Menina Má

Menina Má William March




Resenhas - Menina má


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Paula Maria 11/02/2018

Caráter peculiar
Aff. Que irritação! O final de “Menina Má”, de William March, me estressou! Rs! E, claro, não posso deixar de cravar: é um livro danado de bom! Publicado originalmente em 1954, a obra tornou-se sucesso absoluto na época. Era considerado apavorante.

Pudera, na trama, Rhoda é uma fofa menininha de apenas oito anos de idade, a mais pura encarnação do mal. Ao longo da trama, vamos descobrindo junto de sua mãe, Christine Penmark, do que a pequena é capaz para ter o que deseja.

A narrativa é um pouco arrastada, mas March conseguiu criar aquela atmosfera de medo e suspense que tanto gostamos. Por outro lado, a obra mostra o quanto o terror evoluiu. A ingenuidade de outrora, creio eu, não estaria hoje presente em atuais personagens. Tenho a impressão de que somos mais desconfiados e atentos à maldade humana.

Debates sobre ética, moral e pressão social estão na trama. Mas não consigo deixar de pensar: “cara, cadê o pai da Rhoda no meio dessa história?” e “por que só a mãe tem de lidar com essa encrenca?”. Enfim, entendo o machismo gritante no livro, mas me incomoda a falta de parceria e diálogo entre os pais da menina.

Enfim, o livro ganhou adaptação em 1956, com Patty McComark no papel de Rhoda, indicada ao Oscar como Melhor Atriz. E inspirou a criação do terror no cinema, com os filmes “Chuck” (1988) e “Anjo Malvado” (1993).

Vale a pena a leitura. Eu li em formato e-book, mas tenho de dar a mão à palmatória: que capa linda! É para ter na estante!


site: http://paulamariaprado.wixsite.com/literature-blog-pt/single-post/2018/02/11/Opini%C3%A3o-Menina-M%C3%A1-de-William-March
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Mari 31/01/2018

Algumas coisas no livro me incomodaram um pouco, parecia que a escrita estava um pouco desleixada as vezes. Ele muda o foco da narração de um personagem pra outro totalmente diferente do nada, mesmo que sejam poucos os que tenham os pontos de vista expostos.
Esperava mais do final também, mesmo que ele tenha sido bem plausível na minha opinião, podia ter dado uma perspectiva maior.
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Coisas de Mineira 30/01/2018

Oie! Hoje eu quero contar pra vocês o que eu achei do livro Menina Má. Mas antes de falar da história eu preciso comentar o quanto ele está lindão nesta edição da DarkSide Books super caprichada. Capa dura, fitinha azul para marcar as páginas, uma arte interna super linda, uma delícia de se ver. Amei a capa e quando meus olhos se encontraram com os da boneca fui imediatamente atraída para o livro.
A imagem contrastante com esse misto de meiguice e dureza já havia me deixado curiosa, mas quando virei e li a frase na parte de traz, meu interesse pelo livro aumentou e eu só conseguia pensar: Necessito! O livro foi publicado pela primeira vez em 1954, sei disso porque o primeiro capítulo é uma introdução onde encontramos um resumo sobre o autor, sua vida e sua obra. Pelo pouco que li a respeito dele, já me pareceu uma figura no mínimo curiosa.

Em Menina Má, March escreve a história de Rhoda Penmark, uma menina de oito anos que mora com seus pais Kenneth e Christine Penmark. Ela é uma garota aparentemente adorável, que cativa os adultos a sua volta com seus bons modos, educação e desenvoltura. Mas Rhoda é uma criança diferente. A mãe Christine já havia reparado que a filha apresentava certas peculiaridades, como ser extremamente organizada, autossuficiente e destemida, mas sua atenção as estranhezas da filha aumenta após um acontecimento trágico.



Durante um piquenique escolar um garoto da escola de Rhoda sofre um grave acidente. O menino possuía um objeto que Rhoda muito desejava o que leva Christine a desconfiar da própria filha. O pai de Rhoda sempre viajava a trabalho e sem poder dividir com o marido as suspeitas que a assombravam, Christine se vê cada vez mais preocupada. Lançando um novo olhar à criança ela passa a enxergar o quanto a filha é calculista, mentirosa, antissocial, fria e incapaz de sentir remorso ou culpa.

Me senti muito aflita vendo nascer suspeitas terríveis no coração daquela mãe. Até onde Rhoda iria para conseguir o que quer? Haveria mesmo naquela criança com ares angelicais uma essência perversa e desumana? Parece que eu já entreguei toda a história não é?! Mas na verdade não. A desconfiança de Christine quanto à maldade da filha é só o começo. Ao investigar a própria filha essa mãe dá início a uma série de descobertas martirizantes que nos prendem e nos fazem sofrer junto com ela.

Amei a história, amei a escrita e fiquei grudada nas páginas. Em minha opinião o autor construiu muito bem a trama e os personagens. A narração é em 'Open Sans', sans-serifpessoa, a leitura é fácil, rápida e viciante. Sou medrosa, não gosto de leituras pesadas que metem medo e caso você também tenha esse receio não se preocupe. O livro não é macabro, apenas me deixou chocada, por ter uma criança envolvida e porque eu ainda não havia lido nada assim. É um suspense psicológico.

MENINA MÁ - WILLIAM MARCH DARKSIDEBOOKS

Espero que vocês leiam e sintam tudo isso que tentei descrever, porque só mesmo lendo para entender. Tanto o desenrolar quanto o final da trama me surpreenderam. É um livro inquietante, daqueles que quando você pensa que não terá mais nada para te abismar, joga em seu colo outra revelação. Até bem no finalzinho, quando eu pensei que já estava entendendo o que iria acontecer eu me surpreendi.

Sei que o livro não é recente, que já alcançou enorme sucesso no passado, tendo inclusive versão para o teatro e também para o cinema, mas eu não conhecia e só posso agradecer a essa nova edição lindíssima, pois foi ela que me encantou e despertou meu interesse, me levando a descobrir um livro que muito me agradou. Amei a leitura e o bonito virou queridinho embelezando minha estante.

Por: Nathalia Reis
Site: http://www.coisasdemineira.com/2017/02/resenha-menina-ma-william-march.html
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Steh Jafet 27/01/2018minha estante
Legalzinho? ??????


Juh 27/01/2018minha estante
Sim pq já assisti o filme Anjo malvado então não me impressionou. É muito clichê. Tb tenho o livro parecido.


Juh 27/01/2018minha estante
O livro PROCURANDO JENNIFER JONES. Tb o mesmo assunto


Kelly Dias 05/02/2018minha estante
Atualmente é sim um livro clichê, mas pra época de lançamento foi considerado a frente de seu tempo, é de 1954.


Juh 09/02/2018minha estante
É verdade Kelly Dias. Assim como vários clássicos que chocaram épocas. Porém Menina Má não se tornou um fenômeno.




Gisele.Rios 16/01/2018

Mais ou menos
Gostei da leitura, porém achei a história muito clichê.
Kelly Dias 03/02/2018minha estante
Mas a história é de 1954, foi algo inovador para a época.




Yasmim C. 11/01/2018

Estressante do início ao fim.
Foi só o livro mais estressante que já li. É uma história um tanto quanto conturbada, impossível não se sentir nem um pouco incomodado. É ridículo ver como a mãe percebe e esconde as barbaridades da filha ao longo do tempo, fingindo que está tudo ok, apesar dos pesares, e que as coisas serão resolvidas naturalmente com o passar do tempo (lembrando que a vista grossa inicialmente era apenas para poupar as opiniões alheias). Quando a mãe finalmente se coça e toma uma atitude, as coisas não saem exatamente como o planejado... Lamentável.
Steh Jafet 27/01/2018minha estante
Melhor descrição!




Letty 03/01/2018

"Eu achei que conhecesse meninas más, mas você é a pior de todas."
Comecei a leitura sem muitas expectativas, esperava que o livro fosse bom mas não pensei que eu fosse gostar tanto.

William March nos apresenta nessa obra, a assustadoramente adorável Rhoda Penmark, uma das meninas que despertam nossa imaginação ao forçar uma comparação com coisas angelicais e diabólicas - simultaneamente. O livro tem uma das coisas que mais admiro durante uma história, que é um desenrolar nada entediante e muito menos previsível - e mesmo que fosse, March o escreve de maneira grandiosa, permitindo que possamos nos surpreender.

Menina Má é uma daquelas obras que te faz conversar com os personagens, te faz pensar "Meu Deus do céu, por que ninguém fez nada ainda?????" ou então "Meu Deus do céu, ainda bem que não sou eu". Não tenho muitas palavras pra descrever o amor que desenvolvi por esse livro, só sei que: Não, com certeza eu não lhe daria uma cesta de abraços, Rhonda.
Dominic 12/01/2018minha estante
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Lucas 26/12/2017

A frente de seu tempo
Escrita em 1954, a história nos apresenta Christine Penmarck e sua encantadora filha, Rhoda, de apenas 8 anos de idade. Christine já sabia a muito, assim como seu marido, que sua filha não era como as outras crianças. Tremendamente meticulosa, organizada, manipuladora e, principalmente, incapaz de demonstrar sentimentos sinceros, Rhoda causa em sua mãe uma sensação crescente de que essas diferenças podem reprentar algo muito maior e mais perigoso. Até que a morte de um coleguinha da filha, sob circunstâncias muito suspeitas, encerra os últimos dias de paz de Christine.
O livro apresenta uma narrativa objetiva e muito clara, mas carregada de detalhes que nos ajudam a entender a construção de cada personagem, sobretudo de Christine e Rhoda, que são o centro da narrativa. Christine cada vez mais despedaçada e confusa a medida que as evidências do caráter da filha se apresentam, busca o equilíbrio para tomar uma decisao em meio ao turbilhão de emoções que rodam em sua cabeça, culpa, aflição e medo pelo futuro da filha.
Um clássico intrigante que, certamente, inspirou diversas obras do gênero. Vale a leitura, com certeza.
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Thais e Carol - @terapiaemlivro 22/12/2017

Esperava mais
O livro gira em torno de uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Um coleguinha de sua escola morre e pasmem, a indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas ao desconfiar da própria filha. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre a menininha e sobre o seu próprio passado também. Sinceramente, você chega na página 50 e ainda não aconteceu nada demais, só apresentação dos personagens e um pouco de aprofundamento na personalidade da criança. Quando o fator principal do livro ocorre, você pensa que logo vai haver maior quantidade de acontecimentos, mas a narrativa continua beeeem arrastada. Os personagens são caricatos demais, principalmente a Rhonda e acabam se tornando cansativos; a mãe dela é ingênua até dizer chega. O livro muda a narração de um personagem pra outro sem aviso, mas os diálogos são bem construídos. No geral o livro é bem regular/mediano. Para a época deve ter sido um estouro, mas para ler agora ele fica super arrastado e cansativo. Cheguei na metade dele com muito esforço e terminei só pela misericórdia de Deus. 😂Esperava muuito mais do livro.
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patriciamaffei 19/12/2017

Menina Má
A frente de sua época história e personagens hoje temos literatura fácil sobre psicopatia assassinos em série bem mais atualizadas como Mindhunter que não é uma ficção. Mas no seu lançamento deve ter impressionado muito.Adorei as pegadas psicanalíticas.
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C. Aguiar 17/12/2017

Rhoda tem apenas 8 anos de idade e quem vê sua carinha de anjo não imagina que ela é uma assassina de sangue frio. Rhoda consegue tudo o que quer, seja isso por bem ou por mal e quando uma grande fatalidade acontece em um evento escolar sua mãe começa a investiga-lá
Christine é uma mãe dedicada, carinhosa e faz de tudo para que a filha seja bem educada e feliz, mas Rhoda é fria, calculista e egoísta.

Christine começa a perceber que Rhoda não é aquilo que ela se mostra ser, e em diversas ocasiões percebe como ela deixou passar despercebido os atos da filha. Após começar a pesquisar sobre diversos assassinos em série ela também descobre um terrível segredo sobre o passado que pode mudar tudo.
Quanto mais Christine investiga sobre a filha, mais ela descobre coisas sobre seu próprio passado. Talvez Rhoda não seja culpada por ser assim. E se Christine passou algum gene ruim para a filha?

Vamos acompanhando durante a leitura uma mãe que não conseguia enxergar a verdadeira natureza da filha. Foi preciso que alguém morresse para que ela finalmente abrisse seus olhos, mas quantas pessoas mais terão de morrer para que ela toma uma providência? Christine irá lutar para proteger sua filha ou irá fazer algo para com a sociedade e proteger os demais desse pequeno mostro com cara de anjo?

A história é boa na medida do possível, mas eu pensei que gostaria mais do livro. Ficamos apreensivos com a mãe da garota e vamos acompanhando todas as suas descobertas, mas houveram duas coisas que me incomodaram um pouco. Achei que houve muita enrolação em algumas partes e o final foi completamente frustrante.
A parte gráfica do livro está maravilhosa e com certeza a editora está de parabéns pelo trabalho.

site: http://www.seguindoocoelhobrancoo.com.br/
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Aletheia (@almaletrada) 16/12/2017

O que você faria se descobrisse que sua filha, uma linda garotinha de 8 anos, é na verdade uma psicopata cruel e de sangue frio?
O livro menina má, publicado em 1954, causou um frisson para a época. A premissa é aterrorizante e o enredo se concentra na gênese da maldade. A publicação chocou a comunidade literária pelo terror psicológico desenvolvido na trama. Depois dessa publicação questionamentos diversos surgem em nossa mente. O que nos faz desenvolver a maldade? Será que nascemos maus ou essa é uma característica que pode ser transmitida através dos genes? Como uma linda criança pode ser capaz de atos tão cruéis?
O livro trás a estória dos Penmark, a típica família de classe média americana. Composta por 3 membros (pai, mãe e filha) vivem uma vida confortável e normal. Rhoda, uma menininha linda e cativante de 8 anos, começa a demonstrar sinais de egoísmo, fazendo de tudo pra conseguir o que deseja. Ela não sente empatia nem remorso por suas atitudes, que acabam deixando um rastro de morte pelo caminho.
Amada pelos adultos, Rhoda é na mesma medida odiada e temida pelas outras crianças e, pelo seu alto nível de inteligência, não consegue interagir nem compartilhar das mesmas coisas que as crianças da sua idade gostam.
A vida perfeita da família Penmark começa a desmoronar quando, em um passeio escolar, um garotinho morre tragicamente e sua mãe começa a ligar todos os fatos dessa morte misteriosa à sua filha. À medida que investiga sobre sua filha, descobre duas coisas: outro crime cometido pela menina e o seu próprio passado tenebroso que há tempo tinha enterrado nos cantos mais escondidos de sua mente.
O autor insere dúvidas na mente do leitor de maneira brilhante, nos fazendo refletir através da mãe, lançando Christine (e a nós) em um dilema mortal: seguir seu instinto protetor de mãe ou seguir seu dever moral para com a sociedade. O final do livro é previsível, desde que comecei a leitura já sabia a direção que iria tomar, mesmo assim não deixa de ser angustiante e mexer com nossas emoções.
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Mari M. 12/12/2017

Menina má, mãe angustiada.
Visto que foi escrito em 1954 uma historia inédita pra época,considerei o livro muito bom e rapido de ser lido.Talvez se escrito hoje em dia não acharia algo tão original.
Acompanhamos o pensamento da mãe que acaba sendo mais protagonista do que a própria protagonista.Sua angustia e medos são de nos por no lugar dela e imaginar como seria se fosse conosco...não posso falar mais sem dar spoiler.
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Nessa Januth 05/12/2017

Rhoda tem 8 anos e é uma criança extremamente organizada e com excelentes notas na escola, que senta sob a romãzeira para ler seu livro sempre que pode. O que sua mãe, Christine Penmark não imagina é que os colegas de Rhoda não gostam nem um pouco dela.
Ela se esforçou tanto para ganhar uma medalha melhorando sua caligrafia, mas acaba perdendo-a para Claude Daigle, que acaba morrendo em uma excursão da escola e é encontrado sem a medalha. Hortense Daigle, sua mãe, queria muito que ele fosse enterrado com a tal medalha, mas nem imagina onde ela possa ter ido parar.
Ok, até aí você pode até deduzir algo e dizer que é um livro previsível, mas não se engane. Segredos serão revelados e preparem-se para um final arrasador.
É interessante ver o que uma mãe é capaz de fazer por um filho e confesso que quase abandonei a leitura por achar o início um tanto arrastado, mas valeu cada página lida.
Passem a imagem para ver como a edição é linda e um quote que selecionei. 😘😘 "De repente, a violência lhe parecia um motor inescapável, talvez o mais importante de todos — algo que não poderia ser erradicado e que, feito uma erva daninha, medrava à revelia da bondade, à revelia da compaixão, à revelia do próprio amor. Às vezes, sua semente estava enterrada bem fundo; às vezes, mais próxima da superfície — mas estava sempre ali, a postos, pronta para brotar, dadas as condições adequadas, em toda a sua terrível irracionalidade."
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