A Garota Perfeita

A Garota Perfeita Mary Kubica




Resenhas - A Garota Perfeita


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Helder 05/09/2016

Um livro quase perfeito
Muito importante pensarmos nas consequências que nossos atos poderão trazer as nossas vidas, pois as vezes são fardos muito pesados para serem carregados.
Este livro é quase perfeito. A começar pela capa sensacional passando pelo título cínico até o capítulo final.
É o primeiro livro da autora, que já começou com o pé direito. Tenho a impressão que nos EUA, devem existir cursos para escritores onde é proibido a existência de narrativas lineares, pois parece que todos os melhores romances atuais seguem esta regra: Contar a mesma estória com tempos e pontos de vista diferentes. Talvez se a narrativa fosse linear, não déssemos nada pelo livro, pois tudo pareceria muito básico. E eu acho isso ótimo, pois é como se o autor nos desse uma “cenoura para correr atrás”. Logo de início sabemos o QUE aconteceu, mas temos que ler todo o livro para entender COMO realmente aconteceu.
Aqui temos a estória de Mia, 25 anos, filha de um rico juiz, que sai de casa cedo em busca de sua liberdade. Ela sempre se sentiu rejeitada por não querer seguir a carreira do pai e tem uma relação distante com os pais e irmãs. Certa noite ela está em um bar e, após levar um bolo do seu namorado resolve se vingar. Conhece um cara no bar e decide sair dali com ele. O que ela não sabe, é que o rapaz a conhece muito bem, pois foi contratado para sequestra-la. Seu nome é Colin, um personagem muito interessante, pois vive no limite entre o mocinho e o vilão. A noite que deveria ser uma aventura, acaba virando um terror. Sem explicações, Colin decide esconder Mia em uma cabana solitária em uma floresta e não entrega-la aqueles que lhe pagaram para fazer o serviço, e a partir desta ação, muitas consequências imprevisíveis acontecerão, criando uma estória muito legal.
O mais interessante no livro é a sua estrutura narrativa. A autora vai nos trazendo em capítulos curtos os eventos que aconteceram antes e depois de Mia ser encontrada. São diversas ida e vindas, mas em momento nenhum nos perdemos na narrativa. E além disso, vamos conhecendo Mia através de 3 narradores diferentes: Colin, o sequestrador, que nunca sabemos se é um vilão ou um mocinho. Eve, a mãe de Mia que vai nos mostrando que nada é cor de rosa na casa daquela rica família e Gabe, o detetive responsável por encontrá-la, um cara extremamente perspicaz que vai cavando pequenas pistas até conseguir encontrá-la. A vítima só “fala” no final de tudo, quando a autora amarra todos os fios de sua estória.
Outro ponto interessante na maneira que o livro é narrado, é que desde o começo sabemos que Mia saiu viva do sequestro, porém ela não se lembra de nada do que ocorreu e nem sabe seu nome direito. Assim, precisamos ler o livro todo para entender o que de tão cruel aconteceu, e quando temos a resposta, dá vontade de dar os parabéns a autora e a editora por terem nos conduzido tão bem para aquele desfecho e passamos a entender o que se passa na cabeça de nossa Garota Perfeita e quem na realidade esteve sendo protegido todo este tempo.
Impossível falar mais sem revelar as grandes sacadas deste livro. Recomendo!
Amália 18/06/2017minha estante
Já gostei, vou ler!


Grasielle 09/07/2017minha estante
Ja quero! Desejado!!




Adriana 22/09/2016

Só este livro mesmo para me fazer torcer pelo sequestrador!
Allen Iacara 07/11/2018minha estante
hahahahaha eu também!




PorEssasPáginas 27/06/2016

Resenha: A Garota Perfeita - Por Essas Páginas
Fazia algum tempo que eu não lia algo da nossa parceria com a Planeta de Livros Brasil. Talvez porque fizesse também um bom tempo que a editora não lançasse livros de thriller e suspense, portanto, quando vi A Garota Perdida nos lançamentos desse mês, não tive dúvidas (bem, tive um pouquinho – há muitos lançamentos ótimos esse mês na editora!). Mas, como sempre, o suspense me fisgou. A Garota Perfeita não decepcionou; apesar de ser lento em alguns momentos, o livro consegue deixar o leitor suspenso em seus mistérios terríveis e tem um final dos mais surpreendentes que já li.

Se você lê a sinopse e pensa que A Garota Perfeita é apenas mais um thriller sobre sequestro, está muito enganado. Ele vai bem além. A violência aqui não está restrita somente ao sequestro; nós temos o ponto de vista da mãe de Mia, Eve, e é através dela que sentimos que às vezes a maior violência acontece dentro de casa. Mia veio de um lar com pouco afeto; seu pai, um juiz cego pelo poder e dinheiro, despreza tanto a ela quanto a esposa, por não serem o que ele deseja das duas. Mia é a típica “ovelha negra da família”, apenas por querer ser ela mesma; ela desiste da carreira de direito e vira professora de artes, afastando-se cada vez mais da família, o que complica o trabalho da polícia e deixa tudo mais confuso: afinal, Mia foi mesmo sequestrada ou apenas sumiu sem dar notícias?

Além da mãe de Mia, temos a narração do detetive no caso, Gabe, e também do próprio carrasco, Colin, o homem que sequestrou Mia. Mas as várias narrações apenas dão a falsa impressão de que você possui várias perspectivas da história. A autora finge que dá informações ao leitor, mas na verdade está ocultando o mais importante (e não vou contar o que é, claro). Além disso, as narrações alternam-se entre “antes” e “depois”, tornando tudo mais angustiante; você sabe o tempo todo que Mia foi resgatada e está “bem”, mas o trauma e a perda de memória que ela tem tornam tudo mais complicado e deixam o leitor roendo as unhas para descobrir o que realmente aconteceu na cabana onde ela esteve aprisionada por tanto tempo.

Gostei de como a autora conduziu a história e, apesar de tentar juntar as peças, acabei surpreendida no final, que é como gosto de terminar um livro. Fiquei incomodada em várias situações, o que é um ponto extremamente positivo, afinal, um bom livro é aquele que desperta sensações. O tema Síndrome de Estocolmo veio à tona; achei que isso poderia me incomodar, mas a maneira como Mary Kubica conduz o texto envolve o leitor até o ponto no qual você não consegue ter certeza de nada, nem mesmo se o que está acontecendo é real. Pode ser, pode não ser, e a dúvida é cativante, acrescenta à leitura. Ainda mais porque, apesar de termos tantos pontos de vista e de certa maneira sabermos o que acontece no “depois”, ainda há muitos pontos a desvendar na trama e muitos segredos de todos os personagens – não tão cativantes, a meu ver, mas bem construídos.

Mas foi o final que me conquistou. A obra teria sido morna não fosse por ele. Quando imaginei que a história estava terminada, veio o melhor epílogo que já li. Um verdadeiro chute no estômago, que me fez fechar o livro boquiaberta e pensando na história por horas. Fantástico!

Por fim, a edição está bem caprichada. Gostei da capa, apesar de só tê-la compreendido no final. A diagramação e o papel são muito confortáveis e a revisão está impecável. Fica o pedido: Planeta, traga mais suspenses tão bons pra gente! Recomendado para quem curte o gênero.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-a-garota-perfeita
Rafa Laisa 28/06/2016minha estante
Li todas as resenhas sobre o livro, mas a sua foi a que me convenceu a colocar o livro na minha lista de Quero Ler. Parabéns e obrigada pela resenha.




Simone de Cássia 27/12/2016

Sendo beemmm sincera, o que salva é o último capítulo... Não é que o livro seja ruim, mas bom tbm ele não é... Não dá pra classificar um livro como emocionante apenas pelo último capítulo. Acho que a autora quis criar um efeito impactante deixando a chave de toda a confusão para a última página. E criou mesmo, mas o desenrolar da história foi chatinho, tipo meio de novela em que nada acontece. Enfim, ela pode se esforçar pra fazer melhor. Nota "S" de "sem tempero, sem gosto".
Gleidson 27/12/2016minha estante
Engraçado como algumas opiniões influenciam mais do que outras. Ouvi falar bem desse livro e estava bem interessado nele, mas depois da sua opinião desanimei. rs


Claudia 27/12/2016minha estante
Nossa, eu ADOREI!!!! Achei tão realista!


Simone de Cássia 27/12/2016minha estante
Achei que rendeu demais pra deixar tudo se resolver apenas no último capítulo, Cláudia!


Simone de Cássia 27/12/2016minha estante
Desanima não, Gleidson... às vezes eu que tô chatinha... rs rs


Fabiana 30/12/2016minha estante
Comecei hoje...rs
Narrativa montada de forma a parecer bastante com "Garota Exemplar" e " A Garota no Trem", onde os narradores se alternam em cada capítulo.
Vamos ver...


Claudia 30/12/2016minha estante
Mas Simone, TANTOS livros podiam ser mais curtos!.....


Gleidson 30/12/2016minha estante
Mas vc é doutora nesse género literário, se vc disser que não é bom, não é bom mesmo. rs


Fabiana 31/12/2016minha estante
To achando fraquinho tb...


Fabiana 02/01/2017minha estante
Ñ gostei. Terminei mas é exatamente o q vc falou: empolga nas 2 últs págs...rs


Simone de Cássia 02/01/2017minha estante
Que bom que vc tbm achou, Fabiana... eu já tava me achando chatinha.. rs rs


Tata 21/01/2017minha estante
Achei a leitura cansativa ,não tinha uma reviravolta para nós impactar ,eu adoro thrillers psicológicos e romance policial estou acostumada a ficar embasbacada com algumas reviravoltas, acabei criando duas linhas de pensamento e acertei uma delas que no caso me refiro ao que acontece no último capítulo ,não comentarei devido ao spoiler.


Claudia 21/01/2017minha estante
Acho que o problema é encaixar esse livro. Não é um romance policial. Não é um thriller. Não é um caso real. Se for querer julgar como sendo romance (no sentido de romântico), policial, ou qquer coisa.... não dá para gostar da história. Eu li como sendo só uma história. E gostei.


Tata 21/01/2017minha estante
Conheci esse livro através de resenhas e todas citavam como thriller psicológico ,como gosto muito do gênero li esperando algo a mais como costuma acontecer nos thrillers,como já li outros livros de sequestro acabei achando uma leitura cansativa e sem reviravoltas, não achei ruim de tudo só não me empolgou.


Claudia 22/01/2017minha estante
Definitivamente, não é thriller nem thriller psicológico.


Elisane.Dantas 23/04/2017minha estante
Eu simplesmente odiei o livro antes do meio do livro já tinha sacado o final. Decepcionante!


Flavia.Tavares 11/06/2017minha estante
Compartilho da mesma opinião, narrativa sem tempero e sem gosto. Gostei do final, mas o desenrolar da história é entediante.


AlvesAndressa 23/10/2017minha estante
Também achei BEM sem graça.
Fora que foi fácil descobrir o final.
Além disso acho bem injusto a comparação com Garota Exemplar. Há um abismo entre os dois livros.


Marcela 08/03/2018minha estante
Eu concordo plenamente!
O que salva é o final, pois demorei bastante para terminá-lo... mas indicaria a leitura mesmo assim, pois a virada na história é interessante.




Roseane 26/06/2016

Mia é a filha cacula de um famoso Juiz. Homem rígido,que só se preocupa com as aparências e que vive insatisfeito com ela.; Sua mãe é o modelo da mulher perfeita,sempre arrumada e submissa e,ela tem uma irmã que é o orgulho de seu pai.
Mia é sequestrada por Colin e mantida com ele em uma cabana isolada.
Colin é um homem que vive no crime, foi contratado para sequestra-la e entrega-la a Dalmar mas acaba ficando preocupado com a moça e resolve ficar com ela o que o torna foragido da policia e dos criminosos.
Para solucionar o caso, Gabe Hoffman é convocado o que acaba virando uma obsessão para ele, ele que ja não gosta do Juiz começa a gostar ainda menos quando ve a preocupação do Juiz com as aparências e,por outro lado começa a se envolver emocionalmente com Eve.

O que mais me chamou atenção foi como o livro foi escrito.
A trama é narrada por três personagens, Eve; mãe de Mia, Gabe; o investigador, e Colin; o sequestrador.
Os capítulos intercalam os períodos de antes e depois do sequestro.
A protagonista só narra no final do livro e sua participação fecha com chave de ouro -surpreendente.
Gostei muito do livro.
Vale a pena.
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Laura 27/08/2016

Mais uma garota
Com Garota perfeita, passei a chamar 3 livros de autoras diferentes de a Trilogia das Garotas.
A Garota Perfeita, A Garota do Trem e Garota Exemplar. Quem gostou dos dois últimos (como eu) irá adorar esse. Assim como os outros dois Garota Perfeita mostra uma mesma história pelo olhar de diferentes personagens antes e depois do acontecimento principal do livro. Amo escritas desse tipo. Um dos melhores livros que li esse ano.
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Vica 25/01/2017

Decepcionante.
A verdade sobre este livro é que ele me decepcionou do inicio ao fim. Calma, não é que eu o tenha achado ruim, mas ele não está nem perto de ser um bom livro e, por isso, me arrependo de não ter dado 2/5 estrelas para ele.
O hype do livro me deixou curiosa para fazer a leitura por mil motivos: promessas enormes de que é TÃO BOM quanto Garota Exemplar, que é um thriller de tirar o fôlego e que é recheado de reviravoltas. Eu amo thrillers psicológicos, já li vários deste gênero e, até então, não havia lido nenhum que me decepcionasse tanto quanto a obra de Mary Kubica.
A narrativa é fluída, mas em muitos momentos pensei que capítulo x ou y eram totalmente desnecessários. Muitas informações nos são jogadas sem fundamento; pensamos que serão importantes para a trama mas no final acabam sendo descartáveis.
Talvez minha decepção se dê ao fato de já ter lidos outros livros do gênero, mais pesados e bem construídos, que realmente me prenderam do primeiro ao último capítulo. Se eu fosse uma iniciante dos thrillers psicológicos, talvez minha opinião fosse diferente.
A grande questão do livro, relacionada à confusão instalada na cabeça de Mia não é explicada de forma coesa e satisfatória e um grande ponto fica aberto no final. O tal "final surpreendente" foi de fácil dedução e acredito que qualquer pessoa que tenha entendido as relações construídas na trama seja capaz de saber o quê a última frase do livro nos revela muito antes dos 6 últimos capítulos.
Recomendo a leitura para quem nunca leu nenhum thriller, caso contrário, passe longe.
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Carolina DC 14/06/2016


"A garota perfeita" é um thriller psicológico intenso, onde o leitor tem como função principal descobrir a verdade através das narrativas dos personagens. O livro inteiro é narrado em primeira pessoa por três personagens: Eve, a mãe de Mia, Gabe Hoffman o detetive encarregado do caso e Colin Thatcher, o sequestrador. Além disso, os capítulos são divididos em "antes" e "depois" do sequestro, mas não seguem uma ordem cronológica e vão sendo desenvolvidos conforme as descobertas revelam-se.
Mia é uma mulher de 25 anos que teve uma vida familiar complicada. Apesar de ser proveniente de uma família financeiramente abastada, a indiferença do pai e a submissão da mãe em realizar as vontades do juiz fazem com que a moça mude-se de casa aos 18 anos para seguir seu próprio caminho.
Eve Dennett é uma britânica que no final dos anos 60 foi para os EUA e se apaixonou. Ao conhecer James encontrou o parceiro que sempre quis, e tornou-se a esposa modelo que James exigiu. Conforme os anos se passaram, a maior preocupação de James é a sua carreira e a imagem. Dessa forma, toda a família tem que ser impecável e se comportar da maneira que ele acredita ser a correta. Isso significa que as duas filhas, Grace e Mia, devem se formar em Direito, trabalhar em um escritório importante e portarem-se com uma boneca. Mas Mia desde jovem traçou o seu próprio caminho, desde os momentos de rebelião de sua juventude, onde bebeu em público, aprontou com os amigos e fumou maconha até a decisão de estudar Artes. Mesmo durante o sequestro da filha, que dura meses, é possível observar através de Eve que James não se importa com Mia e sim com a repercussão da situação em sua carreira. Eve por sua vez começa a reavaliar o seu papel de mãe e o que poderia ter feito para dar mais apoio à Mia. Ela vai percebendo o quanto sua vida é sem perspectiva, morando em uma casa enorme que normalmente está vazia.
"Minha intuição, no entanto, fala que alguma coisa aconteceu com minha filha. Alguma coisa ruim. Ela grita comigo, acorda-me no meio da noite: algo aconteceu com Mia." (p. 113)
O Detetive Gabe Hoffman é um homem com quase cinquenta anos que desde o início não gosta da arrogância do Juiz, que tenta impor-se e manter o sumiço da própria filha por baixo dos panos. Ele é um homem sagaz e observador; percebe o quanto Eve está sofrendo e uma grande afeição desenvolve-se entre os dois. Também percebe o quanto a vida dos Dennett giram em torno da imagem que projetam e como a família não é nada mais do que um grupo de estranhos vivendo embaixo do mesmo teto.
"E se...? E se ela não estiver bem? E se estiver bem e nunca a encontrarmos? E se estiver morta e nunca descobrirmos? E se estiver morta e ficarmos sabendo quando o detetive nos pedir para identificarmos seus restos mortais?" (p. 31/32)
Colin é um personagem complexo que tem seus motivos para sequestrar Mia. Apesar de ser o vilão da trama, tem um senso de moral e honra e tenta a todo momento honrá-lo. É interessante a complexidade que o papel de Colin tem no livro, pois a dinâmica do "relacionamento" dele com a Mia muda a cada capítulo: em um momento ele é um captor terrível, no outro uma pessoal sensível e preocupada com o bem-estar da Mia e logo a seguir, preocupa-se exclusivamente consigo mesmo.
"Pobre coitada. Eu não me importava nem um pouco com ela." (p. 46)
Um dos destaques que esse livro possui é o fato de que a protagonista em si não tem voz na obra. Apenas no último capítulo teremos a perspectiva de Mia enquanto que em todo o decorrer da trama, temos a visão de terceiros sobre os seus pensamentos e sentimentos. Foi uma jogada brilhante da Mary Kubica, pois são os pequenos detalhes, algumas frases liberadas aqui e ali que revelam a visão geral da história. E é uma visão e tanto!
Os personagens são complexos, prendem a atenção do leitor e são até mesmo carismáticos. O enredo é muito bem desenvolvido e tem momentos de tensão e reviravoltas importantes.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa chama a atenção do leitor.
"Ela é minha filha, mas não é. Ela é Mia, porém não é. Parece-se com ela, mas essa moça usa meias e bebe café, e acorda chorando no meio da noite. Responde mais rápido se a chamo de Chloe do que quando a chamo pelo seu nome. Ela parece vazia e letárgica quando acordada , e permanece insone quando deveria dormir. Deu um pulo de quase um metro de altura da cadeira quando liguei o triturador de lixo na noite anterior e, em seguida, retirou-se para seu quarto. Não a vimos por horas e, quando perguntei onde estivera todo aquele tempo, tudo que conseguiu dizer foi não sei. A Mia que conheço não consegue ficar quieta durante todo esse tempo." (p. 30)


site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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Ricardo Brandes 20/09/2016

Uma garota-problema
Seguindo a trilha de Garota exemplar (de Gillian Flynn) que virou um filme de sucesso nos cinemas, este Best-seller do New York Times apresenta a história de Mia, uma professora de arte que é uma garota-problema, do tipo que atrai tudo o que pode dar errado. Filha de um Juiz e uma socialite, Mia acaba se envolvendo com um desconhecido e, adivinhe? Problemas... Ela acaba sequestrada.
Um detetive é contratado para o caso, e não medirá esforços para encontrar a garota perfeita e problemática, entre situações que desafiam o leitor. Uma história intensa, que revela grandes traumas e problemas familiares.
E o que achei do livro publicado no Brasil pela Editora Planeta? Bom, ao primeiro olhar, gostei dos capítulos curtos, divididos entre o antes e o depois de cada personagem. Ponto para a autora! Assim sendo, as 335 páginas não seriam um grande desafio para serem vencidas, se não fosse... Bom, mais problemas. Achei a fonte do texto pequena, e senti um excesso de informações em cada página. Resultado? A cada nova página vencida, me senti sobrecarregado de informações e a leitura acabou arrastada e cansativa. Uma pena, para um livro do qual eu tanto esperava!
A capa ficou bem interessante e acertada com o propósito do livro, destacando em fontes garrafais o nome da obra e da autora. Ponto para a Editora!
E o resultado final da leitura? Senti muita dificuldade na leitura, mas o final foi realmente uma surpresa. A julgar pelas atitudes da personagem durante toda a obra, foi algo realmente ousado e realista. E também há uma lição que podemos tirar desta obra: Sim, realmente o livro foi um Best-Sellers do New York Times e da Amazon, sendo um dos suspenses psicológicos mais vendidos dos Estados Unidos. Mas nem tudo que faz imenso sucesso por lá, terá sucesso garantido por aqui. As diferenças culturais, e o próprio olhar dos leitores de outros países, podem trazer diferentes percepções sobre a mesma obra. Foi o que senti na pele, com um livro sobre sequestro e investigação, mas que definitivamente não me encantou.

Por Ricardo Brandes

site: http://www.amoreselivros.com.br/2016/10/a-garota-perfeita-mary-kubica.html
Camila 21/09/2016minha estante
Gostei,mas também não me encantou!


Ricardo Brandes 21/09/2016minha estante
As vezes esperamos muito de um livro, ou da sua temática, e ele acaba não cumprindo com o combinado... Esse foi bem o caso! Agradeço seu contato...
P.s. Você já conhece o Blog Amores e Livros? Eu sou colaborador!




Kelly Martinez 16/12/2016

Leitura Cansativa
Honestamente me deixei seduzir pela capa e pelo título. Achei o livro arrastado, e não me deixou tensa em momento algum como um thriller policial/psicologico deveria deixar. Uma pena! Foram 336 páginas lineares e sem muita emoção...pra um final até surpreendente. Mas como eu já tava com tanta vontade de terminar logo o livro, acho que esse final surpreendente não compensou a leitura!
Mel Araújo 17/12/2016minha estante
Somos duas. Achei esse livro bem mais ou menos. Também estava com tanta vontade de terminar logo que, confesso, pulei alguns parágrafos nas páginas finais.


Kelly Martinez 17/12/2016minha estante
Não é?! Rs!


Tata 21/01/2017minha estante
Também senti falta dá tensão nesse livro e de reviravoltas aquelas que nos deixam sem acreditar no que está lendo sabe?Foi uma leitura bem arrastada apesar de ter gostado de alguns personagens.


Maria Bárbara Menezes 24/04/2017minha estante
Gente, se vocês acharam esse livro arrastado, tentem ler A Mão Esquerda da Escuridão, que é considerado brilhante!




Ju Oliveira 07/09/2016

Assim que recebi este livro, cortesia da Editora Planeta, ele imediatamente pulou a minha pilha enorme de leituras. Estava muito ansiosa para ler esta história, que ao que tudo indicava, tinha alguma semelhança com o livro “Garota Exemplar” da Gillian Flynn, que eu adorei!

Nesta história, vamos conhecer a Mia, uma professora de arte, de família rica, mas que nunca se deu muito bem com seu pai, um respeitado e temido juiz de Chicago. Sendo assim, ao sair de casa ainda jovem, ela decidiu levar a vida de maneira que não dependesse de ninguém, principalmente do pai. Sua família ficava dias, até semanas sem ter notícias dela e por isso, não se preocuparam tanto quando uma amiga de Mia liga para perguntar se alguém sabe do paradeiro dela.

O pai recebe a notícia do desaparecimento da filha com desdém, já que segundo ele, ela tinha costume de desaparecer frequentemente. Mas sua mãe Eve, começou a se preocupar de verdade e ficou ainda mais preocupada, quando o detetive Gabe começa a investigar o desaparecimento de Mia. Para o detetive Gabe, é uma questão de honra descobrir o paradeiro da filha de tão importante juiz. E ele não vai medir esforços para encontrar qualquer pista que leve ao paradeiro de Mia.

A trama é narrada sob três pontos de vista: Por Eve, a mãe da Mia, pelo detetive Gabe e pelo próprio sequestrador, Colin. Nós, leitores, sabemos tudo o que aconteceu com Mia, pelas próprias palavras do sequestrador. Colin foi contratado para pegar Mia e entregá-la ao verdadeiro sequestrador. Mas prestes a terminar o serviço, Colin desiste de entregá-la e foge com ela para o meio da floresta e se refugiam numa cabana decrépita e gelada.

A narrativa não segue um ritmo linear, é identificada apenas como antes e depois, do sequestro no caso. Gostei bastante dessa forma de construção da história. A autora se aprofundou na história de vida de Colin, que apesar de ser um bandido, não é de todo mau. E no decorrer dos fatos, entendemos perfeitamente porque ele capturou Mia e também o porque dele ter desistido de entregá-la ao verdadeiro sequestrador.

Não vou entrar em maiores detalhes, mas posso dizer que a história é instigante, me prendeu bastante na maioria do tempo e o final realmente me surpreendeu. Eu tinha certeza que já sabia qual seria a reviravolta dessa trama, mas estava completamente enganada. Até me decepcionei um pouco, por eu estar errada. Uma leitura que certamente vai agradar os fãs de Thriller Psicológico. Eu recomendo! Leiam!

site: http://juoliveira.com/cantinho/
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Virgílio César 04/11/2016

A história é interessante, mas o livro é chato e cansativo. Várias páginas sem diálogos que achei desnecessárias. O final realmente é surpreendente.
Val 08/12/2016minha estante
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Camila Márcia 15/08/2016

Simplesmente Incrível!
Fiquei bastante empolgada durante toda a leitura desse livro, pois A Garota Perfeita se mostrou inusitadamente instigante e misterioso. Desde o começo do livro você sabe - mais ou menos - sobre como se desenrolou a história, mas não sabe como aconteceu de fato, portanto, o livro inteiro será delineando e desenrolando intricados acontecimentos e mistérios.
Do que se trata o livro? Bem, Mia, a filha de um ilustre juiz, desaparece e quando familiares e amigos percebem isso informam aos detetives que começam as buscas em tentativa de encontrarem Mia (viva ou morta), pois suspeitam de sequestro, nesse ínterim, acompanhamos a história através da perspectiva de Eve, Colin e Gabe em tempos de "Antes" e "Depois" do sequestro, ou seja, passado e presente.
Eve é a mãe de Mia e se sente culpada por ter sido tão fria e passiva durante a criação da filha, pois mesmo a amando, nunca chegou a demonstrar seu amor. Colin é o sequestrador que conta como e porque sequestrou Mia, como a levou para a cabana e a manteve prisioneira e o que fez com ela, ou seja, ficamos a par do que acontece com a personagem durante o cativeiro. Gabe é o detetive responsável para coletar pistas e investigar pessoas que possam ter se envolvido no sequestro.
O mais interessante em A Garota Perfeita é essa forma de narrar de Mary Kubica, pois, de certa forma, ficamos sabendo de vários detalhes sobre o que aconteceu antes do sequestro, durante e depois. Tudo o que a família de Mia e a própria Mia passaram. É assustador também acompanhar a frieza de alguns personagens e a dor profunda de outros, além do próprio medo do que possa acontecer com Mia.
O fato é que as coisas vão acontecendo naturalmente e parece, ao leitor, que tudo está delimitado: quem é vilão e quem é mocinho na história; quem está mentindo e quem fala a verdade, no entanto, magnificamente Kubica surpreende seus leitores e isso pode vir a agradar - ou não - porque é meio chocante o destino que a história tomou, eu mesma fiquei abalada e com cara de quem foi trolada pela escritora, pois já não tinha dúvidas e de repente fui surpreendida. Adoro quando isso acontece embora demore bastante tempo para "digerir" o que aconteceu.
Lembro que fiquei assim com essa mesma cara de "trouxa" após terminar outro livro: Filme Noturno (de Marisha Pessl), que adorei, assim como aconteceu dessa vez. Amo quando sou surpreendida pelo escritor, quando de forma inteligente um escritor(a) consegue dar uma guinada de 360 graus e deixar os leitores abalados e se perguntando: "Como não pensei nisso antes?", "Como não vi isso?".
Aliás, algo bem curioso aconteceu comigo quando estava lendo esse livro num lugar público - estava na metade da obra, mais ou menos - e um amigo repetiu o título do livro e completou: "não tem como essa garota ser perfeita, basta olhar para a forma como esse título está escrito", no momento fiquei bastante surpresa com a percepção que ele teve somente em ler o título e olhar a forma "avessa" que algumas letras são escritas, mas no fundo não dei muita importância, contudo, no final vi que o pequeno detalhe fez sentido. E isso foi bastante curioso porque lembrei do que meu amigo tinha dito.
Sério, A Garota Perfeita foi um dos melhores livros que já li este ano, porque conseguiu me surpreender enormemente. Fugiu ao padrão, ao conceitual, ao rotineiro, alguns valores foram invertidos e aparências foram jogadas por terra. Se você curte livros assim, thrillers psicológicos, e romances policiais você DEVE ler esse livro!

site: www.delivroemlivro.com.br
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Paulascrap 23/06/2017

Enrolado

Desde o início da leitura a narrativa da autora não prendeu, você empurra o livro para saber o final. O contexto da história deixa claro que a vingança sempre faz muito mais mal para quem a pratica do que para o seu alvo, mas o desenrolar dessa trama deixa muitas pontas soltas, quando você descobre o motivo do sequestro conclui que muitas atitudes durante a pratica deste não fazem o menor sentido, e pior a sinopse é totalmente incoerente, visto que o sequestro não passa de uma farsa. Uma filha tentando punir o pai que devido à falta de tempo é prioridade de carreira deixa a família em segundo plano. Enfim, só lendo para saber mesmo o porquê, qualquer outro comentário acabaria dando spolier, já que as últimas paginas anulam todo o crime, mas não responde suas perguntas sobre ele. Decepção de livro.
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Tamires 23/06/2016

Maravilhoso e curioso!
Resolvi mudar um pouco o estilo de leitura, e acertei na escolha.
No começo achei que não ia gostar, foi um pouco confuso no começo, e quase pensei em desistir. Mas para minha surpresa, o livro foi me deixando curiosa. Até sonhei com o livro (é sério). E toda vez que parava pra pensar, ficava imaginando: o que está acontecendo com aquela mulher?
Mas vamos a resenha:
Mia é uma professora de arte, tem um pai que é juiz e muto rígido, uma mãe que acata o que ele diz, uma irmã "perfeita",e um namorado que trabalha demais. Ela é sequestrada por um rapaz que foi pago pra levar ela pra Dalmar, um homem que ele conhece a fama, e sabe que pode fazer de tudo com ela. Então resolve ficar com ela em uma cabana que ele conhece, para salvá-la desse homem. Os dois tem suas diferenças, mas descobrem que tem muito mais comum...
Como eu disse o livro no começo é confuso por que os capítulos é dividido em antes e depois do sequestro. É narrada pela mãe da Mia, seu sequestrador e o investigador.
Acompanhamos de perto todo o desenrolar do caso, desde a notícia que ela está desaparecida até alguns meses depois.
Confesso que chorei (sou chorona mesmo) com as emoções da mãe dela, sobre o medo de perder a filha, e todas as coisas que acontece depois.
Muito bom o livro te deixa curiosa, e aquele final! Meu Deus! Descobrimos que um certo plano não deu muito certo...
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