obras um pouquinho mais pesadas e diferentes.


site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
comentários(0)comente



Jully @juliannevituri 18/07/2016

Inocente e encantador
Um livro infanto-juvenil sobre bullying, inocência e problemas familiares.
O tipo de narrativa é diferente, te tira totalmente da sua zona de conforto, mas é uma leitura que prende. É um leve mistério, tão leve que chega a ser previsível, mas o foco do livro não é o mistério.

Mickey tem 14 anos, seu melhor amigo é Timmer (seu fiel cachorro). Mickey sofreu um acidente que deixou uma cicatriz em sua cabeça, e essa cicatriz deu um dom à ele. Ele consegue ter visões do passado, não só da vida dele, mas de qualquer ser vivo, coisas boas e coisas ruins. Mas por causa da essa cicatriz, Mickey é um garoto lerdo, tão lerdo que ele parece ter 8 anos e não 14, ele tem dificuldade para entender as coisas ao redor, e é por causa dessa lerdeza que seus "vizinhos" zombam dele.

Seu pai foi preso, sua mãe não fala sobre o assunto nem sobre a cicatriz. E um homem da cidade foi assassinado. Tudo é interligado, cada personagem, cada momento. E para descobrir o que está acontecendo, Mickey precisa enfrentar suas visões do passado, ele tem muito medo do que vai ver, mas ele precisa. São elas que vão explicar como aquela cicatriz apareceu, e o que aconteceu com sua família e amigos.

Muito bem escrito, com narrativa leve e momentos de tensão, a autora soube me colocar na mente dessa criança tão especial, e fez com que eu tivesse vontade de entrar no livro e ir ajudar o Mickey.

Para ver minhas fotos literárias, vão lá no instagram: @juliannevituri

site: https://www.instagram.com/p/BIBI03qgT53/?taken-by=juliannevituri
comentários(0)comente



Aventura de aprender 06/11/2018

A história do livro é legal, mas meio cansativa em alguns momentos. Além disso, ainda tem um “quê” de místico e sobrenatural que não ficou bem explicado. Achei apenas uma explicação da autora. Ela diz que crianças como o protagonista e sempre são taxados de atrasados e ficam “pra trás” resolveu fazer disso um dom especial.

O que mais me fascinou é que enquanto lia me identifiquei com vários dos comportamentos do protagonista tais como a ingenuidade e não entender certas coisas que seriam óbvias. Por exemplo: quando os colegas riam do Mikey e ele dizia que amava isso porque queria ser feliz como eles. Na verdade, os tais estavam debochando. Eu no lugar dele também ficaria feliz por intensas demonstrações de alegria.

Demorou para eu entender o que realmente estava acontecendo. No meu caso descobri que sou autista. No caso dele, parece ter sido um trauma que só é explicado no final.

site: https://aventuradeaprender.webs.com/apps/blog/show/46029896-livros-infanto-juvenis-lidos-em-2017
comentários(0)comente



Quel Fernandes 15/04/2017

O céu Noturno em Minha Mente – Sarah Hammond
Autor: Sarah Hammond
Páginas: 288
Ano: 2016
Editora: Galera Junior
Adicione: Skoob

Livro cedido pela Editora
Sinopse: Mikey Baxter tem 14 anos, mas muitas coisas o diferenciam dos outros garotos da sua idade. Para começar, o pai está na prisão e a mãe se recusa a falar sobre o assunto. Ele sabe que, de alguma forma, isso está ligado à cicatriz em sua cabeça e ao fato de ele parecer ter mais dificuldade em entender certos assuntos do que os outros. Quando um misterioso assassinato ocorre em sua cidade e Mikey é o primeiro a chegar à cena do crime, ele não sabe o que pensar. O que o levou até ali? Quem teria matado o morador de rua da cidade, que parecia nunca ter feito mal a ninguém? E quem era o homem caipira que estava nos arredores?
Resenha:

"A lua é um olho branco e brilhante no céu esta noite.
As janelas são coo televisores mudos no escuro.
O gelo se esgueirou por todo o teto do galpão; Cintila como estrelas no céu da noite. Nunca o vi tão bonito."
"A melhor coisa do mar é que ele vai e vai e vai. Não tem paredes nem portas fechadas - só silêncio e água até onde dá para enxergar."


Comecei a ler esse livro e dei de cara com o Michael, ou melhor, Mikey. Um garoto de quatorze anos que mostra a nós leitores, seu mundo, ou seja, como ele vê o mundo. Conhecemos a mãe dele Lisa, porém seu pai está preso e ele não entende o porquê, pois sua mãe não conversa com ele sobre o pai.
Mikey é um gentil rapaz que tem certa dificuldade em transmitir o que sente, em entender algumas coisas, ou tentar falar sobre essas coias. Até que um assassinato ocorre e ele sem querer encontra o corpo. Talvez eu esteja errada, mas me pareceu que Mikey é autista, pela maneira que a história é narrada por ele, também porque ele gosta de lugares se muita informação, bem como lugares com água, rio, praia e afins nada de lojas, shoppings.

Conhecemos e vemos tudo através de Mikey. É fascinante como ele entende e vê as coisas, pessoas, ações a sua volta. Com certeza não vou conseguir externar toda a beleza da história e tudo que vemos através desse jovem inocente e gentil.

A narrativa como eu escrevi é pelo Mikey e no começo é um pouco difícil entender o que ele quer dizer, mas nada que uma releitura ou boa atenção não nos faça entender.

Espero ter deixado vocês com vontade de lê-lo. Vou indicar a todos. Amei e amo esse livro. Não tinha lido nenhum livro que me mostrasse através dos olhos da própria criança como ela vê e entende tudo que se passa com ela e com as pessoas a sua volta. Se você estuda a área de psicologia ou pedagogia recomendo, com toda a certeza você vai se apaixonar pelo garoto, Mikey.


site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2016/07/resenha-o-ceu-noturno-em-minha-mente.html
comentários(0)comente



Aione 17/04/2016

São muitos os livros infanto-juvenis que chamam minha atenção. Normalmente, essas histórias são carregadas de sensibilidade, trazendo símbolos e metáforas para diversos assuntos a fim de transmitirem mensagens diversas por meio de suas tramas, e adoro interpretar essa linguagem figurada além da leveza da história, como um todo, me proporcionar agradáveis e descontraídos momentos de leitura. Assim, eu não pude evitar me interessar por O Céu Noturno Em Minha Mente, tanto por ele prometer conter os elementos por mim mencionados quanto por seu enredo compreender uma dose extra de mistério, irresistível a mim.

Aqui conhecemos a história de Mikey, um garoto de 14 anos que convive com diferenças consideráveis em sua vida, com relação aos demais jovens de sua idade. Primeiro, pai de Mikey está preso há vários anos e, por isso, eles não têm contato, além de sua mãe não tocar jamais no assunto. Depois, Mikey tem uma cicatriz na cabeça, a qual ele sabe ter alguma ligação com a prisão de seu pai embora ele não tenha certeza e influenciar em seu entendimento das coisas, que parecem mais difíceis a ele. Sobretudo, Mikey, muitas vezes, é tomado pelas sombras, em decorrência de sua cicatriz, que o permitem ver o Para Trás, como ele chama os segredos e mistérios do passado, muitos dos quais Mikey desejaria não saber. E justamente por isso, Mikey acaba chegando, sem entender como, a uma cena de assassinato em sua cidade, além de ter praticamente certeza de que seu pai está por perto. Teria ele tido algo a ver com a morte do misterioso morador de rua?

Fui tragada para o livro desde os primeiros parágrafos. A narrativa se dá em primeira pessoa, trazendo a voz de Mikey sobre os fatos, o que garante uma visão completamente especial à história, uma vez que toda ingenuidade e sensibilidade do protagonista se fazem presente na escrita de Sarah Hammond. Como o garoto tem dificuldades de aprendizagem, ele também não carrega consigo a típica malícia que, pouco a pouco, desenvolvemos com relação ao mundo, principalmente como um instrumento de defesa. Assim, Mikey enxerga tudo e todos com bondade, sem compreender as más intenções inclusive daqueles que dele caçoam e zombam, por sua condição diferenciada. Ainda, a narrativa traz as construções mentais do garoto, suas conversas consigo próprio e com Timmer, seu fiel cachorro, além de ser naturalmente poética por suas muitas aproximações com elementos da natureza, considerando-se que esse é o cenário no qual a história se desenvolve.

Não bastasse a escrita em si ter me encantando, fiquei completamente envolvida pelo mistério criado pela autora. Inicialmente, pouco sabemos sobre o passado de Mikey e os motivos por trás de sua atual condição, o que, por si só, desperta a curiosidade do leitor. Ainda, os fatos envolvendo o assassinato e as misteriosas visões de Mikey sobre o passado apenas aumentam a tensão narrativa e a sensação de suspense, garantindo mais fluidez à leitura. E embora esse seja um livro infanto-juvenil e, portanto, a trama seja esperadamente menos complexa, ainda assim permaneci alheia por bastante tempo à verdade, compreendendo o mistério apenas quando pistas mais claras foram dadas no enredo.

De um modo geral, O Céu Noturno em Minha Mente aborda questões mais delicadas do que, talvez, o esperado em um livro do gênero e que foi capaz de me conquistar tanto por seu enredo quanto por sua primorosa escrita. A autora foi muito feliz na maneira em que criou e desenvolveu a trama, além de ter trazido personagens apaixonantes, que tornam a leitura ainda mais encantadora. Certamente recomendo aos leitores de todas as idades!

site: http://minhavidaliteraria.com.br/2016/04/17/resenha-o-ceu-noturno-em-minha-mente-sarah-hammond/
comentários(0)comente



Fernanda | @psiuvemler 30/04/2016

[Império Imaginário] O céu noturno em minha mente, de Sarah Hammond
Mikey é um garoto de 14 anos bem diferente do restante das outras crianças de sua idade e sua vida é tomada por alguns problemas. Seu pai havia sido preso por motivos que desconhecemos pela maior parte do livro, sua mãe se recusa a falar sobre o assunto com o garoto tanto que, junto com ele, a mulher criou a Regra de Ouro, que consistia em esquecerem o pai e aceitarem que ele se foi , e seu único e melhor amigo é o cão companheiro Timmer.
O garoto também possui uma incomum cicatriz em sua cabeça ocasionada por um acidente que também só nos é revelado no final que, além de lhe provocar um entendimento mais retardado de certas coisas, também trouxe um fenômeno inexplicável. O Pra Trás, assim chamado por Mikey, mostrava acontecimentos do passado, como visões, tanto de coisas boas quanto de coisas ruins de determinados cenários de seu dia a dia.
O Pra Trás nunca havia causado sérios problemas até o dia em que Mikey viu o cadáver de um homem no lago que costumava pescar e, depois disso, constantemente tinha sua mente invadida por cenas do assassinato. A partir desse episódio, o menino para de fugir dos segredos que o Pra Trás quer lhe mostrar e se entrega para as sombras vivas que o perseguem. E assim ele descobre verdades sobre seu pai e sobre as pessoas que o cercam. Sua mãe, que no início o repreendia por ficar inventando essas histórias do Pra Trás segundo ela, isso não passava de fruto da imaginação perturbada do rapaz e não fazia nada além de fumar e chorar todos os dias, se viu cada vez mais próxima do filho conforme tudo ia se ajustando.
O Céu Noturno em Minha Mente é uma história tocante e intensa; um juvenil com cenas fortes que são apaziguadas pela visão inocente de um garoto de 14 anos que, devido a um acidente, tem algumas atitudes e pensamentos de uma criança de 8 anos ou menos. A obra de Sarah Hammond se tornou uma das minhas leituras favoritas da vida toda. Comecei a leitura sem muitas expectativas, pois há tempos não lia enredos semelhantes e não sabia o que me aguardava. No entanto, fui perfeitamente surpreendida por uma trama curta e original.
Toda a aventura é narrada pelo nosso personagem principal, Mikey Baxter, que muitas vezes conversava com seu fiel amigo Timmer. Os personagens secundários também são excelentes, cada um com suas características marcantes. Somos apresentados a pessoas amigáveis que acabam mostrando seu lado repugnante e a personagens insuportáveis que mudam completamente e tornam-se nossos favoritos.
A linda edição, feita pela equipe da Galera Record, nos traz na arte da capa uma ilustração que representa dignamente a história, com o menino sob a luz da lua, Timmer ao seu lado e a socó aos seus pés pássaro que terá papel importante na trama e tudo isso rodeado pelas sombras que tomam formatos humanos e encalçam nosso protagonista. A diagramação é simples, mas confortável. Os capítulos são apenas enumerados e as cenas do Pra Trás estão em fonte personalizada. O livro foi impresso em formato 14 cm x 21 cm, com fontes grandes e capítulos pequenos, isso permite que a leitura seja realizada em um curto espaço de tempo.
Essa é uma obra que recomendo para os leitores do gênero juvenil apreciadores de um bom mistério que ronda um assassinato e mentiras que são descobertas, com direito ao surgimento de um agradável romance ao final de tudo. O final foi espetacular, com grandes provas de amor, amizade, determinação e a importância de confiar e perdoar.

site: http://imperioimaginario.blogspot.com.br/2016/04/ceu-noturno-em-minha-mente.html
comentários(0)comente



Dressa Oficial 04/07/2016

O Céu Noturno em Minha Mente
Olá, tudo bem com você?


Mickey é um garoto de 14 anos, ele sofreu um incidente que ainda não sabemos o que é, mas faz com que ele fique com os pensamentos confusos, ele tem uma cicatriz na sua cabeça, e começa a ter flash do passado, ele chama esses flash de "Para Trás".

Toda vez que Mickey tem uma visão do "Para Trás" ele parece viver aquela situação novamente, mas apenas como observador, e fica bastante confuso, pois fica na dúvida se é verdade ou não o que aconteceu em sua vida.

Seu pai está preso, e sua mãe não conversa com ele sobre isso, toda vez que Mickey toca no assunto do pai, a mãe fica estranha, ou triste e distante, mas ele não consegue controlar esses pensamentos e nem a sua curiosidade.

Para se distrair ele sempre sai com o seu cachorro e melhor amigo chamado Timmer, Mickey passeia pela vizinhança e também costuma ficar bastante tempo na garagem de sua casa onde sua mãe guarda o carro e nesta garagem que lhe vem muitas lembranças do "Para Trás".

O livro no começo me deixou um pouco confusa com essa história do passado, mas aos poucos vai parecendo ser um suspense porque não sabemos o que houve para o pai do Mickey ser preso e ele tem imagens justamente desse passado, e o motivo vai sendo revelado aos poucos.

Os capítulos são curtos, mas demorei bastante tempo para concluir a leitura, o livro tem poucas páginas e achei a história um pouco devagar e confusa, eu esperava mais emoção e foi morna do começo ao fim, algumas vezes foi necessário ler mais de uma vez para entender o que acontecia.

A narrativa é feita em primeira pessoa pelo Mickey e achei o tempo inteiro que ele era muito mais novo, talvez pelo jeito de narrativa ou devido a perca da memória depois do incidente que ocorreu em sua vida.

Mickey nessas suas saídas, acaba achando o corpo de um morador de rua, e ao mesmo tempo o vizinho chamado Ralph que vê a mesma cena acaba se aproximando de Mickey.

Mickey é fechado e muito solitário então aceita algumas amizades, e sua mãe diz estar indisposta para ele e começa a ficar afastada, ele então começa a experimentar coisas diferentes e erradas.

O "Para trás" entra de vez em sua vida, dando algumas pistas do que realmente aconteceu, porém a relação que Mickey tem com sua mãe não é muito explorada no livro e ela aparece muitas vezes apenas repreendendo Mickey, pois ela acredita que tudo isso é criação da imaginação de Mickey.

Ou seja ficamos na dúvida o tempo inteiro do que é real ou imaginação e em busca de respostas, e ao chegar ao final não consegui entender como um fechamento completo, achei que ficou faltando algumas explicações.

Porém vi muitos elogios ao livro, e o que pode não ter me agradado pode fazer você gostar mais!

Leia para saber ;)

Beijos

Até mais!


site: http://www.livrosechocolatequente.com.br/2016/05/resenha-o-ceu-noturno-em-minha-mente.html
comentários(0)comente



Kétrin 21/04/2016

Mikey Baxter é um garoto de 14 anos que tem uma vida bastante conturbada. Primeiro, seu pai está preso há muitos anos, então ele vive apenas com sua mãe que nunca toca no assunto sobre o pai. Segundo, ele tem uma cicatriz na cabeça que foi resultado de um acidente de quando ele era muito novo, a qual ele imagina que tem haver com a prisão do pai, e o deixou com uma certa dificuldade para o entendimento. Terceiro, essa cicatriz em sua cabeça deu resultado à certas visões que Mikey tem de vez em quando, são flashbacks que acontece quando ele está em um lugar específico e ele consegue ver o passado de muitas pessoas, então ele deu o nome de "Para trás" a esse fenômeno.

Por conta dessas visões de Mikey, ele acabou chegando na cena de um assassinato que ocorreu na cidade. Agora, Mikey precisa desvendar o mistério da morte de um morador de rua e investigar o passado do seu pai, no qual ele tem certeza que saiu da prisão e está perambulando pela cidade.

O céu noturno em minha mente é um livro com uma carga emocional extremamente forte. Já começa pelo fato de Mikey ter dificuldade para entender as coisas ao seu redor, devido ao acidente que ele sofreu há alguns anos. Então, Mikey é muito inocente e não vê maldade nas pessoas, nem mesmo nos garotos que ficam o tempo todo zombando dele. Ele enxerga o mundo com muita bondade e sem más intenções, ele não tem aquela malícia que todo ser humano acaba criando no decorrer do tempo. Tem também o fato do pai estar preso e eles não terem nenhum tipo de contato, sua mãe sempre começa a chorar quando tocam no assunto, e Mikey tenta ser forte em relação a tudo isso e dar um conforto para a mãe.

Além de ser um livro forte e triste, ele também tem um mistério e um suspense muito bom. Eu particularmente adoro um bom suspense, e fiquei super envolvida com a trama. Eu entrei junto com Mikey e fiquei tentando desvendar todo aquele mistério do assassinato, imaginando hipóteses de quem seria a maior suspeita.

Apesar de Mikey ter essa vida conturbada, ele é um menino muito forte. Ele tem essas visões que nem sempre são felizes, muitas vezes trazem lembranças tristes e que Mikey não gostaria de relembrar. Por isso, ele aprendeu a controlar o Para Trás e perceber quando ele terá visões boas ou ruins. Por isso acredito que essa é uma leitura obrigatória para quem gosta de um bom livro juvenil, com uma carga emocional forte e um bom mistério envolvido.

site: http://www.oteoremadaleitura.com/2016/04/o-ceu-noturno-em-minha-mente-de-sarah.html
comentários(0)comente



Marcos 14/10/2016

Mikey Baxter é um garoto de 14 anos que vive com a sua mãe numa cidade do interior dos Estados Unidos. Ele não é como todos os garotos de sua idade. Seu pai está na prisão e ninguém de sua família conversa com ele sobre isso. A única coisa que ele acha que sabe é que a cicatriz que carrega em sua testa tem a ver com o crime que o pai praticou. Ele também tem um pouco de dificuldade de acompanhar o raciocínio dos outros. Sempre acha que sua mente é um pouco mais lenta que as do demais. Além disso, ele cria algumas histórias do passado, como se sua mente tivesse uma tecla de retroceder, em que ele consegue observar tudo o que se passou e, por consequência, consegue entender o que acontece agora, no presente.

Quando está no galpão ao lado de sua casa, que era usado como oficina, ele se surpreende e percebe que seu pai também está lá. Ao conversar com ele, Mikey descobre que ele escapou da prisão. Quando conta para a sua mãe, ela nega e acredita que essa é apenas mais uma impressão que ele teve.

Porém, um dia, ao ir ao lago principal da cidade, ele percebe um objeto negro, boiando na água. Logo ele observa que é um corpo do morador de rua do local e fica com medo. Em seguida, um homem caipira, com feições sinistras aparece e conversa com ele sobre o acontecido. Um pacto entre os dois é feito e Mikey começa a querer investigar tudo o que aconteceu.

Confesso que estava com boas expectativas para esse livro. Adoro temas fortes contados sob perspectivas de crianças e adolescentes o que, quando o autor sabe dosar a narrativa, acaba por fazer coisas interessantíssimas. Confesso que isso não aconteceu de todo com esse livro.

O Céu Noturno em Minha Mente é um infanto-juvenil que abordará algumas temáticas recorrentes em alguns sick-lits contemporâneos como o bullying, doenças psiquiátricas e psicológicas, dentre outros. A narrativa da autora é ágil e usa da primeira pessoa como um bom artifício para mostrar essas características do protagonista.

No entanto, ache que a história trouxe apenas mais do mesmo. Esperava que a autora se aprofundasse mais em Mikey, uma vez que estávamos dentro de sua mente, mas ela não trouxe muitas camadas do personagem à tona. A relação dele com a mãe também foi um plot tratado com muita superficialidade, podendo ser melhor abordado. Também achei que a temática abordada como principal, o assassinato, não serviu nem para dar um status de suspense à história, nem teve um bom desenvolvimento ao longo do livro. Percebe-se claramente a faceta de todos os personagens logo nos primeiros capítulos, o que faz com que todo o resto seja previsível.

No mais, acredito que, se você gosta de livros sick-lit juvenis, deva gostar desse também. Mas ressalto que não se deve ir com muitas expectativas por ser um livro que trate as temáticas citadas.


site: http://www.capaetitulo.com.br/2016/05/resenha-o-ceu-noturno-em-minha-mente-de.html
comentários(0)comente



Gus | Admirável Leitor 22/04/2016

RESENHA: O CÉU NOTURNO EM MINHA MENTE
Oi, eu sou o Gus do canal Admirável Leitor, e hoje vim buscar vocês para conhecer o mundo de Mickey. Não, não é o da Disney. Mickey Baxter tem 14 anos e ele não é um menino nada comum. Ele é um garoto diferente dos outros por ter um aprendizado mais lento que o restante das crianças da mesma idade. Seu mundo é totalmente singular e especial.

Somos conduzidos pela sua própria narração, com seus pequenos erros de coerência nas frases e pensamentos que não se interligam. Confesso que nas primeiras páginas estranhei muito, porém aos poucos fui me entendendo com seu modo de falar e aprendendo a compreender seu jeito de agir. Mickey se torna um personagem apaixonante.

Veja a resenha completa no site do Admirável Leitor http://www.admiravelleitor.com.br/2016/04/resenha-o-ceu-noturno-em-minha-mente.html

site: http://www.admiravelleitor.com.br/
comentários(0)comente



Monalisa (Literasutra) 18/04/2016

Para exercitar a empatia
Mikey e Timmer são uma dupla marcada pela cumplicidade incondicional; melhores amigos, sem dúvida. Com um único detalhe: Mikey é um garoto de 14 anos, Timmer é um cachorro, e muitas vezes seus papeis parecem estar trocados.

Não é preciso haver uma "moral da história" para que conhecimentos sejam difundidos. As coisas mais sutis, aquelas que chegam sem serem anunciadas, são as que geralmente ficam conosco por um tempo. É este o caso de "O céu noturno em minha mente", estreia de Sarah Hammond na escrita juvenil. Ao colocar como protagonista um menino de 14 anos com dificuldades de aprendizagem, a autora propõe um jogo ao jovem leitor: exercitar a empatia. Quem não se coloca no lugar de Mikey, quem julga sem tentar compreender não consegue embarcar em sua jornada de mistério.

Aos 14 anos Mikey ainda se expressa como criança, seus sentimentos e pensamentos são extremamente ingênuos. Mas Mikey tem poderes. De uma forma que ainda não aprendeu a controlar, ele consegue acessar o Pra Trás, o passado. Um poder que de início pode lhe parecer apenas combustível para pesadelos, mas que acaba se revelando como ferramenta muito importante para desvendar mistérios. Por exemplo, o que significa a cicatriz que dói insistentemente atrás de sua cabeça? E por quê seu pai está na prisão? As cenas do passado se escondem nas sombras, e é melhor assisti-las com sabedoria.

"O céu noturno em minha mente" é uma boa escolha principalmente para jovens leitores, mas não somente para eles. Com sua narrativa leve apesar dos momentos de tensão, a autora constrói um mistério e espalha suas pistas ao longo da trama. Leitores mais experientes conseguirão desvendar tudo muito antes do final, mas então lhes sobrará o que considero o principal: acompanhar a evolução de Mikey e torcer fervorosamente por ele.

site: www.literasutra.com
comentários(0)comente



Ana 14/05/2016

Sabe aqueles dias que você tá com a cabeça tão cheia que não quer ler nada que exija demais? Foi justamente por isso que escolhi O Céu Noturno em Minha Mente. O fato de ser um infantojuvenil chamou muito a minha atenção e o título então, nem se fala. Infelizmente, não consegui me conectar de forma alguma com a história, cheguei até a achá-la bobinha, o personagem principal ingênuo demais e a narrativa um pouco confusa.

O que eu mais gosto em livros desse gênero é que sempre carregam uma sensibilidade enorme, sabe? O Céu Noturno em Minha Mente tem muito disso, mas não é um daqueles livros que a gente guarda na memória. Mikey é um garotinho de 14 anos que viu sua vida virar de pernas para o ar quando o pai foi preso. Não que ele se lembre de muita coisa, mas não tem como não pensar no assunto quando ele sai com uma cicatriz na cabeça dessa confusão toda. Ah, a mãe de Mikey não gosta de falar sobre o Papai de jeito nenhum, então é basicamente como se ele nunca tivesse existido.

Mikey não é nem um pouco parecido com os garotos da sua idade, primeiro porque sempre acha a maioria das coisas confusas demais e, segundo, por causa da sua cicatriz, muitas vezes ele é tomado por sombras que sussurram coisas na sua cabeça. Mikey chama isso de Pra Trás, e é onde ele consegue visitar o passado. Num desses flashbacks, Mikey chega misteriosamente a uma cena de um assassinato, além de ter praticamente certeza de que seu pai está envolvido nessa história.

Sabe quando você lê um livro e não tem certeza se gostou ou não? Acho que é justamente isso o que eu sinto em relação à O Céu Noturno em Minha Mente, mais tombara para o lado do "não gostei". A verdade é que, para mim, a história teve mais pontos negativos que positivos, a começar pelo protagonista. Eu entendo muito bem que a criança passou por muitas coisas ruins no passado que acabaram afetando o seu psicológico, mas Sarah Hammond fez um personagem TÃO ingênuo que acabou ficando forçado. Além do mais, a história é super previsível. Eu já sabia o que ia acontecer antes mesmo de chegar na metade do livro e isso não me agradou nem um pouco. Também achei essa coisa do Pra Trás um tanto confusa, principalmente no início.

A narrativa é feita em primeira pessoa pelo Mikey e é bastante arrastada, creio que principalmente pelo fato de o personagem ter bastante dificuldade em entender as coisas (mesmo elas sendo óbvias até demais). Ah, Timmer, o cachorrinho de estimação de Mikey merece um super destaque, já que ele é super fiel e sente quando coisas ruins estão por perto e até tenta avisar, mas seu amigo resolve não lhe dar ouvidos. No fim, acho que a única coisa que me agradou de verdade no livro foi a conexão que Mikey tem com os bichos no geral, ele até chega a usar o Pra Trás para ajudá-los em certos momentos da história.

Quem chegou até aqui não tem dúvidas de que eu não indico esse livro, mas se alguém ainda quiser arriscar, que seja por sua conta e risco. Não nego que a história é bastante original, mas faltou MUITA coisa para que eu a considerasse boa o suficiente.

site: http://www.roendolivros.com.br
comentários(0)comente



tai 12/05/2016

Arrebatador
Raramente leio livros de infanto-juvenil, confesso, mas nenhum do gênero me decepcionou até agora e por este motivo fiquei muito curiosa para conhecer melhor a história de Mikey. Geralmente livros assim são carregados de sensibilidade e metáforas, mas sempre encontramos nos enredos encontramos assuntos que precisam ser mais discutidos. Como bullying, suicídio entre tantos outros, mas ver tais assuntos pela visão de uma criança mexe com a nossa percepção das coisas. É delicado, mas delicioso ver como eles enxergam, mesmo que os livros sejam escritos por adultos.
Mikey é especial de várias formas. Pra começar seu pai está preso há alguns anos por ter feito algo muito ruim e que ele não sabe exatamente o que é, mas eles não se vêem ou se falam. Sua mãe tem bebido muito recentemente e está prestes a sofrer um colapso e também proíbe o menino de falar sobre o pai. É a regra deles. Além disso Mikey tem visões do passado, o que ele chama de Pra Trás, e ouve os segredos das sombras, elas o atormentam. E somado a tudo isso ele estuda em uma escola para crianças especiais, porque é um tanto atrasado para a sua idade (14) e na escola "normalista" todos caçoam dele. Você pode imaginar também que ele não tem muitos amigos, mas tem o seu cachorro Timmer e uma socó que é o seu segredo.
O livro começa se desenrolar quando Mikey encontra um corpo. Mas não qualquer corpo e nem de qualquer forma, porque de algum jeito ele já sabia que o corpo estaria ali e isso complica tudo, muda completamente o quadro. Ele quer descobrir o que houve na cena do crime e também quer entender o que aconteceu com o seu pai, mas toda vez que o Pra Trás lhe dá pistas as visões o fazem sofrer, pois elas nem sempre são boas. Até que ele conhece novas pessoas e "parceiros" que vão o fazer sentir um pouco melhor.
Fui fisgada para dentro da história como um peixe arrebatado por uma isca extremamente atraente. O suspense do livro (que, apesar de não ser meu gênero favorito) me fez devorar uma página atrás da outra e eu terminei o livro em uma só tarde maravilhosa. Não conseguia tirar os olhos do livro até que descobrisse e ligasse todos os pontos do mistério que a autora criou e, por sinal, criou muito bem.
A narrativa é muito gostosa e Sarah soube como juntar as coisas e trabalhar todos os núcleos de personagens presentes no livro, não deixando pontas soltas no final. Só achei que ela deveria ter trabalhado melhor ou explicado melhor o que fazia de Mikey um garoto tão especial e diferente (além do seu dom), fiquei na dúvida se ele era autista ou algo parecido. O fato é que sua mente é muito atrasada para sua idade, então é como se estivéssemos lidando com um garoto de 8 anos. Não que isso seja ruim, mas não foi mencionado no livro e eu senti falta.
O livro chama a atenção para o abuso psicológico que crianças especiais sofrem por parecerem ingênuas e indefesas. Nos faz pensar em como as pessoas podem ser tão maldosas a ponto de iludir quem não pode se proteger e fazer mil e uma promessas por puro egoísmo. Chega a ser emocionante ver o quanto Mikey se esforça para entender o que está acontecendo e enxergar quem é bom e quem é mau já que ele não compreende como uma pessoa pode dizer algo e fazer outro completamente diferente.
O final é arrebatador e de tirar o fôlego, jamais poderia ter imaginado um desfecho melhor. Também me surpreendi com meus próprios pré-conceitos sobre alguns personagens. É sem dúvidas uma recomendação a todos que gostam de suspense e infanto-juvenil. Uma leitura engrandecedora apesar de parecer tão inofensiva de início.

site: http://www.leituradascinco.com/2016/04/resenha-o-ceu-noturno-em-minha-mente_25.html
comentários(0)comente



23 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2