Meio Rei

Meio Rei Joe Abercrombie




Resenhas - Meio Rei


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LOHS 02/02/2017

#LOHS: Camis - uma leitora inteira
Meio Rei é o primeiro livro de uma das trilogias de Joe Abercrombie, esta denominada Mar Despedaçado. Esse autor se destaca no meio da literatura fantástica, especificamente no subgênero dark fantasy, e seus livros sempre são muito bem resenhados e indicados em diversos blogs, bem como plataformas de leitura, como o Skoob ou o Goodreads. Sem dúvida que o anseio por ler uma obra dele já havia me tocado há tempos, e jaz em minha estante sua outra trilogia publicada também pela Editora Arqueiro, A Primeira Lei, cujos livros já estavam em meu cronograma de leituras para 2016. Mas surgiu a oportunidade de ler Meio Rei, um lançamento, e a agarrei de primeira. Não me arrependi.

Neste primeiro volume, somos apresentados ao protagonista, Yarvi, príncipe de Gettland, um dos reinos situados no Mar Despedaçado. O jovem não é o príncipe herdeiro, para alegria de seus pais, pois Yarvi nasceu com uma deficiência. Uma de suas mãos sofreu uma malformação e é deformada. Incapaz de portar armas com a mesma eficiência do irmão mais velho, herdeiro e orgulho do pai, o jovem caçula ansiava por seu destino se tornando aprendiz de ministro, um dia herdando o cargo e podendo ser então conselheiro do rei. Mas o destino é implacável, é o que dizem.

A vida do tímido e estudioso príncipe muda quando seu pai e seu irmão são assassinados em uma emboscada. E Yarvi deve assumir o trono, toda a responsabilidade de um rei, o casamento que foi prometido ao irmão, e o peso de ser deficiente em um mundo onde se preza a aparência e as habilidades em batalha, algo que de fato ele não possui. Ao assumir o trono, relutante, ele jura para si mesmo que um dia vingará a morte de seu pai e irmão. E mais uma vez as coisas não saem como o planejado para o novo rei, pois ele é traído por uma das pessoas que mais ama e confia. Traído e jogado no mundo, ele passa de rei de Gettland para um escravo. Isso mesmo, um escravo. E as provações do príncipe que se torna rei e perde seu trono estão apenas começando.

"- É a sina do povo baixo sentir fome. Não aprendeu nada com a Rainha Dourada de Gettland, a sábia e linda Laithlin? Por que matar o que você pode vender? Prendam-no pelo pescoço e ponham-no com os outros."

No imenso Mar Despedaçado, Yarvi será testado, sofrerá diversas provações e aprenderá muitas coisas com o sofrimento que o aguarda. Uma delas é que pode não ter as duas mãos, não pode lutar como os outros, mas passou a vida entre os livros. Seu conhecimento e sua astúcia ninguém poderão tirar dele agora. E nós, leitores, acompanharemos a trajetória e o desejo de vingança do jovem traído. E seu desejo o moverá contra seus traidores, rumo ao trono de Gettland, que é seu por direito. Rumo ao reencontro de sua mãe e sua princesa prometida, e sua vingança pela morte do pai, do irmão, e de certa forma, de si mesmo.

"Uma vez, depois que o pai havia batido nele, furioso, a mãe o encontrara chorando. O tolo bate, dissera ela. O sábio sorri, observa e aprende. Depois bate."

Meio Rei foi uma agradável surpresa. Já li inúmeras fantasias e este ano me apaixonei pelo gênero dark fantasy. Adoro histórias que envolvem vingança, muita luta, muita dor, muito sofrimento, pois daí é que nascem os melhores personagens e excelentes histórias. Personagens complexos e realistas me encantam, e Yarvi é movido por sentimentos conflitantes, pelo fato de ser deficiente, rebaixado, não amado como o irmão. Um Meio Rei, de fato. E, aos poucos, seu crescimento é notado ao longo das páginas, trazendo perspectiva ao personagem, que é sem dúvidas o foco deste primeiro livro. Mesmo com ricos personagens secundários e um mundo incrível descrito pelo autor, cheio de política, religião e lendas, preferi destacar de longe a trajetória do jovem príncipe, e é exatamente sobre isso que Joe Abercrombie escreve no primeiro dos três livros.

“– Posso até ser meio-homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.”

Os próximos volumes prometem muito ao leitor, pois Meio Rei já é cheio de agradáveis (ou não tanto) surpresas. Uma história que se inicia tranquila e nos arrebata com o passar de páginas bem escritas. Recomendadíssimo. Vale destacar também a capa maravilhosa da edição brasileira, se tornou uma das minhas favoritas! Bom, nem preciso dizer que preciso urgente do segundo volume, não é?

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2016/07/meio-rei-mar-despedacado-01.html
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Mix 01/02/2017

Meio Rei é o primeiro volume da série Mar Despedaçado do autor bem cotado Joe Abercrombie. Assim que eu vi esse lançamento logo comecei a desejar. No começo da minha leitura achei a história meio lenta e até chata, quase desisti. Porém insisti, afinal é Joe Abercrombie, e ainda bem que fiz isso, pois a história é incrível. Eu adoro livros nesse estilo, não sei se eu que venho lendo muitas coisas do gênero um atrás do outro e por isso me senti entediada no começo, mas a história evolui de tal forma que terminei pedindo por mais e morta de curiosidade!

Meio Rei é uma história distópica medieval e nela conhecemos Yarvi, o mais jovem dentre os filhos do Rei de Gettland, que fica no Mar Despedaçado (nome da trilogia).

Yarvi é um personagem que inicialmente não me conquista.. Porém à medida que ele vai passando momentos difíceis ele vai crescendo e se tornando o herói que espero ver no final dessa trilogia. Ele nasceu deficiente e com isso acabou sendo um pouco desprezado e desacreditado como homem, sendo considerado incapaz para diversas atividades e desprezado pelo seu próprio pai, já que não poderia exercer as funções esperadas de um príncipe e guerreiro; isso acaba levando ele a se tornar conselheiro do Rei. Porém quando seu pai e irmão são mortos ele assume o reinado e jura vingança, mas também é traído e deixado à própria sorte no deserto para morrer.
Ele é vendido como escravo e passa o pão que o diabo amassou, mas o que o mantém sempre em frente é sua sede implacável por vingança e por se mostrar alguém respeitável e capaz. Muitas serão suas batalhas e o objetivo permanece o mesmo!

A história é narrada em terceira pessoa e fiquei feliz em ver o crescimento da trama conforme ia virando as páginas. O fato de o protagonista ter uma deficiência e não ser o príncipe "perfeito" que se espera, também é muito interessante, já que dessa forma termos um Yarvi mais falho e "humano" que faz merda, pensa besteiras e não é tão otimista quanto heróis costumam ser! A história em si não tem nada de lenta no final das contas, é fluída, com muita ação, intrigas e até mesmo violência.

Que venha o próximo!

site: http://www.mixliterario.com/2016/06/resenha-meio-rei-mar-despedacado-1-joe.html
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ELB 31/01/2017

Every Little Book
Senta que lá vem resenha de um livro Ma-ra-vi-lho-soo!



O mundo encantador de Yarvi é cenário de uma das melhores fantasias medievais que li nos últimos tempos. Dividida em países governados por monarquias, essa história parecia ser mais uma das muitas semelhantes que já li. Mas não, é muito mais.

Yarvi é o segundo filho do rei de Gettland, mas sempre viveu à sombra de todo reino por ter nascido deficiente. Uma de suas mãos tem uma má formação e, por isso, jamais poderia ser o guerreiro que espera-se que um príncipe se torne. E não apenas por isso, Yarvi é um garoto pacífico, que apenas deseja ser um ministro, um estudioso que abdica do casamento e da posição na corte para dedicar-se a ajudar as pessoas e a cultivar a paz. Era o que ele mais queria, não aguentava mais viver sob o escárnio de uma família que o desprezava e fazia de sua deficiência um motivo para excluí-lo e humilhá-lo.
“E a mente ágil, empatia e força. Só que é o tipo de força que faz um grande ministro, não um grande rei. Você foi tocado pelo Pai Paz, Yarvi. Lembre-se sempre: os homens fortes são muitos; os sábios são poucos.”
Entretanto, uma reviravolta acaba com todos os planos de Yarvi...

Quando chega a notícia que seu pai e seu irmão tinham sido assassinados, ele é forçado a sentar no trono como o novo rei de Gettland. E agora? Ele nunca quis ser rei, e nem sabe o significado de ser um. Não é um guerreiro, não entende de guerras, só queria viver sua vida em paz como um ministro...

Mas, Yarvi, é, acima de tudo, muito inteligente. Ele vai conseguir decifrar uma maneira de viver essa nova vida da melhor maneira possível, apesar das circunstâncias. Ele tem a mãe para ajudá-lo. Laithlin, a rainha dourada, é uma mulher extremamente inteligente, que governou Gettland de uma maneira jamais vista. Expert nos negócios da corte, ela é conhecida além do mar despedaçado. Certamente é uma poderosa aliada para Yarvi, mesmo nunca tendo tratado-o como o irmão. Os tios de Yarvi também ajudarão, seja nos conselhos de guerra ou na vida da corte. Ele via um de seus tios, Odem, mais como pai do que o seu próprio, pois sempre o tratou bem e com carinho. Tudo daria certo.

Não, não daria. Porque muita coisa ainda vem por aí na vida de Yarvi, e as coisas não são como ele pensa. Acontece que o assassinato de seu pai e seu irmão pode ser parte de um grande esquema político, e ele é apenas mais uma peça do quebra-cabeça.
“– Quando se está no inferno – murmurou Yarvi –, só um demônio pode apontar a saída.”
Uma grande jornada o aguarda, e o que parecia ser mais uma história de um menino que assume o trono de um reino contra a sua vontade, se mostrou uma grande história de um menino que descobre ser muito mais que isso, e passa por muitos desafios que o ajudam a descobrir quem realmente é e o que quer da vida.

Muitas aventuras, muitas lutas e desafios que ele jamais imaginou enfrentar aguardam Yarvi. Embarquem com ele nessa viagem!



Esse foi um livro nada menos que surpreendente. Não esperava e ainda estou de boca aberta, sério!

Pode parecer que contei muito sobre a história, mas, na verdade, isso é bem o iniciozinho. Não posso revelar nadinha sem dar spoiler, porque os eventos que seguem a coroação de Yarvi são de cair o queixo =O
Só posso dizer que é uma baita reviravolta para o que eu achei que seria uma história calma. Ah, estava super enganada.
“Talvez você precise de duas mãos para lutar contra alguém, mas só de uma para dar uma facada nas costas."
É cheio, muito cheio de aventuras e acontecimentos e descobertas. O tempo todo torcemos muito para Yarvi. Não vou negar que ele passa por momentos super difíceis, cruéis até. E quando eu achava que o menino ia fraquejar, ele me surpreendia.

Gostei muito desse personagem. A inserção da deficiência em um mundo medieval e num integrante da família real foi um quê a mais, e foi muito bem abordada. Ele não tem aquelas crises de vitimismo e encara sempre tudo de uma maneira sagaz e até um pouco ácida. Dá para entender a raiva que ele acumulou, com todo mundo desprezando-o e menosprezando-o.

A escrita de Abercrombie é bem profunda. O livro tem várias frases de efeito que te fazem pensar. Por tudo isso que eu já falei sobre a história, não classificaria o livro como YA. É bem mais maduro do que eu esperava e adoro ser surpreendida.

Gostaria muito de comentar com vocês sobre os personagens que conhecemos, mas qualquer coisinha seria um baita spoiler rs. Só digo isso: aparecem pessoas diferentes e fenomenais na vida de Yarvi, com quem ele irá aprender muito e se identificará de uma maneira que sua própria família jamais o alcançou. Tem guerreiros, escravos, marujos e uma revelação que virará tudo se cabeça para baixo.

Meio rei é um livro encantador para quem gosta de fantasia. Recheado de aventuras e descobertas, é uma excelente dica para quem quer curtir uma boa história e viajar sem sair do lugar!

“Não pareciam mortos.
Apenas muito pálidos, deitados em lajes geladas na sala fria, as mortalhas puxadas até as axilas e as espadas nuas reluzindo no peito. Yarvi ficou esperando que a boca do irmão estremecesse no sono. Que os olhos do pai se abrissem para encontrar os dele com aquele desprezo familiar. Mas isso não aconteceu. Nunca mais aconteceria.
A Morte havia aberto a Última Porta para eles, e desse portal ninguém retornava.”

site: http://www.everylittlebook.com.br/2016/09/resenha-meio-rei-joe-abercrombie.html
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CuraLeitura 31/01/2017

Um história incomun
Nesse livro vamos conhecer Yarvi, filho do rei de Gettland Uthrik, que nasceu com uma deformidade na mão esquerda.

Considerado fraco por todos principalmente por seu pai, Yarvi decide estudar para ser ministro do rei onde seu papel seria curar e aconselhar, já que ele não era capaz de brandir uma espada.
Porém tudo muda quando em uma certa noite, o jovem recebe a notícia que seu pai e o seu irmão mais velho foram assassinados, e que ele agora deveria assumir o trono.

"– O que foi? – perguntou Yarvi, a garganta apertada de medo.
Seu tio se ajoelhou, apoiando as mãos na palha oleosa. Baixou a cabeça e sussurrou apenas duas palavras, com a voz rouca: – Meu rei.
E Yarvi soube que seu pai e seu irmão estavam mortos."

Assim Yarvi como rei faz um juramento: Vingar a morte de seu pai e irmão.

“– Posso até ser meio-homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro"

Contudo logo após assumir o trono, ele acaba sendo vítima de uma terrível traição.
Preso e vendido como escravo o garoto não aceita sua condição e vai tentar de tudo para fugir, cumprir o juramento e retomar o Trono Negro.

A sinopse foi o que despertou meu interesse no livro, desde o momento que li, sabia que essa história não seria comum.
O protagonista é com certeza o melhor personagem da trama e com o tipo de qualidade que eu mais admiro: a inteligência.
Como Yarvi não é aquele tipo de heroi que resolve tudo lutando, até porque seria impossível devido sua deficiência, a arma com a qual ele pode contar é a esperteza e sua inteligência.
Entretanto sua esperteza fica sempre mascarada pois, em uma sociedade predominatemente guerreira, Yarvi não passa de um fraco, um estorvo, uma maldição.

“O homem brande a foice e o machado, dissera o pai. O homem move o remo e ata o nó rapidamente. Acima de tudo, o homem segura o escudo. O homem sustenta a linha de combate. O homem permanece ao lado de seu braço direito. Que tipo de homem é incapaz de fazer qualquer uma dessas coisas?
Eu não pedi para ter meia mão, retrucara Yarvi, encurralado onde se encontrava com frequência, no terreno estéril entre a vergonha e a fúria.
Eu não pedi para ter meio filho.”

No livro temos contato com personagens secundários, criamos até uma empatia com eles, porém eles não são tão bem trabalhados decorrente a urgência na narrativa.
Falando em narrativao livro é contado por Yarvi, e como a obra gira em torno dele vemos poucas descrições de lugares e detalhes, mas sem cair a qualidade da história.
O livro como um todo é bom, a história é diferente e o personagem me conquistou de cara. O único ponto negativo foi que os acontecimentos foram previsíveis, tanto que antes da resolução da história eu ja sabis o que iria acontecer.
Meio Rei é o primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado, mas a obra encerra neste mesmo volume já que o segundo, Meio Mundo trás outro protagonista e Yarvi em um papel secundário.
Apesar de não ter amado a história, Meio Rei é uma obra que vale a pena conhecer e confesso que estou com expectativas quanto ao segundo volume.

site: http://www.curaleitura.com.br/
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Mateus Oliveira 18/01/2017

Uma experiência boa, mas que poderia ter sido um pouco melhor
Li e achei meio "meh", se assim me permitem dizer.
Explico: os pontos que mais me incomodaram foram a forma como Yarvi, o protagonista, evoluiu na trama e como a "mão defeituosa" dele se torna um problema para tudo. Joe Abercrombie, ao invés de trabalhar seu personagem de uma forma a mostrar que uma pessoa com uma deficiência física pode ser ou se tornar tão capaz quanto qualquer outra pessoa, transforma Yarvi num bebê chorão que reclama disso o tempo todo, o transformando quase que num inútil completo (e isso se torna enfadonho a certa altura).
Entrementes, Yarvi se mostra inteligente e é nesse sentido que ele mostra sua (única) utilidade além de reclamar, formulando um plano de vingança extraordinário contra seus traidores.
O livro não é de todo ruim. Tem uma linguagem rápida e fluida, não se perdendo em explicações desnecessárias como muitos livros de fantasias fazem. Neste ponto o livro se torna bom e temos muitos personagens carismáticos, principalmente Nada, um exímio espadachim que guarda um segredo surpreendente.
Enfim, é uma leitura divertida, com um final inesperado, mas com um protagonista chato e reclamão. Joe Abercrombie deveria ter trabalhado mais nessa parte da deficiência de Yarvi; ele evolui mentalmente, mas não fisicamente.
Daria 3,5, mas como gostei da história mais do que desgostei, arredondo para cima.
Julia Mores 07/05/2017minha estante
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Leitora Inquieta 07/01/2017

“Às vezes ‘talvez’ é a melhor coisa que a gente pode ter.”
Meio Rei é um dos lançamentos de Junho da Editora Arqueiro, e o começo da trilogia Mar Despedaçado, de Joe Abercrombie. Foi meu primeiro contato com a obra deste autor, e confesso, não poderia ter iniciado de maneira melhor.

O livro conta a história de Yarvi, o segundo filho do rei de Gettland. Em um cenário com um “Q” viking, onde guerras são disputadas e reinos precisam se manter em evidência, ser dotado de força bruta e destreza para manejar a espada no campo de batalha não é apenas esperado, são características necessárias nos homens que vivem ali. E embora seja príncipe, e como tal, devesse se encaixar nesse padrão, Yarvi acaba por sem uma exceção à regra.

Uma mão esquerda deformada, desde o nascimento, transformou o jovem príncipe em um filho rejeitado pelo pai, subjugado pela mãe, desacreditado pelas pessoas. Mas Yarvi mostra que, ainda que lhe falte força bruta, há sabedoria e esperteza de sobra em sua personalidade. Por conta disso decide estudar para tornar-se ministro, uma espécie de conselheiro do rei, um especialista em culturas, idiomas, um conhecedor sobre as propriedades de cada planta, um sábio sobre todas as coisas. Ele estava satisfeito com o curso da sua vida, mas algo terrível acontece e ele se vê diante de possibilidades até então impensadas. Yarvi precisa tornar-se rei. E então, se vingar.

O autor nos apresenta um protagonista infantil, tolhido pelos anos em que foi desrespeitado e menosprezado. O autor coloca, nas mãos de um menino, todo o futuro de um reino, de uma trama. E o que acontece, quando não é só a malha e o escudo que pesam, mas também toda a responsabilidade pelo reino? O que acontece quando o juramento de vingança acabar por se tornar o único caminho a ser seguido? O que acontece quando, diante de tudo o que já estava ruim, o destino se encarrega de deixar ainda pior?

Acontece tudo. Tudo o que nós imaginamos e mais aquilo que nem sequer passa pela cabeça do leitor. A gente vê um protagonista com atuação duvidável crescer diante dos nossos olhos. Criar laços com as pessoas mais improváveis, ser traído por quem a gente (e ele) menos espera. A gente vê um meio rei e meio homem se transformar em um ser humano completo, que á consciente das suas habilidades, das suas potencialidades e defeitos, e usa tudo isso a seu favor. A gente se envolve com personagens secundários misteriosos, fortes, sonhadores, leais e guerreiros.

A gente vê e sente tudo isso. E ainda mais, pois a trama nos transporta para mares revoltos, cenários insípidos e gelados, de guerras internas e externas. O leitor torce, sofre, se orgulha, sente raiva. O leitor não consegue largar as páginas depois que se vê conquistado pela narrativa. E quando termina, a gente quer mais. Impossível não querer.

Com relação à diagramação, achei que está respeitando o padrão da editora, ou seja, tem muita qualidade. Capa bonita, mapa da região para o leitor que gosta de dissecar a geografia da história, papel e tamanho da fonte confortáveis a leitura. Além disso, a editora disponibiliza no final do livro uma provinha do primeiro capítulo do próximo livro da série. No fim das contas, posso dizer o seguinte: que venha o próximo!

Quotes:
“Como abominava as espadas e os escudos, detestava os campos de treinos e desprezava os guerreiros que faziam dali o seu lar! Acima de tudo, como odiava sua própria mão, que não passava de uma piada ruim, uma lembrança de que ele jamais poderia ser um deles.”

“Posso até ser meio homem [...] mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.”

“Era estranha a rapidez com que um rei podia se tornar um animal. Ou como meio rei podia virar meio animal. Talvez até os que nós alçamos aos postos mais altos jamais se elevem muito acima da lama.”

“- Seu irmão podia até ter mais dedos, mas os deuses guardaram toda a inteligência para você.”


site: www.leitorasinquietas.com.br
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KeylaPontes 06/01/2017

Em "Meio Rei" conhecemos Yarvi, filho mais novo do rei. Por ter uma deformidade na mão, todos acreditavam que ele deveria estudar para ser ministro e ficar bem longe dos campos de batalha. Porém, quando ia enfim fazer a prova para se tornar ministro e abdicar de quaisquer interesses na coroa, de casamento e afins, tudo muda. O tio Odem o avisa que o pai e o irmão (herdeiro do trono) morreram em uma emboscada e é seu dever como filho do rei de subir no trono e vingar o seu pai. É assim que ele parte para Amwend, onde se encontra o rei Grom-gil-Gorm, de acordo com o tio o responsável pela morte dos dois, porém no caminho ele é vítima de uma traição. E vê que não se pode confiar em ninguém.
A partir daí é merda em cima de merda! Tudo acontece de pior com o nosso pobre protagonista. Ele é preso e vendido como escravo e novamente em um meio que a força física prova o seu valor. Precisa tirar a força da sua maior qualiade:

A inteligência.

Para criar aliados e até mesmo amigos improváveis.

Este é um livro bem fino, principalmente levando em conta os padrões dos livros de fantasia (quem ama o estilo TEM QUE amar um calhamaço) e melhor, a sua narrativa é extremamente fluida. É incrível o poder do Joe Abercrombie de contar uma história. Bem fechadinha, com momentos de deu merda, de aventuras e de batalha. Não sem deixar de ser reflexivo também. Afinal temos um protagonista com uma deformidade física. O que é novidade neste meio.

Sim. Já tivemos heróis que perdem um membro ou outro nas batalhas épicas. Porém Yarvi não. Ele nasceu com uma das mãos deformadas. O que ele, como filho do rei, era inaceitável ter.

Afinal como provar ser capaz de ser o todo poderoso quando não pode nem segurar uma espada? Qual é a real força necessária para ser um rei?

Qual é a real força de Yarvi?
Eu acredito que o melhor lance desse livro não é nem a história em si. Afinal para nós amantes de fantasia talvez não tenhamos tantas surpresas. O livro é bem construído e cheio de segredos. Mas a melhor coisa desse livro é o personagem principal. Yarvi é bastante real e isso é muito legal.

Assistimos um personagem descrente em si mesmo e que acredita que pegar uma espada na sua mão é tudo o que ele precisa para provar ser um rei. Mas o melhor é: Você assiste tudo se transformar. Yarvi é traído por quem menos espera e isso acaba lhe dando forças. Passa pelas piores situações, precisa de aliar com pessoas que não o querem por perto e precisa provar que é uma força na batalha em comum. E então você vê que tudo é possível. Que você pode tudo, quando você vai atrás, se esforça, se dedica e prova ser capaz. Mesmo nas piores circunstâncias.


Não. Este livro não é perfeito. Mas ele tem algo especial. Acima de tudo tem alguém por QUEM ser lido. Diz a que veio e mostra que não é só mais um. O livro faz parte de uma trilogia e eu estou bem empolgada como o autor vai desenvolver os outros livros (pelo o que eu li a proxima protagonista é uma mulher), então espero que o autor mantenha o nível, ou até melhore.
Resenha disponível em:

site: http://keylinhastureads.blogspot.com.br/2017/01/resenha-meio-rei-mar-despedacado-1-joe.html
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@APassional 20/12/2016

* Resenha por: Rosem Ferr * Arquivo Passional
A narrativa em 3ª pessoa sob o ponto de vista de Yarvi é coloquial, fluída, repleta de diálogos afiados, destacando pensamentos e lembranças em fonte diversa [o que nos coloca em contato com a essência do protagonista em uma proximidade que beira a cumplicidade, hahaha!] com reviravoltas de cair o queixo, nós torcemos e nos contorcemos pela vitória desse “pequeno príncipe” em busca de justiça!

Confira a resenha completa no blog Arquivo Passional.

site: http://www.arquivopassional.com/2016/09/resenha-meio-rei.html
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Ruh Dias 07/12/2016

JÁ LI
Eventualmente, criar expectativas a respeito de um determinado livro pode gerar uma grande frustração, e este é o sentimento que define minha leitura da obra Meio-Rei, de Joe Abercrombie. Em tempos onde o gênero de Fantasia parece estar em franco crescimento e pelo fato de ser meu tipo preferido de Literatura, nem sempre me deparo com obras interessantes.

Joe Abercrombie era editor de vídeos. Talvez por isso, muitas das cenas deste livro sejam vívidas e bem imaginadas, embora outros elementos da trama careçam de profundidade (e vou chegar lá ao longo do post). O ritmo dos capítulos também é ágil, como se fossem roteirizados para um vídeo, e a sensação é a de que estamos assistindo a um filme de muita ação e aventura.


Meio-Rei é o primeiro volume da trilogia Mar Despedaçado. Esta série conta a jornada de Yarvis, um jovem príncipe de Gettland. A grande particularidade do protagonista é que ele não tem uma das mãos e carrega o fardo físico e psicológico de ser aleijado. No primeiro volume, a estória é narrada pelo ponto-de-vista dele, mas nos livros subsequentes outras personagens passam a ter mais destaque na narração.

Embora a premissa da estória diga que o cenário dos acontecimentos é uma Escandinávia pós-apocalíptica que retornou ao modo de vida medieval, isto pouco aparece ao longo do livro. O leitor conta somente com um mapa e com vários nomes de lugares ao longo da trama, sem nenhuma contextualização histórica relevante do que acontece naquele universo. Somente fui compreender que outros dois locais citados - Vansterland e Throvenland - eram países quando dei uma breve pesquisada na internet sobre a estória. Este aspecto da narrativa já me frustrou logo de cara, pois gostaria de saber que reino é este onde Yarvis está inserido. Nada se diz sobre a política ou o governo do local, o leitor apenas sabe que ele é regido por um Rei Supremo tirano e cruel.

Quando seu pai e seu irmão mais velho morrem, Yarvis se vê na sucessão ao Trono Negro. Porém, ninguém, nem mesmo ele, confia que ele será um bom rei, pois ele é aleijado e não pode comandar exércitos e batalhas. Enquanto ele está no processo de ser coroado e começar a governar, seu tio tenta matá-lo para ficar com o trono. Yarvis é jogado de um precipício mas não morre, sendo comprado como escravo de um navio pirata. No navio, aos poucos ele faz amigos e conquista a confiança na capitã megera e bêbada e retorna à sua terra natal para vingar-se do tio.

Outro problema que tive com a estória foi a sucessão de clichês e estereótipos, tanto dos eventos em si quanto das personagens. Mesmo quando Yarvis está na pior, achei que era óbvio o rumo que o enredo iria tomar e não me surpreendi com a estória, nem mesmo no tal plot twist que soube que haveria no final. Senti como se estivesse lendo uma estória repetida ou assistindo a um filme da Sessão da Tarde.

E, para piorar, o protagonista não me cativou. No início do livro, Yarvis se subestima por ser aleijado e não cansa de se auto-denegrir a cada dois parágrafos, o que tornou o começo do livro bastante cansativo. E, mesmo depois de conseguir uma série de feitos ao longo da trama e superar um monte de obstáculos, Yarvis termina do mesmo jeito que começou: se subestimando. Não há nenhuma evolução na personagem, em nenhum nível.

Em tempos onde existem escritores de fantasia como Brandon Sanderson, Patrick Rothfuss e Neil Gaiman, não dá para engolir esta estória meia-boca.

site: http://perplexidadesilencio.blogspot.com.br/2016/12/ja-li-30-mar-despedacado-vol-1-meio-rei.html
Mateus Oliveira 19/01/2017minha estante
O loko, altos spoilers aí kk, sorte que eu já li.




Alana Gabriela 22/11/2016

O instigante mundo de Meio Rei
Meio rei é o primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado do autor renomado Joe Acrombie, esse também é o meu primeiro contato com a escrita do autor e já estou procurando as outras obras para dar uma conferida do tanto que eu gostei desse livro.
Confesso que, no início, devido ao momento que me propus a ler a obra não foi tão viável ou produtivo, não rendeu quanto eu queria. Acredito que porque no começo da obra as coisas aconteceram meio que rápidas e eu senti que precisava me adaptar a escrita do autor.
Fantasia é o meu gênero literário favorito ever e por um tempo no início da obra eu me senti meio off, fora da estória e distante de Yarvi – o que foi um problema porque gosto de me apegar aos personagens. De qualquer maneira eu persisti e posso dizer que amei a leitura demais e recomendo a todos.

"Não se pode esperar que todos os heróis sobrevivam a uma canção."

Yarvi, filho caçula do rei Uthrik, nasceu com uma deformidade na mão que o impede de manusear bem a espada ou segurar um escudo. Em seu mundo, onde as pessoas frias e de braço forte ditam as leis brandindo suas espadas, Yarvi é considerado fraco até mesmo por seu pai. Mas no que lhe falta força física sobra inteligência, por isso ele estuda para ser ministro e viver para sempre para aconselhar. Além disso, Yarvi tem uma bela voz.

"Talvez você precise de duas mãos para lutar com alguém, mas só de uma para dar uma facada nas costas."

Mas em uma de suas aulas ele recebe a terrível notícia que seu pai e irmão estão mortos e ele precisará assumir o Trono Negro. Mas Yarvi não queria isso, não sentia vocação para tal, além desse problema há aquelas pessoas que não confiam nele como rei, acham que um homem sem mão não é um homem de verdade – e em partes Yarvi não discorda disso.

De uma hora para outra ele se vê fazendo um juramento de vingança que mudará toda sua vida. Yarvi entrará numa jornada de traições, crueldade e morte; ele precisará amadurecer para fazer as escolhas certas porque o destino de todo o povo corre em suas mãos.
Eu sei que essa premissa parece meio manjada já e quando vi a sinopse pela primeira vez eu meio que entortei o nariz, mas ao final dela eu me senti motivada a conferir a leitura porque sabia que teria os cenários que sempre gosto de conferir nesse tipo de livro e que encontraria algo bom na história.

E ainda bem que persisti porque fui surpreendida de diversas formas. Algo intrínseco e que toca o leitor é quando nos apegamos ao personagem principal de uma forma tão indescritível que acabamos torcendo por ele, sentimos as dores, nos surpreendemos e a tensão e o suspense acaba sendo tão palpável que ficamos de cabelos em pé. Eu senti um monte de coisa lendo Meio Rei. Amei tudo da leitura. E mal posso esperar para conferir as outras estórias desse autor maravilhoso.

A mitologia apresentada na obra é bastante crível e interessante. A questão da Mãe, Pai e dos templos elficos destruídos são bem legais. Tudo é bem construído e explicado que até fiquei curiosa para conhecer mais e mais dos outros reinos pelos quais Yarvi passou.

Eu não vou citar os personagens aqui porque eu sinto como se estivesse dando spoiler, acho que é mais legal quando nos surpreendemos com os personagens, encontramos cada pela primeira vez como se fosse o Yarvi.

"Uma vez, depois que seu pai havia batido nele, furioso, a mãe o encontrada chorando. O tolo bate, dissera ela. O sábio sorri, observa e aprende. Depois bate."

O final da estória tem um plot twist que eu não esperava de jeito nenhum. Fiquei bastante chocada e satisfeita. Amo ser surpreendida. O crescimento do protagonista é tão bom de acompanhar, o amadurecimento dele é surpreendente e bem vindo, tudo acontece na hora certa de modo que não parece forçado. Eu gostei bastante dos personagens secundários, a interação do Yarvi com todos os outros é divertida e empolgante, os diálogos são bem construídos e o livro é fácil e rápido de ler. Eu não sei se estou falando tudo que poderia quanto a essa estória, acredito que quando amamos um livro acabamos não tendo tanto o que falar e não usamos todas as palavras que queremos ou precisamos. Por isso agora eu só posso RECOMENDAR a estória para todo mundo.


site: http://piecesofalanagabriela.blogspot.com.br/2016/07/resenha-meio-rei-joe-abercrombie.html
Lua ig@epigraph9 22/11/2016minha estante
É um amorzinho esses livro. Livro curto, escrita gostosa e personagens que me cativaram. Estou ansiosa pelos próximos.




Hoje é dia de Livro 13/11/2016

Resenha - Hoje é dia de Livro
É sempre fascinante depararmos com o tipo de livro capaz de fazer com que qualquer leitor se sinta parte de sua história e adentre em um universo único e surreal, que só ele é capaz de proporcionar. Para fazer jus a essa afirmativa, novamente, a editora Arqueiro apresenta uma obra digna de reconhecimento, mais um exemplo de qualidade dentre outros da literatura fantástica, presentes em seu catálogo.

"Meio Rei" é o primeiro livro da trilogia "Mar Despedaçado", escrita por Joe Abercrombie e nele conhecemos Yarvi – filho mais novo de Uthrik, rei de Gettland, uma das regiões do Mar Despedaçado – que ao receber a notícia da morte de seu pai e irmão, se vê obrigado a assumir o trono de seu reino por ser o próximo na linha de sucessão. Por possuir uma deformidade na mão esquerda, Yarvi é visto como uma espécie de aberração e acreditava que o mais apropriado seria se tornar Ministro, se dedicando aos ensinamentos religiosos, ao invés de rei, já que reis deveriam ir para guerras e inspirar medo, talentos que ele não possuía. Sem escolha, o recente rei assume o trono apenas para descobrir-se traído por um dos seus. Yarvi, que nunca almejou ser rei, tomado pela vingança e ódio, lutará para recuperar aquilo que é seu por direito, o Trono Negro.

Abercrombie nos presenteia com uma história repleta de emoção e grandes perigos e prova-se com sua escrita o tão grandioso é como autor, sem deixar também de comentar sobre a sua inteligência no desenvolvimento do personagem principal, inicialmente retratado como um garoto fraco e inseguro para se tornar um rei forte e confiante.

O que resta agora é aguardar pelos próximos volumes, que serão lançados também pela Arqueiro, essa editora linda que vem me fazendo feliz com suas obras fantásticas! "Meio Rei" é com certeza uma obra emocionante, para todo fã de fantasia.

site: http://www.hojeediadelivro.com.br/2016/07/resenha-meio-rei.html
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Nina 11/11/2016

Meio Rei foi um livro que não chamou minha atenção quando foi lançado. Apesar de adorar fantasia, na época tiveram outros títulos que me atraíram e ele acabou ficando. E agora, com a leitura finalizada, que arrependimento estou sentindo de não ter lido antes!

Yarvi é o filho caçula do rei e apesar do seu status de príncipe, ele é praticamente ignorado por toda a corte. O garoto nasceu com uma deformação na mão esquerda e por isso é incapaz de participar das batalhas, e como o país vive em constante guerra com o reino vizinho, esse é o pior defeito que um homem poderia ter. Entretanto, Yarvi tenta suprir seu defeito físico com inteligência e, já que sabe que não vai ocupar o trono, ele estuda para ser ministro e trabalhar aconselhando o rei. Mas quando seu pai e irmão são assassinados, a coroa cai em seu colo e não lhe resta outra alternativa a não ser assumir o trono.

O pior é que ele acaba fazendo um juramento de vingar a morte do rei, e para poder cumprir seu juramento, terá que aprender duras lições que, até então, não lhe foram ensinadas, como o peso da crueldade e da traição. Ao longo de sua jornada em busca de vingança, o doce Yarvi terá que crescer e endurecer se quiser continuar vivo.

Vocês não imaginam a quantidade de coisas que acontecem nesse livro. Isso que descrevi até aqui é só um pontinha do enredo, muito mais se desenrola na história e, quando você pensa que a coisa não pode ficar pior, o pobre do Yarvi toma mais um lambada. É tanta traição, maldade, humilhação, sofrimento, que o garoto que começa a jornada não é o homem que a termina. E eu sou louca por histórias assim, em que o personagem evolui, se transforma.

Joe Abercrombie tem uma narrativa ágil e envolvente e conseguiu criar um mundo fantástico. Gostei muito da maneira que ele descreveu, sem muita precisão e sem aqueles textos enormes, mas deixando muitos detalhes por conta da nossa imaginação e isso deixou a leitura bem mais dinâmica. O único ponto negativo da narrativa é que eu percebi a reviravolta que viria no final bem antes de acontecer e por isso não causou em mim todo aquele choque que deveria ter causado. Os personagens são muito envolventes, e eu gostei muito de todos eles, até mesmo dos vilões, só senti pelo fato de os personagens secundários não serem tão bem desenvolvidos quanto o protagonista.

Mas o que realmente me atraiu essa história foi o fato de Yarvi não ser não ser aquele herói clássico, super forte e que resolve tudo na ponta da espada. Sua única arma é a inteligência e isso tornou a leitura muito mais interessante para mim. O fato dele ter a mão deficiente faz com que ele não seja desprezado até mesmo entre seus súditos, e isso faz dele uma pessoa amarga e sarcástica.

“- O homem brande a foice e o machado, dissera o pai. O homem move o remo e ata o nó rapidamente. Acima de tudo, o homem segura o escudo. O homem sustenta a linha de combate. O homem permanece ao lado de seu braço direito. Que tipo de homem é incapaz de fazer qualquer uma dessas coisas?
- Eu não pedi para ter meia mão, retrucara Yarvi, encurralado onde se encontrava com frequência, no terreno estéril entre a vergonha e a fúria.
- Eu não pedi para ter meio filho.”

Apesar de fazer parte de uma trilogia, Meio Rei é uma história com início e fim, sem pontas soltas. O segundo livro, Meio Mundo terá outro protagonista e Yarvi como personagem secundário, então para quem não quer começar outra série ou não gosta de finais abertos pode ler sem medo. Repleto de ação, com personagens reais e uma trama envolvente, é difícil não amar esse livro. Leitura mais que recomendada.

site: http://www.quemlesabeporque.com/2016/11/meio-rei-joe-abercrombie.html#.WCYOjC0rLIU
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Emerson 19/10/2016

Divertido
"Posso até ser meio homem, mas fiz um juramento por inteiro."

Talvez eu não tenha gostado tanto quanto gostaria devido a proposta do livro ser voltada para um público alvo que acabou limitando a profundidade dos personagens e a exploração do worldbuilding criado pelo autor.

O livro começa bem e depois fica num ritmo estável. Achei alguns eventos previsíveis, e não consegui me identificar tanto com o protagonista quanto gostaria.

A parte final foi muito boa e deu um UP que o livro estava precisando.
No geral é uma boa história e garante uma boa diversão.
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Yuki 18/10/2016

Meio Rei é o primeiro livro de uma trilogia que ainda não decidi se irei ou não continuar.
Yarvi não é um bastardo, ele não é um filho ilegítimo do rei, é pior do que isso; ele nasceu com uma deformidade física na mão esquerda que o dificulta a ser um guerreiro, e, apesar de não ser o herdeiro ao trono, ele continua sendo uma decepção para o Rei. Seu pai.

“Um rei deve vencer. O resto é insignificante.”

“O alimento do medo é a ignorância, costumava dizer mãe Gundring. A morte do medo é o conhecimento. Quando você estuda uma raça de homens, descobre que são somente homens, como quaisquer outros.”

E a única coisa que Yarvi pode fazer é estudar com a Mãe Gundring para ser tornar o próximo Ministro, alguém que dá conselhos ao Rei, auxiliando em suas decisões, porque ele pode ser meio homem, como todos dizem, mas tem um cérebro completo (e maior do que a maioria).

Se tornar um Ministro significa abandonar quem é, abandonar seu nome e sua família, e se tornar Pai Yarvin, e isso é o que Yarvin quer, mas... As coisas não terminam como esperado.

Faltando poucos dias para fazer o teste que decidirá se ele está ou não apto para ser um Ministro, uma tragédia acontece e muda sua vida. Seu pai, o Rei, foi assassinado. E, seu irmão, o herdeiro ao trono, também. O que significa que Yarvi agora é o Rei.

“-O que foi? – perguntou Yarvi, a garganta apertada de medo. Seu tio se ajoelhou, apoiando as mãos na palha oleosa. Baixou a cabeça e sussurrou apenas duas palavras, com a voz rouca:
-Meu rei.
E Yarvi soube que seu pai e seu irmão estavam mortos.”

No leito de morte do pai e do irmão, Yarvi promete fazer os culpados pagarem, nem que seja começando uma guerra, não importando as consequências, só que elas se revelam maiores do que o esperado e suportado, envolvendo traições, sangue e morte.

Meio Rei é um livro de fantasia que não me encantou completamente. Pode ter sido tanto por eu achar lento quanto por estar esperando algo parecido com a Trilogia dos Espinhos (The Prince of Thorns é o primeiro), que tem muito mais morte, sangue e traição. (Nessa ordem).

“Yarvi havia enganado a Morte meia dúzia de vezes nas últimas semanas, mas não importa quanto você seja forte ou inteligente, não importa que os deuses lhe favoreçam no clima e nas armas, ninguém pode enganá-la para sempre. Heróis, Reis Supremos, avós do Ministério, no fim todos passam por sua porta: ela não abre exceção para rapazes manetas de boca grande e temperamento amargo.”

O final me surpreendeu? Sim. Quem imaginaria aquele desfecho? Eu não. E eu gostei da evolução do protagonista, de uma criança a um homem endurecido pelo frio e pelo sangue que o tocou, mas não achei algo completamente veredicto. Foi como se num momento ele fosse um e no outro, alguém diferente; não teve um período de duvida em relação a essa dualidade. E depois há, novamente, uma mudança repentina.

“Quem tinha sido. Menino ou homem? Teria morrido fugindo ou lutado com bravura? Qual era a diferença agora, afinal?”

“Uma vez, depois que seu pai havia batido nele, furioso, a mãe o encontrara chorando. O tolo bate, dissera ela. O sábio sorri, observa e aprende. Depois bate.”

Meio Rei é o primeiro livro de uma trilogia que ainda não decidi se irei ou não continuar. A leitura não foi ruim e também não foi maravilhosa, e o pior é sempre isso, essa duvida quanto ao que fazer. No momento, outros livros têm prioridade.

E a frase que eu mais amei:
"Não quero ficar livre; quero ficar em segurança."

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2016/10/resenha-meio-rei-mar-despedacado-1.html
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Diego 11/10/2016

Empolga no início, mas o final...
Não vou delongar até mesmo para evitar spoiler...
O livro me comprou pela sua premissa, um carinha que é rejeitado pela família, pronto para assumir um função que abre mão de todos os título e direito de repente torna-se rei e totalmente inesperiente (só eu enxerguei um toque de Jon Snow?), daí da o gatilho inicial para o hype... vingança sendo realizada por um estrategista, então você toma varios socos no estômago no decorrer da leitura... confesso que fiquei empolgado demais com a leitura e já imaginando o desfecho e as possíveis continuações, mas aí o autor te dá um final que da vontade de rasgar o livro de raiva e queimar o que sobrar para não ter mais vestígios dele...
Percebi muitas referencia de G.R.R. Martim, mas não com o toque requintado de crueldade dele (quem conhece a história do Nedd Star sabe o que quero dizer).
Por fim, o livro é interessante, rapidinho de ler, mas com o desfecho do primeiro volume, não sei se vou ler os outros dois, a não ser que não tenha mais nada interessante para ler quando lançar os outros, só o tempo poderá dizer.
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