Mundo Sem Fim

Mundo Sem Fim Ken Follett




Resenhas - Mundo Sem Fim


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Sandra :-) 25/08/2010

Vale o quanto pesa
Como eu já havia lido os dois volumes anteriores (Os Pilares da Terra I e II) aos quais, teoricamente, a história de Mundo sem Fim se segue, resolvi encarar esse calhamaço de 940 páginas, depois de deixar o livro mofando um bom tempo na estante (precisa de boa dose de coragem pra encarar um livrão desses, vamos combinar).
Mas não me arrependi.

É um Romance Histórico e passa-se no século XIV na Inglaterra, cujo foco central é um vilarejo, o priorado de Kingsbridge.

A história mistura religião com poder e pecado, paixões com abnegações, medicina antiga e sobrevivência e mostra um rico panorama da Inglaterra medieval. São inúmeros acontecimentos e personagens que não permitem que o livro se torne cansativo.

É de louvar que um livro possa ser tão grande e com uma narrativa tão interessante que mantém o interesse do leitor até o fim (desnecessário dizer que estou falando de leitores que gostem de romance histórico).

Meu único senão ficou por conta de excessivas e desnecessárias detalhadas descrições sexuais. Acho que um erotismo iria bem e a sugestão das relações sexuais já estaria a contento. Não falo por puritanismo, mas sim porque o autor não precisava lançar mão desse tipo de expediente para prender a atenção e acho que isso acaba por empobrecer um pouco o trabalho.

Para quem gosta do estilo, uma dica: tome coragem, dê o primeiro passo e encare o livrão. Depois disso, deixe que ele se encarregue de fazer com que você não o abandone!

E não acho que precise ter lido os dois volumes anteriores para entender o livro. Em Mundo sem fim as referências aos personagens de Os Pilares da Terra são mínimas e não comprometem o entendimento. Mas para quem já leu, melhor ainda! :-)))
Dirce 27/08/2010minha estante
Oi Sandrinha!
Adorei esta sua resenha.
E pensar que este livro ficou por semanas em promoção na net e eu nem liguei, pois achei que era um daqueles livros de aventuras fantásticas. Me dei mal.
Você pode me dizer se apesar do livro ser um "tijolão", pelo menos, as letrs são grandes?
É que já estou enfrentando os problemas de quem se encontra na iminência de me tornar SEX
(SEX agenária - risos)e letras miúdas são um problema, que não é resolvido nem como uso de óculos. Como não gosto de usar lupa...(risos)
Bjs.


SuKa 13/09/2010minha estante
hihihi, eu comprei esse livro faz um baita tempo em promoção no submarino, só agora eu tomei coragem pra ler, pq o numero de paginas assusta mesmo, estou bem no comecinho ainda, mas o pouco que li já fez com que eu ficasse bem curiosa e disposta a continuar a ler...


Mandark 01/02/2011minha estante
sua resenha me deixou ainda curioso para ler o livro! agora só falta grana para adquirí-lo... ou uma bondos aalma que me dê de presente... hehehe


Leprechaun 03/06/2011minha estante
As letras não são grandes, o espaçamento de linhas é pequeno e as margens em um espaçamento bom. Se você comparasse ele estaria dentro dos padrões de um livro de bolso hehe. Brincadeira, nem tanto, mas ele não é grande por artifícios, seu peso realmente é por conteúdo vasto.
Uma dica para livros grandes, que pelo menos eu já adotei algumas vezes, é de ler aos poucos enquanto lê com maior freqüência outros livros. Quase como se acompanhando várias séries de tv. Livros grandes são ruins de transportar, livros menores são melhores para o dia a dia(fila de banco, espera de ônibus, etc). Por isso sempre prefira livros divididos em várias volumes, evite aqueles de volume único por mais que pareçam imponentes.
Mas este livro é um dos melhores que eu já li, Ken Follet é um dos melhores escritores da nossa época e aconselho a guardar o nome dele.


otxjunior 14/12/2011minha estante
Pois é. Li este sem saber que era o terceiro volume de uma série e posso dizer com segurança que em nenhum momento precisei de conhecimento prévio para prosseguir na leitura. Boa resenha.


Lari 03/01/2012minha estante
olá
adorei sua resenha do livro e concordo em cada palavra. Se tiver coragem e relevar as questões "eróticas" do livro a companhia vale a pena (afinal ele tornou-se praticamente uma novela na minha vida, rsrs.
Parabéns pela resenha

Abraços


Ismael 03/12/2013minha estante
Estou terminando de ler o livro e posso dizer que adorei a história. Para quem ama o período medieval e os seus jogos de poder, política/religião e romance, é um prato cheio. Não se assustem com o tamanho do livro, pois o li em apenas 20 dias mais ou menos!

A resenha da Sandra ficou muito bem colocada. Eu teria apenas 2 objeções ao livro, que repito, possui uma narração fantástica.

A primeira é que o livro é muito pessimista. Durante o texto, por mais apaixonante que seja, nunca acontece o que esperamos que acontecesse, mas sim aquilo que é o pior. Também noto que ficam algumas situações mal acabadas no decorrer da história, com conclusões implícitas.

A segunda objeção, é o excesso de erotismo em alguns trechos. Vou confessar que enquanto lia o livro que queria muito passá-lo para minha irmã ler, mas ela tem apenas 15 anos de idade. Mesmo sabendo que vivemos em tempos modernos e tudo mais, eu não tenho coragem de passar a ela para que leia, pois ficaria extremamente constrangido em razão das cenas explicitamente sexuais em alguns trechos da obra.

Mas no geral, o saldo é bem positivo. Não li Os Pilares da Terra, mas já é o próximo livro da minha lista de compras!


Charles 25/09/2014minha estante
Sou fã do Ken Follett, li Os Pilares da Terra ano passado, estou a procura deste. Quer vender?




Ka Castoldi 05/09/2009

Mundo Sem Fim é, para mim, uma análise do ser humano medieval, mas que continua tristemente atual.
Hoje podemos não resolver nossos problemas com as espadas, porém encontramos outros modos igualmente violentos.

Caris e Merthin tiveram um amor que é um verdadeiro exemplo do amor que resiste a tudo. Resistiu a mentiras, ao tempo, a a peste, ao convento e proincipalmente resistiu a determinação de Caris em ignorá-lo.
Ralph é um guerreiro´, não no bom sentido da palavra. Podemos vê-lo como síntese da vilania humana. Egoísta, maldoso, cruel, sanguinário. Personagem raro de se ver hoje em dia.
Já Gwenda... Ela me conquistou, admito. Uma mulher que ama. Ama sua família (e rouba por ela). Ama seu marido (e se entrega a outro por ele). Gwenda errou muito... Mas errou movida pelo amor. É óbvio que não justifica. Mas motiva.

Ken Follet criou uma obra histórica pra entrar pra história (não resisti ao trocadilho). Seus personagens são tão ricos, mesmo aqueles considerados secundários, como Godwyn e Griselda!

Aprendi muito sobre a peste que destruiu a humanidade na Idade Media. Porém aprendi ainda mais ainda sobre a peste que continua desolando a humanidade: a sede de poder.
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FEbbem 14/02/2011

Não Há Mal que não tenha Fim!
Depois de fechar a boca de espanto e perceber a maravilha que havia comprado pela bagatela de R$10,00 veio o sentimento mais pesaroso: - o medo.
O medo diante aquelas 1.000 paginas (941 para quem aprecia a matemática exata), capazes de manter a distancia os leitores dos livros de auto-ajuda.
Mundo Sem Fim é bem aquilo que tanto temem os que não possuem o habito da leitura, é um livro grande, pesado e escrito em fonte tamanho 10.
Se isso já não bastasse, o livro ainda narra uma historia datada do século XIV.
Mais não foi por nenhum desses motivos que ele ficou por um bom tempo encostado com tantos outras na minha estante, mas isso também não vem ao caso.
Todavia, no começo de 2011 decidi que chegou a hora de libertar este gigante outrora adormecido, que passara tanto tempo enclausurado, era a hora de encará-lo de frente e torná-lo companhia dia e noite, em filas de bancos e bancos de praças.
Mundo sem Fim se passa no Priorado de Kingsbridge, 200 anos depois dos acontecimentos do livro de mesmo autor intitulado “Pilares da Terra”, não será nenhuma crime cometer o mesmo erro e ler um antes do outro. A história tem inicio quando quatro crianças se reúnem por obra do acaso e testemunham um crime do qual eles juram guardar segredo pelo resto da sua vida. O fato serve para que de inicio a narrativa sobre suas histórias e não tendo outro valor de vital importância.
Caris, Gwenda, Mertin e seu irmão Ralf, são os protagonistas da trama, suas historias e conquistas são contadas em torno dos 40 anos em que se passa a historia e nesse ponto em que se firma a sabia “mão” de Ken Follet seus personagens são riquíssimos e muito bem criados, com suas manias, trejeitos e ganâncias.
Follet mescla de forma muito sabia a autoridade imposta pela igreja e toda a sua falsa modéstia diante a ignorância, poderia muito bem ser taxado como livro adulto, não só pelo fato do autor tratar de sexo, homossexualismo e pedofilia em tempos já remotos, com todos os seus detalhes picantes, mas também pela violência cruel e excessiva imposta sob o nome do rei assim como sob o nome da igreja.
Os nervos chegam a ficar a flor da pele diante a tanta maldade inserida na trama, chegando ao ponto de você sentir um cansaço diante a duvida se o bem há de vencer no final.
Um prato cheio para quem tem uma queda pela idade media, dotado da beleza medieval com suas catedrais, condados reis e rainhas, a historia é repleta de intrigas, conflitos e chantagens, ingredientes perfeitos para uma novela mexicana, talvez faltando apenas para isso um nome composto do tipo Eduardo Afonso.
Mas o livro é mais que isso é de uma riqueza ínfima no que se refere ao caráter humano e sua fragilidade, denuncia como valores e conceitos podem ser facilmente derrubados em busca do poder e do prazer sexual. E de forma sucinta nos da à esperança diante ao que ilusoriamente nos parece impossível.
Luiza 26/02/2011minha estante
Não há como não querer lê-lo depois dessa resenha tão extraordinariamente bem, feita.


Manini 24/07/2012minha estante
Mas porque você deu 3 ao livro?


Juliana 08/04/2013minha estante
Também não entendi o porquê do 3... pela sua resenha, parece ser um livro maravilhoso!




Dirce 07/02/2013

Para Gostar de Ler
Geralmente, os livros vão ao nosso encontro, mas Mundo Sem Fim escapou pelos meus dedos inúmeras vezes (apesar das suas quase 1000 páginas), até que no final do ano, cedendo a minha compulsão a de comprar livros - acabei adquirindo, dentre outros, um exemplar desse fujão. Fujão e USURPADOR de horas de sono. Deve ter deve ter sido culpa da Caris: provavelmente, ela fez uso de alguma bruxaria, não vejo outra explicação para eu ter ficado tão encantada por esse livro como fiquei.
Na remota Idade Média, mais precisamente no século XIV, conheci Caris uma personagem apaixonante que irá figurar,ao lado do pequeno Oscar( " Extremamente alto, Incrivelmente perto), do vingativo Heathcliff (" O Morro dos Ventos Uivantes") do incompreendido Jean Valjean ( !Os Miseráveis") na galeria das minhas personagens inesquecíveis. Caris e outras 3 crianças: Gwenda, Merthin e Ralph são o ponto de partida de uma história com um desenrolar frenético, na qual predominam jogos de poder, conspirações e paixões. Cenas fortes, que beiram a obscenidade, também se fazem presentes, mas que mais a frente se justificam, pois o que seria um mero detalhe, na verdade, é o elemento preponderante que vai mudar o destino de Caris e do Condado de Kingsbridge.
Não irei me estender falando sobre a história em si porque quase 1000 páginas requerem um exteeeenso comentário, mas preciso dizer que, tempos atrás, havia uma Coleção de livros chamada Para Gostar de Ler destinados aos não adeptos da leitura. Então... eu acredito que se Mundo Sem Fim fosse lançado no estilo em que eram os livros dessa Coleção, muitos jovens que não possuem o hábito da leitura passariam a apreciá-la e, quem sabe, passariam a apreciar até História, pois estudar a Idade Média, conhecer o Regime Feudal por meio de um delicioso enredo seria muito prazeroso. Confesso que desconheço se Mundo Sem Fim é fiel à História, mas acredito que seria uma forma de despertar o desejo de conhecer esse período conturbado e tenebroso.
Preciso dizer ainda que livros nos quais predominam conspirações, tramas e jogos de poder me desagradam profundamente,porém, Mundo Sem Fim, quer seja pela bruxaria da Caris, quer seja pelo brilhantismo do Ken Follett, que conseguiu iluminar a malfadada Idade das Trevas com seus personagens e com um ótimo enredo que culminou em um final esperançoso e apaziguador, muito me me agradou. Agradaram-me personagens encantadores como a amorosa e lutadora Gwenda, a amorosa mas pragmática Caris, o competente e "pobre" Merthin e alguns coadjuvantes. Mas como toda boa história é feita de "mocinhos" e vilões, não podiam ficar de fora personagens execráveis como o covarde e ambicioso Godwyn, o aparente medíocre e inofensivo Philemon e o detestável Ralph - será que me esqueci de algum? Dá para não se deixar enfeitiçar? 5 estrlas.
Sandra :-) 07/02/2013minha estante
Viu só como esse grandalhão vale a pena? rsrs
Adorei o USURPADOR de horas de sono... é exatamente o que ele é :D
Beijo!


Marta 27/02/2013minha estante
Livro usurpador de horas de sono é tudo de bom.


Helder 17/04/2013minha estante
Ken Follett é autor de livros Usurpadores de horas de sono. Se ainda nao leu, procure os Pilares da Terra, que conta a estória antes de MUndo Sem Fim. E qdo se cansar da Idade Media, venha para o seculo XX, com as 900 paginas de Queda de Gigantes, ou comece com livros menores e magnificos, como Buraco da Agulha, Chave de Rebecca e Triangulo.


newton 30/09/2014minha estante
Mas Dirce, O MUNDO SEM FIM é a sequência de OS PILARES DA TERRA. Você já leu o primeiro?


Dirce 10/10/2014minha estante
Oi newton,
Eu li sim " Mundo sem fim" sem ter lido os Pilares da Terra, mas, pelo que sei, isso não compromete muito a leitura dos Pilares. Eu tenho Os Pilares...mas como é volume único, não me animei muito a lê-lo, até o momento, porque é bem incômodo segurar o tijolão.




Silver Se7e 15/08/2010

RECOMENDO
O livro foi perfeito, assim como seu predecessor, Os Pilares da Terra.

Ele começa com quatro crianças presenciando um assassinato e segue por mais de meio século no cenário do priorado de Kingsbridge, tristezas e felicidades são muitas.

A história desses quatro personagens têm um magnetismo muito forte, é difícil largar o livro, é difícil conter as muitas emoções que ele proporciona. Os vilões são magníficos, ainda mais porque os três grandes vilões da trama são parentes muito próximos dos protagonistas, isso torna sua maldade muito maior. Outro detalhe importante que deve ser lembrado é a raça, a fibra e a inteligência das mulheres dessa história, muito admirável mesmo. Os homens não ficam atrás, têm ambições boas e ruins, e ambas são grandes ambições e suas lutas para alcançá-las são magníficas.

Fiquei muito ligado com os mocinhos, mas também, um pouco, com os vilões, já que acompanhei a vida de todos desde o começo.

O melhor das tragédias, alegrias, amor e intrigas resumem o que será encontrado nessas páginas.

O final é espetacular, não poderia ser melhor. O ruim do livro é que só durou 950 páginas. Vou sentir muitas saudades de cada personagem.
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Lucianoasantos 11/07/2009

Narrativa envolvente (mas pega pesado na "anatomia")
Mundo sem Fim abrange um período de 34 anos: de 1º de novembro de 1327 à novembro de 1361, nas vidas de Caris Whooler, Merthin Fitzgerald, Ralph Fitzgerald e Gwenda Wighleigh – descendentes dos personagens do livro de maior sucesso do escritor, Os Pilares da Terra – que se conhecem durante a Feira do Velocino de 1327, e a partir de então têm suas vidas entrelaçadas depois de presenciarem uma perseguição a um cavaleiro. Os acontecimentos daquele ano, mais precisamente os ocorridos durante na Feira do Velocino, traça o futuro dos quatro, de forma trágica, tanto para a menina rica Caris Whooler, quanto para os filhos de um Lord em desgraça, Merthin e Ralph Fitzgerald. O livro relata a vida em um dos maiores vilarejos da Inglaterra naquele tempo, Kingsbridge, em como a sociedade tinha de ser subserviente ao clero, aos nobres, assim como as mulheres aos homens. Não há justiça aparente, e quem se atreve a buscá-la sofre as consequências das sanções impostas por lordes rancorosos e padres sem escrúpulos.



Não se pode negar que seja cativante, pois é. Acompanhar a vida dos quatro personagens principais e as transformações pelas quais passam ao longo da narrativa é fascinante, uma luta é desbravada a cada momento, e existem inimigos muitas vezes maiores que os próprios personagens, nas figuras mais improváveis, como o próprio orgulho, o medo, um pai, um tio ou as injustas leis. A vida não é fácil na Inglaterra do século XIV.



Por falar na narrativa, uma coisa que me incomodou um pouco foi o realismo, não sei se esse é o estilo de Follett, mas creio que nada se acrescenta num livro ao se descrever cenas de nudez ou sexo claramente e com um vocabulário um tanto quanto franco. Não era o que eu esperava encontrar num romance histórico, mas o fato me fez lembrar de um livro de Raymond Chandler – não me lembro o título no momento – onde Philip Marlowe cuidava de um escritor de romances históricos classificado por ele como baratos, daqueles com milhares de páginas, cenas de sexo explícito e vendidos a um preço baixo. Sinto muito Follett, seu livro se encaixa na descrição, apesar de eu ter gostado da obra como um todo.

Anna 28/01/2011minha estante
Concordo plenamente. O livro tem seus bons momentos, mas as cenas de sexo são um tanto chulas, com descrições escatológicas que empobreceram a obra!


Lucianoasantos 29/01/2011minha estante
Anna,

É bem por aí. Sem as cenas de sexo - que me fazem pensar que Follet tem algum problema quanto a isso - o livro seria 5 estrelas.


Leprechaun 03/06/2011minha estante
Vejo que muita gente concorda com isso. De certa forma incomodou muita gente, me incluo neste grupo. Ele pode ter algum problema com isso, mas talvez seja pelo simples fato de atingir o leitor, por mais que talvez tenha sido desagradável. Pelo menos espero que seja por ai, mas que ele diminua isso nos livros futuros.


Lucianoasantos 03/06/2011minha estante
Leprechaun,

Concordo com você. Pode ser uma tática para atingir o leitor - com uma bofetada, rs - e funciona, pois incomoda grande parte de seus leitores. O que é uma pena: a trama em si é ótima, e passaria ainda melhor sem esses percalços.


Leonardo 11/12/2012minha estante
Quando li as resenhas aqui no skoob antes de ler o livro, pensei que o livro descrevia cenas eróticas muito fortes, porém acho isso um comentário exagerado. Não acho que isso seja relevante numa obra tão bem escrita, achei as descrições das cenas de sexo super normais, reais apenas.




Nanda 13/07/2014

E o "Mundo sem Fim" acaba
Confesso que eu pensava que não conseguiria terminar de ler este livro de 941 páginas em pouco tempo, muito pelo contrário, que eu iria passar a eternidade com ele, nunca chegando a enfrentá-lo de fato. Porém, o oposto ocorreu. Aproveitei as férias e encarei esta incrível narração que é Mundo sem Fim.

Encantei-me com a história. Desde o princípio até a última página. Pensei que fosse ficar entediada com os detalhes que eu já sabia que havia escritos por Ken Follett. Mas percebi que são justamente esses detalhes que fazem o livro se tornar real em minha mente.

O autor não focou em apenas um ou dois personagens, mas sim em um condado inteiro. Cada fato retratado foi de muita importância, chegando a um ponto onde muitos deles se interligavam a outro posterior.

Merthin, Caris, Ralph, Gwenda e tantos outros, desde a infância, crescendo na medida em que meus olhos vão percorrendo as páginas, vendo tudo e todos mudarem.

Merthin, um cara inteligente, que desde criança já tinha a habilidade para a carpintaria, conseguindo seu espaço, ao longo do tempo, no meio social; apaixonado por uma só mulher, Caris. Ela, que o conquistou por sua determinação, esperteza, que não se deixava levar tão facilmente. O que esses dois não passaram juntos?? Enfrentaram o céu e a terra para conseguirem ter uma vida normal um ao lado do outro.

Gwenda... pobre Gwenda. O que falar da mulher que tanto batalhou por algo melhor, que tentou e nunca desistiu?? Mesmo em uma vida cheia de complicações e problemas que nunca pareciam ter fim, ela procurava um caminho, fazia de tudo para proteger aqueles a quem amava e a si mesma.

Ralph. Mesmo quando menino, já possuía os traços de um sanguinário. Um rapaz ambicioso, valente, que passava dos limites para satisfazer seus desejos. Apesar de em diversos momentos emergir uma sensação de raiva pelos atos por ele cometidos, acho que tive pena dele por ser quem era. Poderia ter sido alguém diferente, com um bom coração.

Godwyn. Diferentemente de Ralph, o outro vilão de Mundo sem Fim, embora fosse um devoto da Igreja, utilizava-se de estratégias bem elaboradas para conquistar o que queria.

Philemon, Thomas, Annet, Elfric, Phillippa, Petranilla, Wulfric, e tantos outros, fizeram com que essa história se tornasse mais fantástica ainda. Gostaria de poder falar um pouco sobre cada um, mas acho que isso seria impossível sem dar alguns bons spoilers (rsrs).

Com certeza foi um dos melhores livros que eu já li, é daquele tipo de livro que quando terminamos, ficamos com aquela sensação de vazio, como se uma parte de você fosse embora. Espero poder desfrutar de outros romances de Ken Follett, e me aventurar quem sabe em um novo mundo sem fim.
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André 12/11/2012

Romance medieval com tons de drama e aventura
Observação inicial: Eu li o livro em inglês e por isso escrevi na resenha que ele tem mais de 1000 páginas. Só pra esclarecer em caso de dúvidas.

Ás vezes pareço meio abstrato por medo de dar spoilers, ok? Espero que não atrapalhe a leitura!

Não comentarei sobre a sinopse pois acredito que a maioria dos leitores já deve saber do que se trata o livro, então seguem as opiniões (a palavra inicial em CAPS LOCK classifica o tipo de comentário):

01) NEUTRO: Com mais de 1000 páginas, o livro é muito grande! Ler esse livro vai ser uma aventura fantástica, porém vai exigir TEMPO. Se você não tem tempo, NÃO LEIA ESSE LIVRO. Você vai parar na metade e quando decidir voltar a ler não vai lembrar de nada e vai ter que começar a ler tudo de novo (aconteceu comigo). O livro fica sem graça se você não ler com frequência. Ele se trata de um ROMANCE e portanto você vai acompanhar a vida dos personagens desde a infância até a vida adulta, como é de praxe nos romances do Ken Follett.

02) PRINCIPALMENTE POSITIVO: Gostei muito das personalidades dos personagens, principalmente no sentido de que se percebe o motivo de eles agirem como agem sendo a explicação baseada na personalidade de cada um. O que não gostei é que o autor dá a impressão de que "as pessoas não mudam". Ele parece que fixou uma personalidade e seguiu ela a risca. Isso pra mim ficou ruim pois tornou algumas cenas previsíveis e no geral torna a leitura um pouco inverossímil, pois, a meu ver, a personalidade de uma pessoa muda muito ao longo da vida. Algumas coisas podem não mudar, mas a visão de mundo geralmente muda!

03) POSITIVO: Ambientação maravilhosa. Adorei a descrição dos cenários, faz parecer que estamos realmente na época medieval. Como sempre, Follett segue à risca os ensinamentos de história!

04) NEGATIVO: Aqui fica meu comentário mais negativo de todos. O drama é, na minha modesta opinião, simplesmente EXCESSIVO. As coisas parece que dão errado o tempo todo, ninguém nunca consegue ficar feliz nem realizar os desejos em plenitude. Pra mim esse livro pode ser considerado como um ROMANCE DRAMÁTICO pois as decepções são muito mais aparentes do que as felicidades. Aí você vem pra mim e diz: "Cara, isso é a vida real!" Na boa. Não, sério, na boa: Se pra você a vida real é se decepcionar o tempo todo e se dar mal direto, sinto muito mas você precisa rever os seus conceitos.

05) POSITIVO: Retrata a religião exatamente como eu imagino que ela era na época. Muito opressora, impondo uma série de penalidades ao povo, corrupta e simplesmente repugnante. É claro que NEM TODOS os personagens da igreja são assim! Esse lado da igreja é retratado em somente alguns personagens, mas como você vai perceber eles são os mais importantes da igreja. É o típico caso de "basta que os bons não façam nada para que o maus dominem".

06) NEUTRO-NEGATIVO: O livro trata da vida de várias pessoas diferentes e, embora todos estejam entrelaçados de alguma maneira, eu achei que algumas vezes as histórias não se cruzavam tanto quanto deveriam.

07) POSITIVO: Gostei MUITO de ver as profissões da época medieval. É fantástico como cada um era conhecido por aquilo que fazia. O cervejeiro, a mulher que fabricava tecido, os servos que plantavam, as freiras que cuidavam do hospital (embora a palavra final fosse sempre dos padres), os construtores, artesãos e muitos outros!

08) POSITIVO: As intrigas! Gostei muito de ver a maneira como as coisas eram feitas na época. Como se faz pra desafiar o poder da igreja? Como desafiar o seu lorde, sendo você um mero servo? Depois disso tudo é claro, o que pode acontecer com você como punição pela sua ousadia? Ou então, como será desfrutar essa batalha vencida? O modo como o autor resolve os problemas é MUITO interessante! Tudo pode aconecer: na base da conversa, chantagem, ameaças, subornos, opressão por poder e muito mais.

COMENTÁRIO FINAL: Eu ia dar 5 estrelas para esse livro, aliás eu já tinha dado, mas depois de escrever a resenha decidi mudar para 4 pois percebi como várias coisas realmente me incomodaram nesse livro. Na realidade, em muitos aspectos o livro merece 5 estrelas, mas eu sou bastante rigoroso com o Ken Follett, pois sei como ele é bom e capaz. Eu sinceramente acho que ele podia ter feito um livro ainda melhor se ele realmente quisesse!!! INFELIZMENTE eu não consegui me identificar 100% com nenhum personagem. O Merthin é muito bundão, nunca faz nada de errado. A Gwenda, embora muito esperta em conseguir algumas coisas usando somente as palavras, é uma boba apaixonada que sinceramente merecia coisa MUITO melhor do que conseguiu!!! Ela é uma personagem muito boa porém muito injustiçada. A Caris era pra ser a minha favorita! Ela foi quem mais se aproximou de ser quem eu sou E NO ENTANTO ela passa a maior parte da vida dela fazendo algo que EU NUNCA faria. Sinceramente tinha horas que eu queria entrar no livro e bater nela por ser tão....teimosa?obstinada? Nem sei! Por fazer as escolhas erradas! Eu gostei muito da Caris!!!

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Quem já leu o livro e quiser conversar sobre ele será muito bem-vindo! Adoraria de verdade discutir esse livro e desabafar algumas coisas que não posso dizer na resenha sem dar spoiler!

OBRIGADO, espero que gostem, e me desculpem pela tamanho enorme da resenha, mas é muito difícil fazer resenha objetiva de um ROMANCE de 1111 páginas!
Leonardo 12/12/2012minha estante
Acho Mundo Sem fim tão bom quanto Pilares da Terra, Ken Follet se tornou um dos meus escritores favoritos. Ao ler o livro fui assistindo alguns documentários e fiquei muito impressionado como o autor foi correto historicamente no contexto. Achei o final fantástico, uma linda declaração de amor, de um amor que sobreviveu a tantas dificuldades. Ainda torci muito, desesperadamente pela morte de Godwin e Ralph. A única coisa estranha foi: porque Merthin tinha como sobrenome Bridge e Ralph Fritsgerald? se souber gostaria de entender, talvez eu tenha me passado em algum ponto da leitura, grande abraço


André 12/12/2012minha estante
Olá Leonardo,

Eu me lembro apenas vagamente de citarem Bridge como sobrenome de Merthin, mas pelo que me lembro ele ficou conhecido assim por ter construído a ponte de Kingsbridge, sendo que na realidade o sobrenome dele era o mesmo de seu irmão Ralph, ou seja Fitzgerald.

Eu também torci pela morte de Godwin e Ralph, especialmente quando começou a peste negra pela primeira vez. Na realidade eu odiava muito o Godwin. O Ralph eu odiava em algumas cenas, pela sua crueldade e sede de vingança, mas em outras cenas não achava ele tão ruim. O Godwin era meu inimigo número 1.


Leonardo 13/12/2012minha estante
O Godwin conseguiu ser mais detestável do que Valeran Bigod de Pilares da Terra, achei alguns personagens de um livro e outro parecidos em alguns pontos. Merthin e Jack, Ralph e William, mas a forma como o autor conduz a narrativa em ambas as obras é única. Me mantive sempre alerta e querendo saber mais e mais sobre o que aconteceria.

Ken Follet faz com que o leitor não tenha a menor chance de ficar entediado e pense em largar a leitura, consegue nos manter fixados na história da primeira a última página.

Eu faria apenas uma ressalva, a carta escondida, eu esperava que esse fato estive relacionado a uma teia mais complexa dentro da história, mas cobro isso, pois tenho o autor como um gênio da escrita e sempre esperamos muito de grandes escritores.


Ruth Mello 04/01/2013minha estante
Também gostei de sua resenha André, mas você detonou meu queridinho... Merthin é o um personagem fofo! rsrs Eu também tive raiva da Caris... como tive, mas eu amei o livro!!!




Rafael 05/02/2011

Mais do que um livro. Uma experiência única.
Muita gente desiste de "Mundo Sem Fim" antes de começar. De fato, você precisa de coragem pra começar. Mas é só pra começar. Depois que você entra no mundo de Kingsbridge, você passa a torcer pra o livro não acabar, e se surpreende cada vez mais com a profundidade da trama, e dos personagens.
São 941 páginas, e Ken Follett não enche linguiça. Em 941 páginas, não dá pra contar só uma história. São várias histórias, vários personagens, e cada capítulo ou trecho é contado sob o ponto de vista de um dos cinco protagonistas: Merthin ,Godwyn, Caris, Ralph e Gwenda.
Ao longo dos quase 40 anos em que a trama se passa, os destinos desses e de outros personagens vão se cruzando, criando tramas e situações de tirar o fôlego. O livro não deixa você em paz, com uma reviravolta atrás da outra, que muda totalmente a vida dos protagonistas. É impossível não se apaixonar por Caris, não se envolver na sua causa, não torcer totalmente por ela, e sofrer com injustiças que ela sofre. Também é difícil não torcer por Merthin, pela felicidade de Gwenda, para que Ralph sofra pelos seus pecados (o final de Ralph é... incrível), e Godwyn...
Godwyn é um dos personagens mais bem-feitos que eu já acompanhei. Sua manipulação, sua caminhada... louco, ou designado por Deus?
No fim, você sente falta dos tão cativantes personagens.
Mundo Sem Fim é um livro épico. Passar por Kingsbridge, suas idas e vindas, suas reviravoltas é uma experiência e tanto. Única, e inesquecível. Quando o livro acaba, você tem sensação de dever cumprido. E de um livro excelente terminado, onde cada página vale a pena.
Anna.Rebeca 13/01/2016minha estante
Simplesmente amo esse livro !
Tão lindo , tão profundo....
Mas lamento pelo tempo que Ralph demorou para morrer ! Como desejei a morte dele .




Ruth Mello 19/03/2012

Saudade...
Esse é o tipo de livro que quando você termina de ler, sente saudades dos personagens.

Bem... Caris é minha personagem preferida, Merthin e Gwenda vêm em seguida e ao decorrer da leitura temi pela vida de cada um desses personagens e lamentei cada escolha errada que eles tomaram. Enfim... me vi devorando esse livro enorme, em pouquíssimo tempo, pois achei que leria em 1 mês ou mais!!!

A realidade cruel da Era em que se passa o livro, é um tanto chocante as vezes, mas é um livro fascinante. A crueldade existente no clero, a perseguição de mulheres acusadas de bruxaria por simplesmente serem inteligêntes, e a luta pelo poder acima de qualquer coisa, são revoltantes, e só de pensar que na Era medieval com certeza aconteceram coisas bem piores do que nessa história, me dá arrepios!

Mas o livro é excelente! Recomendo!

André 12/11/2012minha estante
Oi Ruth!

A Caris também é minha preferida, embora eu tenha tido vontade de esganar ela por algumas escolhas NÉ.

Boa resenha! Eu também escrevi uma (bem longa na verdade...) Caso leia e quiser conversar sobre o livro estou aqui.




Maria Carolina 26/09/2009

Sem Palavras!
O Livro e Otimoo..escrito de uma forma facil de se entender sem muita descrição..!!

Um Livro q não e cansativo.A Historia e Intrigante cheio de suspense!Os personagens são cativantes...vc fica com vontade de entrar no livro e Matar o Ralf...Querendo ajudar a Gwendar a vingar dele pelas maldades que ele fez com ela!e Querendo q o casamentos de Merthin e da Caris se realize!

Adorei o Livro e recomendo para Leitura!!!!



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24/08/2010

Meu interesse por Mundo Sem Fim começou quando minha irmã comprou o livro por incríveis R$ 9,90. Incríveis mesmo, considerando que o preço normal do livro é só sete vezes mais. Isso foi uma daquelas promoções malucas da internet. Quando chegou, li a sinopse e, louca pela Idade Média que sou, claro que tinha que ler de imediato. Uma coisa me incomodava. O livro era continuação de Os Pilares de Terra. E agora?, pensei eu, mas já com aquele comichão de querer ler logo. Então fui fuçar no site do autor (www.ken-follett.com), vi que se passava duzentos anos depois e decidi: “What the hell”, e no mesmo dia que chegou já comecei a ler.

Mais em: www.natrilhadoslivros.blogspot.com
SuKa 13/09/2010minha estante
eu tbem comprei o livro em promoçao no submarino, nem acreditei pq ele custava em torno de R$ 75,00 e comprei por R$ 9,90!!!! ficou guardado um bom tempo no meu armario e ontem eu comecei a ler...estou bem no comecinho, mas já está mantendo meu interesse....


Silver Se7e 16/10/2010minha estante
também comprei por 9,90. Foi um dinheiro muito bem investido, e também seria se tivesse pago 75,00, pois o livro é excelente. Mas antes eu li Os Pilares da Terra, que também são livros caros mas paguei uns 15,00 reais em cada um, tão bom quanto o mundo sem fim, na verdade acho que gostei mais.




Walber 08/06/2014

Meu livro favorito! *---*
Mundo Sem Fim, do autor Ken Follett é um romance histórico que se passa na Inglaterra do século XIV, cujo cenário principal é o priorado de Kingsbridge.
O livro mistura com maestria religião, amor, pecado, ganância, intrigas, medicina medieval, castelos, guerras e ainda dá noções de arquitetura antiga. Com certeza o autor fez uma pesquisa sem igual antes de escrever o livro.
Mundo Sem Fim não fica chato em momento algum. É incrivelmente empolgante do começo ao fim, mesmo com suas 941 páginas.
O enredo gira em torno de cinco personagens: Caris, Merthin, Gwenda, Ralph e Godwyn. Acompanhamos suas vidas ao longo de cerca de quarenta anos de história, passando por parte da Guerra dos Cem Anos e pela Peste Negra.
Falando em Peste Negra, o autor não sente o menor remorso em matar sem piedade os seus personagens. No melhor estilo George Martin, Ken Follett vai matando os moradores de Kingsbridge um atrás do outro, incluindo personagens importantes para a história do livro.
Tudo porém, de forma bem realista. Não acontece nada no livro que se possa dizer que é impossível. Fatos históricos, doenças, os métodos medicinais, as punições da igreja. Tudo tem compromisso com a verdade.
Voltando ao enredo, Caris e Merthin se conhecem na infância e desde então vivem um amor capaz de resistir a qualquer adversidade. Resistiu a mentiras, ao tempo, à peste, ao convento e principalmente resistiu à determinação de Caris em ignorá-lo.
Ralph, irmão de Merthin, é um guerreiro, corajoso e ambicioso, que passa por cima dos próprios princípios para ter o que deseja. É um típico vilão, embora eu o entenda e não guardo mágoa. É um dos meus personagens favoritos no livro.
Gwenda, a mulher que ama. E ama muito. É inteligente e corajosa, mas igualmente inconsequente. Ela age sem pensar e acaba passando por muita coisa ruim na vida.
E por fim, Godwyn, a criatura mais odiável de todos os tempos. Começa o livro como um monge ambicioso e conservador. Ele é extremamente fiel à Igreja, mas isso não o impede de fazer as piores maldades para chegar a seu objetivo: se tornar prior de Kingsbridge.
Não faltam personagens magníficos e bem construídos em Mundo Sem Fim, como por exemplo, Petranilla, a mãe do Godwyn, Sir Thomas, Wulfric, Mattie e mais um sem número de outros. Personagens que amamos, que odiamos, por quem torcemos ou por quem comemoramos quando enfim é contaminado com a peste.
Há quem diga que o único erro de Follett foi incluir demasiadamente cenas de sexo no livro. De fato, há sim, e com detalhes bem descritivos, mas na verdade não acho que isso prejudique. Pelo contrário, as cenas de sexo deixaram o livro ainda mais realista.
Sexo, estupro, pedofilia e homossexualismo ilustram dezenas de cenas ao longo do livro. Ao lado de mortes, de intrigas e demonstrações de amor.
Mundo Sem Fim é também uma crítica ao fanatismo religioso. Ele fala de fé, e fala de abuso de poder, de pecado, de sexo gay dentro da Igreja, e... Tá, espero que isso não mude suas opiniões sobre a religião.
O fim do livro é espetacular! Sem spoilers, infelizmente haha...
Bem, a resenha ficou grande, eu sei, mas não tinha como falar de um livro tão grande e tão majestoso em poucas palavras. Tenho muito ainda a comentar sobre Mundo Sem Fim, mas o post não pode ficar maior que isso. Tudo que digo é: LEIA!!!

site: http://blogleitorcompulsivo.blogspot.com.br/2014/05/mundo-sem-fim-meu-livro-favorito.html
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Sabrina 21/07/2010

Excelente do ponto de vista histórico, mas peca nos detalhes excessivos
Como diz a resenha do Luciano, a qual concordo integralmente, os detalhes em torno da "anatonia" realmente são excessivos. Acho que esse é o ponto negativo do livro, e várias páginas poderiam ter sido poupadas aí.

Mas o livro tem um ponto positivo valioso: descreve com precisão como era a medicina na Idade Média, mostrando crenças que nos soam absurdas atualmente.

Além do mais, é um verdadeiro documentário sobre a peste negra, a qual no livro, acertadamente, é chamada apenas de a "peste". Essa nomenclatura de peste negra só viria a ser usada alguns séculos depois. Tanto os flagelantes como a volta da peste alguns anos depois são relatos que aparecem corretamente no livro.

Interessante notar que Ken Follet se preocupou com todos os detalhes históricos que compunham aqueles anos. O início da Guerra dos Cem Anos também aparece na história, a qual enriqueceu o romance historicamente. Porém, o motivo dos personagens que estavam acompanhando essas batalhas ficou deslocado. Duas freiras inglesas irem para a França em plena guerra, atrás do bispo, para delatar o roubo de dinheiro do convento por um padre prior? Um pouco forçado.

As descrições das batalhas são boas, mas nada como na trilogia A Busca do Graal, de Bernard Cornwell.

Apesar de alguns exageros, com certeza Mundo sem Fim é um livro que prende do início ao fim, e vale a pena percorrer as quase mil páginas do romance. Ao fim e ao cabo, a obra só pode ser avaliada como muito boa.
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Diego 16/02/2015

NÃO LEIA FOLLET!
Sim! O título realmente é este pois, se você ler qualquer livro de Ken Follet, será elevado a um grau de criticidade para com os próximos livros que fará com que, ao final de cada leitura, aquele gostinho de "foi bom, mas poderia ter um algo a mais" será cada vez mais frequente.
A minuciosidade de Ken Follet com relação aos detalhes históricos torna cada livro seu inesquecível. Até aqui li apenas dois de seus livros: "Os Pilares da Terra" e o próprio "Mundo Sem Fim", - que acaba sendo uma continuação do primeiro - e posso dizer que apesar dos tamanhos - ambos com mais de 900 páginas - a leitura flui com uma leveza impressionante! Sou fascinado por livros épicos, romances históricos e qualquer outra literatura que me transporte para a Era Medieval, e foi exatamente isto que aconteceu quando li seus dois livros! Acompanhei alguns documentários a respeito da Era Medieval e sobre a Peste Negra, e todas as informações batem detalhadamente com os relatos descritos em "Mundo Sem Fim", desde a doença até os costumes e valores morais da época. Os dilemas éticos são frequentes e acabam nos criando várias interrogações do tipo "O que será que eu faria no lugar dele(a)?". No fim das contas percebemos que todos possuímos um pouco de Caris, Merthin, Godwyn, Philemon, Thomas, Gwenda e até mesmo Ralph Fitzgerald! Enfim, é uma leitura maravilhosa e que agrega conhecimento histórico, altamente recomendada à todos!
Fabiana Pessoa 24/03/2015minha estante
Leia também a trilogia O Século, provavelmente você vai " pirar " nesse autor, mais ainda né? :) .




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