O dono do morro

O dono do morro Misha Glenny




Resenhas - O dono do morro


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Amanda 21/01/2021

Obrigada Misha!
Que livro necessario! Que trabalho impecável! Sabe aquele livro que não queremos largar? É ESTE! O livro tem como foco central a história de Nem, um dos chefes do narcotráfico na Rocinha. É uma espécie de livro-reportagem, onde Misha descreve de um modo incrível a entrevista que realizou junto a Nem quando este já se encontrava detido na prisão federal. Além de contar como Nem deixou de ser um cidadão comum e se tornar um dos chefes de Morro mais procurados no RJ, cada capítulo é uma mini-aula sobre: ascensão da cocaína no Brasil; funcionamento das facções criminosas do RJ (Comando Vermelho, Terceiro Comando e Amigos dos Amigos); envolvimento de Fabiana Escobar, vulgo Bibi Perigosa e seu marido com Nem; caso Amarildo de Souza; Milícias; reflexo da política de Sérgio Cabral nas favelas, etc. Um trabalho excepcional!
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Werverson.Pereira 24/01/2018

Uma intrigante viagem no submundo do tráfico
Lendo esse livro eu simplesmente queria devorá-lo, li e cada parte me deixava mais motivado a continuar, ele engloba o "reinado" do Nem da Rocinha desde sua acensão até sua fatídica captura que foi transmitida em rede nacional, onde encontraram o mesmo em um porta malas de um carro.
O caso é que o livro explora muito bem o controle que os traficantes tem para com suas comunidades, os conflitos de grupos rivais e com a polícia, além das ocupações que marcaram a recente história do nosso país.
Tenho esse como um dos melhores livros a cerca do tema e faz questionarmos pontos cruciais como a legalização de algumas drogas, e o descaso do governo para áreas como a Rocinha.
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Mainnã 18/06/2020

Subiu o morro como Antonio, desceu como Nem
O livro é muito bem escrito com uma narrativa que prende. Não se limita apenas a contar a trajetória do Nem da Rocinha no crime, mas também passa por aspectos da formação das facções de crime organizado no RJ.
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João Felipe 28/11/2017

Excelente!
Pra quem gosta de histórica contemporânea de um jeito leve e fácil!
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Mari 05/06/2020

Um livro que pode se tornar uma série da Globo.
Primeiramente, devo dizer que este livro é muito bem escrito, detalhado (Não exagerado), prático para entender e por último, nos faz entender quem é a aranha é quem fica na sua tela
Segundo, acredito que daria uma boa série sobre, já que a Globo já fez, principalmente com a história da Fabiana Escobar (Bibi Perigosa) na novela: A Força do Querer. Sabendo que, essa Fabiana Escobar e Paulo (ex companheiro) foram amigos antes do traficante NEM ser preso! Quem leu o livro da mesma sabe bem que ela o menciona, porém com outro codinome totalmente diferente que conhecemos (E que aliás, o nome "nem" aparece só que é um dos primeiros namorados dela).
Terceiro e último, seria interessante se houvessem mais histórias dessa mesma partições.
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Rodrigo.Oliveira 03/01/2017

excelente!
O livro narra a história do morro da rocinha, desde o início da comunidade até os dias atuais, com o foco sobre o traficante Nem. Excelente do começo ao fim, é uma leitura imperdível. Recomendo demais!
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Alcir.Santos 12/11/2016

Imperdível!
Misto de reportagem e romance de costumes, este livro acaba sendo uma aula sobre um lado do Brasil que parte da sociedade ignora ou desconhece. O autor, historiador e jornalista britânico, mergulhou no mundo sombrio do narcotráfico e das populações faveladas, esquecidas pelo Estado que ali , historicamente, só se apresenta pela força e brutalidade de uma polícia muitas vezes corrupta e despreparada.
Reza a lei física que todo espaço tem de estar ocupado. Na prática, como bem mostra o livro, os “chefes” dos morros, favelas e assemelhados, acabam assumindo o papel do Estado, pagando remédios, dando alimentos, proporcionando lazer etc, mas impondo suas regras e suas leis. Querendo ou não, os moradores acabam assimilando a dura realidade, pedindo aos céus que o “chefe” da vez não seja violento.
Neste livro o autor conta como um honesto e esforçado trabalhador brasileiro, Antônio Francisco Bonfim Lopes, acaba, por força das circunstâncias, se transformando no famoso e temido “Nem da Rocinha”, poderoso chefe do tráfico do Rio de Janeiro. Ao narrar os fatos da vida desse homem, apresenta, num texto escorreito e de fácil assimilação, um panorama da vida de brasileiros que muitos brasileiros ignoram. Sem dúvida um livro atual, leitura indispensável para quem quer conhecer um pouco da realidade brasileira.
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Samara 28/12/2020

Absolutamente inimaginável
Li praticamente forçada de tanto que uma amiga recomendava (obrigada, Yara!) e gente, só me arrependo de não ter lido antes. A história do Nem, das pessoas que vivem nas comunidades, da política, fa polícia, tudo é envolvido nessa história bem contada e aí fica a critério do leitor tirar as próprias conclusões. Impressionante.
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Shirley Fernandes 01/09/2016

Um dos mais audaciosos escritos que já li. O autor, com a permissão de um excluído, nos demonstra a que ponto um homem é levado pelo caos de oportunidade, ou seja nenhuma.
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Musashi 28/07/2016

Parcialidade
Após a tomada do Complexo do Alemão e com os dois filmes Tropa de Elite o interesse pelas agruras do tráfico de drogas no Rio de Janeiro aumentou exponencialmente.
Comecei a ler o livro devido a forma que Nem, O Dono do Morro, havia sido preso e por saber que havia sido recentemente em matéria de história.
Entretanto o autor, igual a tantas outras obras sobre o tema, enveredou pelo caminho simples de separar os mocinhos dos bandidos.
De um lado a Polícia Militar sendo taxada como culpada de todas as mazelas nacionais e os bandidos maus, do outro Nem, apresentado como um Robin Hood moderno.
Não vou citar exemplos pois estaria dando spoilers. Espero chegar um dia que encontre uma obra sobre o assunto que não seja tão parcimoniosa.
Enry 06/03/2018minha estante
Em diversos momentos a polícia é taxada como criminosa. Em outros, donos de morros "não são demônios", apesar das torturas, dos micro-ondas e dos latrocínios; os rebeldes que apedrejaram instalações públicas e particulares nas manifestações de 2013 são "na verdade bons moços".
Pois é, Misha escorrega feio quando faz julgamento.


Fabio.Miranda 21/12/2018minha estante
Com todo respeito, mas se foi isso que você entendeu, não leu direito.


Nayeli 17/07/2019minha estante
Concordo com você Fábio Miranda, não existe parcialidade nesse livro, apenas a demonstração de fatos, nota-se claramente a ampla pesquisa histórica feita para descrever os detalhes da transformação das favelas cariocas no que hoje são. A polícia é colocada muito mais como uma vítima do péssimo controle do Estado, entende-se bem aqui que os policiais costumam enveredar para os crimes, subornos, entre outros, por serem mal pagos, por não terem estrutura para competir com o mercado de drogas (que gera lucros exorbitantes proporcionando a compra de armas de ponta e etc) o único vilão amplamente criticado nesse livro é o Estado, diversas passagens justificam os erros dos policiais assim como os erros dos traficantes. Quando ao papel de supervalorização dos donos do morro, é preciso enxergar o livro no seu contexto de criação, as fontes de pesquisa foram, em grande parte, os moradores do morro, essa imagem foi CONSTRUÍDA pelos traficantes e assim foi retratada, AINDA ASSIM o autor a todo momento pontua que apesar da forma de "justiça" aplicada pelos traficantes os regimes vividos nas favelas eram totalmente autoritários, francamente quem tem a coragem de criticar esse livro por parcialidade, na minha visão, só se justifica por ter tocado em uma ferida que a própria pessoa considere pessoal...
Livro excelente.




day 09/06/2017

muito interessante
"Nem não é nenhum modelo de virtude, mas também não é nenhum demônio. É um homem vivo e inteligente, agora se aproximando dos quarenta anos. Tivesse recebido uma educação decente, não há a menor dúvida de que teria sido um empresário de sucesso sem nenhum registro policial." (from "O Dono do Morro: Um homem e a batalha pelo Rio" by Misha Glenny, Denise Bottmann)

Um livro muito interessante para quem se interessa pelo tema.
Uma grande reportagem,sobre como as quadrilhas do Rio agem e movimentam o negócio mais lucrativo do mundo,que é o tráfico de drogas.
Baseado ,na vida do Nem da Rocinha,que conta sua história de garoto pobre,pai trabalhador e depois o mergulho no mundo do crime.
O que mas é interessante é de como a personalidade de Nem ,era digamos "sensata " e organizada.
Nem ,caiu no mundo do tráfico pelo desespero de ajudar sua filha que sofria de uma doença rara.
Não venho aqui justificar a vida de um dos maiores traficantes do Brasil. Mas ver a história por outro ângulo nos ajuda a entender ,a vida de jovens favelados do Rio de janeiro.
O livro,também conta a história de outros traficantes do alemão,como lulu,saulo e bibi bandida.
Achei a leitura muito interessante,livro muito bem escrito e faz você entender muita coisa sobre as favelas cariocas e o serviço da polícia nessas comunidades.
Super recomendo esse livro.
"caminho que leva os garotos a entrar nessa carreira é bem conhecido. Os guias são indóceis: desemprego, testosterona, consumismo e carência — carência de figura paterna, de escola, de Estado e de um futuro. Na era da globalização, vivem cercados por imagens de glamour e bens materiais. Nas favelas, para muitos só há um caminho para chegar a tais coisas: o dinheiro do tráfico." (from "O Dono do Morro: Um homem e a batalha pelo Rio" by Misha Glenny, Denise Bottmann)

site: http://escreverdayse.blogspot.com.br/
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julianarangel 17/09/2018

Um livro que nos conta não só a história de Nem, mas nos dá uma leitura sobre a realidade do Rio e não obstante do Brasil
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Renata 09/03/2019

Excelente!
Gostei do livro porque ele não fica somente focado na historia do Nem. Ele contextualiza, conta um pouco da história da Rocinha e da formação das facções num nível certo de detalhes que não deixa o livro pesado. O tom jornalístico me agrada muito. Como ex-moradora da Rocinha, este livro tem uma grande importância para mim, ler a historia do lugar que nasci me trouxe muitas reflexões e com certeza será relido algumas vezes.
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Cheiro de Livro 17/07/2019

O Dono do Morro
“O Dono do Morro – um homem e a batalha pelo Rio” (tradução de Denise Bottmann) deveria ser leitura obrigatória para todos os cariocas. Partindo da história do traficante Nem da Rocinha o britânico Misha Glenny faz um panorama histórico da expansão da violência nas favela do Rio e o poder do narcotráfico.

Esse é dos livros que ficaram morando no meu Kindle propositalmente, eu tinha um pouco de receio de começar a lê-lo e ficar deprimida com a minha cidade. É verdade pós leitura dá um pouco de sensação de que para mudar esse panorama será dificílimo mas o que ficou mesmo da leitura é um conhecimento e entendimento maior do como chegamos até aqui.

Misha parte da história de Nem, um morador da Rocinha que só entrou no trafico por causa da doença rara da filha, para falar sobre as facções criminosas que dominam as favelas, a corrupção policial e a total falta de Estado nas comunidades.

Nem é dono de uma história que faz pensar em pessoas com grande potencial que foram perdidas por total falta de oportunidades. Ele não queria entrar no trafico e entrou para salvar a filha. Uma vez ali, subiu na hierarquia e virou dono do morro, e não de qualquer morro, virou dono da Rocinha, uma comunidade com cerca da 100 mil habitantes. Durante seu reinado ele impôs regras para melhorar a favela, uma paz armada que beneficiava não apenas a Rocinha mas também os bairros no em torno, mais ou menos o que o PCC faz em São Paulo. É interessante ver a ideia de governo de Nem que MIsha obteve atraves de uma série de entrevistas que fez com o traficante na cadeia.

Não foi uma leitura fácil, ainda mais morando no Rio e tendo na lembrança a maioria das guerras que são relatadas e mesmo assim foi uma leitura super importante. “O Dono do Morro” passou a ser um livro que ando recomendando a todos os meus amigos, cariocas ou não.

site: https://cheirodelivro.com/o-dono-do-morro/
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