A Procura de Vida Inteligente

A Procura de Vida Inteligente Victor Allenspach




Resenhas - A Procura de Vida Inteligente


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Davenir 22/11/2016

Uma FC com robôs, planetas estranhos e viagens espaciais e tudo que tem direito.
"A procura de vida inteligente" é um livro de contos brasileiro lançado de forma independente por Victor Allenspach. Composto de oito contos de ficção científica, a obra gira entorno de Boris, um androide muito similar aos humanos inclusive na capacidade de sentir. Os contos são independentes e podem ser lidos separadamente contudo ganham um sentido que os amarra praticamente como um romance. Um efeito que engrandece o livro para além de uma coleção de contos. Antes de falar mais do livro como um todo, vamos aos contos em separado:

Mensagem para o Universo O conto começa com os últimos momentos de Bóris. É daqueles que se relembra durante a leitura dos contos seguintes, principalmente do último. (p.6-8)

Mula desobediente. O conto começa com reflexões e construções de frases no estilo de Douglas Adams mas depois a estória começa de fato e vai tornando-se mais interessante com a exploração espacial em si. Conhecemos Ekta um explorador espacial por profissão que recebe uma proposta de um antigo amigo para ajudá-lo num empreendimento numa galáxia distante que pode torna-lo reconhecido. A estória tem uma boa guinada e um final excelente. (p.9-42)

Cemitério de plástico começa com um homem que se descobre o único sobrevivente de um desastre com uma grande embarcação espacial. Perdido em meio ao clima desértico e inóspito o homem encontra uma misteriosa menina que deixa tudo mais misterioso sinistro. Conto também tem um final muito bom. (p.43-72)

A deriva Sasha é a capitã de uma enorme nave da Federação quando encontram um misterioso androide chamado Boris. Em meio a uma crise de energia da nave Sasha se vê obrigada a ficar longe de seu amor Thoru uma IA que depende do computador da nave para funcionar. Ela conta com a ajuda de Boris, um androide encontrado no caminho. O final desse também é excelente. (p.72-102)

Horizonte acentuado Nesta estória conhecemos Marcos, um técnico em tecnologia gravitacional que é contratado por um misterioso ricaço, de nome Giulio, que mora em um corpo espacial no canto reservado da galáxia. O androide Bóris, seu serviçal, é a úncia companhia de Giulio. (p.103-142)

Reciclado O conto acompanha Dona Lourdes, uma viúva de um explorador espacial que se muda para um planeta distante com seus dois filhos e trabalha reciclando robôs. Não por acaso, um deles é Bóris. (p.143-164)

Diagnostico do chef Duongo é um planeta curioso com seres de cascos tão gigantescos que os humanos construíram hotéis. Estevam e Rúbio estão em visita a este paraíso tropical. (p.165-185)

Boris Richard Márquez faz uma incrível descoberta de um universo paralelo que está com os dias contados. (p.186-196)

Os contos juntos parecem formar uma única estória, cada uma justificando como Bóris foi parar no cenário do conto anterior. Sendo assim, além de lermos querendo saber o que vai acontecer com o protagonista do conto, ficamos curiosos em saber como Bóris foi parar no lá onde estava no conto anterior. Bóris consegue ser coadjuvante em vários contos e ser protagonista do livro ao mesmo tempo. É um feito sensacional para a obra.
A capa é simples e sincera. Não promete aventuras eletrizantes que o livro não tem pois ele se dá tempo para muitas reflexões sobre a vida, o que pode deixar a leitura lenta. As páginas são de material reciclado e isso está ligado a Bóris que sempre corre risco de ser reciclado por ser diferente. Vale a pena para quem gosta de Ficção Científica no estilo clássico e para quem não conhece também poder um dia a gostar.

A edição lida faz parte do booktour que o autor promove com seu livro, distribuindo exemplares itinerantes, ou seja, o leitor pega o livro e passa adiante. Outra forma do livro ser, reciclado.

site: http://wilburdcontos.blogspot.com.br/2016/11/resenha-52-procura-de-vida-inteligente.html
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Andresa 08/11/2016

Fascinante!
Antes de mais nada, o que mais me chamou atenção foi a criatividade imensamente rica do autor e as sacadas humorísticas inteligentes usadas ao longo de “A Procura de Vida Inteligente”. Victor escreve muito bem e a forma como relata cada aventura, planeta, asteroide ou criatura é feita de uma forma tão segura que por pouco não consideramos tudo aquilo real.
A história se passa em um período em que a civilização humana já possui conhecimento avançado acerca do universo, sendo capaz de percorrer a galáxia em viagens interplanetárias a bordo de grandes cruzadores.
Apesar disso, creio que o ponto central do livro não é necessariamente esse, mas sim uma abordagem mais profunda da inteligência artificial em um mundo onde as máquinas são super presentes no dia a dia das pessoas como meros serviçais. Mas será mesmo que elas vivem subservientes? Será que elas são mesmo artificiais? Quem garante que, quando todos os humanos não estão por perto, os circuitos não ficam ali arquitetando uma revolução das máquinas?
Impossível não relacionar o humor diferente e, em partes, carregados com críticas ao nosso modo atual de vida, ao nosso querido Douglas Adams em "O guia do mochileiro das galáxias". Ou associar a insubordinação de Boris ao livro "Eu, robô", de Asimov. Mas, aos poucos, acabamos deixando todas as comparações de lado para contemplar a forma própria de escrita do autor.
Outro ponto que me chamou a atenção foi a presença constante da realidade virtual na vida dos humanos do livro, que muitas vezes reclamam da presença dos robôs, mas permitem que o universo virtual e ilusório tome conta de suas vidas e elimine aos poucos suas relações com outros humanos. A reunião de todas essas situações nos levam a refletir sobre uma realidade que, talvez, não esteja tão distante assim do nosso mundo real, onde a tecnologia já impera e, aos poucos, nos transforma em escravos dependentes.
Os contos não seguem um ordem temporal linear, por isso confesso que, à princípio, fiquei um pouco perdida e demorei para avançar na leitura. Mas, a cada conto, ia ficando cada vez mais instigada a seguir em frente, mais fascinada pelo livro todo e por Boris... Algumas cenas são realmente desconfortáveis e trazem até um leve clima de tensão, mas, ao fim, queria ler tudo de novo só ter o prazer de ver todas as peças encaixadas nos seus devidos lugares!
Sobre a edição, não podia ser mais adorável. Feita exclusivamente para book tours, há instruções a seguir e um espacinho especial para que possamos gravar nossas impressões para futuros leitores. As páginas recicladas são um chame a mais, com fontes de bom tamanho e uma capa simples, mas de muito bom gosto que combina maravilhosamente bem com o conteúdo.
Para finalizar, recomendo imensamente o livro para quem adora um livro nacional de qualidade! Mas se você se refere a ficção científica, melhor ainda: esse livro é pra você (entendedores entenderão!).

site: http://www.umdiamelivro.com.br/2016/11/livro-procura-de-vida-inteligente.html
Renata Mofatti 08/11/2016minha estante
Então estou mais do que recomendada porque adoro um livro (e incluo também filme) nacionais de qualidade!


Andresa 08/11/2016minha estante
Ai, eu tbm Renata. Amo conhecer nacionais. Acho importante valorizar também o que é da nossa terra...




desencaixados 07/08/2016

Amei o Boris ♥
A Procura de Vida Inteligente de Victor Allenspach, é um livro composto por 8 contos futuristas. Os contos narram um pouco sobre o robô Boris. Boris é um androide de 500 anos programado para servir, ele é capaz de falar, pensar e até mesmo sentir. O fato do androide ser muito parecido com um humano me chocou bastante, fiquei muito curioso e instigado pelo que o autor tinha a nos contar.

Apesar de ficar bastante curioso com as características de Boris, tenho que ressaltar que custei fazer a leitura desse livro. Foram quase um mês tentando ler as poucas 196 páginas, foi difícil pegar o ritmo do autor e prosseguir. Mas também tenho que lembrar que fiquei quase 6 meses sem ler devido uma ressaca literária, então, estou muito sensível com os livros e a escrita do autor colaborou com o atraso.

Mesmo não sendo fã de ficção científica, acabei me interessando pelo livro. Eu já li algumas obras do gênero e pensei que essa não seria diferente. Fui bem enganado, a escrita de Victor requer muita atenção para uma pessoa com a minha situação. Não estou dizendo que o autor tem uma péssima escrita, e muito pelo contrário, o vocabulário dele é muito rico.

Os personagens dos contos foram bem construídos, fiquei bem encantado com a história de Boris. Não só com ele, mas também com diagramação e o trabalho do livro. A diagramação está impecável, em nenhum momento encontrei erros, a capa do livro não é muito chamativa, mas também não está ruim, as páginas são diferentes de todas outras que já vi, elas têm uma textura diferente, se não me engano elas são ecológica.

Vi muitas pessoas comparando o livro com a série O Mochileiro da Galáxia, pois ambos autores falam sobre a vida, o universo e afins, mas não mencionam a Terra. Eu não posso confirmar isso, pois até hoje não li a série, e nem pretendo, mas estou dizendo isso para vocês terem um pouco mais de curiosidade para conhecer o livro.

A resenha foi um pouco curta, pois não tenho muito o que falar, só espero que vocês leiam, mas leiam com a mente aberta e depois me contem o que acharam. E é com esse desfecho que indico essa obra para todos fãs de ficção científica, eu tenho a certeza que nenhum de vocês vão se arrepender de ter conhecido Boris, um androide quase humano.

site: http://desencaixados.blogspot.com.br/2016/08/resenha-procura-de-vida-inteligente.html
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Neo 21/07/2016

Com personagens envolventes e uma história marcante, Victor nos leva a refletir sobre a importância da vida e o significado de existência.
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Ronald 20/07/2016

Um convite para refletir e se divertir...
"A procura de vida inteligente", livro escrito por Victor Allenspach, leva-nos para um futuro onde a astrobiologia e cosmologia já são ciências extremamente exploradas e há muito tempo a espécie humana já é capaz de explorar os sistemas planetários longínquos. A realidade imaginada pelo autor nos é presentada através de oito contos que não seguem uma linearidade, mas que convergem para uma história única em torno do robô Boris, o protagonista que cativa por ter mais humanidade sendo feito de circuitos elétricos do que muitos humanos feitos de carne e osso. Li “a procura de vida inteligente” após a leitura de “Eu, robô” e confesso que muito me alegrou ver a influência dos clássicos da ficção científica nessa obra, como as três leis da robótica idealizadas por Asimov. O tom de humor e o toque dramático são ideais quando necessários.
Viagens interestelares, trajes inteligentes que interagem com o corpo, realidades virtuais, inteligência artificial, vida em outros planetas e muitos outros elementos do sci-fi estão presentes na obra e fascinam a imaginação de qualquer leitor, seja fã ou não do gênero. Importantes reflexões a respeito do progresso tecnológico e do nosso antropocentrismo também são exploradas, dando um tom filosófico que nos convida a (re)pensar o nosso presente e o futuro que queremos.
Meu conto favorito foi o penúltimo (Reciclado) e confesso que no final do livro nasce um sentimento de “quero mais”. Victor está de parabéns pela sua estreia no universo literário. Mal posso esperar pelas próximas aventuras...
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Patrick Rosário 20/06/2016

(Corujando nos Livros) Resenha: A PROCURA DE VIDA INTELIGENTE - Victor Allenspach
Confesso que não tenho "bagagem" para resenhar livros de ficção científica; é o subgênero que pouco leio. Todavia, aceitei o desafio e embarquei na proposta do autor Victor Allenspach.

A procura de vida inteligente é um livro com oito contos, narrados de forma não linear, onde resultam numa história única e instigante sobre universo, tecnologia avançada, inteligência artificial e outros elementos.

Inicialmente, várias situações e questionamentos nos são lançados, antecedendo a trama do livro. Uma dessas situações é a que originou o título do livro; o cenário de busca por vida inteligente no universo.
"Milhares de exploradores espaciais se formaram e se espalharam pelo universo com os melhores equipamentos a procura de qualquer sinal de vida." (Página 13 e 14)
Posteriormente, percebemos que o protagonista do livro é Boris, um androide demasiadamente peculiar, que não foi criado e nem disciplinado; Boris simplesmente foi produzido e programado. Diferente dos outros androides, Boris tem vida própria e possuidor de uma inteligência magnífica.
"A seu favor, Boris ainda tem o plano, que é seu. É difícil de pensar em androides que formulam ideias próprias, pois isso sugere personalidade, mas talvez seja isso mesmo o que Boris tem." (Página 157)
Entretanto, diante de todos uma mensagem com efeito imparável é anunciada: o fim dos tempos. Situação estranhamente ligada ao androide, Boris.

Por fim, a narrativa não é complexa de se compreender. De vez em quando aparece uma ideologia, mas em seguida é destrinchado facilmente. A história nos estimula a refletir sobre questões não tão distantes da nossa atualidade, como: a elaboração de máquinas, conforme o progresso da tecnologia, as nossas convicções diante das ações da humanidade, o comparativo do protagonista com a nossa atuação nesse mundo...
Vale a pena se aventurar, como diz a orelha do livro: o livro foi escrito para todos aqueles que em algum momento se fascinaram com invasões alienígenas, leis da robótica, ovelhas elétricas, mochileiros intergaláticos ou cruzadores monumentais.

Embora a publicação deste livro tenha sido independente, entendemos os cuidados que o autor teve com sua obra. As páginas são de pepel reciclável, efeito muito ligado à história. A capa é única, diferente de tudo que já vimos no mercado editorial. A diagramação é um pouco apertada, mas nada tão desconfortável. Para os admiradores de ficção científica, este é um prato cheio.

site: http://corujandonoslivros.blogspot.com.br/2016/06/resenha-procura-de-vida-inteligente.html
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Carol Frandsen 12/06/2016

Recomendadíssimo
À procura de vida inteligente traz uma compilação de contos numa narrativa não linear e bem rápida. A história é muito cativante e leve. O universo no qual ela se desenvolve parece muito plausível, e o humor irônico que permeia sua descrição beberica na fonte de Douglas Adams e sai de lá com uma identidade própria e consistente. Minha única ressalva é com relação ao capítulo "À deriva", em que meu olhar feminista ficou irritadiço diante da caracterização frágil de uma das personagens. O que foi superado com tranquilidade no penúltimo conto, "reciclado". Em resumo, leitura recomendadíssima. Agradeço a indicação do autor e espero ler mais produções do Victor.

site: clichets.wordpress.com
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Felipe 09/06/2016

Surpreendente
Não costumo escrever resenhas de livros aqui no Skoob, mas me senti compelido neste caso. Também é a primeira vez que eu recebo o livro diretamente das mãos do próprio autor. Como um fã de ficção científica, leitor ávido dos grandes autores como Asimov, Clark, Adams, Herbert, estava muito curioso para ler esse livro do Victor Allenspach, e não me decepcionei.

A procura de vida inteligente me intrigou do começo ao fim. Composto por vários contos aparentemente isolados, vamos tomando conhecimento de um único universo maior onde todos esses contos se passam devido a pequenas semelhanças entre os contos. E cada um desses contos tem sua dose de estranheza que nos compele a continuar lendo para satisfazer a curiosidade, com um final incrível que explodiu minha cabeça e conseguiu amarrar tudo tão bem, de forma tão simples, mas de forma genial.

Uma das estranhezas do texto, ao meu ver, é que ele fica sempre no meio do caminho entre uma ficção estilo Isaac Asimov, e uma comédia estilo Douglas Adams, sem nunca ser totalmente um ou outro. Por momentos eu me pegava "querendo" ler mais dados sobre esse universo futurístico, ou mais informações non-sense, mas o libro entrega um pouco das duas influências sem nunca ser totalmente uma delas, o que me incomodou a princípio, mas novamente o sensacional final conseguiu colocar tudo no lugar e me satisfazer imensamente.

Parabéns ao escritor, e que esse seja o primeiro de muitos livros.

site: http://www.passaporteorlando.com.br/
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Vickawaii 08/06/2016

Uma excelente obra de ficção científica.
Apesar da forte influência de Douglas Adam, tanto no tema abordado quanto na forma de contar a história, A Procura de Vida Inteligente tem um humor inteligente, porém menos nonsense que O Guia do Mochileiro das Galáxias, fazendo a obra ser descontraída e ao mesmo tempo abordar com seriedade diversos questionamentos interessantes que encontramos na ficção científica cujo enfoque são robôs. As Três Leis da Robótica (Eu, Robô) são respeitadas no livro e as reflexões são parecidas com as encontradas em animes como Chobits e Ghost in the Shell: até que ponto um androide diferencia-se de um ser humano? É possível que um ser robótico adquira consciência? Como Boris, o protagonista, tem vontades e uma personalidade assustadoramente humana?

Infelizmente, a ficção científica não é um gênero muito explorado no Brasil, mas podemos nos orgulhar de ter um autor nacional que escreveu com maestria sobre o gênero, apresentando uma obra divertida, inteligente e de interessante reflexão. Recomendo a leitura!

Resenha completa no blog FINDING NEVERLAND.

site: http://wheresmyneverland.blogspot.com.br/2016/06/resenha-procura-de-vida-inteligente.html
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Um Simples Leitor 26/05/2016

A Procura de Vida Inteligente | Resenha
Aqui estamos distante da era que vivemos. Lógico que pode até ser algo fora do normal, onde robôs praticamente tomam conta do mundo e acabam se tornando essenciais para a vida das pessoas. Sendo como um ganha pão, uma forma de ter companhia, de ajudar amigos e tudo que possa ter de positivo. Mas é claro que com essa tecnologia, também podem ser possíveis grandes consequências.



Através de oito contos, a história apresenta Boris. Boris é um robô fora do comum. Faz coisas que humanos fazem numa boa. De início temos um pouco sobre o assunto central "procurar vida inteligente". ser explorador de mundo aqui é uma profissão de muito valor. Como é raro encontrarem vidas em outros planetas, é o sonho de qualquer um.



Juro pra vocês que desejei muito viver nesse mundo criado por Victor. Se tem uma coisa que amo é assunto de robótica. Quando vejo alguma coisa que o Japão, China, não sei, cria essas coisas, fico tão contente. Acho que eu seria claramente como Giuliu. Ele é um homem que como seu pai, avô, bisavô, cresceram longe de seres humanos e vive com Boris.



Como Boris é um robô, um dos mais inteligentes e estranho, ele chama atenção por onde passa. Os contos que pude ler nesse livro, me mostraram tantas coisas, como por exemplo, a confiança que as pessoas depositam em uma coisa que a qualquer momento pode ser fatal. São tantas mortes que eu fiquei tipo "Por quê?", e eu tenho uma resposta: O fato dele ter criado um mundo, ou melhor dizendo, mundos, ele coloca em risco toda a normalidade que somos acostumados a ler e ouvir.



Lembrando que essa edição que recebi, é de produção independente e que tem um capricho que merece ser lido. As folhas são aquelas recicláveis. A capa é bem inusitada. Se alguma editora publicar, Victor, não deixem modificar ela. Eu pegarei ele para ler novamente mais para a frente, porque quero prestar mais atenção aos detalhes. Claro que me dediquei a ele, mas eu tenho certeza que não captei a mensagem central que, Allenspch quis passar. Gostei bastante do livro e recomendo que vocês o procurem pois vale a pena. Se uma coisa eu posso afirmar é que "A existência é superestimada".


site: umsimplesleittor.blogspot.com.br
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Debb Cabral 16/05/2016

O Gato leu: A Procura de Vida Inteligente
Victor tem uma narrativa própria. A Procura de Vida Inteligente é um livro com uma história de ficção científica muito acessível. Ainda que a forma de narrar de maneira não linear possa não agradar todos, ela é um dos pontos fortes dessa história.

É um livro com uma escrita sarcástica, irônica e muitas vezes agressiva por nos dizer coisas que não queremos ouvir e não queremos aceitar. Parece que a leitura não se encerra na ultima página, uma nova reflexão surge a cada nova experiência que vivemos e as palavras adquirem outros significados.

Através desse robô vemos uma reflexão sobre a humanidade. Criação, leis, relacionamentos, perdas, vida e morte. A iminência de um destino que foi calculado e que não pode ser evitado. Boris somos nós nesse ambiente hostil que é a vida.

site: Leia mais em: http://gatoqueflutua.com.br/2016/05/16/o-gato-leu-a-procura-de-vida-inteligente/
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Marcela 03/05/2016

Por volta de um ou dois meses atrás, algo me chamou atenção a este livro e resolvi marcá-lo na minha lista de livros que gostaria de ler, lá no Skoob.

Para minha surpresa, o simpático autor me enviou o livro para que eu pudesse ler. Foi assim que a história de Boris, o andróide com sentimentos, chegou às minhas mãos.

O livro é formado por 8 contos de ficção científica que possuem um personagem em comum: Boris, o andróide que possui um nome e sentimentos. Coisas um tanto estranhas para um robô.

A cada conto somos convidados a conhecer um pouco mais deste peculiar personagem, de sua história e o mais interessante: ao chegar ao fim do último conto, somos capazes de entender a história de vida de Boris e perceber a ordem em que esta informação nos foi contada.

Meu conto preferido? O Cemitério de Plástico.

Aproveito o espaço dessa resenha para convidá-los a conhecer escritores nacionais de distopia e ficção científica (e claro, de outros gêneros também, porque não?)
Muito ouvimos falar de autores internacionais e suas obras, mas nos esquecemos muitas vezes de apoiar aqueles que começam aqui pela terra tupiniquim.

Victor Allenspach é um exemplo disso. Nos trás uma história leve, descontraída, feita para fãs de ficção científica e influências de Douglas Adams, e que começa seus livros de forma completamente independente.

site: instagram.com/magodoy88
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Murilo 22/04/2016

Uma ótima obra de ficção científica nacional
A Procura de Vida Inteligente foi uma grata surpresa em um período em que estou buscando ler um pouco mais as obras nacionais (principalmente de ficção científica). O livro foi escrito por Victor Allenspach, e seu lançamento ocorreu devido ao próprio esforço do autor, que o publicou de forma independente.

O livro é formado por vários contos que são interligados por um único personagem: Boris. O personagem é um androide dotado de um comportamento peculiar, que acaba nos trazendo vários questionamentos já explorados por outros autores da ficção científica. Será que uma inteligência desenvolvida artificialmente pode adquirir vontade própria? Por que cada vez mais nós buscamos criar máquinas similares aos humanos? Essas e várias outras questões conhecidas retornam a tona a medida em que vamos lendo.

Mas aí você me pergunta: Mas então o que o livro tem de especial? Simples, ele faz isso com maestria usando um humor bem parecido com o de Douglas Adams. O próprio Allenspach em seu site diz que tem Adams como influência. Mas eu diria que esses questionamentos referentes aos robôs e inteligências artificiais também lembra um pouco o que vemos em livros de Isaac Asimov.

Os contos também trazem vários outros questionamentos sobre coisas diversas, todas escritas de forma cômica, mas sem deixar de serem inteligentes.

Pode-se dizer que A Procura de Vida Inteligente é um livro que une de forma harmoniosa um estilo questionador que lembra o professor Asimov, com o humor inteligente de Douglas Adams, tornando-se uma pérola da ficção científica nacional. As editoras devem olhar para esse autor que demonstrou um grande potencial em sua primeira obra, quero mais.

site: www.nerdbucks.com.br
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Paulo Silas 22/04/2016

Uma coleção de contos que possui um liame que une a todos de certa maneira. Uma escrita com notória influência de Douglas Adams, seja pelos temas abordas (ficção científica), seja pelo humor que se faz presente nas linhas expostas na obra. Um bom livro.

O fim dos tempos está próximo - aparentemente uma mensagem em tal sentido é de alguma maneira captada por todos os seres do universo. Nada resta a fazer que não seja o aguardar pelo fim. Enquanto o término de tudo não chega, os seres pensantes (ou os que passaram a pensar de maneira peculiar) espalhados pelos confins do universo seguirão com suas próprias vidas. Inovando, desbravando ou ainda mantendo a monotonia de sempre, cabe a cada um levar a vida como melhor lhe aprouver.
É em tal cenário fatalista que as histórias se situam. O livro narra pequenas histórias em contos, tais como a de um caçador de planetas ainda não descobertos que tenham vida (ou ao menos que sejam propensos para tanto), a que contém burocratas viajantes das galáxias que procuram por planetas não declarados a fim de fazer incidir a tributação devida, a que mostra uma pequena família que recicla robôs que acaba tendo um final não tão feliz antes do esperado, e algumas outras, todas estas, como já pontuado, com um nexo que lhes liga, apontando para a demonstração de que uma crise existencial de uma inteligência artificial está em trâmite. O que resta ao ser consciente de tal situação fazer?

Um livro bastante divertido, dado o constate humor que se faz presente, muitas vezes em tom ácido. A mensagem de cunho reflexivo existencial que se escancara ao final da obra é o ápice do livro. Acerto grande do autor em trilhar o escrito para tal direção e encerrar a história de um modo surpreendente. O leitor aos poucos se dá conta de que os finais abruptos de alguns dos contos, o que gera certa confusão até determinado ponto, são assim feitos intencionalmente, vez que modo necessário para a desenvoltura da história. A consciência da existência pelo acaso culmina na aparição corriqueira da personagem central da trama durante toda a história, se situando assim em todos os contos, condição esta necessária para que os pontos sejam ligados e resultem no desfecho incrível do livro.
Recomendo!
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Ana 04/04/2016

A procura de vida inteligente, de Victor Allenspach
Não é a toa que Victor Allenspach se refere a Douglas Adams como uma de suas grandes inspirações para a criação desta obra. Assim como em O guia do mochileiro das galáxias de Adams, essa é uma história de ficção científica sobre a vida, o universo e tudo mais. Com exceção do Planeta Terra, que nem sequer chega a ser citado no livro como o conhecemos hoje, sendo facilmente compreendido como um planeta qualquer do espaço. O que torna tudo ainda mais interessante.

Embora possa demorar alguns capítulos para que o leitor possa perceber, o personagem central se chama Boris, um androide de mais de 500 anos programado para servir, embora ele sinta, pense e fale. Isso mesmo. Na história de Victor, é comum robôs agirem como humanos e isso causa estranheza tanto em alguns personagens, quanto no próprio leitor. E chega a ser algo tão usual, que em determinado momento, se torna um tanto que difícil saber qual personagem é humano e qual não é, tamanha semelhanças de comportamento.

O interessante é que Boris é apresentado a quem lê a história, de diversas maneiras, em inúmeras situações e em lugares distintos. Inclusive em tempo histórico. E desta forma, ora lemos em primeira pessoa, ora em terceira pessoa. Enquanto isso, outros personagens aparecem e nos tomam a atenção.

Intrinsecamente, o livro usa a tecnologia e uma realidade alternativa para discutir verdadeiras questões existencialistas e relações, ou a falta delas, num futuro talvez nem tão distante assim. Robôs, inteligência artificial, naves espaciais e viagens intergalácticas estão presentes em todos os capítulos. Mas não entre em pânico! Até mesmo o leitor mais leigo no gênero como eu, por exemplo -, consegue assimilar a história, e até aprender um pouco dessa imensidão complexa de cálculos e teorias de ficção científica.

Dividida em contos, a escrita de Victor é ritmada com pausas estratégicas. A sátira e as metáforas se fazem presentes na maioria de suas construções verbais e o livro transforma esses fragmentos em um conjunto maior, com um só sentido, embora seja apresentado em contextos diferentes, o que deixa o leitor a vontade para apreciar a história de inúmeras nuances.

A procura de vida inteligente nos mostra uma sociedade futurista, vivendo de forma indescritivelmente diferente e, mesmo com um cenário tão complexo, até mesmo em nosso imaginário, o autor consegue nos mostrar que nos detalhes, o humano ainda preserva sua cartela de sentimentos, dúvidas e angústias existencialistas.

Marcos pensa por alguns instantes nessa curiosa forma que o universo tem de isolar mundos, igual aos próprios humanos e suas paredes. A procura de vida inteligente pg.114.

site: blogdialogos.com
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