Meio Rei

Meio Rei Joe Abercrombie




Resenhas - Meio Rei


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Fabiano.Poeta 23/09/2017

Em poucas palavras
Uma história de sangue e mentiras, dinheiro e assassinato, traição e poder.
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Fernando Lafaiete 03/08/2017

Meio Rei: Um bom livro, mas que poderia ter sido excelente!

Passei muito tempo ouvindo coisas muito boas de Joe Abercrombie. Resolvi esperar as minhas expectativas sobre o autor diminuírem antes de decidir ler algo do mesmo. Finalmente o li e gostei bastante, mas devo confessar que se tivesse lido com expectativas, teria me decepcionado!

Não me entendam mal, a minha decepção teria sido muito mais pela escrita do autor do que pela história e desenvolvimento.

Meio Rei irá contar a jornada de Yarvie, o segundo filho da rainha dourada e do rei Uthrik. Ele possui uma deficiência em uma das mãos e por este motivo abdica de qualquer direito ao trono e começa a treinar para ser ministro (conselheiro do rei). Porém, as coisas não acontecem como o planejado e em uma viajem de paz ao reino vizinho, seu pai e seu irmão acabam sendo assassinados pelo rei inimigo do reino o qual eles foram visitar diplomaticamente

Desesperados e com sede de vingança, sua mãe e seu tio acabam declarando Yarvie rei e forçando o mesmo a jurar se vingar dos assassinos de seu pai e de seu irmão. Visando esta promessa, Yarvie embarca em uma viajem com a intenção de colocar tal promessa a prova. .

O livro tem personagens interessantes e situações muito bem desenvolvidas. O protagonista é péssimo em batalhas diretas (corpo a corpo), mas é extremamente inteligente. Sua inteligência é sua grande arma e ele a usa com maestria. As personagens femininas são bem exploradas e possuem peso narrativo. Achei que houve um bom equilíbrio de gênero na história e por este motivo Meio Rei me agradou bastante.

As relações construídas pelo autor são sólidas e bem desenvolvidas. Os personagens são carismáticos e criar uma conexão com os mesmos não é uma tarefa difícil. O livro é gostoso de ler e a narrativa é bem fluida e objetiva. Esta objetividade pode ser vista por muitos como um ponto positivo, mas se formos analisar de maneira mais técnica, eu diria que esta objetividade as vezes se torna um problema.

"Ganhador do prêmio Locus, Meio rei foi considerado, em 2014, uma das 5 melhores obras de fantasia pelo The Washington Post e um dos 10 melhores livros para jovens pela Time." [trecho retirado da sinopse do livro]

O trecho acima me fez embarcar na leitura esperando uma escrita mais madura e mais visual. A construção de mundo é bacana, mas não passa disso. Os diálogos são bons mas passam longe de ser excelentes. E as cenas de ação (que foram o que mais me incomodaram) são fracas. Lembra que eu disse que a objetividade pode se tornar um problema? Pois é... são nos momentos de ação que eu acho que o autor mais peca. A falta de descrições mais profundas fizeram com que eu achasse algumas cenas de ação mal escritas.

As descrições devem ser usadas com parcimônia por qualquer autor; senão as mesmas tornam o livro cansativo e prolixo. Mas Joe Abercrombie não as utiliza de nenhum maneira; nem com parcimônia e nem exageradamente. Os momentos de ação são muito breves e pra mim passaram longe de ser imersivos.

Esta deficiência descritiva é suprida muitas vezes pelas reviravoltas apresentadas na história. São plot-twists muito bons que muitas vezes nos deixam de queixo caído. São pontos de virada inovadores? Não, não são. Talvez você consiga adivinhar muitos deles à quilômetros de distância. Mas como li sem esperar muita coisa e embarquei na leitura a fim de ser surpreendido, acabei gostando muito mais do que estava esperando de todo o desenvolvimento.

Meio Rei é um bom livro sobre amadurecimento de um personagem que foge dos esteriótipos. Um protagonista com deficiência física, que luta por justiça e que aprende aos poucos a confiar em si mesmo. Nem todo mundo é o que parece e o livro é bem bacana pra quem deseja começar a ler fantasia.

Eu diria que Meio Rei é um livro de fantasia sobre vingança e política excelente para adolescentes (e isto não é e não deve ser visto como algo ruim). Eu gostei do livro, mas tendo lido somente este livo de Abercrombie, acho que ainda falta muito para ele se igualar a grandes escritores do gênero (George Martin, Patrick Rothfuss, Brandon Sanderson...). Lerei o outros livros do autor muito em breve e espero ser surpreendido cada vez mais.

Independente do seu nível de exigência, este livro é bom. Repito: Não é excelente, mas vale muito a pena a leitura!

"Nota explicativa:"

*O nome do livro está diretamente relacionado com a deficiência do protagonista. Por ter apenas dois dedos em uma das mãos, ele é considerado meio homem e consequentemente meio rei.
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LAPLACE 15/07/2017

Inovador
Meia mão, meio homem, meio príncipe, e agora meio rei. Yarvi não pedira para ser o sucessor do trono de Gettland. Com sua mão atrofiada e carregando eternamente o desgosto que dera aos pais por ser um meio filho - devido à sua deformidade -, tudo o que ele mais queria era entrar para o Ministério, abandonando o seu direito de nascença e deixando o seu passado para trás.

Todavia, os deuses tinham outros planos para o garoto e, após o assassinato de seu pai e do irmão mais velho, pelas mãos de Gorm-gil-Gorm, o Quebrador de Espadas e Fazedor de Órfãos, rei de Vansterland; ele não teve escolha a não ser assumir o fardo do qual tentou fugir.

Sendo rei, Yarvi foi obrigado a aceitar como esposa a sua prima Isriun, a quem mal conhecia; e a liderar a batalha pela vingança do pai e do irmão, sem ao menos ser capaz de manejar uma espada e de segurar um escudo, sendo motivo de piada para todos os guerreiros que um dia seguiram o grande rei Uthrik.

Ainda assim, o meio rei está disposto a abraçar o destino que lhe foi imposto e vingar a sua família, ele só não imaginava que um plano muito maior estava sendo traçado por suas costas, um esquema sórdido no qual não lhe foi reservada posição nenhuma.

Querem saber mais? Então corram para ler o livro!

***

Sabem aquele livro que desperta a sua atenção pela capa? Pois bem, foi assim que começou a minha relação com Meio Rei. No início me fiz de difícil e me mantive distante por um bom tempo, só observando, sem ele saber de nada. Acabei descobrindo se tratar de uma obra de fantasia, apesar dos elementos fantásticos quase serem inexistentes nesse volume, mas me bastou ficar sabendo que havia uma guerra de pano de fundo, e que a trama era ambientada em um período como a Idade Média que, pronto, me conquistou e eu passei a desejar essa leitura.

Tendo como ponto de partida fatos bem comuns ao gênero, nos deparamos com um conflito entre dois países e com um protagonista que herdou um trono da noite para o dia e quer vingança. Pode parecer que não há nada de novo por aqui, porém não é bem assim, porque Yarvi, nosso herói, nunca quis ser rei. Além disso, ele sofre de uma má formação em uma das mãos, e esta característica, por si só, é um tanto inovadora, tendo em vista de que nunca tinha visto algo assim antes.

Por causa dessa particularidade - considerada uma abominação por todos em Gettland a ponto de ninguém considerar o caçula do rei Uthrik apto a assumir a sua posição - inicialmente o garoto abre mão de seu direito de nascença e decide se dedicar ao Ministério para tornar-se Pai Yarvi, um conselheiro de reis e uma pessoa que conhece os segredos da natureza.

Tudo corria bem, o filho renegado estava prestes a se livrar dos olhares de pena e de nojo sobre si, até que o seu irmão e o seu pai foram assassinados e ele não teve escolha se não assumir a posição a qual nunca ambicionou: tornar-se o rei de Gettland.

Acham que já estão sabendo coisas demais sobre o enredo? E se eu contar a vocês que isso tudo ocorre só no primeiro capítulo? Vocês não fazem ideia do que está por vir!

O começo da narrativa é bem acelerado, o autor não atropela os acontecimentos e nem deixa pontas soltas, apenas vai direto ao ponto. Caminhando para a metade o ritmo dá uma decaída antes de pegar um novo impulso para o final, entretanto, essa desaceleração se fez necessária não só para o desenvolvimento do protagonista, como para conhecermos melhor os personagens secundários.

Temos um grupo bem seleto e peculiar que acompanha Yarvi, tanto do lado dos mocinhos quanto dos bandidos. Tais personagens não são muito explorados, todavia, tomamos ciência de seu passado e suas próprias falas, ações e emoções nos fazem vê-los como velhos amigos e, deste modo, somos capazes de criar empatia por eles. Com exceção dos vilões, claro, embora eu tenha gostado muito de Shadikshirram.

Enquanto acompanhamos o herdeiro legítimo do trono de Gettland em sua jornada somos apresentados ao mundo de Mar Despedaçado. Por algumas localidades nós passamos rapidamente, e há outras onde nem chegamos a ir, mas já somos apresentamos ao panorama geral do território para estarmos bem situados para as continuações.

Joe Abercrombie fez um ótimo trabalho em Meio Rei, nos entregou uma história com começo, meio e fim, contudo, nos mantendo alerta para o que está por vir, porque a jornada de Yarvi será muito maior do que ele previra. E a sua sequência, Meio Mundo, já foi publicado pela Editora Arqueiro e em breve eu trarei a resenha dele para vocês também.

site: http://www.recantodami.com/2017/03/resenha-meio-rei.html
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Lilo 08/07/2017

Vida longa ao Joe Abercrombie
Vamos falar de Meio Rei.
Eu vou tentar ser o mais sucinto possível nessa introdução: você precisa ler esse livro!
Claro, se você for fã de uma boa fantasia; ou de um livro bem escrito. Não importa, Meio Rei é ambas as coisas. Você precisa ler esse livro!
Ele segue a linha clássica da fantasia que nós, queridos leitores deste genêro, já conhecemos muito bem com suas espadas e seus escudos, mas ouso dizer que Meio Rei vai além, não, não estou dizendo que ele é melhor que o seu livro favorito de fantasia, nem estou desmerecendo tantas outras obras incrivéis que temos por aí. Meio Rei vai além porque ele é de uma simplicidade assustadora. Não há nele apelações. Não há exageros.
Logo no inicio da trama somos apresentados a Yarvi e seu sonho de se tornar Ministro sendo despedaçado, (aliás, o nome da série, Mar Despedaçado é um curinga incrível, tantas coisas são despedaçadas, tantos laços), o que acarreta toda a aventura em que ele, nosso protagonista, se ver inserido: a saga do herói em busca de vingança - que como você já deve saber, ele jurou vingar a morte do pai e do irmão.
Infelizmente as coisas não saem como Yarvi havia imaginado, as pessoas não são quem ele achava que eram e os inimigos não são aqueles imaginados. O que pega Yarvi de surpresa. A partir daí passamos a conhecer a Sorte com S maiúsculo que o "meio rei" possui - ou passa a possuir. Mas não espere as coisas ficarem fáceis para Yarvi, muito pelo contrário, elas só pioram, claro, só até certo ponto. Na sua busca por vingança Yarvi faz muitos amigos, amadurece, mostra que sua deficiência não precisa ser necessáriamente um ônus para sua inteligência. Inteligência essa muito bem utilizada, tanto para sua sobrevivência tanto para de outrem.
Eu fiquei muito feliz com a minha primeira experiência com Joe Abercrombie, o autor me fez passear por uma boa parte do seu universo criado e não apenas isso, ele soube criar um fascinante mundo novo com divindades (tantas divindades

site: https://omalkavian.blogspot.com.br/2017/04/resenha-meio-rei-joe-abercrombie.html
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AndyinhA 06/07/2017

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

Tive um relacionamento de amor e ódio com o livro em questão, até quase a página 100, a história simplesmente não andava, era chata, arrastada e não conseguia enxergar a tal aventura/fantasia que havia lido na sinopse, parecia a quilômetros de distância.

A partir da página, a história melhora, mas não da água para o vinho e sim pelo fato de ela parece entrar em algum tipo de eixo. Ela não fica maravilhosa, mas algo nela muda e me faz prestar mais atenção em seus detalhes.

A primeira parte da história é muito descritiva, detalhes, páginas e informações em excesso para o leitor que mal chegou ao mundo que Abercrombie nos apresenta, e o pior, sua forma de nos apresentar não nos agarra logo, ele nos deixa com um pé atrás. Não sei se todas as suas histórias são apresentadas dessa maneira, mas caso você esteja sofrendo desse mal, achando tudo meio chato e parado, direi – insita!

Depois a história ganha um bom ritmo de leitura, as descrições diminuem, a aventura começa e a narrativa começa a fluir de forma mais intensa e interessante. A reviravolta em alguns acontecimentos com certeza influenciou nessa virada. A única coisa que digo é: parece um outro livro. Você começa a sentir parte daquilo.

Para saber mais, acesse:

site: http://www.monpetitpoison.com/2016/07/MeioReiPoison.html
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Jaqueline Moniz 15/06/2017

Meio Rei
Meio Rei é o primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado. A leitura é bem fluida, a construção de mundo bem feita e personagens marcantes.
Yarvi é o segundo filho do rei Uthrik e nasceu com uma mão aleijada, devido esse fato sempre foi posto de lado por sua família e pelo reino. O livro começa com Yarvi se preparando para ser ministro, onde ao passar pelo teste abrirá mão de sua família e de seu direito de nascença como príncipe. Isso é algo que Yarvi anseia, ele deseja plantas, livros e palavras suaves.
Porém um certo dia ele é anunciado como rei (ou melhor... "meio rei" pois é um rei maneta) devido ao assassinato do seu Pai e seu irmão mais velho.
Para cumprir seu novo dever de herdeiro do Trono Negro, Yarvi deixa o ministério, fica noivo e sobre os corpos de seu pai e irmão faz um juramento ao reino de não descansar até se vingar dos assasssinos.
E dessa forma ele parte para sua vingança, e nesse momento o livro da sua primeira reviravolta ..... Yarvi inicia sua caminhada como um menino, porem em meio a traição, amizade, alto mar, escravidão, fome e frio ele coloca suas estratégias em pratica e acompanhamos um crescimento muito grande do personagem .... porque...
"Quando você tem um fardo, é melhor carregá-lo do que chorar"
Então assim ele segue, tomando decisões boas com sua astúcia e outras decisões que colocam o reino em perigo porque ...
"Um ministro sábio pesa o bem maior e encontra o menor mal "
E assim quando conseguimos enxergar como será o final, o livro da a segunda reviravolta (E QUE REVIRAVOLTA!!!!!)
Nesse últimos capítulos as opniões com certeza são contrárias, eu particularmente achei COMPLETAMENTE DESNECESSÁRIA essa mudança, poderia até ter acontecido se no decorrer do livro tivéssemos dois pontos de vista (tanto do Yarvi como do Nada) para que pudéssemos acompanhar a necessidade dessa mudança, e Yarvi poderia ser mais enfático sobre o ministério, e não falar apenas com saudade e sim com necessidade.
Outro ponto que achei que poderia ser mais trabalhado, foi sobre a Rainha Dourada, uma personagem tão forte poderia estar mais envolvida nos acontecimentos.
Mas no geral, é um bom livro e uma leitura agradável, não estou ansiosa pelo segundo livro, mas leria sim.
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Paola 13/05/2017

O mal menor e o bem maior
Yarvi é realmente incrível.
Ele começa como um garoto fraco aos olhos de todos, subestimado, humilhado, e que sentia pena de si mesmo por ter uma das mãos deformada.
E repentinamente, devido a morte do sei pai e do seu irmão mais velho, ele se vê obrigado a ocupar o Trono Negro, que ele nunca quis.
Ele é jogado na realidade, onde se trai, se mata, escraviza e se joga, ou seja, se faz de tudo pelo poder.
Mas o que não mata, fortalece.
Yarvi cresce e amadurece muito nesse livro, ele entra como garoto e sai como homem.
E um homem com uma inteligência aguçada, sagacidade, e um pouco de frieza quando o menor mal e o bem maior pedem.
Um bom rei faz o melhor com o que os deuses lhe dão.
Yarvi não tem uma mão, mas tem diversas qualidades que compensam.
Ele faz aliados e inimigos, age conforme as circunstâncias, e luta com tudo que tem para sobreviver e poder cumprir sua promessa.
O personagem eu assumidamente amei.
O que me surpreendeu foi a trama, que envolve desde as crenças dos personagens por vários deuses derivados de uma única divindade, como a Mãe Guerra e o Pai Paz, até histórias individuais, de caminhos que se cruzam, de inimigos que se tornam amigos, aliados que dão a vida uns pelos outros, honra, e etc.
Temos muitos personagens marcantes.
Laithlin, a Rainha Dourada, mãe de Yarvi.
Odem, seu tio, sempre disposto a aconselhar Yarvi, aparentemente.
Mãe Grunding, Ministra que ensinou tudo que Yarvi sabe.
Sumael, Rulf, Nada, Jaud, e Ankran, seus amigos, e aliados, que arriscaram a vida uns pelo outros e por Yarvi ao longo do livro.
E muitos inimigos ao longo da jornada.
O final foi uma surpresa muito boa, quando cheguei no último capítulo eu pensei que já tinha recebido revelações o suficiente, muito obrigado, MAS O QUE FOI AQUELE ÚLTIMO CAPÍTULO HUMANIDADE?
O último capítulo me deixou sem palavras, eu não esparava as revelações, mas menos ainda a calma, a desenvoltura desse homem, AQUILO ERA UMA MERA CONVERSA CASUAL, o que prova que ele cresceu absurdamente ao longos dessas páginas. É livro de fantasia realmente incrível.
Com ótimas cenas de aventura, embates sangrentos, e momentos tocantes, Meio-Rei é um livro cuja leitura vale muito a pena.
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Rascunho com Café 03/05/2017

O início de uma trilogia ambiciosa
Fantasia é um gênero que me causa fascínio. Trata-se geralmente da construção de um mundo inteiramente novo, com sua própria vida, história, magia. É o gênero que, acredito eu, tem o poder de extrair o máximo da criatividade do autor, mas que dele requer uma enorme responsabilidade ao tecer seus enredos e tramas.

O livro Meio Rei, de Joe Abercrombie, é o primeiro livro de uma trilogia ainda não concluída, mas que traz esse ambicioso ideal de quase todos os livros fantasiosos: um mundo inteiramente novo, visivelmente influenciado na região e cultura viking, com o diferencial de trazer uma digna introdução à sua mitologia ao conseguir pincelar as características de todo o seu mundo sem se perder na história.

Sua narrativa se desenrola de forma bem rápida, objetiva, sem muitos detalhes de cenas ou cenários, descrevendo apenas o necessário para o desenvolvimento da trama (o que faz com que se perca uma boa parte da profundidade nas emoções dos personagens e o desenvolvimento de empatia por eles), seguindo um ritmo linear (mas não menos empolgante), durante uma boa parte do enredo, até um pouco depois da metade do livro, quando o desenrolar da trama e a narrativa rápida traz aquele pensamento conhecido e repetitivo: “só mais um capítulo”.

Apesar disso, confesso que eu esperava mais. Não consegui sentir apego ao drama do personagem principal do livro, muito provavelmente devido à superficialidade de sua personalidade e emoções, esperando uma narrativa mais detalhada, como nas Crônicas de Gelo e Fogo. Mas senti, sim, apego à proposta da história e seu desfecho. Seus capítulos são curtos, o que deixa a leitura menos arrastada e cansativa (à la Eragon, de Christopher Paolini), e há uma influência curiosa das obras de autores como J. R. R. Tolkien e George R. R. Martin, o que, para mim, serviu como interesse em continuar a obra.

A trilogia “mar despedaçado” é um projeto ambicioso de Joe Abercrombie e o primeiro livro cumpre o seu papel: introduzir o leitor em seu mundo. Para pessoas muito observadores e minuciosas o seu final pode não ser tão surpreendente, mas, certamente, deixará o leitor ávido pelo próximo capítulo dessa saga.

site: http://www.rascunhocomcafe.com/2016/10/mar-despedacado-1-meio-rei-o-inicio-de.html#.WQnf-hMrLIU
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Angel Sakura 26/04/2017

Resenha do Blog Eu Insisto.com.br
Eu era uma pessoa bem curiosa quanto a este autor, fazia tempo que queria ler algum de seus livros já que no meio da fantasia ele é bem conceituado. Sendo sincera eu apenas queria ler pra poder dar a minha opinião sobre o moço. Ué, eu quero falar dele também, não me julguem hahaha. E, ai meu Deus, como estou feliz de ter lido este livro, de ter conhecido esse autor e de ter tido a oportunidade de me divertir com essa leitura. Eu fiquei muito feliz com Meio Rei, especialmente porque trata sobre a guerra de poder e as desgraças que isso trás. É mais importante ser poderoso do que ser amado ou do que amar. Poder é o melhor, o melhor pra garantir uma morte rápida.

“Escolha seus inimigos com mais cuidado do que os amigos – murmurou Nada para as chamas – Eles ficarão mais tempo com você.”

Nosso protagonista é Yarvi, um muito orgulhoso príncipe que nasceu com uma mão aleijada. Ele foi tratado muito gentilmente pelos seus familiares e súditos… só que obviamente não. Ele era chamado de Meio filho e este era um dos melhores elogios. Ele está se preparando para servir ao Ministério onde deixará para trás seu berço e servirá aos deuses. Mas, um dia antes de sua prova final, seu pai e irmão são assassinados e Yarvi acaba tendo que retornar para o lugar que abandonou anos atrás. Óbvio que todos ao seu redor não estão contentes em servir um “meio-rei”, um homem que é incapaz de lutar com uma espada e um escudo ao mesmo tempo, um homem que sequer é completo. Todos estão em dúvida sobre a sua capacidade de governar Gettland, inclusive o próprio Yarvi que sempre foi mais da paz do que da guerra. A primeira missão como rei é vingar a morte de seus familiares, ele precisa começar com isso para obter a aprovação senão do seu povo, pelo menos da sua mãe.

“Uma vez, depois que o pai havia batido nele, furioso, a mãe o encontrara chorando. O tolo bate, dissera ela. O sábio sorri, observa e aprende. Depois bate.”

Mas, como problemas de menos é pouco pro nosso pobre Yarvi, ele se vê numa situação que se torna pior a cada momento e após uma traição dolorosa ele acaba afastado de seu reino sendo ele mesmo vendido como escravo. Eu editei os fatos para não dar spoiler e estou fazendo o máximo possível para não estragar as surpresas do enredo, mas preciso falar algumas coisas para que vocês entendam o quão delicioso é esse livro. Yarvi de um príncipe se torna estudante, depois de estudante se torna rei e agora de rei se torna um escravo. E a única coisa que ele pensa é que ele tem ainda missões para cumprir, que precisa se vingar e para isso precisa retornar para casa. Porém, ele se encontra em diversas situações onde a cada momento se vê incapaz de se defender com sua mão aleijada, e cada hora um novo problema surge para se somar ao anterior. Contudo, para essas situações ele tem algo que é melhor do que duas mãos capazes… seu cérebro e sua inteligência.

“O sábio espera por seu momento, mas nunca o deixa passar.”

Leia o restante da resenha no blog http://euinsisto.com.br/meio-rei-1/

site: http://euinsisto.com.br/meio-rei-1/
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Thunder Wave 22/04/2017

Resenha: Meio Rei- Joe Abercrombie
Meio Rei é o primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado, escrita por Joe Abercrombie.

Aqui conhecemos Yarvi, filho mais novo do rei Uthrik, que nasceu com uma mão aleijada. Por conta da sua deformidade, Yarvi é menosprezado pelo pai, que o chama de meio homem, e por quase todos do reino. Quando recebe a notícia da morte de seu pai e irmão, Yarvi se vê obrigado a assumir o trono. Sem nunca ter cogitado a possibilidade de se tornar rei, o príncipe fica um pouco perdido nesse novo desafio, julgando um “meio homem” incapaz de governar.

Abercrombie narra uma história cheia de emoção, que inicialmente parece bem juvenil, mas na medida que vai avançado os acontecimentos violentos tiram essa impressão, mostrando uma grande complexidade na trama.

O autor usa de algumas reviravoltas e surpresas para desenvolver seus personagens, principalmente o protagonista e no fim da obra, já estão muito mais amadurecidos, dando uma lição de moral sobre desenvolvimento, além de falar também de honra e comprometimento.

site: https://www.thunderwave.com.br/resenha-meio-rei-joe-abercrombie/
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Na Nossa Estante 09/04/2017

Meio Rei
Fantasia é um dos meus gêneros favoritos e dificilmente eu fico saturada. Claro que existem aqueles velhos clichês, mas vez ou outra aparece uma que me surpreende. E foi isso que aconteceu com Meio Rei: nunca vi uma pessoa que pulou bonito a fila da sorte como Yarvi.

Yarvi, segundo filho do rei Uthrik, nasceu com uma deformidade na mão esquerda. E logo aí já começa o eterno 7x1 na vida do menino. Quando seu pai e irmãos são assassinados, Yarvi é obrigado a assumir o papel de rei - um papel que ele nem queria, já que estava estudando para ser ministro.

Ao sair em busca de vingança pela morte do pai e do irmão, ele é traído pelos seus de confiança. Mal conseguindo sobreviver depois desse ataque, Yarvi promete a si mesmo que irá vingar a morte de sua família e trazer justiça a todos aqueles que lhe tiraram o Trono Negro, nem que seja preciso fazer isso com suas próprias mãos.

Como falei no começo, Yarvi pulou a fila da sorte legal. É uma desgraça atrás da outra na vida do menino que eu fico pensando o que será que ele fez nas vidas passadas para merecer isso. Quando se acha que finalmente vai ficar tudo bem, lá começa tudo de novo. Mas será que Yarvi mereceu tudo isso na vida?

Merecer não mereceu, mas toda a jornada que ele passou, desde a sua tentativa de assassinato até tentar recobrar o que é seu de direito fez com que o personagem visse que, na vida, nada é fácil e de graça e ser rei é mais que sentar no trono e ter uma coroa bacana na cabeça. Durante toda a história, vemos Yarvi tomar na cara toda hora e é difícil não se apegar e torcer por ele. Todos esses obstáculos ajudam no crescimento do personagem e evitam que ele se torne um Joffrey Baratheon (Game of Thrones) da vida.

Os personagens secundários são pontos positivos na história. Yarvi faz alguns amigos pelos caminhos, que ajudam na formação do seu caráter. O bacana é que também somos apresentados às suas histórias e eles foram muito bem aproveitados.

O livro, no geral, tem uma narração um tanto rápida, mas nem por isso é superficial. A narração é bem ágil em certos momentos, em outros um tanto parado (que é quando nos iludimos que algo vai dar certo da vida de Yarvi), mas nem por isso deixa de ser uma leitura que te envolve do começo ao fim.

Esse foi o meu primeiro contato com histórias do Joe. Sempre vi muitos comentários positivos, mas até agora não havia conferido suas obras. Meio Rei cumpriu muito bem seu papel ao apresentar uma nova trilogia. Fechei o livro já querendo começar a ler Meio Mundo.


site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2017/03/meio-rei-resenha-literaria.html
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Isadora 03/04/2017

Excelente
Achei esse livro excelente, muito bem escrito.

É uma aventura medieval, num estilo jovem adulto, com uma linguagem mais leve.

Achei a trama muito boa, os personagens bem cativantes e a aventura de tirar o fôlego. A reviravolta que acontece nas últimas páginas não foi nenhuma surpresa para mim, porque eu já tinha adivinhado antes de acontecer.

A capa desse livro é incrível! Comecei a ler principalmente por ela, mas depois continuei pela história.

Recomendadissimo!
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Luiza Helena (@balaiodebabados) 31/03/2017

Originalmente postada em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/
Fantasia é um dos meus gêneros favoritos e dificilmente eu fico saturada. Claro que existem aqueles velhos clichês, mas vez ou outra aparece uma que me surpreende. E foi isso que aconteceu com Meio Rei: nunca vi uma pessoa que pulou bonito a fila da sorte como Yarvi.

Yarvi, segundo filho do rei Uthrik, nasceu com uma deformidade na mão esquerda. E logo aí já começa o eterno 7x1 na vida do menino. Quando seu pai e irmãos são assassinados, Yarvi é obrigado a assumir o papel de rei - um papel que ele nem queria, já que estava estudando para ser ministro.

Ao sair em busca de vingança pela morte do pai e do irmão, ele é traído pelos seus de confiança. Mal conseguindo sobreviver depois desse ataque, Yarvi promete a si mesmo que irá vingar a morte de sua família e trazer justiça a todos aqueles que lhe tiraram o Trono Negro, nem que seja preciso fazer isso com suas próprias mãos.

Como falei no começo, Yarvi pulou a fila da sorte legal. É uma desgraça atrás da outra na vida do menino que eu fico pensando o que será que ele fez nas vidas passadas para merecer isso. Quando se acha que finalmente vai ficar tudo bem, lá começa tudo de novo. Mas será que Yarvi mereceu tudo isso na vida?

Merecer não mereceu, mas toda a jornada que ele passou, desde a sua tentativa de assassinato até tentar recobrar o que é seu de direito fez com que o personagem visse que, na vida, nada é fácil e de graça e ser rei é mais que sentar no trono e ter uma coroa bacana na cabeça. Durante toda a história, vemos Yarvi tomar na cara toda hora e é difícil não se apegar e torcer por ele. Todos esses obstáculos ajudam no crescimento do personagem e evitam que ele se torne um Joffrey Baratheon (Game of Thrones) da vida.

Os personagens secundários são pontos positivos na história. Yarvi faz alguns amigos pelos caminhos, que ajudam na formação do seu caráter. O bacana é que também somos apresentados às suas histórias e eles foram muito bem aproveitados.

O livro, no geral, tem uma narração um tanto rápida, mas nem por isso é superficial. A narração é bem ágil em certos momentos, em outros um tanto parado (que é quando nos iludimos que algo vai dar certo da vida de Yarvi), mas nem por isso deixa de ser uma leitura que te envolve do começo ao fim.

Esse foi o meu primeiro contato com histórias do Joe. Sempre vi muitos comentários positivos, mas até agora não havia conferido suas obras. Meio Rei cumpriu muito bem seu papel ao apresentar uma nova trilogia. Fechei o livro já querendo começar a ler Meio Mundo.

Leia mais resenhas em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2017/03/meio-rei-resenha-literaria.html
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Juniorlima 27/03/2017

Existe uma categoria de livros normalmente relegados a segundo plano chamados young adult. Eu mesmo costumava ignorar título com esse "rótulo". Mas Meio Rei não foi apenas uma agradável surpresa. O nome de Joe Abercrombie tem peso e agrega qualidade. A saga de Yarvi é repleta de dor e sofrimento mas o conduz numa jornada de redenção. E que final incrível! Que gancho perfeito para a continuação! Ansioso por Meio Mundo e Meia Guerra!
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Carol 14/03/2017

Maravilhoso!
Impressionada. Acho que é essa a palavra mais adequada para explicar como me sinto depois de ler esse primeiro livro da série Mar Despedaçado. Juro que comecei sem esperar muito dele, e a medida que as páginas iam passando eu entendi a grandiosidade do que o autor estava criando aqui. E amei.

Yarvi é um príncipe. Nasceu com uma deficiência em uma das mãos e sempre foi deixado de lado na família por causa disso. Até que o pai e o irmão mais velho morrem em um ataque inimigo, e Yarvi passa de meio príncipe para meio rei. (o meio como referência a ser fisicamente incompleto)

Imagina que você nunca cogitou a possibilidade de se tornar rei, e do dia para a noite cai em cima de um trono que nunca quis. O coitado está perdido e sem saber como lidar com a pressão em cima dele. Acaba virando marionete da mãe e do tio. O tipo de joguete político tão comum nesse tipo de história quando alguém que não deveria assumir um trono acaba assumindo.

E quando Yarvi é traído e dado como morto, é que a trajetória de sofrimento do garoto começa. A típica jornada do herói. O impressionante para mim foi ver como ela acontece de forma tão incrível em poucas páginas. Tudo nessa fantasia de Abercrombie me agradou. Desde o protagonista e o lugar no qual ele se enxerga no mundo, e como isso muda com os acontecimentos da vida dele, até os relacionamentos com os coadjuvantes, que crescem de maneira certa, criando laços de lealdade que jamais ele teria sendo um rei.

O autor vai trabalhar muito com essa coisa do dever. Do dever que se tem de amar um rei só porque ele é rei, sem mais. Quando Yarvi perde o trono é que vai entender exatamente como funciona a conquista por pessoas. Como é necessário que haja uma troca para que exista sentimento fraterno entre elas.

Também adoro a forma com Yarvi trata sua deficiência, e o quanto isso também muda. Sempre essa referência a um Meio Rei, meio homem, meio tudo, e na verdade ele é completo de todas as coisas que o faz incrível.

O livro é fantástico! Tem frases de efeito maravilhosas e anotei umas três ou trinta delas. Estou realmente apaixonada por tudo o que o autor me entregou nesse livro, e o tanto de mim que deixei em cada marcação de quotes nele.

Uma fantasia leve e incrível que só precisou de pouco mais de duzentas páginas para acontecer. Muito xodó por ela, e já vou correr para ler a continuação.

site: www.terradecarol.blogspot.com
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