Meio Rei

Meio Rei Joe Abercrombie




Resenhas - Meio Rei


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Carol 14/03/2017

Maravilhoso!
Impressionada. Acho que é essa a palavra mais adequada para explicar como me sinto depois de ler esse primeiro livro da série Mar Despedaçado. Juro que comecei sem esperar muito dele, e a medida que as páginas iam passando eu entendi a grandiosidade do que o autor estava criando aqui. E amei.

Yarvi é um príncipe. Nasceu com uma deficiência em uma das mãos e sempre foi deixado de lado na família por causa disso. Até que o pai e o irmão mais velho morrem em um ataque inimigo, e Yarvi passa de meio príncipe para meio rei. (o meio como referência a ser fisicamente incompleto)

Imagina que você nunca cogitou a possibilidade de se tornar rei, e do dia para a noite cai em cima de um trono que nunca quis. O coitado está perdido e sem saber como lidar com a pressão em cima dele. Acaba virando marionete da mãe e do tio. O tipo de joguete político tão comum nesse tipo de história quando alguém que não deveria assumir um trono acaba assumindo.

E quando Yarvi é traído e dado como morto, é que a trajetória de sofrimento do garoto começa. A típica jornada do herói. O impressionante para mim foi ver como ela acontece de forma tão incrível em poucas páginas. Tudo nessa fantasia de Abercrombie me agradou. Desde o protagonista e o lugar no qual ele se enxerga no mundo, e como isso muda com os acontecimentos da vida dele, até os relacionamentos com os coadjuvantes, que crescem de maneira certa, criando laços de lealdade que jamais ele teria sendo um rei.

O autor vai trabalhar muito com essa coisa do dever. Do dever que se tem de amar um rei só porque ele é rei, sem mais. Quando Yarvi perde o trono é que vai entender exatamente como funciona a conquista por pessoas. Como é necessário que haja uma troca para que exista sentimento fraterno entre elas.

Também adoro a forma com Yarvi trata sua deficiência, e o quanto isso também muda. Sempre essa referência a um Meio Rei, meio homem, meio tudo, e na verdade ele é completo de todas as coisas que o faz incrível.

O livro é fantástico! Tem frases de efeito maravilhosas e anotei umas três ou trinta delas. Estou realmente apaixonada por tudo o que o autor me entregou nesse livro, e o tanto de mim que deixei em cada marcação de quotes nele.

Uma fantasia leve e incrível que só precisou de pouco mais de duzentas páginas para acontecer. Muito xodó por ela, e já vou correr para ler a continuação.

site: www.terradecarol.blogspot.com
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Leitora Viciada 21/07/2016

Resenha para o blog Leitora Viciada www.leitoraviciada.com
O inglês Joe Abercrombie estudou psicologia, foi produtor de televisão e editor de filmes e é escritor de literatura fantástica adulta. Seu trabalho principal é a série A Primeira Lei (The First Law), composta por sete volumes. Os três primeiros foram publicados no Brasil pela Editora Arqueiro: O Poder da Espada (The Blade Itself), Antes da Forca (Before They Are Hanged), O Duelo dos Reis (Last Argument of Kings).
Dessa vez a Arqueiro traz livro de outra série do autor, que segue o gênero de fantasia clássica épica, porém tem os jovens como público-alvo: Meio Rei (Half a King), primeiro volume da trilogia Mar Despedaçado (Shattered Sea). Os próximos volumes, ainda inéditos no Brasil, foram intitulados Meio Mundo (Half the World) e Meia Guerra (Half a War).
O exemplar nacional é lindo, com bela arte de capa e título com efeito duocromático metalizado! Possui orelhas e ótima diagramação e revisão, além de trazer pré-visualização das capas dos próximos volumes.

Esta é a primeira vez que leio uma obra do Joe Abercrombie, portanto não posso comparar Meio Rei aos seus trabalhos anteriores. Por ser um autor muito elogiado por fãs de fantasia tradicional, estava segura da qualidade do livro. Além de pertencer a uma série nova, é literatura juvenil, então fica mais fácil, sem o risco de cair em leitura pesada. É uma boa recomendação para quem deseja conhecer o trabalho do Joe Abercrombie ou desgosta de fantasia minuciosa demais.
Pode ser classificado como Young Adult (Jovem Adulto), porém não é a impressão exata que tive durante a leitura. É juvenil, porém possui um lado sombrio em evidência. Mesmo quando há humor e alívio cômico, o sarcasmo prevalece. E sem se afastar da Jornada do Herói, entretanto, acrescentando um tom escuro constante. Inclui violência (pouca), escravidão, traições e vingança, mas também traz amizade, desenvolvimento pessoal, lealdade e coragem.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada. -> leitoraviciada.com
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2016/07/meio-rei.html
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GabrielGSM 05/08/2016

Uma linda capa, mas....
Esse é um livro muito bom de se ler. Você se prende a ele facilmente e fica curioso com o que vai acontecer. Tem um trama bem construída sem duvida que se amarra do começo ao fim, mas porque apenas 4 estrelas?


O problema fundamental desse livro é os personagens no qual você não tem afeto algum. O Yarvi é um bom personagem mas apenas isso. Você simplesmente aceita ele e não liga para o que pode acontecer com o mesmo e muito menos aos outros personagens.


É um ótimo livro para se passar o tempo que possui muitas qualidades. Com um ótimo e surpreendente final e cenários bem interessantes, mas ele peca com os personagens fazendo com que esse livro fique apenas um pouco acima da media.
Caio 03/10/2016minha estante
A Primeira Lei também, começa desse modo. Você é indiferente quanto ao personagem nos primeiros livros, mas depois ele acaba fazendo gostar dele. Acredito que o autor tentará fazer isso de novo. =D


GabrielGSM 03/05/2017minha estante
Espero que sim!!




LOHS 02/02/2017

#LOHS: Camis - uma leitora inteira
Meio Rei é o primeiro livro de uma das trilogias de Joe Abercrombie, esta denominada Mar Despedaçado. Esse autor se destaca no meio da literatura fantástica, especificamente no subgênero dark fantasy, e seus livros sempre são muito bem resenhados e indicados em diversos blogs, bem como plataformas de leitura, como o Skoob ou o Goodreads. Sem dúvida que o anseio por ler uma obra dele já havia me tocado há tempos, e jaz em minha estante sua outra trilogia publicada também pela Editora Arqueiro, A Primeira Lei, cujos livros já estavam em meu cronograma de leituras para 2016. Mas surgiu a oportunidade de ler Meio Rei, um lançamento, e a agarrei de primeira. Não me arrependi.

Neste primeiro volume, somos apresentados ao protagonista, Yarvi, príncipe de Gettland, um dos reinos situados no Mar Despedaçado. O jovem não é o príncipe herdeiro, para alegria de seus pais, pois Yarvi nasceu com uma deficiência. Uma de suas mãos sofreu uma malformação e é deformada. Incapaz de portar armas com a mesma eficiência do irmão mais velho, herdeiro e orgulho do pai, o jovem caçula ansiava por seu destino se tornando aprendiz de ministro, um dia herdando o cargo e podendo ser então conselheiro do rei. Mas o destino é implacável, é o que dizem.

A vida do tímido e estudioso príncipe muda quando seu pai e seu irmão são assassinados em uma emboscada. E Yarvi deve assumir o trono, toda a responsabilidade de um rei, o casamento que foi prometido ao irmão, e o peso de ser deficiente em um mundo onde se preza a aparência e as habilidades em batalha, algo que de fato ele não possui. Ao assumir o trono, relutante, ele jura para si mesmo que um dia vingará a morte de seu pai e irmão. E mais uma vez as coisas não saem como o planejado para o novo rei, pois ele é traído por uma das pessoas que mais ama e confia. Traído e jogado no mundo, ele passa de rei de Gettland para um escravo. Isso mesmo, um escravo. E as provações do príncipe que se torna rei e perde seu trono estão apenas começando.

"- É a sina do povo baixo sentir fome. Não aprendeu nada com a Rainha Dourada de Gettland, a sábia e linda Laithlin? Por que matar o que você pode vender? Prendam-no pelo pescoço e ponham-no com os outros."

No imenso Mar Despedaçado, Yarvi será testado, sofrerá diversas provações e aprenderá muitas coisas com o sofrimento que o aguarda. Uma delas é que pode não ter as duas mãos, não pode lutar como os outros, mas passou a vida entre os livros. Seu conhecimento e sua astúcia ninguém poderão tirar dele agora. E nós, leitores, acompanharemos a trajetória e o desejo de vingança do jovem traído. E seu desejo o moverá contra seus traidores, rumo ao trono de Gettland, que é seu por direito. Rumo ao reencontro de sua mãe e sua princesa prometida, e sua vingança pela morte do pai, do irmão, e de certa forma, de si mesmo.

"Uma vez, depois que o pai havia batido nele, furioso, a mãe o encontrara chorando. O tolo bate, dissera ela. O sábio sorri, observa e aprende. Depois bate."

Meio Rei foi uma agradável surpresa. Já li inúmeras fantasias e este ano me apaixonei pelo gênero dark fantasy. Adoro histórias que envolvem vingança, muita luta, muita dor, muito sofrimento, pois daí é que nascem os melhores personagens e excelentes histórias. Personagens complexos e realistas me encantam, e Yarvi é movido por sentimentos conflitantes, pelo fato de ser deficiente, rebaixado, não amado como o irmão. Um Meio Rei, de fato. E, aos poucos, seu crescimento é notado ao longo das páginas, trazendo perspectiva ao personagem, que é sem dúvidas o foco deste primeiro livro. Mesmo com ricos personagens secundários e um mundo incrível descrito pelo autor, cheio de política, religião e lendas, preferi destacar de longe a trajetória do jovem príncipe, e é exatamente sobre isso que Joe Abercrombie escreve no primeiro dos três livros.

“– Posso até ser meio-homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.”

Os próximos volumes prometem muito ao leitor, pois Meio Rei já é cheio de agradáveis (ou não tanto) surpresas. Uma história que se inicia tranquila e nos arrebata com o passar de páginas bem escritas. Recomendadíssimo. Vale destacar também a capa maravilhosa da edição brasileira, se tornou uma das minhas favoritas! Bom, nem preciso dizer que preciso urgente do segundo volume, não é?

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2016/07/meio-rei-mar-despedacado-01.html
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Lua ig@cronicasdoslivros 09/08/2016

Um livro que nos mostra que não precisa ser grande para ser bom.
Yarvi nasceu com uma deformidade na mão esquerda, e com isso, não pode ser o príncipe que seu povo espera. Todos o olham torto por causa disso. Conformado com as chances que os deuses lhe deram, ele resolve estudar para se tornar um ministro. Certo de seu destino, ele não esperava receber a terrível notícia de que seu pai e seu irmão foram mortos. De candidato à ministro, ele se torna rei de Gettland, ou meio rei, devido à mão esquerda.

No túmulo de seu pai e irmão ele jura vingança àqueles que destruiram sua família. Não muito tempo depois ele tem que liderar seu exército para um ataque ao inimigo. Só que tanto ele quanto nós leitores vamos ser surpreendidos.

Quem me conhece sabe o quanto sou viciada em livros de fantasia. Asssim que a editora Arqueiro lançou Meio rei, eu fui logo atrás de ler. Fui surpreendida positivamente, pois não esperava que em poucas páginas o Joe pudesse ter escrito um livro tão bom. Yarvi,apesar de ser muito novo, é extremamente inteligente e usa essa inteligência ao longo do livro para escapar das adversidades que ele encontra em seu caminho.

Por causa da mão defeituosa, Yarvi tem muita pouca confiança nele mesmo. O coitado tem uma auto-estima mais baixa que a minha. Algumas cenas dele são até divertidas, e isso, mais a escrita gostosa do Joe, tornou a leitura bem fluída. Ao longo do livro vamos conhecer vários outros personagens que vão dar seu sangue para ajudar a causa de Yarvi. Neles, Yarvi vai conhecer os verdadeiros amigos. Vamos ter também várias surpresas ao longo do livro.

O livro é narrado em 3ª pessoa, a leitura é rápida, a construção de mundo foi muito boa, e os personagens são cativantes. Esses foram os ingrediantes para dar início a esta série.
Não vejo a hora da Arqueiro publicar os próximos livros.

Recomendo!

site: http://cronicasdoslivros.blogspot.com.br
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Tamirez 12/08/2016

Meio Rei - Joe Abercrombie
Yarvi é considerado um meio homem. Ele nasceu com uma deformação em uma das mãos lhe dando somente dois dedos, com isso ele não é capaz de manejar a espada e o escudo da forma como deveria. Em um mundo onde o que faz um homem é sua destreza na guerra, o garoto cresceu sendo sempre rejeitado e tendo pouca credibilidade.

Ele está treinando para se tornar um Ministro, pessoa responsável por ser como um conselheiro ao rei e também manejar estratégias, remédios e curas. Porém, apenas alguns dias antes de prestar o teste e abdicar de qualquer pretensão ao trono ou a uma vida com romance, Yarvi recebe a notícia de que seu irmão mais velho – e herdeiro do trono -, junto com o Rei Uthrik foram assassinados em uma emboscada do reino vizinho, com quem eles estão constantemente em guerra.

“Um rei deve vencer. O resto é insignificante.”

Sem outra alternativa o jovem se torna Rei e tem a mão forçada pelo tio Odem e Laithlin, sua mãe e a famosa Rainha Dourada, a partir em busca de vingança. Entretanto, apesar um breve momento de alívio e possível vitória, o destino lhe reservou grandes surpresas e uma traição pode mudar todo o jogo, colocando Yarvi em uma nova posição, onde ser aleijado é um dos seus menores problemas.

MINHA OPINIÃO

Joe Abercrombie já tem uma outra trilogia chamada A Primeira Lei publicada pela Arqueiro, porém nunca me interessei muito por ler esses livros, no qual o primeiro é O Poder da Espada. Porém, quando Meio Rei foi anunciado, a capa logo me despertou a curiosidade para enfim ter meu primeiro contato com o autor.

Eu gosto de ter o menor contato possível com a história e entrar sempre bem crua, para ir descobrindo as coisas conforme elas forem acontecendo e não estar previamente preparada. Acredito que isso foi super importante aqui, pois fui sem qualquer expectativa e encontrei um livro que me surpreendeu bastante com as voltas que deu e a inteligência com que a trama foi construída.

“O alimento do medo é a ignorância. A morte do medo é o conhecimento.”

Esse mundo ao redor do Mar Despedaçado é governado por um Rei Supremo, mas cada pequeno reino possui seu próprio rei também. Nosso protagonista é filho do rei de Gettland, assassinado teoricamente pelo rei de Vansterland, o vizinho com o qual estão constantemente em conflito. Como esses locais possuem esse mar ao seu redor, basicamente toda a locomoção realizada no livro é feita através de barcos, tendo bem poucas jornadas por terra. O que também, ao meu ver, já foi algo interessante e diferente de se vivenciar.

Yarvi é com toda a certeza um personagem muito especial. O que a princípio pode parece um garotinho oprimido, renegado e tímido, se mostra na verdade uma mente muito inteligente e desenhada para a estratégia. Ele teve muito tempo livre para aprender e, já que não poderia vencer os outros em combate, descobriu que ter a mente afiada seria algo importante. Porém ele não é um personagem que passará o livro incólume. Yarvi irá sofrer algumas consequências e não viverá a tradicional jornada do herói onde tudo da certo no final.

Isso é importante de mencionar porque quase todo mundo nesse livro pode ser duas faces de uma mesma moeda. É incrível o quanto nos surpreendemos com os personagens e não nos acostumamos a isso. É tão fácil acreditar na primeira realidade que o autor nos apresenta que nunca vemos o soco vindo a nossa direção e, assim como Yarvi, somos surpreendidos pelas revelações drásticas que mudam o posicionamento de cada personagem em relação à história.

O garoto, em sua jornada, vai cruzar com vários personagens e alguns deles possuem personalidades muito interessantes e marcantes, sendo bem fácil se apegar a eles. Porém, esse é um livro onde algumas cabeças devem rolar, então é importante estar preparado para perder algumas pessoas ao longo do caminho.

“O sábio espera por seu momento, mas nunca o deixa passar.”

Muito mais focado em apresentar como as coisas funcionam no âmbito político do livro do que realmente apresentar um universo fantástico, somos conduzidos pelas relações e papéis que cada um possui dentro da hierarquia de forma leve. Esse é um mundo que possui escravos, reinos poderosos e um rei supremo a quem todos respondem e que pode se tornar um pequeno obstáculo nos objetivos de alguns personagens.

Esse livro começa nos dando uma história, mas logo ela muda radicalmente. Depois entramos num momento mais calmo, mas que não é mais lento, e quando parece que a história vai ser completamente arruinada por esse plot, as surpresas começam.

Elas vem uma atrás da outra e por vezes não dá nem tempo de processar a informação. Conhecer as verdadeiras identidades ou motivações dos personagens, da forma como o autor apresenta na história é um show à parte e acaba sendo o ingrediente que fez de Meio Rei uma ótima surpresa. Tendo ido sem expectativas fez com que a experiência tivesse sido ainda mais incrível. Sabe quando você está super atirado na poltrona e algo “uow” acontece e você precisa recobrar a postura pra seguir acompanhando? Esse foi um livro que me fez fazer isso várias vezes e portanto possui muito mérito.

Yarvi me lembrou bastante o Fitz da Saga do Assassino e me trouxe boas lembranças de uma trilogia que eu adorei ter lido, mas que chegou ao fim. Os dois são personagens com “downs” em sua vida e acabam sendo expostos a jornadas que não previram. No meio de tudo isso tomam caminhos estranhos e se veem fazendo vários sacrifícios que não os custarão pouco, carregando o peso e as marcas ao longo das histórias.

Com toda a certeza, se você é um fã de fantasia, Meio Rei é uma ótima pedida. Além de ter uma história super interessante, o livro é pequeno e consegue mesmo assim dizer tudo o que precisa. Com uma escrita super fluída, Joe Abercrombie estreou pra mim com uma boa história e o imenso desejo de ter o segundo livro em mãos logo, para seguir acompanhando meu “Meio Herói” em sua jornada.

site: http://resenhandosonhos.com/meio-rei-mar-despedacado-1-joe-abercrombie/
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Rascunho com Café 03/05/2017

O início de uma trilogia ambiciosa
Fantasia é um gênero que me causa fascínio. Trata-se geralmente da construção de um mundo inteiramente novo, com sua própria vida, história, magia. É o gênero que, acredito eu, tem o poder de extrair o máximo da criatividade do autor, mas que dele requer uma enorme responsabilidade ao tecer seus enredos e tramas.

O livro Meio Rei, de Joe Abercrombie, é o primeiro livro de uma trilogia ainda não concluída, mas que traz esse ambicioso ideal de quase todos os livros fantasiosos: um mundo inteiramente novo, visivelmente influenciado na região e cultura viking, com o diferencial de trazer uma digna introdução à sua mitologia ao conseguir pincelar as características de todo o seu mundo sem se perder na história.

Sua narrativa se desenrola de forma bem rápida, objetiva, sem muitos detalhes de cenas ou cenários, descrevendo apenas o necessário para o desenvolvimento da trama (o que faz com que se perca uma boa parte da profundidade nas emoções dos personagens e o desenvolvimento de empatia por eles), seguindo um ritmo linear (mas não menos empolgante), durante uma boa parte do enredo, até um pouco depois da metade do livro, quando o desenrolar da trama e a narrativa rápida traz aquele pensamento conhecido e repetitivo: “só mais um capítulo”.

Apesar disso, confesso que eu esperava mais. Não consegui sentir apego ao drama do personagem principal do livro, muito provavelmente devido à superficialidade de sua personalidade e emoções, esperando uma narrativa mais detalhada, como nas Crônicas de Gelo e Fogo. Mas senti, sim, apego à proposta da história e seu desfecho. Seus capítulos são curtos, o que deixa a leitura menos arrastada e cansativa (à la Eragon, de Christopher Paolini), e há uma influência curiosa das obras de autores como J. R. R. Tolkien e George R. R. Martin, o que, para mim, serviu como interesse em continuar a obra.

A trilogia “mar despedaçado” é um projeto ambicioso de Joe Abercrombie e o primeiro livro cumpre o seu papel: introduzir o leitor em seu mundo. Para pessoas muito observadores e minuciosas o seu final pode não ser tão surpreendente, mas, certamente, deixará o leitor ávido pelo próximo capítulo dessa saga.

site: http://www.rascunhocomcafe.com/2016/10/mar-despedacado-1-meio-rei-o-inicio-de.html#.WQnf-hMrLIU
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Livros Encantos 05/08/2016

Uauuuuuuuuuuuuuu é a palavra que descreve esse livro, maravilhoso, que enredo fantástico e muito bem elaborado.
Yarvi filho mais novo do Rei Uthrik, tem sua vida planejada, estudou afinco para fazer o teste para se tornar Ministro, inteligente, com sua mão deformada, focou em usar sua inteligência, porém sempre foi inseguro, achando que todos o achavam defeituoso.
Prestes a prestar o teste, recebe a notícia que seu irmão e pai foram assassinatos, o tornando Rei, sua mãe uma mulher extremante forte e sensata o orienta e éde vingança aos assassinos de seu pai e irmão.
Ao jurar vingança Yarvi rumo em busca dos assassinos, eis quem uma grande traição irá mudar todo o rumo da história.

Yarvi vê todos seus sonhos despedaçados, sempre quis ser um Ministro ajudar a curar as pessoas, levar ensinamento as pessoas, em seu reino todos os olham meio estranho, afinal um Rei deformado se torna um Meio Rei.

Sua situação é muito difícil. irá passar por muitas dificuldades, situações de humilhação, e aos poucos aquele menino inseguro, chamado de meio Rei, vai se transformando mediante as dificuldades que a vida lhe impõe, munido de sua inteligência e sua ânsia por vingança as pessoas que lhe traíram, ele consegue se tornar um verdadeiro homem forte endurecido por todas dificuldades que passou.

Ealf, Sumael, Nada, Ankran, Rulf e Yarvi formam um grupo de pessoas que tiveram suas vidas roubas e buscam voltar a seus lares, todos tem uma história, e juntos irão enfrentar um perseguidor e um temido vilão o frio aterrorizante.
Unidos conseguem vencer seus inimigos, enfrentaram grandes tempestades de neves, cada um com sua habilidade se supera.
Yarvi irá conseguir atingir sua meta e vingar seus traidores e muitos terão seus destinos selados no final surpreendente do livro.

Uauuuuuuuuuuuuuu é a palavra que descreve esse livro, maravilhoso, que enredo fantástico e muito bem elaborado.

Eu amo livros de fantasia, esse sem sombra de dúvida me conquistou de todas maneiras, com personagens muito bem construídos, uma trama muito elaborada .

Vou começar destacando nosso protagonista como foi gratificante acompanhar sua mudança de menino inseguro, agarrado nas saias da mãe para um homem merecedor de ser um Rei por completo, sua inteligência se destaca, é notório o quanto se torna um líder unindo esse grupo de pessoas que passaram a serem seus amigos. Yarvi me conquistou definitivamente com sua força, mesmo nas mais terríveis situações se manteve firme, com um coração digno de um Rei sendo justo com todos.

O grupo de amigos se destaca pela união, a força como as dificuldade de cada um os transformou.
Destaque para a mãe de Yarvi a Rainha com uma personalidade marcante, inteligente, sempre orientando o filho com frases de impacto que fizeram toda a diferença para Yarvi em suas atitudes.

Um livro perfeito, as revelações no decorrer do livro destacam como a ambição muda o caráter das pessoas, a gana pelo poder sobressai a ética e vidas, o final foi revelador e impactante deixando o leitor de queixo caído.

Esse é o primeiro livro da Trilogia, a escrita do autor é perfeita em todos elementos, personagens, cenário, cenas impactantes, com uma trama muito bem amarrada.

Joyce
Blog Livros Encantos

site: http://www.livrosencantos.com/2016/06/meio-rei-joe-abercrombie.html
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Anderson Tiago 13/06/2016

Padrão Abercrombie de qualidade [INTOCADOS]
Joe Abercrombie é um dos nomes mais importantes do subgênero grimdark da fantasia ou, como é mais conhecido no Brasil, dark fantasy. Por esse motivo fiquei meio reticente quando ouvi falar sobre a série Mar Despedaçado. Isso porque essa trilogia seria voltada para um público mais jovem. Logo, esperava algo muito diferente do que estava acostumado do autor. Se você leu a trilogia A Primeira Lei, sabe que ele não economiza na violência, com cenas bem visuais e não recomendada para pessoas de estômago fraco. Mas até que eu estava bem enganado.

Em Meio Rei acompanhamos a história de Yarvi. Ele é o filho mais novo do rei de Gettland, uma terra situada em torno do Mar Despedaçado, com uma cultura que lembra um pouco os povos vikings. Yarvi é considerado um “meio homem” por ter nascido com uma deficiência. Uma de suas mãos é mal desenvolvida, tornando-o incapaz de realizar ações esperadas de um “homem de verdade”. Desprezado pelo próprio pai por não conseguir responder às expectativas de ser um guerreiro e príncipe digno, o rapaz decide se tornar um ministro - um conselheiro do rei. Tudo muda, porém, quando seu pai e irmão mais velho são mortos em uma emboscada. Ao se tornar rei, Yarvi faz um juramento: vingar a morte de seu pai e irmão.

"– O que foi? – perguntou Yarvi, a garganta apertada de medo.

Seu tio se ajoelhou, apoiando as mãos na palha oleosa. Baixou a cabeça e sussurrou apenas duas palavras, com a voz rouca:
– Meu rei.

E Yarvi soube que seu pai e seu irmão estavam mortos."

No entanto, ele é vítima de uma terrível traição, acaba preso e vendido como escravo. Para conseguir cumprir o seu juramento, Yarvi terá que passar por um verdadeiro calvário e encontrar o respeito que nunca teve como príncipe nos lugares mais improváveis. Mesmo no fundo de poço, Yarvi só pensa em vingança e fará de tudo para consegui-la. Não importam quais sejam as consequências.

O fato do protagonista não ser aquele herói fodão clássico que resolve todos os problemas com o gume de sua espada é algo que torna a leitura bem mais interessante. Yarvi tem uma deficiência e, apesar de ter vários outros talentos, não consegue repetir os feitos de seu pai ou irmão na quadra de treinamento. Em uma sociedade predominantemente guerreira, isso faz com que ele seja visto como fraco e não seja respeitado, até mais por aqueles que deveriam servi-lo. Esse tratamento acaba afetando o príncipe psicologicamente, tornando-o amargo e sarcástico. São várias as vezes que vemos o próprio Yarvi pensar em si mesmo com desprezo e se mostrar sempre na defensiva quando tem que se envolver com outras pessoas. Os únicos momentos que ele se sente bem é treinando para se tornar ministro com a Mãe Gundring.

Os personagens secundários não são tão bem desenvolvidos quanto o protagonista, mas isso é decorrente da urgência narrativa do livro. E é esse o maior diferencial em relação às obras mais adultas do autor, no caso a trilogia A Primeira Lei. Se nela o autor constrói a narrativa detalhadamente, através de vários pontos de vista, e com muita atenção no desenvolvimento do cenário, em Meio Rei tudo é mais direto. A trama gira em torno de Yarvi, sem muita descrição e detalhes, mas com o selo Abercrombie de qualidade. O único ponto negativo foi que percebi qual seria a reviravolta final muito antes dela acontecer. Acredito que o autor não soube esconder bem os indícios e não causou aquele choque que deveria ter causado.

“– Posso até ser meio-homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.”

Meio Rei é o primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado, mas também encerra um ciclo em si mesmo. Meio Mundo, a sua continuação, traz outro protagonista e Yarvi em um papel secundário. Apesar de ter uma escrita mais amena do que seus livros anteriores, Meio Rei ainda traz as principais características que fazem de Abercrombie um dos mais geniais autores do gênero fantástico atual: uma história de ritmo acelerado, cheia de ação, personagens realistas, diálogos fantásticos e aquela dose de violência tão característica do autor. É um ótimo começo de uma série promissora.

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Anderson Tiago 13/06/2016

Padrão Abercrombie de qualidade [INTOCADOS]
Joe Abercrombie é um dos nomes mais importantes do subgênero grimdark da fantasia ou, como é mais conhecido no Brasil, dark fantasy. Por esse motivo fiquei meio reticente quando ouvi falar sobre a série Mar Despedaçado. Isso porque essa trilogia seria voltada para um público mais jovem. Logo, esperava algo muito diferente do que estava acostumado do autor. Se você leu a trilogia A Primeira Lei, sabe que ele não economiza na violência, com cenas bem visuais e não recomendada para pessoas de estômago fraco. Mas até que eu estava bem enganado.

Em Meio Rei acompanhamos a história de Yarvi. Ele é o filho mais novo do rei de Gettland, uma terra situada em torno do Mar Despedaçado, com uma cultura que lembra um pouco os povos vikings. Yarvi é considerado um “meio homem” por ter nascido com uma deficiência. Uma de suas mãos é mal desenvolvida, tornando-o incapaz de realizar ações esperadas de um “homem de verdade”. Desprezado pelo próprio pai por não conseguir responder às expectativas de ser um guerreiro e príncipe digno, o rapaz decide se tornar um ministro - um conselheiro do rei. Tudo muda, porém, quando seu pai e irmão mais velho são mortos em uma emboscada. Ao se tornar rei, Yarvi faz um juramento: vingar a morte de seu pai e irmão.

"– O que foi? – perguntou Yarvi, a garganta apertada de medo.

Seu tio se ajoelhou, apoiando as mãos na palha oleosa. Baixou a cabeça e sussurrou apenas duas palavras, com a voz rouca:
– Meu rei.

E Yarvi soube que seu pai e seu irmão estavam mortos."

No entanto, ele é vítima de uma terrível traição, acaba preso e vendido como escravo. Para conseguir cumprir o seu juramento, Yarvi terá que passar por um verdadeiro calvário e encontrar o respeito que nunca teve como príncipe nos lugares mais improváveis. Mesmo no fundo de poço, Yarvi só pensa em vingança e fará de tudo para consegui-la. Não importam quais sejam as consequências.

O fato do protagonista não ser aquele herói fodão clássico que resolve todos os problemas com o gume de sua espada é algo que torna a leitura bem mais interessante. Yarvi tem uma deficiência e, apesar de ter vários outros talentos, não consegue repetir os feitos de seu pai ou irmão na quadra de treinamento. Em uma sociedade predominantemente guerreira, isso faz com que ele seja visto como fraco e não seja respeitado, até mais por aqueles que deveriam servi-lo. Esse tratamento acaba afetando o príncipe psicologicamente, tornando-o amargo e sarcástico. São várias as vezes que vemos o próprio Yarvi pensar em si mesmo com desprezo e se mostrar sempre na defensiva quando tem que se envolver com outras pessoas. Os únicos momentos que ele se sente bem é treinando para se tornar ministro com a Mãe Gundring.

Os personagens secundários não são tão bem desenvolvidos quanto o protagonista, mas isso é decorrente da urgência narrativa do livro. E é esse o maior diferencial em relação às obras mais adultas do autor, no caso a trilogia A Primeira Lei. Se nela o autor constrói a narrativa detalhadamente, através de vários pontos de vista, e com muita atenção no desenvolvimento do cenário, em Meio Rei tudo é mais direto. A trama gira em torno de Yarvi, sem muita descrição e detalhes, mas com o selo Abercrombie de qualidade. O único ponto negativo foi que percebi qual seria a reviravolta final muito antes dela acontecer. Acredito que o autor não soube esconder bem os indícios e não causou aquele choque que deveria ter causado.

“– Posso até ser meio-homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.”

Meio Rei é o primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado, mas também encerra um ciclo em si mesmo. Meio Mundo, a sua continuação, traz outro protagonista e Yarvi em um papel secundário. Apesar de ter uma escrita mais amena do que seus livros anteriores, Meio Rei ainda traz as principais características que fazem de Abercrombie um dos mais geniais autores do gênero fantástico atual: uma história de ritmo acelerado, cheia de ação, personagens realistas, diálogos fantásticos e aquela dose de violência tão característica do autor. É um ótimo começo de uma série promissora.

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Luiza Helena (@balaiodebabados) 31/03/2017

Originalmente postada em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/
Fantasia é um dos meus gêneros favoritos e dificilmente eu fico saturada. Claro que existem aqueles velhos clichês, mas vez ou outra aparece uma que me surpreende. E foi isso que aconteceu com Meio Rei: nunca vi uma pessoa que pulou bonito a fila da sorte como Yarvi.

Yarvi, segundo filho do rei Uthrik, nasceu com uma deformidade na mão esquerda. E logo aí já começa o eterno 7x1 na vida do menino. Quando seu pai e irmãos são assassinados, Yarvi é obrigado a assumir o papel de rei - um papel que ele nem queria, já que estava estudando para ser ministro.

Ao sair em busca de vingança pela morte do pai e do irmão, ele é traído pelos seus de confiança. Mal conseguindo sobreviver depois desse ataque, Yarvi promete a si mesmo que irá vingar a morte de sua família e trazer justiça a todos aqueles que lhe tiraram o Trono Negro, nem que seja preciso fazer isso com suas próprias mãos.

Como falei no começo, Yarvi pulou a fila da sorte legal. É uma desgraça atrás da outra na vida do menino que eu fico pensando o que será que ele fez nas vidas passadas para merecer isso. Quando se acha que finalmente vai ficar tudo bem, lá começa tudo de novo. Mas será que Yarvi mereceu tudo isso na vida?

Merecer não mereceu, mas toda a jornada que ele passou, desde a sua tentativa de assassinato até tentar recobrar o que é seu de direito fez com que o personagem visse que, na vida, nada é fácil e de graça e ser rei é mais que sentar no trono e ter uma coroa bacana na cabeça. Durante toda a história, vemos Yarvi tomar na cara toda hora e é difícil não se apegar e torcer por ele. Todos esses obstáculos ajudam no crescimento do personagem e evitam que ele se torne um Joffrey Baratheon (Game of Thrones) da vida.

Os personagens secundários são pontos positivos na história. Yarvi faz alguns amigos pelos caminhos, que ajudam na formação do seu caráter. O bacana é que também somos apresentados às suas histórias e eles foram muito bem aproveitados.

O livro, no geral, tem uma narração um tanto rápida, mas nem por isso é superficial. A narração é bem ágil em certos momentos, em outros um tanto parado (que é quando nos iludimos que algo vai dar certo da vida de Yarvi), mas nem por isso deixa de ser uma leitura que te envolve do começo ao fim.

Esse foi o meu primeiro contato com histórias do Joe. Sempre vi muitos comentários positivos, mas até agora não havia conferido suas obras. Meio Rei cumpriu muito bem seu papel ao apresentar uma nova trilogia. Fechei o livro já querendo começar a ler Meio Mundo.

Leia mais resenhas em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2017/03/meio-rei-resenha-literaria.html
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Juliana Garcez 01/08/2016

Meio Rei
"Meio Rei" foi escrito por Joe Abercrombie e publicado no Brasil em 2016 pela Editora Arqueiro. A obra possui 288 páginas e boa diagramação. Como sempre, a Arqueiro fez um ótimo trabalho editorial e revisional. Se há erros ortográficos na obra, os mesmos passaram despercebidos por mim. Além disso, esse é o primeiro volume da trilogia "Mar Despedaçado".


Na obra conhecemos Yarvi, filho caçula do rei Uthrik. Yarvi nasceu com a mão deformada e sempre foi considerado fraco pela família. Num mundo em que as leis são ditadas por pessoas de braço forte e coração frio, ser incapaz de brandir uma espada ou portar um escudo é o pior defeito de um homem.

Todavia, Yarvi é um jovem extremamente inteligente e, por isso, usa a inteligência para estudar para se tornar ministro.

Todavia, o jovem assume o trono por consequência do assassinato de seu pai e seu irmão mais velho e é a partir daí que a trama de "Meio Rei" se desenvolve.

Posso dizer que pela primeira vez me encantei de verdade por uma obra de Joe Abercrombie. Apesar de ser um autor renomado e internacionalmente conhecido, o contato que tive com outras obras do autor não foram lá muito satisfatórios.

Surpreendi-me ao me deparar com uma narrativa envolvente e de escrita objetiva. Nessa obra não há rodeios, é tudo direto ao ponto.

É interessante perceber, também, a evolução de Yarvis durante a história. Ele mostrou o amadurecimento esperado diante de uma situação tão trágica quanto a morte de seus familiares. Acredito que a vingança o motivou a se petrificar dessa maneira...

É uma obra intensa. Fez com que eu sentisse diversas emoções durante a leitura. Estou ansiosa pelo volume dois!! O final é surpreendente e te deixa com aquela sensação de "CADÊ A CONTINUAÇÃO? QUERO PRA ONTEM!"

Indico a obra para todos aqueles que gostam de histórias com reinos, superação e muita ação.


site: http://www.livroseflores.com/2016/08/resenha-meio-rei-joe-abercrombie.html
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Leitora Inquieta 07/01/2017

“Às vezes ‘talvez’ é a melhor coisa que a gente pode ter.”
Meio Rei é um dos lançamentos de Junho da Editora Arqueiro, e o começo da trilogia Mar Despedaçado, de Joe Abercrombie. Foi meu primeiro contato com a obra deste autor, e confesso, não poderia ter iniciado de maneira melhor.

O livro conta a história de Yarvi, o segundo filho do rei de Gettland. Em um cenário com um “Q” viking, onde guerras são disputadas e reinos precisam se manter em evidência, ser dotado de força bruta e destreza para manejar a espada no campo de batalha não é apenas esperado, são características necessárias nos homens que vivem ali. E embora seja príncipe, e como tal, devesse se encaixar nesse padrão, Yarvi acaba por sem uma exceção à regra.

Uma mão esquerda deformada, desde o nascimento, transformou o jovem príncipe em um filho rejeitado pelo pai, subjugado pela mãe, desacreditado pelas pessoas. Mas Yarvi mostra que, ainda que lhe falte força bruta, há sabedoria e esperteza de sobra em sua personalidade. Por conta disso decide estudar para tornar-se ministro, uma espécie de conselheiro do rei, um especialista em culturas, idiomas, um conhecedor sobre as propriedades de cada planta, um sábio sobre todas as coisas. Ele estava satisfeito com o curso da sua vida, mas algo terrível acontece e ele se vê diante de possibilidades até então impensadas. Yarvi precisa tornar-se rei. E então, se vingar.

O autor nos apresenta um protagonista infantil, tolhido pelos anos em que foi desrespeitado e menosprezado. O autor coloca, nas mãos de um menino, todo o futuro de um reino, de uma trama. E o que acontece, quando não é só a malha e o escudo que pesam, mas também toda a responsabilidade pelo reino? O que acontece quando o juramento de vingança acabar por se tornar o único caminho a ser seguido? O que acontece quando, diante de tudo o que já estava ruim, o destino se encarrega de deixar ainda pior?

Acontece tudo. Tudo o que nós imaginamos e mais aquilo que nem sequer passa pela cabeça do leitor. A gente vê um protagonista com atuação duvidável crescer diante dos nossos olhos. Criar laços com as pessoas mais improváveis, ser traído por quem a gente (e ele) menos espera. A gente vê um meio rei e meio homem se transformar em um ser humano completo, que á consciente das suas habilidades, das suas potencialidades e defeitos, e usa tudo isso a seu favor. A gente se envolve com personagens secundários misteriosos, fortes, sonhadores, leais e guerreiros.

A gente vê e sente tudo isso. E ainda mais, pois a trama nos transporta para mares revoltos, cenários insípidos e gelados, de guerras internas e externas. O leitor torce, sofre, se orgulha, sente raiva. O leitor não consegue largar as páginas depois que se vê conquistado pela narrativa. E quando termina, a gente quer mais. Impossível não querer.

Com relação à diagramação, achei que está respeitando o padrão da editora, ou seja, tem muita qualidade. Capa bonita, mapa da região para o leitor que gosta de dissecar a geografia da história, papel e tamanho da fonte confortáveis a leitura. Além disso, a editora disponibiliza no final do livro uma provinha do primeiro capítulo do próximo livro da série. No fim das contas, posso dizer o seguinte: que venha o próximo!

Quotes:
“Como abominava as espadas e os escudos, detestava os campos de treinos e desprezava os guerreiros que faziam dali o seu lar! Acima de tudo, como odiava sua própria mão, que não passava de uma piada ruim, uma lembrança de que ele jamais poderia ser um deles.”

“Posso até ser meio homem [...] mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.”

“Era estranha a rapidez com que um rei podia se tornar um animal. Ou como meio rei podia virar meio animal. Talvez até os que nós alçamos aos postos mais altos jamais se elevem muito acima da lama.”

“- Seu irmão podia até ter mais dedos, mas os deuses guardaram toda a inteligência para você.”


site: www.leitorasinquietas.com.br
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Joao.Felipe 11/02/2017

Leitura fluída e divertida.
O autor tem uma ótima escrita, não perde tempo explicando coisas desnecessários, o livro é uma aventura divertida e bem contada.

As reviravoltas do livro são mt legais, dando um "UP" no mesmo, o final é inesperado, o que é ótimo num livro que parece se desenhar mt certinho, mas faltou mais carisma no perdonagem principal, embora o msm seja um bom personagem e o autos terá a oportunidade de fazê-lo e evoluir no próximo livro!
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Yuki 18/10/2016

Meio Rei é o primeiro livro de uma trilogia que ainda não decidi se irei ou não continuar.
Yarvi não é um bastardo, ele não é um filho ilegítimo do rei, é pior do que isso; ele nasceu com uma deformidade física na mão esquerda que o dificulta a ser um guerreiro, e, apesar de não ser o herdeiro ao trono, ele continua sendo uma decepção para o Rei. Seu pai.

“Um rei deve vencer. O resto é insignificante.”

“O alimento do medo é a ignorância, costumava dizer mãe Gundring. A morte do medo é o conhecimento. Quando você estuda uma raça de homens, descobre que são somente homens, como quaisquer outros.”

E a única coisa que Yarvi pode fazer é estudar com a Mãe Gundring para ser tornar o próximo Ministro, alguém que dá conselhos ao Rei, auxiliando em suas decisões, porque ele pode ser meio homem, como todos dizem, mas tem um cérebro completo (e maior do que a maioria).

Se tornar um Ministro significa abandonar quem é, abandonar seu nome e sua família, e se tornar Pai Yarvin, e isso é o que Yarvin quer, mas... As coisas não terminam como esperado.

Faltando poucos dias para fazer o teste que decidirá se ele está ou não apto para ser um Ministro, uma tragédia acontece e muda sua vida. Seu pai, o Rei, foi assassinado. E, seu irmão, o herdeiro ao trono, também. O que significa que Yarvi agora é o Rei.

“-O que foi? – perguntou Yarvi, a garganta apertada de medo. Seu tio se ajoelhou, apoiando as mãos na palha oleosa. Baixou a cabeça e sussurrou apenas duas palavras, com a voz rouca:
-Meu rei.
E Yarvi soube que seu pai e seu irmão estavam mortos.”

No leito de morte do pai e do irmão, Yarvi promete fazer os culpados pagarem, nem que seja começando uma guerra, não importando as consequências, só que elas se revelam maiores do que o esperado e suportado, envolvendo traições, sangue e morte.

Meio Rei é um livro de fantasia que não me encantou completamente. Pode ter sido tanto por eu achar lento quanto por estar esperando algo parecido com a Trilogia dos Espinhos (The Prince of Thorns é o primeiro), que tem muito mais morte, sangue e traição. (Nessa ordem).

“Yarvi havia enganado a Morte meia dúzia de vezes nas últimas semanas, mas não importa quanto você seja forte ou inteligente, não importa que os deuses lhe favoreçam no clima e nas armas, ninguém pode enganá-la para sempre. Heróis, Reis Supremos, avós do Ministério, no fim todos passam por sua porta: ela não abre exceção para rapazes manetas de boca grande e temperamento amargo.”

O final me surpreendeu? Sim. Quem imaginaria aquele desfecho? Eu não. E eu gostei da evolução do protagonista, de uma criança a um homem endurecido pelo frio e pelo sangue que o tocou, mas não achei algo completamente veredicto. Foi como se num momento ele fosse um e no outro, alguém diferente; não teve um período de duvida em relação a essa dualidade. E depois há, novamente, uma mudança repentina.

“Quem tinha sido. Menino ou homem? Teria morrido fugindo ou lutado com bravura? Qual era a diferença agora, afinal?”

“Uma vez, depois que seu pai havia batido nele, furioso, a mãe o encontrara chorando. O tolo bate, dissera ela. O sábio sorri, observa e aprende. Depois bate.”

Meio Rei é o primeiro livro de uma trilogia que ainda não decidi se irei ou não continuar. A leitura não foi ruim e também não foi maravilhosa, e o pior é sempre isso, essa duvida quanto ao que fazer. No momento, outros livros têm prioridade.

E a frase que eu mais amei:
"Não quero ficar livre; quero ficar em segurança."

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2016/10/resenha-meio-rei-mar-despedacado-1.html
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