Meio Rei

Meio Rei Joe Abercrombie




Resenhas - Meio Rei


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Alana Gabriela 22/11/2016

O instigante mundo de Meio Rei
Meio rei é o primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado do autor renomado Joe Acrombie, esse também é o meu primeiro contato com a escrita do autor e já estou procurando as outras obras para dar uma conferida do tanto que eu gostei desse livro.
Confesso que, no início, devido ao momento que me propus a ler a obra não foi tão viável ou produtivo, não rendeu quanto eu queria. Acredito que porque no começo da obra as coisas aconteceram meio que rápidas e eu senti que precisava me adaptar a escrita do autor.
Fantasia é o meu gênero literário favorito ever e por um tempo no início da obra eu me senti meio off, fora da estória e distante de Yarvi – o que foi um problema porque gosto de me apegar aos personagens. De qualquer maneira eu persisti e posso dizer que amei a leitura demais e recomendo a todos.

"Não se pode esperar que todos os heróis sobrevivam a uma canção."

Yarvi, filho caçula do rei Uthrik, nasceu com uma deformidade na mão que o impede de manusear bem a espada ou segurar um escudo. Em seu mundo, onde as pessoas frias e de braço forte ditam as leis brandindo suas espadas, Yarvi é considerado fraco até mesmo por seu pai. Mas no que lhe falta força física sobra inteligência, por isso ele estuda para ser ministro e viver para sempre para aconselhar. Além disso, Yarvi tem uma bela voz.

"Talvez você precise de duas mãos para lutar com alguém, mas só de uma para dar uma facada nas costas."

Mas em uma de suas aulas ele recebe a terrível notícia que seu pai e irmão estão mortos e ele precisará assumir o Trono Negro. Mas Yarvi não queria isso, não sentia vocação para tal, além desse problema há aquelas pessoas que não confiam nele como rei, acham que um homem sem mão não é um homem de verdade – e em partes Yarvi não discorda disso.

De uma hora para outra ele se vê fazendo um juramento de vingança que mudará toda sua vida. Yarvi entrará numa jornada de traições, crueldade e morte; ele precisará amadurecer para fazer as escolhas certas porque o destino de todo o povo corre em suas mãos.
Eu sei que essa premissa parece meio manjada já e quando vi a sinopse pela primeira vez eu meio que entortei o nariz, mas ao final dela eu me senti motivada a conferir a leitura porque sabia que teria os cenários que sempre gosto de conferir nesse tipo de livro e que encontraria algo bom na história.

E ainda bem que persisti porque fui surpreendida de diversas formas. Algo intrínseco e que toca o leitor é quando nos apegamos ao personagem principal de uma forma tão indescritível que acabamos torcendo por ele, sentimos as dores, nos surpreendemos e a tensão e o suspense acaba sendo tão palpável que ficamos de cabelos em pé. Eu senti um monte de coisa lendo Meio Rei. Amei tudo da leitura. E mal posso esperar para conferir as outras estórias desse autor maravilhoso.

A mitologia apresentada na obra é bastante crível e interessante. A questão da Mãe, Pai e dos templos elficos destruídos são bem legais. Tudo é bem construído e explicado que até fiquei curiosa para conhecer mais e mais dos outros reinos pelos quais Yarvi passou.

Eu não vou citar os personagens aqui porque eu sinto como se estivesse dando spoiler, acho que é mais legal quando nos surpreendemos com os personagens, encontramos cada pela primeira vez como se fosse o Yarvi.

"Uma vez, depois que seu pai havia batido nele, furioso, a mãe o encontrada chorando. O tolo bate, dissera ela. O sábio sorri, observa e aprende. Depois bate."

O final da estória tem um plot twist que eu não esperava de jeito nenhum. Fiquei bastante chocada e satisfeita. Amo ser surpreendida. O crescimento do protagonista é tão bom de acompanhar, o amadurecimento dele é surpreendente e bem vindo, tudo acontece na hora certa de modo que não parece forçado. Eu gostei bastante dos personagens secundários, a interação do Yarvi com todos os outros é divertida e empolgante, os diálogos são bem construídos e o livro é fácil e rápido de ler. Eu não sei se estou falando tudo que poderia quanto a essa estória, acredito que quando amamos um livro acabamos não tendo tanto o que falar e não usamos todas as palavras que queremos ou precisamos. Por isso agora eu só posso RECOMENDAR a estória para todo mundo.


site: http://piecesofalanagabriela.blogspot.com.br/2016/07/resenha-meio-rei-joe-abercrombie.html
Lua 22/11/2016minha estante
É um amorzinho esses livro. Livro curto, escrita gostosa e personagens que me cativaram. Estou ansiosa pelos próximos.




Hoje é dia de Livro 13/11/2016

Resenha - Hoje é dia de Livro
É sempre fascinante depararmos com o tipo de livro capaz de fazer com que qualquer leitor se sinta parte de sua história e adentre em um universo único e surreal, que só ele é capaz de proporcionar. Para fazer jus a essa afirmativa, novamente, a editora Arqueiro apresenta uma obra digna de reconhecimento, mais um exemplo de qualidade dentre outros da literatura fantástica, presentes em seu catálogo.

"Meio Rei" é o primeiro livro da trilogia "Mar Despedaçado", escrita por Joe Abercrombie e nele conhecemos Yarvi – filho mais novo de Uthrik, rei de Gettland, uma das regiões do Mar Despedaçado – que ao receber a notícia da morte de seu pai e irmão, se vê obrigado a assumir o trono de seu reino por ser o próximo na linha de sucessão. Por possuir uma deformidade na mão esquerda, Yarvi é visto como uma espécie de aberração e acreditava que o mais apropriado seria se tornar Ministro, se dedicando aos ensinamentos religiosos, ao invés de rei, já que reis deveriam ir para guerras e inspirar medo, talentos que ele não possuía. Sem escolha, o recente rei assume o trono apenas para descobrir-se traído por um dos seus. Yarvi, que nunca almejou ser rei, tomado pela vingança e ódio, lutará para recuperar aquilo que é seu por direito, o Trono Negro.

Abercrombie nos presenteia com uma história repleta de emoção e grandes perigos e prova-se com sua escrita o tão grandioso é como autor, sem deixar também de comentar sobre a sua inteligência no desenvolvimento do personagem principal, inicialmente retratado como um garoto fraco e inseguro para se tornar um rei forte e confiante.

O que resta agora é aguardar pelos próximos volumes, que serão lançados também pela Arqueiro, essa editora linda que vem me fazendo feliz com suas obras fantásticas! "Meio Rei" é com certeza uma obra emocionante, para todo fã de fantasia.

site: http://www.hojeediadelivro.com.br/2016/07/resenha-meio-rei.html
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Nina 11/11/2016

Meio Rei foi um livro que não chamou minha atenção quando foi lançado. Apesar de adorar fantasia, na época tiveram outros títulos que me atraíram e ele acabou ficando. E agora, com a leitura finalizada, que arrependimento estou sentindo de não ter lido antes!

Yarvi é o filho caçula do rei e apesar do seu status de príncipe, ele é praticamente ignorado por toda a corte. O garoto nasceu com uma deformação na mão esquerda e por isso é incapaz de participar das batalhas, e como o país vive em constante guerra com o reino vizinho, esse é o pior defeito que um homem poderia ter. Entretanto, Yarvi tenta suprir seu defeito físico com inteligência e, já que sabe que não vai ocupar o trono, ele estuda para ser ministro e trabalhar aconselhando o rei. Mas quando seu pai e irmão são assassinados, a coroa cai em seu colo e não lhe resta outra alternativa a não ser assumir o trono.

O pior é que ele acaba fazendo um juramento de vingar a morte do rei, e para poder cumprir seu juramento, terá que aprender duras lições que, até então, não lhe foram ensinadas, como o peso da crueldade e da traição. Ao longo de sua jornada em busca de vingança, o doce Yarvi terá que crescer e endurecer se quiser continuar vivo.

Vocês não imaginam a quantidade de coisas que acontecem nesse livro. Isso que descrevi até aqui é só um pontinha do enredo, muito mais se desenrola na história e, quando você pensa que a coisa não pode ficar pior, o pobre do Yarvi toma mais um lambada. É tanta traição, maldade, humilhação, sofrimento, que o garoto que começa a jornada não é o homem que a termina. E eu sou louca por histórias assim, em que o personagem evolui, se transforma.

Joe Abercrombie tem uma narrativa ágil e envolvente e conseguiu criar um mundo fantástico. Gostei muito da maneira que ele descreveu, sem muita precisão e sem aqueles textos enormes, mas deixando muitos detalhes por conta da nossa imaginação e isso deixou a leitura bem mais dinâmica. O único ponto negativo da narrativa é que eu percebi a reviravolta que viria no final bem antes de acontecer e por isso não causou em mim todo aquele choque que deveria ter causado. Os personagens são muito envolventes, e eu gostei muito de todos eles, até mesmo dos vilões, só senti pelo fato de os personagens secundários não serem tão bem desenvolvidos quanto o protagonista.

Mas o que realmente me atraiu essa história foi o fato de Yarvi não ser não ser aquele herói clássico, super forte e que resolve tudo na ponta da espada. Sua única arma é a inteligência e isso tornou a leitura muito mais interessante para mim. O fato dele ter a mão deficiente faz com que ele não seja desprezado até mesmo entre seus súditos, e isso faz dele uma pessoa amarga e sarcástica.

“- O homem brande a foice e o machado, dissera o pai. O homem move o remo e ata o nó rapidamente. Acima de tudo, o homem segura o escudo. O homem sustenta a linha de combate. O homem permanece ao lado de seu braço direito. Que tipo de homem é incapaz de fazer qualquer uma dessas coisas?
- Eu não pedi para ter meia mão, retrucara Yarvi, encurralado onde se encontrava com frequência, no terreno estéril entre a vergonha e a fúria.
- Eu não pedi para ter meio filho.”

Apesar de fazer parte de uma trilogia, Meio Rei é uma história com início e fim, sem pontas soltas. O segundo livro, Meio Mundo terá outro protagonista e Yarvi como personagem secundário, então para quem não quer começar outra série ou não gosta de finais abertos pode ler sem medo. Repleto de ação, com personagens reais e uma trama envolvente, é difícil não amar esse livro. Leitura mais que recomendada.

site: http://www.quemlesabeporque.com/2016/11/meio-rei-joe-abercrombie.html#.WCYOjC0rLIU
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Emerson 19/10/2016

Divertido
"Posso até ser meio homem, mas fiz um juramento por inteiro."

Talvez eu não tenha gostado tanto quanto gostaria devido a proposta do livro ser voltada para um público alvo que acabou limitando a profundidade dos personagens e a exploração do worldbuilding criado pelo autor.

O livro começa bem e depois fica num ritmo estável. Achei alguns eventos previsíveis, e não consegui me identificar tanto com o protagonista quanto gostaria.

A parte final foi muito boa e deu um UP que o livro estava precisando.
No geral é uma boa história e garante uma boa diversão.
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Yuki 18/10/2016

Meio Rei é o primeiro livro de uma trilogia que ainda não decidi se irei ou não continuar.
Yarvi não é um bastardo, ele não é um filho ilegítimo do rei, é pior do que isso; ele nasceu com uma deformidade física na mão esquerda que o dificulta a ser um guerreiro, e, apesar de não ser o herdeiro ao trono, ele continua sendo uma decepção para o Rei. Seu pai.

“Um rei deve vencer. O resto é insignificante.”

“O alimento do medo é a ignorância, costumava dizer mãe Gundring. A morte do medo é o conhecimento. Quando você estuda uma raça de homens, descobre que são somente homens, como quaisquer outros.”

E a única coisa que Yarvi pode fazer é estudar com a Mãe Gundring para ser tornar o próximo Ministro, alguém que dá conselhos ao Rei, auxiliando em suas decisões, porque ele pode ser meio homem, como todos dizem, mas tem um cérebro completo (e maior do que a maioria).

Se tornar um Ministro significa abandonar quem é, abandonar seu nome e sua família, e se tornar Pai Yarvin, e isso é o que Yarvin quer, mas... As coisas não terminam como esperado.

Faltando poucos dias para fazer o teste que decidirá se ele está ou não apto para ser um Ministro, uma tragédia acontece e muda sua vida. Seu pai, o Rei, foi assassinado. E, seu irmão, o herdeiro ao trono, também. O que significa que Yarvi agora é o Rei.

“-O que foi? – perguntou Yarvi, a garganta apertada de medo. Seu tio se ajoelhou, apoiando as mãos na palha oleosa. Baixou a cabeça e sussurrou apenas duas palavras, com a voz rouca:
-Meu rei.
E Yarvi soube que seu pai e seu irmão estavam mortos.”

No leito de morte do pai e do irmão, Yarvi promete fazer os culpados pagarem, nem que seja começando uma guerra, não importando as consequências, só que elas se revelam maiores do que o esperado e suportado, envolvendo traições, sangue e morte.

Meio Rei é um livro de fantasia que não me encantou completamente. Pode ter sido tanto por eu achar lento quanto por estar esperando algo parecido com a Trilogia dos Espinhos (The Prince of Thorns é o primeiro), que tem muito mais morte, sangue e traição. (Nessa ordem).

“Yarvi havia enganado a Morte meia dúzia de vezes nas últimas semanas, mas não importa quanto você seja forte ou inteligente, não importa que os deuses lhe favoreçam no clima e nas armas, ninguém pode enganá-la para sempre. Heróis, Reis Supremos, avós do Ministério, no fim todos passam por sua porta: ela não abre exceção para rapazes manetas de boca grande e temperamento amargo.”

O final me surpreendeu? Sim. Quem imaginaria aquele desfecho? Eu não. E eu gostei da evolução do protagonista, de uma criança a um homem endurecido pelo frio e pelo sangue que o tocou, mas não achei algo completamente veredicto. Foi como se num momento ele fosse um e no outro, alguém diferente; não teve um período de duvida em relação a essa dualidade. E depois há, novamente, uma mudança repentina.

“Quem tinha sido. Menino ou homem? Teria morrido fugindo ou lutado com bravura? Qual era a diferença agora, afinal?”

“Uma vez, depois que seu pai havia batido nele, furioso, a mãe o encontrara chorando. O tolo bate, dissera ela. O sábio sorri, observa e aprende. Depois bate.”

Meio Rei é o primeiro livro de uma trilogia que ainda não decidi se irei ou não continuar. A leitura não foi ruim e também não foi maravilhosa, e o pior é sempre isso, essa duvida quanto ao que fazer. No momento, outros livros têm prioridade.

E a frase que eu mais amei:
"Não quero ficar livre; quero ficar em segurança."

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2016/10/resenha-meio-rei-mar-despedacado-1.html
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Diego 11/10/2016

Empolga no início, mas o final...
Não vou delongar até mesmo para evitar spoiler...
O livro me comprou pela sua premissa, um carinha que é rejeitado pela família, pronto para assumir um função que abre mão de todos os título e direito de repente torna-se rei e totalmente inesperiente (só eu enxerguei um toque de Jon Snow?), daí da o gatilho inicial para o hype... vingança sendo realizada por um estrategista, então você toma varios socos no estômago no decorrer da leitura... confesso que fiquei empolgado demais com a leitura e já imaginando o desfecho e as possíveis continuações, mas aí o autor te dá um final que da vontade de rasgar o livro de raiva e queimar o que sobrar para não ter mais vestígios dele...
Percebi muitas referencia de G.R.R. Martim, mas não com o toque requintado de crueldade dele (quem conhece a história do Nedd Star sabe o que quero dizer).
Por fim, o livro é interessante, rapidinho de ler, mas com o desfecho do primeiro volume, não sei se vou ler os outros dois, a não ser que não tenha mais nada interessante para ler quando lançar os outros, só o tempo poderá dizer.
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álex 21/09/2016

Parte da resenha do blog UmBookaholic.com
Vamos começar falando da melhor coisa desse livro: o personagem principal. Yarvi vai te fazer chorar e rir. Vai te mostrar que ainda há esperanças pra todos nós. Ele é, sem dúvida, um dos personagens mais bem construídos e carismáticos que já li em toda a minha vida. Eu senti dor com/pelo Yarvi, senti suas tristezas e alegrias, vibrei de emoção quando seus objetivos foram alcançados. Por toda a sua vida ele foi humilhado, tratado como lixo, mas, mesmo assim, ele não esmoreceu. Ver a maneira como ele lida com isso tudo, sempre acreditando que as coisas vão melhorar, é sensacional.

Uma das coisas mais bacanas desse personagem, é a maneira como ele acredita no bem de tudo e ainda assim não é um personagem burro. Yarvi transforma os ensinamentos de Mãe Gundrig (uma espécie de tutora) em arma, é isso é fantástico. O que falta em força física, ele tem de inteligência e coragem.

[ RESENHA COMPLETA EM WWW.UMBOOKAHOLIC.COM ]

site: http://www.umbookaholic.com/2016/08/meio-rei.html
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Kingouveia 14/09/2016

Uma promessa por inteiro
Bom dia, boa tarde e boa noite!!!
O livro Meio Rei, foi uma grata surpresa, o li sem muitas expectativas e acabei me surpreendendo, positivamente, com uma trama bem elaborada e personagens críveis e bem construídos.
Acompanhamos a história de Yarvi, segundo filho do rei e sem pretensão ao trono, que decide tornar-se ministro, uma função nesse mundo equivalente ao Meistre de Game of Thrones.
No entanto, seus planos mudam após a morte do pai e do irmão, o catapultando diretamente a posição de rei.
Contudo, Yarvi é aleijado da mão esquerda, e dessa maneira considerado por muitos como meio homem, o que por sua vez o torna meio rei, embora essa nomenclatura não possa ser utilizada somente com relação a sua mão esquerda, mas sim, por não ser um homem propriamente dito, ser despreparado e covarde.
No entanto, a partir de sua coroação um promessa é feita e o destino é traçado e as coisas acontecem uma após a outra em um ritmo ágil e agradável, dosando muito bem páginas de calmaria e momentos de ação eletrizante.
Porém, quem chegar ao final será recompensado por um desfecho incrível e empolgante, que faz o leito desejar ardentemente a continuação.
Por fim, recomendo a todos a leitura de Meio Rei, um livro curto, repleto de boas cenas e diálogos memoráveis e reviravoltas que realmente surpreendem.
Leiam e acompanhem o meio rei, tornar-se a parte inteira do que ele quiser ser, mas saiba, a jornada será árdua para nosso protagonista.
Abraços
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Elielson Jr 14/09/2016

Uau
Não vou me atentar a falar muito sobre o enredo, mas é muito bom e o final me pegou totalmente desprevenido
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Carol 02/09/2016

Surpreendente
Hoje a resenha é desse livro do Joe Abercrombie que foi o meu primeiro contato com a escrita do autor, que já tem outros livros lançados por aqui. Meio Rei foi lançamento da Editora Arqueiro no mês de Junho, mas solicitei para resenha no mês de julho e não via a hora de chegar para conferir.

A história se passa em um mundo medieval, o Mar Despedaçado, governado pelo Rei Supremo, mas que possui vários reinos cada um com seu próprio rei que responde ao Rei Supremo, é pontuado por disputas políticas e territoriais. Yarvi é o filho mais novo do Rei Uthrik e da Rainha Laithlin do reino de Gettland, mas diferente de seu irmão mais velho e herdeiro do trono, Yarvi não é um guerreiro.

Ao nascer com sua mão esquerda deformada se tornou uma decepção para seu pai e seu povo, mas o que ele não possui em habilidades físicas compensa em inteligência e estuda para se torna Ministro e algum dia auxiliar o Rei. Porém, ao receber a notícia de que seu pai e irmão foram assassinados, Yarvi se vê coroado Rei e precisa assumir responsabilidades que nunca esperara, e tomar decisões duras e difíceis, além da promessa de vingar a morte de metade de sua família.

Mas há traições por todos os lados e uma conspiração para matá-lo faz com que Yarvi fuja por sua vida, mas acaba sendo preso pelo maior inimigo de seu Reino, Grom-gil- Gorm rei de Vansterland, mas sua habilidade e inteligência o levam a esconder sua identidade para sobreviver, mas é transformado em escravo e vendido com uma propriedade.

Passando por situações inesperadas e difíceis, Yarvi luta para sobreviver em um mundo cruel onde os seres humanos fazem as vezes de monstros, e encontra apoio em pessoas totalmente diferentes do que estava acostumado com sua vida tranquila de príncipe de Gettland e precisa se esforçar ao máximo para voltar para casa e cumprir a promessa de vingar sua família.

É uma leitura muito boa, com aventuras incríveis e reviravoltas marcantes! O mundo criado por Joe é fantástico e muito bem construido, mas sem elementos mágicos. Apesar dos elfos terem habitados as terras ao redor do mar despedaçado, há muitos e muitos anos que estes desapareceram, e o único monstro presente na história é o ser humano e a ganancia.

Yarvi à primeira vista é um personagem fraco e covarde, mas conforme o vamos conhecendo percebemos que ele não é feito da mesma fibra de seu pai ou irmão, ele é um jovem pacífico e a rejeição de seu pai sempre o marcou profundamente. É graças a essa natureza pacífica e sua inteligência que ele é direcionado a se tornar ministro e se torna aprendiz de Mãe Gundring, a ministra de seu pai.

Mas conforme a história se desenvolve, Yarvi amadurece e descobre todo o seu potencial, tanto para sobreviver quanto para manipular a situação a seu favor, percebendo que é mais parecido com sua mãe, a Rainha Dourada, do que imaginava. E é esse conhecimento dos ministros, o tempo de estudo com mãe Gundring que o ajudam a sobreviver, mais do que suas habilidades de luta.

A narrativa do autor é bem fluida e envolvente, em terceira pessoa, e os personagens criados são totalmente diferentes em si. Cada um de um lugar diferente ao redor do Mar Despedaçado, com suas características ímpares e muitos nos deixam completamente encantados. Confesso que certas coisas no livro foram totalmente previsíveis para mim, como por exemplo um personagem que é uma incógnita o livro inteiro, desde sua primeira aparição eu adivinhei quem era.

Entretanto a previsibilidade de alguns fatos não diminuiu em nada a qualidade da história, eu estava mais empolgada ainda para ler o final para saber se estava certa e mesmo assim ainda consegui ser surpreendida com outros fatos. =)

Adorei esse primeiro livro e super indico para quem adora uma aventura medieval, cheia de intrigas e traições, assassinato e poder. Já aguardo ansiosa para a continuação e o desfecho da trilogia!

site: http://aventurandosenoslivros.blogspot.com.br/
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Haroldo.Cacciolari 28/08/2016

Exelente livro
Gostei muito desse livro
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Lauro 27/08/2016

Uma aventura magnifica
Meio Rei é um livro incrível, prendeu minha atenção do início ao fim. O livro é muito bom de ler, sem descrições pesadas que o deixem monótono, e o personagem passa por uma série de provações que dão vontade de ler mais e mais para saber o desfecho de cada parte.
No início, somos apresentados ao protagonista, Yarvi, e ao mundo no qual ele vive. A história parece se desenrolar de uma forma e há uma reviravolta que dita o novo rumo a ser seguido.
Outro ponto forte do livro é o desenvolvimento do personagem e suas atitudes humanas, sendo o lado pessoal do protagonista muito bem trabalhado. Yarvi não é um herói infalível, ele não consegue encontrar saídas fáceis para todos os seus problemas e em diversas cenas o leitor espera um desfecho clichê que não acontece. Os outros personagens são interessantes, mas tomam atitudes padrões muitas das vezes.
O autor deixa algumas pistas do desenrolar da trama ao longo do livro, permitindo ao leitor atento adivinhar o que virá, mas não considero isso negativo, pelo contrário, criar diversas teorias e previsões enquanto lê é muito bom.
Recomendo bastante a leitura do livro, é realmente uma obra admirável.
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marcosm 25/08/2016

Boa história, mas...
Abercrombie é um bom contador de histórias. Esta é boa, tem momentos e personagens legais. Talvez o público-alvo limitou a exploração do mundo e do drama de alguns personagens. Não consegui perceber o defeito do Yarvi na mesma proporção dada pelo título, por exemplo.
Mas no geral agrada e garante algumas horas de boa diversão.
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ricardo_22 22/08/2016

Resenha para o blog Over Shock
Diferente de outros importantes autores da literatura fantástica, que me conquistaram de primeira, Joe Abercrombie levou um pouco mais de tempo para me convencer de que todas as frases de efeito sobre o seu trabalho não eram puro marketing. Por mais que as primeiras experiências com a sua obra não tenham sido de todo ruim, sempre senti falta de um algo mais; algo que me fizesse sentir prazer do princípio ao fim; algo que só foi despertado com a leitura de Meio Rei.

O livro que marca o início da trilogia Mar Despedaçado é o que posso considerar uma obra-prima da literatura fantástica e digo isso porque durante a leitura me senti como se estivesse me aventurando em enredos dos meus autores favoritos. Se em outras oportunidades Abercrombie causou a incomoda sensação de querer que tudo chegasse ao fim o quanto antes, dessa vez aconteceu exatamente o contrário. A falta de tempo para leitura foi o que mais me incomodou, me impedindo de controlar a ansiedade de chegar ao último ponto final.

Se nos livros da trilogia A Primeira Lei o público alvo do autor eram os leitores mais velhos, dessa vez é claro, pela linguagem mais simples e direta (ou até mais contida), que o público é diferente e mais uma vez esse é um fator muito importante. Particularmente passo a considerá-lo como um grande incentivo à leitura, afinal, à sua maneira, o livro consegue reunir particularidades dos jovens, sejam eles do mundo real ou do Mar Despedaçado. Aí está o grande barato, visto que é possível facilmente se identificar com todas as personagens, em especial Yarvi.

Mas esse nunca foi um grande problema da obra do autor. Alguns de seus personagens, mesmo os mais insignificantes, são memoráveis e dessa vez isso não poderia ser diferente. E nesse caso é evidente que mais do que memorável por suas características, as personagens podem receber esse status também pela evolução que passam ao longo de todo o enredo. Yarvi, por exemplo, de um meio rei aleijado e quase insignificante, se transformou em um legítimo guerreiro, de inteligência única e disposto a tudo para alcançar o seu objetivo. E os seus companheiros de jornada não ficam atrás!

E por falar em jornada, vale destacar que essa é de tirar o fôlego. Acontecem várias coisas, e quase todas são cercadas por uma barreira tênue que separa o bem e o mal, o que não significa necessariamente que essa barreira gere heróis e vilões. Muito pelo contrário. O que acontece é que tudo é capaz de causar uma grande surpresa, seja com uma ação ou reação, por isso essa aventura em busca de vingança acaba sendo tão especial. Sem contar toda a mitologia e as particularidades que cercam os povos e seus respectivos costumes, sempre com muita originalidade.

site: http://www.overshockblog.com.br/2016/08/resenha-397-meio-rei.html
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Tamirez 12/08/2016

Meio Rei - Joe Abercrombie
Yarvi é considerado um meio homem. Ele nasceu com uma deformação em uma das mãos lhe dando somente dois dedos, com isso ele não é capaz de manejar a espada e o escudo da forma como deveria. Em um mundo onde o que faz um homem é sua destreza na guerra, o garoto cresceu sendo sempre rejeitado e tendo pouca credibilidade.

Ele está treinando para se tornar um Ministro, pessoa responsável por ser como um conselheiro ao rei e também manejar estratégias, remédios e curas. Porém, apenas alguns dias antes de prestar o teste e abdicar de qualquer pretensão ao trono ou a uma vida com romance, Yarvi recebe a notícia de que seu irmão mais velho – e herdeiro do trono -, junto com o Rei Uthrik foram assassinados em uma emboscada do reino vizinho, com quem eles estão constantemente em guerra.

“Um rei deve vencer. O resto é insignificante.”

Sem outra alternativa o jovem se torna Rei e tem a mão forçada pelo tio Odem e Laithlin, sua mãe e a famosa Rainha Dourada, a partir em busca de vingança. Entretanto, apesar um breve momento de alívio e possível vitória, o destino lhe reservou grandes surpresas e uma traição pode mudar todo o jogo, colocando Yarvi em uma nova posição, onde ser aleijado é um dos seus menores problemas.

MINHA OPINIÃO

Joe Abercrombie já tem uma outra trilogia chamada A Primeira Lei publicada pela Arqueiro, porém nunca me interessei muito por ler esses livros, no qual o primeiro é O Poder da Espada. Porém, quando Meio Rei foi anunciado, a capa logo me despertou a curiosidade para enfim ter meu primeiro contato com o autor.

Eu gosto de ter o menor contato possível com a história e entrar sempre bem crua, para ir descobrindo as coisas conforme elas forem acontecendo e não estar previamente preparada. Acredito que isso foi super importante aqui, pois fui sem qualquer expectativa e encontrei um livro que me surpreendeu bastante com as voltas que deu e a inteligência com que a trama foi construída.

“O alimento do medo é a ignorância. A morte do medo é o conhecimento.”

Esse mundo ao redor do Mar Despedaçado é governado por um Rei Supremo, mas cada pequeno reino possui seu próprio rei também. Nosso protagonista é filho do rei de Gettland, assassinado teoricamente pelo rei de Vansterland, o vizinho com o qual estão constantemente em conflito. Como esses locais possuem esse mar ao seu redor, basicamente toda a locomoção realizada no livro é feita através de barcos, tendo bem poucas jornadas por terra. O que também, ao meu ver, já foi algo interessante e diferente de se vivenciar.

Yarvi é com toda a certeza um personagem muito especial. O que a princípio pode parece um garotinho oprimido, renegado e tímido, se mostra na verdade uma mente muito inteligente e desenhada para a estratégia. Ele teve muito tempo livre para aprender e, já que não poderia vencer os outros em combate, descobriu que ter a mente afiada seria algo importante. Porém ele não é um personagem que passará o livro incólume. Yarvi irá sofrer algumas consequências e não viverá a tradicional jornada do herói onde tudo da certo no final.

Isso é importante de mencionar porque quase todo mundo nesse livro pode ser duas faces de uma mesma moeda. É incrível o quanto nos surpreendemos com os personagens e não nos acostumamos a isso. É tão fácil acreditar na primeira realidade que o autor nos apresenta que nunca vemos o soco vindo a nossa direção e, assim como Yarvi, somos surpreendidos pelas revelações drásticas que mudam o posicionamento de cada personagem em relação à história.

O garoto, em sua jornada, vai cruzar com vários personagens e alguns deles possuem personalidades muito interessantes e marcantes, sendo bem fácil se apegar a eles. Porém, esse é um livro onde algumas cabeças devem rolar, então é importante estar preparado para perder algumas pessoas ao longo do caminho.

“O sábio espera por seu momento, mas nunca o deixa passar.”

Muito mais focado em apresentar como as coisas funcionam no âmbito político do livro do que realmente apresentar um universo fantástico, somos conduzidos pelas relações e papéis que cada um possui dentro da hierarquia de forma leve. Esse é um mundo que possui escravos, reinos poderosos e um rei supremo a quem todos respondem e que pode se tornar um pequeno obstáculo nos objetivos de alguns personagens.

Esse livro começa nos dando uma história, mas logo ela muda radicalmente. Depois entramos num momento mais calmo, mas que não é mais lento, e quando parece que a história vai ser completamente arruinada por esse plot, as surpresas começam.

Elas vem uma atrás da outra e por vezes não dá nem tempo de processar a informação. Conhecer as verdadeiras identidades ou motivações dos personagens, da forma como o autor apresenta na história é um show à parte e acaba sendo o ingrediente que fez de Meio Rei uma ótima surpresa. Tendo ido sem expectativas fez com que a experiência tivesse sido ainda mais incrível. Sabe quando você está super atirado na poltrona e algo “uow” acontece e você precisa recobrar a postura pra seguir acompanhando? Esse foi um livro que me fez fazer isso várias vezes e portanto possui muito mérito.

Yarvi me lembrou bastante o Fitz da Saga do Assassino e me trouxe boas lembranças de uma trilogia que eu adorei ter lido, mas que chegou ao fim. Os dois são personagens com “downs” em sua vida e acabam sendo expostos a jornadas que não previram. No meio de tudo isso tomam caminhos estranhos e se veem fazendo vários sacrifícios que não os custarão pouco, carregando o peso e as marcas ao longo das histórias.

Com toda a certeza, se você é um fã de fantasia, Meio Rei é uma ótima pedida. Além de ter uma história super interessante, o livro é pequeno e consegue mesmo assim dizer tudo o que precisa. Com uma escrita super fluída, Joe Abercrombie estreou pra mim com uma boa história e o imenso desejo de ter o segundo livro em mãos logo, para seguir acompanhando meu “Meio Herói” em sua jornada.

site: http://resenhandosonhos.com/meio-rei-mar-despedacado-1-joe-abercrombie/
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