À Margem do Lago

À Margem do Lago Sara Gruen




Resenhas - À Margem do Lago


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Fernanda 26/06/2016

À Margem do Lago
Resenha no blog:

site: http://www.segredosemlivros.com/2016/06/resenha-margem-do-lago-sara-gruen.html
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Dirlene_Tavares 01/10/2017

Mais uma vez parabéns para a autora.
Escrita de uma maneira bem clara e sem muito rodeios, conta a história de uma mulher que aos poucos vai enxergando as verdades nada agradáveis sobre seu marido, e o que é melhor, apesar de se mostrar frágil e passiva, aos poucos vai descobrindo que realmente precisa tomar alguma atitude para salvar a própria pele, e sabe o que mais gostei, que ela aproveita o que tem em sua volta para se transformar, e descobre que pode muito mais do que pensava.
No início nem estava tão empolgada, mas conforme a leitura progredia o livro vai ficando mais interessante e tem um final muito legal.
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Fer Kaczynski 28/06/2016

Eu já conheço a autora devido ao livro Água para Elefantes, que é dos meus favoritos, tem a adaptação cinematográfica que eu também gostei. Acho sua escrita simples e fácil, gostosa de ler, então claro que quero ler seus outros romances, tenho A casa dos macacos que preciso urgentemente ler, pois está na fila há anos.

Neste lançamento do Grupo Editorial Record, com o selo da Bertrand Brasil, achei a capa bem feia, poderiam ter caprichado nela, pesquisando pela internet encontrei várias outras lançadas em outros lugares muito melhores que a nossa, como as que achei abaixo: Grã-Bretanha, Reino Unido e EUA.

site: http://dailyofbooks.blogspot.com.br/2016/06/resenha-margem-do-lago-sara-gruen.html
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Simeia Silva 13/06/2016

Maravilhoso
Madeline é casada com Ellis, um homem que até então para ela é maravilhoso, um exemplo de bom marido. Atencioso, encantador, brincalhão, etc. Ellis tem um amigo daqueles que só se separam para ir dormir, tudo os dois fazem juntos, e Madeline é sempre deixada em segundo plano, ou melhor, em último plano mas isso ela só irá perceber mais pra frente, e será muito tarde. Ellis não pode ir para a guerra, assim como o seu melhor amigo Hank também não. Ellis foi diagnosticado segundo ele, com daltonismo(não vê cores, só enxerga tudo cinza) e Hank não foi por ter pés chatos(vai entender). O pai de Ellis é um ex-coronel e essa notícia para ele foi inaceitável, resultando em um expulsão de casa, depois da festa de Ano-Novo. Festa essa que Ellis, Madeline e Hank tinham aprontado todas, principalmente Ellis, o dito cujo ficou tão bêbado que acabou falando o que não devia do próprio pai.

Expulsos de casa, Madeline, Ellis e Hank resolvem fazer uma viagem e cruzar o Atlântico, o que para qualquer pessoa era visto como um erro. Bom, vejamos. Os três estão no ano de 1945, a Segunda Guerra estava a todo vapor, embarcações eram explodidas por submarinos, e Ellis e Hank queriam, porque queriam, atravessar a droga do Oceano Atlântico para procurar por um bicho que ninguém sabia se existia. Ellis queria provar para o pai que poderia ser bom, que ele poderia terminar o que o pai dele tinha ido fazer e fracassara, Ellis e Hank iriam atravessar o Oceano Atlântico, chegar até Terras Altas da Escócia em plena Segunda Guerra, apenas para procurar pelo pasmem Mostro Ness. É, isso mesmo que vocês estão lendo. O pai dele havia ido procurar por esse bicho e acabou se metendo em uma bela confusão, levando o seu nome para o esgoto junto com a lenda do bicho.

Depois de sofrerem um atentado no navio que estavam, de terem visto vários mortos e pessoas queimadas, eles finalmente desembarcam em Terras da Escócia em um pequeno vilarejo, conseguem hospedagem em uma pousada de um cara bem rabugento #sóquenão, e assim Ellis e Hank começam a caçada ao mostro do Lago Ness. Madeline fica totalmente deslocada, se sente sozinha e com o passar dos dias, Ellis fica irreconhecível, um cara que até então Madeline não sabia que existia. A idiota fecha os olhos, sofre calada, e esse fechar de olhos a levará quase ao fundo do posso. E porque não a sua verdadeira ruína.

Maas, como nem tudo poderia ser diferente, aparece dois anjos na vida de Madeline. Dois não, melhor dizendo, três anjos escoceses. Duas mulheres que trabalhavam como atendentes no bar da pousada e o capitão Angus. Capitão esse que eu o confundiria fácil com um anjo defensor das mulheres.

Um psicopata até então escondido entrará na vida de Madeline. Um homem maravilhoso também. Guerra, mortes, medo, mentiras, enganações, soberba, possessividade, loucura, violência, covardia. Tudo isso e muito mais estará entranhado em cada frase, parágrafo e diálogo encontrado nesse livro. E a vida de Madeline mudará radicalmente, mostrando para ela que: "Nada é o que parece em um primeiro olhar, que os valores que ela mais prezava, se mostrariam insustentáveis, e que monstros surgiriam onde ela menos esperava."


RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: www.sentaaileitor.com.br
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Patricia 05/07/2017

"E assim, devido à guerra entre meu marido e o pai dele e à obsessão insana de ambos com um monstro mítico, nós havíamos atravessado o Atlântico — enquanto um maluco real, um monstro verdadeiro, tentava dominar o mundo por motivos orgulhosos e egoístas."

Ellis, Medeline e Hank compõe um trio de americanos esnobes que só querem saber de festas e bebedeiras. Ellis e Hank não foram aceitos no exército e são constantemente taxados de covardes. Por isso, para mostrar sua coragem, eles têm a ideia genial de ir pra Escócia em meio a Segunda Guerra para caçar o monstro do lago Ness, provando assim sua coragem.

Nossa narradora é a Medeline, esposa de Ellis. À primeira vista, foi impossível simpatizar com ela. Mas com o desenrolar dos acontecimentos, vamos descobrindo quem Maddie realmente é e desenvolvemos muita empatia por ela.

Primeiro, ela é atingida pela realidade da guerra. Uma coisa é ouvir notícias a um continente de distância; outra é se deparar com centenas de pessoas feridas/mutiladas/mortas, com o racionamento, a fome, o desespero... Não era mais uma das aventuras deles: era real, cruel, monstruoso. Porém, somente ela parece ser atingida por isso. Seu marido e o melhor amigo dele continuavam alheios ao que acontecia em baixo do nariz deles. E conforme os planos de Ellis vão se mostrando em vão, ele vai descontando cada vez mais suas frustrações na esposa.

Vamos percebendo que o casamento deles não é nada divertido como as primeiras páginas aparentavam. E o interessante é que vamos nos dando conta disso junto com a personagem. Ela teve uma estrutura familiar desmoronada (o que faz com que ela ache normal o casamento que tem) e nunca teve amigas mulheres com quem conversar. A medida que a personagem vai se auto descobrindo e percebendo sua força, vemos mais claramente as nuances de um relacionamento abusivo. Ellis inverte tudo que acontece para que Maddie seja vista como louca.

Apesar de um ou outro clichezinho básico, esse é um romance muito legal sobre empatia e empoderamento. Recomendo!

"Se Ellis quisesse terminar sua caça ao monstro, não precisaria procurar mais longe: bastaria olhar-se no espelho."
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Maria - Blog Pétalas de Liberdade 24/06/2016

Resenha para o blog Pétalas de Liberdade (acesse para ver conteúdo extra)
A Sara Gruen é autora de "Água para elefantes", um livro que quero muito ler, de forma que quando vi seu novo livro, "À margem do lago", entre os lançamentos do mês do Grupo Editorial Record (parceiro do blog), fui correndo solicitá-lo para resenha, e depois de finalizar a leitura percebo que foi uma decisão acertada!

O livro é narrado por Maddie e se passa em 1945, ano em que a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Maddie era de uma família rica, mas desestruturada, sendo solitária até conhecer os amigos Hank e Ellis, formando um trio inseparável. Maddie se casou com Ellis, contra a vontade dos pais dele que não a consideravam a altura do filho pelo seu histórico familiar. Não é dito no livro, mas presumo que o trio estivesse entre os vinte e trinta anos de idade. A vida deles era na farra, até que em uma festa eles passaram do ponto e Ellis falou demais, ofendendo seu pai que resolveu expulsá-lo de casa. As declarações de um bêbado Ellis não foram o único motivo, o fato de o pai sentir vergonha do filho por ele não ter sido aceito pelo exército para combater na guerra era o motivo principal, já que o pai havia feito carreira na vida militar e, na época, só os homens com algum problema físico não estavam sendo recrutados. Ellis não foi aceito por ser daltônico, até então sua incapacidade de diferenciar as cores verde e vermelha não havia afetado a sua vida, mas o impediram de ir para o exército.

"Minha vida consistia em acordar ao meio-dia, encontrar Hank e Ellis e depois saltar de um drinque matutino para um coquetel pré-festa, para uma bebidinha antes de dormir, passando as noites inteiras em festas ou jantares de gala... só para recomeçar tudo de novo no dia seguinte. Era uma vida cheia de armadilhas luxuosas e bolhas cintilantes que me cegara para o fato de que nada daquilo era real." (página 170)

Agora Ellis precisava encontrar uma forma de ser aceito novamente pelo pai, ou poderia dar adeus ao dinheiro e aos luxos que tinha (ele não trabalhava e dependia de uma mesada para viver). Hank acreditava que a única maneira de Ellis voltar a ser respeitado pelo pai seria realizar algo que seu pai tinha falhado em fazer anos antes: conseguir provar a existência do Monstro do Lago Ness. A ideia poderia parecer perigosa e absurda, mas na falta de outra melhor, Hank, Ellis e Maddie partiram num navio cargueiro rumo à Escócia, no meio de uma guerra, e essa viagem mudaria a vida de Maddie para sempre.

"Nós iríamos para a Escócia, era a nossa única opção, e só voltaríamos a pôr os pés neste continente depois que Ellis encontrasse o monstro que o coronel falsificara." (página 55)

Na Escócia, Maddie passou a compreender a guerra com mais precisão, não era só mais um assunto a ser debatido em jantares luxuosos, eram combatentes morrendo, eram pessoas perdendo seus entes queridos. E naquela hospedaria simples, sem luz elétrica, onde estava hospedada, Maddie finalmente se encontraria, encontraria amigos e perceberia o quanto sua vida havia sido vazia até então, e ela tentaria retomar as rédeas de sua existência, mas isso poderia ser perigoso. Será que ela realmente conhecia o homem com quem se casou? Seria verdadeira a amizade do trio ou ela seria deixada de lado na primeira oportunidade? A guerra chegaria até eles?

"À margem do lago" foi um livro que eu gostei muito. A narrativa da autora me cativou de uma tal forma que, quando eu pegava o livo, era como se houvesse uma porta e eu precisasse simplesmente abri-la para entrar no cenário criado pela Sara e estar com seus personagens. Se eu tivesse escrito um livro, queria ter conseguido criar personagens tão reais e vivos quanto os criados pela Sara! É uma daquelas obras onde a gente quer ler só mais um pouquinho para descobrir o que virá a seguir, descobrir se os temores da Maddie tem fundamento e o que ela fará em seguida.

Inicialmente, apesar de serem uns boêmios, a amizade de Maddie, Hank e Ellis me parecia bonita, era interessante ver como o trio era unido. A dedicação de Maddie ao marido também era admirável: para que ele não fosse mais hostilizado por ter sido rejeitado pelo exército, ela aceitou cruzar o oceano correndo o risco de morrer se o navio onde estavam fosse acertado pelos inimigos. Mas com o tempo é possível perceber que aquela frase famosa do livro "As vantagens de ser invisível" (Stephen Chbosky), que diz que "a gente aceita o amor que acha que merece", servia para a Maddie: ela aceitava calada situações e humilhações que eram inaceitáveis, simplesmente porque ela erroneamente acreditava que merecia aquilo, por não ter recebido amor ou compreensão dos pais e da sociedade elitista e esnobe durante todo a vida. Foi só quando começou a conviver com aquelas pessoas tão simples na hospedaria, é que ela pode compreender o que realmente era a amizade e o quanto ela necessitava viver de verdade, sem se prender ao dinheiro, mas para poder viver assim ela teria que se livrar das amarras que a prendiam.

É interessante observar como a Maddie é vitima de gaslighting, um tipo de violência infelizmente muito comum contra as mulheres, que consiste em "distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima" (ou as pessoas que convivem com ela) "em dúvida sobre a sua memória e sanidade" ((Portal Brasil), além disso é possível observar situações onde a palavra dela não era prova suficiente, e pessoas que viram a situação ainda tentavam reverter ou encontrar formas de culpá-la sendo que ela era a vítima. Infelizmente isso acontece muito na vida real.

"Tantos mortos. Meros 15 dias antes eu achara quase impossível compreender a ideia de 3 mil homens mortos numa única tarde. Agora, a imensidão de uma cifra como 60 nil vítimas era ainda mais chocante, pois quase abria a possibilidade de esquecermos que cada um desses mortos fora uma pessoa, cujas esperanças, sonhos e amores tinham sido ceifados.
Eu não entendia como aquilo poderia continuar. Não sobrariam mais homens no mundo." (página 200)

Eu já li um número considerável de livros que falam sobre a Segunda Guerra Mundial, até comentei recentemente que estava um pouco cansada do assunto, mas gostei de ver a temática no livro da Sara Gruen por ela trazer um lado que eu ainda não tinha lido, a guerra não é o foco da obra, e sim as suas consequências para aquele vilarejo escocês que sofria com a falta de alimentos e onde todos tinha que contribuir de alguma forma com o seu país e com o seu exército, e onde as notícias chegavam pelo noticiário da noite no rádio e pelo jornal local (que dividia as informações sobre os combates com notícias do cotidiano e de menor relevância).

Talvez vocês estejam se perguntando sobre o papel do Monstro do Lago Ness na trama. Só digo que é bem interessante e para saber mais sobre esse lado misterioso da obra, só lendo!

Sobre a edição: a capa é condizente com a trama e é possível fazer várias relações entre ela e a história: o lago propriamente dito, o daltonismo de Ellis onde o mundo não tinha cores, o ruído (esse aspecto meio granulado) das imagens captadas por câmeras da época; a capa brasileira tem sua beleza pela escolha das cores e fontes, mas a capa de uma das edições em inglês também é bem bonita (foto ao lado). As páginas são amareladas; as margens, o espaçamento e as letras tem um bom tamanho e há poucos erros de revisão.

Enfim, "À margem do lago" foi um livro que eu gostei mais do que esperava, apesar de querer que os capítulos finais tivessem um ritmo mais calmo e que o romance fosse melhor explorado. Concordo com todas as declarações que estão na contracapa da obra! Eu recomendo a leitura, especialmente para quem gosta de personagens cativantes; de narrativas fluidas, daquelas em que a gente vai se surpreendendo junto com as descobertas dos personagens e também para quem gosta de livros sobre a Segunda Guerra Mundial, a Escócia ou que falem sobre seres que não temos certezas se são reais ou não (no caso, o Monstro do Lago Ness).

site: http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/2016/06/resenha-livro-margem-do-lago-sara-gruen.html
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Claudia 23/08/2016

No início estava meio confuso e lento, da metade para o fim melhorou bem. Gosto do jeito de escrever dessa autora. Nota "real", 4,5.
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Lê Golz 03/09/2016

Adorei, vale a pena!
Sara Gruen é uma autora que me agradou bastante com sua escrita madura quando li Água para elefantes. À margem do lago, seu mais novo livro publicado pela Bertrand Brasil, me deixou satisfeita mais uma vez, principalmente pela criação de seus personagens tão reais.

A trama gira em torno de Maddie, que é quem narra a história, seu marido Ellis e seu amigo Hank. Ellis é filho de um ex-coronel das forças armadas, que o expulsa de casa após o último constrangimento que causou em uma festa de Ano-Novo. O que Ellis mais deseja é provar seu valor para o pai, que o culpa por uma doença que o impediu de servir na Segunda Guerra Mundial. Com isso, eles irão fazer de tudo para encontrar o tão famoso monstro do lago Ness, nas Terras Altas da Escócia, lugar onde seu pai tentou a mesma coisa, mas foi envergonhado.

Chegando na Escócia, eles são rejeitados pela comunidade local e se instalam em uma pequena e isolada hospedaria. Maddie acaba ficando sozinha grande parte do tempo, enquanto Ellis e Hank vão em busca de provas que o monstro realmente existe. Nesse lugar, e diante da convivência com outras pessoas, Maddie viverá inúmeras descobertas sobre si mesma e irá refletir sobre como havia vivido a vida até então. Uma de suas descobertas mais dolorosas será sobre os monstros que podem estar mais perto do que ela um dia imaginou.

O que mais me agradou no livro, além da escrita madura e ágil da autora, foi a criação dos personagens, especialmente a protagonista Maddie. Acostumada a viver uma vida de luxos e sem privações, ela passará a ver o mundo de uma forma diferente depois de uma série de acontecimentos. É muito gostoso acompanhar o seu amadurecimento, e Sara nos envolve completamente quando vai tecendo revelações pouco a pouco. Ellis e Hank só pensam em si mesmos o tempo inteiro, e isso me irritou muito. A criação desses três personagens foi totalmente acertada, e tornou todo o enredo muito real.

Para minha surpresa, a história é contada no período da Segunda Guerra Mundial, que direta ou indiretamente afeta a vida de todos os personagens. Gostei de ver como a autora trabalhou isso, pois tornou inúmeras passagens reflexivas e sofridas. O que mais me agradou no primeiro livro que li da autora foi justamente sua maneira de desenvolver os temores e anseios dos personagens. Embora, a cada virar de páginas desconfiamos de muitas coisas, nem todos são o que parecem ser e isso ficará cada vez mais claro para Maddie e para o leitor. Ademais, ainda temos um pouco de suspense permeando o misterioso Lago Ness e doses de romance, embora esses não sejam o foco do livro.

Não dispensando mais elogios à obra, a diagramação está ótima. Com folhas amareladas, fonte e espaçamento em tamanho ideal, além de uma boa revisão, a leitura foi confortável. A imagem da capa me agradou e combinou perfeitamente com o enredo, embora achasse que ela poderia ter sido melhor trabalhada.

"Eu tinha imaginado um milhão de explicações desde que a pedra tumular me chamara a atenção pela primeira vez, mas nenhuma delas era tão trágica quanto a verdade. O único corpo que estava embaixo daquela pedra era o da criança." (p. 277)

Se eu recomendo o livro? Não tenho como negar que, mesmo os primeiros capítulos terem parecido desinteressantes, o desenvolvimento da história me surpreendeu bastante. Com certeza outros livros da autora entrarão para minha lista de desejados. À margem do lago traz uma história de descobertas, perdas, mentiras, violência, covardia e acima de tudo, amadurecimento. Quem gosta de leituras com todos esses elementos e uma guerra como pano de fundo, afirmo: vale muito a pena a leitura.

site: http://livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br/2016/08/resenha-margem-do-lago.html
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ViagensdePapel 21/06/2017

Sara Gruen é conhecida por seu romance “Água para elefantes”, o livro também foi adaptado para as telonas. Eu tive a oportunidade de conhecer a autora devido ao filme, mas não consegui finalizar a leitura, prefiro fazer na ordem inversa, primeiro o livro depois o filme. Quando vi seu atual lançamento, À margem do lago, não pensei duas vezes e solicitei para resenha.

A história é ambientada em 1945, período que compreende a reta final da Segunda Guerra Mundial, e acompanha a trajetória de três amigos: os socialites Maddie e Ellis Hyde e seu amigo Hank Boyd.

Após uma noite de excessos à véspera do Ano-Novo, o casal Maddie e Ellis mancham o bom nome da família e acabam expulsos de casa pelo pai dele, um ex-coronel das forças armadas, e sem direito a nenhum tostão.

Sem dinheiro, o casal e o amigo partem numa aventura. Eles saem da Filadélfia rumo à Escócia, atravessam o oceano Atlântico em plena guerra – um pouco difícil de compreender a motivação deles a se arriscarem tanto – em busca de evidências que comprovem a existência do famoso monstro do Lago Ness.

Na Escócia, nossos aventureiros não são muito bem vistos pela comunidade local, os moradores sofrem com a escassez causada pela guerra, enquanto que os três jovens nem imaginam a sua verdadeira natureza, já que viveram sempre com os privilégios trazidos por seus status social.

Já instalados numa pousada tida como precária, eles se deparam com uma realidade distinta do que esperavam, não há luxo e nem conforto, o alimento é simples e racionado. E não demora para que eles precisem cuidar de si próprios e contribuam com os demais hóspedes e moradores.


Leia a continuação da resenha, acesse o link abaixo:

site: http://www.viagensdepapel.com/2017/01/03/resenha-a-margem-do-lago-de-sara-gruen/
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Thalita Branco 14/07/2018

Resenha ~ À Margem do Lago - Sara Gruen
Logo de cara conhecemos Madeline, seu marido Ellis e o grande amigo do casal Hank. O trio bem humorado e feliz não tem qualquer tipo de responsabilidade e adora participar de festas, beber até cair e se divertir. Os homens foram recusados no exército, Ellis por daltonismo e Hank por ter pés chatos, e após uma grave discussão Ellis resolve provar-se ao pai ao cruzar o Atlântico em plena Segunda Guerra Mundial com o intuito de encontrar o Monstro do Lago Ness.

Já durante a viagem Madeline começa a ver como sua vida é um conto de fadas. Uma vez na Escócia o clima festivo começa a desvanecer quando a busca pelo monstro se torna monótona e o clima da hospedaria em que se encontram é cada vez mais amargo uma vez que os homens não acreditam na história do exército de Ellis e Hank e se irritam cada vez mais com suas atitudes prepotentes.

E para piorar, junto de Madeline vamos descobrindo as reais facetas de Ellis, quando o marido alegre e despreocupado dá lugar a um homem amargurado e manipulador. Cada vez mais Ellis e Hank se tornam próximos enquanto Madeline faz amizade com duas escocesas que trabalham na hospedaria e se encanta cada vez mais com o misterioso Angus, o responsável pelo local.

Gosto bastante da Sara Gruen, mas desde o Água Para Elefantes não ficava tão contente com uma obra sua. Narrado em primeira pessoa pela Madeline, é fácil se solidarizar com sua situação e se envolver em sua história. Todos os personagens foram muitíssimo bem trabalhados e a forma como ela transformou o clima descontraído em algo mais pesado me surpreendeu.

Vale ressaltar como a Segunda Guerra Mundial foi inserida. Ela serve como um plano de fundo para a história e apesar do local não estar diretamente na batalha é interessante notar como a população vivia naquela situação e como Madeline abre os olhos para uma nova realidade, do mundo e de si própria. A Margem do Lago começa tímido e talvez não conquiste logo de cara, mas não demora para a história desabrochar e encantar.

site: www.entrelinhasfantasticas.com.br
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