Profissão Repórter 10 Anos

Profissão Repórter 10 Anos Caco Barcellos




Resenhas - Profissão Repórter 10 Anos


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CassiaLessa 30/10/2016

Profissão Repórter, um livro para telespectadores, jornalistas e estudantes
O livro trás diversas visões do programa, repórteres, editores e olhares externos. Todos contam histórias que passaram com o programa. Começa com as reportagens que prendem todos, aquelas que todos já vimos na TV, nos prendem da primeira a última linha. Os últimos capítulos eu recomendaria para jornalistas e estudantes de jornalismo, já que trazem aspectos mais técnicos e estudos sobre o programa.


Marcos 14/10/2016

Profissão Repórter é um programa de jornalismo da rede Globo de Televisão que completa 10 anos esse ano. Começou como um quadro de 10 minutos do Fantástico, passou a ser um especial de final de ano, até que finalmente conseguiu seu espaço na grade fixa da programação como um programa em si, formato que segue até hoje. Seu grande destaque está em fazer o que seu próprio lema já diz: ir até o limite das reportagens, dando panoramas únicos e diferenciado do formato de jornalismo que conhecemos atualmente.

Sempre fui fã do programa desde a época do Fantástico, literalmente o vi nascer e crescer e assisti a todos os formatos pelos quais ele já passou, incluindo o atual. A equipe de repórteres que o compõe bem como as temáticas abordadas nos programas sempre me interessaram muito, uma vez que o texto, as imagens e a edição são fenomenais. Quando soube desse livro sabia que precisava lê-lo.

O livro em si traz textos de profissionais que atuaram ou ainda atuam no programa, tanto à frente quanto por trás das câmeras. São descrições de reportagens marcantes que cada um fez ou editou ou gravou, etc., situações de bastidores, como funciona a redação, o relacionamento com o próprio Caco Barcellos, entre outros aspectos.

Algumas das reportagens levantadas no livro são as que mais me marcaram também enquanto espectador do programa. Lembro muito da reportagem do fechamento do lixão de Gramacho, uma das melhores na minha opinião, da do Círio de Nazaré, em que a repórter passou o que todos os fiéis que se agarram à corda passam, a do carnaval carioca, que foi feito quase que ao vivo com imagens do desfile da noite anterior, entre outras.

A leitura é bem envolvente, os textos são claros e fluídos. A qualidade do papel e da impressão é muito boa. Senti falta apenas de algumas fotos que ilustrassem o que os autores diziam. Também seria interessante que fossem colocados QR Codes com os vídeos das reportagens citadas, uma vez que elas estão disponíveis no próprio site do programa. No mais, a leitura foi muito boa.

Leitura mais do que recomendada para todos os que gostam do programa e para quem quer conhecê-lo melhor. Para quem estuda jornalismo é praticamente obrigatória.

site: http://www.capaetitulo.com.br/2016/07/resenha-profissao-reporter-de-caco.html
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Luis 04/09/2016

Jornalismo até a última gota
Desnecessário escrever sobre a excelência profissional de Caco Barcellos. Considerado um dos melhores repórteres da história da TV brasileira, o experiente jornalista vem se dedicando nos últimos anos ao projeto de implantar uma nova abordagem na forma de contar histórias, coadjuvado por um grupo de jovens promissores. A experiência deu certo e se reflete na audiência e no alcance do “Profissão Repórter”, provavelmente uma das melhores coisas da TV aberta.
Para celebrar a primeira década do programa, Caco e sua equipe compilaram uma série de relatos sobre alguns dos momentos marcantes da atração, o resultado é o livro “Profissão Repórter 10 anos- Grandes aventuras , Grandes coberturas” ( Planeta, 2016) que saiu em duas edições, uma delas com dois DVD´s encartados contendo as reportagens comentadas na obra.
É importante dizer que, embora tenha se consagrado na tela da Globo, Caco Barcellos é cria do jornalismo impresso, tendo começado em veículos alternativos na década de 70. Ainda hoje apaixonado pelo texto, o autor tem em seu currículo dois prêmios Jabutis por seus livros “Rota 66” (1993) e “Abusado” (2003), logo, a tentativa de traduzir em letra de forma o vitorioso projeto não pôde dar em algo diferente que não um grande livro. Fundamental para jornalistas e estudantes. Cativante para o público em geral.
Seguindo a linha editorial do programa, o de mostrar não só a notícia mas também seus bastidores, o volume é dividido em cinco partes, cada uma com capítulos assinados pelos jornalistas que efetivamente realizaram as reportagens que comentam. A diversidade de estilos e experiências, que abarca não só os repórteres como também os editores do “Profissão”, longe de fazer da obra uma concha de retalhos, traz ao leitor uma abordagem única e extremamente rica que, contrariando os manuais, insere o profissional na notícia, com seus medos, anseios e fragilidades, mas sem deslocar o verdadeiro foco de interesse, afinal nada é mais importante do que o fato, a informação a ser transmitida e o repórter está a reboque dela.
Há casos singulares de como funciona a fórmula inovadora do programa. No texto da repórter Eliane Scardovelli, por exemplo, há o relato de como um primeiro olhar apressado,. carregado de pré julgamentos, pode francamente ser desmentido pela realidade : Ao ver em uma unidade de saúde um mãe aparentemente repreender com violência uma criança, a jovem jornalista a interpela questionando a atitude. Imediatamente, a mãe os desafia a conhecer a sua vida para entender aquela cena. Com veemência, dá uma lição de moral em Eliane. Partindo desse “confronto” entre percepção e realidade, a equipe resolveu visitar a mãe e de fato conhecer a sua árdua rotina. O filho era excepcional e ocasionalmente ficava agressivo. O que a repórter testemunhou foi na verdade a mãe tentando conter a criança, que a estava agredindo fisicamente. Dividida entre o trabalho e os cuidados com o filho e sem o apoio do pai do menino, aquela mãe foi o mote para um programa sobre as dificuldades no tratamento de crianças com transtornos mentais. A edição mostrou tudo, inclusive o embate inicial que desmontou a primeira impressão equivocada da repórter, evento que em atrações convencionais não teria a menor condição de ir ao ar.
A título de complementação, foi inserida uma última parte, intitulada olhares externos, que contêm três textos com avaliações e reflexões acadêmicas, embora plenamente acessíveis, sobre o modus operandi da produção, ajudando o leitor a identificar elementos fundamentais que diferenciam Caco e sua trupe da estrutura tradicional de se contar histórias no telejornalismo.
Em suas quase 400 páginas, “Profissão Repórter-10 anos” nos conduz por uma excursão memorável aos âmagos do ofício, normalmente só visível para os “coleguinhas” e que se bem dosados dão o tempero especial a qualquer matéria.
Caco Barcellos declarou em entrevista que a droga mais nociva no Brasil é o aguardente, bebida que ele abomina. Receio existir aqui uma certa incoerência, já que é sabido que o jornalismo é uma autêntica cachaça, tão bem fabricada todas as semanas pelo autor e seus pupilos.

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Tábata 26/08/2016

O programa Profissão Repórter era um quadro do Fantástico que desde 2006 é transmitido pela Rede Globo, atualmente às quartas-feiras. Eu já assisti várias vezes o programa, e quando vi o Caco Barcellos bonito assim na capa logo quis ler.

O livro é dividido em 5 partes: Um novo desafio, Grandes aventuras, A redação e o repórter, Grandes coberturas e Olhares Externos. São histórias dos repórteres que trabalharam no programa ao longo desses 10 anos. O texto que abre o livro “Histórias entre o céu e a terra” foi escrito pelo Caco, quando, atrás de uma boa história, foi cobrir o garimpo na Amazônia. Tamanha foi sua surpresa quando ele soube que, durante uma viagem de barco, havia ficado ao lado de um criminoso foragido e detalhe é que só foi descobrir isso quando retornou aos estúdios. Tinha perdido a grande história.
Tem um texto “Um passaporte haitiano”, do Thiago Jock em que ele retrata a vinda de um migrante do Haiti para o Brasil. E pensar que enquanto muitos brasileiros querem sair do nosso país, tem gente que sonha em vir pra cá e trazer a família. O repórter fica tão conectado com a matéria que acaba se preocupando com o futuro do haitiano. Espera e faz de tudo para ajudá-lo.

Temos também o relato da repórter Gabriela Lian, “A corda do Círio de Nazaré”, onde ela retrata sua vivência ao lado dos fiéis. A dificuldade e sua preocupação com a estética são descritas por quem, mesmo não tendo a mesma fé, viveu na pele o dia dos pagadores de promessa.
E tem o relato do editor Rafael Armbrust de como é juntar horas de gravação e fazer disso algo interessante, mesmo sem aparecer de fato na tela da TV. E a alegria de sua vó quando finalmente ia ao ar uma reportagem em que ele era o repórter e o editor.

Todos os textos do livro são bons! A parte que mais gostei foi “Grandes Coberturas” e o texto que mais gostei foi “Syntagma, St. Paul e Serra da Saudade”, por Paula Akemi, que relata suas experiências durante a reportagem nessas praças. Indico para fãs do programa, entusiastas do jornalismo e curiosos que, como eu, adoram uma boa história.
Quando assisto reportagens, me dá uma vontade de ser jornalista, ficar viajando por aí e ganhar para isso. O livro me fez enxergar o repórter como trabalhador, que tem que ficar longe da família e trabalhar com jornada incerta, tudo para nos contar uma história.

site: https://entrelivrosetransitos.com/2016/08/01/resenha-profissao-reporter-10-anos-caco-barcellos-e-equipe/
tiago_costan 02/04/2020minha estante
Por que 4 estrelas?




Carolina DC 18/07/2016


O livro "Profissão Repórter 10 Anos" é um compêndio de várias histórias da última década desse programa de sucesso. Dividido em cinco partes (Parte I - Um novo desafio; Parte II - Grandes Aventuras; Parte II - A redação e o repórter; Parte IV - Grandes Descobertas e Parte V - Olhares Externos).
Cada capítulo é narrado por um membro da equipe e traz, em um tom mais intimista, diversos assuntos abordados no programa.

"Repórteres que - além de contar com talento e garra - aceitassem o pacto proposto por nós: o de empunhar câmeras compactas, participar de todo o processo de construção da reportagem (da pauta à edição) , dividir com o público suas dúvidas e - o mais importante - suas emoções. Essas emoções que muitos de nós- os chamados jornalistas experientes - vamos perdendo com o tempo, a cada reportagem, ou que vamos aprendendo a disfarçar diante das câmeras. "



Foto da Equipe do Programa
O livro conta desde quando o programa era apenas uma ideia até algumas de suas principais histórias, como o especial sobre os jovens e o crack e as jovens mamães. Observamos atentamente a forma como cada um deles se sentiu diante das reportagens.
"Os 'bastidores da notícia' que eu vivi no Profissão Repórter me fazem supor que abordar qualquer 'fato' por ao menos três ângulos diferentes, sem nunca priorizar, nem julgar, qualquer um deles e, ao mesmo tempo, entender cada um desses ângulos como uma 'narrativa', ou uma "história', é o único jornalismo possível no futuro. Ou, pelo menos, o único jornalismo de reportagem possível."


Uma obra muito interessante para os fãs do tema e para os fãs do programa, que podem agora ter uma nova perspectiva dos profissionais que integram essa equipe.
A editora realizou um ótimo trabalho editorial. Desde a diagramação até a capa, o trabalho está impecável.

site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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Larissa Benevides 14/07/2016

Resenha: Profissão Repórter 10 anos
"Os 'bastidores da notícia' que eu vivi no Profissão Repórter me fazem supor que abordar qualquer 'fato' por ao menos três ângulos diferentes, sem nunca priorizar, nem julgar, qualquer um deles e, ao mesmo tempo, entender cada um desses ângulos como uma 'narrativa', ou uma "história', é o único jornalismo possível no futuro. Ou, pelo menos, o único jornalismo de reportagem possível."

O livro comemorativo dos 10 anos do programa profissão repórter é um prato cheio para quem se interessa pelo mundo do jornalismo ou que acompanha os episódios na televisão.
De maneira genial eles conseguiram fazer o bastidor dos bastidores da notícia. rsrs.

O programa Profissão Repórter tem como proposta mostrar para o telespectador todos os ângulos da notícia, não deixando de fora da edição final todas as dificuldades e dúvidas que o repórter tem quando está gravando uma matéria.

O programa, que antes era um quadro no fantástico, conseguiu seu próprio horário na grade semanal da emissora graças ao grande sucesso de audiência que alcançou.

"Repórteres que - além de contar com talento e garra - aceitassem o pacto proposto por nós: o de empunhar câmeras compactas, participar de todo o processo de construção da reportagem (da pauta à edição) , dividir com o público suas dúvidas e - o mais importante - suas emoções. Essas emoções que muitos de nós- os chamados jornalistas experientes - vamos perdendo com o tempo, a cada reportagem, ou que vamos aprendendo a disfarçar diante das câmeras. "
No livro vamos encontrar as histórias de como surgiu a ideia deste programa bem como, o "depoimento" dos integrantes do programa sobre as gravações que mais marcaram a vida profissional deles.

Cada capítulo temos a narração do próprio repórter sobre alguma matéria que foi transmitida. Por isso iniciei a resenha dizendo que o livro trouxe o bastidor do bastidor, a cada capítulo conhecemos as emoções da preparação e gravação da matéria. Mas não só isso, também conhecemos um pouco sobre a história daquele integrante e de como o programa contribuiu para o seu crescimento profissional.

Além dos repórteres, também temos capítulos escritos por produtores do programa. Aqueles que não temos a oportunidade de ver durante o programa mas, que contribuem com a realização de toda a matéria.

"É dever do editor, principalmente no Profissão Repórter, tratar as histórias como únicas, com seus caminhos tortuosos e seus dilemas. É um compromisso que assumimos de maneira indireta com pessoas que provavelmente nunca nos conhecerão, mas com as quais nos relacionamos por mais tempo que elas possam imaginar"
Assim temos as declarações de trabalhadores de vários setores dentro de uma equipe de reportagem e edição, sabendo um pouco sobre como é o trabalho deles para que o resultado final chegue nas telinhas da casa de cada um dos telespectadores.

Um livro muito interessante para aqueles que pensam seguir a carreira jornalística e também para aqueles que tinham curiosidade de saber mais sobre esse programa de sucesso.

"No Profissão Repórter não fazíamos apenas uma reportagem. Entrávamos na vida das pessoas, passávamos muito tempo com elas. Vivíamos com algumas delas os momentos mais bonitos e também os mais difíceis. Lembro que o Adonias sempre me falava quando me via sofrer ou me envolver com as histórias: "Com o tempo você vai mudar, que pena". E eu dizia:"Não, eu não vou. Quando eu parar de sentir, mudo de profissão "."


site: http://www.sociedadedosleitores.com.br/2017/09/resenha-profissao-reporter-10-anos.html
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Arca Literária 06/07/2016

resenha no link http://www.arcaliteraria.com.br/profissao-reporter-caco-barcelos/

site: http://www.arcaliteraria.com.br/profissao-reporter-caco-barcelos/
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Patrick Rosário 03/07/2016

(Corujando nos Livros) Resenha: PROFISSÃO REPÓRTER - Caco Barcellos
O livro é dividido em cinco partes, onde possuem ramificações de suas respectivas reportagens que fincaram-se nesses 10 anos do programa. Realmente são grandes aventuras e grandes coberturas, como diz o subtítulo, pois presenciamos a montagem e produção das reportagens, a atmosfera árdua e desafiadora da profissão realizada de forma diferenciada e os resultados posteriores do trabalho feito.

A obra descreve toda a trajetória deste programa: como princípio no quadro do fantástico, em 2006, até a formação própria do Profissão Repórter como um programa único e num horário nobre.

Caco Barcellos, juntamente com sua equipe, trazem ao público brasileiro, histórias de anônimos que, com coragem e generosidade, abrem suas vidas para as câmeras, e expõe seus dramas e aflições; compartilham suas vitórias e conquistas.
O livro é semelhante há uma antologia de contos, onde vários repórteres descrevem suas experiências, dentre essas histórias, destaco a da repórter Gabriela Lian, cujo título é Fé no Jornalismo, onde ela descreve sua experiência em ir na corda do Círio de Nazaré, aqui em minha cidade, Belém do Pará.

Gabriela recebeu o desafio por Caco Barcellos para se aventurar em um dos maiores eventos religiosos do Brasil. A tarefa da repórter era de passar a experiência de caminhar, segurando a corda, durante toda a procissão. Um dos maiores atos de fé e devoção para os fiéis católicos.
"Posso terminar uma tarefa sofrida contra minha vontade, mas termino só para não ter a sensação de desistência. E eu tinha muito medo de desistir da corda... Será que eu daria conta? Eu, pelo menos, já me imaginava pedindo parta sair antes mesmo de começar. Antes mesmo de o Círio chegar." (Página 80)

"Senti coisas estranhas quando a procissão foi chegando ao fim. Saí de lá com vontade de abraçar as pessoas. Inclusive saí de lá abraçada com uma moça que tinha conhecido na corda! Nem eu mesma entendi. Também senti alívio, apesar dos pés esfolados." (Página 89)

"Ao mesmo tempo, o programa exibido recebeu, de gente de fora de Belém, repetidos comentários emocionados, alguns com uma frase marcante: 'Hoje eu entendi o que é o Círio de Nazaré'." (Página 88)

Portanto, gostei bastante dessa publicação da editora Planeta, eles arrebentaram na edição deste livro de 10 anos do Profissão Repórter. Está deslumbrante!

site: http://corujandonoslivros.blogspot.com.br/2016/07/resenha-profissao-reporter-caco.html
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