Não Nascemos Prontos!

Não Nascemos Prontos! Mario Sergio Cortella




Resenhas - Não Nascemos Prontos!


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Dirce 31/08/2011

Um pequenino facho de luz.
Mário Sergio Cortella é realmente uma grande estrela. Digo isso porque com um livro de apenas 134 páginas ele consegue iluminar nossa mente ( pelo menos comigo foi assim).
Por meio de pequenas provocações filosóficas ele nos leva ver como estamos alheios ao que acontece no nosso meio e a nossa volta.
Nada mais nos causa espanto.
Vivemos no mundo do vapt-vupt, e isso que faz com que nos tornemos intolerantes e impacientes. A tecnologia que devia ser nosso servo está se tornando nosso Senhor. Acreditamos que tudo nasce pronto e não nos damos conta que tudo exige um processo: o de se fazer .
Ele argumenta que é errônea a idéia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha ela fica: para que isso acontecesse, ela teria que ter nascido pronta e se desgastando ao pouco ( achei o máximo)
Argumenta também que não nascemos prontos, vamos nos fazendo . O que se torna velho em nós está no nosso passado e não no nosso presente.
Cortella defende que devemos viver o tempo. Devemos vivificá-lo, torná-lo substantivo de modo que ele possa se tornar desfrutável e, assim sendo, impediremos a mediocridade espiritual.
Em resumo, acredito que de todas as provocações se sobressai uma crítica à nossa pressa e de como não sabemos aproveitar o nosso tempo.
Na página 15 do livro, Cortella cita uma frase de Guimarães Rosa:" não convém fazer escândalos de começo; só aos poucos é que o escuro é claro".
Estou ainda no começo, mas o escuro está sendo substituído por um pequenino facho de luz – como a luz de um vaga-lume e, eu, me permito fazer uso do dito popular: devagar se vai ao longe. Ou seria: eu vou ao longe?
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JLM 29/06/2011

Trecho
Um bom livro é aquele que te emociona, isto é, aquele que produz em ti sentimentos vitais, que gera perturbações, que comove, abala ou impressiona. Em outras palavras, um bom livro é aquele que, de alguma maneira, te afeta e impede que passe adiante incólume. (pág. 133)
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Paulinha 24/12/2011

Nunca estaremos...
"estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento." (página 12)


O filósofo e educador Cortella nos presenteia com 31 pensatas sobre temas diversos: satisfação, felicidade, tempo, esperança, tristeza, resignação, nostalgia, tecnologia, sabedoria, destino, entre outros.


O objetivo não é chegar a uma conclusão, mas questionar o que se pensa. É indagar os porquês. É fazer com que cada um perceba que a vida se faz a cada dia, que ninguém está pronto.


"Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo."


Enquanto estamos vivos, que tal cuidar das coisas que verdadeiramente são importantes?


"E se fosse isso perder a vida: fazermos a nós próprios as perguntas essencias um pouco tarde demais?" Gilbert Cesbron


" O tempo não é só passagem; é, também, esgotamento, restando para muitos apenas alguns horizontes de perplexidade tardia."


Mas podemos gastar o tempo com o ócio?


"Ócio não é falta do que fazer, mas possibilidade de, nas condições apresentadas, fazer a escolha lúdica do que se deseja sem constrangimento ou compulsoriedade."


Ao discorrer sobre a amizade, ele separa as que ocorrem por força das circunstâncias e as reais:


"...poucas são as relações interpessoais que fogem ao utilitarismo das afetividades simuladas. Cada vez mais temos amizades fugazes, com data de validade restrita."


"a felicidade de um amigo deleita-nos, enriquece-nos, não nos tira nada. Caso a amizade sofra com isso, é porque não existe." Jean Cocteau


Mas, e a felicidade, é possível ser feliz?


Ao citar Beda, ele diz: "...o sucesso está na generosidade mental (ensinar o que se sabe), na honestidade moral (praticar o que se ensina), na humildade inteligente (perguntar o que se ignora)."


Dica: se você acha que no dia que conquistar seus sonhos será feliz e estará satisfeito, nem leia esse livro. A acomodação não combina com a busca ininterrupta do procurar saber mais, sonhar mais, viver mais.


Viver é buscar, com esperança.


"Esperançar é se levantar, é ir atrás, é construir, é não desistir, é levar adiante, é juntar-se com outros para fazer de outro modo."


Afinal, quem fica parado é poste, né Zé Simão?


Boa leitura!
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Léia Viana 27/09/2010

"Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo."
O mundo das palavras de Cortella é sempre uma descoberta fascinante e de muito aprendizado sobre tudo. Não há como não aprender com ele. Além de ter uma didática toda especial ao longo de seus textos, ler sua obra é como se uma cortina fosse retirada de nossos olhos.
Este escritor enriquece o mundo de qualquer um que se dê a oportunidade de lê-lo e de assistir a suas palestras.
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Ricardo 12/03/2014

Para aqueles que buscam provocações filosóficas mais, ''fortes'' digamos, não é o livro indicado. Levanta algumas questões um pouco diferentes e força aqueles que não tem como hábito o contestar da realidade em que vivem.
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Alef 01/01/2014

"Não nascemos prontos " como todo livro de provocações filosóficas não é um livro para ser lido de forma contínua ,mas sim de forma intermitente pausada por reflexões. Tomar esse cuidado é importante para tornar a leitura proveitosa.

No livro, Cortella relata sobre temas de forma rica ,porém concisa. Sempre preciso, o autor menciona citações tornando a leitura ainda mais interessante - é mesmo um dom de Cortella. Pedagógico, prático e dialético ,Cortella apresenta temas mas nada conclui sobre eles. A intenção? Provocar. Pensemos pois.
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Carina 10/09/2013

Leitura reflexiva
No mesmo espírito de "Não espere pelo epitáfio", o livro é um conjunto de reflexões breves, porém instigantes. São textos curtos, cheios de intertextualidades (Cortella tem o talento de pinçar as melhores frases das várias leituras referidas).

Como diz o subtítulo, tratam-se de provocações filosóficas: o objetivo não é discorrer sobre nenhum autor ou teoria em específico, mas sim questionar certas verdades e paradigmas.

Nesta obra, apesar dos assuntos diversos, o que predomina é a provocação sobre a modernidade e seus rumos. Afinal, como podemos nos julgar seres mais evoluídos do que a geração anterior se não nascemos prontos?
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Cris 01/03/2013

Para refletir
Um livro de capítulos curtos que geram longas reflexões.
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Fabio Ferreira 21/10/2014

Divino
O que eu posso falar de Mario Sergio Cortella???? Tudo de bom que este autor tem.
Mestre Jedi em filosofia e teologia este professor da PUC dá um show de ensinamentos filosóficos.
Uma leitura gostosa e engraçada, você vai ver como a filosofia se encaixa no nosso cotidiano e nos faz pensar em ser algo melhor.
Vale muito a pena ler todos os livros do autor.
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Juliano 18/11/2014

Frases de Efeito
Leitura incrível,livro extremamente pratico!!!
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Mr. Elli 16/06/2018

Boas provocações
O livro de Mário Sergio Cortella (filósofo que admiro muito), me fez olhar para as coisas de outra maneira, de uma perspectiva diferente. Normalmente ao ler um livro, quando mais se lê, mas se sabe; mas com esse foi diferente. A cada capítulo fui reforçando a hipótese que, quando mais eu sei, mais nada sei. A dúvida é fruto do conhecimento, e a certeza é consequência do emburrecimento. A obra é cheia de citações de intelectos conhecidos, recheando o livro de fontes e conteúdo também histórico. Fez o leitor também buscar significados de novos termos, antes não conhecidos. Uma boa leitura, para quem não tem preguiça de se reinventar.
JairPJ@ 19/06/2018minha estante
Parabéns pela escolha de leitura!!! Observo que, realmente, se encantou pela obra e em poucas palavras escreveu ótimas impressões e significados trazidos por ela.


JairPJ@ 02/07/2018minha estante
Parabéns por perceber a sensibilidade e visão de mundo que essa leitura te trouxe. Isso é muito enriquecedor!!




Dalila 16/12/2014

Um livro ao mesmo tempo com simplicidade e sofisticação.Cortella tem uma maneira especial de nos levas a refletir sem soar auto ajuda.faz citações ao longo de seus ensaios, o que acaba nos deixando com mais sede de leitura.Não nascemos prontos, o caminho é árduo,mas cabe a nós o tornarmos mais agradável!
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Marcelo 16/12/2013

Coletânea de pontos de vista do autor sobre vários temas.
Nos faz pensar e, parafraseando o mesmo, sentirmos insatisfeitos com o livro (querendo um pouco mais ao terminá-lo).
O livro faz inúmeras citações a frases ditas por famosos, sejam políticos, médicos, religiosos, etc.
Excelente leitura.
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21/05/2015

Nossa maravilhosa busca
Neste livro Mario Sérgio Cortella nos provoca filosoficamente citando escritores, políticos, religiosos e filósofos a não ficarmos acomodados . Ele nos diz que gente nasce não pronta e vai se fazendo, daí começamos a observar o que acontece ao nosso redor, como falamos, pensamos ou agimos no nosso cotidiano. Os diversos temas descritos no livro torna a leitura pra lá de interessante, nos dá uma certa inquietude gerando uma busca pelo conhecimento, busca por desafios, inovar... movimentar-se , jamais estacionar.

“Há uma hilariante e inesquecível tirinha entre as milhares desenhadas pelo argentino Joaquin Salvador Lavado, o Quino, na qual, usando da aguda - embora atordoada - Inteligência de Mafalda (sua mais conhecida personagem, inventada em 1963), ele consegue expressar com clareza dos meandros que envolvem a existência humana. No primeiro quadrinho dessa tira Mafalda se aproxima de uma loja de esquina onde há um idoso chaveiro; no quadrinho seguinte entra no prédio e, sarcasticamente, diz a ele: "Bom-dia. Quero uma chave da felicidade"; sem demonstrar espanto, no terceiro quadrinho ele dirige um olhar complacente e responde: "Com certeza, menina. Traz o modelo? Sai ela então da loja, caminhando sem graça e pensando: "Espertalhão o velhinho!”
O modelo, onde esta o modelo? Ou, melhor ainda, existiria um modelo? Precisa haver?
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.
Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, "não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro"...

Mario Sergio Cortella.

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Kizzy 14/05/2016

Perguntas e Provocações
À parte da minha profunda e insuperável paixão pela filosofia, fazia tempo que eu não lia alguma coisa do Cortella que não fosse uma repetição de suas famosas palestras (que aliás adoro), mas esse é mais voltado a provocações filosoficas como o próprio subtítulo indica. Um apanhado de reflexões quotidianas, principalmente sobre a sociedade contempoânea.
Para mim, uma das características mais marcantes do Cortella é a facilidade de falar de filosofia sem nenhum academicismo. Não acho bom nem ruim, acho apenas uma característica. Suas reflexões sobre densos e complexos filosofos de diferentes épocas são sempre apresentadas em linguagem simples e acessível que faz teorias filosóficas parecerem conversa entre amigos em um jantar com vinho no sábado a noite.
E desta forma, "Não nascemos prontos" como toda boa filosofia não oferece respostas, mas ótimas perguntas sobre o que estamos nós fazendo da nossa própria existência. Porque corremos a cada minuto atrás de tempo que não sabemos mais usar, o que significa a necessidade de saber e consumir tudo, e que nos faz não aprender e nem consumir nada. A completa desconstrução as fases e ciclos da vida humana que estamos vivenciando, a origem do histórico até erótico significado do dinheiro na sociedade, o aumento do conformismo e acomodação com os aspectos negativos da vida, o porquê de nossa busca incessante pela felicidade, e a não compreensão da subejtividade da alegria.
Sobre a minha opinião final do livro, responderei com as palavras do próprio autor. "Mas o que é um bom livro? A subjetividade da resposta é evidente. No entanto, é possível estabelecer um critério: um bom livro é aquele que te emociona, isto é, aquele que produz em ti sentimentos vitais, que gera pertubações, que comove, abala, ou impressiona. Em outras palavras, um bom livro é aquele que, de alguma maneira, te afeta e impede que passe adiante incólume".
Baseado nesse critério, não passei incólume, então a resposta é sim.

"Não, não temos mais tempo! Cada dia levantamos mais cedo e vamos dormir mais tarde, sempre com a sensação de que o dia deveria ser mais extenso ou não soubemos nos organizar direito...
...Afinal, para além dos gregos que traímos, vamos pelo menos respeitar os latinos, para os quais currculum vitae significava o percurso da vida, e não vida em correria."
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