Lava Jato

Lava Jato Vladimir Netto




Resenhas - Lava Jato


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Rodrigo 07/07/2016

Um documento histórico
Excelente livro. É, acima de tudo, um documento histórico da Operação Lava Jato. Preciso e detalhista, traz bastidores e curiosidades da Operação. Imperdível.
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Ricardo Silas 28/11/2016

I

Quando falam que a Lava Jato desvendou o maior escândalo de corrupção do Brasil, não é mero exagero de retórica ou conversa fiada da mídia. É verdade. Desde o dia em que a primeira fase da operação foi deflagrada, em 16 de março de 2014, ela vem mostrando resultados que chamaram a atenção do mundo inteiro. Colocar bilionários atrás das grades, divulgar áudios polêmicos envolvendo os políticos mais poderosos do país e prender um senador em exercício de mandato são coisas que não se vê todo dia. Se algo assim acontece, é porque finalmente a justiça começou a atingir aqueles que quase sempre estiveram acima da lei. Nem os próprios investigadores conseguiram crer de imediato no que as evidências revelavam. Aliás, ninguém pensou ser possível esbarrar num esquema tão gigantesco envolvendo a maior estatal do Brasil, e isso aconteceu graças à Polícia Federal.

Eis o resumo. A PF estava na cola de um antigo condenado da Justiça, o doleiro Alberto Youssef, que já havia sido julgado no caso Banestado, em 2004, pelo mesmo juiz que ironicamente o condenaria de novo, Sérgio Moro. Por ter feito um acordo de delação premiada com Ministério Público em 2003, Youssef garantiu colaborar com o andamento das investigações sobre o Banestado e também se comprometeu a abandonar a criminalidade. Em 2014, entretanto, depois de os policiais realizarem várias interceptações em chamadas telefônicas, a suspeita era a de que ele voltara ao mundo do crime. Não houve outra saída senão prendê-lo na primeira fase da operação, mais tarde batizada de Lava Jato. Isso inaugurou a operação mais tarde denominada Lava Jato.

Mas a maior surpresa ainda estava por vir. Um dos delegados da equipe, bisbilhotando uma longa lista de e-mails apreendidos de Youssef, encontrou algo que sacudiu daria um novo rumo às investigações: era a Nota Fiscal de um carro de luxo Range Rover Evoque, cujo destinatário era Paulo Roberto Costa, ninguém menos que um ex-diretor da Petrobras. Vindo de Youssef, aquilo não era um mero presente. Cheirava mais a dinheiro sujo. Seguindo novas pistas, ficou claro para os investigadores que havia trambiques dos grandes dentro da petroleira. As provas contra Paulo Roberto Costa eram incontestáveis, e logo ele foi preso. Se ele aceitasse os termos de uma delação premiada, poderia escapar de uma punição severa vinda de Sérgio Moro, mas teria que revelar todo o esquema, além de oferecer documentos que corroborassem a delação. Foi o que ele fez. Se fosse provado que ele mentiu, ocultou informações relevantes ou tentou obstruir o trabalho da Justiça, cumpriria sua longa sentença na cadeia.


II

Após quase três anos de Lava Jato, dezenas de inquéritos instaurados, centenas de oitivas de indiciados e testemunhas, reforçadas por milhares de documentos apreendidos pela PF, grampos telefônicos, perícias técnicas, comprovantes bancários e análises de planilhas, as peças começaram a se encaixar. Para entender o mega-esquema, é necessário conhecer quatro elementos-chave da organização que se instalou no Brasil: 1) empreiteiras; 2) diretores da Petrobras; 3) partidos políticos e 4) operadores financeiros. Primeiro, cada partido indicava alguém para assumir a diretoria de determinado setor da Petrobras, e cada diretor tinha à sua disposição um operador responsável pelas transações financeiras ilegais e pelo repasse de toda a propina para os políticos envolvidos. A maior parte do dinheiro, é claro, ia para quem indicou o diretor, que já aceitava o cargo sabendo de tudo. Se por caso ele viesse com conversa fiada sobre moralidade, decência e honestidade, era imediatamente substituído por um batedor de carteira profissional.

Então, digamos que a Petrobras precisasse construir uma refinaria de petróleo. As empreiteiras tinham acesso a informações privilegiadas fornecidas pelo diretor, e, com base nisso, formavam cartéis para decidir quem obteria os contratos dessa ou daquela obra. Se fosse, por exemplo, a Odebretch, e o orçamento de todo o serviço fosse calculado em 1 bilhão de reais, as fraudes licitatórias asseguravam que a empresa contratada superfaturasse alguns bilhões a mais. Uma parte de 1 a 3 porcento desse super-lucro (parece pouco, mas isso às vezes equivalia a centenas de milhões de reais) era dado ao operador, que novamente dividia o valor recebido e distribuía entre o diretor da Petrobras e os partidos políticos interessados. Ninguém saía perdendo, só os cofres da estatal. A maior soma que os partidos políticos recebiam era utilizada, principalmente, em fundos de campanha eleitoral. Ou seja, as engrenagens do esquema giravam a todo vapor em épocas de eleição, quando o dinheiro escorria feito água para o bolso dos bandidos. Se tal candidato precisasse de dinheiro, era só pressionar o operador encarregado pelos repasses. Os mais íntimos iam pedir pessoalmente ao diretor da Petrobras e, às vezes, batiam à porta das construtoras, ora de forma amigável, ora ameaçando quem estivesse no caminho.


Além disso, as empreiteiras tinham métodos particulares para ocultar a origem ilícita do dinheiro superfaturado. Muitas delas tinham negócios paralelos com Alberto Youssef, doleiro eficiente e confiável de longas datas. Ele tinha dezenas de empresas fantasmas que fingiam prestar consultorias às construtoras. Os pagamentos pelos supostos serviços eram milionários, mas alguns valores eram parcelados para não levantarem suspeitas. Quando a propina chegava ao destino predeterminado, os beneficiários faziam depósitos em contas na Suíça, compravam carros de luxo, como Lamborghinis, Ferraris etc., licenciados em nomes de terceiros, adquiriam centenas de obras de arte, como quadros de parede, alguns avaliados em mais de trezentos mil dólares, ou então recebiam o pagamento em dinheiro vivo, o que dificultava qualquer forma de rastreamento.

Os principais partidos envolvidos na organização desse sistema foram o PP, PMDB e PT. Na prática, foi assim: em 2004, o deputado federal José Janene, líder do PP na Câmara, indicou Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimentos da Petrobras. Nesse caso, o operador escolhido para intermediar a relação entre empreiteira, petroleira e partido político foi Alberto Youssef. A diretoria da área Internacional era controlada pelos líderes do PMDB, que indicaram Nestor Cerveró para o cargo, tendo Fernando Baiano como um dos operadores. O PT, por sua vez, tomava conta do setor de Serviços da estatal, e tinham Renato Duque como diretor e João Vaccari Netto, o próprio tesoureiro do partido, como operador. Nenhuma regra impedia que o fantoche do PMDB pagasse propina aos membros do PT e assim por diante. Na realidade, até mesmo outros partidos que não tinham influência sobre as decisões da Petrobras foram contemplados.

O mais chocante é não foram apenas dois ou três contratos superfaturados obtidos pelas empresas. Em mais ou menos 20 anos de esquema, absolutamente todas as negociações foram fraudulentas. Nenhum contrato foi celebrado de forma honesta. Embrulha o estômago só de pensar.
Erika Chastinet 09/10/2018minha estante
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Thalyta Viana 24/05/2017

Surpreendente
Um livro que vale mais do que a pena Ler. Riquíssimo em detalhes e indubitavelnte interessante.
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@our.little.books 09/04/2018

Livro esclarecedor
Gostei muito do livro, até por que na época que eu li, estava buscando entender melhor o que estava acontecendo, e esse livro esclareceu todas as dúvidas. Ele utiliza o conteúdo de entrevistas, documentos e até trechos das delações premiadas, seguindo o enredo como uma história, em ordem praticamente cronológica. Ele começa explicando como a operação chamada Benestado influenciou a lava jato, por exemplo. Com uma escrita simples, Vladimir consegue explicar o complicado esquema de corrupção utilizando de partes explicativas e mais didáticas intercaladas com partes contadas pelo ponto de vista dos participantes. Leitura obrigatória, já que esse é um ponto de virada no Brasil e com certeza vai entrar para a história. ?
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André 30/09/2016

Virá mais!
Lava Jato, nos últimos dois anos essa foi, sem dúvida, a palavra mais recorrente no noticiário brasileiro. E no livro não é diferente sendo citada 498 vezes. Com roteiro excelente que tem início e meio, pois o fim ainda estar por vir, o autor conta desde o princípio da operação, quando investigadores descobriram uma lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de gasolina de Brasília, até as últimas operações deflagradas até o fechamento da edição.
O livro traz como foram feitas as execuções das operações e os personagens envolvidos (doleiros, assessores, servidores, diretores de estatais, políticos e familiares de políticos), detalhes sobre como se comportaram os envolvidos ao saber que iriam ser presos, seu cotidiano na carceragem e as delações premiadas. Além disso, os curiosos argumentos dos advogados, o turbilhão de habeas corpus impetrados pela defesa e as crises enfrentadas pelos investigadores, como o fatiamento da operação.
Senti falta das dezenas de políticos apontados por Sérgio Machado. O autor não omite as revelações trazidas por Sérgio Machado, porém não menciona todos os políticos denunciados pelo ex-presidente da Transpetro. Talvez essas informações apareçam em um futuro volume II, visto que a operação transcorre com novas revelações.
selma.martins.146 03/11/2016minha estante
É isso mesmo, também acredito que muita água ainda vai passar por baixo da ponte. Vamos aguardar....




@uaitolendo 05/11/2016

Que pais é esse??
Ao iniciar a leitura nao imaginei que seria uma leitura pesada e cheia de informacoes. E que a cada capitulo eu repetiria a mesma pergunta varias vezes: "Que País e esse??" . Uma letra de musica dos anos 80,seria tal atual,sera que Renato Russo previu o nosso futuro?? Deu vergonha desse pais. Que é tao "bonito por natureza" e os seus administradores tao "feios". Mas,por outro lado, deu um orgulho de quem quer mudar esse pais. A Lava Jato nao e feita so pelo juiz Moro,tem muita gente envolvida e querendo um país melhor. E um livro pesado,mas de leitura facil. E pesado por causa do tanto de informacoes. A coisa e pior do que se noticia. A Lava Jato sem duvida e a maior operacao contra a corrupcao que esse país ja viu. Trousse pra nossa realidade o maior esquema de lavagem de dinheiro que ja se teve noticia nesse país. Levantou a bandeira da delacao premiada. Sem as delacoes a Lava Jato nao teria chegado tao longe. Outro fato inedito foi a devolucao de uma parte do dinheiro. A Lava Jato e um divisor de aguas contra a corrupcao. A Lava Jato e a oportunidade de melhorar as coisas.Enfim,um livro que vale muito a pena ler.

Enquanto isso em Curitiba...
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Pedro 21/12/2016

Um documento histórico!
Lava Jato" é um documento histórico, um livro que indico para todos que querem ter conhecimento dos desdobramentos da maior operação contra corrupção e lavagem de dinheiro, já realizada no Brasil. É uma leitura importantíssima, principalmente para alunos de Jornalismo e Direito. É um banho de informações!

Confira a resenha completa no Blog Re.View

site: http://www.blogreview.com.br/2016/11/resenha-lava-jato-vladimir-netto.html
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Ewerton.Costa 30/01/2018

Espetacular
Livro muito bem escrito e com uma riqueza enorme de detalhes. Foi excelente descobrir uma faceta ainda desconhecida para mim do juiz tão admirado por nós brasileiros de bem, Sérgio Moro. Foi notável ler em detalhes a cautela e to competentissimo trabalho desse herói nacional em desbancar as inúmeras tentativas, por parte de políticos e empresários, de enfraquecer a lava jato. Belíssimo livro e me deixou aqui ainda mais admirado a postura e o trabalho de Sérgio Moro.
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cotonho72 10/03/2017

Ótimo!
Hoje venho falar/resenhar o livro Lava Jato de Vladimir Netto, que, embora, acredito eu, cada brasileiro esteja acompanhando as horríveis revelações e os personagens que participaram do enorme esquema de corrupção no Brasil, pode encontrar nesse livro não só os bastidores da operação comandada pelo juiz Sergio Moro, mas também alguns detalhes e informações que no dia a dia acabamos deixar passar. O livro reconstitui os principais trechos da operação, com detalhes que somente um jornalista com acesso aos principais envolvidos nessa história conseguiria obter, percebemos a grande pesquisa e estudo realizado, pois a história transmitida aos leitores é bem convincente e deixa poucas duvidas.

Vladimir Neto não conta os eventos da Operação Lava Jato em ordem cronológica no livro, pois ao iniciar a narrativa de uma das fases da operação, em algumas vezes estende os capítulos a todas as suas consequências, o que facilita o entendimento do leitor sobre aquela fase e acaba deixando a história ainda mais eletrizante e a leitura empolgante.

O autor consegue ser imparcial no relato de quase todos os fatos, as vezes deixa transparecer admiração pelo Juiz Sergio Mouro, mas quem não o admira? Não há um vilão definido pelo autor, ele conta os fatos e o leitor faz sua análise sobre a conduta dos investigados, a condução da investigação e a pena que o réu obteve no curso da operação.

A leitura provoca uma sensação de decepção e até nojo de alguns políticos envolvidos, dá vergonha de saber que a nossa principal estatal estava comandada por tanta gente que só pensava em seu bolso, dos bilhões desviados do nosso país, de como as grandes empreiteiras comandavam as obras da Petrobras, de como a política influenciava tanto a administração da empresa que achávamos que nunca poderia falir, a empresa que era orgulho do povo brasileiro.

Além disso podemos acompanhar as manobras que os advogados dos envolvidos tentavam criar para impedir ou cancelar as prisões já ordenadas pelo juiz Sergio Mouro. Em certo momento podemos pensar: Será que esse indivíduo realmente coloca em risco à Sociedade ou o bem publico para ficar preso por tanto tempo no decorrer da investigação? E ficamos chocados ao saber que mesmo com a operação em andamento, alguns deles, mesmo sabendo que são investigados, continuavam praticando corrupção. Também podemos ver as inúmeras formas que os advogados tentavam tirar os processos de Sergio Moro para serem acompanhados em outro Estados.

E é aí que reflito com vocês: Será que eles pensam que outros juízes admitiram as possíveis condutas ilícitas ali investigadas? Será que eles acreditam que outros juízes por não terem a riqueza de detalhes de Sergio Moro na operação Lava Jato aplicariam penas mais brandas aos envolvidos? É difícil entender.

No livro também vemos um pouco da participação dos familiares dos envolvidos nas investigações e até alguns conflitos entre a opinião e estratégia de defesa de seus advogados com o interesse da família.

E é claro, vemos a condução dos processos pelo Juiz Sergio Moro e como a Operação Lava Jato afetou sua vida profissional e pessoal. Mas não é só Sergio Moro não, no livro também temos Policia Federal, Procuradoria Geral da Republica, Ministério Publico, etc.

Enfim, o livro é revelador e desperta diversas emoções. A leitura flui bem e rapidamente. Temos ilustrações nos livros que marcam os principais fatos da operação. Como a operação Lava Jato ainda está em andamento, a história não tem um final, então quem sabe seremos presenteados com outra obra de Vladimir Netto? Um livro super recomendado.


site: http://devoradordeletras.blogspot.com.br
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Glauber 03/01/2017

O mal da corrupção
Este livro traz um bom panorama do início da operação Lava Jato, e como ela se tornou um símbolo de combate à corrupção no Brasil. Nesse livro, encontramos os vários personagens dessa operação, dos acusadores aos acusados. Podemos perceber os desdobramentos que cada operação teve e com isso, ver como ela se agigantou perante o Brasil.
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Daniele 22/09/2016

Indispensável
O livro é maravilhoso. Com um texto dinâmico, é de fácil leitura. É indispensável para aqueles que querem conhecer e entender melhor a operação.
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Bruna.Gaspodini 15/05/2017

Excelente
Terminei este livro torcendo para que o autor dê continuidade ao excelente trabalho. Temos no livro uma descrição detalhada de todos os acontecimentos da operação Lava Jao desde o seu início até maio de 2016. Leitura obrigatória para todos brasileiros.
Caio 07/07/2017minha estante
se gostou, avalie com 5 estrelas :D




Mundo de Tinta 01/03/2017

Lava Jato
Vladimir Netto escreveu um livro bem apartidário como prometido, mas algumas das coisas que ele conta parecem saídas da ficção =O
Todo mundo que vive no Brasil tem acompanhado a operação que realmente abalou o país. Algumas pessoas colocam o juiz Sérgio Moro como santo e única pessoa não corruptível, outras colocam ele como diabo e o mais corrupto da história, e outras ainda não se decidiram. Seja qual for sua opinião, acho que todos concordam que a Lava Jato é um acontecimento realmente importante na nossa história. Um dia vamos falar da Lava Jato e das inúmeras manifestações populares para os nossos filhos, da mesma forma que crescemos ouvindo sobre o "Diretas Já". Eu acompanhei +/- as notícias e sempre me senti meio perdida com tantos nomes, termos, e ficava com aquelas perguntas "mas por que fulano não foi investigado?" e "mas por que só falam de ciclano"? Bem, um dos pontos altos do livro do Vladimir é justamente explicar algumas dessas coisas. Porque ele conta quem é quem, os nomes, cargos que possuíam quando começaram a ser investigados e da época em que praticaram os atos. Em alguns pontos, ele diz inclusive, qual foi a justificativa para a abertura ou não de inquéritos e quem era a pessoa responsável por essa decisão. Ele fala os nomes dos partidos envolvidos sem pudor e sem puxa-saquismo. O único puxa-saquismo que ele faz é quanto ao Juiz. Vladimir está do lado das pessoas que idolatram o homem, mas não senti que isso interferiu na forma de contar a história dos envolvidos.
Antes que vocês se assustem mais com esse livro eu preciso ressaltar que a leitura é MUITO fácil e rápida. Longe de ser massante e lento, o ritmo imposto é tão frenético quanto um romance policial best seller. A única coisa que senti falta foram as referências. Deixa eu explicar, eu estou fazendo meu TCC de Mestrado. Sou acostumada a ler teses e talz, e quando textos técnicos citam outros textos é fornecido uma forma eficaz de rastrear a fonte. O Vladimir às vezes cita "O Jornalista Tal escreveu em sua coluna do Jornal Tal que ...." e aí eu ficava querendo LER o texto original só para beber mais do assunto. E não tem como, porque não sei quando saiu o texto. É tipo você estar lendo um romance bem legal e um dos personagens cita uma frase que você achou ótima e diz que é de um certo autor. Como você pode ler o texto integral sem saber de qual livro daquele autor é a frase? Claro que o texto integral não importa para o livro que você está lendo, é só mesmo sua vontade de ler mais, sabe? Então, Vladimir se você um dia ler minha resenha: POR FAVOR, em uma futura versão revisada e estendida inclua um anexo com as referências ^^
Eu que sou muito chata com textos jornalísticos (a ponto de não conseguir ler certos livros) ADOREI a obra do Vladimir. Estou aguardando ansiosamente o próximo volume dessa história porque muita coisa ainda está rolando.

Esta e mais resenhas estão no Blog Mundo de Tinta, visite-nos!!

site: http://blogmundodetinta.blogspot.com.br/2016/12/resenha-de-tinta-lava-jato.html#more
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Cheiro de Livro 15/08/2016

Lava Jato
A Lava Jato é uma força-tarefa da Policia Federal e do Ministério Público Federal , um escândalo politico e agora um livro. O repórter Vladimir Netto tenta em quase 400 páginas contar o que foi descoberto nas investigações e as suas implicações políticas. A tarefa era hercúlea e Netto consegue montar um bom quadro de tudo que vem acontecendo, a operação continua atuando, desde 2014.

É impossível, por mais bem informada que a pessoa seja e eu sou, não ficar revoltada com o que se lê. Em um resumo bem tosco agentes políticos se aliaram as grandes empreiteiras e montaram um mega esquema de desvio de dinheiro, hora para enriquecimento pessoal, hora para financiamento de campanhas ou partidos. Infelizmente é algo que a maioria das pessoas achava que acontecia e ao mesmo tempo quando é desvendado é chocante.

Netto vai contando como uma investigação sobre doleiros e um posto de gasolina (daí o nome da operação) virou uma investigação que abalou e abala o país. Li o livro com as noticias sobre investigados povoando os jornais, não sei dizer se em 10 anos tudo o que é explicado seria entendido com a mesma clareza. Mergulhei nas páginas com um conhecimento prévio dos acontecimentos proveniente de leitura diária de jornais e acompanhamento atento das noticias, não sei se um leigo no futura conseguirá entender tudo o que está sendo contado. Falta tratar o leitor mais como um ET, alguém de chegou aqui de outro planeta e não sabe de nada e precisa entender. No momento isso não é um problema, mas será com o envelhecimento do livro.

Escrever sobre algo que ainda está acontecendo, sem o distanciamento histórico é, certamente, um desafio e Netto se sai bem. Consegue montar um panorama cronológico do que aconteceu e acontece. Tem um deslize aqui e ali onde ele mata o suspense, quando apresenta um novo personagem já diz logo que ele falará em delação premiada, mesmo que eu saiba que isso vai acontecer é mais interessante com narrativa deixar o leitor em suspense. O livro é escrito com esse espirito, o espirito de uma serie de TV, cheia de ganchos, de lances de sorte, de idas e vindas, de personagens se multiplicando. A Lava Jato dará, com certeza, uma ótima série para o Netflix (José Padilha já está produzindo) e falta um pouco desse espirito no livro, nada que comprometa a leitura.

Apenas um aspecto do livro me incomoda demais e começa pela capa, o endeusamento do juiz Sérgio Moro. A foto de capa sobre uma operação que envolve muitas pessoas ser uma pessoa só me incomoda, o retrato de pessoas super correta e com decisões aplaudidas também me parece um retrato de herói e não de uma pessoa. Moro, como mostra timidamente o livro, teve muitas decisões questionáveis e a sua condução da operação pode ter agradado muito pelo que desvendou mas não podemos nunca deixar de ver os erros, não é porque os resultados nos agradam que eles deixam de ser erros e devem ser corrigidos. O de maior impacto deles é a divulgação dos grampos telefônicos do ex-presidente Lula.

As polemicas que envolvem Moro e a operação são pouco debatidas ao longo do livro. Estão lá as reclamações dos advogados, do governo da presidente Dilma Rousseff, dos políticos citados, mas não há uma reflexão sobre os fatos e suas consequências, talvez falte um pouco de distanciamento histórico para esse debate, os ânimos ainda estão muito exacerbados de todos os lados e só devem melhorar na longínqua eleição de 2018.

“Lava Jato” é um livro que ainda não acabou assim como a operação e tem a vantagem de quando terminar de ler pegar o jornal mais próximo e encontrar os novos capítulos que existirão em uma edição revisada ou, quem sabe, uma continuação.

site: http://cheirodelivro.com/lava-jato/
Rodrigo 17/12/2018minha estante
Boa resenha!




Alyssa @culpadoslivros 23/03/2017

O jornalista e repórter investigativo Wladimir Netto participou da cobertura dos casos da operação Lava Jato desde o início. Durante cerca de dois anos, ele acompanhou as investigações, que agora estão reconstituídas de maneira impressionante neste livro.

Sua narrativa é excelente, empolgante, cheia de detalhes saborosos de bastidores, que prendem a atenção dos leitores o tempo inteiro.

Para todos aqueles que acompanham as notícias diariamente e são contra a corrupção que se espalhou em nosso país, recomendo esta leitura.

Mas, é bom esclarecer que esta obra não traz novas revelações, nem aponta conclusões. Também não se trata de um texto político ou sobre partidos. Na verdade, é um thriller policial que esmiuça sob um ponto de vista privilegiado, os detalhes do maior caso de corrupção do mundo.

Lava Jato nos mostra um pouco da personalidade do juiz Sergio Moro, um homem extremamente sério, compenetrado em seu trabalho, um estudioso das questões de corrupção e que não se considera um astro, e sim um membro da equipe que está conduzindo esta importante investigação.

E ainda, a participação contundente do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, sem a qual a Operação Lava Jato não teria avançado com tanta desenvoltura.

Como muitas perguntas continuam sem resposta e as investigações avançam sem parar, acredito que este livro possa ter uma continuação em breve.

O diretor José Padilha já adquiriu os direitos da obra, que deve virar uma série da Netflix no próximo ano. Com certeza, eu vou assistir!

site: http://www.instagram.com/culpadoslivros/
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