Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi Joachim Meyerhoff




Resenhas - Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi


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Adriana 21/03/2019

Livro sem uma história excepcional ou com grandes acontecimentos, mas que surpreende (e muito), por narrar diversas situações engraçadíssimas vivenciadas pelo personagem principal. Não me lembro de rir tanto desde que li os livros da Becky Bloom. Super recomendo!

"- Isso já está começando a me irritar. Da última vez, quando você perguntou qual era o plural de cacto, ele respondeu cactuses e também recebeu um ponto.
- Ele não chegou a dizer caquis, também? Disse, sim - corrigiu-o meu irmão do meio. - Um cacto, dois caquis.
Pronto, eles tinham me apanhado."
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Dani 23/01/2019

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi, Joachim Meyerhoff
Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi é um belo título, e assim que o vi fiquei com o sentimento de precisar ler esse livro. Precisava conhecer a estória com um nome tão lindo assim! Esse livro é contado por Joachim, um menino que cresceu em um ambiente um pouco excêntrico. Seu pai é o diretor de um hospital psiquiátrico, e mantem uma casa ao lado do mesmo, de forma que conviver com doentes mentais e deficientes fez parte de toda a infância e adolescência de Joachim. Assim, ele vai narrando as mais diversas aventuras sobre a única realidade que conheceu nessa época, assim como as de sua família, que é formada por personalidades fortes.
Dessa forma, o livro vai conquistando aos poucos, com sua narrativa leve e estórias divertidas. Por ser uma leitura mais cotidiana, não estimula tanto a leitura de muitas páginas por dia (o li, então, alternando com outro), e também porque não traz um conflito único que denota pressa para concluir.

''– Você não ficou morrendo de medo? – perguntou-lhe meu irmão do meio. Meu pai refletiu por um breve momento e, em seguida, disse com uma sinceridade completa, quase alegre – uma sinceridade da qual, mais tarde, eu sempre sentiria falta. – Fiquei, sim, com muito medo, mas ele não me atrapalhou nem um pouco.''

Enquanto narra suas memórias, o personagem acaba também por implantar várias reflexões, seguindo a linha do subtítulo do livro: "A loucura está do lado de dentro ou de fora?". A leitura levanta muitos questionamentos sobre o que é ser normal, além de focar também no relacionamento familiar. Isso se deve, em especial, pelo grande destaque que o pai de Joachim recebe.
Os personagens realmente conquistam, pois são todos muito bem construídos, e talvez seja por isso que posso dizer que Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi partiu meu coração várias vezes. O que começou como um livro tão descontraído e diferente vai ganhando contornos mais dramáticos. Isso não o tornou menos bom, eu apenas não estava preparada para os acontecimentos que vieram após a metade final do livro.
E fiquei curiosa sobre uma coisa; se trata de uma biografia? O autor possui o mesmo nome e morou no mesmo lugar que o Joachim do livro. De qualquer forma, é uma leitura extraordinária em vários aspectos.
Uma coisa que achei engraçado, sobre essa leitura, é que nunca consegui pegá-la à noite. Só funcionava para mim ler esse livro de manhã, então à noite eu pegava As Perfeccionistas (que, por sua vez, nunca conseguia me prender de manhã ou de tarde).

site: https://blueunendlichkeit.blogspot.com/2019/01/quando-finalmente-voltara-ser-como.html
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Tamirez | @resenhandosonhos 19/08/2018

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi
O que me atraiu nesse livro foi a capa, instigante e misteriosa, além de muito bonita; e também o título, grande, sugestivo e misterioso. Quando o lançamento foi anunciado eu fiquei super empolgada e doida pra ler, mas a leitura demorou um pouco para acontecer. E, infelizmente, quando aconteceu, não foi tudo aquilo que eu esperava.

O sentimento que eu tenho é que não era o momento certo para eu ter lido essa história agora. Sabe quando a gente sente que há algo errado entre a nossa vibe e a do livro? Então. Sei que muita gente adorou esse livro e me senti frustrada e triste por ter tido uma experiência ruim. Eu patinei, me deu ressaca literária, e eu ansiei por cada minuto até o fim. Desculpa livro, tenho quase certeza que o problema fui eu e não você, porque eu realmente costumo curtir essas tramas. É estranho se desculpar né? Mas é o sentimento que eu fiquei.

“O silêncio me deprimia. Eu odiava ouvir meu sangue murmurar no travesseiro e ficar deitado no escuro como uma múmia preparada para a eternidade. Sentia saudade dos gritos, da gritaria tranquilizadora dos doentes.”

Joachim, que gosta de ser chamado de Jocki, é o nosso protagonista e também narrador. É através de seus olhos que vamos conhecer o seu mundo e toda essa estranheza que lhe é comum. Ele vive em meio a pacientes de todos os tipos, interage com alguns e nos conta suas histórias, bem como suas impressões e anseios sobre eles.

A apresentação da “situação” é feita de forma natural, pois para o garoto não há nada de errado na forma como a vida dele se conduz ou sobre sua moradia. Opinião que não é exatamente compartilhada pelas pessoas de fora. Logo no começo, temos o seu primeiro dia indo para a escola, e é ai que já vemos o quanto esse menininho é diferente. Ele encontra um homem morto e sua reação é de euforia. Ele sai correndo e gritando para avisar a todos. Não há choque ou trauma, apenas entusiasmo.

Outro fato que vale a pena mencionar é que ele gostava de dormir com os gritos dos pacientes. Conforme ele nos conta, não haviam momentos de verdadeiro silêncio pelo terreno da instituição. E, após um tempo, quando ele sai de lá para fazer outras coisas, ouvimos sua reclamação de como é difícil adormecer sem os sons que ele estava tão familiarizado.

Mas, não é só o ambiente que é inusitado, Jocki também tem uma personalidade problemática e uma família que prefere não enxergar certas coisas. O garoto tem ataques de raiva sem motivo aparente e a qualquer momento. Porém, isso nunca é tratado ou levado a sério pela família. Eu confesso pra vocês que esse descaso de um pai que é médico me fez pensar em teorias sobre o fato.

Achei que ele nem era verdadeiramente membro da família, mas sim um paciente que estava sendo induzido naquela situação de proximidade. Mas, conforme a trama se desenvolveu e vamos conhecendo as histórias, o personagem cresce, e até vai viver sua vida adulta, nada disso se relaciona, apontando que realmente ele era exatamente quem parecia ser, e que o fato de não receber atenção ao tratamento para o seu problema psicológico foi uma negligencia familiar.

Ele também sofria constantemente bullying dos irmãos e tinha várias atitudes estranhas, como por exemplo uma cena que doeu em mim e na qual mais uma vez eu duvidei da sanidade do menino: eles tem uma cachorra, e um belo dia ele decide fazer um pacto de sangue com ela; para tal ele a corta de forma profunda para trazer o sangue e depois a si próprio. Quando a mãe e o pai veem o que aconteceu há apenas um silêncio e o contorno da situação. Nenhuma providencia.

Com essas coisas, fiquei a todo momento esperando alguma revelação ou desenvolvimento mais profundo, e simplesmente não veio. O livro é apenas Joachim contando duas história, suas memórias e nos conduzindo através de sua vida, da infância à idade adulta.

Frente a essa proposta, o subtítulo do livro faz bastante sentido: a loucura está do lado de dentro ou de fora?. Dai o leitor precisa se perguntar dentro ou fora de onde. Do hospital, da casa, da família, ou da cabeça do menino?

Cada capítulo conta uma história e elas não necessariamente se conectam. Algumas envolvem o pai, outras um paciente, e outras apenas o garoto e suas ideias. O livro teve um andamento bem lento pra mim e me demorou um tempo considerável até que eu finalizasse a leitura. O autor intercala momentos de seriedade, como a questão do cachorro ou uma conversa que Joachim tem com uma menina que estava lá por tentar cometer suicídio onde ela não sabe explicar o porquê, com cenas cômicas, feitas para a diversão. Há também aqueles momentos em que o leitor não tem certeza se é pra achar engraçado ou incrivelmente de mau gosto.

Esse é um livro para pararmos e pensarmos: o que é normal? Como sabemos o que é normal? O normal é ser um anormal?. É realmente difícil julgar as conotações que essa leitura traduz e implica. Porém, como já mencionei, não foi pra mim algo marcante. Eu apenas me senti incomodada e à espera a todo momento de que algo acontecesse. Qualquer coisa. Mas não, a história era realmente só aquilo.

Quando Tudo Voltará a Ser Como Nunca Foi é uma leitura delicada e indicada àqueles que gostam de ler coisas sobre crianças e dramas psicológicos. É uma leitura para imergir e absorver. E, talvez o mais importante, pode precisar que você esteja em um momento certo pra isso, se não pode soar bem monótono.

site: http://resenhandosonhos.com/quando-finalmente-voltara-ser-como-nunca-foi-joachim-meyerhoff/
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juliabarros 01/07/2018

03 motivos para ler ‘Quando finalmente voltará a ser como nunca foi’ e questionar o que você considera como loucura
1 - Li este livro para a categoria “livro com título impactante” do Desafio Livrada. Desde quando passei meus olhos por ele, tudo me chamou atenção: título e capa. Além disso, às vezes é classificado como autobiografia e outras não, então fica aí o mistério. É a história de uma família cujo pai é diretor de um hospital psiquiátrico e então, eles vivem numa casa dentro do terreno deste hospital. O livro é todo narrado pelo filho mais novo e em muitas vezes, traz essa inocência de uma criança - pelo menos no seu início. São contados episódios dos mais triviais e comuns em todas as famílias até os mais específicos daquela situação de se viver em um hospital psiquiátrico. Para mim, esse é um dos acertos do livro. Por viver ali desde criança, o nosso protagonista tem noção de que aquelas pessoas têm doenças mentais mas nem por isso as evita ou as rejeita. Pelo contrário, ele brinca com os pacientes e alguns até são convidados para jantar vez ou outra na casa do diretor do hospital. Afinal, somos todos humanos, não é ?
2 - Você acaba criando apego pelos personagens. Quem não conhece aquela empolgação clássica de se ter um hobby novo, de comprar livros, equipamentos, estudar tudo e de repente, desanimar? Ou então aquele cachorro que é velhinho porque já está com a família há anos mas é quase o membro mais importante da casa ? Ou aquela mãe que sempre quer agradar todo mundo e faz todos os pratos preferidos ? É também possível se apegar a alguns dos moradores do hospital psiquiátrico pelo jeito que eles são descritos para nós, muitas vezes com carinho pelo narrador. No geral, não ocorrem grandes reviravoltas e acontecimentos na história, mas ela prende porque você acaba fazendo parte daquela família.
3 - O que é a loucura para você ? E o que é normal ? Para Joachim, é normal ele dormir em seu quarto ouvindo os berros do hospital e quando isso não acontece, ele não consegue dormir. Louco, né? Pra mim o grande trunfo do livro foi me fazer questionar essa visão de normalidade/loucura. O próprio narrador tem episódios de raiva que pelo que é dito, ocorrem desde que ele é bem pequeno, e inclusive ele acaba passando uma noite internado no hospital. Será que ele se fosse de outra família, talvez não tão privilegiada no sentido de apoio e carinho, ele poderia simplesmente ser mais um dos pacientes que ali ficaram para sempre ? Terminei o livro satisfeita e intrigada com o que tinha lido e acabou me fazendo pensar sobre o que nós tratamos como louco e normal. Vale a leitura!

site: https://www.instagram.com/p/BjnXMkvHb4k/?taken-by=03motivos
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Luciane 11/11/2017

Mais uma vez, a editora Valentina me surpreende. Apesar do catálogo reduzido, a marca tem boas obras lançadas, como Dumplin', da também norte-americana, que já é uma das minhas preferidas em 2017. Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi já convence pela capa, pela sinopse e pela obra toda em si, sendo injusto dar qualquer nota abaixo de 4 estrelas no Skoob.

Portanto, se você está precisando respirar novos ares e ainda não sabe qual vai ser sua próxima leitura, deixo aqui a minha dica. Dizem que todo livro deixa um pouco de aprendizado e esse daqui me ensinou que a família é nosso maior alicerce. Não importam os sustos que a vida lhe pregue, serão sempre eles que estarão ao seu lado. Obrigado Meyerhoff, por me ensinar o que é saudade.


site: https://pitacosculturais.com.br/2017/11/08/quando-finalmente-voltara-a-ser-como-nunca-foi-meyerhoff-joachim/
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Dryh 03/11/2017

Intrigante
Joachim é um garoto um tanto peculiar. Filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico, ele mora nas redondezas do hospital desde que se lembra, e já está acostumado com os pacientes que por ali perambulam. Ele inclusive tem alguns amigos de lá! Mas não é só isso o que faz dele um menino um tanto diferente. Quando tinha sete anos, Joachim encontrara um corpo (de um aposentado) enquanto ia para a escola, e à medida em que crescia, seus ataques de fúria (e birra) só aumentavam.

Joachim é muito ligado à cadela de estimação da família, mas até mesmo com ela ele se irrita de vez em quando. Seu pai está sempre com o nariz enfiado em algum livro, e raramente dá alguma atenção aos filhos (quando o faz, os meninos vibram de alegria), a mãe não gosta de viver no norte da Alemanha (e deixa isso bem claro ao reclamar do frio), e tudo o que os irmãos mais velhos fazem parece ser com o objetivo de serem maldosos com Joachim.

Hoje penso que, talvez, também a nossa família tenha sido sempre apenas um conceito para ele. A vida como diretor de um hospital psiquiátrico, a vida como capitão de um navio, a vida como horticultor autossuficiente no campo, a vida como pai e marido na família – nós também éramos uma teoria que ele só suportava sentado na sua poltrona, mergulhado em livros ou distante de nós. – página 213

Ao longo do livro, somos apresentados a vários acontecimentos da vida de Joachim (ou Josse), desde sua infância até seus vinte e poucos anos. Não são acontecimentos muito marcantes ou que nos fazem devorar as páginas, mas são interessantes, principalmente quando envolvem pacientes do hospital ou quando Josse deixa transparecer sua raiva sobre qualquer coisa. Eu estava doida para chegar logo no final e descobrir os motivos de ele sentir raiva por motivos tão bobos e insignificantes. Teria isso algo a ver com o fato de o garoto praticamente morar no hospital?

[...] Depois veio a raiva. Uma onda quente que subia dos pés e uma torrente de pensamentos vingativos. Vi punhos e sangue, levantei a cabeça e, de repente, estava diante da minha imagem refletida no espelho. Eu não tinha noção de que podia assumir uma aparência tão feroz. – página 89

Eu estava bastante animada para ler este livro, apesar de ter passado pelo Skoob antes mesmo de iniciar a leitura e ter visto que a história não havia agradado muita gente. Mas estava curiosa. Infelizmente, esperei demais da história, e acabei me decepcionando um pouco.
A narrativa é um pouco lenta e requer atenção, e muitos pontos são cansativos. Ainda assim, é uma obra interessante de se ler, e eu, no geral, gostei de acompanhar Josse em diversos anos de sua vida.

Claro, o livro não me fez rir, chorar ou demonstrar qualquer outra emoção a não ser raiva em alguns momentos (os personagens sabiam ser chatinhos quando queriam), e não é uma história com muitos altos e baixos, intrigas, cenas tensas nem nada do tipo. Quando finalmente voltará a ser como nunca foi é um livro morno, possui uma história intrigante (que promete um final um pouco mais elaborado; contudo, até que gostei do desfecho dado pelo autor) e um protagonista que não é muito difícil de se gostar.

Apesar de não ter me conquistado totalmente, Quando finalmente voltará a ser como nunca foi é uma história que conseguiu me prender do início ao fim, e eu fiquei surpresa quando descobri que o livro é, na verdade, uma autobiografia do próprio autor. Para quem busca um livro diferente (tanto em sua nacionalidade quanto em conteúdo) esta é uma boa dica. Mas antes, uma pergunta: a loucura está do lado de dentro ou de fora?

O silêncio me deprimia. Eu odiava ouvir meu sangue murmurar no travesseiro e ficar deitado no escuro como uma múmia preparada para a eternidade. Sentia saudades dos gritos, da gritaria tranquilizadora dos doentes. – página 96


site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
Thaisa 07/02/2018minha estante
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Jess 31/08/2017

O livro com nome e capa instigante conta sobre uma família que mora no hospital psiquiátrico. Joaquim (Josse) é o filho mais novo entre 3 filhos e narra várias histórias da sua família. Seu pai é médico e diretor do hospital psiquiátrico para crianças e adolescente. O livro se passa na Alemanha e o garoto conta como é viver entre os loucos e como se comporta do lado de fora. Como é viver entre gritos e surtos? Como é conviver com a loucura todos os dias? Afinal, o que é loucura e o que é normal?

Caminhando para o nada, Joaquim traz relatos incomuns sobre situações do cotidiano. O livro apresenta passado, futuro, perdas, descobertas e loucura. Não é difícil de ler, é uma leitura rápida mas uma leitura que parece caminhar para o nada, faltando aquele TCHAM pra te fisgar.

Confesso que minhas expectativas estavam altíssimas para a leituras mas não foram atendidas. Não sei muito bem o que esperava mas queria perder o fôlego lendo, e o livro é uma calmaria. Agora que acabei de ler e fui reler a sinopse, o livro cumpriu o que prometeu: o cotidiano de uma familia incomum descobrindo a teoria, prática, a vida e o fim. E é isso mesmo!

Incomum é a melhor palavra pra resumir! É uma historia diferente, cômica e triste. Não é um livro que desperta sentimentos mas te guia pra um final satisfatório. Joaquim não se prende em apenas uma fase da sua vida, mas te leva a conhecer todos os detalhes da sua família e entrar na sua mente nada comum.

"Penso muito em por que sempre me senti bem melhor entre os supostamente anormais do que entre os supostamente saudáveis."

site: www.instagram.com/saymybook
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Queria Estar Lendo 07/05/2017

Resenha: Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi
Quando Finalmente Voltará a ser Como Nunca Foi é um livro narrado como se fosse um memoir, pelos olhos do pequeno Josse, que cresceu em uma casa cercada nos arredores do hospital psiquiátrico onde seu pai trabalha, e nos foi cedido para resenha pela editora Valentina.

A história começa com o dia em que o narrador, então com sete anos, encontrou seu primeiro morto: um aposentado caído no meio da horta comunitária por onde ele está cortando caminho para a escola -- mesmo que tenha sido alertado pela mãe para não fazer isso. A partir daí, a história se desenvolve entre as memórias do garoto sobre viver em uma casa dentro de um hospício, com um pai psiquiatra, uma mãe fisioterapeuta e dois irmãos mais velhos, seguindo até a sua vida adulta.

A primeira coisa que me chamou atenção no livro foi a sua capa, é como realmente olhar dentro da mente de uma criança, como olhar Onde Vivem os Monstros. Depois vem o título, longo e subjetivo que, num primeiro momento pode não fazer sentimento, mas que fica bem claro depois das primeiras páginas. Para mim, foi um pacote completo.

"Gosto muito de como elas são, tão selvagens e cheia de vida. Quando se alegram, se alegram para valer, e quando gritam, então gritam mesmo."

O início do livro me lembrou um pouco O Menino do Pijama Listrado. Embora a narrativa de Quando Finalmente Voltará a ser Como Nunca Foi não seja tão inocente quanto o livro de John Boyne, a construção inicial do personagem é bem ingênua, como podemos ver na narrativa sobre o enterro que Josse e seus irmãos dão para um pássaro que morreu ao bater contra a janela de sua casa e na forma como ele enxergava as letras, por causa dos nomes dados aos blocos do hospital.

Isso, de certa forma, é algo que sempre gosto muito, a forma como os autores conseguem montar uma descrição infantil que fica tão fiel, que você é capaz de dizer "eu totalmente vejo uma criança de sete anos fazendo isso" ao mesmo tempo em que revela pensamentos e reflexões mais profundas sobre a vida e a morte e loucura e as expectativas que criamos em volta das pessoas que amamos. Foi definitivamente a minha parte preferida do livro.

"Para mim, foi um reconhecimento incrivelmente libertador: inventar significa recordar."

Quando Finalmente Voltará a ser Como Nunca Foi é um romance tragicômigo que fala de uma família "normal" vivendo em meio aos "loucos" e que usa desse artifício para falar do relacionamento disfuncional dos personagens entre si, que nada mais é do que o retrato de uma família que poderia ser a sua ou, no mínimo, a de alguém muito próximo a você.

Outro ponto que eu julgo um dos meus favoritos é que Joachim usa a excentricidade e peculiaridade do ser humano em situação comum e cotidianas para contar uma história instigante, capaz de prender a sua atenção e despertar você para a singularidade de cada pessoa. É como uma viagem que nos faz questionar o que é normal e o que é loucura, e por que achamos que os dois não andam lado a lado.
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Debyh 28/04/2017

Eu peguei esse livro e pensei: OMG que título enorme, e um pouco sem sentido né… Aí quando eu li a sinopse, fiquei curiosa, porque (já respondendo a pergunta ali de cima) não é normal crescer dentro de um hospício (a menos que você precise estar lá).
Apesar de ter gostado do livro, passei por alguns momentos em que pensei que não fosse gostar do livro, é que eu não entendia se o enredo era coisa da cabeça do narrador ou se era verdade, mesmo assim no final o saldo geral foi bem positivo pra mim.

(continua no link)

site: http://euinsisto.com.br/quando-finalmente-voltara-ser-como-nunca-foi-joachim-meyerhoff/
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Layla [@laylafromthebooks] 31/03/2017

Tu tá maluco? Respeita o moço
Loucura. Você conhece alguém que não seja louco por alguma coisa? Louco por selfies, por chocolate, louco por séries ou, talvez, por livros?

Se cada tipo de loucura fosse visível, como comércios destacados num GPS, nós veríamos que elas são muitas e variadas e que para cada uma delas há um monte de pessoas que são atraídas por seus detalhes. Se elas fossem visíveis como mercados no Google Maps, com carrinhos brancos dentro de círculos vermelhos, por exemplo, veríamos infinitas insanidades por todo o mapa, por todos os lugares, e insanidades que proporcionam infinitas prateleiras e corredores e produtos. E veríamos que nós, consumidores da insânia, nos espalhamos por todo o mercado, cada um com uma preferência de mercadoria – cada um com uma preferência de delírio. A questão é: todos vamos ao mercado. Muitos vão mais de uma vez na semana. Então por que adotamos a ideia de não irmos de modo algum? Por que adotamos a ideia de que o normal é não ter loucura alguma?

Você pode encontrar em qualquer dicionário a concepção de normal e normalidade, concepção que basicamente diz que o normal não foge à regra, que o normal é o comum. Você também verá que comum é algo ou aquilo que pertence a todos. Tendo isso em mente, faço uma pergunta a vocês: o que é mais comum hoje, a sanidade... ou a loucura?

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi nos conta a história de uma família pequena: um pai, uma mãe e três filhos. Josse é o menino mais novo dos três e ele é o narrador da leitura. Seu pai é diretor do hospital psiquiátrico em que eles vivem e sua mãe é uma fisioterapeuta. Ponto.

Esse é o exterior. É a mercadoria que eles vendem, mas não a que compram.

No interior, Josse tem uma raiva dentro de si que a menor faísca faz virar fogo e a combustão é cheia de socos e gritos e incompreensão. Seus irmãos são tão companheiros como maldosos, e fazem da vida do pequeno raivoso um tormento sempre que podem. O pai é mais paternal com seus pacientes do que com os próprios filhos, e até com a esposa se mostra um grande imoral. E a mãe se mostra cega em seu cuidado pelos filhos e hesitante quanto à vida que tem quando comparada a que teve. Ponto.

No interior, Josse não é ‘normal’. Não se o ‘normal’ for contrário à loucura. Os irmãos e os pais dele tampouco. E essa é a grande sacada de Meyerhoff: a família do diretor do hospital é mais necessitada de ajuda psicológica do que o leitor poderia imaginar.

Acompanhando a infância até a vida adulta de Josse, vemos como ele lidou com as excentricidades que eram suas e de seus familiares. Por vezes, a leitura se tornou angustiante. O porquê exato não consigo eviscerar em palavras, mas sinto que é pela forte identificação que Joachim imprimiu nas páginas de seu livro. Afinal, todos nós temos problemas familiares. Todos nós temos algo de insano em nós mesmos. E ler algo que te remete tanto a si mesmo pode ser assustador. Josse pensara algo antes que creio que caiba muito bem nesta explanação. Parafraseando-o, é mais ou menos assim: há momentos que nossa aversão para com alguém ou alguma coisa é muito compreensível porque esse alguém ou alguma coisa pode ser muito parecido com o que somos. E é extremamente raro para nós nos depararmos com algo feito de nós mesmos.

Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi é uma ficção de pura realidade e cheia de um humor que é pura ironia. Nestas páginas, Meyerhoff mostra-nos uma família disfuncional, igual a que todos nós conhecemos e/ou fazemos parte, e que tenta mascarar a sua insanidade e viver ‘normalmente’, igual ao que fazemos ou igual a alguém que conhecemos. Jogando com situações, personalidades e com o que achamos ordinário, o autor brinca com a ideia de que fingirmos uma sanidade inexistente é covardia de nossa parte – ele nos faz acreditar que a coragem está naqueles que abraçam sua loucura. Mas conta também uma piada amarga e nem um pouco engraçada: quem abraça abertamente a loucura que vive e é e faz parte de ser acaba por se abraçar de modo compulsório. Em camisas de força. E possivelmente irá parar em hospitais psiquiátricos comandados por diretores imorais, casados com mulheres um tanto cegas para como cuidar de seus filhos, filhos esses cheios de raiva e maldade.

A moral que fica é a seguinte: que todos nós temos excentricidades. Todos nós vamos ao mercado de delírios para abastecer a nossa mais singular ou plural loucura. E que a loucura é normal e o normal é a loucura. E que, por fim, loucos são aqueles que dizem não possuir insanidade nenhuma.

Eu aposto que você é louco por alguma coisa. Porém, você é corajoso o bastante para admitir?
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Carol 22/03/2017

íntimo
"Cada vez mais tenho a impressão de que o passado é um lugar ainda mais inseguro e instável que o futuro. O que deixei para trás deveria ser algo seguro, concluído, que já fora e só esperava para ser narrado, e o que tenho pela frente não deve ser o chamado futuro a ser moldado?"

Joachim tem sete anos de idade e mora no hospital psiquiátrico que o pai trabalha com seus pais e seus irmãos. No livro "Quando finalmente voltará a ser como foi" temos um relato honesto sobre relações familiares e nos mostra que todas as famílias são iguais, o que as difere são a forma de esconder a "loucura" que SIM, todas têm.

O livro é escrito em primeira pessoa e nos mostra que muitas vezes vivemos um relacionamento embalado em um lindo papel de presente, mas que por dentro está vazio, a realidade de viver dentro de uma relação oca, mas que mantem as aparências.

Ao ler esse livro fui transportada a Alemanha e achei muito bacana a forma íntima e fora do comum que o autor escreveu, sabe aquele tipo de livro que em certos momentos você se emociona e perde algumas lágrimas pelo caminho, guarda amor por ele, fica angustiado e sofre em alguns momentos.

A diagramação e todo trabalho de edição da Editora Valentina, como sempre, estão impecáveis. Esses elogios não são do meu lado mega fã da editora, não, são por ver todo o cuidado e carinho que possuem ao publicar títulos desconhecidos. No livro de Joachim Meyeroff temos a reflexão das relações familiares, mistura de experiências de vida e um novo ponto de vista para enxergar o mundo.

Após o término da leitura, descobri que essa publicação é autobiográfica sobre a vida do autor, eu não gosto de biografia, mas essa é escrita tão diferente e libertadora. E muitas vezes tememos a loucura de todas as formas sem saber que na verdade ela jamais saiu de nós.

site: www.nossaressacaliteraria.com.br
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ELB 31/01/2017

Every Little Book
Esta, mais uma vez, foi uma leitura bem diferente das que estou acostumada a ler. Quando finalmente voltará a ser como nunca foi nos traz uma bela história, vista através dos olhos de uma criança.

Joachim é uma criança muito esperta e curiosa, logo nas primeiras páginas do livro, ele se depara com um morto num jardim. Sua reação é um tanto diferente do que podia se esperar de uma criança, pois ele vai correndo até sua escola e conta para todo mundo o que descobriu. Neste momento, já podemos perceber que o mundo gira de uma forma diferente para o garoto, de uma forma bem peculiar e que conheceremos através desta obra.

"MEU PRIMEIRO MORTO FOI UM APOSENTADO.
Bem antes que um acidente, uma doença e a senilidade levassem as pessoas queridas e mais próximas da minha família; bem antes que eu fosse obrigado a aceitar que meu próprio irmão, meu pai jovem demais, meus avós e até mesmo minha cadela, companheira de infância, não eram imortais; e bem antes de eu manter um diálogo constante - tão alegre, tão desesperado - com meus mortos, certa manhã, encontrei um aposentado morto."

O garoto vive com sua família e sua cadela de estimação em um local um tanto inusitado. Um hospital psiquiátrico. É isso mesmo que você acabou de ler! Seu pai é psiquiatra e diretor do hospital, então a família vive lá, pois é um local muito grande e tem uma casa especial para o diretor.

Joachim gosta de dormir ao som dos gritos dos pacientes, o que é muito estranho, mas para ele tudo era normal, já estava habituado a tudo isso. Também era amigo de alguns pacientes e não tinha medo ou receio de alguns deles. Claro, no hospital viviam alguns "perigosos", porém, se mantinha afastado da maioria. Já alguns, apenas não eram bem compreendidos pelas pessoas, não eram em nada perigosos, mas Joachim os entendia muito bem, ou pelo menos tentava.

O livro é dividido em memórias, então em cada capítulo podemos acompanhar fases e acontecimentos da vida de Joachim e sua família. No começo, estranhei um pouco esta divisão, mas depois consegui captar a jogada do escritor.

A família se diverte com jogos, onde cada um tem sua especialidade e é questionado sobre ela. Cada um tem direito a uma assinatura de revista sobre um determinado assunto, achei isso um máximo, gente! Esses jogos traziam muita união à família, assim como os filmes que todos assistiam em algumas noites.

Ele e seus dois irmãos vivem em pé de guerra, naquela eterna provocação fraterna. Mas ainda assim, são muito amigos entre si. Quando alguém está doente, sempre tem alguém para ajudar!
Só não gostei muito das parte em que Joachim tinha algumas crises de fúria, o garoto começava a gritar loucamente do nada e era muito difícil contê-lo. Que garoto difícil, mas mesmo com esses momentos, gostei muito dele.

Ao decorrer do livro, os anos vão passando e muitas coisas vão mudando, a relação entre a família principalmente. As coisas ficaram um pouco turbulentas em certos momentos e torci muito para que tudo voltasse ao normal.

Enfim, foi um livro muito agradável de se ler. As memórias de Joachim ora são engraçadas, ora são tristes. Vemos que no fundo, esta é uma família normal, sujeita as fases ruim e surpresas da vida. O autor soube mesclar os acontecimentos e despertar a curiosidade de uma forma excepcional. Mesmo sem ter havido um "clímax" no livro, ocorrendo sempre de forma bem suave, foi muito tocante, em alguns momentos senti aquele aperto no coração... E as surpresas foram inevitáveis!

Bom, espero que tenham a oportunidade de ler esta obra e gostem tanto quanto eu. Com certeza, ela ficará guardada em um cantinho muito especial de minha memória.

site: http://www.everylittlebook.com.br/2017/01/resenhaquando-finalmente-voltara-ser.html
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Thuanne Hannah 18/01/2017

Esta, mais uma vez, foi uma leitura bem diferente das que estou acostumada a ler. Quando finalmente voltará a ser como nunca foi nos traz uma bela história, vista através dos olhos de uma criança.

Joachim é uma criança muito esperta e curiosa, logo nas primeiras páginas do livro, ele se depara com um morto num jardim. Sua reação é um tanto diferente do que podia se esperar de uma criança, pois ele vai correndo até sua escola e conta para todo mundo o que descobriu. Neste momento, já podemos perceber que o mundo gira de uma forma diferente para o garoto, de uma forma bem peculiar e que conheceremos através desta obra.

"MEU PRIMEIRO MORTO FOI UM APOSENTADO.
Bem antes que um acidente, uma doença e a senilidade levassem as pessoas queridas e mais próximas da minha família; bem antes que eu fosse obrigado a aceitar que meu próprio irmão, meu pai jovem demais, meus avós e até mesmo minha cadela, companheira de infância, não eram imortais; e bem antes de eu manter um diálogo constante - tão alegre, tão desesperado - com meus mortos, certa manhã, encontrei um aposentado morto."

O garoto vive com sua família e sua cadela de estimação em um local um tanto inusitado. Um hospital psiquiátrico. É isso mesmo que você acabou de ler! Seu pai é psiquiatra e diretor do hospital, então a família vive lá, pois é um local muito grande e tem uma casa especial para o diretor.

Joachim gosta de dormir ao som dos gritos dos pacientes, o que é muito estranho, mas para ele tudo era normal, já estava habituado a tudo isso. Também era amigo de alguns pacientes e não tinha medo ou receio de alguns deles. Claro, no hospital viviam alguns "perigosos", porém, se mantinha afastado da maioria. Já alguns, apenas não eram bem compreendidos pelas pessoas, não eram em nada perigosos, mas Joachim os entendia muito bem, ou pelo menos tentava.

O livro é dividido em memórias, então em cada capítulo podemos acompanhar fases e acontecimentos da vida de Joachim e sua família. No começo, estranhei um pouco esta divisão, mas depois consegui captar a jogada do escritor.

A família se diverte com jogos, onde cada um tem sua especialidade e é questionado sobre ela. Cada um tem direito a uma assinatura de revista sobre um determinado assunto, achei isso um máximo, gente! Esses jogos traziam muita união à família, assim como os filmes que todos assistiam em algumas noites.

Ele e seus dois irmãos vivem em pé de guerra, naquela eterna provocação fraterna. Mas ainda assim, são muito amigos entre si. Quando alguém está doente, sempre tem alguém para ajudar!
Só não gostei muito das parte em que Joachim tinha algumas crises de fúria, o garoto começava a gritar loucamente do nada e era muito difícil contê-lo. Que garoto difícil, mas mesmo com esses momentos, gostei muito dele.

Ao decorrer do livro, os anos vão passando e muitas coisas vão mudando, a relação entre a família principalmente. As coisas ficaram um pouco turbulentas em certos momentos e torci muito para que tudo voltasse ao normal.

Enfim, foi um livro muito agradável de se ler. As memórias de Joachim ora são engraçadas, ora são tristes. Vemos que no fundo, esta é uma família normal, sujeita as fases ruim e surpresas da vida. O autor soube mesclar os acontecimentos e despertar a curiosidade de uma forma excepcional. Mesmo sem ter havido um "clímax" no livro, ocorrendo sempre de forma bem suave, foi muito tocante, em alguns momentos senti aquele aperto no coração... E as surpresas foram inevitáveis!

Bom, espero que tenham a oportunidade de ler esta obra e gostem tanto quanto eu. Com certeza, ela ficará guardada em um cantinho muito especial de minha memória.


site: http://www.everylittlebook.com.br/2017/01/resenhaquando-finalmente-voltara-ser.html
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Paula Juliana 01/01/2017


A loucura está do lado de dentro ou de fora?
Mas o que é a loucura? É fugir do convencional? Do comum? É ter manias? É gostar de coisas que ninguém gosta? É correr pelado? É falar com sua cadela? É contar e aumentar histórias? O mundo está repleto de loucuras que vêm de dentro, que se transbordam, que fazem o normal virar chato!

Logo que iniciei a leitura fiquei intrigada, primeiro por não saber muito do que se tratava a obra, depois porque começou de uma forma esquisita, achei o personagem principal também muito estranho, sem contar as primeiras situações apresentadas. O menino tinha achado um morto, sim caro leitor um cadáver, e ele estava numa alegria anunciando a todos a sua grande descoberta, o que fui descobrir foi que Josse começa a história com sete anos, e é uma criança peculiar mesmo.

Seu pai é diretor de um hospital psiquiatra, muitas coisas que acreditamos ser estranhas, loucas, esquisitas, para Josse é totalmente normal. Fui descobrindo também que o livro é uma Biografia que esses personagens realmente existiram, a mãe aplicada, o pai aéreo que esta lá e ao mesmo tempo não estava, os irmãos, a cadela, o menino que ficou feliz em achar o morto, e contava inúmeras vezes para todos sempre aumentando a história.

Não sei se foi somente comigo mas estranhei o modo que a história é apresentada, ao mesmo tempo que o sentimento de confusão e estranheza tomava conta de mim, não parava também de achar o texto cativante, original e interessante.

Conta eventos do passado do personagem - Josse - desde seus sete anos até sua vida adulta.
Uma Biografia onde o normal é superestimado.
Personalidades peculiares mostrando o caminho de Josse, seu amadurecimento, sua vida de uma forma original. A leitura se arrastou um pouco no inicio, mas creio que é mesmo uma questão de se acostumar a forma da narrativa, nunca fui muito fã de não ficções, mas realmente amei a leitura.

O título é intrigante, assim como a capa e a diagramação, fazem essa biografia Alemã ainda mais interessante, indico para os loucos normais e os loucos peculiares com manias peculiares assim como Josse! Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi - A loucura está do lado de dentro ou de fora? de Joachim Meyerhoff é uma leitura gostosa, de fácil entendimento que leva o leitor a situações de vidas! Curti cada segundo, super recomendo!

Paula Juliana
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dayukie 24/12/2016

"O livro apesar de aparentar ser complexo, o texto é tão simples que a leitura fluiu extremamente fácil. A história me trouxe a sensação de alegria e tristeza, além de conhecer um pouco o país em que Joachim reside, a Alemanha. Com cenas e personagens bem descritos, eu simplesmente adorei a leitura."

Confira a resenha completa no blog.

site: https://goo.gl/Xnq2JL
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