Menina Má

Menina Má William March




Resenhas - Menina má


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Amiga Leitora 11/05/2016

The Bad Seed / Menina Má
Nesse livro somos apresentados à Rhoda Penmark, uma garotinha aparentemente inocente, dona de uma aparência de 'anjo' e grande carisma, super inteligente ela frequentemente se destaca dos colegas de classe por todas as escolas que ela passa, ser a número um da turma é muito importante para ela. Conhecemos também Christine Penmark, mãe da menina, uma jovem e bonita senhora casada com Kenneth um o agente da marinha que passa longo períodos longe de casa e de sua família devido a sua grande dedicação ao trabalho.

Em primeiro contato, eles aparentam ser uma família normal e feliz assim como as outras, Christine e Kenneth são felizes em seu casamento e se amam incondicionalmente desde a época em que se conheceram, e têem uma linda filha que instantaneamente se torna a queridinha das pessoas as quais é apresentada, uma delas é a Srª Breedlove, vizinha do apartamento de cima, ela tem uma personalidade forte consecutivamente sendo conhecida na cidade toda, ela comanda uma espécie de centro de caridade cargo qual diz á todos com muito fervor e honra. A senhora Breedlove é super amiga de Christine, sempre presente na vida dela tentando a sua maneira fazer companhia devido ao fato de Kenneth estar sempre longe de casa, e como boa amiga ela não gosta de ver Christine passar um longo período sozinha com sua filha Rhoda. Ela esta sempre a postos para ajudar sempre que preciso e sempre 'mima' Rhoda com presentinhos, pois segundo ela a menina é diferente e especial.
Diante a aparência inocente da pequena criança, ninguém jamais julgaria sua sanidade mental, pois um ser tão pequenino de apenas 8 anos, puro e com olhar de anjo nunca seria capaz de barbaridades, e Rhoda não dava motivos para tais pesamentos, pois além das características já citadas, ela é super comportada, nunca se suja, deixa seu quarto impecável e tira notas máximas em todas as matérias do colégio e, por ser aluna exemplar ela fora indicada o prêmio de "Melhor Evolução" na caligrafia de onde estudava. Rhoda estava super confiante de que ganharia a medalha de ouro mas não acontecera bem assim, a medalha foi dada ao colega de turma dela, Rhoda ficou extremamente decepcionada e passou apresentar frieza e indiferença desde a entrega da medalha. A partir desse ponto ela passa constantemente afirmar de que ela que deveria ter ganho a medalha de ouro, ela e não Claude Diagle, a medalha tinha de ser dela e estar com ela. Após término das aulas, como de costume a escola promoveu um piquenique em comemoração, Rhoda e Claude foram à celebração, assim como os demais alunos acompanhados das professoras, as irmãs Fern.

Um ocorrido deixa todos estupefatos, o jovem Claude foi encontrado morto no cais da praia onde a turma estava fazendo piquenique, o garoto caíra na água e como não sabia nadar, ele se afogou, mas apresentava sinais de agressão nas mãos e na testa, fato o qual deixou um ponto de interrogação no ar, pois se ele tivesse caído do cais na água ele não teria sofrido tais ferimentos. Pouco tempo antes de encontrarem o garoto morto, Rhoda fora vista pelo guarda do local vindo da direção do cais e fora alertada por ele a se juntar com as professoras e colegas. A notícia da morte de Claude logo se espalha, Christine se apavora pois em primeira mão o rádio anunciou apenas que uma criança havia morrido 'afogada' no piquenique da escola Fern. Passado a confusão e após o retorno das crianças a suas casas, ela fica abismada com o comportamento da filha que apresentava pura indiferença, como se nada tivesse acontecido, Christine chega a perguntar se a filha tinha a noção do que havia acontecido no piquenique, a menina por sua vez disse que sim mas não se importava pois quem havia morrido afogado fora Claude Diagle e não ela. Tamanha frieza deixa Christine abismada sua filha nunca se comportará de tal forma, ainda mais diante de tal situação. Com o proceder das investigações do caso, novos fatos começam a serem apresentados ao leitor, confusões e revelações começam a surgir, Christine se vê em uma difícil situação qual a faz começar a julgar o comportamento e sanidade mental de Rhoda, seria ela a culpada pela morte do garoto? Mal sabia ela que ao fazer uma busca mais profunda em relação a filha, fatos sobre o seu passado viriam a tona como uma onda gigante e avassalaria sua vida.

site: http://www.amigadaleitora.com/2016/05/resenha-menina-ma-bad-seed-darksidebooks.html
Kelli 12/05/2016minha estante
Que Resenha! Uau! Só deu mais vontade de ler kk


Raniel.Dias 13/05/2016minha estante
QUERO MUITO...


Vivian Paula 15/02/2017minha estante
Uallll. Que legal! Assim que der irei ler! Me animei mais ainda!


uma leitora 17/06/2017minha estante
Melhor resenha




Ana - @chalecult 26/05/2016

“O que você me dá se eu der para você uma cesta de beijinhos?”
“Às vezes, sua semente estava enterrada bem fundo; às vezes, mais próxima da superfície – mas estava sempre ali, a postos, pronta para brotar, dadas as condições adequadas, em toda a sua terrível irracionalidade.” (pág.52)


Hoje vamos conversar sobre um clássico do suspense, terror. Publicado pela primeira vez em Abril de 1954, que fez muito sucesso pelo seu conteúdo polêmico para época. E agora chega ao Brasil pela DarkSideBooks. O tema abordado no livro é Psicopatia Infantil, falar de psicopatas já é assombroso, imagina se este psicopata é uma criança, fica mais assustador ainda. Imaginar uma criança assassina com certeza mexe conosco. Quando se fala em criança, ligamos logo a inocência, pureza, fragilidade. Agora pense no oposto, pensou em Rhoda.

Em Menina Má iremos conhecer a Christine Penmark, mãe de Rhoda uma garotinha linda de 8 anos. Rhoda é uma menina madura, astuta, eficiente em tudo que tenta fazer, perfeccionista, e muito dissimulada. Não sente culpa e muito menos medo. Quando quer uma coisa, faz sua melhor cara de boazinha e encanta todos os adultos ao seu redor. Extremamente educada, inteligente e também muito calculista, é assustador a frieza de Rhoda. E é mais perturbador quando ela é gentil para conseguir algo.

“O que você me dá se eu der para você uma cesta de beijinhos?”

Christine é uma mulher adorável e muito bonita, todos elogiam sua beleza. E no momento está morando sozinha em seu apartamento com Rhoda, pois seu marido está viajando a trabalho. Mas ela tem a vizinha Monica que se tornou uma grande amiga. As coisas começam a mudar na vida de Christine quando Rhoda participa de um concurso de caligrafia, ela se esforça muito, mas outro colega de classe vence, e acaba ganhando como prêmio uma medalha. Rhoda fica muito frustrada e chateada, não se conforma com a situação, repetindo o tempo todo que a medalha era dela. E esta medalha vira seu objeto de desejo. A escola promove um piquenique anual, e o garotinho vencedor está lá com sua medalha, mas acontece um acidente muito grave com o garoto, que vem a falecer. Com isso Christine fica apavorada, ela sente que tem algo errado, e pergunta o que houve para a filha, e claro, que ela diz que não sabe de nada. Assim começa o tormento de Christine, ela começa a reparar mais na filha, que sempre apresentou um comportamento estranho, sempre fria, indiferente. Ela não se importa com ninguém, apenas consigo mesma.

Na escola, as crianças têm medo de Rhoda. Os adultos já a veneram, por ser sempre tão impecável e independente. Rhoda não se suja, não bagunça seu quarto, e não faz bobagens e tira as melhores notas. Sempre centrada e correta. “Uma mocinha” como alguns dizem. Mas tem alguém que conhece o interior de Rhoda, ou acha que conhece. O Zelador Leroy, um homem de caráter duvidoso e cheio de maldade na língua e mente. Vive falando de todos e sempre com pensamentos horríveis contra os outros, sempre pensando em fazer mal.

Neste livro veremos várias atitudes que nos deixa desconfortáveis, preconceito da instituição de ensino, pessoas que só pensam em fazer mal, a mãe que tem uma relação meio incomum com o filho, além de Rhoda e toda sua habilidade para conseguir o que quer. E vemos que as pessoas “boas”, gentis, como Christine, é taxada de boba e burra. Teremos vários temas abordados, alguns bem de leve, mas que, em uma simples frase, já nos faz refletir, como o incesto, a sexualidade, estupro, e a origem do mal.

“Sei que Rhoda é uma menina agressiva, e egoísta também. Mas até aí, o mundo inteiro parece estar cheio de gente egoísta e agressiva. Meu marido e eu esperamos que, com o tempo, ela vá deixando esses comportamentos para trás.”

Christine ao perceber que tem algo diferente em sua filha, começa a pesquisar sobre o assunto e descobre um segredo horrível do seu passado, que abre a questão, a pessoa nasce má, ou vai se tornando má? É possível uma criança ser assassina? É angustiante acompanhar toda a aflição de Christine. Sentimos todo o seu pavor e sofrimento, e pior, ela não tem com quem dividir este fardo. Pois não confia em ninguém para confidenciar seus tormentos.

Menina Má me pegou de jeito, adorei o livro. Gostei muito de como a história caminhou, achei perfeito ser em terceira pessoa, com a visão da mãe, deixando a Rhoda mais sombria. Pois não sabemos o que se passa pela mente de Rhoda. É um enigma. Enquanto ficamos torcendo para que Christine encontre uma saída para lidar com a situação. Que não é fácil para nenhuma mãe. (Quem conhece Norma Bates da série Bates Motel? Pois é. Sabemos do que ela é capaz para proteger o filho psicótico). Agora como será que Christine vai lidar com todas estas dúvidas, e com o que está por vir.

“-Eu sei que, no fundo, você está muito triste, minha linda.
-Não sei do que está falando, mãe. Não sinto nada”.

O final é impactante, mas eu já esperava algo familiar, mas foi chocante do mesmo jeito. Ao terminar o livro, corri para ver o filme A Tara Maldita, adaptação cinematográfica de Menina Má, e confesso que gostei mais do final do filme. Pois deixou meu coração mais leve, enquanto o desfecho do livro me deixou de cabelo em pé e assustada, ainda mais pela frase final. Só pensei em uma coisa: Você está literalmente ferrado!

A edição está ótima, as ilustrações iniciais e finais são lindas. Livro com folhas amarelas, letra no tamanho agradável, capa dura. Leitura fácil e rápida. E com um assunto perturbador, pois afinal de contas. Nascemos maus e bons? Vamos aos poucos nos transformando no decorrer do tempo? Todos nascem com uma sementinha do mal e a qualquer momento pode desabrochar? E a pergunta mais difícil. Existe alguém realmente bom, ou depende das circunstancias?

“Eu achei que conhecesse meninas más, mas você é a pior de todas”

site: http://chalecult.blogspot.com.br/2016/05/resenha-menina-ma-de-william-march.html#more
Paula Arantes 28/05/2016minha estante
Mds, que resenha! Já estava louca querendo esse livro e me deparo com uma resenha maravilhosa com a sua. Vou correndo comprar Menina Má




Mara 13/09/2016

Sofrível
Percebi que a editora Darkside tem compensado os livros ruins que lança pelas capas e artes magníficas. Caí na besteira de adquirir esse livro que a editora lançou como um clássico: besteira. Ninguém nunca tinha ouvido falar nele, nem do filme, sejamos sinceros.
O livro é uma mistura ruim de psicanálise de boteco com texto mal escrito. Personagens rasos e acontecimentos risíveis. Deu uma enorme vontade de abandonar, mas como era curto, bora lá. Mas nunca mais vou ser enganada dessa maneira, agora estou preparada para os novos velhos clássicos.
Fábio 13/09/2016minha estante
Adorei o "Ninguém nunca tinha ouvido falar nele, nem do filme, sejamos sinceros"! Realmente, fazem uma propaganda absurda na tentativa de enfiar na cabeça da gente que o livro é "um sucesso estrondoso" (talvez tenha até sido na época do lançamento, lá fora, há mais de 60 anos, mas muitas águas rolaram desde então, e não é porque Lady Gaga bajula o livro que ele tem que ser bom)!
Estou aqui com "O demonologista", que consegui numa troca, mas não estou criando expectativas, porque já estou de sobreaviso a respeito da qualidade da obra, conforme comentários que li. Mesmo assim, espero que seja bom pelo menos o suficiente para merecer uma nota maior que 2.


Mara 13/09/2016minha estante
O Demonologista ainda não apareceu aqui no Sebo, se pintar eu leio, mas com expectativas 0.
Clássicos que são clássicos, continuam clássicos, como O Exorcista e Psicose, livros maravilhosos, que renderam filmes maravilhosos. Esse Menina Má é de vigésima.


Douglas 14/09/2016minha estante
Senti a mesma coisa que você. Foi uma história contada de uma maneira muito óbvia e descarada. Não entendo como algumas pessoas classificam esse livro como suspense.


DSaes 14/09/2016minha estante
Realmente a arte está muito boa. O Demonologista eu achei legalzinho, tem uma parte bem envolvente, mas o final foi "bonzinho", comprei "Os Condenados" mas ainda não li.


vivi 17/09/2016minha estante
nossa super concordo com vc!!! paguei caro nesse livro pensando ser mto bom!!!! achei mto sem graça!!! q decepção!!!


Luana 26/10/2016minha estante
Realmente, não leiam o Demonologista esperando muito. Foi o primeiro livro da Darkside e fiquei feliz por não ter comprado ele físico pois teria sido mais caro. Uma escrita fraca que envolve por poucos momentos o leitor. Pouco conteúdo, apenas coisas meio óbvias e algumas cenas de impacto. Estava a fim de ler Menina Má, mas bom saber que ele também não é tudo aquilo, pra mais uma vez não comprar o físico (apesar da capa magnífica!)




Taty Vasconcelos 14/05/2016

Com amor, de sua bonequinha.
Se eu der pra você uma cesta de beijinhos, o que você me dá de volta?

Não se deixem enganar por essas palavras meigas e infantis, esse é o jeito de Rhoda encantar os adultos, já as crianças fogem e se sentem intimidadas por ela.

Rhoda tem apenas 7 anos, é uma menina linda com carinha de anjo e disciplinada, mas por dentro é fria, calculista, movida pela cobiça e incapaz de ter sentimentos bons em relação aos outros.
Não vemos os pontos de vista da menina nesse livro, o que é uma pena, já que essa visão elevaria o nível do livro a outro patamar, o que vemos são os pensamentos de sua mãe, Christine, aflita e desconfiada depois da morte de um aluno que estuda com sua filha, e ao que tudo indica Rhoda tem alguma coisa a ver com isso.

Será que sua menininha seria capaz de chegar a matar outra pessoa?

Aos poucos ela vai ligando os fatos e lembrando de outros acontecimentos estranhos envolvendo sua filha, e quando confronta a menina, não ha mais como negar.

O que teria levado Rhoda a se tornar essa pessoa má e sem compaixão?

Depois de desvendar os mistérios do próprio passado Christine se culpa por todos os feitos de sua filha, mas quando a menina age diante de seus próprios olhos não resta escapatória, algo tem que ser feito.
A pergunta é o que? Como ela vai conseguir com que sua filha pare de fazer maldade com os outros? Sozinha e sem ajuda de ninguém, já que seu marido vive viajando a trabalho, Ela tem que agir e tem que ser agora, e o resultado não vai ser nada bom...

Com uma narração fluída e viciante, e um desfecho simplesmente genial, além de despertar essa discussão sobre a maldade, o leitor chega a última página com um gostinho de quero mais e uma sensação de que sim, valeu muito a pena essa leitura, sem falar nessa edição mais que perfeita que faz qualquer pessoa babar e ter orgulho de ter esse livro em casa.




site: https://www.instagram.com/tatyvasconcelos4/
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Aninha Pessoni 07/06/2016

Sensacional!
Que livro foi esse, minha gente?
Menina Má é o primeiro livro de suspense psicológico que eu leio, então fica difícil compará-lo com outros livros do gênero para avaliar.
Minha avaliação se baseia, portanto, apenas na minha experiência de leitura mesmo.
E que experiência, viu?

Esse livro me prendeu do começo ao fim, o ritmo dele é muito bom, as coisas acontecem rápido. Na verdade a história é rápida, curta e objetiva.
A escrita é ótima, a diagramação do livro ajuda muito na rapidez da leitura.
Este livro te deixa com uma curiosidade gigante de saber mais a respeito da temática, que é a maldade no ser humano, se ela nasce com a gente ou se ela cresce a partir de nossa vivência, do ambiente que vivemos.
A Rhoda é uma menina bem peculiar, mas podemos ver tantas pessoas nessa menina (em níveis diferentes, claro!)

Assim que terminei de ler fiquei com a sensação de não ter gostado do final, e ainda pensei que isso faria o livro não merecer as 5 estrelas.
Maaas, me pus a pensar o final que eu gostaria que tivesse e não consegui chegar a uma conclusão melhor, o final, na verdade, foi brilhante, do jeitinho que deveria ser mesmo, por várias razões.
Recomendo muitíssimo esta leitura, e tenha em mente que você nunca deve prometer NADA a uma criança! HAHAHA
Bruna 08/06/2016minha estante
Sua resenha deu uma vontade de começar a ler, assumo que eu vi essa capa muitas vezes desde que lançou e me deu uma preguiça gigante pq eu achei ela muito blasé. Agora talvez eu coloque na minha lista de leitura. Muito boa a sua resenha :D
p.s. Adorei seu canal no youtube, mas não sou de acompanhar, vou te acompanhar por aqui mesmo. :D


Aninha Pessoni 09/06/2016minha estante
Bruna, que bom que vc gostou!! Eu tava receosa de ler, achei que era terror, mas é um suspense psicológico muito bom!
Se vc ler mesmo, volta pra gente comentar mais! =]


Dalliane 11/06/2016minha estante
Está na minha lista de desejos ?




Tha Inocêncio 30/01/2017

Decepção
Caraca, que livro decepcionante. A começar pelo título... Espera-se que o livro seja sobre a menina, suas atitudes e pensamentos. Mas ele é inteiramente dedicado à mãe, Christine, cuja ingenuidade chega a irritar.

Não achei o final previsível, como li em muitas resenhas, mas achei ruim. E tudo acontece nas últimas quatro páginas, entao dá aquela impressão de que o autor não sabia o que fazer e inventou na hora.

Pode ser um clássico, mas não cumpre o que promete. Não tem nada de terror ou suspense, no máximo um drama psicológico. Dei duas estrelas, basicamente, pela edição muito bonita da DarkSide.
Aline 20/02/2017minha estante
Tive exatamente a mesma impressão que você. Eu também dei 2 estrelas pelo capricho da edição, mas coloquei mais uma pelo zelador, a figura mais interessante do livro.


Dani 08/06/2017minha estante
Mas é um drama psicológico, não um livro de suspense e terror.




Nanna 27/08/2016

Me sentindo um peixe fora d'água
Desde o lançamento do livro só vi pessoas falando bem sobre ele, a temática me interessou muito e aquela lenda de que Darkside nunca decepciona ajudou muito na hora da decisão entre comprar ou não o livro. Não digo que a culpa é de alguma forma da editora, afinal o trabalho de diagramação e arte do livro foram perfeitos, mas está minha fé cega fez com que fosse com expectativas altíssimas para a leitura.
Menina Má foi, de longe, uma enorme decepção para mim. Eu estava esperando uma estória carregada de tensão e suspense, mas me deparei com personagens bastante vazios e uma principal (que não é a pequena Rhoda, e sim sua mãe) bastante chata e sonsa.
Todas as tentativas de reviravoltas que o autor propôs foram previsíveis, e até mesmo o final, em certo ponto.
O final me decepcionou muito, e acredito ter sido o fator decisivo na decisão de escrever essa resenha.
O livro foi muito parado em alguns momentos, o autor se permitiu viciar em algumas coisas que foram marteladas em suas páginas e depois jogadas ao vento. A Rhoda foi muito pouco explorada e por muitas vezes até mesmo esquecida, não passou de uma coadjuvante na própria estória.
Decepcionante.
Lidi Cirilo 27/08/2016minha estante
Exatamente o que pensei qdo terminei a leitura! Se eu fizesse uma resenha, não mudaria nada no que vc disse! Uma pena, né?! Fica difícil levar a sério agora quem fez tantos elogios pra esse livro...


Nanna 27/08/2016minha estante
Exatamente! Fui ao livro com a expectativa de que tinha em mãos uma das melhores leituras do ano, até mesmo da vida, mas não.


Lidi Cirilo 28/08/2016minha estante
Só dei 3 estrelas pq boa parte da minha decepção veio da minha expectativa...




Ronaldo 20/05/2016

O início da narrativa é bastante dispersivo, o que acredito que pode testar a paciência do público mais acostumado aos thrillers modernos. Mas quando estamos por volta da página 70, Rhoda diz ao que veio e somos lançados no meio de um turbilhão de acontecimentos desencadeados pela mal explicada morte de uma criança. A partir daí o lado sombrio da menina começa a emergir a ponto de sua mãe Christine começar a encarar a verdade de que sua filha é realmente uma menina má. É dilacerante a maneira como acompanhamos o sofrimento de uma mulher dividida entre se iludir ou aceitar o fato terrível de que colocou no mundo alguém com uma índole assassina. O que senti falta no livro foram mais desdobramentos. Embora o autor nos prepare revelações surpreendentes no decorrer da trama, o enredo tinha potencial para muito mais acontecimentos. A maioria da ação é psicológica e eu gostaria muito de ver Rhoda aprontando mais algumas de suas artes criminosas. Mas isso não impacta em nada na qualidade da leitura.

Resenha completa no blog:

http://porquelivronuncaenguica.blogspot.com.br/2016/05/menina-ma-william-march.html
Claudia 20/05/2016minha estante
Esse livro é parecido com o Anjo Mau de Taylor Caldwell? https://www.skoob.com.br/o-anjo-mau-27790ed30199.html


Ronaldo 20/05/2016minha estante
Sim, Claudia, acredito que a Taylor tenha se influenciado nele. A diferença é que O Anjo Mau tem mais ação. É mais focado nos crimes do menino, enquanto esse fala mais sobre os dilemas da mãe.


Claudia 20/05/2016minha estante
ah tá... gostei do Anjo Mau, vamos ver esse.




Talita.Chahine 07/07/2016

Decepcionante
Quando você começa a ler um livro tão aclamado como esse é inevitável que você crie expectativas, talvez se eu não soubesse nada sobre a história é nem toda a hype envolvendo esse livro tivesse amado ele inteiro !
O desenvolvimento da história e dos personagens é fantástico, mas não é um livro que te faz sentir medo é muito menos tensão, a personagem principal é super fria e calculista isso é muito claro desde o começo da narrativa, o que faz com que todas as suas ações seja previsíveis !
Esperava ser surpreendida
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Jaqueline.Santos 26/06/2017

A Menina Má
Um livro muito bem escrito, que nos leva a perceber até onde uma mãe é capaz de chegar por amar e querer proteger um filho, mesmo diante de todos os fatos ..
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Caroline.Chagas 04/01/2017

Mensina Má- William March
Rhoda Penmark é uma garotinha de oito anos de idade adorável, extremamente organizada, se destaca na escola e ganha o coração dos adultos por onde passa, porém, causa o efeito contrário nas crianças.
Fria e calculista, ela é uma excelente atriz, quando demonstra carinho seus atos são premeditados para que os mesmos sejam sempre para seu benefício.
Sua mãe sempre tentou entende-lá, tentando enxergar o que havia por trás daquela fachada, Christine não contava porém, que o que Rhoda escondia era mais sombrio do que ela imaginava.

O livro me surpreendeu muito, ele aborda a natureza do mal de uma forma que eu nunca tinha visto. Fiquei aflita em vários pontos da leitura.
Parando para analisar eu percebi que a trama não girava em torno de Rhoda e sim de Christine, sua mãe, e como ela lida com o que descobriu sobre a filha.
Vale lembrar que "Menina Má" é um thriller psicológico publicado em 1954, a história tem um terror lento, que na minha opinião me permitiu assimilar melhor a história. Para quem gosta de livros que tem psicopatas como tema "Menina Má" é uma ótima pedida.

Obs.: Aconselho que leiam o prefácio após terminarem o livro. Se quiserem conhecer um caso real parecido com o da Rhoda leiam sobre Mary Bell.
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Jaque Reis 12/12/2016

Será que já nascemos maus?
Ótimo livro,final previsivel porém não deixa de ser uma leitura deliciosa. E cada página ficamos mais surpresos com a frieza de Rhoda. Sim,ela não é fria,é má mesmo. Uma criança fria e totalmente calculista.
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AmandinhaSegura 12/07/2016

Docemente perturbador
Rhoda é uma elegante e educada garotinha de 8 anos.
Seu comportamento perfeito iguala-se ao de um adulto, Rhoda não se suja nem desobedece como as outras crianças. No entanto Rhoda não aceita ser contrariada. A misteriosa morte de um coleguinha do colégio e seus sentimentos indiferentes ao fato deixam Cristine a mãe da garota desconfiada do caráter de sua filha. Cristine começa a buscar pistas que comprovem que sua filha é mesmo uma "semente do mal" quando ela descobre que seu passado pode ter a ver com a índole de sua filha.
A narrativa é agradável e viciante apesar de previsível o autor nos mantém presos a leitura fazendo com que queiramos concluir a história com avidez. Cada detalhe como os penteados pompadour que as mulheres usavam na época, os galhos de oleandros e a esfera com opala em seu interior dão um charme diferenciado ao livro. Assití também ao filme "The bad seed" de 1956 e encontrei bastante proximidade ao texto no entanto o livro traz detalhes mais precisos e o final é diferente entre o livro e o filme. Gostei bastante do filme e toda a graciosidade dos anos 50 mas sem dúvida alguma o livro é mais rico em detalhes. Acho que um complementaria o outro, mas se tivesse de escolher fico com o livro sem dúvida alguma.
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Ana Julia 31/01/2017

Se eu der para vocês uma cesta de beijinhos, o que vocês me dão de volta?
Confesso que no comecinho do livro eu pensei em desistir, mas, se algum de vocês pensar nessa possibilidade, peço encarecidamente que não o façam. Gente, que livro incrível! Menina Má foi meu primeiro contato com a Darkside e posso afirmar que não poderia ter começado melhor! Em relação à história, não vou falar quase nada pois acredito que vocês devam descobrir por si mesmos, mas é basicamente o seguinte: Rhoda é filha única de Christine Penmark, que com apenas 8 anos, já se coloca em situações horríveis e inacreditáveis. Embora o livro seja narrado em 3ª pessoa, o narrador foca mais nos sentimentos e na visão de Christine em relação aos fatos, que eu arrisco dizer que é o que deixa a história melhor ainda. Fria e calculista, Rhoda me tirou noites de sono, e talvez tire de vocês também. Recomendadíssimo!
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Natalie 02/04/2017

Para quem busca um livro ficcional sobre psicopatia, Menina Má é uma boa opção, embora haja melhores. Publicado em 1954, quando a psicologia e, principalmente, a psicanálise estavam no auge do interesse da mídia, o grande sucesso escrito por William March sobreviveu por décadas, sendo chamado de aterrorizante.

Rhoda é uma criança de hábitos impecáveis. Organizada e extremamente asseada, é considerada por toda a vizinhança o modelo perfeito de menina. Enquanto o pai trabalha no Chile para prover a família, a mãe fica responsável por sua educação. Por trás do belo sorriso e da covinha rasa do seu rostinho, a mãe reconhece a frieza e dissimulação. Mortes estranhas acontecem na presença de Rhoda - que as "assiste" sem nenhum tipo de reação, o que leva a genitora a ligar todos os eventos.

É aí que mora o problema de Menina Má e impediu um desfecho melhor. Apesar de o autor nos mostrar as característica dos serial killers de uma forma bastante discreta dentro do enredo, deixando o clima propositalmente mais denso, o fato de Christine conectar os dados tão facilmente não é verossímil. O que poderia ser um grande final não passou da mediocridade.
Marcelo Caniato 02/04/2017minha estante
A descrição me lembrou um pouco um filme antigo com o MacCauley Culkin, acho que chamava Anjo Mau. Mesma coisa, criança aparentemente bondosa (no filme era um menino), mas no fundo era perversa. Mas lembro muito pouco do filme, não lembro se o menino ficava indiferente às maldades que ele fazia.


Natalie 03/04/2017minha estante
Segundo a descrição do livro na introdução, ele influenciou várias obras posteriores. Talvez esse filme seja uma delas. :)


Daniel 03/04/2017minha estante
Não acho que ela "conectou os dados tão facilmente". Eram vários casos fatais em torno de Rhoda; além do que, a decisão da diretora da escola, o caso da medalha e as lembranças recuperadas também influíram bastante na descoberta.
O que me pareceu inverossímil mesmo foi o grupo de leitura que é citado no livro, cujos membros (todos eles) não veem nenhuma possibilidade de salvação para a mãe do caso analisado.
Outro detalhe que me incomodou foi a morte do Leroy, que me pareceu fácil demais. Não me convenceu rs


Thiago 03/04/2017minha estante
Eu não gosto das capas dessa editora, até o momento a única que eu gostei e talvez, mas talvez mesmo, eu acabe comprando seria a do Frankstein.


Natalie 03/04/2017minha estante
Acho que ela conectou tudo muito facilmente, pois uma mãe prefere, muitas vezes, esconder a verdade de si pra não ter que aceitar um filho como perigoso. Ela já tinha certeza mesmo antes de encontrar a medalha, falar com a diretora ou "recuperar a memória". Aliás, essas lembranças recuperadas foram a pior coisa que o autor poderia colocar no livro. Se até ali ele pretendeu dar ares realísticos, esse "acaso" foi muito forçado, pois ao invés de instigar o leitor a pensar se a psicopatia é transmitida geneticamente ou não, empurra isso goela abaixo.
Quanto à possibilidade de salvação da mãe, apesar de não ter gostado do modo como se operou seu fim (sem o drama necessário que o enredo pedia), acredito que foi coerente com a época em que o livro foi escrito. Dadas as circunstâncias sociais daquele momento, Christine tinha a responsabilidade de manter a estabilidade familiar e boa criação/educação da filha. Sentia-se culpada pelos danos irremediáveis causados por Rhoda.
A morte de Leroy também é uma lacuna, muito mal elaborada. :)


Natalie 03/04/2017minha estante
Thiago, eu também não gosto. Acho muito exageradas.


Daniel 03/04/2017minha estante
Penso que se Christine tivesse aceitado assim tão "facilmente", não teria hesitado tanto em deter Rhoda, enquanto a via da janela (na cena do ataque a Leroy). Para mim, foi este último crime que a convenceu de vez. Seu constante sofrimento revela/espera haver ainda alguma esperança em relação a filha. Sobre o grupo de leitura, o que não aceitei é que todos os membros tivessem exatamente a mesma opinião rs. Questionável, não?


Formigoni 03/04/2017minha estante
É bom!?




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