Agostinho

Agostinho Alberto Moravia




Resenhas - Agostinho


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jota 07/01/2014

Ah, a puberdade...
Agostinho, treze anos, ama sua mãe, jovem e bela viúva, com uma paixão inocente mas profunda. Ele a vê como uma deusa. Mãe e filho passam juntos as férias de verão numa praia italiana. As coisas vão muito bem até o dia em que o garoto descobre que a mãe está tendo um caso com um jovem banhista. Então Agostinho toma consciência de que ela é também uma mulher, não simplesmente a figura que ele venerava.

A partir dessa constatação (que o decepciona e aborrece) o menino muda radicalmente seu modo de ver as coisas, ao mesmo tempo em que desperta seu olhar para o sexo e a violência ao se envolver com uma turma de jovens marginais. Justamente ele que era um garoto pacato, quase avesso às relações sociais. Pelos novos amigos passa a sentir, simultaneamente, fascínio e repulsa. Praticamente os mesmos sentimentos que desenvolveu pela mãe a partir de sua descoberta.

A perda da inocência, mas também outros temas caros a Moravia como o erotismo, a sexualidade, a desilusão e até mesmo um certo tédio, estão presentes em Agostinho. Que se não é pungente como outras obras mais conhecidas do grande escritor italiano (especialmente 1934, A Romana, A Ciociara, etc.), é uma novela que, por apresentar um personagem singular e tratar de temas palpitantes, prende nossa atenção o tempo todo.

Que pena não haver uma nota 4,5.

Lido entre 03 e 06/01/2014.
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