Mentiras Como o Amor

Mentiras Como o Amor Louisa Reid




Resenhas - Mentiras Como o Amor


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Taize @viagemliteral 10/06/2020

Desde a infância, Audrey passa por episódios estranhos em sua vida: afogamentos, fraturas, perdas.
Com o passar do tempo, suas lembranças estavam sendo bloqueadas, não lembrava mais de como as coisas haviam acontecido, não lembrava o porquê de seu pai ter lhe deixado. Sua depressão apenas se agravava a cada dia, mesmo tendo toda proteção e assistência de sua mãe, que não media esforços para estar sempre ao seu lado, buscar ajuda, lhe mimar e dar conforto.

Após sua casa pegar fogo, Audrey junto com sua mãe e seu irmão Peter de 5 anos, seguiram rumo a um novo recomeço, na Granja, numa casa sombria, fria, escura e com um cheiro sufocante de mofo. Mas, o que poderia dar errado? Finalmente ela estaria livre da Coisa, essa que a manipulava para que ela se automutilasse, quebrasse seus ossos, que lhe adoecia, física e mentalmente.
Foram muitos psiquiatras, muitas consultas e medicamentos, mas a Coisa nunca fora embora de sua vida.

"A Coisa sussurrava que eu era uma inútil. A Coisa me dizia para não ter esperança. Que nunca haveria nada de bom para mim. Que eu merecia o castigo que me deram."

Ao chegar nesta nova cidade, Audrey conhece Leo, o único vizinho próximo daquela casa perturbadora. Mas, não estava afim de amigos, muito menos, atrair mais problemas para sua vida. Entretanto, Leo não era como todos os outros garotos, ele também tinha seus problemas e lutava diariamente para superá-los, tanto, que após ser internado em razão de um colapso nervoso, deixou a vida de luxo na casa de seus pais, e fora morar com sua queria tia Sue, na fazenda, longe das grandes tecnologias, longe da pressão psicológica e das cobranças de sua mãe.

A amizade fora inevitável. Ele iluminou seus dias e a Coisa quase desapareceu. QUASE.

No decorrer das páginas, vamos conhecendo melhor os personagens, Audrey é uma menina tímida e frágil, sem grandes avanços na melhoria de sua depressão. Ficamos esperando aquele velho clichê, mas ele não vem, o que torna o livro ainda mais instigante, pois, se o mocinho não salva a mocinha, o que estará por detrás de toda esta história?

No embalo da leitura, começamos a perceber uma certa "maternidade tóxica", podemos ver que Lorraine, mãe de Audrey e Peter, começa a colocar a autoestima da garota abaixo do solo, ferindo-a com palavras e no próximo segundo, sendo a boa mãe, que faz de tudo para que seus filhos sejam felizes.

Peter, é o anjo que dá vida a trama, que faz Audrey buscar melhorias, que a ama, abraça e sente sua falta a todo instante.

Falar sobre saúde mental, não é fácil. Essa é uma condição humana que abraça diferentes aspectos, é necessário uma pesquisa bastante minuciosa para abordar o que esse livro traz - segredo -. Ficamos aguardando o diagnóstico, - obviamente - já que ele se tornou um mistério, entretanto, quando ele surge em meio as páginas, nos surpreende e nos permite conhecer mais uma forma que a mente tem de nos ferir e manipular. A condução da trama fora feita de uma forma simples, sem grandes plots (apenas no final ?), mas que prende o leitor de forma surreal.

"A mentira sempre foi o local em que estávamos seguros. Que cresceríamos como as outras crianças, seríamos fortes, andaríamos de cabeça erguida e nossa vida seria boa. E vivemos aquela mentira por tempo suficiente para esquecermos que, quando ela estendia os braços para nós e nós abraçava, permaneceríamos gelados para sempre."
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Jary 05/03/2020

Mentiras como o amor, é um livro que apesar do tema pesado. É fácil de ler, capítulos curto e cada capítulo conta a parte hora da Audrey, hora do Leo.
Acho que por se tratar de depressão e sobre o enfrentamento da Audrey com a coisa, se torna um livro com gatilhos.
Mas vale muito a leitura
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Bru 24/07/2020

Um dos únicos livros que acho de uma leitura difícil, não me refiro a escrita, mas sim ao tema abordado. Porém interessante e com um final inesperado.
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Fabi | @psamoleitura 15/08/2017

{resenha feita no blog PS Amo Leitura}
"Em "mentiras como o amor" nós vamos conhecer a história de Audrey. Ela, sua mãe Lorraine e seu irmão Peter, de cinco anos, estão de mudança. Eles estão indo morar na Granja: uma casa bem antiga da cidade e que precisa de muitas reformas. O que chama a atenção de Audrey é o lago que tem perto de sua casa. Na verdade é o que deixa aflita, mas que ninguém percebe, pois ela aprendeu a controlar bem as suas emoções.

Mas o por que a aflição por causa da água? Audrey sofre de depressão e a "Coisa" - como ela denomina - é o a perturba. Sempre quando sonha ela está sendo puxada para água e morrendo afogada. Desde que esses sonhos começaram foi quando Audrey surgiu os sintomas de depressão. Com essa mudança de lar, ela torce para que a "Coisa" tenha ficado para trás e que tudo ficará bem a partir de agora.

Quando eles se mudam, eles conhecem os vizinhos da Fazenda, Leo e sua tia Sue. São os únicos vizinhos próximos e então o contato é inevitável. Leo e Sue vão até a Granja para se apresentar e Leo tenta ser simpático com Audrey, mas ela o trata com frieza e grosseria. Mesmo com esse tratamento, Leo percebe que ela é diferente e quando se encontram na mesma escola, ele percebe que há algo além daquela frieza dela.

Em um novo lugar, nova escola, novas pessoas, Audrey acaba passando por momentos difíceis e sofrendo bullying. Sua mãe não entende o motivo de que em todo lugar Audrey passa por momentos como esses, como se ela fosse a vítima sempre e é com a insistência e aproximação de Leo que ela percebe que pode contar com ele e ser ela mesma.

Mesmo com os seus problemas, Leo está disposto em ajudá-la e fazer com que ela seja livre, o problema é que sua mãe não percebe que essa amizade é o que está ajudando Audrey nos dias difíceis. Ela começa impedir que essa amizade continue e com isso é onde a Coisa aparece e começa a destruir Audrey novamente.

"Mentiras como o amor" foi meu primeiro contato com a autora e tudo que posso dizer é: que livro incrível! Além da capa, o que mais me chamou atenção em solicitar esse exemplar para a editora foi o tema depressão. Eu gosto de ler livros que relatam temas fortes, pois sempre aprendemos um pouco mais com eles. Mas esse livro foi uma surpresa para mim. Eu me surpreendi como as coisas ocorreram em cada página e nas últimas páginas fez com que algumas lágrimas rolassem pelo meu rosto.

O livro é dividido em ponto de vista de Audrey (narrado em primeira pessoa) e Leo (narrado em terceira pessoa) o que torna a leitura agradável e super fluída. É onde percebemos todos os problemas que Audrey vem enfrentando com a "Coisa" e os problemas que Leo também sofreu no passado, mas que aprendeu superar. O que ele não conta a ela é que enquanto ele está tentando ajudar Audrey, ele também estava sendo ajudado. Um salvou o outro dos seus dias escuros.

A história no começo é leve. Aborda a depressão e a automutilação, mas com o decorrer dos capítulos o assunto fica mais pesado, mais forte. É onde conseguimos sentir ainda mais as emoções e o sofrimento dos personagens. A autora descreve tudo perfeitamente, nos mínimos detalhes. Faz com que o leitor realmente viva a história, viva como se fosse Audrey. É desesperador ver a situação dela e não saber o real motivo, mas quando eu descobri o que realmente estava acontecendo, confesso que fiquei de queixo caído. Garanto que qualquer um que leia esse livro se sentirá da mesma forma!

Audrey é uma personagem incrivelmente forte e encontra seu apoio em Leo. Leo é um personagem incrivelmente fofo e que faz de tudo para que Audrey saia dessa depressão. A história é ótima e que vai deixar você em lágrimas e de coração partido. Vai fazer com que você ame alguns personagens e odeie outros. Uma história que vale a pena ser lida."

site: http://psamoleitura.blogspot.com.br/2017/06/resenha-mentiras-como-o-amor.html
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Lucy 22/04/2020

PESADÍSSIMO. Esse livro me trouxe uma mistura de sentimentos, queria saber o que de fato acontecia, senti pena, fiquei curiosa, no final REVOLTADA, IMPACTADA, ASSUSTADA. Meu Deus, como pode tanta crueldade?
Okay, ela não fazia o que fazia com a mente sã (não duvido nada, tem gente ruim pra tudo) mas como é que pode?
Livro tão, tão real que senti as dores da Audrey e Peter, certeza que se fosse uma história verídica essas crianças não teriam a mente normal nunca mais na vida. Misericórdia.

5 estrelas, muito bem escrito. Porém, não recomendo a leitura a ninguém. Pesado demais.
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Lu 26/06/2019

O que me levou a solicitar esse livro para a Novo Conceito foi a autora. Quando li "Corações Feridos", fiquei encantada pela escrita da autora e como ela conduziu toda a história, eu não perderia a chance de ler outra coisa de uma autora que gostei tanto.

O livro começa bem devagar na apresentação dos personagens. Até a página cinquenta ficamos nos perguntando sobre o que se trata o livro, quando vamos entender um pouco mais sobre a doença de Audrey, o que é a Coisa e muitas outras perguntas. Quando a barreira da página cinquenta é quebrada, somos apresentados a uma enxurrada de sentimentos e personagens incríveis.

Narrado em primeira pessoa como Audrey e em terceira pessoa nos capítulos de Leo, a autora consegue criar uma história comovente com personagens tão verdadeiros, tão humanos que, em muitas vezes, eu me via em Audrey. Todo aquele medo de que algo ruim acontecesse ao seu irmãozinho ou o dever de continuar ao seu lado para sempre era algo que sempre quebrava meu coração em mil pedaços. Por mais que Audrey não conseguisse levantar da cama, ela só pensava no bem estar do seu irmão.

Quando Leo entra de uma vez por todas na vida de Audrey, só queremos que ela seja feliz, que consiga superar toda a sua doença e levar uma vida normal de uma adolescente de dezesseis anos, mas será que essa paranoia é mesmo de Audrey ou vem de outro lugar?

Perguntas como essa são feitas a todo momento e você nunca sabe se o que Audrey está passando é algo verdadeiro ou uma loucura inventada na sua cabeça. Aos poucos, as peças vão se encaixando e a autora consegue nos levar a um patamar de aflição que me deixava muito ansiosa com o desfecho de cada capítulo.

Conheci muitas pessoas como Lorraine (mãe de Audrey) na vida e não sabia que as atitudes que ela tomava chegavam a ter um nome. No fundo eu achava que pessoas como ela eram só maldosas e insanas por natureza, mas agora eu vi que as pessoas como Lorraine estão mesmo doentes, muito doentes.

"Mentiras Como O Amor" vai te fazer pensar enquanto te leva por uma história comovente e, por muitas vezes, tão real que vai te deixar grudado ao livro até o desfecho final.

site: http://lumartinho.blogspot.com.br/2016/04/mentiras-como-o-amor-louisa-reid.html
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Bruna 09/06/2017

YA - Sobre Relações Familiares Doentias
"Era possível dizer aquelas palavras de mil maneiras diferentes, mas nada podia mudar os fatos: era tarde demais".
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O livro é divido em partes, na primeira conhecemos Audrey, uma jovem que acaba de se mudar com sua mãe e irmão - um menino fofo de 5 anos, que ela ama. Gente, porque sempre que uma história começa assim, só me dá maus presságios?
Não temos acesso ao passado dela, mas sabemos que algo muito grave aconteceu. A princípio os fragmentos nos faz imaginar que Audrey tem algumas alucinações - algum transtorno mental, um trauma. E por esse motivo ela vive apática e infeliz, com medo da "coisa". Até conhecer Léo - menino rico, que vive com a tia desde que literalmente surtou com as imensas expectativas e cobranças dos pais para que ele fosse um prodígio - e começar a experimentar e fazer diferente pequenas coisas. Ela encontra em Léo algo sólido, alguém com quem realmente pode contar e dá sinais de melhoras. Temos um vislumbre que nem tudo pode ser como está sendo apresentado. Talvez Aud não esteja tão doente assim, mas levada a crer e tratada como por algum motivo? Ou a situação está tão fora que até eu enlouqueci durante a leitura?
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Na segunda parte, a ruptura, onde finalmente as coisas começam a ficar claras e enxergamos os estragos, muitas vezes irreparáveis que o abuso físico, psicológico pode causar. A dificuldade da vocativa em aceitar que aquela situação não é correta, o medo de delatar e principalmente o vínculo que muitas vezes os impede de fazer as escolhas certas. ⠀⠀ ⠀⠀ ⠀
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E então teve a terceira parte, não tínhamos acesso a Aud e quando temos, as coisas não poderiam estar piores! Às vezes a justiça chega tarde demais, quando os danos já não podem ser reparados.
Eu gostei do livro, a princípio achei ele confuso o que tornou a leitura arrastada, mas quando as coisa começam a fazer sentido a leitura flui, e um misturo de sentimentos nos tomam - incredulidade, tristeza,impotência... desesperança. Só achei que alguns fios ficaram soltos e o desfecho da história de Léo negligenciada. Agora, de fato, Mentiras Como o Amor, pode ser o carcereiro de uma relação doentia.

site: https://www.instagram.com/naoemprestolivros/
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Enzza 27/02/2020

Ma-Ra-Vi-Lho-So
Nossa todos precisam ler esse livro, uma história apaixonante e perturbadora ao mesmo tempo, não se deixe enganar pelo título e pela capa fofa. É uma história forte, com uma narrativa gostosa de ler, que não dá vontade de parar até a última página. Me surpreendeu de forma totalmente positiva. Super indico .
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Bruna 16/06/2017

Fascinante, uma história sobre como o amor as vezes machuca...
O livro de hoje tem uma mensagem tão forte e profunda que chega a ser difícil conseguir traduzir em palavras toda a carga emocional presente nas paginas. No entanto, se eu tivesse que resumi-la em poucas palavras, eu a definiria como uma lição de vida capaz de mostrar as piores partes de um ser humano e como doenças mentais são mais do que apenas dramas. Em Mentiras Como o Amor escrito por Louisa Reid e publicado em Abril pela Editora Novo Conceito, o leitor irá se deparar com uma história extremamente real, com problemas sérios, e onde consequências podem ser fatais. Mais do que um mero drama acrescido de romance, essa é uma história sobre a vida e sobre o quão cruel ela pode ser... ao mesmo tempo em que trata sobre esperança e como o amor é capaz de transformar vidas. Mas já fica o aviso a você leitor que não se deixe enganar, porque assim como está escrito na capa “Nem sempre aqueles que mais nos amam são os que nos fazem bem”. Continue lendo e descubra o porque essa é uma obra que deve estar em todas as listas de leitura obrigatória!

Audrey é uma jovem de dezesseis anos cuja vida é repleta de escuridão. Tendo que conviver diariamente com suas crises e com uma Coisa que insiste em vir atrás dela, a única coisa que ela deseja é que possa ser uma adolescente normal. Infelizmente, a depressão que a acompanha desde que possui treze anos de idade, tornaram isso apenas um sonho distante e repleto de remédios e visitas a médicos. Cercada pela atenção de sua mãe vinte e quatro horas por dia, que não deixa que nada saia do lugar, e tendo sua vida controlada o tempo todo acerca do que pode ou não fazer; além de constantes insultos acerca do porque ela não consegue ser normal, Aud é uma menina extremamente tímida, nenhum pouco adepta a contato social, e cujas novidades são inexistentes.

Agora, prestes a mudar para a Granja, depois de um terrível incêndio que acabou com sua antiga casa, ela tem que se adaptar a um lugar completamente novo e que apesar de seu tamanho é extremamente desconfortável e, até certo ponto, macabra. Mas apesar de achar a vida nessa cidade rural da Inglaterra nenhum pouco propensa a bons momentos, ela tem que se fazer de forte, afinal seu irmão de cinco anos Peter precisa aprender a não temer o lugar e estar disposto a um recomeço.

Sabendo que sua mãe só quer o seu melhor, ela não se importa com as visitas a inúmeros especialistas e remédios sem fim que ela é obrigada a tomar... A única coisa que ela quer é poder manter a todos felizes, mesmo que sua doença torne isso extremamente complicado. Ela deseja um recomeço seguro, onde ela possa ser ela mesma sem os inúmeros bullyings já sofridos em seus colégios anteriores, um lugar onde ela possa finalmente se sentir normal e não temer até o menor dos contatos.

“Existe um jeito, se você pensar com bastante vontade, de fazer com que elas parem de machucar. Qualquer coisa. Mas eu não devia ter medo, meu pai sempre dizia não se preocupe, assobiando e fazendo meu braço balançar quando me acompanhava até a escola tantos anos atrás, e eu erguia os olhos e ele era um herói, a coisa mais segura em todo o mundo. Não se preocupe, seja feliz, Aud, dizia ele. E eu senti um aconchego por um momento, relembrando.”

Leo, um rapaz de aproximadamente dezoito anos, também tem seus demônios. Se vendo forçado desde cedo pela sua mãe a incessáveis aulas de música, a estudar vinte e quatro horas e ser nada menos que um gênio, seu corpo cobrou o preço o fazendo ter que realizar constantes visitas ao psicólogo e passar um tempo afastado de tudo, ou seja, dela. Para isso ele acaba indo morar com sua tia, Sue, um doce de pessoa e que não o pressionava em nada, deixando-o livre para ser um garoto normal da sua idade... o que não era muito fácil de ocorrer, uma vez que amizades e contato sociais foram se tornando cada vez mais escassos para ele.

Agora, com uma nova família se mudando para próximo da propriedade onde vive, uma curiosidade começa a surgir, principalmente ao observar uma linda garota de cabelos longos que passeava por lá com seu irmão pequeno. Logo de cara, Leo, percebe que Aud não é muito de conversar, mas nem por isso seu interesse diminui; depois de meses de insistência de seu psicólogo para que ele buscasse ter amigos, ele finalmente se sente pronto para tentar com ela, mesmo que isso vá requerer um grande esforço.

“(…) felicidade é ser amada por quem você é sem nenhuma reserva ou hesitação, sem retroceder ou se importar com o que qualquer pessoa venha a pensar.”

Quanto mais tempo os dois passam juntos, maior é o interesse que passa a surgir entre eles, mas estar com Leo é perigoso para Audrey... afinal, sempre que está em sua companhia ela tem o desejo de ser ela mesma, de enfrentar a vida, e não sente medo de nada que possa vir a existir. Sua mãe vendo o envolvimento dos dois insiste em falar que Leo não se trata de uma boa influência para ela e que pode colocar a perder tudo que elas já conquistaram de mudança positivas. Mas manter os dois afastados não é uma missão fácil, principalmente não quando um amor pode vir a surgir entre eles... Juntos eles são capazes de não temer nada e se sentem livres, duas pessoas prontas para enfrentar tudo e onde nada é capaz de afetá-los; mas seria isso o suficiente pra impedir que os fantasmas de Audrey voltassem a atormentá-la? Ou estaria sua mãe certa ao dizer que nada bom surgiria dessa relação?

“Virei-me para ir, mas a Coisa bloqueava a porta e eu não consegui passar por ela, e, naquele calor, uma gota de suor escorreu pelo meu pescoço, descendo pelas omoplatas e pelas costas. A Coisa me empurrou para a frente outra vez, contra a beirada do fogão, e a água se agitou e entornou e borbulhou e respingou e queimou e eu gritei.”

Mentiras como o Amor é uma obra extremamente complexa cujo começo não faz jus a intensidade de sua trama. No inicio o leitor é levado a pensar que se trata apenas de uma personagem com um problema de depressão e que escuta vozes que a convidam a fazer coisas terríveis a si mesma, mas a autora insere em sua trama gradativamente algo muito pior e que explica todo o objetivo e frases que o acompanham, transformando o enredo em algo maior e mais assustador do que muitos teriam a capacidade de imaginar.

Essa é uma leitura extremamente difícil de ser realizada em diversos momentos; várias vezes o leitor é inundado com cenas repletas de tristeza capaz de afetar até a mais insensível das pessoas. É agoniante em diversos momentos ver o quanto a protagonista sofre, e perturbador acompanhar o desenrolar e o que é revelado durante suas páginas. Extremamente realista essa obra não tenta tornar uma realidade cruel em algo belo. Louisa faz questão de entregar a realidade em sua forma mais pura, onde os contos de fadas não passam de lenda e onde um final feliz nem sempre acompanha a vida das pessoas.

Audrey é uma protagonista cujo sofrimento é palpável, ela é cercada por tanta escuridão que em diversos momentos eu fiquei a refletir como um ser humano é capaz de suportar tanto. Sua mente já está exaurida pelos constates confrontos entre a realidade e o que existe apenas em sua mente. Passando por situações devastadoras desde pequena como o abandono de seu pai, as criticas constantes de sua mãe, e as vozes decorrentes da doença que possui, Aud desconhece o significado de ser feliz. Ainda mais inserida em uma família que não contribui nenhum pouco para que ela possa superar, onde ela é responsável por cuidar e garantir a segurança de seu irmão e, sua mãe, Lorraine insiste em atingi-la com palavras cruéis e fazê-la de empregada. Aud vive um ciclo de sofrimento, e quanto mais acompanhamos sua história, mais somos capazes de entender o que a leva a situações tão extremas... muitas vezes por se sentir culpada por coisas que não são sua culpa.

Leo, por outro lado, é um rapaz que também já sofreu bastante e tem seus próprios demônios para enfrentar. Ao contrario do que ocorre normalmente, ele não é aquele protagonista perfeito e sem falhas; pelo contrário, é alguém extremamente real que tem medos, inseguranças, mas que está aprendendo a lidar com elas. Sem falar que ele é essencial na vida de Audrey, que passa a se arriscar mais e a conhecer sobre amor e segurança através dele. Peter, também tem uma importância enorme na história, apesar de sua tênue idade, ele está sempre lá para a sua irmã e é capaz de enxergar as coisas com a pureza que só uma criança possui, dando um ar mais leve no meio de tanto sofrimento.

Em relação à narração, confesso que gostei mais dos capítulos que eram narrados pela Audrey pelo fato de estarem em primeira pessoa. No entanto, não desmereço os que foram narrados pelo Leo, uma vez que eles são extremamente importantes para a construção da trama, mas por serem em terceira pessoa faz com que não haja uma inserção tão grande acerca dos sentimentos e até mesmo sobre ele, o que me incomodou um pouco. Os capítulos são bem divididos entre os dois, sempre acompanhados do nome do personagem que está narrando e intercalando o ponto de vista dos dois.

Quanto à construção da trama, eu preciso dizer que foi totalmente impecável. A autora soube ir apresentando os pontos importantes aos poucos e construindo o enredo de forma que você vai vendo tudo se encaixar aos poucos chegando a um ponto que você não imaginaria. São tantas surpresas, tanta carga emocional presente nesse livro, que é uma constante até o final da obra. O ritmo vai crescendo gradativamente até chegar ao ponto em que todo o mistério é revelado tornando os dizeres perturbador e emocionante totalmente verdadeiro.

Em síntese foi uma obra que mexeu comigo como há muito tempo não ocorria, é um enredo feito para que o leitor reflita e aprenda um pouco mais sobre questões que não são abordadas geralmente. Louisa Reid é uma autora que não tem medo de falar sobre como a realidade é e retratar toda a crueldade acerca dela. Ela fala com propriedade do tema de forma a ensinar, e onde mesmo com a inserção do romance, não tira o foco do que realmente é importante ali. Confesso que não esperava o desenrolar e o desfecho para mim foi um dos pontos que me fizeram tirar um pouco da minha nota, não por ser ruim ou não condizer com a realidade, pelo contrário (e quando vocês lerem vão entender o porque), mas porque eu acreditava que depois de tudo que aconteceu poderia ter um final mais feliz... Mas o tom esperançoso e realístico foi exatamente o que a história pedia, e eu não poderia deixar de dizer que essa obra apesar de suas facetas perturbadoras é completamente encantadora.

Como eu já havia dito no inicio, essa obra é uma daquelas que deveriam se tornar leitura obrigatória e que merecem todo o reconhecimento. Com uma diagramação feita com perfeição, Mentiras como o Amor é uma obra prima publicada pela Editora Novo Conceito e feita de forma a envolver e tornar a leitura prazerosa e fácil de ser realizada por horas. Leiam essa obra, e preparem-se para ser transformados por ela!


site: www.brookebells.com
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Malucas Por Romances 28/06/2017

Corre pra ler que e o livro é muito bom!
Sabe aquele livro que você enrola pra ler, porque sabe que vai sofrer lendo, e que quer preparar antes seu psicológico? Então, foi assim com Mentiras como O Amor. Já sabendo que seria um drama e que as lágrimas poderiam vir eu comecei a leitura. E já nas primeiras percebi que essa história ia ficar para sempre na minha memória.

"Estou escrevendo isso para que vocês saibam tudo sobre mim e sobre minha mãe, e também sobre o que é ser uma adolescente e a dificuldade que é viver assim. Deprimida. Não é todo mundo que entende. Por favor, deixem-nos mensagens para enfrentar esse momento."

Mentiras Como o Amor é um livro da autora Louisa Reid, publicado aqui no Brasil pela Editora Novo Conceito. Ele foi lançado primeiro em e-book no ano passado e só lia resenhas maravilhosas. Quando ele foi lançado esse ano em físico e me foi oferecido para resenha, não tive dúvidas e pedi para resenhá-lo. Com essa capa linda já imaginava que ia me emocionar lendo, só não imagina que meu coração ficaria em pedaços.

Mentira Como o Amor começa com Audrey de mudança com sua mãe Lorraine e seu irmão Peter. Eles vão se mudar para Granja, ela é afastada da cidade e é bem assustadora. Audrey ela se acha diferente das demais meninas, logo no começo do livro fica entendido que ela se corta e pode ter uma doença mental. Perto da casa dela vive Leo que está morando com sua tia para se curar também de uma doença e também para fugir de pais opressores. Juntos eles vão construir uma linda amizade que vai fazer Audrey querer mais da vida, arriscar e ser mais ousada. Vamos embarcando junto com Audrey na história, perguntando se é real ou se é imaginação dela. E com o passar das páginas você vai pegar se perguntando exatamente isso e consequentemente teu coração vai torcer para que tudo seja somente sua imaginação.


Logo nas primeiras páginas me vi presa na leitura e larguei tudo o que tinha para fazer para terminar essa história. Queria saber o que ia acontecer com esse casal, mas principalmente com Audrey. Minha resenha pode ficar um pouco confusa, mas é porque estou com medo de soltar um grande spoiler. O que posso falar que a cada virada página você vai querer descobrir como isso vai terminar, quando sua angustia vai terminar e querer ter certeza que tudo vai ficar bem. Uma história que muitas vezes me vi gritando, chorando e até mesmo parando a leitura por não acreditar no que estava lendo. Esse livro me abalou e muito.

"Havia alguma coisa naquela garota; algo como que dizia Não me toque, não se atreva. Não machuque a mim nem ao meu irmão, ou você pagará caro por isso."

Audrey tem 16 anos e não é igual as outras meninas. Ela quer desesperadamente ser igual, ser normal. Só que ela tem um histórico de doença mental e também se mutila. Mesmo tendo esses problemas Audrey é uma filha carinhosa e uma irmã impecável. Audrey só quer se encaixar, só que antes ela vai ter que se desprender de suas amarras.

RESENHA COMPLETA NO BLOG


site: https://malucaspor-romances.blogspot.com.br/2017/06/resenha-mentiras-como-o-amor-louisa-reid.html
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Liachristo 26/07/2017

Mentiras como o Amor - Louisa Reid - Novo Conceito
Eu tenho que dizer, que não tinha certeza do que esperar deste livro. Ainda não tinha lido nada da autora Louisa Reid. A sinopse prometia algo misterioso e o qual eu iria gostar, a capa é intrigante e linda! O que eu não esperava era ser completamente fisgada pela história...

Mentiras como o Amor, é contado sob dois pontos de vista, intercalados por Audrey e Leo, nos permitindo ver Audrey através dos olhos de Leo, e também nos deixando descobrir mais sobre ela, através dele. Sobre sua vida, a família e a personalidade de Audrey. Fora que a voz dele é distinta e atraente.

Vamos conhecer a história de Audrey, seu irmão Peter, sua mãe Lorraine e de Leo. Audrey acabou de se mudar para uma casa chamada A Granja, mas Audrey está sofrendo de depressão e se auto-punindo. Ela não tem amigos, ela teve acidentes envolvendo água quando ela era mais nova, então, o que exatamente está acontecendo?

Sua mãe está tentando cuidar dela e fazê-la se sentir melhor. Audrey está tentando cuidar de seu irmãozinho Peter enquanto ele se instala em uma nova escola. É aí que ela conhece Leo, que está morando com sua tia Sue em uma casa não muito longe da dela. Mas com a mãe de Audrey querendo proteger e cuidar de sua filha, Audrey será capaz de fazer amigos, crescer e amar? Será que ela será capaz de libertar-se e se livrar do que a está segurando e deixando mal?

Quando ela se muda, tudo que ela espera é que isso signifique um novo começo para sua família. Ela só quer ser normal, fazer coisas de adolescentes normais. Quando ela conhece Leo, seu vizinho que é um pouco mais velho, ela descobre que pode haver um espírito afim lá fora para ela.

Aos poucos ela vai se deixando aproximar de Leo, passa a confiar nele, a querer estar próxima dele, e a gostar dele. Ao mesmo tempo Leo vai se enredando cada vez mais nos problemas e mistérios que compõe a vida de Aud e também gostando cada vez mais dela.
Não se consegue uma noite como aquela sem pagar o preço. Era nisso que eu estava pesando enquanto voltávamos para casa, mas eu não disse nada; não queria que Leo se preocupasse.
Uma das minhas partes favoritas do livro foi quando Leo leva Audrey para a feira e, mais tarde, em Londres. Meu coração se alegrou com eles e eu podia sentir seu amor crescendo página após página! Eu podia sentir o quão livre Audrey se sentia quando estava com Leo e desejei que ela pudesse ficar feliz desse jeito pelo resto do livro!

Embora o romance adolescente seja uma grande parte da história, são as relações que Audrey tem com o irmão mais novo, Peter e sua mãe, que realmente formam a base dessa história. Ela é tão atenciosa em relação ao irmão mais novo, querendo esconder a realidade de sua doença dele e se manter sorridente o quanto ela pode, para mantê-lo no escuro. O relacionamento dela com o irmão é um dos mais lindos que já li.

Para ler a resenha completa vá ao Doces Letras

site: http://www.docesletras.com.br/2017/07/resenha-mentiras-como-o-amor-louisa.html
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Iza 06/08/2017

MENTIRAS COMO O AMOR
Uma história intrigante, com final surpreendente, mas muito triste.
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