O dono do morro

O dono do morro Misha Glenny




Resenhas - O dono do morro


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Rodrigo Souza 24/10/2020

Impactante
Lendo esse livro, parecia que eu estava vendo a série Narcos.
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Eduardo 27/09/2016

LIVRO INSTIGANTE
Esse livro foi um dos livros que li mais rápido em minha vida. Altamente intrigante, estimulou-me a procurar um pouco mais sobre a história e pesquisar sobre o debate da legalização das drogas.
Escrita envolvente que faz a leitura passar depressa. A história e sua abordagem feita pelo o autor é demais.
Entender como funciona o tráfico, sua relação com as polícias, com a cidade, política e com a própria comunidade, com questões históricas, são categorias importantes para fazer qualquer pessoa, independente de sua visão política, tentar olhar despido de um amor ideológico. A história de Nem da Rocinha é algo muito especial, pois é a história de um trabalhador, que por questões objetivas acaba se tornando o dono do morro.
Izabela.Felizardo 30/06/2017minha estante
Como faz pra baixar?


Eduardo 23/01/2018minha estante
Vc pode baixar no lelivros




cris.leal.12 02/03/2018

A história de um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro...
Em “O Dono do Morro”, a história de Antônio Bonfim Lopes, o Nem, começa antes de sua relação com o tráfico de drogas. Na década de 90, ele era chefe de uma equipe encarregada da distribuição de uma publicação sobre programas de TV. Apesar do salário modesto, que o obrigava a morar no pequeno apartamento da mãe, na Rocinha, Nem conseguiu economizar o suficiente para se mudar, com a esposa Vanessa, para outro apartamento também na Rocinha, onde nasceu a filha deles: Eduarda.

Ainda bebê, a menina apresentou uma doença raríssima. Vanessa foi obrigada a parar de trabalhar, o que diminuiu a renda familiar. Os custos da doença da filha ficaram cada vez mais altos e as economias de Nem acabaram. Assim, no início dos anos 2000, ele encontrava-se totalmente endividado. A solução foi buscar ajuda financeira com Lulu, então chefe do tráfico da favela. Em troca do auxílio financeiro de vinte mil reais, Antônio disse a Lulu: “Eu venho trabalhar para você. É o único jeito de conseguir pagar a dívida.”

A partir deste momento Nem sabe que a filha tem uma chance de sobrevivência (e ela sobreviveu), mas reconhece que a sua vida vai mudar. E mudou mesmo! Na vida pessoal, pouco a pouco, ele passou a adotar os códigos e o comportamento do mundo da bandidagem.

Eficiente, com grande capacidade de organização e um talento natural para os negócios, Nem se tornou o braço direito de Lulu. Depois que o Bope, em 2004, matou Lulu, Nem surgiu como o sucessor natural. Atuando de maneira discreta nos bastidores para limpar a sujeira dos pretensos líderes inaptos, cuidando das contas e garantindo o funcionamento tranquilo dos negócios, Nem fez com que sua autoridade crescesse e fosse reconhecida. Ele se tornou o homem mais poderoso da Rocinha, o líder do tráfico de drogas na favela tida como a maior da América do Sul.

Durante sua liderança, Nem, muito mais preocupado em faturar do que guerrear, levou calma e estabilidade àquela comunidade aninhada entre as áreas mais ricas do Rio. O que, a princípio, era bom para todos... menos para as forças de segurança. Para se ter uma ideia, até novembro de 2011, quando foi preso, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, era o homem mais procurado do Rio de Janeiro, e possivelmente do Brasil inteiro.

Para escrever “O Dono do Morro”, o jornalista britânico Misha Glenny, entrevistou Nem na penitenciária de segurança máxima, em Campo Grande - Mato Grosso do Sul, onde ele cumpre pena. Embora seus depoimentos tenham papel central nesta narrativa, o autor não se baseou apenas neles. Ele conversou também com parentes, amigos, inimigos, os policiais que o investigaram, os políticos que negociaram com ele, os jornalistas que escreveram sobre ele e os advogados que o representavam. “O Dono do Morro” é mais do que um livro sobre a ascensão e queda de um dos maiores traficantes cariocas, é uma leitura obrigatória para entender a violência que há décadas vem tomando conta da Cidade Maravilhosa, e que culminou na recente intervenção federal na segurança do Estado do Rio de Janeiro. Recomendo!


site: http://www.newsdacris.com.br/2018/03/resenha-o-dono-do-morro-de-misha-glenny.html
Michele 14/03/2018minha estante
Gostei muito da resenha!




Book.ster por Pedro Pacifico 01/03/2020

O dono do morro: um homem e a batalha pelo Rio - Misha Glenny - Nota 8,5
A princípio, com a leitura da sinopse, o leitor pode achar que irá encontrar “apenas" a história de Nem, um dos mais conhecidos líderes do tráfico da Rocinha. No entanto, o autor conseguiu ir muito além dessa proposta, apresentando um verdadeiro panorama sobre a evolução do tráfico no Rio de Janeiro, o fortalecimento das facções criminosas e o crescimento das favelas nos morros cariocas. É um relato jornalístico que, além de se basear em fatos históricos, foi construído a partir de entrevistas que o autor teve com o próprio Nem, enquanto cumpre pena em um presídio de segurança máxima. É uma leitura rápida, instigante e que traz reflexões envolvendo temas importantes como a legalização das drogas, papel da polícia no combate ao tráfico e a visão da comunidade sobre o poder das facções nas favelas. Um ponto que me chamou bastante atenção é nacionalidade do autor. Misha Glenny não é brasileiro, mas sim britânico. E, na minha opinião, ele conseguiu se livrar muito bem da visão estereotipada sobre a violência nas favelas que o Brasil tem no exterior. No entanto, achei que o relato foi pouco imparcial, já que fica claro o esforço do autor para suavizar - não sei se de forma proposital ou não - o lado negativo e cruel por trás da vida de um chefe de tráfico. A despeito disso, é um livro necessário, esclarecedor e extremamente atual!

site: https://www.instagram.com/book.ster
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André Figueiredo 14/08/2016

Como um homem comum chega a dono do morro.
O livro é escrito numa linguagem fácil, extremamente direta e da forma mais enxuta possível.
Interessantíssimo enquanto se empenha em explicar a criminalidade no Rio, sua história recente e como um homem comum, trabalhador, decide participar de uma grande organização criminosa (Nem da Rocinha).
Muito bom para quem nunca leu um livro do gênero, não é morador de favela e quer se informar a respeito.
Meu único se não é que a imagem passada do protagonista me pareceu suavizada demais. Talvez na tentativa de mostrar o lado humano do protagonista, o autor tenha amenizado exageradamente o criminoso.
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Kelli 06/12/2017

Real e Atual.
Em um momento de desespero o trabalhador Antonio Francisco Bonfim Lopes se transforma no traficante Nem. O tema do livro do jornalista Misha Glenny é super atual e ajuda a compreender a vida na comunidade da Rocinha e também sobre como funciona o tráfico de drogas no Rio . Baseado em depoimentos, pesquisas e documentos o jornalista relata a vida de um homem carismático e idolatrado por muitos, mas não isento de culpa. A "prisäo" de Nem continua envolta em uma nuvem de mistério, assim como sua verdadeira personalidade. É uma leitura intensa que nos faz refletir, também, sobre pessoas e comportamentos.
Fabio.Miranda 21/12/2018minha estante
E por qual motivo ganhou uma nota 3?




Mari 05/06/2020

Um livro que pode se tornar uma série da Globo.
Primeiramente, devo dizer que este livro é muito bem escrito, detalhado (Não exagerado), prático para entender e por último, nos faz entender quem é a aranha é quem fica na sua tela
Segundo, acredito que daria uma boa série sobre, já que a Globo já fez, principalmente com a história da Fabiana Escobar (Bibi Perigosa) na novela: A Força do Querer. Sabendo que, essa Fabiana Escobar e Paulo (ex companheiro) foram amigos antes do traficante NEM ser preso! Quem leu o livro da mesma sabe bem que ela o menciona, porém com outro codinome totalmente diferente que conhecemos (E que aliás, o nome "nem" aparece só que é um dos primeiros namorados dela).
Terceiro e último, seria interessante se houvessem mais histórias dessa mesma partições.
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Musashi 28/07/2016

Parcialidade
Após a tomada do Complexo do Alemão e com os dois filmes Tropa de Elite o interesse pelas agruras do tráfico de drogas no Rio de Janeiro aumentou exponencialmente.
Comecei a ler o livro devido a forma que Nem, O Dono do Morro, havia sido preso e por saber que havia sido recentemente em matéria de história.
Entretanto o autor, igual a tantas outras obras sobre o tema, enveredou pelo caminho simples de separar os mocinhos dos bandidos.
De um lado a Polícia Militar sendo taxada como culpada de todas as mazelas nacionais e os bandidos maus, do outro Nem, apresentado como um Robin Hood moderno.
Não vou citar exemplos pois estaria dando spoilers. Espero chegar um dia que encontre uma obra sobre o assunto que não seja tão parcimoniosa.
Enry 06/03/2018minha estante
Em diversos momentos a polícia é taxada como criminosa. Em outros, donos de morros "não são demônios", apesar das torturas, dos micro-ondas e dos latrocínios; os rebeldes que apedrejaram instalações públicas e particulares nas manifestações de 2013 são "na verdade bons moços".
Pois é, Misha escorrega feio quando faz julgamento.


Fabio.Miranda 21/12/2018minha estante
Com todo respeito, mas se foi isso que você entendeu, não leu direito.


Nayeli 17/07/2019minha estante
Concordo com você Fábio Miranda, não existe parcialidade nesse livro, apenas a demonstração de fatos, nota-se claramente a ampla pesquisa histórica feita para descrever os detalhes da transformação das favelas cariocas no que hoje são. A polícia é colocada muito mais como uma vítima do péssimo controle do Estado, entende-se bem aqui que os policiais costumam enveredar para os crimes, subornos, entre outros, por serem mal pagos, por não terem estrutura para competir com o mercado de drogas (que gera lucros exorbitantes proporcionando a compra de armas de ponta e etc) o único vilão amplamente criticado nesse livro é o Estado, diversas passagens justificam os erros dos policiais assim como os erros dos traficantes. Quando ao papel de supervalorização dos donos do morro, é preciso enxergar o livro no seu contexto de criação, as fontes de pesquisa foram, em grande parte, os moradores do morro, essa imagem foi CONSTRUÍDA pelos traficantes e assim foi retratada, AINDA ASSIM o autor a todo momento pontua que apesar da forma de "justiça" aplicada pelos traficantes os regimes vividos nas favelas eram totalmente autoritários, francamente quem tem a coragem de criticar esse livro por parcialidade, na minha visão, só se justifica por ter tocado em uma ferida que a própria pessoa considere pessoal...
Livro excelente.




Shirley Fernandes 01/09/2016

Um dos mais audaciosos escritos que já li. O autor, com a permissão de um excluído, nos demonstra a que ponto um homem é levado pelo caos de oportunidade, ou seja nenhuma.
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Luísa 19/08/2020

Simplesmente não rolou
Não vou desenvolver uma resenha extensa sobre esse livro porque confesso que tenho um pouco de preguiça de fazer resenhas negativas. O que posso dizer é que, talvez por um erro meu de expectativa, não achei que esse livro entregou o que ele prometia.

Eu esperava encontrar nesse livro a história de um homem que se viu profundamente envolvido com o tráfico de drogas e facções do Rio de Janeiro, em toda sua humanidade e sensibilidade. O que encontrei foi um extenso e detalhado relato sobre a história do tráfico de drogas no Brasil, com foco do Rio de Janeiro. Achei o livro simplesmente chato e frequentemente problemático, por fazer algumas idealizações à polícia e a outras instituições do Estado burguês que definitivamente não estão a serviço da população.

Terminei esse livro porque me comprometi a lê-lo para um projeto da faculdade e somente por isso fui até o final, se não certamente o teria abandonado. Apenas maçante.
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Alcir.Santos 12/11/2016

Imperdível!
Misto de reportagem e romance de costumes, este livro acaba sendo uma aula sobre um lado do Brasil que parte da sociedade ignora ou desconhece. O autor, historiador e jornalista britânico, mergulhou no mundo sombrio do narcotráfico e das populações faveladas, esquecidas pelo Estado que ali , historicamente, só se apresenta pela força e brutalidade de uma polícia muitas vezes corrupta e despreparada.
Reza a lei física que todo espaço tem de estar ocupado. Na prática, como bem mostra o livro, os “chefes” dos morros, favelas e assemelhados, acabam assumindo o papel do Estado, pagando remédios, dando alimentos, proporcionando lazer etc, mas impondo suas regras e suas leis. Querendo ou não, os moradores acabam assimilando a dura realidade, pedindo aos céus que o “chefe” da vez não seja violento.
Neste livro o autor conta como um honesto e esforçado trabalhador brasileiro, Antônio Francisco Bonfim Lopes, acaba, por força das circunstâncias, se transformando no famoso e temido “Nem da Rocinha”, poderoso chefe do tráfico do Rio de Janeiro. Ao narrar os fatos da vida desse homem, apresenta, num texto escorreito e de fácil assimilação, um panorama da vida de brasileiros que muitos brasileiros ignoram. Sem dúvida um livro atual, leitura indispensável para quem quer conhecer um pouco da realidade brasileira.
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Rodrigo.Oliveira 03/01/2017

excelente!
O livro narra a história do morro da rocinha, desde o início da comunidade até os dias atuais, com o foco sobre o traficante Nem. Excelente do começo ao fim, é uma leitura imperdível. Recomendo demais!
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Werverson.Pereira 24/01/2018

Uma intrigante viagem no submundo do tráfico
Lendo esse livro eu simplesmente queria devorá-lo, li e cada parte me deixava mais motivado a continuar, ele engloba o "reinado" do Nem da Rocinha desde sua acensão até sua fatídica captura que foi transmitida em rede nacional, onde encontraram o mesmo em um porta malas de um carro.
O caso é que o livro explora muito bem o controle que os traficantes tem para com suas comunidades, os conflitos de grupos rivais e com a polícia, além das ocupações que marcaram a recente história do nosso país.
Tenho esse como um dos melhores livros a cerca do tema e faz questionarmos pontos cruciais como a legalização de algumas drogas, e o descaso do governo para áreas como a Rocinha.
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Ariela 03/05/2020

Um Ponto de Vista Diferente
O Dono do Morro é um ótimo livro para entender ao fundo um ponto de vista diferente do "senso comum". O livro conta a história de um dos maiores e mais famosos traficantes do Rio de Janeiro, mostrando sua história de vida e motivos que o levaram até lá. Mas mais do que isso, contextualiza a história, explicando como o tráfico se estabilizou no Rio de Janeiro.
O livro, como esperado, é extremamente parcial e conta a história pelos olhos de Nem, mas ainda assim é um legítimo contra ponto ao que costumamos ver na mídia. Assim, pode ser muito interessante para formar um pensamento crítico sobre a corrente situção do tráfico no Rio de Janeiro.
A leitura é fácil e rápida. Realmente prende o leitor e flui muito bem.
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João Felipe 28/11/2017

Excelente!
Pra quem gosta de histórica contemporânea de um jeito leve e fácil!
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