Feios

Feios Scott Westerfeld
Scott Westerfeld




Resenhas - Feios


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F. Pierantoni 11/08/2011

Feios
Depois que terminei, maravilhado, o livro Jogos Vorazes, de Suzanne Collins (Editora Rocco), mergulhei de imediato numa busca por outra obra de perfil semelhante. Deparei-me então com Feios (Editora Galera Record), escrito por Scott Westerfeld. Futuro pós-apocalítico? Confere. Uma cidade opressora? Confere. Um governo que força adolescentes a fazerem algo que não pode ser recusado? Confere. Feios parecia ser o livro que eu procurava, e, naturalmente, minhas expectativas para ele cresceram. O que foi uma pena.

Na trama de Feios, a humanidade já não existe como a conhecemos hoje. Depois de alguma catástrofe desconhecida, nossa civilização quase que desapareceu. Restaram apenas alguns grupos isolados de pessoas, vivendo em cidades futurísticas, rodeadas por florestas selvagens e ruínas antigas. Como forma de gerar estabilidade, equilíbrio e justiça entre a população, é costume que, aos dezesseis anos, cada cidadão dessas comunidades passe por sua primeira cirurgia plástica, que o transformará de seu estado natural considerado feio à categoria de perfeito.

Todas crianças e adolescentes sonham com o dia em que serão estonteantemente belos, vivendo nas mansões e prédios reservados aos perfeitos. Para a jovem Tally Youngblood, mesmo habituada a realizar travessuras pela cidade, isso não era diferente. Contudo, quando estava prestes a fazer dezesseis anos, ela conhece Shay, uma garota obcecada por rumores de um grupo rebelde vivendo na selva e pela contrariedade às cirurgias plásticas obrigatórias. Através de uma sequência de eventos que ela é incapaz de controlar, logo Tally se vê envolvida em conspirações, sem saber exatamente de qual lado está e o que realmente deseja de sua vida.

Feios tinha tudo para brilhar: um cenário intrigante, um background misterioso e uma temática polêmica. Ainda assim, o autor não soube aproveitar esses ingredientes picantes. Preferiu adoçar tudo com uma escrita politicamente correta e comedida, eufemizando as injustiças, a violência e os riscos de vida. Os personagens não se comportam de maneira realística nas situações de perigo e quase ninguém tem coragem de machucar outra pessoa. As questões morais sobre a busca da perfeição não são profundamente abordadas e os rebeldes, por sua vez, são simplesmente molengas. Juntando-se a estes problemas, outros também saltaram aos meus olhos. A narrativa tem cortes esquisitos e o romance entre dois dos personagens me pareceu surreal. Nunca vi alguém se apaixonar tão rapidamente. Nem nos desenhos animados da Disney.

Apesar de tudo isso, o livro não é ruim. É razoavelmente bom, aliás. O suficiente para que eu o tenha recomendado para outras pessoas e feito questão de ler os volumes seguintes. A história me entreteu e, mesmo com a rédea curta do autor, o ambiente idealizado por ele não deixa de ser interessante.

Feios foi uma obra divertida, embora não plenamente satisfatória. Talvez minhas exigências estivessem exageradamente altas, ou, quem sabe, o instinto em compará-lo com Jogos Vorazes tenha prejudicado minha capacidade de avaliar o título por si só. Assim, sugiro que, se este livro lhe chamou a atenção, não deixe de lê-lo e tirar suas próprias conclusões. Como a obra faz questão de ressaltar: o que é feio para alguém pode ser bonito para outro.

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Gostou da resenha? Quem sabe você também goste do meu livro.
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Dani Rodrigues 26/09/2010minha estante
Já li mais de 70% do livro e estou meio decepcionada... acho que eu esperava mais do livro!


Marlo-kun 28/09/2010minha estante
A catástrofe que assolou a humanidade não é inteiramente desconhecida. Foi uma espécie de vírus que contaminou o petróleo.

Boa resenha, perfeita. Concordei com tudo.


Nívia 22/11/2010minha estante
Me decepcionei DEMAIS com esse livro. A história tinha tudo para ser boa, mas acabou se tornando fraca, com diálogos totalmente inexpressivos e personagens sem carisma algum. Além disso, não gostei da escrita repretitiva de Scott Westerfeld (toda hora, ele esscrevia " (...) tão...perfeitos" ¬¬
Parabéns pela resenha!


Michael 01/02/2011minha estante
Olá.
Acabei de ler esse livro e eu gostei bastante. Quer uma dica? Leia Perfeitos! Eu ainda não li mas, se você observar as resenhas de Perfeitos, irá incontrar pessoas que tambem não gostaram muito do primeiro, mas que o segundo livro da serie veio para fazer tudo o que Feios não fez. Parece ser muito bom a continuação, então meu conselho é Leia o proximo!!!

Gostei muito da sua resenha, Parabens!


Tamy 01/03/2011minha estante
Concordo plenamente, li jogos vorazes há algumas semanas e não tem como não olhar pra Feios e pensar no quão melhor poderia ter sido escrito.


Thaís 14/04/2011minha estante
Eu concordo. Espera algo realmente muito melhor, mas o livro mesmo assim não deixa de ser bom pela história, pela criatividade da ideia, não tanto pela escrita do autor e pela forma como ele levou as coisas...


lucasdantas 11/05/2011minha estante
Na verdade, Feios só começa a ficar interessante no final. Mas todas as informações do início do livro começam a fazer sentido do meio para o fim.


Paula 06/07/2011minha estante
Teve algo me incomodou profundamente nesse livro, e quando eu li seu comentário vi que foi a mesma coisa que não te agradou.
A história tinha absolutamente TUDO pra ser ótima, assim como Hunger Games da Suzanne Collins, porém, o autor não soube desenvolve-la. A única razão pela qual eu ainda assim comprei o segundo livro, foi por causa do final instigante, e mesmo assim eu já me arrependi, a série cai cada vez mais, não prende a atenção e a história vai para um lado bobo e superficial.


ES 15/07/2011minha estante
Acabei de ler sobre a série, e como fiquei instigado com a proposta do autor. O contexto é excelente e como nos aproxima de nós mesmos e do que nos rodeia. Mas já logo me indaguei: e o estilo? a escrita? Poupei-me com os comentários de vocês.

Paro a busca do livro por aqui. Sãos raros os estilos atuais que me prendem. Melhor dizendo, que se prendem.

Quem sabe, Scott não evolua e não traga uma obra mais rica, própria ao seu contexto e ideia, numa próxima edição?

Como idealizador, ótimo. Como escritor? Talvez.


Mi 12/08/2011minha estante
Eu fiz o movimento contrário: li a trilogia de Feios e depois os dois de Jogos Vorazes. Não há comparação mesmo, mas concordo em gênero, número e grau com você: a trilogia podia ser muito mais. Não sei se você já leu os outros dois, mas a sensação foi a mesma.
Adorei sua resenha!


Carlos Wilker 22/09/2011minha estante
Foi exatamente o que eu senti no livro: história boa, porém não elaborada. Uma pena. Vou procurar o Jogos Vorazes, não conhecia. ;)


Lu 22/09/2011minha estante
Que excelente resenha. Estou lendo Feios agora e sinto exatamente a mesma coisa. Narrativa pobre e escritor careta. Fora que Tally não chega aos pés da Katniss.


baby lespaul 30/09/2011minha estante
cara eu discordo de vc na minha opinião a série "feios" tem esse ar suave, e ñ passa para uma trama mais pesada com sangue e etudo mais pq é um história feita para adolescentes, e ainda por o autor tentou alcançar o publico feminino, então focalizou no romance e nas intrigas.
bom essa é minha opinião, no entanto o jeito como escreveu sua resenha mostrou q vc é um bom avaliador de livros, e acho q vc tem razão quando diz ter esperado demais desse livro.
após ter lido sua resenha e alguns comentários tb kero ler "jogos vorazes".


Debie 29/12/2011minha estante
Dificilmente existirá outro livro tão incrível e arrebatador quanto Jogos Vorazes, para não dizer nunca. Só posso dizer isso. Por este motivo, procurar por coisas semelhante... Bem, não dá muito certo.


Marcella Tchella 12/01/2012minha estante
Excelente comentário, concordo com você, não conheço o livro Jogos Vorazes, mas quanto a Feios, tive a mesma impressão, também não tive acesso ao livro em inglês e não gosto muito de traduções, sempre perde o encanto, e esse enredo me lembrou um pouco "Admirável Mundo Novo", mas mesmo assim foi uma boa distração, vou ler "Perfeitos" porquê comprei a edição Vira-vira, mas não pretendo adquirir "Especiais"! Agradeço seu comentário, muito interessante! Abraços!


Lucas di Souza 24/04/2012minha estante
parabéns pela resenha, mto bem elaborada e com uma ótima crítica. Parabéns mesmoo !


Camila 16/07/2012minha estante
É triste o fato de que as pessoas do mundo de hoje estão mais preocupadas com a estética das histórias do que seu significado. Jogos Vorazes teve personagens muito bem feitos e intrigas realísticas, e o resultado foi pessoas ignorando o absurdo de crianças sendo assassinadas da história (que seria o significado do livro) e preocupadas com a vida amorosa da protagonista e com a personalidade da mesma. Em Feios, a crítica social e a ideologia saltam aos olhos e os personagens e as entrigas são elementos que apenas nos ajudam a entender o contexto da mensagem do autor. O resultado: está mudando a visão dos poucos que o leem, ou pelo menos mudou a minha.
Por isso não concordei com seu comentário, acho Feios melhor do que Jogos Vorazes na explicação para livro em que se diz: "Livros não mudam o mundo, as pessoas mudam o mundo. Livros só mudam as pessoas."


Jessie 05/08/2012minha estante
Está realmente na moda livros com o tema futurísticos,mas na minha opinião o melhor mesmo é Jogos Vorazes,o único outro que eu li com esse tema foi Destino que é bem parecido.Jogos Vorazes fala um realidade diferente e como muitos pensam não está focado nos triângulos amorosos e sim na aventura e critica social.Eu ainda não li esse livro Feios ,por isso não posso falar nada sobre , mas acho que ia enjoar depois de ter lido vários livros com o mesmo assunto. "May the odds be ever in your favor."


Isie 27/08/2012minha estante
Eu li Feios antes de ler a trilogia de Jogos Vorazes, e na época o livro já me apresentava alguns problemas.
Problemas esses que você citou (nem todos), como o ''romance'' descartável do livro, substitua aquilo por uma amizade e a experiência continua a mesma. Tally para mim é o retrato do jovem generalizado de hoje em dia, ela é.... igual, não tem características especiais que a tornam um personagem marcante, mas ela é de certa forma essencial para o desenvolvimento da estória pois, trata-se do impacto de alguém que tinha uma visão limitada tem com a visão da realidade. Sobre Jogos Vorazes, vocês superestimam o livro demais, sim, eu amo o livro e sou totalmente fangirl, mas venhamos e convenhamos, Katniss não é tudo isso. Do mesmo modo que Feios foi mal aproveitado pelo politicamente correto (não deixando de ser bom), Jogos Vorazes também foi quando Suzanne Collins se limitou a escolha de um livro em primeira pessoa. Não deixo de amar Jogos Vorazes, que se foca não principalmente na guerra em si, mas no efeito que guerra traz para o povo. E eu odiei o epilogo de Jogos Vorazes, as pessoas superam as coisas, lentamente mas superam, alguém devia dizer isso à Suzanne.


cris 23/01/2013minha estante
faço minhas as suas palavras. peguei o livro pra ler em novembro e até hoje não tive animo de terminar (faltam menos de 100 páginas pro final). não compraria o livro de novo, assim como não vou ler o segundo.


Zach Motta 05/02/2013minha estante
Acho que as comparações com Jogos Vorazes deveriam ser deixadas de lado. Não suporto mais ver as pessoas comparando qualquer distopia à Jogos Vorazes como se essa fosse a melhor trilogia do mundo e blá blá blá. Sei que cada um tem seu gosto e costumo respeitar isso, mas enche o saco essas comparações entre qualquer livro que se passe em um ambiente futurístico com Jogos Vorazes. São obras diferentes, escritas por autores diferentes e que pensam diferente.


Ralf 12/03/2013minha estante
NÃO COMPARE FEIOS COM JOGOS VORAZES. ELES NÃO SÃO PARECIDOS EM QUASE NADA.
Eu li Feios depois Jogos Vorazes e achei Feios muito melhor. Você não irá encontrar muitas coisas que Jogos Vorazes tenha em comum com essa série do Scott.


Fill 05/07/2013minha estante
de fato, é uma história pouco aprofundada e muito rapidinha! mas bem bolada e interessante, concordo contigo =) jogos vorazes esculacha, mas não é ruim! haahahaha


Ariane Miyazaki 26/08/2013minha estante
Tenho que discordar da sua resenha e concordar com o comentário da Camila: "Livros não mudam o mundo, as pessoas mudam o mundo. Livros só mudam as pessoas."
O livro Feios é carregado de críticas à nossa sociedade atual: padrões de beleza, a futilidade, o uso desenfreado de matérias primas e um futuro apocalíptico nos esperando!
Eu consegui enxergar algo a mais nesse livro, e que as situações e personagens estão lá para ajudar a passar essa mensagem. É isso aí!


Vicky 11/09/2013minha estante
Muito boa a resenha! Parabéns


Romma 25/09/2013minha estante
so digo uma coisa para o pessoal que não entendeu os casos de futilidades no livro, vão deixar de ser medíocres e parem de comparar Feios e outras distopias também, com jogos vorazes, cada uma é diferente, e se o final nao foi o que voces esperavam, paciencia, mas escritor imprevisível é outro nível.


Rafaela Silva 09/12/2013minha estante
Na minha opinião Feios me remeteu ao livro Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley e a Droga da Obediência de Pedro Bandeira, porque eles remetem, um a um mundo onde as pessoas são condicionadas e lobotizadas, e o outro onde uma droga faz as pessoas esquecerem e serem obedientes.Fora o pano de fundo de um mundo pós apocalíptico ditatorial, não tem nada parecido com Jogos Vorazes, o contexto é totalmente outro.Tá o romance é água com açúcar e sem maturidade nenhuma, mas o livro passou a mensagem necessária na minha opinião que é da futilidade da aparência.Li cada livro em menos de um dia e recomendo, história leve e de fácil leitura, o único pecado foi os erros de tradução e correção gritantes no livro.Odiei a palavra borbulhante.Se tivesse paciência ia ler a versão em inglês só para ver se esse era o sentido do autor ao escrever.Fora isso amei o livro!!!


Bruna 21/02/2014minha estante
Exatamente o que aconteceu comigo.
Essa busca por algo que se equipare a Jogos Vorazes, a decepção pelo autor ter uma história tão fantástica em mãos e ser tão comedido...
Também fiz questão de terminar a série, e realmente não achei o livro ruim, mas sinceramente eu esperava muuuito mais.


Jessé 04/03/2014minha estante
Sim, acho que a sua comparação com Jogos Vorazes atrapalhou totalmente o sua recepção da obra. Feios é muito diferente (e mais original até).


glenysson 07/03/2014minha estante
O LIVRO É ÓTIMO... MAS AS CONTINUAÇÕES SÃO MELHORES... ACHO Q É POR CAUSA DO NOVO PAR ROMÂNTICO DELA... SINCERAMENTE EU NÃO GOSTEI DELA COM O DAVID...


Lovett 24/04/2014minha estante
Concordo plenamente. Comecei a ler esperando uma "história maravilhosa", mas não passou de uma "história divertida".


daany eimori 28/04/2014minha estante
Também me interessei pelo livro por causa da comparação que fiz com Jogos Vorazes. Mas gostei o suficiente do livro pra comprar a continuação, e ver como a história se desenrola.


Lilian.Scoteski 18/02/2015minha estante
Olha... concordo muito com o que você escreveu.
Estou terminando de ler Extras, e sinceramente, a série não deslanchou. O argumento era muito bom, a idéia da perfeição, a busca por ser diferente... depois, nas continuações, uma busca maior ainda, por ser especial, e ainda pela fama... tinha tudo pra ser "A Série". Mas foi completamente decepcionante. Costumo dizer que sou uma leitora tão voraz que nunca deixei um livro sem terminar, por mais que ele tenha me irritado, me decepcionado. Luto com o autor até a última página. Lutei dessa vez, estou terminando, mas tenho que dizer: quase fui vencida. Extras, o último volume de "uma trilogia de quatro livros" é completamente desnecessário, nem deveria existir. Reprogramei meu cérebro pra entender que o FIM da série foi no fim do terceiro livro.


Bianca Sahs 19/09/2015minha estante
Que resenha extraordinária! Com o primeiro parágrafo vc me convenceu completamente ;) A série Jogos Vorazes foi a última que li que realmente me impressionou. Mesmo que o livro não tenha te deixado 100% satisfeito, vc resumiu bem seu conteúdo. Parabéns ^^




Fernanda 22/09/2012

Resenha de Feios - Scott Westerfeld
Confira a resenha de Feios - Scott Westerfeld - Galera Record @galerarecord

http://segredosemlivros.blogspot.com.br/2012/09/resenha-feios-scott-westerfeld.html
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Mandy Porto 13/04/2010

Muitooo Bom!
Tally YoungBlood é uma feia e uma ótima protagonista. Em um mundo moderno e dividido em perfeitos e feios, a história única de Scott Westerfeld é fantástica. Ouvi muito deste livro, de seu sucesso e de sua história única. Eu já queria lê-lo muito antes de a editora Record anunciar o lançamento aqui no Brasil. E eu não me decepcionei, eu adorei o livro de Scott e acho que muitas pessoas concordarão comigo.

Como eu já mencionei os feios moram separados dos perfeitos. Tally e todos os outros adolescentes sofrem uma longa espera para seus aniversários de 16 anos, na verdade é somente neste dia que pensam constantemente. Por quê? Porque é neste dia que eles se tornarão perfeitos e morarão na cidade Nova Perfeição. O procedimento não é nada simples, mas mesmo assim todos os jovens já sabem como funciona. Você praticamente vira outra pessoa, tudo em você é melhorado, pele, olhos, peso, altura, cabelos... todos os perfeitos são muito parecidos, como se todos fossem irmãos. A perfeição surgiu perfeitamente para isso, para todos serem iguais, ninguém se sente de fora e brigas não ocorrem. Eu achei tudo muito bizarro. Imagina um mundo onde todas as pessoas são super parecidas e felizes e sua vida é uma monotonia. Por isso as pessoas de fora são chamados de feios, não porque eles são feios, mas porque são diferentes de todo mundo. Os adolescentes sofrem tipo uma lavagem cerebral quando nascem, eles não tem nem a chance de amarem a si mesmos, somente possuem a idéia na cabeça de que são feios e que tem que serem perfeitos...Mas nem todos pensam assim.

Tally conhece uma nova amiga logo no começo do livro, chamada Shay. Shay gosta de seu corpo magrelo demais e de seu rosto diferente. Shay apresenta um novo mundo para Tally onde as pessoas são normais, diferentes e feias no olhar de Tally. O livro é dividido em três partes e Scott os escreveu incrivelmente bem. Ele criou um mundo onde existe carros voadores, pranchas voadoras, um anel de interface que é usado como uma agenda e outras maneiras impressionantes de viver em um mundo moderno. É muito bem escrito e a linguagem é muito fácil de entender. Scott deixa bem claro que Tally faria de tudo para se tornar perfeita, o livro é repleto de drama e as escolhas de Tally surpreendem, ainda mais quando um novo amor surge em sua vida.

Feios foi um enorme sucesso nos EUA e com isso Scott escreveu continuações, Pretties e Extras, espero que a Record as lance também. Depois de tantos livros de vampiros, uma história diferente como essa é boa para a mente. (hehe)

http://mylittleworldofbooks.blogspot.com/
Romma 03/03/2013minha estante
https://www.facebook.com/dizqueefadeuglies
Gosta da série Feios? Fan page suuuper bacana da série! Tirinhas, montagens, brincadeiras... Aqui você encontra de tudo um pouco!
Entre e divirta-se não vai se arrepender! XD




Blog MVL - Nina 18/03/2011

Minha Vida por um Livro | minhavidaporumlivro.blogspot.com
Feios é o primeiro de uma trilogia de livros escritos pelo autor americano Scott Westerfeld. É sucesso de crítica nos Estados Unidos e teve sua versão em português publicada pela editora Galera Record. A história se desenrola em um futuro onde todos os humanos são considerados feios até que completam dezesseis anos e sofrem a cirurgia que lhes transformará em seres “perfeitos”.


A premissa de Westerfeld é óbvia e sua crítica á sociedade visual que vivemos atualmente também. A sinopse é daquele tipo que deixa você louco para comprar o livro e a capa daquelas que você quer ter em sua estante de livros. O verdadeiro problema é que o livro não conseguiu me cativar.


Embora ache todo o ponto de vista do autor louvável, o plot do livro em sua essência não conseguiu prender minha atenção ou me causar verdadeira emoção durante a leitura. Primeiro que o livro demora a realmente começar. A leitura meio que se arrasta até o meio do livro e a única coisa que me fez continuar a leitura(e talvez aí esteja o grande trunfo do autor) é saber onde toda aquela confusão de informações iria acabar.


O livro só engrena mesmo no final. O romance durante a história é escasso e mal explorado, alguns autores deveriam se abster de tentar acrescentar algum romance em suas histórias.


A minha conclusão é que o livro poderia ter tido menos páginas e uma escrita mais objetiva. E eu definitivamente me decepcionei com o final, pois embora esteja ciente de que existe uma seqüência, acho difícil que esse final possa ser modificado nos próximos livros da série.


De qualquer forma não desistirei da série Feios ainda. Veremos como se sai o segundo livro da trilogia, Pretties(algo como Bonitos em inglês) e ver se dessa vez o autor consegue me entediar menos e me encantar mais.

Marina Moura

Blog: Minha vida por um Livro
http://minha-vida-por-um-livro.blogspot.com/
Márcia 15/08/2010minha estante
Adorei sua resenha!


Alan Ventura 19/08/2010minha estante
ótima resenha!


CLEUSA 18/03/2011minha estante
Desculpe, mas não seriam 4 livros: Feios, Perfeitos, Especiais e Extras? Ou estou enganada?


Tayla Olandim 03/04/2011minha estante
Cleusa, o quarto livro não faz exatamente parte da trilogia principal. Os três primeiros livros contam uma história que acaba no terceiro livro e o quarto livro, Extras, são, bem, extras.


Pam 14/10/2011minha estante
AAh achei exatamente isso que escreveu, eu demorei um tempo pra terminar, achei o inicio bem arrastado... mas nao desisti, achei q melhorou depois do romance com Dave, mas poderia ter sido bem mais objetivo...


Romma 03/03/2013minha estante
https://www.facebook.com/dizqueefadeuglies
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Entre e divirta-se não vai se arrepender! XD




Camila 02/05/2010

Feios
Um livro com esse nome com certeza chama à atenção! Assim que eu vi o livro, fiquei super curiosa!! E me dei bem!! O livro é excelente!! Embora a história seja construída sobre uma fórmula um pouco conhecida, o autor o fez com muita propriedade e o resultado é ótimo! Feios conta a história de Tally, que finalmente vai completar 16 anos e ganhar a sua tão sonhada operação para se tornar uma perfeita. Depois da operação, Tally poderá deixar a Vila dos Feios e se juntar aos seus amigos e família! Só que antes disso acontecer, Tally conhece Shay, que mostra para ela que existe uma opção... Shay, que fará aniversário no mesmo dia que Tally, resolve fugir e não ser uma perfeita, o que causa um enorme problema à Tally, que terá que será obrigada a ir atrás da amiga e tentar trazê-la de volta, além de entregar a localização de Fumaça, a cidade onde vivem esses 'rebeldes'...
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Lu 02/05/2010minha estante
Puxa, fiquei com água na boca pra ler esse livro, Camila. Ótima resenha, como sempre. ^^




Lorran 28/06/2010

WWW.SUBTITULO.COM.BR
Resenha publicada no blog Subtítulo - www.subtitulo.com.br

Confesso que estava sentindo falta de uma ficção científica nesse estilo. Sou fã de clássicos como Admirável Mundo Novo, 1984, Eu Robô... Feios é um daqueles livros que te faz pensar em como algumas escolhas que fazemos podem chegar um dia a um nível impensado, mas possível.

A resenha publicada na Livraria da Folha, classifica o livro como "um casamento entre 1984, de George Orwell, e Diário da Princesa, de Meg Cabot". Apesar de parecer esdrúxulo, acredito que seja bem por aí mesmo. Não li nenhum livro da série O Diário da Princesa, mas a abordagem jovem dada a história torna-o um provável sucesso juvenil.

Mas, de forma alguma, o livro se restringe a ser apenas mais um sucesso teen. Não que um livro erigido a sucesso teen não tenha qualidades, pelo contrário, muitos são fantásticos. Mas o pano de fundo de Feios é o que chama a atenção, e promete fazer algumas cabecinhas entrarem nos eixos.

"Em um mundo de perfeição, o normal é feio."

Tendo como mote a surreal popularidade das cirurgias plásticas entre jovens, o autor cria um universo onde, ao completarem 16 anos, as pessoas são submetidos a uma série de cirurgias plásticas a fim de torná-las "perfeitas". Nesse mundo futurista, a protagonista Tally Youngblood não vê a hora de completar a idade limite e tornar-se perfeita, até a hora em que se vê envolvida com um grupo de resistência e percebe que a perfeição não é tão perfeita assim. Nossa, muita perfeição para uma frase só...

As críticas ao atual culto à beleza são muitas, juntamente com as feitas às nossas primitivas formas de utilização dos recursos naturais. Tomara que a série consiga dar uma sacudida na cabeça dos jovens leitores. Acho que é o principal objetivo do autor. Ganhar dinheiro também, é claro.

O pior é ter que esperar a continuação do livro. São quatro volumes, sendo o segundo, Perfeitos, com previsão de lançamento em agosto.

Uma boa notícia é que, segundo o autor, já estão abertas as conversas para uma possível adaptação cinematográfica da série. Vamos esperar!
Luh 12/03/2011minha estante
Amei a sua resenha, concordo com tudo.
Feios é um dos meus preferidos.


Jhoni 12/01/2013minha estante
Queria muito começar a ler este livro =(




Carol- Books and Tea 28/10/2012

Nem uma operação, feita em Circunstâncias Especiais, ou uma ordem da Dra.Cable, me faria esquecer Feios!
Feios
Scott Westerfeld
415 páginas - Galera

"Uma narrativa de tirar o fôlego"- Booklist

Em uma época como a que vivemos, onde a beleza é julgada para muitas pessoas, como o estereótipo mais importante, Scott aborda em "Feios", o quão ruim a mesma pode ser, em um enredo leve e surpreendente, o autor nos faz pensar, mesmo com um enredo fictício e futurista, alguns valores, que são desprezados, como o interior das pessoas.

Quantas vezes, não nos olhamos no espelho e nos achamos feios(as)? Ou, mesmo estando bonitos(as), achava- nos normais demais? Westerfeld, em seu quote diz- "Em um mundo de extrema perfeição, o normal é feio", será que isso também não ocorre em nosso mundo? Se pararmos para pensar, julgamos sempre o "normal", como simples, e acabamos buscando sempre mais, não é mesmo? Feios, nos faz refletir sim,sobre valores morais e atuais.

Agora o enredo... Já imaginaram um mundo, onde você seria aos 16 anos, submetido á uma cirurgia que, trocaria sua pele, olhos, ossos...Tudo? E que de alguma forma, sua personalidade? Esquecendo a última palavra, essa é a vida de Tally, uma jovem que prestes á completar 16 anos, acaba vendo o verdadeiro lado da Perfeição, e acreditem, não é tão perfeita, muito menos bonita assim. Tally, não vê a hora de completar 16, e se mudar de Vila Feia, á caminho de Nova Perfeição, encontrar Paris, seu melhor amigo, que á exatos 3 meses e 2 dias, havia se tornado perfeito.
De início, tinha certeza do amor de infância desses dois, mas acabei mudando de opinião, o que acabei gostando com a sequência dos fatos. Se tornar perfeita, era o maior desejo de Tally, até que após umas de suas "travessuras", acabou conhecendo Shay, aventureira e destemida assim como ela, porém, que não havia sido tão corajosa, quando necessário.

A história me agradou bastante, por ser diferente dos livros que havia lido, e fugiu do "padrão", da maioria dos livros de hoje, estou cansada já, de histórias clichês e previsíveis, "Feios", saciou minha vontade por coisas novas, no momento, definitivamente. O enredo, pode parecer de início, até um pouco fútil, com toda essa história, de se tornar "perfeito", e que os normais são "feios", e devem se sentir assim. Mas ao momento em que, Shay entra, muda completamente o livro, pois apesar de Tally, gostar de suas travessuras, era extremamente conformada com a realidade, e agradou bastante o momento em que, ela caiu em si, e decidiu agir por si só. Shay não quer se tornar perfeita, pelo contrário, quer fugir e se juntar á outros feios, que tomaram a mesma decisão, o que Tally acha uma completa maluquice, se perguntando o porque de uma pessoa querer ser feia para sempre.

Ao decorrer da trama, conhecemos David, muito comentado por Shay, que acabou se tornando o meu preferido do livro, pelo jeito como foi feito, e como ele vê "através", de toda a normalidade, dos então "feios", vendo os mesmo por seus atos e...suas cicatrizes? é, suas cicatrizes. Vendo sua verdadeira beleza.
Ao decorrer dos fatos, Tally tem de tomar uma decisão importante, ao que no momento seria a mais importante de sua eterna vida como feia, ou ascensão aos perfeitos. Tendo de se aventurar, através dos limites de Vila Feia, indo até a então improvável, Fumaça, onde percebe como seu mundo é "falso", e quais são os verdadeiros e melhores valores da vida, e assim com ele a paixão.

Enfim, uma ótima narrativa, que sim, no início poderia ter uma introdução mais abrangente do espaço de toda a história, pois como já comentei é futurista. Os personagens, foram muito bem construídos, o enredo é empolgante e foge dos clichês e padrões, estabelecidos nos atuais livros. Fui com muita cede ao pote em Feios, e não me decepcionei, muito pelo contrário. E acaba com aquele gostinho de quero mais, te deixando com extrema vontade por Perfeitos a continuação.

Super recomendo e boa leitura! :)

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Hosanna 07/04/2013

Esse livro me fez pensar no que seremos daqui a muitos anos. No que transformaremos nossos filhos, netos, bisnetos? O que nós - Enferrujados - teremos pra oferecer a próxima geração? (ou será que vai haver próxima geração, com tanta devastação que provocamos?)
Desculpem a arrogância, mas quem disse que esse livro é "ruim" ou que "não tem nada demais" simplesmente não leu como deveria. Scott Westerfeld te convida não só a ler, mas a se entregar à mensagem que ele quer passar.
BOM OU RUIM, esqueça qualquer comentário que alguém fez sobre Feios. Leia com a mente focada a todos os detalhes sobre nós, citados como famigerados loucos devastadores, ou simplesmente Enferrujados, enfim, capture tudo o que ele tem a oferecer, porque não é pouca coisa. Apesar de um final quase previsível (a julgar pelo nome do 2° livro - Perfeitos), você não vai se arrepender.
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Lu 04/10/2011

Não vou negar que parte da "culpa" pelo abandono de Feios é minha. Depois de meses querendo lê-lo, minhas expectativas eram bem altas. E suponho que começar a ler o livro do Scott Westerfeld junto com "City of the Fallen Angels" e "Guerra dos Tronos" talvez não tenha sido a melhor ideia.

O fato foi que, ao iniciar a leitura, fui desagradavelmente surpreendida pela narrativa do Scott. Ela não conseguia me prender. As cenas iniciais, que tinham tudo pra ser aquele momento de conexão com a protagonista foram meio que por água abaixo, pois não apenas eu não conseguia visualizar nada, como o texto me dava sono.

Ao longo dos capítulos, outra surpresa desagradável: Tally é uma daquelas protagonistas molengas. Muito bobinha, sem carisma, sem força para liderar um livro que eu imaginava que seria um segundo Jogos Vorazes.

E, de fato, Feios tinha tudo para ser grande: uma ficção científica com uma dose de crítica social à sociedade obcecada com beleza e juventude. Genial. Só que não basta ter uma boa ideia para se ter um bom livro. É preciso saber desenvolvê-la. Westerfeld ambientou sua história no futuro, mas parece ter uma tremenda preguiça de descrever qualquer coisa. Tally é patética. E os diálogos são bobos, repetitivos e apáticos. Nem Shay se salva.

Eu gostaria até de saber o final, mas não tenho ânimo pra fazê-lo. Não há nada que me prenda, que me convença a seguir. Foi o que aconteceu com Strange Angels.

Por isso, eu abandonei a leitura. Talvez eu tente ler outros trabalhos de Westerfeld que algumas amigas sugeriram. Mas isso são planos pro ano que vem.

Não recomendo.
Nina 03/10/2011minha estante
LU, vc disse TUDO o que eu senti ao ler o livro, só que fui teimosa e li até o final!
Livro com boa estória, porém fraco em todos outros aspectos. Realmente não empolga, não emociona, não te prende, simplesmete me deixou curiosa, por isso fui até o final, mas sem expectativas.
Dei 2 estrelas: uma pelo enredo diferente e inovador e outra pela capa que é chamativa, fora isso não valia as duas estrelas não!


Wil 09/12/2011minha estante
Falou tudo. A narrativa não me prendia, era difícil imaginar a cena, o autor não dava detalhes suficientes, era muito vago. Abandonei também o livro.


Veruska 14/12/2011minha estante
Concordo. O tema é ótimo, mas o desenvolvimento é muito superficial.




Marcelon 09/01/2012

Inquietante
Feios começa a minha temporada 2012 colocando as próximas leituras numa situação complicada: superar vai ser difícil. Despretensioso, quando uma grande amiga me sugeriu de lê-lo, confesso que fui deixando para depois, pois imaginava um enredo bobinho. Eu estava bem enganado. De cara o livro te pega numa rasteira só por usar - e contextualizar de uma forma só sua - a palavra "feio". A aventura em si, a narrativa de ação, não passa de acessório. O debate maior na obra surge à partir de uma proposta futurista de humanidade. Resvala em sustentabilidade, bate de leve nas estruturas políticas. Mas acima de tudo é um livro sobre Ética. Uma verdadeira sala de aula sobre como a Ética pode, deve e seria aplicada em determinados contextos (se é que já não é assim aplicada).

Não dá pra deixar de se pegar em muitos momentos inquieto de como as idéias do livro mexem com a base de alguns dos valores que se tem, formados desde a infância.

Enfim, um livro para perturbar as coisas já definidas na sua mente. Leia. Mas leia sabendo que 1) a mente precisa estar aberta para não se deixar levar pelo estereótipo e 2) saiba que se trata de uma trilogia.
Camila 17/09/2012minha estante
Sua resenha foi confusa, mas confusa como se nos incitasse a ler ao mesmo tempo que não entendemos o porquê, o que nós apenas descobriremos ao ler o livro. Interessante...




Camila 20/07/2012

Provando que o Comunismo Não Funciona
Um livro curioso é esse “Feios”, de Scott Westerfeld. É uma ficção bem ilusória, porém aborda um assunto muito real, que já gerou polemica no mundo inteiro. Esta maravilhosa obra trás as 415 páginas mais engenhosas depois de Harry Potter. Editado pela Galera, vemos o quão incrível é o universo gerado pelo autor.

O livro trás a história de Tally, uma menina que não vê a hora da chegada de seu aniversario de 16 anos. O motivo é simples: no mundo do futuro em que vive, aos 16 anos as pessoas ganham uma cirurgia plástica do governo que os deixa perfeitos. Pele perfeita, formas perfeitas, saúde perfeita. Resumindo, ao 16 anos, todos ficam lindos e exuberantes. E são entregues a uma vida de festas e prazeres. Assim continua a vida de todos até que atinjam certa idade na qual precisem de uma nova cirurgia, se tornando, assim, perfeitos de meia-idade. Estes segundos trabalham em um cargo escolhido pelo governo, até que se tornam perfeitos idosos, e então descansam. Tally, como ainda é “feia”, tem que arrumar algo para fazer antes de seu tão esperado aniversário, e, em uma de suas artes, acaba conhecendo Shay. Esta garota, ao contrário de Tally, não quer se tornar perfeita. Diz que quer ser ela mesma, independente de beleza ou não, não mais uma perfeita parecida com todos os outros, fazendo as mesmas coisas que todos, e por aí vai. Diz que quer se mudar para Fumaça, um lugar onde ninguém se torna perfeito e o mundo é capitalista, não comunista como o de Tally. Ela foge a esse lugar antes de seu aniversário. A protagonista, mais tarde, se vê obrigada pelo governo a ir à Fumaça também. Tem a finalidade de contar ao Estado a localização dos foras da lei como Shay, sob a ameaça de não se tornar perfeita. Entretanto, em Fumaça, ela descobre um novo modo de pensar a vida, o amor, outros tipos de beleza, e, sobre tudo, a verdade por trás da cirurgia.

Perceba o quão utópico é o mundo de “Feios”. É, realmente, um lugar perfeito. As cidades são auto-sustentáveis, não prejudicam o meio ambiente e todos vivem em harmonia. Perfeito demais. A crítica do autor está nisso. Ele quis mostrar a única maneira viável de se fazer um mundo comunista: com todo pensando igual. Mas, como ninguém pensa igual, para o comunismo ser possível, seria preciso alguma medida radical que fizessem todos pensarem igual. Ensinamentos na escola seriam o suficiente? Ou algo mais? Talvez muito mais, como mostra “Feios”.

Outra crítica do autor anticomunista está na dúvida de se o fato de todos serem iguais é realmente bom, ou se é ruim. Ele nos mostra os dois lados da história, e depois coloca a opinião dele.

Westerfeld me convenceu que o comunismo não é bom, que é utópico e repressor. Foi a obra mais bem feita que já vi sobre o tema. E fico curiosa para ler o segundo livro, ainda não lançado no Brasil. O final é surpreendente, nos trás uma decisão radical de Tally que comprometerá o próximo livro todo, pois será preciso muitas páginas para que o plano fruto desta decição seja concretizado; mas, se concretizado, salvará todos da ignorância.
Carlos 02/11/2010minha estante
Só não gostei do final da tua resenha, podia ter avisado que viria um Spoiler =/


Camila 04/12/2010minha estante
aonde está o spoiler, por favor?


Isis C. 21/12/2010minha estante
Estava em dúvida se lia o livro ou não, mas agora já tenho mais segurança para comprá-lo. Estava 9,90 na Saraiva! Nem sei como saí de lá sem ele... Na verdade, dei uma olhada em algumas partes e me parecia algo meio poético misturado na narrativa, à la A Menina que Roubava Livros. Não sou muito fã desse estilo, mas não devo julgá-lo, certo? Da próxima vez que encontrar Feios em promoção, eu compro.


Marezinha 21/06/2011minha estante
Não acho que a crítica do autor seja ao comunismo. Até porque o comunismo prega uma igualdade SOCIAL, o que nada tem a ver com a padronização estética e manipulação cerebral. Pelo contrário, vejo uma séria crítica ao sistema vigente. Pois veja bem: o sistema capitalista selvagem aliado com a mídia determina o que é bonito e o que não é. Logo, a existência de meninas-barbies, culto ao corpo, pessoas se achando gordas inclusive quando são esqueléticas é fruto disso. Além de danos físicos, pontuo também danos cerebrais: somos obrigados a nos adequar a isso, somos forçados a alienação o tempo inteiro.
Além do mais, a série Feios é distópica. Caracterizada por críticas sociais (lembrando que não vivemos no comunismo) e exploração da estupidez coletiva.


Camila 23/06/2011minha estante
É verdade, Marezinha, depois de ler o resto da trilogia comecei a perceber mais o que vc falou. Acho qeu minha resenha focalizou demais na crítica ao comunismo, mas realmente há muito mais do que isso. Embora sutil, ainda acho que existe tal crítica, mas é muito mais uma crítica à mídia e aos esteriótipos como vc falou.




Evelyn Ruani 28/04/2011

DESAFIO LITERÁRIO 2011 - Tema: Ficção Científica / Mês: Abril (Livro 6)
"Em um mundo de extrema perfeição, o normal é feio".

Essa frase explica bastante sobre a história de "Feios", o primeiro romance da série do autor texano Scott Westerfeld. Tally é feia. Não, isso não quer dizer que ela é horrível e assutadora. Ela é apenas uma jovem que não completou 16 anos ainda e por isso não passou pela operação que a transformará em uma pessoa incrivelmente bela e perfeita. Tally está ansiosa pela operação e pela vida perfeita que levará em Nova Perfeição, a cidade onde sua única obrigação é se divertir muito, aproveitar bastante e ir à inúmeras festas ao lado de pessoas tão belas e perfeitas como você. Parece uma vida de sonhos, mas, como tudo na vida, tem seu preço.

Alguns meses antes de completar 16, Tally conhece Shay, uma Feia que não está tão ansiosa pela transformação e prefere se arrisacar fugindo da cidade e conhecendo uma outra vida ao lado de pessoas que assim como ela, são contra a ditadura da beleza e da perfeição. Tally sofre com a separação da amiga, mas quer tanto se transformar em perfeita que não a acompanha, preferindo esperar pelo dia de sua operação. No dia programando, no entanto, Tally se vê obrigada a ir atrás da amiga, pois os perfeitos estão fartos dos grupos desertores e querem descobrir sua localização.

Chantageada e forçada a seguir as instruções que Shay deixa com ela antes de partir, Tally vai conhecer um lado diferente desse mundo perfeito, e, infelizmente, não é nada bonito.

Westerfeld tem uma narrativa bastante envolvente e a idéia de seu livro é muito original e interessante. Logo no começo do livro é possível perceber que a história é do tipo que prende e a leitura é bastante agradável. Somente em alguns momentos achei que o autor poderia ter trabalhado melhor a narrativa, como é o caso do romance entre Tally e David e o importante momento da amizade de Tally e Shay. Não me agrada muito quando questões importantes na história são tratadas superficialmente e passam quase desapercebidas.

Afora isso, a história é muito original. Fico admirada com a capacidade de alguns autores de criarem realidades totalmente novas, com detalhes tão bem amarrados. Nova Perfeição é o futuro. Uma cidade totalmente voltada ao bem estar do ser humano e do meio ambiente, utilizando energias renováveis, materiais recicláveis, alimentação à base de soja. As pessoas são influenciadas a pensar de forma ecológica em relação à tudo. Derrubar uma árvore é visto como um ato agressivo e indesculpável. Matar um animal, que seja para alimentação, também. Confesso que me peguei, em alguns momentos do livro, a favor dos perfeitos e de Nova Perfeição, apesar dos pesares.

O egoísmo, a ambição, o individualismo da raça humana as vezes me leva a pensar que medidas drásticas como "Nova Perfeição" talvez sejam a solução dos nossos problemas. Porque no fim, e realmente acredito nisso de vez em quando, "O único problema do Mundo são as pessoas".

E isso também foi um ponto positivo para Westerfeld que com sua ideía criativa, nos faz refletir sobre nosso mundo, nossas escolhas e prioridades. Vale também ressaltar que o final do livro toma um fôlego surpreendente, deixando gostinho de quero mais.

Leitura recomendada!
Léia Viana 28/04/2011minha estante
Sociedades alternativas e ainda ecologicamente corretas, é "um novo mundo"!
Adorei a resenha, vou marcar este livro para minha próxima aquisição.


Lu 28/04/2011minha estante
Como se fosse possível, fiquei com ainda mais vontade de ler Feios! Ótima resenha, Ly!


Li Castro 28/04/2011minha estante
Concordo com a afirmação que o único problema do mundo são as pessoas! E essa Nova Perfeição deve ser muito boa de se viver, apesar de qualquer culto à beleza que tenha, só de pensar num lugar em que a natureza (principalmente a parte animal) seria respeitada, já me deixa com vontade de arrumar as malas!

Vou anotar para a minha próxima compra! ^^




Mariana Cardoso 30/07/2012

Apesar de não me interessar por nada muito futurista (aliás, o passado me agrada bastante), não pude deixar de me envolver com este livro e afirmar que é um dos meus preferidos.

Tally, a jovem feia que deseja tornar-se perfeita, vê sua vida mudar quando está prestes a completar 16 anos e ser operada. Sua nova amiga, Shay, mostra-lhe um novo mundo. Onde perfeitos não têm vez e a vida é muito mais do que festas e rostos bonitos.
Realmente, uma narrativa de tirar o fôlego que envolve romance, amizade, mistério, e tantos outros elementos essenciais para uma boa obra.
Procurando um livro fantástico? Acabou de achar.

P.S.: Durante a leitura bate uma vontade de saber como é ser perfeito...
Luh 12/03/2011minha estante
Concordo com tudo.




29/01/2011

O que é ser perfeito pra você?
Até onde você iria para se encaixar nos padrões da sociedade? Até onde você iria para se tornar bonita aos olhos dos outros? Trairia seus amigos, sua família, seus ideais? Destruiria a vida das pessoas, e provavelmente a sua por isso? Acho que todas essas perguntas se passaram na cabeça de Tally quando ela viu que história de se tornar perfeita não era tão colorida quanto ela imaginava.


Tudo que Tally queria, era ser tornar perfeita e viver em Nova Perfeição com outros perfeitos e se divertir com o seu novo rosto. Ela não queria ser vista como um monstro, como alguém renegado perante a sociedade. Na cidade dos Feios, ela é apenas mais uma esperando completar 16 anos, para ir ao uma sala de cirurgia e mudar totalmente de corpo. Já que esse o objetivo da vida dela. Eis que ao conhecer Shay, outra feia como ela, Tally se vê em uma dilema: Viver em uma sociedade em que apenas a beleza importa, ou partir para o desconhecido, onde ninguém é feio, que a beleza é vista de uma forma diferente, onde todos são bonitos pelo que são, pela a própria essência. Shay escolhe e segunda opção e quer apresentá-la a Tally! Quando ela recebe uma proposta que a coloca entre a opção de entregar (e trair!) o desconhecido à Nova Perfeição e se tornar perfeita, ou viver sem se preocupar com padrões de beleza, com os seus amigos e seus ideais, e ser feia para sempre, que ela pensa nas perguntas feitas no início da resenha!

O livro tem uma história fantástica, que te faz pensar e questionar. Mas a minha birra, é que essa história demorou um pouquinho pra aparecer. Ainda bem que eu não sou daquelas que abandonam um livro quando a história não começa de um jeito bacana. Pra mim, só ficou interessante depois da página 100, quando toda a índole de Tally é questionada!

Aprendi muito com a história, mesmo! Questiona o tempo todo o fato de que a sociedade dita algo que manipula a cabeça das pessoas, fazendo com que elas esqueçam quem são, pra se tornarem aquelas que o mundo exige!

Um coisa que eu aprendi: Não é justo julgar alguém como "feio", quando a beleza pode ser vista de perspectivas tão diferentes. É bom lembrar disso, todos os dias.
comentários(0)comente



Marezinha 24/12/2010

Primeiramente vou informar que minha resenha possui juízo de valores. Se você estiver de acordo com isso, pode ler a seguir.

Tally é uma garota prestes a completar seu décimo sexto aniversário e realizar seu sonho: tornar-se perfeita. Mas, o que afinal, implica nessa transformação? Até os 16 anos, todos são feios. Isso não significa necessariamente que você é feio de verdade. Ser feio seria semelhante a ser comum, a se aceitar. Enquanto um perfeito é aquele estilo de beleza programado, como uma Barbie, por exemplo.
Um dia, Tally conhece Shay, uma menina com cérebro. Elas fazem amizade rapidamente e a grande diferença entre as duas é simples: Shay não quer ser perfeita. Por quê? Porque ela se sente satisfeita sendo do jeito que é. Ela não sente necessidade de uma beleza artificial, de uma igualdade de aparências, de uma vida regida por futilidades sem tamanho. Ela não quer que o mundo preste atenção nela. Ela quer ter algo a dizer para o mundo.
E é nisso que se baseia a trama. Tally vai fazer um monte de merda para dar enredo, tornando uma crítica em uma história.

Eu gostei do livro. Bastante, até. O livro tem um clima meio futurista, faz piadinhas irônicas com a sociedade contemporânea e isso me diverte. Achei interessante o autor criar uma sociedade hipotética para relatar as ditaduras da nossa sociedade. Confesso que no começo eu pensei: Ok, você está fazendo críticas óbvias que todos que tem um mínimo de cérebro e senso crítico fazem também. Mas, não. Ele mostra o outro lado.
Vou explicar:
Shay defende o direito de ser quem ela é, de ter aparência não-perfeita que tem e, por vezes, discute com Tally a respeito do assunto. As respostas de Tally são sempre geniais. Mostram o outro lado. Ela defende, por exemplo, que nessa sociedade perfeita não há guerras e que no passado, as pessoas se discriminavam por causa da cor de pele. Se todos possuem a mesma cor, não tem porque existir o racismo.
Dessa forma, o autor vai levando de forma inteligente (e não inteligentíssima porque o público que ele pretende atingir não é 100% maduro).
Com certeza, um bom pedido de Natal! =P
*Rô Bernas 16/01/2011minha estante
Amei sua resenha! Amo ler resenhas bem escritas e objetivas e a sua reúne as duas coisas. Parabéns!




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