Sobrados e Mucambos

Sobrados e Mucambos Gilberto Freyre




Resenhas - Sobrados e Mucambos


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Biblioteca Álvaro Guerra 07/06/2019

Depois de analisar, em 'Casa-grande & senzala', a formação da família e da sociedade brasileira, Gilberto Freyre expõe em 'Sobrados e mucambos', toda a decadência do patriarcado rural entre os séculos XVIII e XIX que, enfraquecida com o declínio da escravidão e pressionada pelas forças da modernidade vindas do exterior, perde espaço, prestígio e poder. A aristocracia se vê obrigada a trocar as casas-grandes por sobrados urbanos, enquanto seus ex-escravos se alojam em casas de pau-a-pique nos bairros pobres da cidade.

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site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/85-260-0835-8
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Wagner 14/01/2019


(...) A Debret impressionara o fato, no Rio de Janeiro que ele conhecera em 1816, de haver tanta loja de sapateiro numa cidade onde cinco sextos da população eram, então, formados por indivíduos que caminhavam pelas ruas sem sapatos. Explicava-se o aparente absurdo; as senhoras brasileiras usavam sapatos de seda extremamente delicados. Postos em contato , mesmo breve, com as calçadas ásperas, rompiam-se facilmente (...) pg 867 vl 03.
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Gean 06/08/2017

Leitura de peso.
Neste segundo volume da trilogia, Freyre disserta sobre a decadência do patriarcado brasileiro entre os séculos XVIII e XIX, com a mudança de influência do sobrado (urbano) sobre a casa-grande (rural). É interessante notar na obra o texto que o autor faz uso (escrito na década de 1930), o qual seria hoje tachado de politicamente incorreto, como por exemplo quando ele fala de "raças", ou usa termos pejorativos e considerados racistas atualmente para africanos, afro-descendentes e indígenas da época. Hoje a obra seria duramente criticada. Devemos lê-la com olhar crítico, mas não menosprezá-la, e apesar do uso dessa linguagem, devo frisar que o livro é ótimo e considero leitura obrigatória pelos brasileiros para conhecer um pouco o seu passado histórico. Sobre o produto, ele é capa dura com muitas imagem coloridas e de ótimo acabamento.
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Volnei 10/03/2013

Sobrados e mucambo
No estudo da historia intima despreza-se tudo que a historia politica e militar nos oferece de empolgante por uma quase rotina de vida, mas dentro desta rotina é que melhor se sente o caráter de um povo.
Estudando a vida domestica dos antepassados sentimo-nos ao pouco nos completar. É outro meio de procurar o tempo perdido, outro meio de sentirmo-nos outros, nos que vieram antes de nós.
Um passado que emenda com a vida de cada um. Uma aventura de sensibilidade, não apenas um esforço de pesquisa pelos arquivos . São ideias de uma imaginação se concretizando em formas, dentro do dia a dia de uma sociedade. Sobrados e mucambos é um painel que se inicia com a chegada de Dom João VI ao Brasil em 1808 e se encerra em 1889 com a proclamação da republica.
Esta é uma historia do patriarcado rural que é melhor analisado em “ Casa Grande e Senzala” , obra esta do mesmo autor, Aqui a analise se da justamente por conta desta transferência do rural para o recém criado patriarcado ou semi - patriarcado urbano. É neste ponto que a paisagem social brasileira começa a se alterar com a urbanização da casa grande que agora ao invés de uma senzala possui apenas um pequeno cômodo para os criados, os sobrados passam também por uma transformação em suas faixadas europeizadas. Surgem aldeias, cortiços e mucambos, crescendo ao lados dos grandes sobrados .Os xangós vão se diferenciando da religião católica, muito mais do que no passado das casas grandes e das fazendas. Só a relação de poder se mantem, continuando a ser do senhor, a do branco, a do homem de casaca.
Surgem novos antagonismos entre o menino que é criado no sobrado e o moleque que é criado na rua, entre a dona de casa e a mulher da rua, entre a gente do sobrado e a gente dos mucambos. Aos poucos vão aparecendo locais e momentos de convivência entre estes extremos da sociedade brasileira onde os jardins e os passeios públicos são locais restritos aos homens de cartola e de casacas até 1889.Aos demais restam apenas os bares, botequins e as biroscas As casas grandes eram especialistas em guardar mulheres com grandes quartos, grandes jardins internos. Já no período dos sobrados, no entanto, há uma influencia reciproca entre o novo tipo de habitação e a rua. Essa reciprocidade refletiu uma nova tendência social onde a varanda e o caramanchão passam a marcar uma das vitórias da mulher sobre o ciúmes do homem e uma das transigências dos sistema patriarcal.
Ate mesmo a arquitetura dos sobrados fica marcada por este ciúme, onde os sobrados mais se parecem com conventos onde as esposas e as filhas são mantidas confinadas. Com o aparecimento da varanda e do caramanchão no século XIX, surge um novo tipo de namoro não mais restrito a um primo ou conhecido da família, mas agora se estende a um desconhecido que passa em frente ao sobrado e inicia um namoro ainda muito tímido, repleto de simbologias como o lenço, o leque que de certa forma passam a ter certos significados que romantizam este começo e relação.
Uma simples varanda e um simples caramanchão repletos de poder em um contexto onde seu valor ultrapassa seus fins de engenharia, desenvolvendo uma força sociológica muito mais significativa. A mulher neste contexto acaba também por se transformar, acordando tarde por ter ido ao baile ou ao teatro, lendo romances, olhando a rua das janelas ou da varanda, tendo assim novos hábitos, um aburguesamento da vida social brasileira. Formas sociais significativas nos são apresentadas nesta magnifica obra que mostra, de certa forma, uma europeização do viver nacional.
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kita 19/07/2010

tenho Sobrados e Mucambos 1 e 2
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