Encarcerados

Encarcerados John Scalzi




Resenhas - Encarcerados


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Felipe Miranda 25/08/2018

Encarcerados - John Scalzi por @ohmydogestolcombigods
Depois de conhecer a escrita de John Scalzi em Guerra do Velho, minhas expectativas com tudo o que ele lança estão lá em cima. Felizmente Encarcerados fez jus ao que eu estava esperando e o livro é, sem dúvidas, uma das ficções científicas mais envolventes que li em 2018. O motivo? A trama é, na verdade, uma investigação policial dentro de um cenário futurístico bizarro que se torna relevante por discutir representatividade e políticas públicas para pessoas com deficiências físicas. Sim, o autor conseguiu.

Um epidemia viral atingiu todo o globo e matou 400 milhões de pessoas. O 1% restante da população que sobreviveu as várias ondas da Síndrome de Haden estão acamadas, vegetando sem a capacidade de piscar um olho sequer.

Encarceradas em suas próprias mentes.

Apesar de seus corpos estarem mortos, suas consciências estão intactas. A solução para isso foi encontrada pela ciência e robótica: surgiram então os C3. Robôs capazes de sustentar o intelecto desses indivíduos, fazendo com que eles tenham vidas normais. Estamos falando de inclusão, sabe? O governo não condenou esse povo ao esquecimento. Pelo contrário, os investimentos absurdos no segmento fizeram com que a sociedade geral evoluísse muito a ponto de pessoas comuns, que não foram afetadas pela doença, terem a possibilidade de alugar seus próprios corpos e cérebros para os hadens.

Estes são os integradores. Houve uma preocupação em reinserir pessoas aparentemente inválidas na sociedade e isso é muito grandioso. Apesar de seus corpos virarem carcaças, suas mentes continuaram saudáveis. Scalzi apenas atualizou as definições de corpo.

Nesse thriller tecnológico, um crime complicado envolvendo integradores põe em cheque a confiabilidade e segurança que as redes neurais representavam até então. Uma série de incidentes na cidade chama a atenção do FBI e a primeira semana de trabalho de Chris Shane vai ser movimentada por vários motivos: ele é um haden, ele é filho de um candidato ao Senado, também haden, e toda a sua infância foi vivida sob os holofotes como um garoto propaganda da vida pós-epidemia. Não se espante quando perceber que em momento algum o autor define o gênero do personagem. O agente Shane é mesmo um homem? Quando a ficha cai todo leitor vai ser obrigado a rever conceitos e percepções machistas. Mas tudo bem, estamos caminhando para um mundo melhor e menos preconceituoso.

Aliás, obrigado, Scalzi! O elenco do livro é rico demais. Literalmente. É muito dinheiro em jogo, mas a representatividade também se destaca. Temos uma nação indígena, empresários homossexuais e mulheres poderosíssimas na trama. É uma legítima conspiração do mundo dos negócios.

Shane abandona a fama numa tentativa de sentir-se útil para o mundo. A apuração do FBI se desenrola enquanto o conhecemos melhor, bem como sua parceira, a investigadora Vann, ex-integradora alcoólatra e misteriosa. Com esses dois os diálogos são ferozes, viu? Aliás, é um ponto forte do livro. Muito se diz nessas conversas existenciais dos dois. A narrativa emperra quando surgem as explicações mais técnicas de como todo esse universo funciona. É de se esperar, né? Não podemos achar que transferir a mente de um ser humano para um robô ou outro ser vivo pensante seria algo fácil de destrinchar.

Outros dois pontos essenciais para a construção dessa história são o Ágora e o Projeto de Lei Abrams Kettering. O primeiro é uma espécie de realidade virtual voltada para os hadens. Um ambiente privativo que os permite existir online e de forma pessoal. O segundo é a resposta da oposição contra todos os benefícios cedidos pelo governo para o comércio e reestruturação dos hadens na sociedade. Não é spoiler dizer que a aprovação dessa lei está intimamente ligada aos crimes presentes nesse enredo.

Seria um tanto exaustivo e extenso explicar os pontos que fazem desse livro mais completo e complexo do que parece, então recomendo a leitura com calma e atenção. Para se ter uma ideia vaga do que falo, os C3 funcionam como medidores de classes sociais e status. Sabe quando a gente sabe da condição financeira de alguém pelo carro que ela anda ou roupa que veste? Shane passa o livro inteiro danificando os robôs que utiliza, então temos uma exploração vasta sobre o assunto. Ele é menos respeitado quando usa um robô velho e antiquado? Sim. E isso é um recorte pontual da vida que se leva hoje em dia. Preconceito, futilidade, constrangimento, bullying…

O livro ganhou uma sequência ainda sem previsão de lançamento no Brasil, mas Encarcerados possui início, meio e fim. Podem lê-lo sem neura. Leitura fluída e empolgante. Mais um presente da Aleph!

site: http://www.ohmydogestolcombigods.com.br/2018/08/encarcerados-e-thriller-tecnologico-com-robos-inseridos-na-sociedade-e-representatividade.html
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Gisele @abducaoliteraria 07/04/2018

Romance policial com sci-fi
John Scalzi tem um estilo de narrativa estimulante e viciante. Mesmo quando você está diante de inúmeras informações que dão um nó na sua cabeça, não consegue diminuir o ritmo de leitura; você quer ler mais e mais. Encarcerados segue um estilo completamente diferente da série Guerra do Velho, mas o autor foi capaz de apresentar um mundo tão impressionante quanto.

Devido a uma pandemia global que matou milhares de pessoas no mundo, a humanidade é forçada a se reestruturar para lidar com as suas consequências, investindo valores exorbitantes em saúde, pesquisa e tecnologia. Depois de atingir a primeira dama dos Estados Unidos, Margaret Haden, sua mais notável vítima, o vírus ficou mundialmente conhecido como Síndrome de Haden. Um dos estágios mais cruéis da doença, leva o indivíduo à paralisia completa do sistema nervoso somático, sem chances de reversão. Sua mentalidade e consciência continuam em perfeito estado, mas você é incapaz de se mover; perde toda a capacidade física, inclusive a de se comunicar. Fica encarcerado dentro de si mesmo.

Uma das saídas para reverter essa situação foi implantar uma rede neural no cérebro dos que sofrem de encarceramento, permitindo que eles retomem as suas vidas através da transferência de sua consciência para androides, carinhosamente conhecidos como C3. Este é o plano de fundo para a história de Scalzi, que mostra através de Chris Shane, um Haden, como é viver dentro dessa perspectiva - a de também milhares de outras pessoas. Chris é o novo agente do FBI, e junto com a sua parceira Vann, precisa desvendar um crime estranho e misterioso logo no seu primeiro dia de trabalho.

Como fujo um pouco de sinopses, entrei de cabeça dentro dessa história sem saber absolutamente nada sobre ela. Acabei me surpreendendo bastante com o mundo futurístico e a forma que a trama foi se desenvolvendo. Me senti lendo à um romance policial, com ótimos elementos de ficção científica, à lá Isaac Asimov.

Como vocês devem ter notado, Scalzi nos oferece uma construção de mundo distópica intrigante e verossímil. Sem dúvidas, foi o ponto alto da trama.  É plausível as várias possibilidades que a humanidade encontrou para se esquivar dos problemas, transformando o terrível acontecimento em algo positivo. Quando comecei a leitura, imaginei que o mundo sucumbiria por causa da doença, mas ele deu a volta por cima e conseguiu evoluir. Por conta desse período de transformação e readequação da humanidade, também nos deparamos com muitos jogos de interesses políticos.

Vann e Chris formam uma dupla sinérgica, divertida e promissora. Mesmo bastante diferente um do outro, o humor dos dois combina, e quando começam a trabalhar juntos, entram numa sintonia muito boa, digna de um bom par de agentes do FBI. Como sempre, os diálogos são ótimos, carregados de sarcasmo e um humor delicioso que já se mostrou a marca registrada do autor. Mesmo quando você está diante de uma situação que tem tudo para ser mais tensa, ele consegue encaixar motivos para te fazer rir e se descontrair - como por exemplo, Chris Shane é um desastre e ao mesmo tempo um perigo com uma panela.

Ao terminar a leitura, senti que faltou um pouco mais de tensão e emoção na história, principalmente na reta final. Gosto de temer pelos personagens principais e por aqueles que estão à sua volta, e sei que o autor sabe fazer isso muito bem.

Um fator interessante e que pode agradar aos fãs de Jogador Nº 1, é que existe um mundo não físico - não uma realidade virtual, porque para um Haden o mundo não físico é tão real quanto o físico - conhecido como Ágora, o local de maior ponto de encontro entre Hadens, que me fez lembrar muito do Oasis.

"Me disseram que meu espaço liminar é como a escuridão de um túmulo. Mas acho que é como a escuridão da outra ponta da vida. A escuridão de tudo o que está à frente, não de tudo  que ficou para trás".

Como sempre costumo dizer, começar a ler ficção científica pelos livros de John Scalzi é uma ótima decisão. Ele é capaz de construir um mundo bem arquitetado, carregados de informações complexas, mas que são conduzidos por uma narrativa fluida e trama divertida que possibilitam você de acompanhar a história sem problemas. Muito pelo contrário, quando acaba, você quer mais. Ainda não entendo como é que os livros desse homem ainda não foram adaptados. Mais Scalzi, por favor!

site: http://abducaoliteraria.com.br
Odair.Souza 08/05/2018minha estante
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Gabriel 18/04/2018

Graus de humanidade.
Um problema muito comum de ocorrer com livros, franquias de cinema, ou outras formas de arte, são as repetições de ideias. Algumas vezes notamos certas batidas em diferentes obras que chegam a ser irritantes, principalmente quando nota-se que os clichês já foram abordados melhor antes. Há quem diga, por exemplo, que os filmes do Universo Cinematográfico da Marvel são como um hambúrguer da Mc Donald’s, em que você pode mudar o molho ou o tipo de queijo, mas continua sendo sempre um hambúrguer. Até o próprio G.R.R.Martin caiu um pouco nessa maldição nos últimos livros de As Crônicas de Gelo e Fogo, que são derivativos dos primeiros volumes quanto aos conflitos e reviravoltas.

Eu admito que tive esse receio de estar vendo a mesma trama, mudando-se apenas o universo e os nomes dos personagens, ao iniciar a leitura de Encarcerados, recém-publicado título da Aleph escrito pelo autor John Scalzi, o mesmo de Guerra do Velho e Brigadas Fantasmas. Em Guerra do Velho, protagonizado por John Perry, a mente dos humanos é transferida para corpos artificiais criados pelas Força Coloniais de Defesa (FCD), que apresentam, além das mesmas capacidades de um corpo humano natural, alguns upgrades tecnológicos que lhes dão mais força e condicionamento físico, ou também a possibilidade de se comunicarem por “telepatia”.

E em Encarcerados a ideia é bastante semelhante. As diferenças, no entanto, estão, primeiro, na causa dessa transferência, que dessa vez é resultado de uma grave doença cuja única solução encontrada foi a mudança do corpo onde a mente fica armazenada, enquanto em Guerra do Velho essa é uma alternativa oferecida para senhores que já não tem mais o que fazer na Terra e querem se aventurar pela galáxia conquistando planetas para os humanos. E enquanto Guerra do Velho é uma aventura militar espacial com várias raças e planetas, Encarcerados se passa todo no nosso planetinha azul, tendo um ar mais de romance policial. Mas não se engane, esse não é um caso de um autor copiando um livro antigo seu! Encarcerados surpreendentemente tange para outras áreas com o passar das páginas.

Os conflitos da história se iniciam quando uma cura para essa doença parece está próxima de ser encontrada, não necessitando mais dessa transferência de mente. Acontece que essas pessoas com a mazela, chamadas de haden, desenvolveram praticamente um universo próprio dentro da Ágora, uma espécie de rede social onde as mentes dos indivíduos acometidos com a enfermidade ficam vagueando quando não estão num corpo robótico, com suas próprias formas de interagirem socialmente, intimamente e sexualmente. E isso resulta numa grande greve trabalhista dos hadens liderada pela radical Cassandra Bell, que contribuirá para a tensão social junto com alguns indícios de conspirações políticas que precisam ser averiguados pelo protagonista Chris Shane, recém-policial e também um haden.

Se você for aficionado por quadrinhos, talvez esteja encontrando certos paralelos entre essa história e os X-Men, onde uma cura é oferecida aos mutantes para que eles possam se parecer mais com humanos comuns. E em Encarcerados John Scalzi trata sobre essa aceitação do diferente, e a discussão do que define um ser humano, se apenas o seu corpo, ou, acima disso, suas atitudes, pensamentos e ações. E os haden precisam bater essa ideia deles de frente com a visão materialista mais preocupada com os lucros e a economia de gastos das empresas e o governo que controlam as transferências de mentes, viés tal que assemelha-se ao pensamento que diziam que o diretor de cinema Alfred Hitchcock tinha de que o ator é como gado.

O tom do livro não é aquele mesmo humorado de Guerra do Velho, mas assemelha-se mais ao da sua continuação, embora tenha sim seu ar de divertimento em alguns momentos. Só que enquanto Brigadas Fantasmas foi um livro com pouca emoção e com uma trama rasa pra mim, Encarcerados funcionou direitinho a maior parte do tempo com sua abordagem mais séria. Vemos aqui um lado mais ativista do autor, mas que não acredito que perturbará aqueles que discordam dos seus pensamentos. Esse é ainda assim um livro com um ótimo valor de entretenimento e uma dose de mistério.

Eu tenho um problema, no entanto, com os finais que o autor escreve para seus livros. Compactuo da mesma opinião em todos os livros que li do John até agora: o final sempre deixa a desejar. As metáforas que os conflitos gerados tem com o nosso mundo real são mais interessantes do que a resolução dessas tensões dentro do universo daquela história. Tudo parece ser resolvido da maneira fácil… O autor ainda não conseguiu largar um “Uau!” de mim ao finalizar alguma obra dele.

No entanto, Encarcerados ainda assim é um ótimo livro e um baita lançamento da Aleph nesse início de ano. A pegada mais pé no chão da obra tratando de crises sociais me chamou a mesma atenção que as viagens de John Perry que tiram umas boas risadas da gente em Guerra do Velho, e não por ser igual, mas muito pelo contrário. O autor tem uma escrita leve de ritmo ágil que faz com que a leitura flua que é uma beleza, e sabe criar personagens carismáticos. Uma ótima pedida para os amantes de Ficção Científica.

site: https://leitoresvigaristas.wordpress.com/2018/04/17/resenha-encarcerados-john-scalzi/
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Acervo do Leitor 05/06/2018

Encarcerados de John Scalzi | Resenha | Acervo do Leitor
Encarcerados. Presos em seus próprios corpos. Corpos presos, mentes livres. Livres para viverem e se movimentarem usando robôs e outros corpos. O futuro onde conviverão pessoas, robôs controlados por pessoas e pessoas controladas por pessoas chegou. Chegou com, e como, um vírus e as relações humanas nunca mais foram as mesmas. Quem é quem realmente quando se pode falar e agir por outra pessoa? E quando ocorrem crimes, a quem culpar?

“Melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.”

Um vírus mortal chegou abruptamente ceifando vidas e deixando sequelas na humanidade. Mais de quatrocentas milhões de pessoas morreram, milhares que sobreviveram perderam suas capacidades motoras e tiveram suas vidas “encarceradas” em seus corpos. Mentes livres mas incapazes de mover um músculo. O vírus foi chamado de “Síndrome de Haden” em homenagem a Margaret Haden a ex-primeira-dama dos Estados Unidos que contraiu o vírus. Bilhões de dólares públicos e privados foram investidos em pesquisas, e a tecnologia evoluiu permitindo esses Encarcerados viverem e se movimentarem através de robôs de diferentes marcas, gerações e modelos, mas conhecidos como C3, em homenagem ao famoso personagem da série Star Wars. Já uma outra parte da população que contraiu o vírus consegui sobreviver sem maiores sequelas, mas alterações em seu cérebro agora permitem que seus corpos sirvam para serem usados pelas mentes dos Encarcerados. Essa pequena parcela da população saudável e com essa capacidade é conhecida como “Integradores”. Mas não para por aí, alem da realidade que habitam pessoas normais, Integradores e Encarcerados usando seus C3 também temos uma realidade virtual chamada “Ágora” onde as mentes dos Encarcerados podem conviver e socializar. Um novo mundo complexo e com novas dinâmicas sociais se formou.

“Quando se é rico, seu tempo é seu fator limitador.”

Chris Shane se tornou um Encarcerado quando criança. Filho de um astro do Basquete que está concorrendo ao Senado dos EUA, sempre serviu de garoto propaganda para capitalização de fundos que invistam em pesquisas e melhoramento da vida dos afetados pelos vírus Haden. Mas Chris cresceu e acabou de se tornar um agente do FBI. Porem o momento não poderia ter sido pior. A América está em ebulição devido a aprovação de uma lei que promete abolir todos os gastos públicos com reabilitação e reintegração dos Hadens a sociedade. A comunidade de Encarcerados está tensa, pois nem todos que sofrem da doença possuem dinheiro para bancar tratamento privado muito menos possuir um robô C3. Essa comunidade possui uma líder que promete uma “marcha por direitos” que vai partir a América ao meio. Na iminência dessa fissura, Chris se depara com um crime insolucionável: um homicídio, ou seria suicídio, envolvendo Encarcerados e Integradores em um quarto de hotel. Quando não se tem o controle de sua mente, quem é o culpado afinal? A solução deste crime irá levar Shane e sua parceira a descobrir conspirações políticas e tecnologias nunca antes imaginadas.
“Estamos encarcerados, não inconscientes. Notamos onde estão nossos corpos. Notamos a cada momento em que estamos acordados.”

SENTENÇA

Essa obra é uma mistura de thriller policial com ficção científica. Escrita por John Scalzi, autor do best-seller “Guerra do Velho”, o livro segue a mesma pegada de escrita simples, até certo momento, envolvente e com uma dose de senso de humor. A parte da construção do mundo (Worldbuilding) criados por Scalzi é fantástica! Os desdobramentos do vírus e a dinâmica política, social e econômica apresentadas pelo autor é sensacional. Já a parte policial da obra começa excelente mas perde demais o fôlego no final, chegando a ser previsível e com um desfecho ao melhor estilo “sessão da tarde”. A explicação técnica de parte da solução do crime, sem notas de rodapé explicativas sobre os meandros e termos usados pelo autor, podem dificultar a compreensão de parte da trama, afinal nem todos possuem alguma cultura envolvendo computadores e programações, mas nada que prejudique demais a obra. Scalzi mais uma vez entrega um ótimo livro para ser engolido em dois dias. Não fique encarcerado em seu preconceito com a ficção científica e pode escolher esse livro como uma boa opção para se aventurar pelo gênero sem medo de ficar paralisado no meio da leitura.

site: http://acervodoleitor.com.br/encarcerados-resenha/
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Victor 06/11/2018

Potencial disperdiçado
Os conceitos de ficção científica até que são interessantes e bem trabalhados, mas a trama do livro é simplória e faz um desserviço a esses conceitos. A trama se desenvolve de maneira ruim. Tudo ocorre de forma muito rápida e o autor não deixa os mistérios se construírem. Ele dá a resposta de tudo muito rápido e não consegue nos deixar instigados. Os personagens são mal desenvolvidos e não parecem reais. Os diálogos são, de longe, a pior parte do livro; bregas e muito expositivos. Poucos não foram os diálogos que me fizeram revirar os olhos, por sua breguisse ou falta de sutileza. Por outro lado, as descrições do livro são muito bem feitas, porém falta construção de universo. O desfecho é corrido e tosco. Me senti lendo o primeiro rascunho de um episódio mediado de uma série de tv.
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Tchesco Marcondes 17/04/2019

Encarcerei-me
No início achei um pouco confuso, como se tivesse entrado no meio de um curso e sem saber a matéria toda... Mas... Aos poucos foi se encaixando de forma espetacular, as peças se encaixando a cada página... Esse livro me encarcerou-me de verdade. Mega Recomendo!

site: encarcerados
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Aninha de Tróia 11/09/2018

Tive um pouco de dificuldade logo no comecinho do livro, mas depois que passei do primeiro capítulo, a história fluiu maravilhosamente bem. O autor lida com temas muito interessantes e me ajudou a questionar minha visão sobre deficiência e pessoas com deficiência (o que agradeço). Mas o meu preferido são os personagens; eu realmente amo personagens bens escritos e os simpáticos são meus preferidos. Estou doida por mais livros do autor.
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P. Miguel Silva 18/05/2018

Romance policial + Sci-fi + a escrita viciante de John Scalzi
A leitura da vez foi de 'Encarcerados', livro lançado recentemente pela Aleph no Brasil do escritor americano John Scalzi, que ficou conhecido por 'Guerra do Velho' e sua sequência 'As Brigadas Fantasmas', também lançados em terras tupiniquins pela Aleph.

Se em 'Guerra do Velho' Scalzi nos mostra um futuro onde homens e mulheres ao completar 75 se alistam no exército para enfrentar insetos alienígenas, em 'Encarcerados' vemos um futuro mais próximo, e digamos, até mais plausível. Somos apresentados a Síndrome de Haden, uma doença que acometeu milhares de pessoas no mundo, levando muitas a morte, mas a outras deixando seus corpos em estado vegetativo, mas com suas mentes aindas sãs encarceradas dentro de suas próprias cabeças.

Para que os portadores dessa síndrome, conhecidos como 'hadens', possam ter uma vida ativa, são criados robôs como veículos pessoais conhecidos como C3 (uma clara alusão ao C3PO de 'Star Wars'). Além da Ágora, uma espécie de comunidade virtual para que os hadens possam socializar entre eles (tecnologia parecida com o Oásis de 'Jogador Nº 1', mas pouco explorado por Scalzi aqui) E além dos C3 temos também os integradores, pessoas que também contraíram essa doença mas que não chegaram ao estágio de encarceramento, mas com a capacidade de integrar os hadens em suas mentes como hospedeiros.

Mas toda essa parte Sci-fi acaba virando pano de fundo para um romance policial. O protagonista é Chris Shane, que contraiu haden ainda criança, e já adulto decide virar um agente do FBI, se juntando a sua parceira veterana Vann na divisão de crimes relacionados a hadens.

Já havia lido 'Guerra do Velho' do Scalzi e curti muito sua escrita, mas principalmente sua criatividade que tem se tornado raro na literatura de ficção científica. Scalzi tem uma escrita fácil, e em 'Encarcerados' mesmo com tantos termos específicos, além de muitos personagens que vão surgindo na linha do tempo que podem deixar o leitor confuso de início, com o tempo vamos nos encontrando e nos acostumando, e entramos de vez na história sendo impossível interromper por um longo espaço de tempo.

Como eu disse, 'Encarcerados' é um romance policial com o sci-fi de pano de fundo, sendo uma ótima pedida para quem não esta muito acostumado com livros de ficção científica. É uma leitura rápida, e mesmo que você fique perdido como fiquei um pouco no inicio, é fácil se situar e logo viciar na escrita e criativa divertida de John Scalzi.
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mirna 02/06/2019

Encarcerados
É uma história boa mas muito complexa. Faltou na narrativa uma descrição mais detalhada dos robôs que eram usados como intermediários pela pessoa portadoras de "haden", para que a gente pudesse imaginar como seriam. A parte da doença e suas consequências eu entendi, agora a parte em que o corpo fica inerte num berço e a mente ou espíritos, alma ou sei lá o quê sai e usa esse robôs que eles chama de C3 é muito complexo pra gente imaginar. O suspense deu pra entender em parte, mas o linguajar tecnológico é complicado e às vezes cansativo por não conseguir entender o que está querendo dizer.
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Michelle.Gomes 10/06/2018

Incrível
Tinha lido Guerra do Velho e gostei tanto que resolvi ler outro título do autor e não me decepcionei! Devorei o livro, e a única coisa que me incomodou é que tem MUITOS nomes, os quais você passa por cima no começo e só do meio pro final eles ganham um rosto, então pode ser meio confuso. Mas não desista! Vale muito a pe a!
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Alika 14/05/2018

http://bit.ly/2jU5SeA
"Fazer as pessoas mudarem porque você não pode lidar com que elas são não é o caminho. O que precisa ser feito é que as pessoas parem de olhar apenas o próprio rabo."
Esse é o segundo livro de Scalzi que eu leio. O primeiro foi Guerra do Velho. E vou começar dizendo que: eu não repeti o erro de ler Encarcerados com altas expectativas como fiz com Guerra do Velho. hahahaha
Gostei muito dessa leitura! A escrita de Scalzi é envolvente, não dá pra largar o livro até acabar. Mas acho que descobri o que me faz no final achar só "okay": não tem surpresas nem reviravoltas. Scalzi apenas conta uma história pra você, ele não quer te surpreender e nem te enganar, fazendo você pensar que um personagem é uma coisa que não é. E como gosto muito de livros assim (alô Mistborn/Brandon Sanderson), sinto falta. hahahah
Mas, tá, vamos falar de Encarcerados: a história se passa num futuro em que o surto de uma doença, chamada Doença de Haden, toma conta da maioria da população mundial. Algumas pessoas têm seus cérebros modificados mas continuam tendo controle do corpo; outras, os encarcerados, perdem controle do corpo e ficam como que em estado vegetativo, apenas a mente funciona.
Os encarcerados, então, passam a controlar robôs pra poderem conviver em sociedade. Cuidadores ficam com seus corpos, dando nutrientes e cuidando das escoriações, enquanto os Hadens vão para seus robôs C3 viverem a vida por aí! Além disso, há também a Ágora, que é um local virtual para eles se encontrarem e viverem. (Leu/assistiu jogador n˚1? Dá pra fazer uma breve comparação com Oasis)
Além da parte ficção científica da coisa, temos também a parte policial: nosso personagem principal é um Haden que trabalha pro FBI. Ele e sua parceira cuidam da parte Haden do país; então, sejam assassinatos, assaltos, manifestações…qualquer coisa que envolva Hadens, eles investigam. 
Gostei bastante do desenvolvimento da história, apesar de previsível. É um livro que vale a pena pela reflexão: e se isso acontecer mesmo? Já pensou um hacker tomando conta do seu robô e você simplesmente não consegue se mexer nem no seu corpo, nem no seu robô? E as empresas que fazem os robôs? E as empresas que cuidam da Ágora?

site: http://bit.ly/2jU5SeA
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rosanyvieira 11/09/2018

Encarcerados trás uma sociedade distópica assolada pela Grande Gripe, uma doença que atingiu parte da população mundial e ficou conhecida como ?Haden?. Iniciando como uma gripe comum até atingir o estágio do encarceramento (quando as pessoas ficam presas no próprio corpo em coma enquanto a consciência permanece em pleno funcionamento), a Haden matou várias pessoas, deixando tantas outras encarceradas.
Para os sobreviventes encarcerados, algumas saídas para serem reintegrados na sociedade foram desenvolvidas: a principal delas é através da transferência da consciência dos indivíduos com Haden para um robô, onde será possível controlá-lo, enquanto o corpo físico estará sendo monitorado por aparelhos; outra opção será o aluguel de corpo dos integradores (pessoas que foram afetadas pela epidemia mas não foram encarceradas e se tornaram capazes de receber outras pessoas em seu corpo) e por fim, há a opção de viver na Ágora, uma plataforma digital que somente hadens tem acesso, servindo como um espaço exclusivo com diversas atividades para os encarcerados.
Chris Shane vem de uma família rica e influente, contraiu a doença ainda na infância e tornou-se símbolo e garotx-propaganda para a sociedade Haden. Atualmente trabalha para o FBI, no setor de crimes que envolvem hadens. O seu emprego começou em um cenário meio caótico: enquanto o governo está ameaçando realizar cortes nas políticas públicas para reabilitação dos encarcerados, hadens estão realizando diversos protestos contra esses cortes, tendo em vista que em sua maioria, não possuem condições para arcar com os gastos necessários. Todas essas greves e protestos estão suscitando animosidade entre hadens e não-hadens.
Junta-se essas revoltas com o assassinato de um Haden, tendo um integrador na cena do crime, o incêndio de uma grande empresa detentora de pesquisas e desenvolvedora de vários produtos para a sociedade Haden, dentre vários outros eventos criminosos que Chris e Van, sua parceira, terão que investigar. Teria todos esses crimes alguma ligação ou seria tudo mera coincidência?
Com uma escrita fascinante, Scalzi consegue prender o leitor em um livro permeado de representatividade, críticas sociais e políticas, bem como a demonstração de uma sociedade futurista que foi capaz de livrar-se de alguns preconceitos, substituindo-os por outros e/ou permanecendo com mais alguns. Apesar da linguagem técnica em diversas passagens, consegui fazer uma leitura bastante proveitosa e agradável. Em uma mistura de ficção científica e suspense policial, essa leitura me surpreendeu de forma muito positiva e com certeza está indicada para todos que se interessem por sci-fi!
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Isabella.Tedeschi 22/11/2018

Tão ruim que comecei a ler esse maravilhoso livro e logo mergulhei numa ressaca literária, não aproveitando tanto dele quanto gostaria.
A escrita de John Scalzi é incrível. Com personagens reais e bem construídos, um romance policial envolvente muitos, muitos robôs, ele nos faz querer devorar cada palavra. Uma narrativa realmente prazeirosa!
A verssosimilhança é bem notada. Relacionei certas críticas que ele faz ao fato dos homens - mesmo que às vezes como robôs - estarem sempre em busca de um lucro, mesmo que isso afetará a vida das pessoas, com a nossa indústria farmacêutica, da qual escolhe investir em compras de pesquisas para que os remédios continuem sendo vendidos ao invés de uma cura para alguma patologia. Obviamente também é bem visível a crítica às diferenças.
Amei! 5/5!
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davidplmatias 26/05/2018

Thriller policial + Ficção científica. Como uma história policial é previsível, porém as sacadas de ficção científica são muito bem construídas. Daria um ótimo filme.
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Aline Marques 17/07/2018

A humanidade é um conceito? [IG @ousejalivros]
A tecnologia a serviço da humanidade.

Uma humanidade que não sobrevive sem sua "facilitadora" a mercê de um vírus que extinguiu milhões e encarcerou milhares de mentes a corpos inaptos, exceto por seguirem respirando e bombeando sangue, com o auxílio de aparelhos, e um assassinato que poderá fornecer perspectivas surpreendentes sobre afirmações tidas como irrevogáveis.

A ligação entre os fatos acima é Chris Shane, agente do FBI e um(?)* dos aprisionados, reintregado a sociedade ao tranferir sua mente para um corpo robótico. Um haden.
E é através de sua investigação que o leitor explora uma sociedade capacitista que pouco faz para adaptar-se as deficiências de seus cidadãos. Parece familiar?

"Fazer as pessoas mudarem porque você não pode lidar com elas não é o caminho. O que precisa ser feito é que as pessoas parem de olhar apenas o próprio rabo. Você diz "Cura". Eu ouço "Você não é humano o bastante."

Novos preconceitos surgem, mas os antigos ainda permanecem, e Scalzi utiliza a representatividade para iniciar debates de suma importância, sem se preocupar em ser claro sobre isso ou finalizá-los.
O leitor deve estar atento e considerar cada comentário sobre gênero, raça, sexualidade, política etc, como um convite a reflexão.

E mesmo com reflexões tão pungentes, o livro possui uma leveza incomum e sagaz, ideal para iniciantes do gênero sci-fi e amantes de romances policial.

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*O autor não identifica o gênero de seu protagonista, em nenhum momento da história.
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