Meio Rei

Meio Rei Joe Abercrombie




Resenhas - Meio Rei


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Paola 13/05/2017

O mal menor e o bem maior
Yarvi é realmente incrível.
Ele começa como um garoto fraco aos olhos de todos, subestimado, humilhado, e que sentia pena de si mesmo por ter uma das mãos deformada.
E repentinamente, devido a morte do sei pai e do seu irmão mais velho, ele se vê obrigado a ocupar o Trono Negro, que ele nunca quis.
Ele é jogado na realidade, onde se trai, se mata, escraviza e se joga, ou seja, se faz de tudo pelo poder.
Mas o que não mata, fortalece.
Yarvi cresce e amadurece muito nesse livro, ele entra como garoto e sai como homem.
E um homem com uma inteligência aguçada, sagacidade, e um pouco de frieza quando o menor mal e o bem maior pedem.
Um bom rei faz o melhor com o que os deuses lhe dão.
Yarvi não tem uma mão, mas tem diversas qualidades que compensam.
Ele faz aliados e inimigos, age conforme as circunstâncias, e luta com tudo que tem para sobreviver e poder cumprir sua promessa.
O personagem eu assumidamente amei.
O que me surpreendeu foi a trama, que envolve desde as crenças dos personagens por vários deuses derivados de uma única divindade, como a Mãe Guerra e o Pai Paz, até histórias individuais, de caminhos que se cruzam, de inimigos que se tornam amigos, aliados que dão a vida uns pelos outros, honra, e etc.
Temos muitos personagens marcantes.
Laithlin, a Rainha Dourada, mãe de Yarvi.
Odem, seu tio, sempre disposto a aconselhar Yarvi, aparentemente.
Mãe Grunding, Ministra que ensinou tudo que Yarvi sabe.
Sumael, Rulf, Nada, Jaud, e Ankran, seus amigos, e aliados, que arriscaram a vida uns pelo outros e por Yarvi ao longo do livro.
E muitos inimigos ao longo da jornada.
O final foi uma surpresa muito boa, quando cheguei no último capítulo eu pensei que já tinha recebido revelações o suficiente, muito obrigado, MAS O QUE FOI AQUELE ÚLTIMO CAPÍTULO HUMANIDADE?
O último capítulo me deixou sem palavras, eu não esparava as revelações, mas menos ainda a calma, a desenvoltura desse homem, AQUILO ERA UMA MERA CONVERSA CASUAL, o que prova que ele cresceu absurdamente ao longos dessas páginas. É livro de fantasia realmente incrível.
Com ótimas cenas de aventura, embates sangrentos, e momentos tocantes, Meio-Rei é um livro cuja leitura vale muito a pena.
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Milico 09/05/2017

Você precisa ler esse livro!
O título da resenha é isso mesmo que você leu, uma exclamação. Na verdade é uma ordem: você precisa ler esse livro!
Claro, se você for fã de uma boa fantasia; ou de um livro bem escrito. Não importa, Meio Rei é ambas as coisas. Você precisa ler esse livro!
Ele segue a linha clássica da fantasia que nós, queridos leitores deste genêro, já conhecemos muito bem com suas espadas e seus escudos, mas ouso dizer que Meio Rei vai além, não, não estou dizendo que ele é melhor que o seu livro favorito de fantasia, nem estou desmerecendo tantas outras obras incrivéis que temos por aí. Meio Rei vai além porque ele é de uma simplicidade assustadora. Não há nele apelações. Não há exageros.
Logo no inicio da trama somos apresentados a Yarvi e seu sonho de se tornar Ministro sendo despedaçado, (aliás, o nome da série, Mar Despedaçado é um curinga incrível, tantas coisas são despedaçadas, tantos laços), o que acarreta toda a aventura em que ele, nosso protagonista, se ver inserido: a saga do herói em busca de vingança - que como você já deve saber, ele jurou vingar a morte do pai e do irmão.
Infelizmente as coisas não saem como Yarvi havia imaginado, as pessoas não são quem ele achava que eram e os inimigos não são aqueles imaginados. O que pega Yarvi de surpresa. A partir daí passamos a conhecer a Sorte com S maiúsculo que o "meio rei" possui - ou passa a possuir. Mas não espere as coisas ficarem fáceis para Yarvi, muito pelo contrário, elas só pioram, claro, só até certo ponto. Na sua busca por vingança Yarvi faz muitos amigos, amadurece, mostra que sua deficiência não precisa ser necessáriamente um ônus para sua inteligência. Inteligência essa muito bem utilizada, tanto para sua sobrevivência tanto para de outrem.
Eu fiquei muito feliz com a minha primeira experiência com Joe Abercrombie, o autor me fez passear por uma boa parte do seu universo criado e não apenas isso, ele soube criar um fascinante mundo novo com divindades (tantas divindades

site: http://omalkavian.blogspot.com.br/2017/04/resenha-meio-rei-joe-abercrombie.html
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Rascunho com Café 03/05/2017

O início de uma trilogia ambiciosa
Fantasia é um gênero que me causa fascínio. Trata-se geralmente da construção de um mundo inteiramente novo, com sua própria vida, história, magia. É o gênero que, acredito eu, tem o poder de extrair o máximo da criatividade do autor, mas que dele requer uma enorme responsabilidade ao tecer seus enredos e tramas.

O livro Meio Rei, de Joe Abercrombie, é o primeiro livro de uma trilogia ainda não concluída, mas que traz esse ambicioso ideal de quase todos os livros fantasiosos: um mundo inteiramente novo, visivelmente influenciado na região e cultura viking, com o diferencial de trazer uma digna introdução à sua mitologia ao conseguir pincelar as características de todo o seu mundo sem se perder na história.

Sua narrativa se desenrola de forma bem rápida, objetiva, sem muitos detalhes de cenas ou cenários, descrevendo apenas o necessário para o desenvolvimento da trama (o que faz com que se perca uma boa parte da profundidade nas emoções dos personagens e o desenvolvimento de empatia por eles), seguindo um ritmo linear (mas não menos empolgante), durante uma boa parte do enredo, até um pouco depois da metade do livro, quando o desenrolar da trama e a narrativa rápida traz aquele pensamento conhecido e repetitivo: “só mais um capítulo”.

Apesar disso, confesso que eu esperava mais. Não consegui sentir apego ao drama do personagem principal do livro, muito provavelmente devido à superficialidade de sua personalidade e emoções, esperando uma narrativa mais detalhada, como nas Crônicas de Gelo e Fogo. Mas senti, sim, apego à proposta da história e seu desfecho. Seus capítulos são curtos, o que deixa a leitura menos arrastada e cansativa (à la Eragon, de Christopher Paolini), e há uma influência curiosa das obras de autores como J. R. R. Tolkien e George R. R. Martin, o que, para mim, serviu como interesse em continuar a obra.

A trilogia “mar despedaçado” é um projeto ambicioso de Joe Abercrombie e o primeiro livro cumpre o seu papel: introduzir o leitor em seu mundo. Para pessoas muito observadores e minuciosas o seu final pode não ser tão surpreendente, mas, certamente, deixará o leitor ávido pelo próximo capítulo dessa saga.

site: http://www.rascunhocomcafe.com/2016/10/mar-despedacado-1-meio-rei-o-inicio-de.html#.WQnf-hMrLIU
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Angel Sakura 26/04/2017

Resenha do Blog Eu Insisto.com.br
Eu era uma pessoa bem curiosa quanto a este autor, fazia tempo que queria ler algum de seus livros já que no meio da fantasia ele é bem conceituado. Sendo sincera eu apenas queria ler pra poder dar a minha opinião sobre o moço. Ué, eu quero falar dele também, não me julguem hahaha. E, ai meu Deus, como estou feliz de ter lido este livro, de ter conhecido esse autor e de ter tido a oportunidade de me divertir com essa leitura. Eu fiquei muito feliz com Meio Rei, especialmente porque trata sobre a guerra de poder e as desgraças que isso trás. É mais importante ser poderoso do que ser amado ou do que amar. Poder é o melhor, o melhor pra garantir uma morte rápida.

“Escolha seus inimigos com mais cuidado do que os amigos – murmurou Nada para as chamas – Eles ficarão mais tempo com você.”

Nosso protagonista é Yarvi, um muito orgulhoso príncipe que nasceu com uma mão aleijada. Ele foi tratado muito gentilmente pelos seus familiares e súditos… só que obviamente não. Ele era chamado de Meio filho e este era um dos melhores elogios. Ele está se preparando para servir ao Ministério onde deixará para trás seu berço e servirá aos deuses. Mas, um dia antes de sua prova final, seu pai e irmão são assassinados e Yarvi acaba tendo que retornar para o lugar que abandonou anos atrás. Óbvio que todos ao seu redor não estão contentes em servir um “meio-rei”, um homem que é incapaz de lutar com uma espada e um escudo ao mesmo tempo, um homem que sequer é completo. Todos estão em dúvida sobre a sua capacidade de governar Gettland, inclusive o próprio Yarvi que sempre foi mais da paz do que da guerra. A primeira missão como rei é vingar a morte de seus familiares, ele precisa começar com isso para obter a aprovação senão do seu povo, pelo menos da sua mãe.

“Uma vez, depois que o pai havia batido nele, furioso, a mãe o encontrara chorando. O tolo bate, dissera ela. O sábio sorri, observa e aprende. Depois bate.”

Mas, como problemas de menos é pouco pro nosso pobre Yarvi, ele se vê numa situação que se torna pior a cada momento e após uma traição dolorosa ele acaba afastado de seu reino sendo ele mesmo vendido como escravo. Eu editei os fatos para não dar spoiler e estou fazendo o máximo possível para não estragar as surpresas do enredo, mas preciso falar algumas coisas para que vocês entendam o quão delicioso é esse livro. Yarvi de um príncipe se torna estudante, depois de estudante se torna rei e agora de rei se torna um escravo. E a única coisa que ele pensa é que ele tem ainda missões para cumprir, que precisa se vingar e para isso precisa retornar para casa. Porém, ele se encontra em diversas situações onde a cada momento se vê incapaz de se defender com sua mão aleijada, e cada hora um novo problema surge para se somar ao anterior. Contudo, para essas situações ele tem algo que é melhor do que duas mãos capazes… seu cérebro e sua inteligência.

“O sábio espera por seu momento, mas nunca o deixa passar.”

Leia o restante da resenha no blog http://euinsisto.com.br/meio-rei-1/

site: http://euinsisto.com.br/meio-rei-1/
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Thunder Wave 22/04/2017

Resenha: Meio Rei- Joe Abercrombie
Meio Rei é o primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado, escrita por Joe Abercrombie.

Aqui conhecemos Yarvi, filho mais novo do rei Uthrik, que nasceu com uma mão aleijada. Por conta da sua deformidade, Yarvi é menosprezado pelo pai, que o chama de meio homem, e por quase todos do reino. Quando recebe a notícia da morte de seu pai e irmão, Yarvi se vê obrigado a assumir o trono. Sem nunca ter cogitado a possibilidade de se tornar rei, o príncipe fica um pouco perdido nesse novo desafio, julgando um “meio homem” incapaz de governar.

Abercrombie narra uma história cheia de emoção, que inicialmente parece bem juvenil, mas na medida que vai avançado os acontecimentos violentos tiram essa impressão, mostrando uma grande complexidade na trama.

O autor usa de algumas reviravoltas e surpresas para desenvolver seus personagens, principalmente o protagonista e no fim da obra, já estão muito mais amadurecidos, dando uma lição de moral sobre desenvolvimento, além de falar também de honra e comprometimento.

site: https://www.thunderwave.com.br/resenha-meio-rei-joe-abercrombie/
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Na Nossa Estante 09/04/2017

Meio Rei
Fantasia é um dos meus gêneros favoritos e dificilmente eu fico saturada. Claro que existem aqueles velhos clichês, mas vez ou outra aparece uma que me surpreende. E foi isso que aconteceu com Meio Rei: nunca vi uma pessoa que pulou bonito a fila da sorte como Yarvi.

Yarvi, segundo filho do rei Uthrik, nasceu com uma deformidade na mão esquerda. E logo aí já começa o eterno 7x1 na vida do menino. Quando seu pai e irmãos são assassinados, Yarvi é obrigado a assumir o papel de rei - um papel que ele nem queria, já que estava estudando para ser ministro.

Ao sair em busca de vingança pela morte do pai e do irmão, ele é traído pelos seus de confiança. Mal conseguindo sobreviver depois desse ataque, Yarvi promete a si mesmo que irá vingar a morte de sua família e trazer justiça a todos aqueles que lhe tiraram o Trono Negro, nem que seja preciso fazer isso com suas próprias mãos.

Como falei no começo, Yarvi pulou a fila da sorte legal. É uma desgraça atrás da outra na vida do menino que eu fico pensando o que será que ele fez nas vidas passadas para merecer isso. Quando se acha que finalmente vai ficar tudo bem, lá começa tudo de novo. Mas será que Yarvi mereceu tudo isso na vida?

Merecer não mereceu, mas toda a jornada que ele passou, desde a sua tentativa de assassinato até tentar recobrar o que é seu de direito fez com que o personagem visse que, na vida, nada é fácil e de graça e ser rei é mais que sentar no trono e ter uma coroa bacana na cabeça. Durante toda a história, vemos Yarvi tomar na cara toda hora e é difícil não se apegar e torcer por ele. Todos esses obstáculos ajudam no crescimento do personagem e evitam que ele se torne um Joffrey Baratheon (Game of Thrones) da vida.

Os personagens secundários são pontos positivos na história. Yarvi faz alguns amigos pelos caminhos, que ajudam na formação do seu caráter. O bacana é que também somos apresentados às suas histórias e eles foram muito bem aproveitados.

O livro, no geral, tem uma narração um tanto rápida, mas nem por isso é superficial. A narração é bem ágil em certos momentos, em outros um tanto parado (que é quando nos iludimos que algo vai dar certo da vida de Yarvi), mas nem por isso deixa de ser uma leitura que te envolve do começo ao fim.

Esse foi o meu primeiro contato com histórias do Joe. Sempre vi muitos comentários positivos, mas até agora não havia conferido suas obras. Meio Rei cumpriu muito bem seu papel ao apresentar uma nova trilogia. Fechei o livro já querendo começar a ler Meio Mundo.


site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2017/03/meio-rei-resenha-literaria.html
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Isadora 03/04/2017

Excelente
Achei esse livro excelente, muito bem escrito.

É uma aventura medieval, num estilo jovem adulto, com uma linguagem mais leve.

Achei a trama muito boa, os personagens bem cativantes e a aventura de tirar o fôlego. A reviravolta que acontece nas últimas páginas não foi nenhuma surpresa para mim, porque eu já tinha adivinhado antes de acontecer.

A capa desse livro é incrível! Comecei a ler principalmente por ela, mas depois continuei pela história.

Recomendadissimo!
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Luiza Helena (@balaiodebabados) 31/03/2017

Originalmente postada em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/
Fantasia é um dos meus gêneros favoritos e dificilmente eu fico saturada. Claro que existem aqueles velhos clichês, mas vez ou outra aparece uma que me surpreende. E foi isso que aconteceu com Meio Rei: nunca vi uma pessoa que pulou bonito a fila da sorte como Yarvi.

Yarvi, segundo filho do rei Uthrik, nasceu com uma deformidade na mão esquerda. E logo aí já começa o eterno 7x1 na vida do menino. Quando seu pai e irmãos são assassinados, Yarvi é obrigado a assumir o papel de rei - um papel que ele nem queria, já que estava estudando para ser ministro.

Ao sair em busca de vingança pela morte do pai e do irmão, ele é traído pelos seus de confiança. Mal conseguindo sobreviver depois desse ataque, Yarvi promete a si mesmo que irá vingar a morte de sua família e trazer justiça a todos aqueles que lhe tiraram o Trono Negro, nem que seja preciso fazer isso com suas próprias mãos.

Como falei no começo, Yarvi pulou a fila da sorte legal. É uma desgraça atrás da outra na vida do menino que eu fico pensando o que será que ele fez nas vidas passadas para merecer isso. Quando se acha que finalmente vai ficar tudo bem, lá começa tudo de novo. Mas será que Yarvi mereceu tudo isso na vida?

Merecer não mereceu, mas toda a jornada que ele passou, desde a sua tentativa de assassinato até tentar recobrar o que é seu de direito fez com que o personagem visse que, na vida, nada é fácil e de graça e ser rei é mais que sentar no trono e ter uma coroa bacana na cabeça. Durante toda a história, vemos Yarvi tomar na cara toda hora e é difícil não se apegar e torcer por ele. Todos esses obstáculos ajudam no crescimento do personagem e evitam que ele se torne um Joffrey Baratheon (Game of Thrones) da vida.

Os personagens secundários são pontos positivos na história. Yarvi faz alguns amigos pelos caminhos, que ajudam na formação do seu caráter. O bacana é que também somos apresentados às suas histórias e eles foram muito bem aproveitados.

O livro, no geral, tem uma narração um tanto rápida, mas nem por isso é superficial. A narração é bem ágil em certos momentos, em outros um tanto parado (que é quando nos iludimos que algo vai dar certo da vida de Yarvi), mas nem por isso deixa de ser uma leitura que te envolve do começo ao fim.

Esse foi o meu primeiro contato com histórias do Joe. Sempre vi muitos comentários positivos, mas até agora não havia conferido suas obras. Meio Rei cumpriu muito bem seu papel ao apresentar uma nova trilogia. Fechei o livro já querendo começar a ler Meio Mundo.

Leia mais resenhas em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2017/03/meio-rei-resenha-literaria.html
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Juniorlima 27/03/2017

Existe uma categoria de livros normalmente relegados a segundo plano chamados young adult. Eu mesmo costumava ignorar título com esse "rótulo". Mas Meio Rei não foi apenas uma agradável surpresa. O nome de Joe Abercrombie tem peso e agrega qualidade. A saga de Yarvi é repleta de dor e sofrimento mas o conduz numa jornada de redenção. E que final incrível! Que gancho perfeito para a continuação! Ansioso por Meio Mundo e Meia Guerra!
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Carol 14/03/2017

Maravilhoso!
Impressionada. Acho que é essa a palavra mais adequada para explicar como me sinto depois de ler esse primeiro livro da série Mar Despedaçado. Juro que comecei sem esperar muito dele, e a medida que as páginas iam passando eu entendi a grandiosidade do que o autor estava criando aqui. E amei.

Yarvi é um príncipe. Nasceu com uma deficiência em uma das mãos e sempre foi deixado de lado na família por causa disso. Até que o pai e o irmão mais velho morrem em um ataque inimigo, e Yarvi passa de meio príncipe para meio rei. (o meio como referência a ser fisicamente incompleto)

Imagina que você nunca cogitou a possibilidade de se tornar rei, e do dia para a noite cai em cima de um trono que nunca quis. O coitado está perdido e sem saber como lidar com a pressão em cima dele. Acaba virando marionete da mãe e do tio. O tipo de joguete político tão comum nesse tipo de história quando alguém que não deveria assumir um trono acaba assumindo.

E quando Yarvi é traído e dado como morto, é que a trajetória de sofrimento do garoto começa. A típica jornada do herói. O impressionante para mim foi ver como ela acontece de forma tão incrível em poucas páginas. Tudo nessa fantasia de Abercrombie me agradou. Desde o protagonista e o lugar no qual ele se enxerga no mundo, e como isso muda com os acontecimentos da vida dele, até os relacionamentos com os coadjuvantes, que crescem de maneira certa, criando laços de lealdade que jamais ele teria sendo um rei.

O autor vai trabalhar muito com essa coisa do dever. Do dever que se tem de amar um rei só porque ele é rei, sem mais. Quando Yarvi perde o trono é que vai entender exatamente como funciona a conquista por pessoas. Como é necessário que haja uma troca para que exista sentimento fraterno entre elas.

Também adoro a forma com Yarvi trata sua deficiência, e o quanto isso também muda. Sempre essa referência a um Meio Rei, meio homem, meio tudo, e na verdade ele é completo de todas as coisas que o faz incrível.

O livro é fantástico! Tem frases de efeito maravilhosas e anotei umas três ou trinta delas. Estou realmente apaixonada por tudo o que o autor me entregou nesse livro, e o tanto de mim que deixei em cada marcação de quotes nele.

Uma fantasia leve e incrível que só precisou de pouco mais de duzentas páginas para acontecer. Muito xodó por ela, e já vou correr para ler a continuação.

site: www.terradecarol.blogspot.com
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cotonho72 10/03/2017

Ótimo!
Yarvi é o filho mais novo dentre os filhos do Rei de Gettland, Uthrik, que fica localizada na região do Mar Despedaçado, por ter nascido com uma deficiência ele é desprezado pelo pai, irmão e da maioria dos habitantes do reino, sendo considerado um meio homem e alvo de piadas, por não conseguir segurar um escudo e nem ter habilidade com a espada, longe de ser um guerreiro e um príncipe a altura do pai e do irmão.


Por esse motivo ele resolve se tornar um ministro, um conselheiro do rei, mas perto do último teste para se tornar ministro Yarvi recebe a notícia do seu tio Odem, que seu pai e irmão mais velho foram mortos em uma emboscada, desta maneira ele é obrigado a se tornar rei e durante a sua posse jura vingar a morte do seu pai Uthrik e do seu irmão Uthil.

No entanto, quando o agora rei Yarvi, foi para Amwend a primeira cidade de Vansterland cujo rei era o traidor Grom-gil-Gorm, ele acaba sendo vítima de uma terrível traição, logo acaba preso e vendido como escravo. Agora para conseguir cumprir o juramento que acabara de fazer, Yarvi terá que usar de toda a sua inteligência para sobreviver aos perigos que irá enfrentar; buscar forças e respeito que pensava que não tinha e claro contar com um pouco de sorte e conquistar amigos improváveis.



“Um rei deve vencer. O resto é insignificante.” página 25.

“O sábio espera por seu momento, mas nunca o deixa passar.” Página 110.



Novamente com maestria o autor Joe Abercrombie nos presenteia com uma história incrível, Yarvi é um herói improvável, não só pela sua deficiência, mas pela falta de experiência, pois nunca treinou para ser um príncipe guerreiro, tendo o respeito que lhe é devido, mas no decorrer da história ele vai se fortalecendo e se distanciando do inofensivo príncipe, apesar de que muitas das vezes não acreditar em si próprio. Os demais personagens são interessantes e acabamos nos apegando a eles também.
“Talvez você precise de duas mãos para lutar contra alguém, mas só de uma para dar uma facada nas costas.” página 192.



O livro é narrado em terceira e a leitura flui bem, onde mistérios, traições, vingança, violência não faltam, longe de se comparar com a trilogia A Primeira Lei, mas com certeza vale demais a leitura, para os fãs do gênero um livro imperdível, que venham as continuações Meio Mundo e Meia Guerra.



“Escolha seus inimigos com mais cuidado do que os amigos – murmurou Nada para as chamas – Eles ficarão mais tempo com você.” Página 195.

site: http://devoradordeletras.blogspot.com.br
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Mundo de Tinta 01/03/2017

Meio Rei
Príncipe Yarvi concluía sua preparação para o teste de ministro que lhe daria a entrada definitiva para o Ministério e o alívio de renunciar seu direito de nascença, quando foi surpreendido pela notícia de que era o novo rei.
Desde seu nascimento, com uma malformação congênita na mão esquerda, Yarvi apesar de ser príncipe, era discriminado por todos, desde seu pai, irmão e veladamente por sua mãe. Apesar da fúria e vergonha que sentia a cada vez que era chamado de 'meio filho', isso não o impediu de investir no que fazia de melhor: pensar. Dono de uma inteligência incomum, Yarvi se preparava para ser um ministro e auxiliar o rei no que fosse necessário, sempre em busca do bem maior e pelo menor mal.
Após sua coroação o rei Yarvi parte para o confronto com o suposto assassino do seu pai e irmão, mas chegando lá sofre sua primeira traição. Contando com a sorte, Yarvi sobrevive, mas é resgatado pelos inimigos, que não sabendo sua verdadeira identidade, o vendem como escravo.
A partir daí Yarvi só poderá contar com a sua mente perspicaz e observadora associada ao treinamento para o Ministério.
A trama é muito boa, cheia de altos e baixos e muitas surpresas. Yarvi se mostra muito mais resistente do que realmente aparentava; empático, logo consegue reunir um pequeno e distinto grupo para auxiliá-lo no seu retorno para casa.
Chegando lá... aí sim a ação começa!! Diferente do final da trilogia A primeira lei (que não superei até hoje), em Meio rei o final é coerente e formidável!! Estou quase ficando de bem com o Joe outra vez...
A diagramação da Arqueiro continua impecável e a capa com detalhes metalizados ficou linda! Super indico para leitores jovens e para os iniciantes em fantasia, Meio rei prova que um livro não precisa ser gigante para ser excelente!

Esta e outras resenhas estão no Blog Mundo de Tinta, visite-nos!

site: http://blogmundodetinta.blogspot.com.br/2016/10/resenha-de-tinta-meio-rei.html#more
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Joao.Felipe 11/02/2017

Leitura fluída e divertida.
O autor tem uma ótima escrita, não perde tempo explicando coisas desnecessários, o livro é uma aventura divertida e bem contada.

As reviravoltas do livro são mt legais, dando um "UP" no mesmo, o final é inesperado, o que é ótimo num livro que parece se desenhar mt certinho, mas faltou mais carisma no perdonagem principal, embora o msm seja um bom personagem e o autos terá a oportunidade de fazê-lo e evoluir no próximo livro!
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Will 03/02/2017

Meio Rei
Toda a resenha sem spoiler se encontra abaixo!


http://bastidoresdocerebro.com.br/2017/02/03/analise-literaria-meio-rei/
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LOHS 02/02/2017

#LOHS: Camis - uma leitora inteira
Meio Rei é o primeiro livro de uma das trilogias de Joe Abercrombie, esta denominada Mar Despedaçado. Esse autor se destaca no meio da literatura fantástica, especificamente no subgênero dark fantasy, e seus livros sempre são muito bem resenhados e indicados em diversos blogs, bem como plataformas de leitura, como o Skoob ou o Goodreads. Sem dúvida que o anseio por ler uma obra dele já havia me tocado há tempos, e jaz em minha estante sua outra trilogia publicada também pela Editora Arqueiro, A Primeira Lei, cujos livros já estavam em meu cronograma de leituras para 2016. Mas surgiu a oportunidade de ler Meio Rei, um lançamento, e a agarrei de primeira. Não me arrependi.

Neste primeiro volume, somos apresentados ao protagonista, Yarvi, príncipe de Gettland, um dos reinos situados no Mar Despedaçado. O jovem não é o príncipe herdeiro, para alegria de seus pais, pois Yarvi nasceu com uma deficiência. Uma de suas mãos sofreu uma malformação e é deformada. Incapaz de portar armas com a mesma eficiência do irmão mais velho, herdeiro e orgulho do pai, o jovem caçula ansiava por seu destino se tornando aprendiz de ministro, um dia herdando o cargo e podendo ser então conselheiro do rei. Mas o destino é implacável, é o que dizem.

A vida do tímido e estudioso príncipe muda quando seu pai e seu irmão são assassinados em uma emboscada. E Yarvi deve assumir o trono, toda a responsabilidade de um rei, o casamento que foi prometido ao irmão, e o peso de ser deficiente em um mundo onde se preza a aparência e as habilidades em batalha, algo que de fato ele não possui. Ao assumir o trono, relutante, ele jura para si mesmo que um dia vingará a morte de seu pai e irmão. E mais uma vez as coisas não saem como o planejado para o novo rei, pois ele é traído por uma das pessoas que mais ama e confia. Traído e jogado no mundo, ele passa de rei de Gettland para um escravo. Isso mesmo, um escravo. E as provações do príncipe que se torna rei e perde seu trono estão apenas começando.

"- É a sina do povo baixo sentir fome. Não aprendeu nada com a Rainha Dourada de Gettland, a sábia e linda Laithlin? Por que matar o que você pode vender? Prendam-no pelo pescoço e ponham-no com os outros."

No imenso Mar Despedaçado, Yarvi será testado, sofrerá diversas provações e aprenderá muitas coisas com o sofrimento que o aguarda. Uma delas é que pode não ter as duas mãos, não pode lutar como os outros, mas passou a vida entre os livros. Seu conhecimento e sua astúcia ninguém poderão tirar dele agora. E nós, leitores, acompanharemos a trajetória e o desejo de vingança do jovem traído. E seu desejo o moverá contra seus traidores, rumo ao trono de Gettland, que é seu por direito. Rumo ao reencontro de sua mãe e sua princesa prometida, e sua vingança pela morte do pai, do irmão, e de certa forma, de si mesmo.

"Uma vez, depois que o pai havia batido nele, furioso, a mãe o encontrara chorando. O tolo bate, dissera ela. O sábio sorri, observa e aprende. Depois bate."

Meio Rei foi uma agradável surpresa. Já li inúmeras fantasias e este ano me apaixonei pelo gênero dark fantasy. Adoro histórias que envolvem vingança, muita luta, muita dor, muito sofrimento, pois daí é que nascem os melhores personagens e excelentes histórias. Personagens complexos e realistas me encantam, e Yarvi é movido por sentimentos conflitantes, pelo fato de ser deficiente, rebaixado, não amado como o irmão. Um Meio Rei, de fato. E, aos poucos, seu crescimento é notado ao longo das páginas, trazendo perspectiva ao personagem, que é sem dúvidas o foco deste primeiro livro. Mesmo com ricos personagens secundários e um mundo incrível descrito pelo autor, cheio de política, religião e lendas, preferi destacar de longe a trajetória do jovem príncipe, e é exatamente sobre isso que Joe Abercrombie escreve no primeiro dos três livros.

“– Posso até ser meio-homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.”

Os próximos volumes prometem muito ao leitor, pois Meio Rei já é cheio de agradáveis (ou não tanto) surpresas. Uma história que se inicia tranquila e nos arrebata com o passar de páginas bem escritas. Recomendadíssimo. Vale destacar também a capa maravilhosa da edição brasileira, se tornou uma das minhas favoritas! Bom, nem preciso dizer que preciso urgente do segundo volume, não é?

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2016/07/meio-rei-mar-despedacado-01.html
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