Encarcerados

Encarcerados John Scalzi




Resenhas - Encarcerados


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Fabiano.Poeta 19/06/2019

Nunca Spoiler
Um livro do gênero ficção científica com investigação policial super bem elaborado e de uma complexidade nível hard, pelo menos pra mim, digo isso pois comecei a pouco tempo a ler esse gênero literário.


Encarcerados é o terceiro livro do autor que li e cada vez mais John Scalzi me deixa mais fascinado pela forma que conduz sua narrativa. Posso dizer que esse autor já entrou para meu top 5 de autores preferidos.
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mirna 02/06/2019

Encarcerados
É uma história boa mas muito complexa. Faltou na narrativa uma descrição mais detalhada dos robôs que eram usados como intermediários pela pessoa portadoras de "haden", para que a gente pudesse imaginar como seriam. A parte da doença e suas consequências eu entendi, agora a parte em que o corpo fica inerte num berço e a mente ou espíritos, alma ou sei lá o quê sai e usa esse robôs que eles chama de C3 é muito complexo pra gente imaginar. O suspense deu pra entender em parte, mas o linguajar tecnológico é complicado e às vezes cansativo por não conseguir entender o que está querendo dizer.
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Tchesco Marcondes 17/04/2019

Encarcerei-me
No início achei um pouco confuso, como se tivesse entrado no meio de um curso e sem saber a matéria toda... Mas... Aos poucos foi se encaixando de forma espetacular, as peças se encaixando a cada página... Esse livro me encarcerou-me de verdade. Mega Recomendo!

site: encarcerados
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Daniel Muniz 13/04/2019

Complexo!!!
Minha primeira leitura de John Scalzi, gostei bastante de sua narrativa. Achei a premissa do livro fantástica, suas idéias colocadas no papel, me fizeram comprar esse livro. Meio que da metade para o fim do livro achei que estava meio perdido com muitos personagens e com a complexidade da trama, mas aos poucos fui voltando ao livro e tive uma leitura prazeirosa até o fim. Para quem gosta de ficção científica misturada com robótica e romance policial, acho que é um livro que deve ser levado em consideração...
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Ruh Dias 26/03/2019

Já Li
John Scalzi já foi o presidente da associação Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA), que conta com cerca de dois mil escritores destes gêneros, vindos do mundo todo, e que tem voto obrigatório nos prêmios Nebula e Hugo. Scalzi saiu de seu posto em 2015, quando decidiu se concentrar mais em sua carreira de escritor.


"Encarcerados" foi publicado em 2014 e mistura ficção-científica com suspense/crime. A premissa da obra é que um vírus se espalhou pela Terra e apenas 1% da população sofreu o encarceramento, ou seja, a perda completa dos movimentos do corpo mas a manutenção da consciência e das funções cognitivas. Com isso, esta parcela da população ficou - literalmente - encarcerada dentro de um corpo, mas totalmente consciente do ambiente ao seu redor. Para prover um mínimo de qualidade de vida para estas pessoas, criaram-se as C3, que são máquinas conectadas aos cérebros dos encarcerados e comandadas por eles, à distância.
Os portadores desta doença são conhecidos como Haden.

A estória se passa 25 anos depois deste evento com o vírus e o protagonista é Chris Shane. Ele fez parte da primeira onda do vírus e o contraiu quando ainda era uma criança, o que o transformou, automaticamente, numa ferramenta de propaganda do governo para que o restante da população não maltratasse os Haden e compreendessem que eles continuavam sendo pessoas atrás de seus C3. Agora agente do FBI, Shane luta para ter sua identidade desvinculada destas propagandas do governo e, também, da figura do seu pai, que concorre ao Senado.

Logo em seu primeiro dia de trabalho, Shane vai contra uma enorme greve dos Haden, que protestam contra uma nova lei que lhe tirará uma série de direitos. Mal visto pelos outros encarcerados, ele passa a ser parceiro de Leslie Vann e, juntos, eles precisam desvendar um crime. Um integrador foi assassinado num quarto de hotel e ninguém sabe por quem ou por quê. Integradores são pessoas treinadas para receber a consciência dos encarcerados em seus corpos, ao invés de terem suas mentes conectadas numa máquina C3.

As implicações das premissas de ficção-científica de Scalzi são interessantes. Por exemplo: é impossível matar um encarcerado através de seu C3, afinal, este último é apenas uma máquina; assim, atacar um C3 é apenas "dano à propriedade privada" mesmo que, intencionalmente, tenha havido uma tentativa de assassinato daquela mente que estava ali dentro. Além disso, os integradores são considerados especiais, pois poucas são as pessoas que aguentam uma segunda consciência habitando seu corpo.

Shane e Vann começam a investigar o assassinato no quarto do hotel e, aos poucos, percebem que o crime está atrelado à nova lei aprovada pelo governo. Até então, todos acreditavam que seria impossível um integrador ser dominado completamente por um encarcerado, mas várias pistas levam os dois agentes do FBI a acreditar que isso pode sim acontecer. Eles contam com a ajuda de um room mate de Shane, que faz programação de códigos nos C3.
Porém, acho que Scalzi pecou na parte de suspense/crime do enredo. O background de cyberpunk ficou arrastado e repetitivo, com diálogos chatos e cansativos entre Shane e o room mate. Foram muitas páginas de explicações sobre códigos de programação, bugs, circuitos e placas e, num dado momento da leitura, comecei a perder o interesse pela trama.

Além disso, o livro se vale, praticamente, apenas de diálogos para caminhar com o enredo. Shane é ótimo - muito bem escrito e extremamente carismático - mas as demais personagens não. Elas parecem todas mais ou menos iguais e, consequentemente, o tom dos diálogos permanece o mesmo. Se não fosse por Shane, eu teria desistido do livro na metade.

Por fim, o desenvolvimento do crime em si não me surpreendeu. O final do mistério não foi muito interessante e o suspense do livro todo agiu como um anti-clímax.

Assim, o que salva este livro é seu bom embasamento de ficção-científica e as idéias originais de Scalzi para uma sociedade do futuro. No entanto, não é uma leitura que eu recomendo.

site: https://perplexidadesilencio.blogspot.com/2019/03/ja-li-89-encarcerados-de-john-scalzi.html
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Thays 25/01/2019

Esse é o meu primeiro contato com o John Scalzi e gostei muito do estilo da escrita dele, acho que ele aprendeu muito bem a fórmula para prender o leitor. Eu vinha num ritmo bastante lento de leitura e esse eu consegui terminar em menos de uma semana, trocando até as redes sociais por ele, o que, nos dias de hoje, é um baita elogio.

As críticas que eu tenho são com relação ao humor presente no livro. Vi que muita gente gostou, mas pra mim é uma estilo que parece não se encaixar muito na realidade da nossa língua, dá aos personagens um ar meio bobo. Talvez para o idioma inglês funcione melhor. Também acho que a questão do desenvolvimento da tecnologia para ligação com os hadens poderia ser melhor explorada, dando mais detalhes sobre como se identificou que a consciência continuava intacta, por exemplo. Porém, vendo por outro lado, talvez a ausência dessa explicação tenha deixado a história mais leve e fluida, sem trechos explicativos chatos.

Uma observação interessante que tive: a Ágora me fez lembrar o jogo presente na série Kiss Me First da Netflix. Quem tiver oportunidade, assista, dá uma boa ideia de como poderia ser esse universo paralelo dos hadens.
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Lucas Bosquesi 15/01/2019

De um modo geral, nunca fui muito fã de livros com temática Sci-Fi, mas, dentro da gama de direções que esse gênero poderia tomar, Encarcerados toca num ponto que me despertou interesse pela leitura.

Encarcerados é um livro que mistura tanto as loucuras do SciFi, mas também um lado policial bem desenvolvido. Tudo isso junto, leva à um clima de investigação não englobando somente o crime e a pergunta óbvia do "quem está por trás disso?" mas sim buscando o porquê, o como tudo acontece ao longo do livro.

Temas como medicina, política, economia, robótica, etc, acabam se entrelaçando de uma maneira envolvente, que por vezes eu confesso que me senti perdido, porém completamente imerso na quantidade de detalhes.

Me lembra muito o seriado Westworld, da HBO por trazer reflexões sobre como humanidade, vida em ambiente virtual, robótica, convergem e divergem, no sentido científico, mas também no social. A "crise", o estopim presente no livro é muito mais que um conflito tecnológico, mas sim um problema de empatia, de não-aceitação do diferente.

Por fim: Foi minha primeira experiência com o John Scalzi, e gostei muito! Principalmente pela irreverência e humor na escrita e quantidade de detalhes bem amarrados! Já fico pensando nas próximas leituras dele que farei. Recomendadíssimo!
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Ally | @areaderdream 12/01/2019

Originalmente postado no blog I LOVE MY BOOKS
Um vírus contagioso afetou grande parte da humanidade, causando a Síndrome de Haden, onde muitos se curaram tendo poucas sequelas, já uma pequena parte de pessoas acabaram ficando encarceradas. Um estado no qual o corpo fica inativo, mas a mente funciona de forma normal fazendo com que essas pessoas, conhecidas como hadens, precisem de corpos robóticos chamados de C3.

Há quem curados da Síndrome de Haden podem se tornar integradores, pessoas capacitadas de permitirem que hadens entrem em sua mente e controle seu corpo, assim "cedendo" uma forma humana para as encarcerados. Para se tornar integrador há requisitos e testes, sendo isso uma profissão, onde o mesmo recebe pelos serviços. A pessoa dona de seu corpo permanece consciente com um Haden dentro de sua mente, podendo evitar ações não aprováveis que seu cliente possa fazer.

Dentro desse imenso universo um corpo foi encontrado em um quarto, e ao lado havia um homem coberto com o sangue da vítima que se dizia ser inocente. Por possivelmente e provavelmente se tratar de um caso com integradores ele é transferido para Chris Shane, um haden famoso e novo agente do FBI, e sua parceira Vann.

O homem ao lado do corpo é um integrador, o que abre a teoria que o mesmo poderia estar integrando, sendo assim o crime cometido por seu cliente. Mas "pistas" encontradas na cena do crime mostram que o caso vai muito além, sendo muito mais complicado do que parece ser.

Estou simplesmente apaixonada pelo universo futurístico criado por John Scalzi. É meu segundo livro de ficção-cientifica e fica difícil colocar em palavras o quanto esse gênero e a capacidade dos autores de criar suas tramas envolvendo avanços científicos tem me deixado fascinada. A Síndrome de Haden e todas as suas sequelas e consequências foram muito bem desenvolvidas e pensadas, sem contar que ao ler o livro não é tão difícil imaginar que isso aconteça. Apesar de futurístico, o autor conseguiu ambientar o livro trazendo muito próximo da nossa realidade, já que os C3 não são de inteligência artificial, e sim movidos por mentes humanas. Jhon Scalzi conquistou meu coração ao início do livro, quando revela que o nome dado aos robôs usados pelos hadens é uma referencia a Star Wars.

A escrita do autor é simples, para o leitor melhor compreender as questões "técnicas" do universo, fazendo com que o livro tenha uma fluidez impressionante e seja uma leitura gostosa e prazerosa. Assim não encontramos parágrafos extensos de descrição, nem diálogos eternos e enrolados que deixam o livro maçante e cansativo, e também não há de menos deles. O autor soube medir a quantidade certa de descrição, diálogos, ambientação, aprofundando o seu universo, personagens e trama de uma forma bem construída.

Narrado em primeira pessoa, encontramos uma linguagem fácil e palavras do dia a dia, mas há momentos em que é necessário uma concentração maior quando é explicado alguns aspectos na trama, como o funcionamento da programação dos C3, já que isso não é algo comum no nosso cotidiano e é de grande importância para o entendimento dos acontecimentos e da resolução do livro. Porém, essa maior atenção necessária e as partes técnicas na descrição da trama não fazem com que o ritmo da leitura caia ou seja de difícil compreensão.

Temos acesso a alguns detalhes da vida pessoal dos principais personagens o que deixa a história mais descontraída. O modo de Chris Shane falar é simples e formal ao mesmo tempo, o que me deu a impressão de ser um personagem bobo, mas de forma positiva, já que seu jeito é fácil de agradar a quem está acompanhando a história.

Algo muito característico de romance policial é a tenção e seriedade que a história e toda a ambientação apresentam ao leitor, algo que não encontramos nesse livro. A trama, seus acontecimentos, diálogos e personagens são apresentados de uma forma muito amena, dando um tom mais leve à história, apesar da severidade do caso.

Um tema abordado em "Encarcerados" de grande importância, mesmo sendo em uma realidade diferente da atual, é o preconceito. Muitas pessoas não conseguiam ou tinham dificuldade em conviver com os C3, visto que os mesmo são movidos por consciência humana, mas não agem (e nem se parecem) com humanos sendo que eles não tem como se alimentar ao sentar em uma mesa, por exemplo.

Movidos pela não aceitação, há pessoas que reagem de várias formas, algumas procurando uma cura para a Síndrome de Haden, enquanto os próprios encarcerados não querem ser curados e aceitam a sua realidade como ela é. Novamente, é fácil associar isso a questões de preconceitos presentes na nossa sociedade atual, mesmo eu não possuindo a certeza de ter sido intencional.

Li apenas dois livros de ficção-cientifica, e tanto o outro como esse trouxeram a tona a questão de desejo por poder e dinheiro. John Scalzi, nos mostra em Encarcerados, de forma bem crua o que o ser humano é capaz para conseguir aquilo que quer. Principalmente quando o que se quer é o dinheiro, há pessoas que estão disposta a ir longe, sem medir seus atos.

Demorei um pouco para me situar e compreender a questão da Síndrome de Haden e suas sequelas e variáveis, principalmente como funcionava os integradores, mas para frente de cinquenta porcento do livro eu já havia conseguido entender. Mais para o final do livro, no momento em que as teorias sobre o assassinato começam se encaixar, esse assunto é mais aprofundando quando uma ex-integradora conta sua experiências em primeira mão.

Algo que aconteceu em todo o livro foi minha dificuldade em lembrar os nomes dos personagens, principalmente aqueles que quase não apareciam na obra, eram mais citados. Logo esse problema era resolvido, porque sempre havia algo que me fazia relembrar quem era a(a) pessoa(s) em questão. Apesar disso, um detalhe não ficou totalmente claro para mim, precisando fazer uma dedução que não tenho certeza estar correta, mas que não afeta completamente a trama e seu desenvolvimento.

Quando iniciei o livro sabia a premissa muito por cima, pensei se tratar de um suspense policial com robôs, mas obviamente não podia estar mais enganada. Uma das coisas que mais me surpreendeu foi o fato de a investigação ir muito além de um simples assassinato, onde toda a ambientação da síndrome de haden tem um grande papel no crime. Então foi uma surprese muito positiva saber que não seria um caso policial "normal", como nos livros que estou acostumada a ler.

Encarcerados é muito mais ficção-cientifica do que suspense policial, mas recomendo para amantes de ambos os gêneros. Quem gosta de thriller e livros que envolvam assassinatos não irá encontrar uma história com o mesmo clima de tenção que tanto gosta, mas irá se deparar com um caso muito bem elaborado, que vai além do que podemos imaginar.

site: https://www.lovemybookss.com/
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Isabella.Tedeschi 22/11/2018

Tão ruim que comecei a ler esse maravilhoso livro e logo mergulhei numa ressaca literária, não aproveitando tanto dele quanto gostaria.
A escrita de John Scalzi é incrível. Com personagens reais e bem construídos, um romance policial envolvente muitos, muitos robôs, ele nos faz querer devorar cada palavra. Uma narrativa realmente prazeirosa!
A verssosimilhança é bem notada. Relacionei certas críticas que ele faz ao fato dos homens - mesmo que às vezes como robôs - estarem sempre em busca de um lucro, mesmo que isso afetará a vida das pessoas, com a nossa indústria farmacêutica, da qual escolhe investir em compras de pesquisas para que os remédios continuem sendo vendidos ao invés de uma cura para alguma patologia. Obviamente também é bem visível a crítica às diferenças.
Amei! 5/5!
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Victor 06/11/2018

Potencial disperdiçado
Os conceitos de ficção científica até que são interessantes e bem trabalhados, mas a trama do livro é simplória e faz um desserviço a esses conceitos. A trama se desenvolve de maneira ruim. Tudo ocorre de forma muito rápida e o autor não deixa os mistérios se construírem. Ele dá a resposta de tudo muito rápido e não consegue nos deixar instigados. Os personagens são mal desenvolvidos e não parecem reais. Os diálogos são, de longe, a pior parte do livro; bregas e muito expositivos. Poucos não foram os diálogos que me fizeram revirar os olhos, por sua breguisse ou falta de sutileza. Por outro lado, as descrições do livro são muito bem feitas, porém falta construção de universo. O desfecho é corrido e tosco. Me senti lendo o primeiro rascunho de um episódio mediado de uma série de tv.
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Matheus.Henrique 20/09/2018

cool
John Scalzi não é reconhecido como o cara da ficção cientifica atoa não.
Mais uma vez ele traz uma historia cheia de personagens interessantes e situações futristicas
com momentos que falam desde politica até compiladores do códigos pra linguagens de programação ficticiosas sem ficar chato de ler,a historia não é perfeita mas prende a sua atenção.
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rosanyvieira 11/09/2018

Encarcerados trás uma sociedade distópica assolada pela Grande Gripe, uma doença que atingiu parte da população mundial e ficou conhecida como ?Haden?. Iniciando como uma gripe comum até atingir o estágio do encarceramento (quando as pessoas ficam presas no próprio corpo em coma enquanto a consciência permanece em pleno funcionamento), a Haden matou várias pessoas, deixando tantas outras encarceradas.
Para os sobreviventes encarcerados, algumas saídas para serem reintegrados na sociedade foram desenvolvidas: a principal delas é através da transferência da consciência dos indivíduos com Haden para um robô, onde será possível controlá-lo, enquanto o corpo físico estará sendo monitorado por aparelhos; outra opção será o aluguel de corpo dos integradores (pessoas que foram afetadas pela epidemia mas não foram encarceradas e se tornaram capazes de receber outras pessoas em seu corpo) e por fim, há a opção de viver na Ágora, uma plataforma digital que somente hadens tem acesso, servindo como um espaço exclusivo com diversas atividades para os encarcerados.
Chris Shane vem de uma família rica e influente, contraiu a doença ainda na infância e tornou-se símbolo e garotx-propaganda para a sociedade Haden. Atualmente trabalha para o FBI, no setor de crimes que envolvem hadens. O seu emprego começou em um cenário meio caótico: enquanto o governo está ameaçando realizar cortes nas políticas públicas para reabilitação dos encarcerados, hadens estão realizando diversos protestos contra esses cortes, tendo em vista que em sua maioria, não possuem condições para arcar com os gastos necessários. Todas essas greves e protestos estão suscitando animosidade entre hadens e não-hadens.
Junta-se essas revoltas com o assassinato de um Haden, tendo um integrador na cena do crime, o incêndio de uma grande empresa detentora de pesquisas e desenvolvedora de vários produtos para a sociedade Haden, dentre vários outros eventos criminosos que Chris e Van, sua parceira, terão que investigar. Teria todos esses crimes alguma ligação ou seria tudo mera coincidência?
Com uma escrita fascinante, Scalzi consegue prender o leitor em um livro permeado de representatividade, críticas sociais e políticas, bem como a demonstração de uma sociedade futurista que foi capaz de livrar-se de alguns preconceitos, substituindo-os por outros e/ou permanecendo com mais alguns. Apesar da linguagem técnica em diversas passagens, consegui fazer uma leitura bastante proveitosa e agradável. Em uma mistura de ficção científica e suspense policial, essa leitura me surpreendeu de forma muito positiva e com certeza está indicada para todos que se interessem por sci-fi!
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Aninha de Tróia 11/09/2018

Tive um pouco de dificuldade logo no comecinho do livro, mas depois que passei do primeiro capítulo, a história fluiu maravilhosamente bem. O autor lida com temas muito interessantes e me ajudou a questionar minha visão sobre deficiência e pessoas com deficiência (o que agradeço). Mas o meu preferido são os personagens; eu realmente amo personagens bens escritos e os simpáticos são meus preferidos. Estou doida por mais livros do autor.
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Raphael 06/09/2018

Gostei bastante, adoro esse tipo de universo
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Felipe Miranda 25/08/2018

Encarcerados - John Scalzi por @ohmydogestolcombigods
Depois de conhecer a escrita de John Scalzi em Guerra do Velho, minhas expectativas com tudo o que ele lança estão lá em cima. Felizmente Encarcerados fez jus ao que eu estava esperando e o livro é, sem dúvidas, uma das ficções científicas mais envolventes que li em 2018. O motivo? A trama é, na verdade, uma investigação policial dentro de um cenário futurístico bizarro que se torna relevante por discutir representatividade e políticas públicas para pessoas com deficiências físicas. Sim, o autor conseguiu.

Um epidemia viral atingiu todo o globo e matou 400 milhões de pessoas. O 1% restante da população que sobreviveu as várias ondas da Síndrome de Haden estão acamadas, vegetando sem a capacidade de piscar um olho sequer.

Encarceradas em suas próprias mentes.

Apesar de seus corpos estarem mortos, suas consciências estão intactas. A solução para isso foi encontrada pela ciência e robótica: surgiram então os C3. Robôs capazes de sustentar o intelecto desses indivíduos, fazendo com que eles tenham vidas normais. Estamos falando de inclusão, sabe? O governo não condenou esse povo ao esquecimento. Pelo contrário, os investimentos absurdos no segmento fizeram com que a sociedade geral evoluísse muito a ponto de pessoas comuns, que não foram afetadas pela doença, terem a possibilidade de alugar seus próprios corpos e cérebros para os hadens.

Estes são os integradores. Houve uma preocupação em reinserir pessoas aparentemente inválidas na sociedade e isso é muito grandioso. Apesar de seus corpos virarem carcaças, suas mentes continuaram saudáveis. Scalzi apenas atualizou as definições de corpo.

Nesse thriller tecnológico, um crime complicado envolvendo integradores põe em cheque a confiabilidade e segurança que as redes neurais representavam até então. Uma série de incidentes na cidade chama a atenção do FBI e a primeira semana de trabalho de Chris Shane vai ser movimentada por vários motivos: ele é um haden, ele é filho de um candidato ao Senado, também haden, e toda a sua infância foi vivida sob os holofotes como um garoto propaganda da vida pós-epidemia. Não se espante quando perceber que em momento algum o autor define o gênero do personagem. O agente Shane é mesmo um homem? Quando a ficha cai todo leitor vai ser obrigado a rever conceitos e percepções machistas. Mas tudo bem, estamos caminhando para um mundo melhor e menos preconceituoso.

Aliás, obrigado, Scalzi! O elenco do livro é rico demais. Literalmente. É muito dinheiro em jogo, mas a representatividade também se destaca. Temos uma nação indígena, empresários homossexuais e mulheres poderosíssimas na trama. É uma legítima conspiração do mundo dos negócios.

Shane abandona a fama numa tentativa de sentir-se útil para o mundo. A apuração do FBI se desenrola enquanto o conhecemos melhor, bem como sua parceira, a investigadora Vann, ex-integradora alcoólatra e misteriosa. Com esses dois os diálogos são ferozes, viu? Aliás, é um ponto forte do livro. Muito se diz nessas conversas existenciais dos dois. A narrativa emperra quando surgem as explicações mais técnicas de como todo esse universo funciona. É de se esperar, né? Não podemos achar que transferir a mente de um ser humano para um robô ou outro ser vivo pensante seria algo fácil de destrinchar.

Outros dois pontos essenciais para a construção dessa história são o Ágora e o Projeto de Lei Abrams Kettering. O primeiro é uma espécie de realidade virtual voltada para os hadens. Um ambiente privativo que os permite existir online e de forma pessoal. O segundo é a resposta da oposição contra todos os benefícios cedidos pelo governo para o comércio e reestruturação dos hadens na sociedade. Não é spoiler dizer que a aprovação dessa lei está intimamente ligada aos crimes presentes nesse enredo.

Seria um tanto exaustivo e extenso explicar os pontos que fazem desse livro mais completo e complexo do que parece, então recomendo a leitura com calma e atenção. Para se ter uma ideia vaga do que falo, os C3 funcionam como medidores de classes sociais e status. Sabe quando a gente sabe da condição financeira de alguém pelo carro que ela anda ou roupa que veste? Shane passa o livro inteiro danificando os robôs que utiliza, então temos uma exploração vasta sobre o assunto. Ele é menos respeitado quando usa um robô velho e antiquado? Sim. E isso é um recorte pontual da vida que se leva hoje em dia. Preconceito, futilidade, constrangimento, bullying…

O livro ganhou uma sequência ainda sem previsão de lançamento no Brasil, mas Encarcerados possui início, meio e fim. Podem lê-lo sem neura. Leitura fluída e empolgante. Mais um presente da Aleph!

site: http://www.ohmydogestolcombigods.com.br/2018/08/encarcerados-e-thriller-tecnologico-com-robos-inseridos-na-sociedade-e-representatividade.html
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