Mais Forte do que Nunca

Mais Forte do que Nunca Brené Brown




Resenhas - Mais Forte do que Nunca


15 encontrados | exibindo 1 a 15


Isabela.Lopes 21/11/2020

Não sou uma pessoa acostumada a ler livros de não ficção, então já sinto uma certa dificuldade quando pego esse tipo de livro para ler. Além disso, foi o primeiro que li da Brené Browm, aconselho a ler os outros antes deste, pois ela própria cita várias vezes passagens do A coragem de ser imperfeito.
Para mim, foi um livro demorado devido ao que já foi citado, mas ao mesmo tempo, acredito que o conteúdo deva ser absorvido(independente do tempo desprendido) porque temos muito conteúdo nele.
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Natche 14/11/2020

Brené sempre ótima
Este foi o segundo livro que li da Brené e gostei muito. Recomendo.
Uma leitura leve, que mostra muitas questões/reflexões que podem ser aplicáveis no dia a dia. Uma leitura que traz leveza à vida.
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Madeira 28/09/2020

Inspirador
Um verdadeiro manual pra aprender a lhe dar com fracassos, medos e outros anseios sob a perspectiva de quem efetivamente estudou a fundo tal mundo. Leitura agradável recheada de boas histórias de vida e exemplos.
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Estelia 16/08/2020

Se cair, levante...
O bom de ler os livros da Brené Brown, e descobrir atos que podemos ter para aprendermos a lhe dar com nossas emoções, sentimentos e vulnerabilidade. E esse livro não foi diferente. Aprendi que sou a pessoa que durante um problema resolve tudo. E isso não é bom, como a sociedade prega. E sim, vamos cair, vamos dar de cara com o chão mas, podemos nos levantar.
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Lara 11/08/2020

Mais forte do que nunca, terceiro livro da Texana Brené Brown, conhecida aqui no Brasil, ao meu ver, majoritariamente devido a uma palestra no TEDx, você provavelmente já viu esse nome em algum lugar, pois bem, o título me chamou atenção e apesar de não ter tido contato com nenhuma obra introdutória da escritora, como os dois livros que o antecedem, resolvi lê-lo.
Autoajuda, como tantos outros, vem oferecer uma boa e viável opção para nós que queremos viver plenamente e aprender a lidar tanto com a vergonha, ressentimento, trauma, luto, baixa estima, quanto com emoções positivas como a integridade, honestidade, responsabilidade, confiança, ética, autenticidade, caráter e valores, tudo isso trabalhando com a sua vulnerabilidade.
Apesar de ser o terceiro livro, ela cita bastante os primeiros, como ‘’a coragem de ser imperfeito’’, o que faz com que entendamos melhor os conceitos que apresenta. Esses livros são sempre uma surpresa boa, definições e perspectivas diferentes para coisas das quais já estamos familiarizados.
Devo dizer que demorei um pouco para ler, mas não é uma leitura arrastada, se deve também ao fato de que se você quiser realmente implementar mudanças, tem que dar um tempo a si mesmo para digerir e praticar os métodos propostos, ela trás em cada capítulo um boa e humorada história real para ilustrar como é feito, e insiste bastante no que diz respeito a assumirmos nossa própria história e na compreensão de como nós criamos fabulações e romantizamos nosso passado para que fique palatável.
A título de exemplo, aqui estão algumas das melhores reflexões do livro e suas respectivas páginas: “Quando rejeitamos nossa história e nos desligamos das emoções difíceis, elas não vão embora; ao contrário, apoderam-se de nós e passam a nos definir.” (P.65)
“Vulnerabilidade não é ganhar ou perder; é ter a coragem de se mostrar e ser visto quando não se tem controle algum sobre o resultado.” (P.23)
“(...) lista de todas as maneiras pelas quais podemos nos entorpecer, há sempre a falta de tempo: permanecer ocupado e viver de maneira tão intensa que as verdades da nossa vida não consigam nos alcançar.” (p.77) Super me identifiquei com essa.
“(...) que uma das partes mais difíceis de amar alguém é acreditar que o outro retribui nosso amor.” (P.106)
“(...) penso na frequência com que todos tentamos resolver problemas intensificando medidas que não estão funcionando – simplesmente fazendo o mesmo com mais força” (P.178)
“quando sentimos vergonha, deixamos de ser próprios para consumo humano e nos tornamos particularmente perigosos para as pessoas sobre as quais exercemos algum tipo de poder” (p. 194)
“De tudo que o trauma retira de nós, o pior é nossa disposição de sermos vulneráveis – ou mesmo nossa capacidade de sê-lo.” (P. 232)
Um dos temas abordados que mais achei interessante foi a explanação dela sobre passarmos a maior parte do tempo achando que somos melhores do que todo mundo ou que não somos bons o bastante, não obstante, sendo os dois lados de uma mesma moeda, e com que facilidade e rapidez nós passamos de um para o outro, né?
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Shirlei 09/08/2020

Recomendo!
Envolvente, interessante. Vale a leitura. Recomendo
livro que nos deixa muitos ensinamentos.
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Dai 08/08/2020

Este livro da Brené Brown representa uma rica contribuição para o nosso desenvolvimento pessoal. Através das inúmeras histórias contadas, vindas de suas pesquisas, a autora nos provoca ao reconhecimento sobre as nossas próprias histórias de vida, para que possamos olhar de maneira mais clara e verdadeira para essas experiências do passado e, assim, sermos mais conscientes de si para lidar com os desafios do tempo presente.
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Ju Schoffen 16/07/2020

Brene Brown sempre maravilhosa!
Sou fã da Brené e dos livros, palestras e ensinamentos dela. Coincidencia ou não, comecei a ler esse livro em um momento de volta por cima na minha vida e me conectei muito com a leitura. A história do lago é marcante assim como muitos aprendizados desse livro. Super recomendo!
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Bruh 09/06/2020

Mais uma vez termino um livro da Brené de queixo caído e de muitos aprendizados novos.

Leitura como sempre gostosa de fazer, claras objetiva e cada capítulo reflexões e conclusões novas.

Ler mais forte do que nunca me ajudou a revisitar uma Bruna adolescente, a aceitar todas as vezes que fui falha e a compreensão de que tudo que vivi me tornou a pessoa que sou hoje.

Quer continuar na arena da vida, lutando, aprendendo, me reaprendendo e reinventando cada vez mais.
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Lucas 05/06/2020

Coragem para descobrir
O que achei enriquecedor no livro foram as histórias das pessoas que passaram por momentos ruins, inclusive a autora, e, ao decorrer da narrativa, conseguiram superar os desafios impostos por elas mesmas, expondo suas vergonhas e se permitindo ser vulnerável. Por meio delas, o meu processo de leitura, e, principalmente, de reflexão, se tornou muito produtivo porque pude perceber o quanto é bom ser corajoso, resiliente e perseverante. Além disso, percebi o quanto fui até o instante em que estou escrevendo essa resenha.

Em outros livros, como A Arte da Imperfeição e a Coragem de ser Imperfeito, Brené também traz experiências inspiradoras que faz com que nós, leitores, possamos refletir sobre coisas que nem passavam por nossas mentes, ao passo que, traz confiabilidade aos seus textos conectando com temas que pesquisa, como a vergonha e a vulnerabilidade. Em todos, inclusive nesse, ela também traz instrumentos para auxiliar no processo de descoberta, como a TRI (tentativa de rascunho inicial) - o que é ótima. Descobrir o que estamos sentindo pode ser um processo doloroso e, mais que tudo, também um processo corajoso. E acredito que o termo-chave do livro é a palavra coragem: coragem para olhar dentro de si e descobrir o quê está sentindo e o porquê está sentindo, e coragem para pedir ajuda caso não consiga passar por tudo sozinho.
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Taiana 27/05/2018

Transformador
Esse mudou a forma como encaro meus desafios pessoais e como lido com o processo de dar a volta por cima das quedas!
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kleris aqui, @textosdecapa no ig 29/09/2017

E o cerne de tudo é essa famosa vulnerabilidade
(Esta resenha teve corte de quotes e imagens do livro; visite o link para conferir)

Em A coragem de ser imperfeito, nos embrenhamos na pesquisa de Brené Brown sobre vínculos e sociedade, mais precisamente voltada para o estudo da vulnerabilidade – aquele estado de incerteza que nos faz recuar, hesitar, senão paralisar diante de uma perspectiva de medo (antes de começar algo novo, de tentar algo diferente, de enfrentar situações e problemas, dentre outros). Bem ambientados da teoria, de como o ser humano funciona e como reconhecer comportamentos – em sua maioria, destrutivos – Mais forte do que nunca surge no horizonte para trazer um panorama prático. E nem Brené, pesquisadora que comanda o estudo, está isenta destes experimentos.

É uma verdade quase universalmente conhecida que o ser humano, ao ter seu calo pisado, vai ter uma impulsão muito forte de revidar na mesma moeda, senão pior, e no mesmo momento. Cury já pontuara sobre isso (reveja resenha aqui), que nosso primeiro instinto é cultivar os sentimentos ruins (raiva, rancor, preconceito, ressentimento, vergonha, mágoa, sabotagem, compulsão, traição, etc), o que pode se considerar um “caminho fácil”, afinal, é natural.

Mas o ser humano é um ser pensante, ele pode escolher seu caminho. Se atacado, ele pode parar, averiguar o que está sentindo e pensar se vale a pena comprar a briga. No entanto, não somos estimulados o suficiente dentro da sociedade a trabalhar essas emoções, nem para si, tampouco de si para os outros. Infelizmente assistimos séculos a fio as pessoas se destruindo umas às outras em um círculo vicioso – e nocivo. Lá se vão a paz, a alegria, a criatividade, a confiança, o respeito, a fé...

A prática do que Brené chama de “dar a volta por cima” opera justo neste campo, em que se escolhe a verdade, o amor, a aceitação, a coragem, a ousadia... a vulnerabilidade. A gente quebra a cara e está tudo bem. Quando não seguimos o caminho fácil, adentramos a arena. Lá parece uma zona e tudo que a gente quer é fugir. Não é confortável; é, na realidade, extremamente difícil. Por outro lado, extremamente gratificante. É uma batalha diária pelo nosso bem.

É muito comum ver pessoas com problemas, mas é bem incomum ver pessoas procurando respostas ou mesmo soluções – soluções verdadeiras, não paliativos. Isto porque muito disso envolve vergonha, receio, medo, privação, não compreensão do que está acontecendo. São dificuldades de todos os tipos e áreas (pessoais, familiar, profissionais, amizades).

É extraordinário ver alguém dando a cara a tapa como Brené. Em diversos casos discutidos, me identifiquei demais. As autossabotagens, o perfeccionismo, a vergonha, a luta para se desamarrar disso. Ri uns risos nervosos e interessantes diante de situações em que ela não exatamente parava pra entender o que estava acontecendo, mas daí a noção voltava à tona, ela observava qual era sua impulsão e então vinha algum tipo de epifania – porque é esse o processo de dar a volta por cima! – e ela lidava com aquilo. Abraçava a si mesma e acreditava que ia ficar bem.

Uma das coisas mais incríveis, além desta exaustiva prática, é a relação ficção e realidade que Brené explora. Os capítulos em que ela trata com diversos escritores, produtores (nem Shonda Rhimes escapa!) e criadores (da Pixar!), e ainda empreendedores, é de explodir a cabeça. E as expectativas invisíveis? Nussa! É tipo de coisa que tá tão na nossa cara e somos esses cegos! Como é difícil ser... humano! Como é difícil crescer!

E o cerne de tudo é essa famosa vulnerabilidade.

Muito do que está por trás de conflitos está relacionado às histórias que contamos a nós mesmos através de pedaços de outras histórias. Ex: ao ver a timeline das redes sociais, criamos uma fantasia absurda sobre quem são aquelas pessoas, como elas estão mais felizes, como estão se divertindo mais, tendo mais conquistas, mais status, mais tudo, independente de conhecer suas histórias de verdade ou não. Ao olhar para nossa vida, a comparação e competição se torna uma coisa acirrada – e estamos, aparentemente, perdendo. Bate um sentimento de insuficiência (não tenho isso, não tenho aquilo, não sou feliz, não sou boa o suficiente, não sou digna disso, não sou digna daquela pessoa), emergência (preciso disso agora, preciso ser essa pessoa, não quero ser eu mesma) e destruição (sou uma droga, não faço nada certo, não ganho isso). Chegamos, meus amigos, às famigeradas bads.

Mas assim como as baratas voadoras têm uma razão de existir sabe-se lá qual, mas, as bads têm sua razão no ciclo da vida – ainda muito mal interpretadas. Jout Jout mesmo já trouxe um tutorial sobre o assunto (vide aqui), uma dor que cura. O desconforto vem para trazer mudanças. Só que nem todos estão dispostos a entrar nessa arena e dar a volta por cima. É mais fácil acreditar nas mentiras que contamos a nós mesmos, não? É preferível nos engalfinhar ao invés de admitir o que estamos sentindo, não é mesmo?

Quando eu digo versão prática, não quero dizer que o livro traz atividades interativas pra se realizar – não é esse tipo de livro. Mais forte do que nunca traz estudos de casos para se encontrar, entender o processo, espelhar-se neles – se você escolher esse caminho. Brené novamente nos guia pelo mundo desconhecido da arena e nos mostra possíveis saídas para a verdadeira conquista. A nossa, literalmente, jornada de herói.

Aliás, o livro é um desafio para o próprio (pré)conceito de livros autoajuda. A escrita da autora é audaciosa, e ao mesmo tempo fluída, gostosa e convidativa. Acredito ser o estudo mais completo e acessível até então. Você pode rir (e rir alto) sobre um tópico, ficar mais pensativa em outros e despertar gatilhos em tantos acolá. Pode ser sofrível, pode ser intenso. E ainda assim maravilhoso. É uma catarse atrás da outra. É... uma verdadeira redenção.

Brené me faz desejar viver nesse mundo em que se exercitam constantemente as emoções, de maneira a acertar nossas arestas e fazer o melhor quanto aos nossos vínculos. Um mundo consciente, de si e dos outros, que aceita o desconfortável a fim de melhorá-lo, não de fugir. Fico imensamente feliz que esse mundo exista – apesar de um tanto longe – e que espalhe sua palavra de esperança de pouquinho a pouquinho através dos livros. Gostaria de vê-lo mais em discussão.

Recomendo iniciar a leitura de A coragem de ser imperfeito antes de Mais forte do que nunca, só para se ambientar melhor nos temas abordados, porém, não vejo problema nenhum em inverter a ordem (até porque ao final de Mais forte..., há destaques de A coragem... como um fichamento, assim como outras tantas alusões conforme tópicos). Ambos são livros para estar na estante para qualquer momento de procura. Vale a leitura por mera curiosidade, vale pra vida.

site: http://www.dear-book.net/2017/03/resenha-mais-forte-do-que-nunca-brene.html
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Dear Book 13/03/2017

Caia. Levante-se. Tente outra vez.
[Resenha com corte de trechos ilustrativos e imagens; confira no link no blog]
Por Kleris: Em A coragem de ser imperfeito, nos embrenhamos na pesquisa de Brené Brown sobre vínculos e sociedade (reveja resenha aqui), mais precisamente voltada para o estudo da vulnerabilidade – aquele estado de incerteza que nos faz recuar, hesitar, senão paralisar diante de uma perspectiva de medo (antes de começar algo novo, de tentar algo diferente, de enfrentar situações e problemas, dentre outros). Bem ambientados da teoria, de como o ser humano funciona e como reconhecer comportamentos – em sua maioria, destrutivos – Mais forte do que nunca surge no horizonte para trazer um panorama prático. E nem Brené, pesquisadora que comanda o estudo, está isenta destes experimentos.

A prática do que Brené chama de “dar a volta por cima” opera justo neste campo, em que se escolhe a verdade, o amor, a aceitação, a coragem, a ousadia... a vulnerabilidade. A gente quebra a cara e está tudo bem. Quando não seguimos o caminho fácil, adentramos a arena. Lá parece uma zona e tudo que a gente quer é fugir. Não é confortável; é, na realidade, extremamente difícil. Por outro lado, extremamente gratificante. É uma batalha diária pelo nosso bem. 

É muito comum ver pessoas com problemas, mas é bem incomum ver pessoas procurando respostas ou mesmo soluções – soluções verdadeiras, não paliativos. Isto porque muito disso envolve vergonha, receio, medo, privação, não compreensão do que está acontecendo. São dificuldades de todos os tipos e áreas (pessoais, familiar, profissionais, amizades). 

É extraordinário ver alguém dando a cara a tapa como Brené. Em diversos casos discutidos, me identifiquei demais. As autossabotagens, o perfeccionismo, a vergonha, a luta para se desamarrar disso. Ri uns risos nervosos e interessantes diante de situações em que ela não exatamente parava pra entender o que estava acontecendo, mas daí a noção voltava à tona, ela observava qual era sua impulsão e então vinha algum tipo de epifania – porque é esse o processo de dar a volta por cima! – e ela lidava com aquilo. Abraçava a si mesma e acreditava que ia ficar bem.

Uma das coisas mais incríveis, além desta exaustiva prática, é a relação ficção e realidade que Brené explora. Os capítulos em que ela trata com diversos escritores, produtores (nem Shonda Rhimes escapa!) e criadores (da Pixar!), e ainda empreendedores, é de explodir a cabeça. E as expectativas invisíveis? Nussa! É tipo de coisa que tá tão na nossa cara e somos esses cegos! Como é difícil ser... humano! Como é difícil crescer!

Muito do que está por trás de conflitos está relacionado às histórias que contamos a nós mesmos através de pedaços de outras histórias. Ex: ao ver a timeline das redes sociais, criamos uma fantasia absurda sobre quem são aquelas pessoas, como elas estão mais felizes, como estão se divertindo mais, tendo mais conquistas, mais status, mais tudo, independente de conhecer suas histórias de verdade ou não. Ao olhar para nossa vida, a comparação e competição se torna uma coisa acirrada – e estamos, aparentemente, perdendo. Bate um sentimento de insuficiência (não tenho isso, não tenho aquilo, não sou feliz, não sou boa o suficiente, não sou digna disso, não sou digna daquela pessoa), emergência (preciso disso agora, preciso ser essa pessoa, não quero ser eu mesma) e destruição (sou uma droga, não faço nada certo, não ganho isso). Chegamos, meus amigos, às famigeradas bads.

Mas assim como as baratas voadoras têm uma razão de existir sabe-se lá qual, mas, as bads têm sua razão no ciclo da vida – ainda muito mal interpretadas. Jout Jout mesmo já trouxe um tutorial sobre o assunto (vide aqui), uma dor que cura. O desconforto vem para trazer mudanças. Só que nem todos estão dispostos a entrar nessa arena e dar a volta por cima. É mais fácil acreditar nas mentiras que contamos a nós mesmos, não? É preferível nos engalfinhar ao invés de admitir o que estamos sentindo, não é mesmo?

Quando eu digo versão prática, não quero dizer que o livro traz atividades interativas pra se realizar – não é esse tipo de livro. Mais forte do que nunca traz estudos de casos para se encontrar, entender o processo, espelhar-se neles – se você escolher esse caminho. Brené novamente nos guia pelo mundo desconhecido da arena e nos mostra possíveis saídas para a verdadeira conquista. A nossa, literalmente, jornada de herói. 

Aliás, o livro é um desafio para o próprio (pré)conceito de livros autoajuda. A escrita da autora é audaciosa, e ao mesmo tempo fluída, gostosa e convidativa. Acredito ser o estudo mais completo e acessível até então. Você pode rir (e rir alto) sobre um tópico, ficar mais pensativa em outros e despertar gatilhos em tantos acolá. Pode ser sofrível, pode ser intenso. E ainda assim maravilhoso. É uma catarse atrás da outra. É... uma verdadeira redenção. 

O vínculo não existe sem o ato de dar e receber. Precisamos dar e precisamos precisar. 
Creio que o que mais lamentamos é a nossa falta de coragem – seja a coragem de ser mais bondosos, de nos mostrar, de dizer o que sentimos, de estabelecer limites, de ser generosos com nós mesmos. Por essa razão, o arrependimento pode ser o berço da empatia. Quando penso nas ocasiões em que não fui bondosa ou generosa, em que preferi ser aceita a defender alguém ou algo que merecia ser defendido, sinto profundo arrependimento.

Brené me faz desejar viver nesse mundo em que se exercitam constantemente as emoções, de maneira a acertar nossas arestas e fazer o melhor quanto aos nossos vínculos. Um mundo consciente, de si e dos outros, que aceita o desconfortável a fim de melhorá-lo, não de fugir. Fico imensamente feliz que esse mundo exista – apesar de um tanto longe – e que espalhe sua palavra de esperança de pouquinho a pouquinho através dos livros. Gostaria de vê-lo mais em discussão. 

OBRIGADA, SEXTANTE, POR TRAZER ESSE LIVRO MARAVILHOSO. 
OBRIGADA A TODOS OS ENVOLVIDOS

site: http://www.dear-book.net/2017/03/resenha-mais-forte-do-que-nunca-brene.html
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