O Feiticeiro de Terramar

O Feiticeiro de Terramar Ursula K. Le Guin




Resenhas - O Feiticeiro de Terramar


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Fillipe Gontijo 26/09/2016

Magia, ilhas e sombras
"O Feiticeiro de Terramar" é um livro delicioso. A escrita parece deslizar a história diante de nossos olhos, é tudo muito fluido e as palavras escorregam, como um riacho, elas fluem e nos encharcam com sua delicadeza e sua verdade. Embora seja simples, a narrativa consegue transmitir o equilíbrio da história. Nela, as palavras parecem ser ditas por uma voz macia e sábia, que nos conta pacientemente toda a história, escolhendo as exatas palavras para comporem a primeira aventura do Gavião. Terramar é um mundo vasto, que aos poucos, seguindo os passos de Ged, vai se revelando. As muitas ilhas são descritas cuidadosamente e seus moradores possuem características próprias que enriquecem cada lugarejo que conhecemos. A estadia de Ged em Roke, na escola de magia, é interessantíssima e rezei para que existisse um livro inteiro contando com muitos detalhes tudo o que se passou durante aqueles anos. Lá, junto dele, conhecemos a verdadeira magia de Terramar e ela é incrível. A forma como a magia é abordada é instigante, misteriosa e quase real. Naquele mundo, todos sabem da magia, todos conhecem magos, feiticeiros, bruxas, fazedores de chuva, mas ao mesmo tempo, ela é algo tão delicado, complexo e lindo que ao abraçar o mundo de Terramar, a magia se distância e apenas empresta seu poder aos homens. Nesse sentido, no de lidar com algo muito simbólico, os magos são como cantores de uma música que eles mal conhecem e o que lhes resta é apenas acompanhar a melodia que a magia toca. Uma melodia incerta, flexível, que se revela, mas nunca por completo, que sempre esconde mais mistérios, mais poderes, mais possibilidades. Em relação a trama, o livro não possui grandes reviravoltas, é linear e acompanha o amadurecimento de Ged desde sua infância até o momento em que ele precisa enfrentar um grande mal que ele mesmo trouxe para o mundo. Acredito que o tema da história é, sobretudo, sobre o fato de que ser completo e inteiro significa aceitar cada defeito e qualidade, é se enxergar falho, mas continuar perseverante. Então, ao acompanharmos Ged em sua jornada de auto-descoberta, nos apaixonamos por Terramar, pelo seu povo, pelos seus mitos e pela sua magia. E percebemos que essa poderia ser uma história sobre nós mesmos que, assim como Ged, ao buscarmos o mundo, acabamos nos encontrando e lá estamos inteiros.
FlávioAlves 27/09/2016minha estante
Resenha muito linda, me deixou mais animado e ansioso pra ler esse livro *_*


Fillipe Gontijo 03/10/2016minha estante
Obrigado, Flávio. O livro é demais, pode ler mesmo. =]




Leo 26/09/2016

6 MOTIVOS PARA LER: O Feiticeiro de Terramar
-MOTIVO I: PERSONAGEM FALHO
Ged é real. Ursula tinha tudo nas mãos para idealizar um personagem que passaria por diversos desafios resolvendo problemas que não são seus e recebendo méritos por isso. Mas ela decidiu fazer diferente: O protagonista se mostra ganancioso desde o início da história, ele sempre quer se provar perante os outros e não suporta ser rebaixado. Inclusive é isso o que lhe trás problemas. O único motivo de Ged ter que sair em uma jornada pelo Arquipélago, é manter-se longe das pessoas com as quais ele se importa, livrando-as assim, do perigo que o persegue. Perigo esse que o próprio menino foi responsável por libertar em Terramar.

-MOTIVO II: SIMPLES E DIRETO
São poucas as obras de fantasia capazes de cativar pela simplicidade. Na verdade, para não lhes faltar com sinceridade, a simplicidade de O Feiticeiro de Terramar me incomodou a um primeiro momento. Ursula soube sintetizar toda a proposta do livro, mostrando o crescimento de um personagem e ainda assim sendo bem direta. Eu não estava preparado para digerir uma obra de fantasia que não contasse com todo aquele floreio que é comumente observado na literatura fantástica mas, conforme a história foi passando, eu fui sendo cada vez mais sugado para dentro da diferenciada jornada do herói que o livro propõe. Digo diferenciada e explico no próximo motivo.

-MOTIVO III: JORNADA PESSOAL
A autora se valeu de questões muito mais internas para elaborar as quase 200 páginas que compõe esse livro. Novamente quebrando com a expectativa da maioria dos leitores, a autora criou um personagem solitário que lida muito mais com o seu eu que com o mundo lá fora. É óbvio que para a obra se desenvolver, Ged navega por grande parte do Arquipélago que é Terramar, afinal de contas, é assim que se consolida o seu famoso nome de Gavião. Pontuada por pequenas passagens por determinadas ilhas, a jornada do Gavião é muito mais valiosa nos momentos em que ele entra em confronto com as suas próprias questões.

-MOTIVO IV: QUESTÕES RACIAIS
Para quem não conhece Ursula K. Le Guin, é importante falar que a autora é muito ligada e ativa em questões sociais. Sabe quando dizem que determinada pessoa está a frente de seu tempo? Pois o nome do qual vos falo é o primeiro que me vem à cabeça. Ursula traz nesse livro questões que confrontam a sua época sorrateiramente e ainda assim com ideias fortes o suficientes para quebrar o preconceito de uma geração de jovens leitores. Publicada em 1968, a obra quebra com os ideais do herói branco que tanto para a época quanto para atualidade, temos que admitir, são um padrão. Ged tem a pele marrom-acobreada e Terramar, em quase sua totalidade, é composta por negros.
"Eu me opus à tradição racista, tomei uma posição - mas em silêncio, e isso passou praticamente despercebido. Infelizmente, na época, eu não tinha poder para combater a recusa pura e simples de muitos capistas em colocar pessoas não brancas na capa de um livro. Por isso, apesar de muitos Geds posteriores, de pele alvíssima, a ilustração de Ruth Robbins para a primeira edição - o perfil marcante e delicado de um jovem com pele marrom-acobreada- sempre foi para mim a verdadeira capa do livro" - Ursula K. Le Guin.

-MOTIVO V: NÃO HÁ GUERRAS
E assim como as subversividade usada no motivo anterior, temos um pouco no seguinte: Em momento algum no livro há guerras sendo travadas, combates sanguinolentos acontecendo. Entendo o seu questionamento, leitor, acredite. "Um livro de fantasia repleto de características medievais e sem batalhas? Como isso pode ser uma vantagem?" Isso para mim foi uma espécie de tapa de luva - principalmente quando os motivos para tal são explicados no posfácio escrito pela autora. Ela não queria resumir o livro à metáfora da guerra que, segundo ela, é limitada, limitante e perigosa. Ursula afirma, e eu concordo - apesar de campos de batalha serem cenários que me apetecem-, que resumir a complexidade de um conflito entre o certo e o errado, é um modo pueril, enganador e degradante, pois faz com que violência nesses casos seja sempre a resposta. O que difere o bem e o mal nesses cenários, é quase sempre o ponto de vista, visto que a reação de ambos para o conflito é a mesma: ofensiva de batalha.
Se opondo a isso, para se tornar o Gavião, Ged tem que enfrentar uma jornada de autodescoberta em que o os dois lados da moeda trazem a face do garoto. O certo e o errado são um só, e nenhum ao mesmo tempo.

-MOTIVO VI: AINDA É UMA FANTASIA
Mesmo sendo suporte para muitas questões propostas pela autora, O Feiticeiro de Terramar ainda é uma obra fantástica, com elementos cativantes para os amantes do gênero, como magos e feiticeiros, dragões e outros seres fantásticos. O sistema de magia é simples e satisfatório, e provavelmente vai agradar aqueles que, assim como eu, são devotos de Patrick Rothfuss. Em Terramar, o controle sobre as coisas se dá no momento eu que você domina o nome delas - algumas semelhança com os livros do Rothfuss? Acho que sim. Há uma escola de magia, magos mais instruídos que outros e por toda a Terramar há aqueles que cantam os grandes feitos dos heróis, assim como foram cantadas canções sobre o Gavião. O livro é contado de uma forma que climatiza a obra em um grau de lenda, isso se deve muito à narrativa simples e direta já citada, mas mesmo assim é impossível não dar aquela viajada e tentar enxergar a obra como uma lenda do nosso próprio mundo.
Todos os elementos do livro se rodeiam muito bem de modo a formar uma obra de fantasia cativante e desafiadora em suas questões. Sem dúvida esse seria um livro que eu recomendaria tanto a um novo leitor, que entraria na cena da fantasia com o pé direito e uma pisada muito bem dada, quanto para um com mais carga que, poderia se despir previamente das suas ideias sobre uma obra de fantasia ou, poderia assim como eu levar alguns tapas de luva, o que também não é má ideia.

- E AGORA, UNS EXTRAS:
Trata-se do 1º livro de uma série chamada O Ciclo de Terramar, que conta com mais 4 livros.
O Feiticeiro de Terramar, 1968
The Tombs of Atuan, 1971
The Farthest Shore, 1972 (Vencedor do National Book Award)
Tehanu: The Last Book of Earthsea 1990 (vencedor do prémio Nebula, em 1990, e do prémio Locus, em 1991
The Other Wind, 2001 (vencedor do World Fantasy Award, em 2002)

site: http://www.adoraveisdiasdecao.com.br/2016/09/6motivos-feiticeiro-de-terramar_24.html
Israel 21/10/2016minha estante
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Cheiro de Livro 25/08/2016

A Wizard of Earthsea (O Feiticeiro de Terramar)
Essa é mais uma das historias de como os livros vem parar na minha mão. Eu acho que a experiência de ler um livro começa nesses roteiros tortuosos que nos levam a eles.

A primeira vez que me deparei com o nome de Ursula K. Le Guin foi em um texto sobre C.S. Lewis, não era nada muito chamativo mas era elogioso e me fez guardar o nome. Anos se passaram e assistindo ao bom água-com-açúcar “Jane Austen Book Club” lá estava o nome novamente. A referência anterior ganhou uma estrelinha na minha lista mental, mas não foi ai que comecei a ler sua obra. Em uma visita a Livraria Cultura do centro do Rio tive pela primeira vez um livro da Le Guin nas mãos, só não foi comprado porque era muito caro. Era terceira vez que ela cruzava o meu caminho então fui para o computador buscar na Amazon um e-book dela. Comprei “A Wizard of Earthsea” por puro acaso e a escolha foi perfeita, é o primeiro de uma saga, a saga de um jovem e poderoso mago.

Le Guin lançou o livro na década de 1960, muito antes de Harry Potter, e fala sobre a formação de um jovem mago. Um adendo importante nessa história é que um editor encomendou para Le Guin uma historia para “old kids”, ou seja, é o começo da literatura hoje conhecida como YA (Young Adult). Ged é muito pobre e jovem quando começa a usar os seus poderes. É claro desde o primeiro momento que é muito poderoso e um prodígio. A primeira metade do livro é sobre a formação de Ged como mago. Primeiro como aprendiz de um poderoso e recluso mago e depois em uma escola de magia. Durante todo esse processo vamos conhecendo o mundo criado por Le Guin, um mundo dividido em ilhas, onde as viagens são feitas pelo mar. É um mundo em que ser mago é profissão, eles são contratados em navios e em cidades para segurança da população. É uma concepção bem diferente do que temos nos livros com mágicos de hoje em dia.

Nessa primeira metade temos um típico adolescente nas paginas. Ele é arrogante, confiante em seu poder e sem uma grande noção de consequências. É essa última característica que desencadeia a saga de Sparrowhawk, como Ged é conhecido. No momento que chega a escola de magia ele conhece seu rival, não existe uma explicação do porque da rixa, é uma daquelas coisas que acontece na adolescência, uma antipatia mutua e inexplicável. A disputa entre os dois leva Sparrowhawk a provar seu poder chamando o mundo dos mortos. Qualquer pessoa familiarizada com historias de fantasia sabe que nada de bom vem quando se chama o mundo dos mortos. Junto com o morto chamado vem um ser poderoso, assustador e sem nome. Um elemento importante na magia de Earthsea é a importância do nome das coisas, só se tem poder sobre alguma coisa quando se chama ela pelo seu verdadeiro nome. É o poder da palavra governando um universo. Voltando ao ser do mal que Sparrowhawk liberta, ele não pode ser controlado porque ninguém sabe o seu nome.

É nessa segunda parte da historia que a saga realmente se inicia. Primeiro, nosso herói caído, tem que se recuperar da queda. Terminar o seu curso e ter forças para tentar viver com a culpa por ter trazido ao mundo uma espécie de demônio. Aqui começa também a parte bem mais profunda do livro. Não quero contar spoiler, mas a jornada que Le Guin constrói é bem mais profunda do que apenas a caça a um demônio. É o crescimento de um jovem adulto, o enfrentamento de seus medos, a importância da amizade e o poder que damos aos nossos próprios demônios. É, de certa forma, um romance de formação. Sparrowhawk cresce diante dos nossos olhos.

O ritmo é meio lento e, tenho que admitir, que tive alguma dificuldade de seguir em frente nas páginas. Mas a dificuldade vale a pena ser enfrentada “A Wizard of Earthsea” é um grande livro. Com um final que não esperava e ao mesmo tempo que faz todo o sentido.

Tão importante de ler quanto o livro é o prólogo de Le Guin. Além de contar como escreveu o livro e como os personagens tem vida própria, ela fala sobre as cenas de guerra em historias de fantasia. Sempre ouvi que mulheres não sabem escrever cenas de batalha e é isso que falta nos livros de fantasia escrito por elas. Le Guin deve ter ouvido o mesmo argumento porque discorre com maestria sobre o tema. Fazendo um resumo bem fraco, ela diz que uma guerra é uma solução muito simplista, que o mundo não é dividido entre o bem e o mal e que por isso seus livros tem outra estrutura. Eu gosto de uma boa cena de batalha, mas a argumentação dela é ótima.

Le Guin me conquistou não só pela historia mas também pelas explicações e reflexões que oferece aos seus leitores. Seus livros já estão na pilha para leitura e baixados no Kindle.

site: http://cheirodelivro.com/the-wizard-of-earthsea/
Roberta.Machado 29/08/2016minha estante
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Mateus 19/11/2016

Serei breve , porque no momento estou sem tempo. Quando comprei o feiticeiro de terramar estava ciente de duas coisas: primeiro que o livro estava envolto no manto das grandes "hypes" contemporâneas e segundo, que o público alvo era infanto-juvenil. Como estou acostumado a lidar com essas duas questões, resolvi me aventurar e tentar controlar as minhas expectativas frente a uma nota tão alta no skoob e resenhas tão positivas. O fato do livro ter apenas 175 páginas me decepcionou instantaneamente. Muitos dos meus livros preferidos são curtos, mas esse número em si é alarmante e me parece ser incabívei para uma história bem estruturada/ desenvolvida. No entanto, prossegui afastando esses meus preconceitos e fui adiante. ME DECEPCIONEI. MUITO. As promessas foram muitas. Até hoje me espanto fortemente lendo as resenhas positivas daqui do skoob. Sou acostumado a ler de tudo, inclusive literatura alternativa que , as vezes, a ninguém mais agrada. Mas não se trata disso. Na minha humilde opinião, realmente estive diante de um livro raso, pouco estruturado. Com soluções de narrativa pobres e superficiais. Uma história boba. Talvez o fascínio do mesmo se limite ao fato de ter sido um dos pioneiros no gênero, mas de resto, é um livro óbvio e limitado, pouco interessante , e que mesmo no campo de "jornada de conhecimento" tem pouco a oferecer! Sinceramente, o posfácio escrito pela autora me pareceu mais intrigante do que a obra toda em si. Não recomendo, e me pergunto sinceramente o que andam lendo por aí... meu respeito aos gostos divergentes.
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Rose 19/09/2016

Peguei este livro com boas expectativas em relação a história, sem falar que estava encantada com a capa. O enredo, para quem nãos sabe foi publicado em 1968, sendo considerado um clássico da literatura fantástica, sendo referência para muitos autores do gênero. Ele também é visto como o "pai" de Harry Potter".
Com credenciais assim, peguei o livro bem empolgada, mas confesso que esta empolgação foi por água abaixo. Não consegui me envolver com o enredo, nem ter aquela ânsia de devorar suas páginas. É verdade que em determinado momento até pensei: "agora vai"e me vi presa em algumas páginas. Mas a empolgação foi logo embora e a leitura de apenas 176 páginas foram uma eternidade para mim.
Mas deixa eu falar um pouco do enredo.
Ged é um menino pobre que foi criado por um pai um tanto quanto bruto e sem muita paciência. Em suas curiosidades infantis, ele logo descobriu algumas magias. Foi através de seus poderes que ele conseguiu salvar o vilarejo em que morava.
Com isso sua fama viajou pela vizinhança, e ele acabou recebendo o convite de se tornar aprendiz de Ogion, um famoso mago, conhecido por ter controlado o terremoto que destruiria a cidade de Gont. Aos 13 anos, seu mestre o considerava que ele seria o maior de todos os magos, o mais poderoso.
Mas Ged estava com pressa e com sede de conhecimento, por isso partiu para a Ilha de Roke, para estudar magia na Escola de Roke.
Foi lá, que ele conheceu seu rival, Jaspe. Um outro estudante de magia que já morava no local. Houve uma antipatia mútua entre eles, e a rixa foi aumentando com o passar do tempo. Lá ele também conheceu quem viria a ser um grande amigo seu Vetch.
Em uma discussão entre Jaspe e Ged, que era chamado e conhecido por todos por Gavião, Ged acaba mostrando toda sua imaturidade diante do poder que havia dentro dele, e liberta um grande mal. Um monstro forte e assustador que nem mesmo os magos sabem como derrotá-lo.
Depois de passar dias em uma espécie de choque e de ter que reaprender várias coisas, Ged é obrigado a conviver com os frutos de sua ação impensada. Ged também aproveita este tempo para repensar sobre si mesmo. Com ajuda de seu antigo mentor ele entende que para vencer o mal que ele mesmo soltou, era preciso enfrentar seu caçador.
Agora ele e Vetch partem em uma viagem que pode não ter volta para nenhum dos dois, ou que pode não ter um fim nunca.
Como eu disse no início, não foi uma leitura que eu tenha gostado, mas sendo apenas o primeiro volume, e tendo visto algumas coisas que me chamaram atenção, ainda quero ler sua continuação, pelo menos o próximo volume, antes de decidir se sigo, ou se largo de vez.
E vocês? Alguém já leu esta série? Conhece o enredo?

site: http://fabricadosconvites.blogspot.com.br
DDF 28/10/2016minha estante
Concordo plenamente contigo, a leitura é cativante em pouquíssimos momentos no livro, e a autora se estende demais no que não deveria.




Marina Garcia ( 03/02/2017

O Feiticeiro de Terramar (Ciclo Terramar #01) por Ursula K. Le Guin
Publicado originalmente em 1968, O Feiticeiro de Terramar é o primeiro volume da trilogia Ciclo de Terramar escrito pela autora, já conhecida por muitos, Ursula K. Le Guin. No presente livro acompanhamos a história de Ged, antes dele ter se tornado o lendário e poderoso mago Gavião, ou seja, o conhecemos desde sua infância quando o seu dom para a magia despertou, passando pela adolescência, aquele período em que somos impacientes, impulsivos e propensos a cometer uma maior quantidade de erros sem pensar nas consequências. Ged, cego pela vaidade e pelo orgulhoso, acaba libertando um poderoso mal e com isso terá que aprender a lidar com esse fardo que o atormenta e a responsabilidade que assume em sua jornada para consertar o erro que ele mesmo cometeu.

"Nunca lhe ocorreu que o perigo ronda o poder como a sombra persegue a luz? A feitiçaria não é um jogo que jogamos por diversão ou para receber elogios. Pense nisto: toda a palavra, todo ato de nossa arte, é falada e é feita para o bem ou para o mal. Antes de você falar ou fazer, tem que saber o preço a pagar!"

Foi com muita surpresa que comecei a leitura do livro, deixa eu explicar, nos dias de hoje quando alguém chega para você e fala que leu um livro de fantasia como você imagina o enredo desse tal livro? Falando sério, na minha mente logo vem a imagem de batalhas épicas, guerreiros empunhando espadas, luz contra trevas e por aí vai. Não é assim mesmo?

Bom, quando eu vi que não era bem isso minha bola baixou, fiquei meio amuada, pensando que essa provavelmente não seria uma das melhores resenhas que eu faria, não haviam muitas passagens longas de sistemas e sistemas de magia, parecia claro e direto demais, o protagonista mago não me parecia assim tão poderoso, ele por vezes era irritante. Mas, em algum momento da metade do enredo para o final meu cérebro deu um clique e nesse instante tomei um belo tapa na cara. Peço pelo perdão da palavra que vou usar, mas: porra, eu estava no meio de uma fantasia clássica. Aquele gostinho de T.H. White e C.S. Lewis.

"Somente no silêncio a palavra, somente nas trevas a luz, somente na morte a vida: o voo do falcão brilha no céu vazio."

Havia uma jornada, uma grande e sútil jornada, disfarçada naquelas palavras simples destinada aos old-kids de 1968, o pessoal que hoje denominamos de Young Adult. Antes que você pense, não, o final não culminou em uma batalha épica que me fez agarrar o livro como se minha vida dependesse daquilo, mas se trata de autoconhecimento do que carregamos dentro de nós, nem tudo é preto e branco, nem todos são inteiramente santos ou demônios. Pera lá que eu não vou revelar nada, mas saiba que da água de Ursula k. Le Guin beberam muitos autores de fantasia atuais que conhecemos dentre eles foram citados na contracapa do livro Patrick Rothfuss, Joe Abercrombie e Neil Gaiman, senti que Christopher Paolini também (se bem que ele bebeu de muitas fontes).

Sim, precisei retirar aquele fino véu dos meus olhos, fruto de obras da fantasia contemporânea, e passei a tentar observar essa obra de acordo com sua época, devo acrescentar que foi profundamente esclarecedora a nota final da autora (leitura obrigatória!) e uma parte importante para a formação da minha opinião.

O Feiticeiro de Terramar é um livro agradável e de rápida leitura, um dia basta para você mergulhar na jornada de Ged, pois é disso que a literatura fantástica é feita também, nem tudo é apenas grandes batalhas e tramas políticas profundamente elaboradas, ela é acima de tudo uma jornada sobre heróis, vilões, vigarista e de personagens humanos que convivem com o bem e o mal dentro de si.

site: http://umreinomuitodistante.blogspot.com.br/2017/01/o-feiticeiro-de-terramar-por-ursula-k.html
Jhony 06/05/2017minha estante
Ótima resenha, tive todas essas impressões que você teve, às vezes temos que nos colocar na mesma posição que as pessoas que leram este livro e tantos outros clássicos, estamos habituados a um estilo de fantasia contemporânea que é muito mais dinâmica e cheia de reviravoltas.




Ileana Dafne 25/10/2016

Uma ficção fantástica bem desenvolvida, coesa e naturalmente fascinante!
Ursula K. Le Guin é um dos nomes mais proeminentes da ficção científica e fantástica, ela completou 87 anos em 21 de outubro desse ano (2016). E por utilizado vários elementos e padrões inovadores para o gênero têm servido como inspiração para os grandes nomes da fantasia atual, como Patrick Rothfuss e Neil Gaiman, por exemplo.
Bastante aclamada por seus livros de ficção científica e fantasia, Le Guin conseguiu algo que muitos consideravam bastante improvável, vender seus livros utilizando seu nome e sexo verdadeiros. E isso foi mais uma das coisas que a tornam tão grandiosa.
O Ciclo de Terramar deve ser sua obra de fantasia mais aclamada pelos leitores, composto por 5 livros. O primeiro foi lançado esse ano pela Arqueiro, O Feiticeiro de Terramar (A Wizard of Earthsea – 1968). Normalmente a Arqueiro tem o costume de colocar na última capa os próximos títulos de uma série, mas nesse caso fez isso e não sei os nomes dos próximos livros.
O Feiticeiro de Terramar é a introdução ao mundo de Terramar, mostra a história do Gavião (seu nome comum)/Ged (seu nome verdadeiro), um jovem órfão que cedo descobre sua destreza em magia e quando consegue salvar seu povoado de um ataque bárbaro, é procurado por um mago para o enviar a uma escola de magia onde possa aprender mais e desenvolver seus poderes.
Com uma história leve, mas ao mesmo tempo bastante reflexiva, Le Guin nos mostra que ambição sem limites e uma vontade de ser melhor e maior que os outros, pode ser bastante perigoso. Além de que se deixar-se levar pelo ódio e pela inveja não levará a pessoa a um caminho de luz.
Gavião é um rapaz bastante inteligente e tem uma facilidade surpreendente em aprender sobre magia e tudo que envolve o aprendizado mágico. Também é um rapaz bastante hábil e competente em tudo o que se propõe a fazer. Contudo, como um jovem orgulhoso que quer provar que pode se tornar o mago mais importante que já existiu, se deixou levar por sentimentos não muito iluminados e acabou despertando o mal ao tentar executar uma magia proibida. Esse feitiço libera uma sombra que deseja sua morte para poder usá-lo para seus fins maléficos.
A partir de então Gavião termina seu treinamento bem diferente de como o começou, passa a ser um jovem marcado pelos seus atos e sem confiança alguma em si mesmo. Sabendo que no momento em que ultrapassar as fronteiras que protegem a escola da magia irá voltar a confrontar a sombra que libertou e terá que lutar por sua vida.
Quando lhe é pedido que viajasse até certa parte de Terramar, ele começa sua incrível jornada de saber quem é de verdade, de conhecer-se e seu crescimento é incrível. Gostei bastante de como a Le Guin conseguiu desenvolver a personalidade do Gavião, como a cada folha passada pude conhecer uma nova faceta dele e em como ele cresceu com cada experiência!
Num primeiro momento seu objetivo é fugir do mal, tentar se manter longe e escondido, mas terá um momento em que ele não poderá escolher e deverá enfrenta-lo. E foi muito bom acompanhar cada fase do Gavião nesse primeiro grande obstáculo em sua jornada para se tornar o mago que ele está predestinado!
O livro possui um mapa que a Le Guin disse no posfácio ter sido a primeira parte da criação de Terramar. Depois de fazer o esboço do mapa e ter nomeado cada recanto, passou a conhecer cada um deles juntamente com Gavião. Amei esse posfácio, parece que ela está sentada na nossa frente explicando como criou e desenvolveu essa série.
A escrita da Le Guin como sempre muito fluida e envolvente segue o desenrolar do autoconhecimento do Gavião, nos levando junto. Vamos conhecendo mais sobre as lendas e histórias de Terramar a cada página e estou super ansiosa pelos próximos livros.
Assim, recomendo bastante esse livro a todos que gostem de uma ficção fantástica bem desenvolvida, coesa e naturalmente fascinante.

site: http://www.livroseflores.com/2016/10/resenha-o-feiticeiro-de-terramar-ursula.html
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L Soares 19/11/2016

"Para ouvir, deve-se estar calado..."
A capa é linda, e com comentário de Neil Gaiman nela fica difícil não querer ler esse livro.
A autora em um posfácil fala sobre como nasceu essa história. E ela diz que em 1967 quando a escreveu, magos eram sempre idosos como Gandalf e Merlim. E ao aceitar o desafio de escrever fantasia para um publico jovem este livro nasceu para contar a história do caminho que um mago poderoso percorre para se tornar um.
Esse livro me lembrou muito a série de livros de Como treinar o seu Dragão, que acho divertidíssimo, e As Crônicas do Matador de Rei, que amo.
Logo no início o livro te diz, essa é a história de Gavião, que se tornou famoso por tais e tais façanhas, mas essa é a história de quando ainda não havia feito nada disso.
O livro narra a infância, crescimento e aprendizado de um jovem, estudando as artes da magia, enfrentando os desafios que o fizeram chegar a ser o grande arquimago.
Você já sabe que ele sobrevive e se torna grande e poderoso, mas vê-lo passar por toda a construção de caráter e sabedoria que o levaram até aquele ponto, acompanhar sua evolução e aprendizado, em especial, quando sua arrogância e imaturidade o levaram a ponto de perder tudo e expor a todos a um mau inominável, vivenciar e trilhar com ele todo o caminho de volta é uma experiência maravilhosa, e é o que faz esse livro incrível.
Outro ponto importante sobre esse livro, a autora alega serem as batalhas do bem contra o mau metáforas muito limitadas, e os confrontos na história não tem papel central, nas palavras dela, para vencer, Ged, o Gavião, precisa aprender sobre si mesmo, sobre o inimigo, e isso implica busca e descoberta, não combate.
A relação do mundo com a magia, torna esse mundo que ela criou muito vivo.
É um livro fantástico, recomendo a todos.
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Ju - LiteRata 08/11/2016

Uma fantasia que prometia demais...
O Feiticeiro de Terramar é um livro que já queria ter lido há algum tempo. Devido ao fato de ser uma obra que inspirou grandes autores contemporâneos da literatura de fantasia, eu esperava que a obra fosse espetacular e tinha altas expectativas. Porém quando começaram a surgir resenhas foi impossível não ficar com um pé atrás, sendo assim resolvi ler esta história sem esperar demais e torcendo para que no fim o saldo fosse positivo. Infelizmente a narrativa não me agradou tanto quanto eu esperava, contudo não foi difícil compreender porque esta foi uma obra tão inspiradora, parece contraditório, mas prometo explicar tudo logo abaixo.

Antes mesmo que a jornada do herói se inicie já somos informados do fato de que o protagonista será um grande mago, o maior de seu tempo, o que faz do início da jornada do personagem bastante compreensível. Duny um jovem que descobre por acaso que pode mexer com magia é treinado superficialmente por uma bruxa da aldeia em alguns poucos feitiços. Durante um ataque seus rasos conhecimentos ajudam a sua aldeia vencer o inimigo. Seu feito atrai Ogion, um mago de uma região distante que pretende treiná-lo nas artes da feitiçaria. Então em seu 13º aniversário o garoto mais conhecido como Gavião recebe seu verdadeiro nome. Sendo chamado de Ged o protagonista arte em uma jornada que o levará ao autoconhecimento, mas que antes disso está repleta de vaidade, inveja e imprudência.

"Esse foi o primeiro passo de Dunny no caminho que ele deveria seguir por toda a vida: o caminho da magia, o caminho que o conduziria finalmente a perseguir uma sombra por terra e mar até as praias sombras do reino da morte. Mas, naqueles primeiros passos, o caminho parecia uma estrada ampla e iluminada."

O Feiticeiro de Terramar tinha tudo para ser um livro cativante, o tipo de história que me prende e sendo Ursula K. Le Guin uma autora aclamada neste gênero eu fico me perguntando onde foi que ela se perdeu nessa história. Mas na verdade eu acho que sei, a autora resolveu escrever este livro depois de muita insistência de seu editor, acostumada a escrever para adultos uma narrativa mais juvenil acabou sendo um desafio e para mim como leitora também soou um pouco forçada. O primeiro detalhe que me desagradou foi a ambientação, acredito que em um livro do gênero o autor precisa conseguir envolver o leitor e inseri-lo no universo criado, a meu ver Ursula não conseguiu isso, achei a ambientação rasa demais e muitas vezes não conseguia visualizar o cenário que ela me apresentava. A ajuda do mapa que veio tanto como brinde como na própria edição não é muita, porque o caminho de Ged é tão confuso que ficou difícil acompanhar.

Além disso, o mesmo acontece com os personagens. Ged sendo um jovem invejoso, vaidoso e imprudente seria algo interessante se não fosse cansativo. O personagem comete erro atrás de erro e não consegue cativar o leitor. Contudo, essas suas características negativas são a base da história, é o começo meio e fim de uma jornada de autoconhecimento em que o protagonista precisa antes de tudo evoluir e se compreender antes de enfrentar seu maior inimigo. E é nesse ponto que compreendi a importância da obra. Apesar de simples e pouco cativante este livro tem um potencial incrível em sua singeleza, ele não procura ser um livro ágil e cheio de ação, não é uma história com um herói incrível e pronto é uma jornada que nos leva a conhecer o pior e o melhor do ser humano, é uma narrativa singela, mesmo que não tenha me agradado de um todo.

Quanto aos diversos autores que dizem ter se inspirado nessa obra, posso dizer que identifiquei o porquê, vi Rowling e Rothfuss nesta páginas, pude perceber a origem dos autores que ganham destaque na minha estante e sou grata por Ursula ter se aventurado a escrever este livro e for inspiração para obras que hoje são minhas favoritas. Então, mesmo tendo achado a história rasa e o desenvolvimento fraco ainda assim achei que o livro vale a pena pelo seu histórico.

Enfim, O Feiticeiro de Terramar não é uma obra como qualquer outra do gênero, ela não busca grandes feitos, mas sim o desenvolvimento gradual de seu personagem e se destaque neste ponto, apesar de ter sido uma história que não me cativou totalmente. Quanto a edição a editora fez como sempre um excelente trabalho e o melhor de tudo é a capa que está aos pés dos grandes livros de fantasia. Não encontrei erros na edição o que é muito bom. No mais, indico O Feiticeiro de Terramar para leitores de fantasia ou pra quem quer se aventurar no gênero, só não espere por muito ação, este livro não é exatamente cheio de adrenalina.
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Alyssa @culpadoslivros 23/03/2017

O Feiticeiro de Terramar, publicado originalmente em 1968, é o início da série Ciclo Terramar, composto por 5 livros de histórias + 1 de contos. Conforme nos conta a própria autora Ursula K. Le Guin no posfácio, naquela época os livros de fantasia para adolescentes praticamente não existiam e quem gostava deste gênero, conhecia as obras de Tolkien, onde os bruxos e magos eram velhos com enormes barbas. Então, a publicação do Feiticeiro de Terramar foi uma inovação, pois trouxe como protagonista um menino de 12 anos: o jovem e imaturo Ged, que tinha tudo para evoluir e se transformar no mais poderoso feiticeiro de todos os tempos. Mas antes, era preciso aprender, estudar, dominar sua arrogância, seu orgulho, enfim, amadurecer como pessoa para então poder desenvolver e controlar seus poderes.

Achei a narrativa excelente, um pouco descritiva em excesso para um livro tão curto. Mas empolgante o suficiente para despertar a curiosidade pelos outros livros. Incomodou um pouco a falta de diálogos, pois além de Ged ser um rapaz solitário, mesmo quando está com outras pessoas, conversa muito pouco.
Por outro lado, a história é muito interessante e super indicada para aqueles que gostam de fantasia, escola de magia, dragões, feitiços poderosos, vilões sombrios e misteriosos... E tudo isso, muitos anos antes de conhecermos a saga do famoso bruxinho que tanto amamos!

O Feiticeiro de Terramar é um clássico da literatura de fantasia e sua autora, referência para grandes escritores do gênero, como Neil Gaiman e Joe Abercrombie. Agora, vamos torcer para a Editora Arqueiro publicar as continuações desta saga, para acompanharmos a trajetória de Ged, até tornar-se o lendário feiticeiro Gavião!

site: http://www.instagram.com/culpadoslivros/
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Jefferson Alberto Ferreira 11/11/2016

Excelente como fonte histórica para a literatura de fantasia, livro mediano...
O início foi empolgante. Perceber nele a inspiração para várias outras histórias que conheci teve um sabor especial. Dá até para imaginar o jovem Rothfuss se inspirando fortemente para a sua nomeação.

Até 65% do livro, mesmo a dinâmica estava interessante. Mas a partir desse ponto parece que o freio de mão foi puxado. A história fica arrastada e repetitiva. Ged quase consegue me deprimir (alô? Kvothe?).

Enfim, recomendo a leitura pelo valor histórico, pela moral bonitinha, e pelo posfácio maravilhoso e revelador da Úrsula. Até aconselharia a ler o posfácio antes do livro, para ajudar a manter em mente a época, o contexto e a realidade na qual esse livro foi escrito.

Nota: 3,5/5
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Café & Espadas 13/03/2017

A Magia das Palavras de Ursulla Le Guin
Eu imagino aqui com os meus botões: como deve ser difícil essa profissão de escritor.

Quão difícil é para um ser humano narrar uma história para uma pessoa que ele nunca viu na vida. Que ele nunca teve um contato sequer. Adjunto a isso, ainda se preocupar com a tessitura de sua escrita, com o ritmo da narrativa, com a construção de personagens, e por aí vai.

Uma tarefa árdua, de fato, mas imagino também que o resultado final vem como um prêmio e um alívio para o autor. Ele pode contemplar a sua obra como um arquiteto que, deslumbrado, aprecia uma catedral projetada por ele mesmo.

Não sei se Ursulla Le Guin teve essa sensação quando pôs o último ponto final no manuscrito de O Feiticeiro de Terramar, mas para um leitor, principalmente os que se deleitam na fantasia, esse alívio que mencionei acima vem prematuramente, logo no folhear das primeiras páginas.

A sensação de que estamos diante de um livro que foi minunciosamente projetado na sua essência, na sua alma, naquilo que toca a imaginação de quem lê, na simplicidade.

* Continue lendo a resenha no site do Café & Espadas - link abaixo:


site: https://cafeespadas.com/o-feiticeiro-de-terramar/
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Rascunho com Café 03/05/2017

De que são feitos os magos?
Alguma vez você já se perguntou o que faz um mago? Quando lemos um livro de fantasia, estamos acostumados com a figura de mago no estilo de Gandalf ou Dumbledore, com chapéu e barba pontudos, cabelos brancos e muita sabedoria. Entretanto, nenhum mago nasce velho e sábio, em algum momento antes de ter todos esses aspectos, um mago foi um garoto, precisou aprender magia, precisou cometer erros e com eles saber o que é preciso temer e o que é preciso ser combatido.

Quando peguei O Feiticeiro de Terramar para ler, eu fui cegamente, mergulhando em universo fantástico que narra a história de Ged, um jovem que ainda na infância percebe que possui habilidades para a magia. Criado apenas pelo pai, um simples ferreiro, Ged aprende alguns feitiços com a ajuda da bruxa de sua vila e posteriormente usa seu pouco conhecimento para defender o vilarejo de ladrões assassinos. A partir daí, Ged busca o aprendizado mais profundo da escola de magia na ilha de Roke, bem longe de seu simples vilarejo.

O que me chama a atenção sobre o personagem de Ged é definitivamente sua personalidade. A princípio, ele é um rapaz curioso e ambicioso, que anseia avidamente por conhecimento e poder. Embora tenha bondade em seu coração, Ged se deixa levar facilmente por seu ego, criando rivalidades e arriscando drasticamente sua própria vida apenas para mostrar vantagem diante dos outros.

O fato de ele não ser o típico protagonista bonzinho e sim um jovem inexperiente e tolo que crê ser o mais poderoso, mas que apanha de seu destino e aprende e amadurece com os erros foi algo surpreendente sobre a obra. Definitivamente meu ponto favorito.

Quanto à escrita de Le Guin, algumas coisas me incomodaram particularmente, como o fato de ela usar parágrafos muito longos, para descrever alguns aspectos que poderiam ficar melhor arranjados em parágrafos separados, tornando a leitura menos cansativa. Entretanto, esse aspecto não chega a ser um empecilho à leitura, que mantém ritmo em função dos acontecimentos empolgantes.

Como o livro se trata de uma fantasia para jovens, não é uma obra pesada com muitos personagens ou intensamente descritiva como “As Crônicas de Gelo e Fogo”, o que pode ser um bom ponto inicial para leitores que tem interesse em iniciar a leitura do gênero fantástico, mas sem encarar logo de início uma obra pesada como a de George R. R. Martin.

Por outro lado, o Ciclo Terramar ainda tem muito a se expandir. É um universo grande, com muitas terras a serem exploradas por Ged, o que também torna a obra muito emocionante. Nesse primeiro volume, acompanhamos o protagonista pelo mar em uma busca perigosa por algo que ele imprudentemente liberta em seu momento de egoísmo e ego exacerbado.

Somos levados numa viagem de amadurecimento do personagem, mas também pelas terras de Terramar a serem exploradas pelo olhar do leitor. Também temos encontros com dragões e transformações mágicas de magos em animais, entre vários feitiços de tirar o fôlego.

É uma obra simples, porém que não deixa a desejar em nenhum aspecto, possui um universo promissor e que pode ser uma ótima porta de entrada para jovens leitores no mundo da fantasia medieval.

Outro ponto que devo comentar é a capa incrível da edição publicada pela Editora Arqueiro, que traz a ilustração de Ursula SulaMoon Dorada e retrata o encontro de Ged com o Dragão de Pendor, um momento incrível tanto para se ler, quanto para ter na capa de um livro.

site: http://www.rascunhocomcafe.com/2016/11/o-feiticeiro-de-terramar-ciclo-terramar.html#.WQnd5BMrLIU
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Michele B. 14/02/2017

boa leitura
Livros que envolvem magia eu olho com um pouco de desconfiança, isso porque li Harry Potter desde de meus 11 anos e para mim é a história perfeita de magia, que ficou na minha cabeça; qualquer outro livro que use o tema como plano de fundo eu já olho com desconfiança. Apesar desse fato, resolvi ler “O feiticeiro de Terramar”, porque era um clássico e foi escrito muito antes de Harry Potter.

Bom, minha primeira impressão que tive ao ler o livro, foi que a leitura nada me lembrou Harry Potter ou qualquer outro livro que retrata esses universos, como senhor dos anéis e o Hobbit. Comparações a parte, o livro nos traz a história de Ged, também conhecido como Gavião que mora sozinho com seu pai, após o falecimento de sua mãe, e possui o dom para feitiçaria, quem percebe primeiro esse dom é a sua tia, que logo lhe ensina alguns feitiços. Certo dia, esse vilarejo em que eles moram é invadido e Ged usando o poder da névoa consegue salvar a população; a partir daí um feiticeiro muito famoso da região vai atrás dele e se torna seu tutor.

Ged, passa a frequentar uma escola de feitiçaria, em outra ilha que faz parte do arquipélago onde a história se passa, lá ele encontra amigos, mas também colegas que despertam sua ira; durante uma provocação onde Ged é desafiado a mostrar seu poder, porém ele acaba liberando uma sombra muito poderosa, que persegue o protagonista e fica à espreita para destruí-lo, e Ged então vai em busca do inevitável: uma forma de destruir a sombra, uma vez que ele não pode viver por enquanto ela estiver em seu encalço.

Leia o restante no blog:

site: http://www.lostgirlygirl.com/2017/02/resenha-1160-o-feiticeiro-de-terramar.html
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cotonho72 10/03/2017

Ótimo!
Nesse livro iremos acompanhar a jornada de Ged até se tornar o maior feiticeiro que Terramar já teve, Terramar é um enorme conjunto de ilhas, quando criança, Ged, se chamava Dunny, e cresceu na ilha de Gont, infelizmente logo cedo se tornou órfão de mãe e cresceu praticamente sozinho. Certo dia, uma bruxa da aldeia acaba descobrindo os seus poderes por acidente e acaba ficando com ele como aprendiz, logo de cara ele surpreende a todos com o seu talento e com a rapidez que aprende tudo.

Durante uma invasão, Dunny acaba surpreendendo ainda mais a todos, usando os feitiços que aprendeu para salvar alguns amigos e habitantes da aldeia, logo esse grande feito não demora muito tempo para ser conhecido por muitos, como não demorou muito para também alcançar os ouvidos do grande e respeitado Mago Ogion, conhecido por ter controlado o terremoto que destruiria a cidade de Gont. E a partir desse momento Dunny começa a ser o aluno do Mago Ogion e aos poucos vai aprendendo tudo sobre o ofício, como Dunny atinge a idade para ganhar o seu nome de homem, logo passa a se chamar Ged, pois verdadeiros nomes têm grande poder e podem permitir a quem os conhece controlar o outro e nunca são revelados, a não ser para alguns amigos de extrema confiança, mas logo a sua impaciência com os métodos de Ogion o leva para a para uma escola de Magos na ilha de Roke. Assim começa sua jornada para virar a lenda a qual os seus feitos serão narrados e cantados por muitos, o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos, Gavião.
Mas Ged terá de enfrentar muitos desafios e vários inimigos, inclusive enfrentar a si próprio, sua facilidade para aprender os feitiços e por possuir um grande poder, ele acaba cometendo muitos erros e o seu orgulho e sua vaidade contribuem para isso. Desta maneira, Ged acaba libertando um terrível mal, um monstro assustador sobre Terramar, no qual somente ele pode derrotar. Durante essa desafiadora e perigosa jornada Ged encontrará poderosos dragões, fará novos amigos, desafiará o mar e enfrentará algumas criaturas em Terramar, pelo seu caminho não enfrentará guerras, mas suas batalhas serão históricas.
Confesso que não conhecia praticamente nada sobre a autora, mas logo que foi anunciado pela Editora Arqueiro fiquei super curioso e com muitas expectativas, a trama é muito bem trabalhada e os personagens são cativantes, não só Ged o protagonista principal mas também importantes personagens como Jaspe um garoto da mesma idade a qual ele tinha como rival, Vecht que se torna seu grande amigo e Pechvarry um amigo que ele faz durante a sua jornada, o livro é narrado em terceira pessoa e achei que a leitura flui bem, questões raciais estão sutilmente nessa obra e são mencionadas pela a autora no final do livro, além de falar sobre o bem e o mal e muito mais, um livro imperdível para os fãs de fantasia.

site: http://devoradordeletras.blogspot.com.br
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