As Águas-Vivas não Sabem de Si

As Águas-Vivas não Sabem de Si Aline Valek




Resenhas - As águas-vivas não sabem de si


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rafaella 01/02/2021

premissa interessante, livro bem escrito, mas a história em si não me cativou.
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Vanderleia 21/02/2018

Pra mim não deu...
Esperava mais do livro. Pensei que fosse mais voltado ao lado cientifico. A ideia era boa, tinha tudo para ser uma trama mais bem explorada. Mas basicamente conta a rotina dos cientistas, cada um tem algo a esconder, mas não é nada extraordinário. Achei meio enrolada a história, estilo "enche linguiça" e repetitiva. Faltou história. Gostei da inserção do ponto de vista dos seres aquáticos, isso gostei muito. Gostei um pouco depois do sétimo capítulo, melhorou um pouco a escrita, fluiu a leitura, aconteceram coisas interessantes, gostei das partes do Livro do Dr Martin. Gostei de algumas reflexões. Nos últimos capítulos já voltei a não gostar do livro. Quase abandonei, mas já que estava acabando, vamos até o fim.
Dani do Book Galaxy 21/02/2018minha estante
Poxa, que pena que não curtiu! Estou muito curiosa para ler este livro, até já li os dois primeiros capítulos na livraria e gostei bastante.


Vanderleia 23/02/2018minha estante
É como eu disse Dani, pra mim não deu sabe. Talvez pela expectativa que criei, pensei que fosse mais voltado à ficção científica. Se você gostou dos primeiros capítulos é possível que goste do restante. Acho que pode ser uma leitura válida.


Gustavo Mahler 14/07/2020minha estante
Eu também senti isso que vc sentiu, mas no início. Depois, não sei pq, fluiu de boa. Mas de fato não é nada lá muito transcendente, se vê claramente a pegada experimental da autora ? que oscila entre erros e acertos.




Sara 16/05/2020

Não é uma ficção científica pra se desvendar grandes mistérios, ou ficar grudado nas páginas até a madrugada tentando solucionar uma questão mirabolante. É uma leitura para olhar pra si. É um livro sobre as peculiaridades da vida humana, sobre as palavras não ditas, sobre as sutilezas da comunicação que passam despercebidos por nós em meio ao barulho de vozes que já nos acostumamos a ouvir. Uma leitura linda pra se fazer com calma e atenção às sutilezas das palavras ?
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Flavio.Vinicius 16/01/2021

Ficção científica brasileira
Livro imperdível de ficção científica brasileira. Muito bem escrito, desenvolvido e arquitetado. O livro é cheio de filosofia e humanidade. A partir de uma inovação tecnológica, a autora passa a discorrer sobre as implicações que tal inovação poderiam causar nos seres humanos envolvidos com ela. Isso é ficção científica da melhor qualidade.

Aline Valek esvreveu um romance que vale muito a pena ser lido.
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teago 26/11/2020

Bom, mas não muito
A história é muito interessante. A atmosfera muito boa e pouco explorada em livros, por isso um ponto positivo.

A história segue Corina e outros pesquisadores em uma plataforma, em meio a uma pesquisa, nas profundezas do oceano.

A narrativa é muito maçante a maioria das vezes. Pra mim só ficou boa depois dos 70% do livro e ainda sim tinha partes entediantes. Não funcionou pra mim essa história, apesar de eu ter ficado curioso e triste em alguns momentos.
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João 10/11/2020

Muitas camadas numa execução duvidosa
Gosto das discussões levantadas, da delicadeza do tema, da forma como o realismo mágico é suavemente inserido. Mas quando penso em alguns acontecimentos do final, de determinados detalhes dos personagens humanos e da execução por vezes cansativa, percebo que tornou a história toda não tão gostosa quanto poderia ter sido.
Mas no fim, é um bom livro, espero que outras pessoas leiam e tirem suas próprias conclusões acerca dos conteúdos.
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Adônis 23/06/2016

Sobre as profundezas do oceano e da nossa própria consciência
Conseguir publicar seu primeiro romance pela Rocco não é para qualquer um. Com um trabalho gráfico desses (como diz o selo, Fantástico!) e um título tão metafísico – e por isso instigante, pode-se dizer que a autora tinha uma grande responsabilidade nas mãos de cumprir as expectativas de leitores que “compraram o livro pela capa”. Quanto aos que a acompanham há algum tempo – Aline Valek mantém um site, uma newsletter, é colunista, escritora de contos, dentre outros trabalhos –, a dificuldade era provar para seu público fiel, que já sabia de seu talento para a literatura, que ela seria capaz de escrever tão bem sobre o mar quanto ela escreve sobre, por exemplo, feminismo. Na minha opinião, ambos os objetivos foram completamente alcançados, e vou explicar por quê.

‘As Águas-Vivas…’ é, sim, um livro tão poético quanto seu título. Não se engane, porém: a história principal não trata de águas-vivas propriamente; ao menos, não apenas. O enredo, na verdade, acompanha duas linhas paralelas. A primeira nos conta sobre Auris, uma pequena estação subaquática que desceu às profundezas para colocar à prova trajes de mergulho modernos capazes de aguentar a pressão absurda do fundo dos oceanos; dentro dela, convivem cinco pesquisadores. Pode-se dizer que, de certo modo, os cinco têm protagonismo, apesar de o foco geralmente se voltar à mergulhadora Corina. Cada um deles tem seus problemas, sua razão (e segredos) para estar ali e uma personalidade forte, o que faz de sua coexistência naquele espaço reduzido uma experiência não tão agradável e torna as coisas mais interessantes.

A segunda linha, minha preferida (apesar de achar necessária a intercalação), nos traz a visão do fundo do mar, muitas vezes em épocas remotas. Não vou entrar em detalhes para não estragar as surpresas, mas é lindíssimo o modo como a autora descreve os seres que lá habitam – e como eles veem o mundo –, o ambiente, as luzes, os sons (até mesmo os sons você parece capaz de escutar!)... É, de verdade, poesia em forma de prosa, tamanho o lirismo das passagens. Exemplos não faltam.

“Ao contrário do cachalote, que tinha seus olhos pequenos imersos na água, olhando para os pequenos peixes que passavam por ele, as pessoas preferiam olhar para o céu. Diziam que era a experiência de contemplar um passado distante, porque as luzes que chegavam a planeta vinham com um atraso de milhões de anos, revelando um retrato de corpos celestes e lugares que podiam nem mais existir. As ondas também eram um retrato antigo, se criaturas muito primitivas ouviram aquele mesmo som, tão carregadas de informação, de histórias e de vida. As ondas ali tão próximas, e as pessoas preferiam primeiro explorar os céus e suas luzes distantes.”

Nem um pouco óbvio, o livro te dá poucas pistas do que vai acontecer – o final é um verdadeiro espetáculo –, até porque é um típico caso em que o percurso é tão interessante quanto o destino. Ou seja, ainda que você soubesse como termina o livro, eu ainda assim o recomendaria, por todos momentos em que você se sente, de fato, na profunda escuridão das águas. Para quem leu os relatos da Aline sobre a concepção do primeiro esboço da história durante o NaNoWriMo, é difícil crer que o rascunho inicial foi escrito em menos de um mês, já que claramente há muita (MUITA) pesquisa envolvida e o enredo em si é muito bem acabado – resultado, com certeza, de revisões e mais revisões, que lapidaram a obra até seu estágio final.

Longe desta resenha ser um enaltecimento irrestrito à autora, é salutar encontrar esse tipo de pérola (com o perdão do trocadilho) entre autoras/es brasileiros, tantas vezes subvalorizados – e já aviso que qualquer clichê da literatura nacional foi deixado de lado. A leitura flui bem, portanto é rápida, mas acredito que várias releituras sejam necessárias para absorver todas as matizes dessa sensível ficção científica subaquática. Minha ressalva, aliás, é quanto essa classificação, pois, apesar de conter elementos de ficção científica, a ciência em si desempenha um papel secundário, a meu ver, frente à verdadeira essência do livro, a qual é melhor deixar que cada um descubra por si.

“As ondas, no entanto, continuariam lá. Enquanto os continentes mudavam de formato, enquanto seus habitantes desapareciam e se transformavam, as ondas permaneceram lá, fazendo o mesmo barulho. O cachalote agora ouvia o mesmo som que também foi ouvido cinquenta milhões de anos antes e que qualquer criança humana, em qualquer época que existisse, ouviria ao se sentar nas areias de qualquer praia. Pelo menos isso, o cachalote sabia, eles tinham em comum.”

site: http://admiraveismundosnovos.tumblr.com/post/146372204985/a-rela%C3%A7%C3%A3o-que-os-az%C3%BAlis-estabeleceram-com-as
Juliana.Nascimento 27/08/2016minha estante
Eu olhei pra esse livro na estante da livraria e instantaneamente tive a necessidade de possuí-lo, e por sorte fiz essa leitura num momento muito bem colocado da minha vida, o que só aumenta a paixão que tenho por essa obra prima. Essa resenha exprime perfeitamente bem a riqueza dessa leitura.




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Karoline 06/01/2021

"Era uma explosão de vida quando se chegava ao fundo."

Amo ler a primeira frase dos livros. Amo mais ainda quando termino a leitura e depois volto para ela e vejo quanto do significado sobre aquela história já está ali. Bem no início. Bem na nossa cara.

A narrativa da Aline Valek é exatamente sobre essa manifestação de vida que existe nos oceanos; mas também é sobre essa potência em existir que carregamos no fundo da gente também.

É sobre uma mensagem que pode parecer perdida, mas que na verdade nunca nos deixou.
É sobre aqueles que estavam no início e que continuarão até depois do fim.
É uma narrativa sobre o ouvir.
Sobre persistir.
Sobre o tempo.
Sobre a solidão.

Amei os paralelos do desconhecido de cima (universo) com o do debaixo (mar). A experiência da leitura me lembrou muito o que senti lendo Cosmos do Sagan. Ambos os livros nos lembram de nossa pequenez nessa vida compartilhada, e acho que mais e mais essa lembrança precisa ser pontuada e encarada por nós.

Se tornou uma das minhas leituras favoritas da vida!

Só posso dizer: Pare tudo e vá ouvir a mensagem
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Bianca S. 21/07/2016

Leitura difícil de realizar e de engolir...
Corina é uma mergulhadora experiente que aceita participar de uma missão no fundo do mar. Nesse ambiente que ela irá ficar, denominado Auris, terão companheiros estranhos e silenciosos, todos guardando segredos que não gostariam que ninguém soubesse. Parece que todos possuem dificuldade de conversar e se expressar, especialmente em um local tão pequeno para cinco pessoas... E ainda por cima a tantos metros abaixo da superfície. Palavras parecem que gastam o pouco oxigênio que seria provido a eles caso não existisse tecnologia; portanto, por que conversar? O objetivo dessa missão é um pouco difuso, mas ao longo da narrativa descobrimos que um segredo fala muito mais alto que o silêncio.

Primeiramente, quero dizer que tive muita dificuldade em ler esse livro. Eu sou uma pessoa que lê bem rápido, mesmo quando me envolvo muito com a história. Então, ao me deparar com o título, com uma temática que amo (mar), achei que a leitura ia fluir fácil. Não foi bem isso que aconteceu. Fiquei quase um mês presa nessa leitura de forma terrível. Ver a capa do livro me incomodava muito porque eu não conseguia prosseguir a leitura.

E por que isso? O livro é difícil. A narrativa é bem lenta e passa por vários personagens contando várias histórias. Por isso, é complicado se prender muito. Você fica na expectativa de algo que acontece mas demora bastante para acontecer.

Mas vale a pena? Eu acho que vale. Eu terminei o livro com vontade de mais e com uma sensação de que não entendi muito do que me foi passado e de que uma leitura com menos pressa teria me dado uma experiência melhor.

Mesmo assim, deixo para você tomar essa decisão. Não foi fácil para mim, me causou confusão e muita reflexão após a leitura, enquanto durante a mesma eu ficava atordoada e agoniada. Esse livro me trouxe sentimentos antagônicos.
Victor 18/12/2016minha estante
Eu costumo seguir essa sua linha de leitura rápida, não sou muito bom de ler sem consumir avidamente, e quando não faço isso em geral é acabo "desgostando" da leitura. Mas, nesse livro em específico percebi isso que vc também parece ter notado, uma leitura mais lenta acaba proporcionando uma experiência melhor, quando me foquei em dar um pouco mais de atenção a cada parte e reduzir minha velocidade comecei a gostar bem mais do livro, talvez por também conhecer outras obras da autora já me conectei com mais facilidade logo após o começo. Fiquei com vontade de saber mais sobre os personagens (um epílogo talvez), e as reflexões, ao acabar, foram realmente muitas.




Izabel 21/12/2016

O que sei sobre águas vivas
Aline Valek é uma escritora cuja obra conheci por acaso e pela qual me apaixonei na leitura do primeiro texto. Ela é incrível escrevendo contos, artigos, crônicas e newsletter, logo, não deveria surpreender o fato dela ser incrível escrevendo romances. Porém o livro é tão bom que mesmo tendo altas expectativas em relação a ele ainda fui surpreendida pela qualidade do texto.
Em "As águas vivas não sabem de si", Aline dá uma aula de como pesquisar exaustivamente sobre um tema é fundamental para construir um texto. Conforme os capítulos se sucediam eu ia ficando passada ao imaginar a quantidade de material que ela teve que pesquisar e, principalmente, o quão bem ela conseguiu unir as trajetórias de humanos, baleias e águas vivas.
Tudo se encaixa. Até mesmo aquele capítulo aparentemente desconexo vai se reunindo aos muitos fios que ela tece e forma um enredo tão vasto e cheio de possibilidades e mistérios quanto o oceano, cenário escolhido para a história.
Os personagens são bem construídos e me ajudaram a mergulhar na história e a pensar. Pensar sobre como nos superestimamos e nos subestimamos, pensar sobre ciência, pensar sobre ego, pensar sobre o meio ambiente, pensar sobre teimosia e coragem. A cada capítulo novos pensamentos surgiam e eu os acompanhava, me deixava levar pela prosa de Aline.
As águas podem até não saber, mas ajudaram a compor um dos melhores livros de ficção científica do ano.
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Patricia 27/02/2021

Atemporal
Eu não sabia o que esperar dessa leitura. Não conhecia a autora e simplesmente aceitei a indicação de alguém. Não sabia o que esperar. E foi maravilhoso. Senti como se tivesse lido um grande clássico, um livro atemporal, único e belo. Eu tenho um misto de fascinação e medo pelo oceano, e essa obra despertou várias sentimentos sobre isso. Li todo o livro ouvindo ruído branco, o que tornou a experiência mais sensorial pra mim. Senti medo, claustrofobia, solidão, mas principalmente encantamento. Achei pertinente demais fazer essa leitura em meio a pandemia.
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Camila 20/10/2017

Pouca história para muita falação!
A história basicamente gira em torno de cinco cientistas que estão numa missão nas profundezas do oceano em que cada um deles tem um segredo que pode mudar a missão drasticamente.

Eu acho que dois pontos fizeram com que eu não curtisse muito livro: primeiro a história é muito simples. Cada um tem um segredo, ok; cada segredo influencia de alguma forma a história (uns mais outros menos), ok, mas o conflito mesmo é simples demais, quase que o livro fica sem história. E daí vem o segundo ponto: são 296 paginas de puro devaneio!!! Várias frases de efeito, discursos filosóficos, algumas até bem bacanas, mas depois da centésima página a leitura se tornou cansativa.

E quando comecei a leitura pensei "ficção cientifica brasileira, ebaaaa!", mas me enganei. Tá mais pra fantasia mesmo, ainda mais com o final da história. Eu não gostei a leitura.
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Henrique Cavalcante 24/01/2021

Uma poesia em forma de romance
Este livro é como o mar: não foi feito para seres rasos, pois, não suportarão a pressão de sua profundidade.

Cinco especialistas (pessoas com personalidades bem diferentes), uma pesquisa para testar o quão resistente um traje é perante grandes profundezas ainda não exploradas do mar, uma estação minúscula isolada do resto do mundo por conta da profundidade em que encontra-se instalada, dias e mais dias de isolamento.

Eis a premissa para o início de uma jornada que fala sobre existencialismo, autoconhecimento, solidão (apesar do convívio com outras pessoas), a soberba humana, a busca pelo conhecimento, a tentativa de decifrar uma mensagem antiga e primordial.

Este livro surpreendeu-me e cativou-me bastante, pois, não obstante ser bem descritivo em alguns capítulos não chegou a ser maçante, pois, a autora soube prender minha atenção na ambientação das profundezas do mar com muita competência.

O ponto de vista das criaturas marinhas fantásticas, do tempo que se passa de forma diferente para cada criatura e como este tempo interliga-se com as histórias dos outros personagens (mesmo com milhares de anos de diferença), os problemas de convívio entre os tripulantes da estação chamada Auris, os demônios pessoais que assolam cada um destes, uma ambientação carregada de poesia e reflexão.

E no final uma mensagem muito linda.
Obra brasileira de ficção científica de primeira qualidade.
Foi um livro que fez-me ótima companhia. Super recomendo e provável que o leia novamente.
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Gabi 10/01/2021

Um ótimo livro se vc estiver na vibe reflexiva
É um livro que prende a atenção apenas em alguns momentos, diria que há altos e baixos pois há poucos acontecimentos. Tanto é que apenas consegui terminá-lo na segunda tentativa.
Me impressionei com a escrita reflexiva e poética da Aline Valek, fiquei completamente apaixonada com o seu jeito com as palavras e passei a acompanhar outros trabalhos da autora.
Cheguei perto de abandoná-lo novamente, mas perto do fim senti que a história dá uma guinada. Fiquei contente de chegar ao fim pois amei! ??
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